Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3471843 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

No texto Caso de divórcio (I), o humor é desencadeado por uma situação em que não há reciprocidade aparente entre um casal, em relação ao uso de apelidos carinhosos. Depois de diversas cobranças, a esposa dá o apelido ao marido de ‘Xaropão’. No entanto, há uma quebra de expectativa quando: 
Alternativas
Q3456964 Português

O que é uma tempestade, como ela se forma


As pesquisas pelo termo "tempestade" cresceram mais de 50% na comparação com o ano passado e mais de 70% nos últimos três anos.


Os moradores da região Sul do país — Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná — foram os que mais tiveram interesse no tema.


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.


Uma tempestade é um fenômeno meteorológico que "tem como características ventos fortes, chuva, trovoadas, relâmpagos, granizo e raios", explica Paulo Cezar Mendes, professor de climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).


Ou seja, é uma chuva forte com raios ou granizos; logo, chuvas que não têm pelo menos um desses fenômenos, não são consideradas tempestades.


Elas se formam em nuvens grandes verticais chamadas cumulonimbus.


Já chuvas mais amenas são formadas em nuvens cirrus − fibrosas, altas, brancas e finas − ou stratus − nuvens com menos formato, que ficam um pouco mais baixas no céu.


O tipo de nuvem formado é o que determina a intensidade da chuva, o tempo que ela vai demorar para cair e, consequentemente, se ela é uma tempestade ou não.


Uma tempestade é um fenômeno meteorológico caracterizado por muita instabilidade atmosférica; as moléculas presentes na superfície terrestre se movimentam de maneira muito intensa, provocando a formação de nuvens.


Estas nuvens se formam a partir da movimentação do ar em uma área de baixa pressão atmosférica. A tempestade está associada, principalmente, ao encontro de duas massas de ar com características diferentes − quente/seca e úmida/fria − que provoca uma variação de temperatura na atmosfera.


Esse choque provoca uma movimentação intensa das moléculas presentes na superfície da terra, ou seja, o ar quente − menos denso − eleva-se para a atmosfera, enquanto o ar frio − mais denso − desce em direção à superfície do solo, proporcionando uma redução da pressão atmosférica. Esse choque entre massas de ar é o que causa a tempestade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ ce5pl2e1nkdo. Adaptado. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas se intensificaram e causaram diversos transtornos como alagamentos e enchentes em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina principalmente.
Com base no texto fornecido, qual das seguintes afirmações é verdadeira? 
Alternativas
Q3433469 Português
7 em cada 10 mulheres assassinadas com armas de fogo no País são negras, aponta pesquisa


As mulheres negras são as principais vítimas de morte por arma de fogo no país, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, utilizando dados do Ministério da Saúde de 2022,

O levantamento O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher mostra que as mulheres negras representam 68,3% dos casos de homicídio feminino por arma registrados no País, seguidas pelas mulheres brancas (29,5%), indígenas (0,5%) e amarelas (0,3).

A média de homicídios femininos registrados no país é de 4,4 mil por ano. Entre 2012 e 2022, uma mulher foi assassinada a cada quatro horas no Brasil. Armas de fogo foram utilizadas na metade dos casos, o que significa dizer que uma em cada duas mulheres assassinadas no Brasil é vítima deste armamento. Mais da metade das vítimas, 60%, tinham entre 20 e 39 anos de idade.

Outro ponto destacado é que a casa das mulheres se torna o local de maior risco, representando 27% dos casos registrados. Em 2022, 39% dos homicídios de mulheres ocorridos em casa foram cometidos com o uso de arma de fogo. Segundo o estudo, isso é reflexo do relaxamento da política de controle de armas durante o governo Bolsonaro, vigente entre 2019 e 2022, que ‘permitiu o aumento desses artefatos nas casas tendo como principais argumentos a falácia de que supririam lacunas da segurança pública ou a primazia da autonomia individual’.

Em relação à identidade dos agressores, entre os casos de violência não letal envolvendo armas de fogo, 43% foram perpetrados por pessoas próximas à vítima, como parceiros, amigos, conhecidos ou familiares. Destaca-se que os parceiros íntimos, como companheiros ou excompanheiros, foram responsáveis por 28% das agressões não fatais registradas em 2022.


Ana Luiza Basilio. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/7-emcada-10-mulheres-assassinadas-com-armas-de-fogo-no-pais-sao-negras-apontapesquisa/. Acesso em: 12 mar. 2024.
Assinale a alternativa cujos versos apresentem uma comparação. 
Alternativas
Q3433460 Português
7 em cada 10 mulheres assassinadas com armas de fogo no País são negras, aponta pesquisa


As mulheres negras são as principais vítimas de morte por arma de fogo no país, segundo pesquisa do Instituto Sou da Paz, utilizando dados do Ministério da Saúde de 2022,

O levantamento O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra a Mulher mostra que as mulheres negras representam 68,3% dos casos de homicídio feminino por arma registrados no País, seguidas pelas mulheres brancas (29,5%), indígenas (0,5%) e amarelas (0,3).

A média de homicídios femininos registrados no país é de 4,4 mil por ano. Entre 2012 e 2022, uma mulher foi assassinada a cada quatro horas no Brasil. Armas de fogo foram utilizadas na metade dos casos, o que significa dizer que uma em cada duas mulheres assassinadas no Brasil é vítima deste armamento. Mais da metade das vítimas, 60%, tinham entre 20 e 39 anos de idade.

Outro ponto destacado é que a casa das mulheres se torna o local de maior risco, representando 27% dos casos registrados. Em 2022, 39% dos homicídios de mulheres ocorridos em casa foram cometidos com o uso de arma de fogo. Segundo o estudo, isso é reflexo do relaxamento da política de controle de armas durante o governo Bolsonaro, vigente entre 2019 e 2022, que ‘permitiu o aumento desses artefatos nas casas tendo como principais argumentos a falácia de que supririam lacunas da segurança pública ou a primazia da autonomia individual’.

Em relação à identidade dos agressores, entre os casos de violência não letal envolvendo armas de fogo, 43% foram perpetrados por pessoas próximas à vítima, como parceiros, amigos, conhecidos ou familiares. Destaca-se que os parceiros íntimos, como companheiros ou excompanheiros, foram responsáveis por 28% das agressões não fatais registradas em 2022.


Ana Luiza Basilio. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/7-emcada-10-mulheres-assassinadas-com-armas-de-fogo-no-pais-sao-negras-apontapesquisa/. Acesso em: 12 mar. 2024.
Segundo o texto:
Alternativas
Q3433113 Português
Marque a alternativa cuja preposição destacada indica sentido de finalidade.
Alternativas
Q3433110 Português

Leio o trecho da notícia a seguir e responda a questão.



Como anda a saúde mental dos jovens?



        Muitos jovens têm aparecido nas Redes Sociais relatando crises de ansiedade e depressão, contrariando o estereótipo daquela vida fake cheia de glamour e ostentação [...].



        Oito a cada dez brasileiros de 15 a 29 anos apresentaram recentemente algum problema de saúde mental, segundo dados de pesquisa Datafolha do final de 2022.



        A maioria desses jovens sofreu com pensamentos negativos (66%), dificuldade de concentração (58%) e crise de ansiedade (53%). Mais da metade considera sua saúde mental como regular, ruim e péssima. [...] 

No último parágrafo, os termos “regular”, “ruim” e “péssima” se referem:
Alternativas
Q3433068 Português
Os sinais de demência que quase ninguém conhece


Demência é um termo abrangente utilizado para descrever um conjunto de sinais e sintomas relacionados à perda progressiva e significativa das funções cognitivas. Ficam prejudicados a memória, a capacidade de raciocínio, o pensamento e a linguagem. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência.


Embora o esquecimento frequente seja o sinal mais conhecido, existem outros dos quais poucas pessoas têm ciência. Estes são: preferência por alimentos doces, perda de olfato, convulsões, incontinência urinária, quedas repetidas e desmaios, alucinações visuais, distúrbios do sono, mudanças de humor e comportamento.


De acordo com a Alzheimer’s Association, a preferência por doce acontece porque as papilas gustativas podem diminuir quando a doença se instala.


Os pesquisadores acreditam que o cérebro produz insulina, como o pâncreas, e os níveis de insulina no cérebro podem cair, causando desejos. Isso também pode levar ao ganho de peso e padrões alimentares pouco saudáveis.


Já a perda do olfato pode estar associada à perda de função cognitiva e, portanto, é um sinal relevante para o diagnóstico do Alzheimer e de outras demências.


É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tem demência. Existem muitas causas possíveis para esses sintomas, e eles também podem estar relacionados a outros problemas de saúde. No entanto, conhecer esses sinais ajuda a identificar a hora de procurar um médico para uma avaliação adequada e um diagnóstico preciso.


Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/os-sinais-de-demencia-quequase-ninguem-conhece/. Acesso em: 18 mar. 2024.

A expressão destacada no período “É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tem demência”, foi usado para:
Alternativas
Q3433066 Português
Os sinais de demência que quase ninguém conhece


Demência é um termo abrangente utilizado para descrever um conjunto de sinais e sintomas relacionados à perda progressiva e significativa das funções cognitivas. Ficam prejudicados a memória, a capacidade de raciocínio, o pensamento e a linguagem. O Alzheimer é o tipo mais comum de demência.


Embora o esquecimento frequente seja o sinal mais conhecido, existem outros dos quais poucas pessoas têm ciência. Estes são: preferência por alimentos doces, perda de olfato, convulsões, incontinência urinária, quedas repetidas e desmaios, alucinações visuais, distúrbios do sono, mudanças de humor e comportamento.


De acordo com a Alzheimer’s Association, a preferência por doce acontece porque as papilas gustativas podem diminuir quando a doença se instala.


Os pesquisadores acreditam que o cérebro produz insulina, como o pâncreas, e os níveis de insulina no cérebro podem cair, causando desejos. Isso também pode levar ao ganho de peso e padrões alimentares pouco saudáveis.


Já a perda do olfato pode estar associada à perda de função cognitiva e, portanto, é um sinal relevante para o diagnóstico do Alzheimer e de outras demências.


É importante ressaltar que a presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tem demência. Existem muitas causas possíveis para esses sintomas, e eles também podem estar relacionados a outros problemas de saúde. No entanto, conhecer esses sinais ajuda a identificar a hora de procurar um médico para uma avaliação adequada e um diagnóstico preciso.


Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/os-sinais-de-demencia-quequase-ninguem-conhece/. Acesso em: 18 mar. 2024.

A partir da leitura do texto, pode-se inferir o seguinte:
Alternativas
Q3432872 Português

Leia o texto e responda a questão.



Dia da Mulher não é dia de celebração e sim de luta



O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, é o dia que geralmente as pessoas ressaltam as conquistas pela igualdade de gênero, porém, é preciso refletir melhor. Mais de 12 mil mulheres são agredidas por dia no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 99,6% já sofreram assédio, aponta a Ong Think Olga e a diferença salarial entre homens e mulheres chegam a quase 53%, além disso são minoria em cargos de gestão, relata o site de empregos Catho. Diante desses dados, como é possível festejar?



A socióloga da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rosana Schwartz, explica que é preciso ressignificar esta data, que está desgastada ou equivocada em alguns pontos. "Ninguém pode comemorar as lutas que as mulheres precisam enfrentar, o intuito é discutir problemas que impossibilitam a igualdade de gênero". 

No trecho “ [...] é preciso ressignificar esta data, que está desgastada ou equivocada em alguns pontos”, os termos “desgastada” e “equivocada” são atribuídos à:
Alternativas
Q3432870 Português

Leia o texto e responda a questão.



Dia da Mulher não é dia de celebração e sim de luta



O Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, é o dia que geralmente as pessoas ressaltam as conquistas pela igualdade de gênero, porém, é preciso refletir melhor. Mais de 12 mil mulheres são agredidas por dia no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 99,6% já sofreram assédio, aponta a Ong Think Olga e a diferença salarial entre homens e mulheres chegam a quase 53%, além disso são minoria em cargos de gestão, relata o site de empregos Catho. Diante desses dados, como é possível festejar?



A socióloga da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rosana Schwartz, explica que é preciso ressignificar esta data, que está desgastada ou equivocada em alguns pontos. "Ninguém pode comemorar as lutas que as mulheres precisam enfrentar, o intuito é discutir problemas que impossibilitam a igualdade de gênero". 

De acordo com o texto, por qual motivo o dia 8 de março não é dia de celebração? 
Alternativas
Q3432795 Português

Leia o texto e responda a questão.



Irreverente e subversiva, seu nome é Rita Lee


Bianca Portugal



Na monarquia do rock nacional, o trono máximo sempre foi ocupado por uma mulher: Rita Lee. Ela faleceu no último dia 8/5, aos 75 anos, vítima de câncer de pulmão. Cantora, compositora e multiinstrumentista, a estrela revolucionou a música e também a sociedade como um todo. Ainda cedo, Rita levantou a bandeira do feminismo, lutando, dentro e fora do rock, contra o machismo vigente. Com letras questionadoras, alcançou o top five dos artistas que mais venderam discos na história do País, mas isso parecia pouco para ela. Rita sempre extrapolou o cenário musical, lançou pensamentos revolucionários em entrevistas e, principalmente, em seu dia a dia. A roqueira também encabeçou a defesa pelos direitos dos animais e, além do título de Rainha do Rock, que ela achava cafona, preferindo ser chamada de Padroeira da Liberdade, ostentava a alcunha de Rainha Vegana. Uma grande estrela, que desde os anos 1960 influencia gerações com seu talento, suas convicções e seu modo de viver. [...]


Fonte: https://caras.uol.com.br/revista/irreverente-e-subversiva-seu-nome-e-rita-lee.phtml




De acordo com o texto, Rita Lee, além de ser um dos principais nomes do rock nacional, também foi:
Alternativas
Q3374402 Português
  • Ao mestre, a flor


    Adubar a terra
    com números e letras
    asas e poemas
    Para colher lírios,
    cravos e alfazemas.

    Porque ensinar
    é regar as sementes
    sem afogar a flor.


    VAZ, Sérgio. Disponível em: <https://www.instagram.com/p/CyavbPIrLvK/?igshid=MzRlODBiNWFlZA==> . Acesso em: 3 nov. 2023, com adaptações.

Considerando a linguagem utilizada no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 


No contexto, o trabalho do professor tem como finalidade contribuir para que os alunos, que são a “terra”, possam gerar “lírios”, “cravos” e “alfazemas”. 

Alternativas
Q3374401 Português
  • Ao mestre, a flor


    Adubar a terra
    com números e letras
    asas e poemas
    Para colher lírios,
    cravos e alfazemas.

    Porque ensinar
    é regar as sementes
    sem afogar a flor.


    VAZ, Sérgio. Disponível em: <https://www.instagram.com/p/CyavbPIrLvK/?igshid=MzRlODBiNWFlZA==> . Acesso em: 3 nov. 2023, com adaptações.

Considerando a linguagem utilizada no texto, julgue (C ou E) o item a seguir. 


O autor, por meio de metáforas, procura ressaltar as diferenças e as semelhanças que há entre o exercício do magistério e o da agricultura. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283255 Português

REFLEXÃO SOBRE O "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"


(1º§)O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) foi fruto da necessidade da criação de uma Justiça especializada e cujo objetivo é de julgar as infrações cometidas pelos adolescentes entre doze e dezoito anos (artigo 2º) do ECA.


(2º§)O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor. Adolescentes são pessoas ainda em formação, cuja estrutura física e psíquica não atingiu sua plenitude, bem como a sua personalidade. Sendo assim, são pessoas especiais que merecem a criação de uma Justiça especializada, diferenciada daquela utilizada para adultos, haja vista, suas diferenças.


(3º§)Como seres especiais, cuja personalidade, intelecto, caráter estão ainda em formação a tarefa de redirecioná-los e reeducá-los é mais branda e menos trabalhosa, pois as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis em assimilar as ditas orientações. Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação! Eles merecem o nosso carinho!


(4º§)O ECA, portanto, prevê um tratamento diferenciado para os adolescentes infratores, classificando-os como pessoas especiais de direitos, procurando garantir que sua formação seja sólida e harmoniosa perante a sociedade, garantindo assim a retomada de uma vida social plena sem problemas ou incidentes, lastreados em valores éticos, sociais e familiares, afastando-os de uma vida pregressa gregária que não deve prevalecer, em nenhuma hipótese durante ao seu desenvolvimento, sob pena de se tornar um doente incurável.



(Reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - Jus.com.br | Jus Navigandi) - (Adaptado)

Marque o que não se comprova na estrutura textual.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: IASES Prova: IDCAP - 2023 - IASES - Agente Socioeducativo |
Q3283250 Português
Declaração Universal dos Direitos Humanos

Adotada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (resolução 217 A III) em 10 de dezembro 1948.

Preâmbulo.

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; [...] A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade tendo sempre em mente esta Declaração, esforce-se, por meio do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Países-Membros quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. [...]


Disponível em: https://brasil.un.org/ Acesso em: 25/01/2023
O que se pode inferir por "direitos inalienáveis" citado no texto?
Alternativas
Q3253141 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
Morena, autora do texto, defende que:
Alternativas
Q3253140 Português
NUNCA É TARDE PARA NOS TORNAR QUEM DESEJAMOS SER: O EXEMPLO DE CONCEIÇÃO EVARISTO


Uma das escritoras mais importantes do país, ela se consagrou depois dos 60 anos e hoje expande nosso conhecimento sobre identidade e cultura negra.


Morena (20/07/2023 - 18:06)


    O envelhecimento no mundo em que vivemos é malvisto. Há até um nome para a discriminação que pessoas acima de 50 anos costumam sofrer durante o processo de envelhecer: etarismo. Em 2017, quando passei no vestibular para a Universidade Federal Fluminense, aos 26 anos, me sentia uma espécie de extraterrestre entre dezenas de pessoas entre 17 e 20 anos de idade que estudavam comigo. Ao contrário da maioria, eu trabalhava em tempo integral, dependia do trabalho para obter o meu sustento e não podia me dedicar integralmente aos estudos. Esta sensação de ser velha na faculdade fazia com que eu me sentisse “fora de lugar” naquele ambiente. E cedo demais percebesse que o mundo te olha diferente quando você não faz as coisas “na hora certa”.

    Foi bem nesta fase que conheci mais a fundo a obra da escritora Conceição Evaristo. Lendo sobre sua trajetória descobri que, antes de se tornar uma escritora premiada, até os 20 e poucos anos de idade, Evaristo era empregada doméstica e conciliava seus estudos com o trabalho. Antes de ler sobre sua vida, tinha vergonha de ter sido auxiliar de creche, vendedora, garçonete e de ter começado a trabalhar antes de ingressar no ensino superior. Achava que chegar tão tarde à formação acadêmica era um demérito, de alguma forma. Aquela sensação de desajuste que nos causa uma profunda vergonha foi sumindo conforme conhecia mais sobre a escrevivência que a escritora propunha com seu trabalho literário.

    A escrevivência é a escrita que nasce das experiências de subjetividades de mulheres negras, segundo a autora. Esta perspectiva me fez reavaliar muitas coisas. Quer dizer então que eu poderia escrever sobre minha experiência e expressar de forma autoral minha própria visão de mundo? Me pareceu incrível a percepção de que a experiência poderia ser uma vantagem na minha trajetória, não mais uma fonte inesgotável de constrangimento. De fato, havia muita história para contar e meus horizontes sobre o que eu poderia ser se expandiram.

    Conceição Evaristo formou-se no Curso Normal aos 25 anos em 1971, trabalhou como professora na rede pública de educação no Rio e em Niterói, após passar em concursos. Formouse em Letras na UFRJ na década de 1990, quando também estreou na literatura através dos Cadernos Negros, publicação pioneira de literatura afro-brasileira organizada pelo grupo Quilombhoje. Daí para frente fez mestrado, doutorado, deu aula em universidade, :inclusive internacionais. Em 2003 publicou Ponciá Vivêncio, seu primeiro romance, e em 2015 ganhou o Prêmio Jabuti aos 69 anos de idade. 

    A mineira filha de dona Joana é reconhecidamente uma das escritoras mais importantes do nosso país, suas obras são verdadeiras aulas sobre identidade e cultura negra. Além de sua produção literária, Conceição Evaristo me ensinou que os sonhos são águas que correm fora do rio do tempo. Afinal de contas, nunca estaremos atrasadas para nos tornar quem desejamos ser.


Texto adaptado do site: https://istoe.com.br/mulher/noticia/nunca-etarde-para-nos-tornar-quem-desejamos-ser-o-exemplo-deconceicao-evaristo/, acesso em 20 de julho de 2023.
Considere o texto e marque a única afirmativa INCORRETA em relação ao ENVELHECIMENTO:
Alternativas
Q3247828 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
No trecho “No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.”
Alternativas
Q3247826 Português
    No luto, ninguém aguenta sua tristeza, a sua falta de vontade. Nem passou um mês da perda e os amigos já querem que você saia. Já querem que você converse animadamente. Já querem o seu riso de volta. Não entendem o processo. Não respeitam a solidão.

    O que mais você escuta é que deve seguir adiante. Para onde? Se os olhos estão voltados para o passado, para a saudade, para entender o que aconteceu. Não tem como tratar a morte de um ente querido, como se fosse um simples aborrecimento.

    Nossa vida não é mais a mesma, não tem como seguir como era antes. Quando morre quem você ama, quem você era morre junto. Você já é uma outra pessoa. Nem você mais se conhece.

    No luto, você vê que é uma mentira social, que as pessoas se habituam com a dor. Pois você sofre cada vez mais de saudade. O sofrimento de um mês da perda não muda depois de cinco anos, aliás só aumenta, pois você vai percebendo que a falta do ente querido é irreversível.

    Você cuida do canteiro estreito de uma lápide por não poder mais cuidar da extensão infinita de uma vida. No luto não dói somente o passado, mas o futuro que não ocorreu.

    “A morte desconstrói as nossas crenças, as nossas certezas, as nossas convicções. Você deixou de existir para alguém. E essa pessoa continua cada vez mais viva dentro de você.”

Fabrício Carpinejar 19/09/2023


(Disponível em https://www.em.com.br/app/noticia/ pensar/2023/09/15. Acesso em 13/10/2023)
As ideias apresentadas no 3 º parágrafo do texto defendem que
Alternativas
Respostas
10321: B
10322: D
10323: A
10324: A
10325: D
10326: A
10327: A
10328: C
10329: D
10330: C
10331: D
10332: B
10333: C
10334: E
10335: A
10336: D
10337: E
10338: A
10339: A
10340: B