Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Eis a palavra, testemunhando a ausência e a falta. A falta depositada nos diários testemunha a falta do autoconhecimento e, é claro, a necessidade da autoafirmação. Mas não nos falta apenas conhecer-nos. Falta-nos conhecer tudo e todos. Logo, não se escrevem única e exclusivamente diários. Escrevem-se bilhetes, cartas, artigos de jornal, livros e discursos públicos, a cada texto se marcando a presença de determinada falta. (3º parágrafo)
Em relação ao trecho acima, é correta a seguinte afirmativa:
Leia o texto a seguir e responda a questão.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
OFÍCIO CIRCULAR Nº 01/2023/GABINETE/PROGRAD/UFES
Vitória, 23 de janeiro de 2023.
Às(Aos) Diretoras(es) dos Centros de Ensino
Às(Aos) Coordenadoras(es) de Curso de Graduação
Assunto: reposição de aula.
Prezadas(os) diretoras(es) e coordenadoras(es),
Por ocasião da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas na data de hoje, 23/01/2023, em função da interrupção no fornecimento de energia e no abastecimento de água, informamos que os docentes deverão, em comum acordo com os discentes, organizar a reposição da carga horária letiva anteriormente prevista para a data.
Solicitamos às(aos) diretoras(es) de centro e coordenadoras(es) de curso que repassem essas informações aos docentes.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Cláudia Maria Mendes Gontijo
Pró-Reitora de Graduação
UFES. Pró-Reitoria de Graduação – Prograd. Ofício Circular nº01/2023/Gabinete/Prograd/Ufes.. Disponível em :<https://prograd.ufes.br/sites/prograd.ufes.br/files/field/anexo/oficio_circular_001_23_diretores_e_coord_reposicao_de_aula_assinado.pdf>,
I. Informação de que os docentes deverão, em comum acordo com os discentes, repor a carga horária letiva anteriormente prevista para a data do ofício.
II. Suspensão das atividades acadêmicas e administrativas na data do ofício.
III. Solicitação para que diretoras(es) dos centros de ensino e coordenadoras(es) de cursos de graduação repassem as informações aos docentes.
IV. Interrupção do fornecimento de energia e no abastecimento de água.
Cronologicamente, a ordem CORRETA dos fatos é
Leia o texto a seguir e responda a questão.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
OFÍCIO CIRCULAR Nº 01/2023/GABINETE/PROGRAD/UFES
Vitória, 23 de janeiro de 2023.
Às(Aos) Diretoras(es) dos Centros de Ensino
Às(Aos) Coordenadoras(es) de Curso de Graduação
Assunto: reposição de aula.
Prezadas(os) diretoras(es) e coordenadoras(es),
Por ocasião da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas na data de hoje, 23/01/2023, em função da interrupção no fornecimento de energia e no abastecimento de água, informamos que os docentes deverão, em comum acordo com os discentes, organizar a reposição da carga horária letiva anteriormente prevista para a data.
Solicitamos às(aos) diretoras(es) de centro e coordenadoras(es) de curso que repassem essas informações aos docentes.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Cláudia Maria Mendes Gontijo
Pró-Reitora de Graduação
UFES. Pró-Reitoria de Graduação – Prograd. Ofício Circular nº01/2023/Gabinete/Prograd/Ufes.. Disponível em :<https://prograd.ufes.br/sites/prograd.ufes.br/files/field/anexo/oficio_circular_001_23_diretores_e_coord_reposicao_de_aula_assinado.pdf>,
Geração Coca-Cola Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados dos USA, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.
Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola, de Legião Urbana. Disponível em Acesso em <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/45051/>. 18 jul. 2023.
A letra de canção “Geração Coca-Cola” é composta por uma série de recursos de inferência sobre produtos e marcas da indústria de consumo americana e tem como finalidade

Disponível em: <https://sindsaudesp.org.br/novo/noticia.php?id=7829>. Acesso em: 06 out. 2022.
Em textos publicitários, além das imagens, as palavras são utilizadas como elementos expressivos. No anúncio acima, o emprego do vocábulo “tipo” objetiva
Goiânia – convite e roteiro
vem a goiânia em outubro pois goiânia é flor cidade onde existe uma alameda cujo nome é feito a fogo mas de fogo não tem nada pelos cantos da alameda as florzinhas amarelas dão bons dias pra cidade pelos cantos da cidade nas tardinhas coloridas os pardais fazem congressos em dó ré fá sustenido vem a goiânia em outubro nos caminhos pra Goiânia há coqueiros serelepes os cajus andam caindo de maduros nas estradas pelo lado que chegares seja do sul ou do norte uma serpente te espreita: é o rio meia ponte
SCHMALTZ, Yêda. Caminhos de mim. Goiânia: Editora IFG; Aracaju: Editora IFS, 2021. p. 49. [Adaptado].
O texto exalta qual característica do projeto urbano de Goiânia?
A morte do jovem Nahel na França se somou a outros acontecimentos que entraram para história e mostraram como as sociedades estão mudando. No dia 27 de junho, Nahel, de 17 anos, foi morto por um policial francês. O caso gerou uma onda de manifestações pelo país que acabou com 3,5 mil detidos. No ano passado, a morte de Mahsa Amini, no Irã, que foi dada como morta após ser levada sob custódia pela polícia da moral por estar utilizando o véu da maneira incorreta, também desencadeou em uma série de protesto por justiça e pelos direitos das mulheres e demais minorias. Vários homens deram força ao movimento. O caso chegou até mesmo à Copa do Mundo do Qatar, com protestos da torcida iraniana e até mesmo dos jogadores, que se recusaram a cantar o hino no jogo de abertura.
AMÉRICO, Sara. Nahel, Mahsa Amini e George Floyd: protestos pelo mundo evidenciam força da era digital e perda de poder do Estado. Joven Pan, São Paulo, 09 de julho de 2023. Disponível em: <https://jovempan.com.br/noticias/mundo/nahel-mahsa-amini-e-george-floyd-protestos-pelo-mundo-evidenciam-forca-da-era-digital-e-perda-de-poder-do-estado.html>. Acesso em: 10 jul. 2023. [Adaptado].
Os casos apresentados no texto se associam com o movimento “vidas negras importam” devido à
Geração Coca-Cola
Quando nascemos fomos programados A receber o que vocês Nos empurraram com os enlatados dos USA, de 9 às 6.
Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês.
Somos os filhos da revolução Somos burgueses sem religião Somos o futuro da nação Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola, de Legião Urbana. Disponível em <https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/45051/> 18 jul. 2023.
A letra de canção “Geração Coca-Cola” é composta por uma série de recursos de inferência sobre produtos e marcas da indústria de consumo americana e tem como finalidade
O caminho da sustentabilidade é mais desejado que o do consumismo. Disponível em: <https://www.akatu.org.br>. Acesso em: 25 abr. 2020.
Em vez de focar na questão da sustentabilidade, suponha que o objetivo da sentença seja, agora, o de evidenciar o quão nocivo é o consumismo. Cumprindo esse novo propósito comunicativo, a frase que apresenta esse contexto semântico, de acordo com a norma-padrão, é
E aí quando cê pergunta o que enxerga Enxergo nada Tô de olhos fechados
SCALAMBRINI, Isabelle. Que arde. In: SCALAMBRINI, Isabelle. Cê. Belo Horizonte: Quixote, 2020. p. 40.
A variedade linguística utilizada nesse poema é um indicativo da dinamicidade da língua, uma vez que se relaciona ao contexto linguístico

Em textos publicitários, além das imagens, as palavras são utilizadas como elementos expressivos. No anúncio acima, o emprego do vocábulo “tipo” objetiva
A quebra de expectativa que sustenta o sentido geral dessa tirinha constrói-se com base
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, àmedida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café́correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Crônica nº 157, Jornal do
Brasil. Revista de Domingo. Em: 24/09/1972.)