Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2273808 Português
A MAIOR CRISE ALIMENTAR DO SÉCULO 1 PODE ESTAR ÀS PORTAS

Uma rápida conferida nos preços internacionais dos alimentos indica que eles estão em falta, parcial ou totalmente, na mesa dos mais pobres, que empregam parcela considerável de suas rendas para comprá-los. O (IPA) da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) mostra que estes produtos, em termos reais, fiaram 28% mais caros, entre 2020 e 2021, e 18% mais caros em 2022 (até agosto). Em março deste ano, o IPA atingiu seu pico histórico, desde 1960, em que foi primeiramente divulgado.

Isto atinge mais fortemente os países importadores líquidos de alimentos, como os da África e Ásia. Mas também afeta a população mais pobre dos países exportadores líquidos de alimentos, em decorrência do aumento de seus preços internos. Um triste exemplo é o Brasil, cujas lideranças agrícolas não cansam de diceminar os fatos (reais) de sermos o maior fornecedor mundial de proteínas animais e da elevação contínua de exportações do agronegócio, mas que, ao mesmo tempo, convive com a deterioração, desde antes da Pandemia da Covid 19, de todos os indicadores de insegurança alimentar.

A população mundial em situação de insegurança alimentar aguda passou de 135 milhões em 2019 para 345 milhões, e atualmente 845 milhões de pessoas no planeta ainda carecem de alimentação adequada. E o quadro pode se tornar ainda mais sério. O Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) lançou um alerta vermelho prevendo elevação do desabastecimento e da desnutrição mundial. Em grande parte, associa tal situação a debilidades da oferta, causadas por conflitos bélicos, eventos climáticos extremos, consequências da Covid 19 e elevação de custos agrícolas (em especial dos fertilizantes) e dos transportes, em associação às cotações do petróleo.

Tem-se destacado bastante os efeitos negativos da Guerra Rússia-Ucrânia na oferta agrícola mundial. Estes dois países vinham, desde o início do presente século, elevado suas exportações agrícolas, transformando-se em importantes fornecedores de trigo, milho e outros produtos, em especial para os países da Europa Ocidental, além de exportarem fertilizantes.

José Giacomo Baccarin. Compilado. Disponível em [https://jornal.unesp.br/2022/10/05/a-maior-crise-alimentar-do-seculo-21-pode-estar-as-portas/#:~:text=A%20popula%C3%A7%C3%20mundial%20em%20situa%C3%A7%C3%A3o.ainda%20carecem%20de%20alimenta%C3%A7%C3%A3o%20adequada]. Consultado em 17.8.2023.

Sobre o texto, fizeram-se as seguintes asseverações.

I. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura a elevação do preço dos alimentos observada entre os anos de 2020 e 2021 não se repetiu no ano de 2022, momento em que tais produtos tiveram um recuo de 18% em seu valor líquido.

II. A alta de preços dos alimentos a que se fez alusão no primeiro parágrafo atinge não apenas os países importadores líquidos de alimentos, mas também a população mais pobres dos exportadores líquidos de alimentos.

III. O Brasil se destaca entre as lideranças agrícolas mundiais, não apenas pelo fato de sermos o maior fornecedor mundial de proteínas animais, mas também pelo fato de ter conseguido, depois da pandemia da Covid-19, superar todos os problemas relacionados à insegurança alimentar no país.

IV. O Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) lançou alerta no qual prevê a elevação do desabastecimento e da desnutrição mundial, associando tais riscos à diminuição da oferta de alimentos causada, entre outros, por eventos climáticos extremos e por conflitos bélicos como, o da Guerra Rússia-Ucrânia.


Pode ser considerada inferência possível da leitura do texto o afirmado em:


Alternativas
Q2273803 Português
FOTOSSÍNTESE PODE ESTAR FALHANDO À MEDIDA QUE TEMPERATURAS AUMENTAM

Em meio às mudanças climáticas e às cada vez mais frequentes ondas de calor extremo, um grupo de pesquisadores sugere que o planeta pode começar a sofrer com um novo problema: as falhas na fotossíntese. Segundo o estudo - publicado nesta quarta-feira (23) na revista Nature -, as altas temperaturas parecem dificultar o processo de respiração das árvores, em especial nas florestas tropicais, consideradas, "os pulmões da Terra".

A fotossíntese é um processo no qual a luz do sol é convertida em energia para a planta. Isso se dá a partir de uma reação entre a água captada pelas raízes com o dióxido de carbono (CO2) absorvido pelas folhas, que resulta em glicose (açúcares que servem para o funcionamento do organismo vegetal) e gás oxigênio (O2), que é liberado para a atmosfera.

Como qualquer realçai química, essa troca elementar funciona melhor dentro de uma faixa de temperatura ideal, fora da qual o maquinário fotossintético de uma árvore pode falhar. Por conta do aumento das temperaturas globais, descobriu-se que uma parte das folhas nas copas das florestas tropicais já pode ter atingido um limite.

Compilado. Disponível em [http://reistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2023/fotossintese-pode-estar-falhando-a-medida-que-temperaturas-aumentam.ghtml]. Consultado em 24.8.2023.

Avalie as afirmações a seguir.

I. Estudos conduzidos pela revista Nature concluíram que o processo de respiração das árvores, em especial nas florestas tropicais, ambientes mais quentes, podem desencadear temperaturas extremas no planeta.

II. A fotossíntese é um processo no qual a luz do sol é convertida em energia para a planta.

III. O CO2, gás liberado na atmosfera a partir do processo de fotossíntese, é um dos responsáveis pela elevação da temperatura no planeta e pelo chamado "efeito estufa".

IV. O aumento das temperaturas globais provocou forte impacto nas árvores das florestas tropicais, que passaram a acelerar descontroladamente o processo de fotossíntese.


Podemos considerar como inferências possíveis da leitura do texto o asseverado em:

Alternativas
Q2273763 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Proteção Social para o Brasil do Futuro.


O Brasil avançou na redução da pobreza e desigualdade desde o retorno à democracia, na década de 1980. A expansão das políticas de proteção social desempenhou um papel importante nesse processo. Porém, a redução da pobreza estagnou na última década e a taxa de informalidade permanece alta.


Além disso, o envelhecimento demográfico, as mudanças climáticas e as novas tecnologias e formas de trabalho geram necessidades e riscos para a população. Como o sistema de proteção social pode seguir desempenhando um papel central em um contexto tão diferente daquele em que muitas dessas políticas foram concebidas?


Em um novo relatório, o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) discutem o assunto. Em duas décadas, a maioria da população brasileira estará em idade ativa, mas não será mais jovem; muitos precisarão navegar pelo mercado de trabalho com baixa escolaridade. O número de crianças terá diminuído, mas, enquanto isso, quase metade delas cresce em condição de pobreza. O número de adultos com mais de 65 anos dobrará, tornando as atuais promessas previdenciárias fiscalmente insustentáveis, mesmo após a recente reforma.


O relatório recomenda um conjunto de dez reformas para o médio e longo prazos, com um olhar para o Brasil em 2040. Será importante aumentar a eficiência dos programas de seguro desemprego, expandir os instrumentos financeiros disponíveis às famílias para administrar a volatilidade da renda e tornar os programas de assistência social mais eficazes no alcance das famílias impactadas pelos choques climáticos.


ORGANIZAÇÃO DAS   NAÇÕES   UNIDAS:
BRASIL. “Proteção Social para o Brasil do Futuro”. (2023). Disponível em:
<https://brasil.un.org/pt-br/239811- prote%C3%A7%C3%A3o-social-para-o-brasil- do-futuro>. Acesso em: 21 jul. 2023. ADAPTADO.
No trecho, “O número de crianças terá diminuído, mas, enquanto isso, quase metade delas cresce em condição de pobreza”, assinale a alternativa que indica corretamente o termo que o pronome “delas” retoma no excerto.
Alternativas
Q2273759 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Proteção Social para o Brasil do Futuro.


O Brasil avançou na redução da pobreza e desigualdade desde o retorno à democracia, na década de 1980. A expansão das políticas de proteção social desempenhou um papel importante nesse processo. Porém, a redução da pobreza estagnou na última década e a taxa de informalidade permanece alta.


Além disso, o envelhecimento demográfico, as mudanças climáticas e as novas tecnologias e formas de trabalho geram necessidades e riscos para a população. Como o sistema de proteção social pode seguir desempenhando um papel central em um contexto tão diferente daquele em que muitas dessas políticas foram concebidas?


Em um novo relatório, o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) discutem o assunto. Em duas décadas, a maioria da população brasileira estará em idade ativa, mas não será mais jovem; muitos precisarão navegar pelo mercado de trabalho com baixa escolaridade. O número de crianças terá diminuído, mas, enquanto isso, quase metade delas cresce em condição de pobreza. O número de adultos com mais de 65 anos dobrará, tornando as atuais promessas previdenciárias fiscalmente insustentáveis, mesmo após a recente reforma.


O relatório recomenda um conjunto de dez reformas para o médio e longo prazos, com um olhar para o Brasil em 2040. Será importante aumentar a eficiência dos programas de seguro desemprego, expandir os instrumentos financeiros disponíveis às famílias para administrar a volatilidade da renda e tornar os programas de assistência social mais eficazes no alcance das famílias impactadas pelos choques climáticos.


ORGANIZAÇÃO DAS   NAÇÕES   UNIDAS:
BRASIL. “Proteção Social para o Brasil do Futuro”. (2023). Disponível em:
<https://brasil.un.org/pt-br/239811- prote%C3%A7%C3%A3o-social-para-o-brasil- do-futuro>. Acesso em: 21 jul. 2023. ADAPTADO.
De acordo com o texto, medidas deverão ser adotadas para minimizar os impactos da desigualdade e seus desdobramentos no futuro. Assinale a alternativa que traz uma interpretação do texto CORRETA.
Alternativas
Q2273758 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Proteção Social para o Brasil do Futuro.


O Brasil avançou na redução da pobreza e desigualdade desde o retorno à democracia, na década de 1980. A expansão das políticas de proteção social desempenhou um papel importante nesse processo. Porém, a redução da pobreza estagnou na última década e a taxa de informalidade permanece alta.


Além disso, o envelhecimento demográfico, as mudanças climáticas e as novas tecnologias e formas de trabalho geram necessidades e riscos para a população. Como o sistema de proteção social pode seguir desempenhando um papel central em um contexto tão diferente daquele em que muitas dessas políticas foram concebidas?


Em um novo relatório, o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) discutem o assunto. Em duas décadas, a maioria da população brasileira estará em idade ativa, mas não será mais jovem; muitos precisarão navegar pelo mercado de trabalho com baixa escolaridade. O número de crianças terá diminuído, mas, enquanto isso, quase metade delas cresce em condição de pobreza. O número de adultos com mais de 65 anos dobrará, tornando as atuais promessas previdenciárias fiscalmente insustentáveis, mesmo após a recente reforma.


O relatório recomenda um conjunto de dez reformas para o médio e longo prazos, com um olhar para o Brasil em 2040. Será importante aumentar a eficiência dos programas de seguro desemprego, expandir os instrumentos financeiros disponíveis às famílias para administrar a volatilidade da renda e tornar os programas de assistência social mais eficazes no alcance das famílias impactadas pelos choques climáticos.


ORGANIZAÇÃO DAS   NAÇÕES   UNIDAS:
BRASIL. “Proteção Social para o Brasil do Futuro”. (2023). Disponível em:
<https://brasil.un.org/pt-br/239811- prote%C3%A7%C3%A3o-social-para-o-brasil- do-futuro>. Acesso em: 21 jul. 2023. ADAPTADO.
De acordo com o texto, o país avançou na redução da pobreza e desigualdade desde a redemocratização. Assinale a alternativa que indica um dos fatores que contribuíram para a redução.
Alternativas
Q2273757 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão


Proteção Social para o Brasil do Futuro.


O Brasil avançou na redução da pobreza e desigualdade desde o retorno à democracia, na década de 1980. A expansão das políticas de proteção social desempenhou um papel importante nesse processo. Porém, a redução da pobreza estagnou na última década e a taxa de informalidade permanece alta.


Além disso, o envelhecimento demográfico, as mudanças climáticas e as novas tecnologias e formas de trabalho geram necessidades e riscos para a população. Como o sistema de proteção social pode seguir desempenhando um papel central em um contexto tão diferente daquele em que muitas dessas políticas foram concebidas?


Em um novo relatório, o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) discutem o assunto. Em duas décadas, a maioria da população brasileira estará em idade ativa, mas não será mais jovem; muitos precisarão navegar pelo mercado de trabalho com baixa escolaridade. O número de crianças terá diminuído, mas, enquanto isso, quase metade delas cresce em condição de pobreza. O número de adultos com mais de 65 anos dobrará, tornando as atuais promessas previdenciárias fiscalmente insustentáveis, mesmo após a recente reforma.


O relatório recomenda um conjunto de dez reformas para o médio e longo prazos, com um olhar para o Brasil em 2040. Será importante aumentar a eficiência dos programas de seguro desemprego, expandir os instrumentos financeiros disponíveis às famílias para administrar a volatilidade da renda e tornar os programas de assistência social mais eficazes no alcance das famílias impactadas pelos choques climáticos.


ORGANIZAÇÃO DAS   NAÇÕES   UNIDAS:
BRASIL. “Proteção Social para o Brasil do Futuro”. (2023). Disponível em:
<https://brasil.un.org/pt-br/239811- prote%C3%A7%C3%A3o-social-para-o-brasil- do-futuro>. Acesso em: 21 jul. 2023. ADAPTADO.
De acordo com as informações presentes na reportagem, assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA.
Alternativas
Q2273707 Português
Cachorro também sonha? Saiba o que diz veterinária e como agir diante de possíveis pesadelos 


Patinhas agitadas, orelhas inquietas e movimentos com o focinho. Esses são alguns dos sinais que podem indicar que seu pet está passando por uma experiência muito comum entre os humanos: sonhos e até pesadelos durante o sono. Segundo a médica veterinária Amanda Pellizzer, não há comprovação científica sobre cães e gatos vivenciarem sonhos, mas as similaridades do padrão de sono animal com o dos humanos indica que sim, é possível que pets também deixem a imaginação "voar" enquanto descansam. E por que o sono de animais e humanos é parecido? De acordo com Pellizzer, tanto os mamíferos quanto os humanos apresentam as fases REM (mais profunda) e não REM (mais superficial) de sono. Na primeira, acontecem os movimentos dos olhos, músculos e patinhas, e os cães podem até latir ou uivar. Com o que os pets sonham? Possivelmente, com as experiências e aprendizados que tiveram durante o dia. Já os pesadelos podem ser baseados em traumas e medos que os animais apresentam.
Se o cão tiver pesadelo, devo acordar? Não. A médica veterinária explica que, ao ser acordado abruptamente, o animal pode ficar nervoso e confuso, então o ideal é esperar o pesadelo passar. "Se começar a ficar muito tenso, você verá que o animal está angustiado durante esse suposto sonho ou pesadelo, o ideal seria chamar ele, não tocar, não acordar pegando nele. A gente não sabe a reação que ele vai ter, inclusive ele pode morder", afirma Pellizzer.
Quanto tempo os pets dormem? Para os cães, o tempo de sono é de 12 a 14 horas por dia, enquanto os gatos dormem cerca de 12 a 16 horas. "O sono deles é mais fracionado, porque o ciclo do sono, as fases do sono, são menores", explica a médica veterinária. "Os cães têm hábitos diurnos, e os gatos têm hábitos noturnos, mas isso não significa que o gatinho não possa tirar um cochilo mais à noite e os cães não possam tirar um cochilo durante o dia".
Quando devo me preocupar com o sono do meu pet? Tanto dormir menos quanto dormir demais podem ser sinais de problemas hormonais ou neurológicos, diz Pellizzer. Além disso, mudanças de rotina ou de local podem interferir no sono dos animais. "Tende a melhorar com o passar do tempo porque ele vai se acostumar com essa nova rotina, esse novo ambiente, esse novo pet ou filho que foi inserido na família", explica. Já a apneia, quando a respiração do pet para durante o sono, é um cenário mais grave e deve ser acompanhado de perto pelos tutores. A doença é comum em cães e gatos de focinho curto e, caso aconteça com muita frequência, a recomendação é que um médico veterinário seja consultado.


Portal G1
Segundo o texto, em relação às diferentes fases do sono:
Alternativas
Q2273375 Português

O Basquetebol



O basquetebol foi criado em 1891 pelo professor de educação .......... canadense James Naismith, na Associação Cristã de Rapazes de Springfield, Massachusetts, nos Estados Unidos da .......... . O esporte surgiu como uma alternativa ao inverno rigoroso naquele país, em detrimento de outros esportes praticados ao ar livre como o basebol e o futebol. Com 13 regras iniciais, surgiu o esporte coletivo que a princípio deveria ser praticado em estádios.


Muitas regras mudaram desde a sua criação, mas o princípio do esporte permanece: o objetivo é fazer cesta no adversário e impedir que ele pontue. O time que fizer mais pontos durante o tempo de jogo será o vencedor. Desde 1936 é um esporte olímpico e teve sua .......... como tal em Berlim, nos Jogos Olímpicos de Verão.


O nome vem do Inglês basketball, que significa literalmente “bola no cesto”. No início Naismith utilizou cestos de pêssegos como cestas, a uma altura de 3,05 metros, altura que se mantém até hoje. As cestas eram fechadas, o que dificultava muito na hora de pegar a bola – era necessário utilizar uma escada ou bastão. Pouco tempo depois, a cesta foi aberta por completo, o que deixou o jogo mais .......... para os atletas e divertido para os expectadores. O sobre a cesta aberta tornou mais emocionante as partidas de basquetebol.


As bolas eram originalmente adaptações de bolas de futebol, feitas de couro animal e de cor ligeiramente marrom. Mais tarde adotaram a cor laranja que é adotada nos campeonatos oficiais embora existam bolas de basquetebol de outras cores que não o alaranjado, mas não podem ser utilizadas em jogos oficiais. Esta cor também auxilia os atletas em quadra, ajudando a tornar a bola mais visível em diferentes condições de iluminação.

 


 nscDC, Santa Catarina. Ano 36, número 12.150, adaptado.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o texto 1.


( ) O jogo de basquetebol foi criado em 1891 no Canadá pelo professor James Naismith.

( ) Desde sua criação este jogo foi considerado esporte olímpico.

( ) Embora existam bolas de basquete de várias cores, somente são consideradas oficiais as de cor laranja.

( ) Cestos de pêssegos foram utilizados para servir de cestas quando o esporte foi criado.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2273243 Português
Atente ao texto a seguir para responder à questão.


     Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

      Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
   
       Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida. (Clarice Lispector) 

Disponível em: <https://www.pensador.com/poemas_sobre_a_lingua_portuguesa/>. Data da consulta: 01/07/2023.
No fragmento “Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope”, a melhor palavra que sintetiza esse sentimento é: 
Alternativas
Q2273242 Português
Atente ao texto a seguir para responder à questão.


     Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

      Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
   
       Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida. (Clarice Lispector) 

Disponível em: <https://www.pensador.com/poemas_sobre_a_lingua_portuguesa/>. Data da consulta: 01/07/2023.
Avalie informações a seguir acerca do texto acima.

I- Metalinguisticamente, e por diferentes estratégias, o texto faz referência à língua portuguesa. A autora, lhe declarando seu amor, aponta os desafios de trabalhar com esta língua, momento em que a classifica como complexa, desafiante e muito pouco sutil.
II- Definitivamente, para a autora, a língua portuguesa, por ser complexa, profunda e pouquíssimo superficial, é incompleta e exige sempre mais, assim como o inglês.
III- Deduz-se do texto que a compreensão de beleza de uma língua, para a autora, está muito mais associada à ideia de precisão, leveza e mudez, situações e/ou características não aplicadas à língua portuguesa.

Está CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q2273241 Português

Leia com cuidado o texto a seguir para responder à questão.


Letramento digital e seus desafios no ambiente escolar 


     Usar um computador e dominar os seus recursos em pleno século XXI está se tornando cada dia mais trivial. A utilização de recursos como notebook, datashow, aulas expositivas projetadas em slides, participação em grupos de WhatsApp com compartilhamento de mídias e aplicativos de gestão escolar para acompanhar notas e frequência, não são mais novidades e estão se tornando recursos corriqueiros nas escolas brasileiras. Porém, mesmo entendendo o processo de “alfabetização digital” para o manuseio desses aparatos, é importante que haja na prática uma consciência do uso responsável e proveitoso que possa gerar mais aprendizados a partir desses meios, em um processo de letramento digital. Segundo Frade (2005):

[...] temos vários alfabetizados que podem ser considerados analfabetos digitais. Talvez eles tenham conhecimento das práticas sociais de uso dessa tecnologia, compreendendo diversos usos e funções, mesmo sem operar diretamente com a máquina. Essa é a situação, por exemplo, de vários professores brasileiros que ainda não dispõem das condições de acesso, mas compreendem os usos sociais desse suporte e da linguagem multimídia. Neste caso, o termo analfabetismo digital poderia ser utilizado para já alfabetizados que não alcançaram o domínio dos códigos que permitem acessar a máquina (...) (FRADE, 2005, p. 73-74. Grifos do autor).

      Assim sendo, não basta o professor saber manusear esses recursos, mas também ser letrado nesse meio e propiciar um letramento aos discentes. A definição de letramento digital é diversa. Para nosso objetivo, inferimos, resumidamente, que a definição desse conceito seja a capacidade de usar criticamente as diferentes ferramentas digitais. Para a Association of College & Research Libraries é:

Uma série de habilidades que requer dos indivíduos reconhecer quando a informação faz-se necessária e ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação necessária (CESARINI, 2004, p. 10).

      Segundo Freitas (2010) o computador e a internet são vistos como instrumentos de ensino-aprendizagem e estão cada vez mais presentes nas salas de aula. Tal fato não significa que são usados de forma ativa, pois nem sempre os professores são letrados digitalmente para ensinar servindo-se dos recursos midiáticos, o que nos leva a concluir que talvez não haja mudança significativa nos processos de ensino-aprendizagem.              Rabelo e Haguenauer (2014) defendem a aprendizagem em rede, assim professores e alunos seriam sujeitos críticos e desenvolveriam uma inteligência coletiva. As autoras advogam, ainda, que os alunos deixem de ser usuários passivos e acríticos do sistema, para se tornarem mais atuantes. O que se busca também com a inserção dessas novas mídias em sala de aula é fazer com que as aulas não sigam o modelo tradicional, no qual havia uma mera transmissão de conhecimento e pouca voz para os aprendizes. O conceito de letramento digital vinculado à prática de ensino deve levar os sujeitos do processo de ensino-aprendizagem a interagir e colaborar de maneira mais ativa, agregando nesse processo o leque de possibilidades que programas e aplicativos podem trazer.

        Infelizmente a formação de professores, de um modo geral, ainda não os prepara devidamente para um ensino no contexto digital e reflexivo. Por outro lado, há profissionais veteranos que apresentam resistência, seja porque já se estabeleceram na profissão, ou também por não terem recebido esse tipo de formação e, por isso, necessitarem de um processo de aperfeiçoamento de sua prática.

      Em muitos casos se recorre à proibição das ferramentas digitais no contexto escolar, como se isolar a escola do contexto social fosse a alternativa mais eficaz. No estado do Ceará, por exemplo, há lei estadual que proíbe o uso de dispositivos portáteis pelo aluno em sala de aula. A Lei nº 14.146, de 25/6/2008, dispõe sobre a proibição do uso de equipamentos de comunicação, eletrônicos e outros aparelhos similares nos estabelecimentos de ensino do Estado durante o horário das aulas (CEARÁ, 2008). Casos como esse mostram o despreparo dos atores escolares para lidarem com essa nova realidade. Ao acreditarem que a proibição é a saída para este impasse, perdem a oportunidade de incluir o uso orientado dessas novas mídias, uma vez que, talvez, também não tenham recebido orientações para esse uso na formação inicial, nem nas formações continuadas, o que gera uma reação em cadeia de conflitos relacionados ao uso desses aparelhos (sejam celulares ou tablets).


Disponível em: <https://revista.cbtecle.com.br/CBTecLE/article/download/229/6412)>. Data da consulta: 28/06/2023. 

Deduz-se, de acordo com as informações do texto, que a adoção das novas tecnologias digitais na sala de aula
Alternativas
Q2273240 Português

Leia com cuidado o texto a seguir para responder à questão.


Letramento digital e seus desafios no ambiente escolar 


     Usar um computador e dominar os seus recursos em pleno século XXI está se tornando cada dia mais trivial. A utilização de recursos como notebook, datashow, aulas expositivas projetadas em slides, participação em grupos de WhatsApp com compartilhamento de mídias e aplicativos de gestão escolar para acompanhar notas e frequência, não são mais novidades e estão se tornando recursos corriqueiros nas escolas brasileiras. Porém, mesmo entendendo o processo de “alfabetização digital” para o manuseio desses aparatos, é importante que haja na prática uma consciência do uso responsável e proveitoso que possa gerar mais aprendizados a partir desses meios, em um processo de letramento digital. Segundo Frade (2005):

[...] temos vários alfabetizados que podem ser considerados analfabetos digitais. Talvez eles tenham conhecimento das práticas sociais de uso dessa tecnologia, compreendendo diversos usos e funções, mesmo sem operar diretamente com a máquina. Essa é a situação, por exemplo, de vários professores brasileiros que ainda não dispõem das condições de acesso, mas compreendem os usos sociais desse suporte e da linguagem multimídia. Neste caso, o termo analfabetismo digital poderia ser utilizado para já alfabetizados que não alcançaram o domínio dos códigos que permitem acessar a máquina (...) (FRADE, 2005, p. 73-74. Grifos do autor).

      Assim sendo, não basta o professor saber manusear esses recursos, mas também ser letrado nesse meio e propiciar um letramento aos discentes. A definição de letramento digital é diversa. Para nosso objetivo, inferimos, resumidamente, que a definição desse conceito seja a capacidade de usar criticamente as diferentes ferramentas digitais. Para a Association of College & Research Libraries é:

Uma série de habilidades que requer dos indivíduos reconhecer quando a informação faz-se necessária e ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação necessária (CESARINI, 2004, p. 10).

      Segundo Freitas (2010) o computador e a internet são vistos como instrumentos de ensino-aprendizagem e estão cada vez mais presentes nas salas de aula. Tal fato não significa que são usados de forma ativa, pois nem sempre os professores são letrados digitalmente para ensinar servindo-se dos recursos midiáticos, o que nos leva a concluir que talvez não haja mudança significativa nos processos de ensino-aprendizagem.              Rabelo e Haguenauer (2014) defendem a aprendizagem em rede, assim professores e alunos seriam sujeitos críticos e desenvolveriam uma inteligência coletiva. As autoras advogam, ainda, que os alunos deixem de ser usuários passivos e acríticos do sistema, para se tornarem mais atuantes. O que se busca também com a inserção dessas novas mídias em sala de aula é fazer com que as aulas não sigam o modelo tradicional, no qual havia uma mera transmissão de conhecimento e pouca voz para os aprendizes. O conceito de letramento digital vinculado à prática de ensino deve levar os sujeitos do processo de ensino-aprendizagem a interagir e colaborar de maneira mais ativa, agregando nesse processo o leque de possibilidades que programas e aplicativos podem trazer.

        Infelizmente a formação de professores, de um modo geral, ainda não os prepara devidamente para um ensino no contexto digital e reflexivo. Por outro lado, há profissionais veteranos que apresentam resistência, seja porque já se estabeleceram na profissão, ou também por não terem recebido esse tipo de formação e, por isso, necessitarem de um processo de aperfeiçoamento de sua prática.

      Em muitos casos se recorre à proibição das ferramentas digitais no contexto escolar, como se isolar a escola do contexto social fosse a alternativa mais eficaz. No estado do Ceará, por exemplo, há lei estadual que proíbe o uso de dispositivos portáteis pelo aluno em sala de aula. A Lei nº 14.146, de 25/6/2008, dispõe sobre a proibição do uso de equipamentos de comunicação, eletrônicos e outros aparelhos similares nos estabelecimentos de ensino do Estado durante o horário das aulas (CEARÁ, 2008). Casos como esse mostram o despreparo dos atores escolares para lidarem com essa nova realidade. Ao acreditarem que a proibição é a saída para este impasse, perdem a oportunidade de incluir o uso orientado dessas novas mídias, uma vez que, talvez, também não tenham recebido orientações para esse uso na formação inicial, nem nas formações continuadas, o que gera uma reação em cadeia de conflitos relacionados ao uso desses aparelhos (sejam celulares ou tablets).


Disponível em: <https://revista.cbtecle.com.br/CBTecLE/article/download/229/6412)>. Data da consulta: 28/06/2023. 

Sobre o texto, julgue as afirmações a seguir.

I- O texto carece de argumentos de autoridade.
II- A falta e/ou carência na formação e letramento digital por parte dos docentes é, segundo o que se aponta a partir das informações do texto, a grande causa para o insucesso do ensino marcado pelas ferramentas digitais hoje.
III- O texto peca por omitir informações relativas a problemas que impactam negativamente na adoção do ensino com base nas ferramentas digitais.
IV- A posição do autor do texto, em relação à proibição do uso do celular em sala de aula, por exemplo, adotada no estado do Ceará, é de corroboração a esta proibição.

Está CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q2273239 Português
Atente ao gênero a seguir e responda à questão.



Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: < https://miriam-aline-artee d u c a c a o - i n t e r m e d i a t i c a - digital.webnode.page/charge/>. Data da consulta: 27/06/2023.


Avalie a veracidade das informações acerca do gênero acima e responda ao que se pede.

I- Depreende-se da imagem um novo paradigma de entretenimento familiar, marcado fundamentalmente pelo isolamento e individualização das ações de lazer e entretenimento, com exclusão dos momentos de socialização e interação interpessoal.
II- As pistas textuais apontam para os inegáveis benefícios que as redes sociais propiciaram às famílias, em especial no tocante ao aumento da capacidade de atualização frente aos fatos do mundo que nos rodeia.
III- Conforme se percebe na imagem, a presença da família reunida é sinal de harmonia, partilha, respeito às diferenças e aumento da capacidade de letramento pessoal e intergrupal, pressuposto este fundante neste novo paradigma comandado pelas mídias sociais.

Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2273237 Português

Leia com atenção a imagem a seguir para responder à questão.



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: <https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=wHKw3GJg&id>. Data da consulta: 02/08/2023.



Leia com cuidado a imagem acima e responda ao que se pede. 


I- A ideia de prisão, neste contexto de uso, aponta para um sentido que transcende à mera prisão física.

II- A ideia de prisão do engano, neste contexto de uso, é causa para a de zona de conforto.

III- A ideia de prisão do engano, neste contexto de uso, é efeito para a de zona de conforto.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q2273236 Português
Após a leitura da charge a seguir, responda à questão.


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <(blogdaluci2021.blogspot.com)>. Data da consulta: 02/08/2023.


Analise as proposições a seguir acerca da temática abordada na charge.

I- Há certa incoerência no discurso do professor, marcada por descompasso entre a ideia de inclusão educacional e a efetiva prática docente.
II- Há prejuízo explícito, em termos de inclusão e acessibilidade, para os alunos.
III- As ideias de VER BEM e OLHAR, marcadas no contexto, apontam para grande semelhança semântica.
IV- As ideias de VER BEM e OLHAR, marcadas no contexto, apontam para relações semânticas absolutamente díspares.

Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2273232 Português

Atente à imagem a seguir e responda à questão.



Imagem associada para resolução da questão


Deduz-se das pistas imagético-verbais do texto que

Alternativas
Q2273008 Português
TEXTO IV


Desde muito cedo, tenho verdadeiro horror à condescendência

Já dizia Lima Barreto, a capacidade do negro é julgada a priori, enquanto a do branco é a posteriori

Djamila Ribeiro

Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais.

Desde muito cedo, mesmo sem saber dar nome, tenho verdadeiro horror à condescendência. Eu me lembro de ficar irritada com professoras que passavam a mão na minha cabeça quando eu levantava a mão para responder a alguma pergunta por julgarem que eu não saberia a resposta.
Essas situações foram se repetindo ao longo da minha adolescência e vida adulta. "Nossa, ela é inteligente", "uau, ela realmente sabe o que diz", sempre com uma expressão de espanto. Nem sempre aplausos significam admiração. Muitas vezes são a expressão de surpresa por parte de pessoas que julgavam que você não seria capaz.
O escritor Lima Barreto já disse: “A capacidade do negro é julgada a priori, enquanto a do branco é a posteriori”. Há alguns anos, encontrei alguns colegas brancos durante uma viagem a Nova York e, em todas as ocasiões em que estivemos juntos, eles não me deixavam falar com as pessoas nos locais onde estivemos. No restaurante, queriam traduzir os meus pedidos. Nas lojas, me explicavam exaustivamente o que era cada produto. Na rua, passavam à minha frente sempre dispostos a me ajudar na comunicação.
Num dado momento, eu disse que falava inglês perfeitamente, não precisava de ajuda e que, caso necessitasse, eu pediria. Eu já dei várias palestras em inglês, e eles sabiam disso, mas mesmo assim seguiram agindo dessa forma.
A condescendência é ofensiva porque quem a comete se julga superior. Uma coisa é ajudar quem de fato precisa ou pediu ajuda, outra coisa é não se conformar em tratar o outro como igual, pois isso ofende suas crenças limitantes.
Pessoas que naturalizaram o lugar de submissão para pessoas negras, ou que passaram a vida sendo servidos por elas, não conseguem lidar quando veem uma que não está naquele lugar. Então, agir de modo condescendente é reafirmar esse lugar de superioridade, é amenizar o desconforto por ver uma pessoa negra em seu lugar de humanidade.
Outro lado horroroso é julgar que sempre é necessário elogiar o trabalho de uma pessoa negra. Uma coisa é desrespeitar, ser grosseiro e racista ao avaliar um trabalho, o que infelizmente acontece muito. Outra é colocar em um lugar de não poder criticar, pois isso é infantilizar a pessoa negra.
Todos os trabalhos são passíveis de críticas, desde que bem-feitas, e tratar o trabalho de pessoas negras como algo sempre incrível beira o ridículo.
Uma vez, para me defender, uma seguidora escreveu para um rapaz que me criticava: "você não pode falar assim com uma mulher negra". Por mais que ela tivesse boas intenções, confesso que me irritei profundamente. Eu respondi: "ele não pode falar assim porque os argumentos dele são falaciosos e eu sei perfeitamente identificar e responder a eles". E assim o fiz, e o forcei a rever todas suas bases argumentativas.

[...]

Afinal, respeito, na maioria das vezes, é muito melhor do que admiração pura e simples. A condescendência fixa o trabalho de pessoas negras num lugar de inferioridade. É justamente por isso que deveríamos abominá-la.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/djamila-ribeiro/2023/07/desde-muito-cedo-tenho-verdadeiro-horror-a-condescendencia.shtml>. Acesso em: 13 jul. 2023.
A respeito do Texto IV, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2272999 Português
TEXTO I


“Deus está triste”: bebês gerados por IA viram febre e piada nas redes sociais

Simulações são feitas pelo aplicativo Remini; “Deus está triste com tanto bebê de IA” e (sic.) “cafona demais”, criticam perfis 
 ( Nayani Real )

SÃO PAULO (SP) Nesta semana, imagens de crianças geradas por Inteligência Artificial dominaram as redes sociais de famosos e anônimos. Personalidades como Gil do Vigor, Pequena Lô, Viih Tube e Virgínia compartilharam versões de crianças similares a elas, geradas pelo aplicativo Remini. Com características similares às suas, os bebês aparecem em seus colos, em imagens que simulam retratos de família.
"Deus está triste com tanto bebê de IA", diz um meme sobre a onda de publicações. Outros comparam imagens geradas à personagem Renesmée, filha dos protagonistas Edward Cullen e Bella Swan no filme "Amanhecer - parte 2", da saga Crepúsculo. Lançado em 2012, o longa foi alvo de críticas pela baixa qualidade dos efeitos especiais. Perfis também apontam falhas na geração de imagens, como a multiplicação de braços dos bebês. Alguns dizem que a tendência é "cafona".
Além das críticas à qualidade das imagens geradas, o compartilhamento de dados também voltou ao debate no Twitter. Perfis alertam para perigos da cessão de dados ao aplicativo de IA, enquanto outros dizem não aguentar mais esse discurso.
Na plataforma, um perfil cita o caso da utilização da imagem gerada por IA da cantora Elis Regina, morta em 1982, pela Volkswagen. No último dia 4 de julho, uma campanha comemorativa de 70 anos da marca no Brasil reuniu Elis e sua filha, a cantora Maria Rita, e dividiu opiniões nas redes.
Entre publicações descontraídas e sérias, alguns perfis se mostram avessos à moda. "Nem filho virtual eu quero", diz um usuário. Outro compartilha imagem gerada por Inteligência Artificial que, ao invés de uma criança, mostra um gato.

Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/blogs/hashtag/2023/07/deus-esta-triste-bebes-gerados-por-ia-viram-febre-e-piada-nas-redes-sociais.shtml> . Acesso em: 13 jul. 2023.
A respeito do Texto I, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2272952 Português
“Precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias”, diz especialista


Além de prevenir doenças, a imunização protege de complicações decorrentes das enfermidades



Com as raras exceções de pais que preferem acreditar em teorias conspiratórias e deixam de vacinar os filhos, a maioria sabe que, com a caderneta de vacinação em dia, as crianças terão uma infância mais saudável e protegida. No entanto, conforme envelhecemos, minimizamos o valor da imunização na fase adulta – e mudar esse quadro é o objetivo de médicos e cientistas, como explicou Rodrigo Schrage Lins, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro. “Este é um novo conceito: precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias. As vacinas não se limitam a prevenir doenças, mas também diversas condições de saúde que não parecem estar associadas com a imunização, mas estão”, afirmou. O doutor Lins participou, na semana passada, de seminário on-line sobre os benefícios da vacinação de adultos que contou com especialistas estrangeiros e dados de sobra para contextualizar a argumentação. Trago alguns deles: a expectativa de vida deve aumentar 4.4 anos entre 2016 e 2040 e, em 2050, o número de pessoas acima dos 60 vai superar o daquelas na faixa entre 10 e 24 anos. Como os idosos apresentam um risco maior de complicações decorrentes de infecções, o envelhecimento global vai exigir novas abordagens em termos de saúde pública. Basta lembrar que quase 75% das mortes por doença pneumocócica invasiva e influenza ocorrem entre os indivíduos acima dos 65. Para os especialistas, o sucesso das vacinas para conter a pandemia foi um divisor de águas, porque conscientizou a população sobre sua eficácia e segurança, e é de extrema importância detalhar o papel da imunização para evitar complicações de longo prazo que são menos conhecidas. Num quadro severo de influenza, ou gripe, as artérias se inflamam e estreitam, aumentando as chances de um evento cardiovascular para pacientes que já têm uma placa de gordura obstrutiva (ateroma). Prevenindo a infecção aguda através da vacina, a pessoa fica mais protegida desses riscos. Da mesma forma que a influenza, o herpes zóster pode levar a complicações como o infarto do miocárdio e derrame; a Covid-19 inclui, além do infarto e derrame, insuficiência cardíaca e embolia pulmonar. Outra frente de trabalho tem como objetivo aumentar a eficácia das vacinas para os idosos, de forma a contornar o declínio do sistema imunológico. Yannick Vanloubbeeck, chefe do setor do departamento de pesquisa e desenvolvimento voltado para descobertas e ensaios pré-clínicos da gigante farmacêutica GSK, adiantou que a combinação de tecnologias terá um papel decisivo para dar mais um passo nesta direção: “na verdade, caminhamos para uma medicina personalizada e de precisão, que levará em conta a genética do indivíduo e o ambiente no qual ele está inserido, porque esses são fatores que interagem com o patógeno e demandam uma solução sob medida”.
De acordo com o texto, o sucesso das vacinas para conter a pandemia foi um divisor de águas porque:
Alternativas
Q2272950 Português
“Precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias”, diz especialista


Além de prevenir doenças, a imunização protege de complicações decorrentes das enfermidades



Com as raras exceções de pais que preferem acreditar em teorias conspiratórias e deixam de vacinar os filhos, a maioria sabe que, com a caderneta de vacinação em dia, as crianças terão uma infância mais saudável e protegida. No entanto, conforme envelhecemos, minimizamos o valor da imunização na fase adulta – e mudar esse quadro é o objetivo de médicos e cientistas, como explicou Rodrigo Schrage Lins, presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro. “Este é um novo conceito: precisamos criar uma cultura de vacinação para todas as faixas etárias. As vacinas não se limitam a prevenir doenças, mas também diversas condições de saúde que não parecem estar associadas com a imunização, mas estão”, afirmou. O doutor Lins participou, na semana passada, de seminário on-line sobre os benefícios da vacinação de adultos que contou com especialistas estrangeiros e dados de sobra para contextualizar a argumentação. Trago alguns deles: a expectativa de vida deve aumentar 4.4 anos entre 2016 e 2040 e, em 2050, o número de pessoas acima dos 60 vai superar o daquelas na faixa entre 10 e 24 anos. Como os idosos apresentam um risco maior de complicações decorrentes de infecções, o envelhecimento global vai exigir novas abordagens em termos de saúde pública. Basta lembrar que quase 75% das mortes por doença pneumocócica invasiva e influenza ocorrem entre os indivíduos acima dos 65. Para os especialistas, o sucesso das vacinas para conter a pandemia foi um divisor de águas, porque conscientizou a população sobre sua eficácia e segurança, e é de extrema importância detalhar o papel da imunização para evitar complicações de longo prazo que são menos conhecidas. Num quadro severo de influenza, ou gripe, as artérias se inflamam e estreitam, aumentando as chances de um evento cardiovascular para pacientes que já têm uma placa de gordura obstrutiva (ateroma). Prevenindo a infecção aguda através da vacina, a pessoa fica mais protegida desses riscos. Da mesma forma que a influenza, o herpes zóster pode levar a complicações como o infarto do miocárdio e derrame; a Covid-19 inclui, além do infarto e derrame, insuficiência cardíaca e embolia pulmonar. Outra frente de trabalho tem como objetivo aumentar a eficácia das vacinas para os idosos, de forma a contornar o declínio do sistema imunológico. Yannick Vanloubbeeck, chefe do setor do departamento de pesquisa e desenvolvimento voltado para descobertas e ensaios pré-clínicos da gigante farmacêutica GSK, adiantou que a combinação de tecnologias terá um papel decisivo para dar mais um passo nesta direção: “na verdade, caminhamos para uma medicina personalizada e de precisão, que levará em conta a genética do indivíduo e o ambiente no qual ele está inserido, porque esses são fatores que interagem com o patógeno e demandam uma solução sob medida”.
Considere o excerto “o número de pessoas acima dos 60 vai superar o daquelas na faixa entre 10 e 24 anos”. Neste contexto, a palavra “daquelas” retoma:
Alternativas
Respostas
9701: B
9702: A
9703: C
9704: B
9705: C
9706: A
9707: C
9708: E
9709: B
9710: B
9711: A
9712: C
9713: A
9714: D
9715: A
9716: B
9717: D
9718: D
9719: A
9720: E