Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2184813 Português

Leia o texto a seguir.

Com a construção de Brasília, tanto as terras como a vegetação eram tidas como algo “inútil”. Durante muito tempo, o Cerrado foi visto como impróprio para a agricultura. O médico higienista Antonio Pimentel afirmava que “a falta de conhecimentos sobre a região do Planalto Central fazia com que a maioria das pessoas visse todo o interior do Brasil como um lugar doentio, muito quente e inóspito”. A transferência da Capital Federal para a região Central do país teve como um dos objetivos a integração do Centro-Oeste à economia nacional.  

APARECIDO COSTA, R.; DE OLIVEIRA SANTOS, F. Expansão agrícola e 

vulnerabilidade natural do meio físico no sul goiano. Geografia em Atos

(Online), [S. l.], v. 2, n. 10, p. 23–35, 2011, P. 24. [Adaptado]. 


Que tipo de visão sobre o Cerrado é apresentada no texto? 

Alternativas
Q2184812 Português

Leia o texto a seguir.


O Fundo Amazônia (instituído pelo Decreto nº 6.527, de 1º de agosto de 2008) apoia projetos nas seguintes áreas:

• Gestão de florestas públicas e áreas protegidas; • Controle, monitoramento e fiscalização ambiental; • Manejo florestal sustentável; • Atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da vegetação; • Zoneamento ecológico e econômico, ordenamento territorial e regularização fundiária; • Conservação e uso sustentável da biodiversidade; • Recuperação de áreas desmatadas. 

Disponível em: <https://www.fundoamazonia.gov.br/pt/fundo-amazonia/>. 

Acesso em: 27 mar. 2023. [Adaptado]. 



Qual é o objetivo do apoio a projetos nas áreas descritas?

Alternativas
Q2184811 Português

Leia o texto a seguir.  


Os números mostram que o Brasil pode ser um caso à parte quando o tema é a mulher nas artes. Porém, o cenário aparentemente favorável pode ser apenas uma primeira impressão, na opinião da pesquisadora da Universidade de São Paulo, a doutora Ana Paula. “Muitas das artistas bem-sucedidas no mercado nem sempre desfrutam de boa colocação nos espaços museais. Ou seja, o valor de mercado nem sempre migra para uma valorização cultural ou outras instâncias de legitimação da cultura. E o mercado da arte não se resume a ser artista. Há outras posições em museus e galerias que ainda não são ocupados por mulheres”, disse ela.


Disponível em: <http://www.iea.usp.br/noticias/representatividade-

feminina-no-sistema-artistico-precisa-ser-melhor-avaliada>. Acesso em: 14

mar. 2023. [Adaptado]. 



Qual é o problema da arte brasileira demonstrado pela pesquisadora? 

Alternativas
Q2184810 Português

Leia o texto a seguir.


Criada há três décadas para assegurar a inclusão no mercado de trabalho brasileiro, a Lei de Cotas tem dado oportunidades a pessoas com deficiência, mas ainda enfrenta desafios para ser amplamente cumprida. No país, as empresas com 100 funcionários ou mais são obrigadas a destinar vagas para pessoas com deficiência.

Atualmente, cerca de 372 mil profissionais com deficiência estão empregados na Administração Pública, em empresas públicas e sociedades de economia mista e nas empresas privadas, o que representa uma ocupação de apenas 53% das vagas reservadas. Em municípios menores, as chances de postos formais são mais reduzidas.

 

Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-

humanos/noticia/2022-03/mercado-de-trabalho-para-pessoas-com-

deficiencia-e-tema-do-caminhos>. Acesso em: 24 mar. 2023. 


Das características mencionadas a seguir para os municípios menores, qual delas justifica a última frase do texto? 

Alternativas
Q2184809 Português

Leia o texto a seguir. 


As principais rotas de contaminação por doenças de veiculação hídrica estão ligadas ao contato do ser humano com água - para consumo, recreação e/ou preparo de alimentos - contaminada. O contato com água contaminada pode ser intensificado por ações humanas, tais quais a disposição inadequada de esgotos domésticos. Também é possível que eventos climáticos extremos possam aumentar o risco de ocorrência de enchentes e enxurradas, que serviriam como meio de transporte e disseminação de doenças infecciosas, como, por exemplo, a leptospirose e a cólera. 


EMBRAPA. As mudanças ambientais e a saúde humana. Disponível em: 

<https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/52769086/artigo--

-as-mudancas-ambientais-e-a-saude-humana-impactos-da-degradacao-

ambiental-sobre-surtos-de-doencas-infecciosas>. Acesso em: 24 mar. 2023. 

[Adaptado]. 


Qual foi o comportamento humano que contribuiu para a situação descrita? 

Alternativas
Q2184808 Português

Leia o texto a seguir.  


O Tratado Global dos Oceanos foi finalmente acordado pela Organização das Nações Unidas (ONU), após quase duas décadas de negociações. Segundo Laura Meller, da campanha de Oceanos do Greenpeace Nórdico, a aprovação do Tratado sinaliza a importância de superar questões políticas.

“Elogiamos os países por se comprometerem, deixando de lado as diferenças e entregando um Tratado que nos permitirá proteger os oceanos, construir resiliência às mudanças climáticas e proteger a vida e a subsistência de bilhões de pessoas”, afirma Meller, ressaltando que os países devem adotar e ratificar o Tratado o mais rápido possível. 


GREENPEACE BRASIL. Tratado histórico para a proteção global dos 

oceanos. Disponível em: <encr.pw/m5za6>. Acesso em: 25 mar. 2023. 

[Adaptado]. 


O texto fala em superar questões políticas por qual motivo? 

Alternativas
Q2184795 Português
Texto 2
Solidários na porta
Luís Fernando Veríssimo
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com o seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer lugar da cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. ‘É a sua!’
Mas você pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta se abrir e você cair do carro. A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. ‘Olha a porta aberta!’ É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2019/0>. Acesso 
em: 29 mar. 2023. 




Na frase “- Porta aberta!”, o sinal de pontuação (!) foi usado para 
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Q2184794 Português
Texto 2
Solidários na porta
Luís Fernando Veríssimo
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com o seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer lugar da cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. ‘É a sua!’
Mas você pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta se abrir e você cair do carro. A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. ‘Olha a porta aberta!’ É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2019/0>. Acesso 
em: 29 mar. 2023. 




No texto, a palavra “você” é usada como 
Alternativas
Q2184792 Português
Texto 2
Solidários na porta
Luís Fernando Veríssimo
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com o seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer lugar da cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. ‘É a sua!’
Mas você pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta se abrir e você cair do carro. A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. ‘Olha a porta aberta!’ É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2019/0>. Acesso 
em: 29 mar. 2023. 




Segundo o texto, embora o ser humano se diferencie de outros animais devido a alguns gestos solidários, a irracionalidade ainda prevalece quando está no trânsito. O trecho que permite essa interpretação é: 
Alternativas
Q2184791 Português
Texto 2
Solidários na porta
Luís Fernando Veríssimo
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com o seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer lugar da cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. ‘É a sua!’
Mas você pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta se abrir e você cair do carro. A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. ‘Olha a porta aberta!’ É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2019/0>. Acesso 
em: 29 mar. 2023. 




Inicialmente, o texto descreve os humanos, no trânsito, como seres  
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Q2184789 Português

Texto 1

Brasileiros terão idade máxima para dirigir?


O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não possui uma cláusula específica que estipula uma idade limite para conduzir veículos. Isso gera dúvida sobre quando é seguro manter ou solicitar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entretanto, após os 50 anos, a renovação da CNH deve ocorrer com mais frequência, conforme estabelecido por lei.
Assim, é importante que familiares e amigos de pessoas acima dessa idade fiquem atentos a sinais que possam indicar dificuldades na condução de veículos. Caso a pessoa apresente problemas de concentração ou dificuldades de audição e visão, é fundamental ser submetida a uma avaliação médica.
Além disso, em 2021, mudanças importantes foram implementadas no CTB em todo o país, afetando principalmente o período de validade da carteira de motorista. A renovação da CNH envolve exames médicos de aptidão física e mental, incluindo avaliações psicológicas preliminares e complementares.
Portanto, embora não exista uma idade máxima para dirigir, os motoristas com mais de 50 anos precisam estar cientes das mudanças recentes no CTB e realizar as avaliações médicas obrigatórias dentro dos prazos estipulados, a fim de garantir a segurança no trânsito.

FIGUEIREDO, Gabriela. Brasileiros terão idade máxima para dirigir? Saiba 
quais são as novas regras da CNH. Disponível em: 
<https://pronatec.pro.br/idade-maxima-para-dirigir-novas-regras-cnh/>. 
Acesso em: 13 mar. 2023. [Adaptado]. 
O texto diz que, de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, 
Alternativas
Q2184788 Português

Texto 1

Brasileiros terão idade máxima para dirigir?


O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não possui uma cláusula específica que estipula uma idade limite para conduzir veículos. Isso gera dúvida sobre quando é seguro manter ou solicitar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entretanto, após os 50 anos, a renovação da CNH deve ocorrer com mais frequência, conforme estabelecido por lei.
Assim, é importante que familiares e amigos de pessoas acima dessa idade fiquem atentos a sinais que possam indicar dificuldades na condução de veículos. Caso a pessoa apresente problemas de concentração ou dificuldades de audição e visão, é fundamental ser submetida a uma avaliação médica.
Além disso, em 2021, mudanças importantes foram implementadas no CTB em todo o país, afetando principalmente o período de validade da carteira de motorista. A renovação da CNH envolve exames médicos de aptidão física e mental, incluindo avaliações psicológicas preliminares e complementares.
Portanto, embora não exista uma idade máxima para dirigir, os motoristas com mais de 50 anos precisam estar cientes das mudanças recentes no CTB e realizar as avaliações médicas obrigatórias dentro dos prazos estipulados, a fim de garantir a segurança no trânsito.

FIGUEIREDO, Gabriela. Brasileiros terão idade máxima para dirigir? Saiba 
quais são as novas regras da CNH. Disponível em: 
<https://pronatec.pro.br/idade-maxima-para-dirigir-novas-regras-cnh/>. 
Acesso em: 13 mar. 2023. [Adaptado]. 
A função social do texto é 
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Q2184710 Português

Objetos de estimação


Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.

O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.

A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.

Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.

(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: 

Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

Segundo o texto, Leônidas sentiu, em relação ao pulôver, na ordem em que os sentimentos se apresentaram: 
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Q2184709 Português

Objetos de estimação


Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.

O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.

A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.

Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.

(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: 

Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

Conforme o texto, é correto afirmar que o avô de Fabrício 
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Q2184708 Português

Objetos de estimação


Os objetos do outro não devem ser menosprezados. Não se pode julgar pela aparência, pois, muitas vezes, são de estimação. O valor emocional nunca está explícito na etiqueta. Assim, um tênis velho pode ser o mais confortável. Um chinelo indigente talvez represente a liberdade do lar. Não são objetos de valor, como um relógio antigo ou um colar de prata. Mas são objetos quebrados, machucados, sofridos, enferrujados.

O avô de Fabrício, Leônida, por exemplo, entrava em pânico quando não achava a tesourinha de aparar bigode, que tinha desde a época de sua adolescência. Às vezes, ele nem queria a tesourinha para usar na hora, era somente para se certificar de que permanecia no mesmo lugar onde a tinha deixado.

A maior indignação de Leônida foi quando desapareceu o seu pulôver amarelo, que repousava sempre nas costas de uma cadeira. Tamanho o apego, nem corria o risco de colocá-lo para lavar com frequência. Vestia a malha para cortar lenha de manhã. Qualquer um o enxergava de longe, trabalhando com a machadinha no quintal.

Um dia, depois de procurar incansavelmente o pulôver nas gavetas e nos armários, de esculhambar a casa, revirar o quarto, chegou perto da mulher, que estava encerando o piso, e perguntou-lhe se ela não tinha pegado a peça por engano. Ela nem precisou responder. Leônida, arrasado, enxergou o pulôver amarelo nos pés de sua esposa. Havia sido aposentado à força e transformado num pano para lustrar o chão.

(Fabrício Carpinejar. Família é tudo. 4a ed. Rio de Janeiro: 

Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

De acordo com o primeiro parágrafo, é correto afirmar que 
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Q2184372 Português
Leia o texto para responder à questão.

A intimidade artificial virou o mal do século

        Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real.

        As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano.

        Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana.

(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado)
A respeito da pesquisa mencionada no texto, é correto concluir que
Alternativas
Q2184371 Português
Leia o texto para responder à questão.

A intimidade artificial virou o mal do século

        Esther Perel, psicóloga belga, desenvolveu o fascinante tema da “intimidade artificial”. Seu argumento é que estamos vivendo nossas vidas em permanente estado de atenção parcial. Quando nos relacionamos com nossos amigos, amantes ou familiares nunca estamos 100% presentes. Nossa atenção está sempre dividida entre as pessoas e o nosso celular, mídias sociais, alertas de mensagem e assim por diante. Nesse contexto não é possível intimidade real.

        As mídias sociais e nosso celular funcionam como anestesia seletiva para as relações humanas. Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse, mas evitamos ao máximo atritos, conversas desconfortáveis, tédio etc. Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular, que nos distrai do que é verdadeiramente humano.

        Uma pesquisa realizada nos EUA em 2019 apontou que 22% dos jovens têm hoje zero amigo. 25% dizem não ter nenhum conhecido. Muitos têm um número de seguidores gigantesco em redes sociais, mas amigos mesmo, nenhum. Em gerações anteriores o número dos sem-amigos girava em torno de 9%. Não é por acaso que ansiedade e depressão são um dos assuntos que mais circulam em mídias sociais hoje entre adolescentes e também crianças. Na era da intimidade artificial, não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana.

(Ronaldo Lemos. Folha de S. Paulo, 19.03.2023. Adaptado)
Com base no texto, é correto afirmar que a “intimidade artificial” 
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Q2184370 Português
Leia o poema para responder à questão.

naquela época
ainda não era possível ligar e desligar
pessoas
e você era obrigado a
conversar pessoalmente
brigar pessoalmente
amar pessoalmente
mentir pessoalmente
e demitir pessoas pessoalmente
a vida era muito mais difícil
e bela

(André Dahmer. Impressão sua: poemas. São Paulo: Cia das Letras, 2021)
No poema, o vocábulo que expressa circunstância de modo é:
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Q2184368 Português
Leia o poema para responder à questão.

naquela época
ainda não era possível ligar e desligar
pessoas
e você era obrigado a
conversar pessoalmente
brigar pessoalmente
amar pessoalmente
mentir pessoalmente
e demitir pessoas pessoalmente
a vida era muito mais difícil
e bela

(André Dahmer. Impressão sua: poemas. São Paulo: Cia das Letras, 2021)
A partir da leitura do poema, é correto afirmar que o eu-lírico manifesta sobre o passado uma visão
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Q2184051 Português
Texto VII

Poupemos ao leitor a narração da cena vergonhosa que aí se deu. Contentemo-nos com dizer que Leôncio esgotou todos os meios brandos e persuasivos ao seu alcance para convencer a rapariga que era do interesse e dever dela render-se a seus desejos. Fez as mais esplêndidas promessas e os mais solenes protestos; abaixou-se até as mais humildes súplicas e arrastou-se vilmente aos pés da escrava, de cuja boca não ouviu senão palavras amargas e terríveis exprobrações e, vendo enfim que eram infrutíferos todos esses meios, retirou-se cheio de cólera, vomitando as mais tremendas ameaças.

(GUIMARÃES, Bernardo. A Escrava Isaura. São Paulo: Principis, 2021, p.63)

Considere do Texto VII para responder a questão.

O projeto de construção de uma identidade nacional para o país no século XIX contou com a construção de romances que, simbolicamente, apontassem para um imaginário de país. Assinale a alternativa que apresenta um traço constituinte do contexto de publicação e circulação dessas obras.

Alternativas
Respostas
10801: B
10802: D
10803: A
10804: B
10805: D
10806: A
10807: D
10808: A
10809: B
10810: A
10811: D
10812: C
10813: C
10814: A
10815: E
10816: D
10817: C
10818: B
10819: C
10820: C