Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2307134 Português
Leia o texto a seguir:


Festa literária reúne no Rio mais de 150 artistas em 76 atividades


Alana Gandra


Criada em 2010, a Festa Literária de Santa Maria Madalena (Flim), no interior do estado do Rio, abre sua 14ª edição na próxima sexta-feira (25), estendendo-se até domingo (27). O evento oferecerá ao público 76 atividades que incluem shows, mesasredondas, palestras, lançamentos de livros, apresentações de canto e dança, exposições de artes plásticas e de fotografia, exposições das escolas locais, rodas de conversa, ciranda de poemas, feira de livros, feira de produtos locais e até um bloco de carnaval.

O homenageado deste ano é o ilustrador e escritor de literatura infantojuvenil mineiro Julio Emilio Braz, que começou a publicar em 1989. Com mais de 150 livros publicados e adotados por escolas e professores do Brasil, Julio Emilio é bastante conhecido pela geração que está atualmente na faixa etária de 30 a 40 anos e que leu a obra dele na infância e na adolescência, informou à Agência Brasil a curadora da Flim, jornalista Terezinha Costa.

Durante a feira, Julio Emilio Braz vai lançar dois novos livros: Debaixo da Via Láctea e Na ponta de meus dedos. A Flim deste ano tem como tema Únicos e Plurais, que define a obra de Braz. De acordo com a curadora, “a obra dele é toda em cima de diversidade, mas também da identidade de cada pessoa, de cada grupo, de se reconhecer e aceitar sua identidade”. A obra do escritor aborda negros, gays, asiáticos, surfistas, gente da roça, gente urbana, terror, ficção científica, história policial. “Ao mesmo tempo, tem muito humor”, completou.


Começo


Terezinha Costa se mudou com o marido para Santa Maria Madalena, município da região serrana fluminense, em 2004. Na venda de beira de estrada que pertencia ao sítio onde foi morar, Terezinha abriu uma biblioteca em 2007, que funcionava um domingo por mês, onde as mães da região levavam suas crianças. Numa dessas ocasiões, uma pessoa sugeriu que Terezinha “inventasse” alguma atividade que pudesse ser feita na área urbana.

“Santa Maria Madalena é uma cidade que vem do tempo do café e o centro histórico está ainda preservado, com seus casarões antigos. Como o cenário está pronto, pensei que seria interessante fazer uma festa literária ou algo parecido”, disse Terezinha. Ela então criou um projeto que acabou chegando às mãos do secretário de Educação e Cultura da época. “Ele me chamou, a gente conversou e resolveu fazer a primeira edição da Flim, que foi em 2010”.

Como a jornalista estava influenciada por ideias de desenvolvimento sustentável, acabou decidindo que, para ter sustentabilidade, o evento não poderia depender somente do setor público. “Senão, quando aquele secretário saísse, a feira ia morrer. Fomos conceituando dessa maneira, uma coisa que juntasse o que chamam de tripé da sustentabilidade: o Poder Público, a sociedade civil e os empresários”. Todas as ideias foram adaptadas para a escala local. “A sociedade civil era eu, no começo”.


Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2023/08/1045544-festa-literaria-reune-norio-mais-de-150-artistas-em-76-atividades.html. Acesso em 29/08/2023
A Feira Literária de Santa Maria Madalena originou-se de uma iniciativa, que foi um projeto:
Alternativas
Q2307133 Português
Leia o texto a seguir:


Festa literária reúne no Rio mais de 150 artistas em 76 atividades


Alana Gandra


Criada em 2010, a Festa Literária de Santa Maria Madalena (Flim), no interior do estado do Rio, abre sua 14ª edição na próxima sexta-feira (25), estendendo-se até domingo (27). O evento oferecerá ao público 76 atividades que incluem shows, mesasredondas, palestras, lançamentos de livros, apresentações de canto e dança, exposições de artes plásticas e de fotografia, exposições das escolas locais, rodas de conversa, ciranda de poemas, feira de livros, feira de produtos locais e até um bloco de carnaval.

O homenageado deste ano é o ilustrador e escritor de literatura infantojuvenil mineiro Julio Emilio Braz, que começou a publicar em 1989. Com mais de 150 livros publicados e adotados por escolas e professores do Brasil, Julio Emilio é bastante conhecido pela geração que está atualmente na faixa etária de 30 a 40 anos e que leu a obra dele na infância e na adolescência, informou à Agência Brasil a curadora da Flim, jornalista Terezinha Costa.

Durante a feira, Julio Emilio Braz vai lançar dois novos livros: Debaixo da Via Láctea e Na ponta de meus dedos. A Flim deste ano tem como tema Únicos e Plurais, que define a obra de Braz. De acordo com a curadora, “a obra dele é toda em cima de diversidade, mas também da identidade de cada pessoa, de cada grupo, de se reconhecer e aceitar sua identidade”. A obra do escritor aborda negros, gays, asiáticos, surfistas, gente da roça, gente urbana, terror, ficção científica, história policial. “Ao mesmo tempo, tem muito humor”, completou.


Começo


Terezinha Costa se mudou com o marido para Santa Maria Madalena, município da região serrana fluminense, em 2004. Na venda de beira de estrada que pertencia ao sítio onde foi morar, Terezinha abriu uma biblioteca em 2007, que funcionava um domingo por mês, onde as mães da região levavam suas crianças. Numa dessas ocasiões, uma pessoa sugeriu que Terezinha “inventasse” alguma atividade que pudesse ser feita na área urbana.

“Santa Maria Madalena é uma cidade que vem do tempo do café e o centro histórico está ainda preservado, com seus casarões antigos. Como o cenário está pronto, pensei que seria interessante fazer uma festa literária ou algo parecido”, disse Terezinha. Ela então criou um projeto que acabou chegando às mãos do secretário de Educação e Cultura da época. “Ele me chamou, a gente conversou e resolveu fazer a primeira edição da Flim, que foi em 2010”.

Como a jornalista estava influenciada por ideias de desenvolvimento sustentável, acabou decidindo que, para ter sustentabilidade, o evento não poderia depender somente do setor público. “Senão, quando aquele secretário saísse, a feira ia morrer. Fomos conceituando dessa maneira, uma coisa que juntasse o que chamam de tripé da sustentabilidade: o Poder Público, a sociedade civil e os empresários”. Todas as ideias foram adaptadas para a escala local. “A sociedade civil era eu, no começo”.


Fonte: https://www.jb.com.br/cadernob/2023/08/1045544-festa-literaria-reune-norio-mais-de-150-artistas-em-76-atividades.html. Acesso em 29/08/2023
O objetivo do texto é:
Alternativas
Q2307094 Português
Leia o trecho do texto abaixo para responder a questão.

     Brasil pode ter onda de calor mais forte em outubro; como fica o tempo?

    A onda de calor que atingiu boa parte do Brasil pode ter uma "nova edição" em outubro —e pode ser ainda mais forte. A informação é da Climatempo e da Metsul.

    Segundo a Climatempo, há possibilidade de temperaturas ainda mais altas do que as registradas na última onda de calor, no fim de setembro.

    A previsão é de atuação de sistemas de alta pressão atmosférica, gerando mais calor para um mês que, naturalmente, é quente no Brasil, segundo a Climatempo. A presença do El Niño ajuda a manter o ar mais quente do que o normal sobre o país.

    Como ficam as temperaturas?
  As temperaturas em outubro vão ficar acima do normal para o mês na maior parte do país. Os termômetros podem registrar de 2°C a 3°C a mais do que a média normal em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio, Goiás, Mato Grosso e na maior parte de São Paulo.

    Um pouco acima da média. Em boa parte do litoral do Nordeste e em toda a região Sul, as temperaturas ficam até 1°C mais altas do que o normal para o mês… 

 Disponível em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-
noticias/2023/10/01/mais-calor-veja-previsao-do-tempo-para-o-mes-
de-outubro.htm?cmpid=copiaecola – acesso em 01/10/2023
Assinale a alternativa correta segundo o texto: 
Alternativas
Q2307093 Português
Leia o trecho do texto abaixo para responder a questão.

     Brasil pode ter onda de calor mais forte em outubro; como fica o tempo?

    A onda de calor que atingiu boa parte do Brasil pode ter uma "nova edição" em outubro —e pode ser ainda mais forte. A informação é da Climatempo e da Metsul.

    Segundo a Climatempo, há possibilidade de temperaturas ainda mais altas do que as registradas na última onda de calor, no fim de setembro.

    A previsão é de atuação de sistemas de alta pressão atmosférica, gerando mais calor para um mês que, naturalmente, é quente no Brasil, segundo a Climatempo. A presença do El Niño ajuda a manter o ar mais quente do que o normal sobre o país.

    Como ficam as temperaturas?
  As temperaturas em outubro vão ficar acima do normal para o mês na maior parte do país. Os termômetros podem registrar de 2°C a 3°C a mais do que a média normal em estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio, Goiás, Mato Grosso e na maior parte de São Paulo.

    Um pouco acima da média. Em boa parte do litoral do Nordeste e em toda a região Sul, as temperaturas ficam até 1°C mais altas do que o normal para o mês… 

 Disponível em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-
noticias/2023/10/01/mais-calor-veja-previsao-do-tempo-para-o-mes-
de-outubro.htm?cmpid=copiaecola – acesso em 01/10/2023
Analise as afirmativas abaixo.
I. O Climatempo informa que a temperatura de outubro será igual à de setembro.
II. Por causa da presença do El Niño há garantia de mais calor no mês de outubro.
III. Na região Nordeste poderemos registrar uma alta de 2ºC a mais do que o normal.
IV. Em todas as regiões do Brasil notaremos um aumento da temperatura.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2307074 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão


Mulher morre baleada no Morro do Turano,
na Zona Norte do Rio

Moradores dizem que vítima estava tomando café na calçada, quando PMs chegaram atirando na comunidade. Policiais dizem que foram atacados a tiros. Uma gestante ficou ferida por estilhaços.

Uma moradora do Morro do Turano, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, morreu após ser baleada na manhã desta quinta-feira (15). A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) identificou a vítima como Severina da Silva Nunes.

Segundo moradores, ela foi atingida por disparos de policiais militares e não havia operação no local.

Eles contam que os agentes chegaram atirando na comunidade e um dos disparos atingiu a vítima, que tomava café na calçada. Uma gestante, identificada como Kécia de Souza Silva, ficou ferida por estilhaços.

No final da manhã, moradores realizaram protestos pela morte de Severina. Cartazes pediam justiça, e os manifestantes colocaram fogo em objetos no meio da rua, formando barricadas.

Policiais militares desobstruíram as vias, e os bombeiros foram acionados para apagar as chamas.

As ruas foram liberadas por volta das 13h20, mas o trânsito sofria reflexos no acesso ao Centro da cidade. Às 13h40, o protesto continuava.

(https://g1.globo.com/rj/rio-de-
janeiro/noticia/2023/06/15/mulher-morre-baleada-no-morro-
do-turano-na-zona-norte-do-rio.ghtml - Acesso em
15/06/2023)
Analise as afirmativas abaixo.
I. Os policiais afirmam que entraram atirando.
II. Os moradores dizem que a polícia entrou atirando.
III. Severina foi baleada na quinta feira.
IV. Severina atirou em uma moradora.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q2307073 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão


Mulher morre baleada no Morro do Turano,
na Zona Norte do Rio

Moradores dizem que vítima estava tomando café na calçada, quando PMs chegaram atirando na comunidade. Policiais dizem que foram atacados a tiros. Uma gestante ficou ferida por estilhaços.

Uma moradora do Morro do Turano, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, morreu após ser baleada na manhã desta quinta-feira (15). A Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) identificou a vítima como Severina da Silva Nunes.

Segundo moradores, ela foi atingida por disparos de policiais militares e não havia operação no local.

Eles contam que os agentes chegaram atirando na comunidade e um dos disparos atingiu a vítima, que tomava café na calçada. Uma gestante, identificada como Kécia de Souza Silva, ficou ferida por estilhaços.

No final da manhã, moradores realizaram protestos pela morte de Severina. Cartazes pediam justiça, e os manifestantes colocaram fogo em objetos no meio da rua, formando barricadas.

Policiais militares desobstruíram as vias, e os bombeiros foram acionados para apagar as chamas.

As ruas foram liberadas por volta das 13h20, mas o trânsito sofria reflexos no acesso ao Centro da cidade. Às 13h40, o protesto continuava.

(https://g1.globo.com/rj/rio-de-
janeiro/noticia/2023/06/15/mulher-morre-baleada-no-morro-
do-turano-na-zona-norte-do-rio.ghtml - Acesso em
15/06/2023)
Segundo o texto acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2307056 Português
O balão

Um homem está voando num balão, quando, de repente, percebeu que estava completamente perdido. Desceu lentamente sobre uma rodovia, onde um motorista o estava observando ao lado de seu carro. Quando a altura era suficiente para se comunicar com ele, disse-lhe:

— Desculpe! Marquei um encontro com uns amigos e já estou atrasado, porque não sei onde estou. Poderia ajudar-me?

— Pois não! Você está num balão de ar quente, a uns 30 metros de altura, entre os 40 e 45 graus de latitude norte e entre os 58 e 60 graus de longitude oeste.

— Você é engenheiro, não é verdade? - perguntou-lhe o passageiro do balão.

— Sou, sim! - respondeu o motorista. – Como soube?

— Muito simples. Tudo o que você me disse é tecnicamente correto, mas praticamente inútil. Continuo perdido e vou chegar tarde ao meu encontro porque não sei o que fazer com a sua informação.

— E você é um chefe, certo? 

— Certo - respondeu o homem do balão. – Como adivinhou?

— Muito fácil. Não sabe onde está nem para onde vai. Fez uma promessa que não pode cumprir e espera que outra pessoa resolva seu problema. Na realidade encontra-se exatamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, só que, agora, por uma estranha razão... a culpa é minha!


Disponível em:
http://www.muraljoia.com.br/000novapaginahum.htm.
Acesso em: 30 ago. 2019.
Assinale a alternativa que apresenta quem marcou um encontro com amigos. 
Alternativas
Q2307054 Português
O balão

Um homem está voando num balão, quando, de repente, percebeu que estava completamente perdido. Desceu lentamente sobre uma rodovia, onde um motorista o estava observando ao lado de seu carro. Quando a altura era suficiente para se comunicar com ele, disse-lhe:

— Desculpe! Marquei um encontro com uns amigos e já estou atrasado, porque não sei onde estou. Poderia ajudar-me?

— Pois não! Você está num balão de ar quente, a uns 30 metros de altura, entre os 40 e 45 graus de latitude norte e entre os 58 e 60 graus de longitude oeste.

— Você é engenheiro, não é verdade? - perguntou-lhe o passageiro do balão.

— Sou, sim! - respondeu o motorista. – Como soube?

— Muito simples. Tudo o que você me disse é tecnicamente correto, mas praticamente inútil. Continuo perdido e vou chegar tarde ao meu encontro porque não sei o que fazer com a sua informação.

— E você é um chefe, certo? 

— Certo - respondeu o homem do balão. – Como adivinhou?

— Muito fácil. Não sabe onde está nem para onde vai. Fez uma promessa que não pode cumprir e espera que outra pessoa resolva seu problema. Na realidade encontra-se exatamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, só que, agora, por uma estranha razão... a culpa é minha!


Disponível em:
http://www.muraljoia.com.br/000novapaginahum.htm.
Acesso em: 30 ago. 2019.
“— Pois não! Você está num balão de ar quente, a uns 30 metros de altura, entre os 40 e 45 graus de latitude norte e entre os 58 e 60 graus de longitude oeste.”
Sobre o trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2307007 Português

Leia a tirinha a seguir.



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em:<https://www.pedrocordier.com/tag/calvin-e-haroldo/>. Acesso em: 30 out. 2023.



Na tira, a construção do efeito de ironia deve-se

Alternativas
Q2306699 Português
Texto 3


As Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos, são um paradigma do que se pode chamar literatura de testemunho: nem pura ficção, nem pura historiografia. O fundo histórico é o da ditadura Vargas, mas o testemunho vive e elabora-se numa zona de fronteira: ao percorrer essas memórias, somos levados tanto a reconstituir a fisionomia e os gestos de alguns companheiros de prisão de Graciliano, entre os quais líderes comunistas, como a contemplar a metamorfose dessa matéria objetiva em uma prosa una e única − a palavra do narrador.

BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 222. [Adaptado].
O texto remete à definição de “literatura de testemunho” como uma produção literária em que
Alternativas
Q2306275 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere. 

Texto 03 


Sobre a velhice 

[...] Por oposição aos gerontologistas, que analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado na velhice como um acontecimento estético. A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo. A juventude eterna, que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence à estética das manhãs. As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria. Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente diferente da beleza das manhãs. A beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa – talvez solitária. No crepúsculo, tomamos consciência do tempo. Nas manhãs, o céu é como um mar azul, imóvel. No crepúsculo, as cores se põem em movimento: o azul vira verde, o verde vira amarelo, o amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente. Ao sentir a passagem do tempo, nos apercebemos que é preciso viver o momento intensamente. Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia. [...] 


Disponível em: https://www.pensador.com/autor/rubemalves/. Acesso em: 28 set. 2023. 

Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura formal do texto.


I - Em “As manhãs têm uma beleza única [...]”, o verbo “têm” encontra-se no presente do indicativo e foi acentuado porque foi flexionado na terceira pessoa do plural, para concordar com o seu sujeito.

II - Em, “Nas manhãs, o céu é como um mar azul, imóvel”, a conjunção “como” foi usada para construir uma comparação subjetiva.

III - Em “As manhãs têm uma beleza única, que lhes é própria.”, o pronome oblíquo átono “lhes” encontra-se proclítico, porque a palavra “que” é atrativa.

IV - Em [...] o azul vira verde, o verde vira amarelo, o amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo [...]”, percebe-se que o artigo “o” substantiva vários adjetivos.

V - Em “Tempus fugit – o tempo foge – portanto, carpe diem – colha o dia.”, a conjunção “portanto” assume o valor semântico de explicação. 


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q2306269 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere. 

Texto 01


Jardins

Rubem Alves 

[...] Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade. Dentro da casa os adultos estavam sempre vigiando: “Não mexa aí, não faça isso, não faça aquilo...” O Paraíso foi perdido quando Adão e Eva começaram a se vigiar. O inferno começa no olhar do outro que pede que eu preste contas. E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim. Lá eu estava longe dos adultos. Eu podia ser eu mesmo. O jardim era o espaço da minha liberdade. As árvores eram minhas melhores amigas. A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha. Meu primeiro furto foi o furto de uma pitanga: “furto” – “fruto” – é só trocar uma letra.... Até mesmo inventei uma maquineta de roubar pitangas... Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado! [...]


Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas/rubem_alves/. Acesso em: 28 set. 2023. 

Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura de composição do texto 01. 


I - Em “E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim.”, o termo “paradisíacos” atribui às crianças uma característica negativa.

II - Em “Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade.”, o termo “menino” expressa uma circunstância de tempo.

III - Em “Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos.”, as frases interrogativas expressam, respectivamente, possível reação e opinião do interlocutor.

IV - Em “Têm medo do ridículo.”, o verbo “têm” foi empregado na terceira pessoa do plural para indicar uma ideia de indeterminação do ser sobre o qual a declaração é feita.

V - Em “A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha.”, o termo “sem vergonha” confere ao termo “frutinhos” um valor depreciativo. 


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q2306268 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere. 

Texto 01


Jardins

Rubem Alves 

[...] Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade. Dentro da casa os adultos estavam sempre vigiando: “Não mexa aí, não faça isso, não faça aquilo...” O Paraíso foi perdido quando Adão e Eva começaram a se vigiar. O inferno começa no olhar do outro que pede que eu preste contas. E como as crianças são seres paradisíacos, eu fugia para o jardim. Lá eu estava longe dos adultos. Eu podia ser eu mesmo. O jardim era o espaço da minha liberdade. As árvores eram minhas melhores amigas. A pitangueira, com seus frutinhos sem vergonha. Meu primeiro furto foi o furto de uma pitanga: “furto” – “fruto” – é só trocar uma letra.... Até mesmo inventei uma maquineta de roubar pitangas... Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado! [...]


Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas/rubem_alves/. Acesso em: 28 set. 2023. 

O texto é marcado, principalmente, por 
Alternativas
Q2306137 Português
Profundamente


[...]
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci


Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?


— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


(BANDEIRA, Manoel. Antologia poética.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. P.81. Fragmento.)
A segunda estrofe retoma o momento presente, evocado pelo advérbio “hoje”, que a inicia. A lista de familiares, associada à pergunta final (“Onde estão todos eles?”), cria o contexto necessário para que o verbo “dormir” ganhe um sentido figurado. Marque a alternativa que apresenta o sentido de “dormindo” nesse contexto:
Alternativas
Q2306112 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Analise as afirmações sobre o comportamento do Reizinho. Ele era mandão porque

I. aprendera com o seu pai, o velho rei. II. tinha gênio ruim. III. aprendera com os conselheiros. IV. fora mimado quando criança.

Marque a alternativa correta:
Alternativas
Q2306111 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Marque a alternativa que apresenta as características do comportamento do velho rei para com o povo do seu reino:
Alternativas
Q2306107 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)
Analise o fragmento do texto : “Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão , teimoso, implicante, xereta!”. Marque a alternativa que apresenta sinônimos para implicante e xereta, respectivamente, nesse contexto.
Alternativas
Q2306106 Português
O Reizinho Mandão


         Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava. Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui. Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé. Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
        Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar. O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo. Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta! Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
       Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem. Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos: ___ Cala a boca! Eu é que sou o rei . Eu é que mando! Podia ser ministro, embaixador, professor. E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer “Cala a boca” também.
       Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava “Cala a boca” de cá, e o papagaio gritava “Cala a boca” de lá. As pessoas, então foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava. Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar. Ninguém.


(ROCHA RUTH. O Reizinho Mandão.
3ª Edição. Livraria Pioneira.)

Analise as informações abaixo sobre as características do povo daquele reino: 


I. Eram corajosos.

II. Eram tristes e oprimidos.

III. Tinham senso crítico.

IV. Eram passivos.


Marque a alternativa correta:

Alternativas
Q2306069 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
Na frase “— Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou o esteio da casa”, o menino
Alternativas
Q2306068 Português
TEXTO 


      Tô Pedindo Trabalho   


        Eu tinha de cuidar da mamãe. Zelar da Divina. E expulsar o Bené do barraco. Faz dois dias que tô rondando o armazém do Seu Sebastião. Tô com fome. Eu olhava de cá, ele despistava de lá. (...) Um dia, trinquei a coragem nos dentes, saltei pra dentro do armazém e botei olho no olho dele: — Seu Sebastião, tô falando de verdade, me dá serviço! Eu sou esteio de casa. — Seu malandro, você pode ser é rato de lixo, isto sim. Esteio de casa... ora essa!... tá até de bumbum de fora. Rapa daqui.
        — Se o Senhor me botar pra trabalhar, posso comprar um calção e uma camiseta. Ali de frente tem na liquidação... — Você é renitente, hem? Já disse: não emprego menino. Inda mais de favela. É capaz que me leve o armazém. Fora daqui! E, se trouxer turma, chamo a patrulha. Sabe de uma coisa? Vou chamar o guarda.
        Saí chutando lixo. Andei. Andeiandeiandeiandei, andei. Voltei.
     Peguei assento em frente da porta do armazém. O sol já tava morrendo lá no finzinho do céu com cor de sangue pisado. Tive uma gastura nas tripas porque fiquei lembrando da perna da Binha saindo da salmoura, sem sentença de cura. Nem demorou muito, o céu coalhou de estrelas, e a diacha da fome atazanou minha barriga. Fiquei juntando cuspe na boca. Um cara jogou um toco de cigarro aceso no meu pé. Ai, que alívio! Dei uma chupada bem pra dentro, a fome calou um tico.
      Embolei papel do lixo pra fazer cama. Já tavaesquentando. Mas a ronqueira da barriga virou uma danação, quando um rato saiu debaixo da porta, atrás de mim com um pedaço de carne seca. Outro veio atrás e trancafiaram na luta.Enquanto um chiava com as mordidas do outro, num bote só, tomei a carne. Tive medo dos ratos. Tive medo da fome que barulhava minha ideia. Tive medo até do medo. Dormi na porta do armazém do Seu Sebastião.


(ALVARENGA TEREZINHA. Tô pedindo trabalho.
 Editora Miguilim. pp. 10/11. Texto adaptado).
A autora usa a expressão “andeiandeiandeiandei”. Essa montagem da palavra “andei”, conforme o contexto onde foi empregada, significa: 
Alternativas
Respostas
11361: A
11362: D
11363: A
11364: B
11365: B
11366: A
11367: D
11368: C
11369: C
11370: C
11371: A
11372: C
11373: B
11374: B
11375: C
11376: B
11377: A
11378: D
11379: D
11380: C