Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2279580 Português
Texto CB1A1-I

    À medida que o homem cria, recria e decide, vão se formando as épocas históricas. E é também criando, recriando e decidindo como deve participar nessas épocas. É por isso que obtém melhor resultado toda vez que, integrando-se no espírito delas, se apropria de seus temas e reconhece suas tarefas concretas.

    Ponha-se ênfase, desde já, na necessidade permanente de uma atitude crítica, a única com a qual o homem poderá apreender os temas e tarefas de sua época para ir se integrando nela. Uma época, por outro lado, realiza-se na proporção em que seus temas forem captados e suas tarefas, resolvidas. E se supera na medida em que os temas e as tarefas não correspondem a novas ansiedades emergentes.

    Uma época da história apresentará uma série de aspirações, de desejos, de valores, em busca de sua realização. Formas de ser, de comportar-se, atitudes mais ou menos generalizadas, das quais somente os visionários que se antecipam têm dúvidas e frente às quais sugerem novas fórmulas.

     A passagem de uma época para outra caracteriza-se por fortes contradições que se aprofundam, dia a dia, entre valores emergentes em busca de afirmações, de realizações, e valores do ontem em busca de preservação.

    Quando isso ocorre, verifica-se o que chamamos transição. Observa-se um aspecto fortemente dramático que vai atingir as mudanças de que se nutre a sociedade. Porque é dramático, é fortemente desafiador. E a transição se torna então um tempo de opções. Nutrindo-se de mudanças, a transição é mais que as mudanças. Implica realmente a marcha que faz a sociedade na procura de novos temas, de novas tarefas ou, mais precisamente, de sua objetivação. As mudanças se produzem numa mesma unidade de tempo, sem afetá-la profundamente. É que se verificam dentro do jogo normal, resultante da própria busca de plenitude que fazem estes temas.

    Quando, por fim, estes temas começam a esvaziar e a perder sua significação, emergindo novos temas, a sociedade começa a passar para outra época. Nestas fases, mais do que nunca, se faz indispensável a integração. Mais do que nunca se faz indispensável o desenvolvimento de uma mente crítica, com a qual o homem possa se defender dos perigos dos irracionalismos, encaminhamentos distorcidos da emoção, característica dessas fases de transição.

Paulo Freire. Educação e mudança. 41.ª ed. Rio de Janeiro/São Paulo:
Paz e Terra, 2020, p. 87-89 (com adaptações).

Com relação às ideias e à tipologia do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. Depreende-se do quarto parágrafo do texto que, na “passagem de uma época para outra”, uma vez que se observam “valores do ontem em busca de preservação”, o conservadorismo se exacerba. 
Alternativas
Q2279538 Português

Veneno e Remédio


Eu preciso de espaço

Não é pra você que eu vou ceder

Não use o abraço pra tentar me prender

Não respire o meu ar

Cê vai me sufocar


Não foi ruim

Mas bem que poderia ser melhor

Você foi pra mim

Veneno e remédio num frasco só


Disponível em:<https://www.cifraclub.com.br> . Acesso em: 23 jun. 2023 (fragmento).



Os versos da música sugerem que, tanto no universo da saúde quanto no campo das relações humanas,

Alternativas
Q2279537 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em:<https://santosbancarios.com.br/> . Acesso em: 23 jun. 2023.


Acerca da relação entre as partes verbal e não verbal do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2279535 Português

Imagem associada para resolução da questão


COALA, Fábio. Disponível em:<https://mentirinhas.com.br/mentirinhas768/> . Acesso em: 3 jul. 2023.


Ao abordar o trabalho em equipe, a tirinha coloca em evidência a (o)

Alternativas
Q2279532 Português
     O CRFTO é uma autarquia federal e deve cumprir rigorosamente o que determinam as leis, os decretos e as resoluções estabelecidas pelo governo federal, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo CFF.
Disponível em: <https://crfto.org.br/conselho-crf-to/>. Acesso em: 20 jun. 2023, com adaptações.

Com base na leitura compreensiva, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2279531 Português

Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: <http://crfto.org.br/balcao-de-empregos/>. Acesso em: 20 jun. 2023.



Assinale a alternativa que reproduz uma mensagem compatível com o texto.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: CRF-TO Prova: IADES - 2023 - CRF-TO - Advogado |
Q2279487 Português
   As atribuições do farmacêutico, ao dispensar medicamentos, tomaram uma dimensão tão extraordinária que, hoje, podemos dizer que dispensar não significa apenas entregar o medicamento prescrito ou indicado pelo farmacêutico, mas se trata da atuação clínica deste profissional, com o objetivo de proporcionar ao paciente não só o medicamento, como também os serviços clínicos que o acompanham, promovendo o uso racional de medicamentos e a proteção do paciente contra prováveis problemas relacionados ao uso destes.
Disponível em:<https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf /122/encarte_farmAcia_comunitAria.pdf>  . Acesso em: 29 jun. 2023.


De acordo com as ideias veiculadas no texto e as relações lógicas estabelecidas entre elas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: CRF-TO Prova: IADES - 2023 - CRF-TO - Advogado |
Q2279481 Português
   As decisões do Plenário do CRFTO se darão sob a forma de deliberação a serem editadas no prazo máximo de 15 dias da aprovação de cada ato, na forma estabelecida pela Resolução n o 90/1970 ou outra que a substituir, devendo ser publicadas no átrio do CRF, no seu sítio eletrônico e, quando necessário ou exigido por lei, no Diário Oficial da União ou no órgão de Imprensa Oficial no âmbito da jurisdição do CRF. A cassação ou o afastamento temporário de diretor ou conselheiro exige o voto favorável de dois terços dos membros do Plenário.
Disponível em: <https://crfto.org.br/plenario/>. Acesso em: 14 jul. 2023, com adaptações.

No que se refere às práticas do CRFTO, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2279456 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.


TEXTO II


O Aedes aegypti é um mosquito com hábitos oportunistas. Por qual razão? É um mosquito doméstico, que vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais, escolas ou igrejas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas ele também pode picar à noite. [...] Por ser um mosquito que vive perto do homem, sua presença é mais comum em áreas urbanas, e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional – principalmente, em espaços urbanos com ocupação desordenada, onde as fêmeas têm mais oportunidades para alimentação e dispõem de mais criadouros para desovar. A infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – fatores que propiciam a eclosão de ovos do mosquito.

Disponível em: https://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/ oportunista.html. Acesso em: 17 jun. 2023. 
Com base no texto, é incorreto afirmar que o Aedes aegypti é um mosquito
Alternativas
Q2279354 Português
O que é, exatamente, a felicidade?

    Eis aí uma pergunta que só parece simples. Ela é formada por alegria, otimismo, calma, prazer e diversos outros ingredientes, mas é muito mais do que a soma deles – da mesma forma que um bolo de chocolate não é uma simples pilha de manteiga, cacau e açúcar.

    O melhor caminho para entender a felicidade parece estar em dois conceitos propostos por Aristóteles na Grécia do século 4 a.C.: hedonia e eudaimonia.

    A hedonia é imediata, e se manifesta em situações pontuais: reencontrar um filho que volta de viagem, ver pela décima vez o seu filme favorito ou comer aquele prato que você adora. Ela é aquela sensação súbita de felicidade após fazer ou viver algo bom.

    Já a eudaimonia é de longo prazo – um estado de espírito baseado em viver bem a vida, seguindo critérios éticos e morais e buscando evoluir como indivíduo. É a combinação dessas duas coisas que, para Aristóteles, compõem a felicidade.     

    Quando você pergunta a si mesmo se é feliz, na verdade está pensando na eudaimonia. E ela é o saldo das experiências e emoções vividas. Ou seja, das suas memórias. Ao gravá-las, o cérebro atribui a cada uma delas uma “valência emocional”. E isso, no futuro, acaba influindo diretamente sobre a felicidade. Imagine o seguinte cenário. Você está jantando na sua lanchonete preferida, aonde vai sempre com seu namorado ou namorada. Agora pense no cheiro delicioso daquele hambúrguer.

    Foi uma lembrança feliz, certo? Aquela memória tem valência positiva. Agora imagine que você levou um pé na bunda, justo naquela lanchonete. Nunca mais volta lá, por razões óbvias. Mas tempos depois está na casa de um amigo que pede aquele mesmo lanche por delivery.

    Desta vez, o sanduíche evoca em você uma memória ruim – com valência emocional negativa. Percebeu? A lembrança do hambúrguer em si não mudou (você continua sabendo exatamente que gosto, cheiro e textura ele tem), mas seu significado sim.
    
    Quanto mais memórias positivas você acumula, mais perto da felicidade estará. Isso é óbvio. O que não é óbvio: aparentemente, o cérebro gasta mais energia para carimbar uma memória como positiva – e, por isso, ele pode ser naturalmente pessimista.

    A felicidade não é sólida; ela oscila, momento a momento. Uma hora nos sentimos felizes e outra não, mesmo quando não há estímulos claramente negativos – aquele hambúrguer que hoje nos parece delicioso, amanhã pode não satisfazer (mesmo não havendo um fim de relacionamento envolvido na história).

Texto adaptado da Revista Superinteressante: <https://super.abril.com.br/ciencia/a-quimica-da-felicidade/>


Com base no Texto “O que é, exatamente, a felicidade?”, analise as afirmativas a seguir: I. No trecho: “Uma hora nos sentimos felizes e outra não”, é correto afirmar que há palavras e oração elípticas nessa oração.
II. No trecho: “Imagine o seguinte cenário”, é certo afirmar que o verbo da oração está conjugado no tempo presente do modo indicativo. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2279352 Português
O que é, exatamente, a felicidade?

    Eis aí uma pergunta que só parece simples. Ela é formada por alegria, otimismo, calma, prazer e diversos outros ingredientes, mas é muito mais do que a soma deles – da mesma forma que um bolo de chocolate não é uma simples pilha de manteiga, cacau e açúcar.

    O melhor caminho para entender a felicidade parece estar em dois conceitos propostos por Aristóteles na Grécia do século 4 a.C.: hedonia e eudaimonia.

    A hedonia é imediata, e se manifesta em situações pontuais: reencontrar um filho que volta de viagem, ver pela décima vez o seu filme favorito ou comer aquele prato que você adora. Ela é aquela sensação súbita de felicidade após fazer ou viver algo bom.

    Já a eudaimonia é de longo prazo – um estado de espírito baseado em viver bem a vida, seguindo critérios éticos e morais e buscando evoluir como indivíduo. É a combinação dessas duas coisas que, para Aristóteles, compõem a felicidade.     

    Quando você pergunta a si mesmo se é feliz, na verdade está pensando na eudaimonia. E ela é o saldo das experiências e emoções vividas. Ou seja, das suas memórias. Ao gravá-las, o cérebro atribui a cada uma delas uma “valência emocional”. E isso, no futuro, acaba influindo diretamente sobre a felicidade. Imagine o seguinte cenário. Você está jantando na sua lanchonete preferida, aonde vai sempre com seu namorado ou namorada. Agora pense no cheiro delicioso daquele hambúrguer.

    Foi uma lembrança feliz, certo? Aquela memória tem valência positiva. Agora imagine que você levou um pé na bunda, justo naquela lanchonete. Nunca mais volta lá, por razões óbvias. Mas tempos depois está na casa de um amigo que pede aquele mesmo lanche por delivery.

    Desta vez, o sanduíche evoca em você uma memória ruim – com valência emocional negativa. Percebeu? A lembrança do hambúrguer em si não mudou (você continua sabendo exatamente que gosto, cheiro e textura ele tem), mas seu significado sim.
    
    Quanto mais memórias positivas você acumula, mais perto da felicidade estará. Isso é óbvio. O que não é óbvio: aparentemente, o cérebro gasta mais energia para carimbar uma memória como positiva – e, por isso, ele pode ser naturalmente pessimista.

    A felicidade não é sólida; ela oscila, momento a momento. Uma hora nos sentimos felizes e outra não, mesmo quando não há estímulos claramente negativos – aquele hambúrguer que hoje nos parece delicioso, amanhã pode não satisfazer (mesmo não havendo um fim de relacionamento envolvido na história).

Texto adaptado da Revista Superinteressante: <https://super.abril.com.br/ciencia/a-quimica-da-felicidade/>


Com base no Texto “O que é, exatamente, a felicidade?”, analise as afirmativas a seguir: I. No trecho: “Quando você pergunta a si mesmo se é feliz”, é correto afirmar que a palavra destacada “Quando” introduz no parágrafo uma ideia de condicionalidade.
II. No trecho: “ a eudaimonia é de longo prazo”, é correto afirmar que a palavra destacada “Já” introduz no parágrafo uma ideia de tempo. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2279350 Português
O que é, exatamente, a felicidade?

    Eis aí uma pergunta que só parece simples. Ela é formada por alegria, otimismo, calma, prazer e diversos outros ingredientes, mas é muito mais do que a soma deles – da mesma forma que um bolo de chocolate não é uma simples pilha de manteiga, cacau e açúcar.

    O melhor caminho para entender a felicidade parece estar em dois conceitos propostos por Aristóteles na Grécia do século 4 a.C.: hedonia e eudaimonia.

    A hedonia é imediata, e se manifesta em situações pontuais: reencontrar um filho que volta de viagem, ver pela décima vez o seu filme favorito ou comer aquele prato que você adora. Ela é aquela sensação súbita de felicidade após fazer ou viver algo bom.

    Já a eudaimonia é de longo prazo – um estado de espírito baseado em viver bem a vida, seguindo critérios éticos e morais e buscando evoluir como indivíduo. É a combinação dessas duas coisas que, para Aristóteles, compõem a felicidade.     

    Quando você pergunta a si mesmo se é feliz, na verdade está pensando na eudaimonia. E ela é o saldo das experiências e emoções vividas. Ou seja, das suas memórias. Ao gravá-las, o cérebro atribui a cada uma delas uma “valência emocional”. E isso, no futuro, acaba influindo diretamente sobre a felicidade. Imagine o seguinte cenário. Você está jantando na sua lanchonete preferida, aonde vai sempre com seu namorado ou namorada. Agora pense no cheiro delicioso daquele hambúrguer.

    Foi uma lembrança feliz, certo? Aquela memória tem valência positiva. Agora imagine que você levou um pé na bunda, justo naquela lanchonete. Nunca mais volta lá, por razões óbvias. Mas tempos depois está na casa de um amigo que pede aquele mesmo lanche por delivery.

    Desta vez, o sanduíche evoca em você uma memória ruim – com valência emocional negativa. Percebeu? A lembrança do hambúrguer em si não mudou (você continua sabendo exatamente que gosto, cheiro e textura ele tem), mas seu significado sim.
    
    Quanto mais memórias positivas você acumula, mais perto da felicidade estará. Isso é óbvio. O que não é óbvio: aparentemente, o cérebro gasta mais energia para carimbar uma memória como positiva – e, por isso, ele pode ser naturalmente pessimista.

    A felicidade não é sólida; ela oscila, momento a momento. Uma hora nos sentimos felizes e outra não, mesmo quando não há estímulos claramente negativos – aquele hambúrguer que hoje nos parece delicioso, amanhã pode não satisfazer (mesmo não havendo um fim de relacionamento envolvido na história).

Texto adaptado da Revista Superinteressante: <https://super.abril.com.br/ciencia/a-quimica-da-felicidade/>


Com base no Texto “O que é, exatamente, a felicidade?”, analise as afirmativas a seguir: I. A felicidade é a soma de alegria, otimismo, calma, prazer e diversos outros ingredientes, cujo melhor caminho para entendê-la é através dos dois conceitos propostos por Aristóteles na Grécia do século 4 a.C.: hedonia e eudaimonia.
II. Para Aristóteles, a felicidade é a combinação da hedonia, manifesta em situações imediatas e específicas com a eudaimonia, um estado de espírito estruturado em comportamentos morais e éticos que visam à evolução do indivíduo.
III. Ao perguntar se uma pessoa é feliz, está-se indagando sobre o resultado das suas experiências e emoções vividas e armazenadas na sua memória. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2279184 Português
Você é um número


    Se você não tomar cuidado, vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento — tudo é número.

    Se abre crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira.

    Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de negócio, também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso, você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

    Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.

    Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

    Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano.

    Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

    Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?


(LISPECTOR, Clarice — adaptado.)
Analisar o trecho a seguir:

Porque a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número.

 De acordo com o texto, o pronome sublinhado refere-se a:
Alternativas
Q2279182 Português
Você é um número


    Se você não tomar cuidado, vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento — tudo é número.

    Se abre crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira.

    Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de negócio, também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso, você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

    Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.

    Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

    Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano.

    Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

    Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?


(LISPECTOR, Clarice — adaptado.)
Considerando-se o sentido da expressão sublinhada, NÃO há correta substituição pela palavra indicada, em itálico, em:
Alternativas
Q2279180 Português
Você é um número


    Se você não tomar cuidado, vira número até para si mesmo. Porque a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista, tem carteira com número e chapa de carro. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento — tudo é número.

    Se abre crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube, tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras, tem o número da cadeira.

    Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência, também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de negócio, também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações, também recebe um. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico, recebe número de batismo. No registro civil ou religioso, você é numerado. Se possui personalidade jurídica, tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

    Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número.

    Uma amiga minha contou que no Alto Sertão de Pernambuco uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

    Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano.

    Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

    Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem?


(LISPECTOR, Clarice — adaptado.)
Em relação ao texto, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2279141 Português
Por que os gatos 'amassam pãozinho'? A ciência tem as
respostas

    Quem tem gato provavelmente já viu o momento em que o bichano faz um movimento de “amassar pãozinho”. Isso ocorre quando ele coloca as patas dianteiras em algum lugar e aperta a região abrindo os dedos, como se estivesse massageando o local.
    
    Segundo uma consultora de comportamento felino com pós-doutorado na Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia, o ato de amassar já nasce com os gatos, e isso pode ser visto já quando eles nascem. “É um provável _______ ao comportamento feliz dos dias de quando eram filhotes. Amassar é o que os gatinhos fazem quando estão mamando, para estimular a liberação do leite da mãe”, disse a cientista. 

    O movimento durante a amamentação também pode ser usado como uma forma de comunicação entre o gatinho e a mãe, já que os gatos possuem pequenas glândulas odoríferas nas patas e, quando amassam, são liberados feromônios usados para se comunicar. “Amassar a mãe libera feromônios associados à ligação, identificação, estado de saúde e muitas outras mensagens. Um deles, conhecido como 'feromônio apaziguador de gatos', é liberado pelas glândulas _______ ao redor das glândulas mamárias”, explica um artigo do site The Conversation.

     De acordo com pesquisadoras da Escola de Ciência Animal e Veterinária da Universidade de Adelaide, existem outros motivos associados ao “amassar pãozinho”. Segundo elas, a primeira resposta está em um fenômeno chamado neotenia, que é quando animais adultos _______ traços ou comportamentos infantis. No caso dos gatos, a possibilidade é de que eles façam a ação para mostrar aos seus tutores que os amam — exatamente como os donos costumam pensar. É como se eles dissessem “você faz parte do meu grupo social” e “me sinto confortável aqui”, especialmente se são recompensados com carinho ou comida depois disso.

    Gatos também costumam amassar quando estão querendo “amaciar” o lugar onde vão dormir para deixá-lo mais confortável. Ao mesmo tempo, fazer isso com muita frequência pode ser sinal de compulsão ou de que eles estão com algum machucado ou estressados. Fica o alerta. Nesse caso, o ideal é procurar um veterinário.

(Fonte: Tilt UOL — adaptado.) 



Considerando-se o texto, analisar os itens abaixo:

I. Especialistas afirmam que a ação de “amassar pãozinho” é uma característica instintiva dos gatos de liberar o leite materno durante a amamentação, ainda que isso adquira outros significados à medida que crescem.
II. Quando “amassam pãozinho” em seus tutores, a mensagem passada pelos gatos costuma ser de estresse, vontade de voltar à sua fase inicial de vida com sua mãe e necessidade de amaciar o colo de seu tutor.
III. A depender de como os gatos se comportam no momento de “amassar pãozinho”, pode significar que não estão bem de saúde e precisam de uma consulta com especialista. 

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2279105 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à quesão.


A utilidade da ciência inútil

“A arte é inútil”. Com esta frase, Chico Buarque inicia o DVD Romance. A explicação vem logo em seguida: uma música não é composta pensando-se em para que serve. Porém, através das letras e canções as pessoas que não falam português podem aprender a língua, e a melodia pode servir de fundo musical para um namoro.

Recentemente, um texto publicado na Folha de S. Paulo se contrapôs à utilização de verba pública para o financiamento do telescópio James Webb. O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica. É a famosa questão: “para que serve isso?”. O questionamento, feito normalmente por estudantes de primeiros anos, é ouvido com frequência por professores de disciplinas básicas.

A máxima irônica “Para que serve um recém-nascido?”, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.

De acordo com a lógica da serventia, a pesquisa básica de Max Planck, um dos precursores da mecânica quântica lá no início do século 20, nunca teria sido fomentada. Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.

Exemplos de descobertas científicas feitas por mero acaso, durante o desenvolvimento de algum projeto, são tão frequentes que trouxeram para o universo da ciência o termo “serendipidade”. A palavra consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. De acordo com o dicionário Priberam, o termo significa “a faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso”.

É claro que nem todo projeto dará início a uma revolução científica. Assim como a maioria da população não dará uma contribuição para a Humanidade como Marie Curie ou Isaac Newton. A dificuldade é saber quando será produzida alguma descoberta que dará uma grande contribuição para a Humanidade.

Nesse raciocínio, é importante que as agências de fomento reservem parte da verba disponível para assumir, inclusive, o custo de uma pesquisa básica mal-sucedida.

YAMASHITA, Marcelo Takeshi. A utilidade da ciência inútil. Jornal da Unesp, 2022. Disponível em: https://jornal.unesp. br/2022/10/20/a-utilidade-da-ciencia-inutil/. Acesso em: 16 jun. 2023. [Fragmento]
A respeito da argumentação observada no texto sobre a utilidade da ciência, analise as afirmativas a seguir.

I. O autor defende que investimentos financeiros na ciência não devem ser debatidos por pessoas que não estejam engajadas na área.

II. O autor não acredita que a ciência deve ser útil, pois não é papel dos cientistas encontrarem aplicações práticas para suas descobertas.

III. O autor entende que nem todo projeto científico será bem-sucedido, mas acredita que, ainda assim, o investimento na ciência é necessário.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q2279102 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à quesão.


A utilidade da ciência inútil

“A arte é inútil”. Com esta frase, Chico Buarque inicia o DVD Romance. A explicação vem logo em seguida: uma música não é composta pensando-se em para que serve. Porém, através das letras e canções as pessoas que não falam português podem aprender a língua, e a melodia pode servir de fundo musical para um namoro.

Recentemente, um texto publicado na Folha de S. Paulo se contrapôs à utilização de verba pública para o financiamento do telescópio James Webb. O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica. É a famosa questão: “para que serve isso?”. O questionamento, feito normalmente por estudantes de primeiros anos, é ouvido com frequência por professores de disciplinas básicas.

A máxima irônica “Para que serve um recém-nascido?”, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.

De acordo com a lógica da serventia, a pesquisa básica de Max Planck, um dos precursores da mecânica quântica lá no início do século 20, nunca teria sido fomentada. Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.

Exemplos de descobertas científicas feitas por mero acaso, durante o desenvolvimento de algum projeto, são tão frequentes que trouxeram para o universo da ciência o termo “serendipidade”. A palavra consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. De acordo com o dicionário Priberam, o termo significa “a faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso”.

É claro que nem todo projeto dará início a uma revolução científica. Assim como a maioria da população não dará uma contribuição para a Humanidade como Marie Curie ou Isaac Newton. A dificuldade é saber quando será produzida alguma descoberta que dará uma grande contribuição para a Humanidade.

Nesse raciocínio, é importante que as agências de fomento reservem parte da verba disponível para assumir, inclusive, o custo de uma pesquisa básica mal-sucedida.

YAMASHITA, Marcelo Takeshi. A utilidade da ciência inútil. Jornal da Unesp, 2022. Disponível em: https://jornal.unesp. br/2022/10/20/a-utilidade-da-ciencia-inutil/. Acesso em: 16 jun. 2023. [Fragmento]
Releia este trecho:

“A máxima irônica ‘Para que serve um recém-nascido?’, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.”

No contexto exposto, o termo em destaque assume sentido
Alternativas
Q2279101 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à quesão.


A utilidade da ciência inútil

“A arte é inútil”. Com esta frase, Chico Buarque inicia o DVD Romance. A explicação vem logo em seguida: uma música não é composta pensando-se em para que serve. Porém, através das letras e canções as pessoas que não falam português podem aprender a língua, e a melodia pode servir de fundo musical para um namoro.

Recentemente, um texto publicado na Folha de S. Paulo se contrapôs à utilização de verba pública para o financiamento do telescópio James Webb. O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica. É a famosa questão: “para que serve isso?”. O questionamento, feito normalmente por estudantes de primeiros anos, é ouvido com frequência por professores de disciplinas básicas.

A máxima irônica “Para que serve um recém-nascido?”, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.

De acordo com a lógica da serventia, a pesquisa básica de Max Planck, um dos precursores da mecânica quântica lá no início do século 20, nunca teria sido fomentada. Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.

Exemplos de descobertas científicas feitas por mero acaso, durante o desenvolvimento de algum projeto, são tão frequentes que trouxeram para o universo da ciência o termo “serendipidade”. A palavra consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. De acordo com o dicionário Priberam, o termo significa “a faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso”.

É claro que nem todo projeto dará início a uma revolução científica. Assim como a maioria da população não dará uma contribuição para a Humanidade como Marie Curie ou Isaac Newton. A dificuldade é saber quando será produzida alguma descoberta que dará uma grande contribuição para a Humanidade.

Nesse raciocínio, é importante que as agências de fomento reservem parte da verba disponível para assumir, inclusive, o custo de uma pesquisa básica mal-sucedida.

YAMASHITA, Marcelo Takeshi. A utilidade da ciência inútil. Jornal da Unesp, 2022. Disponível em: https://jornal.unesp. br/2022/10/20/a-utilidade-da-ciencia-inutil/. Acesso em: 16 jun. 2023. [Fragmento]
Releia este trecho:

“Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.”

É correto afirmar que a estratégia argumentativa utilizada nesse trecho é a
Alternativas
Q2279100 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à quesão.


A utilidade da ciência inútil

“A arte é inútil”. Com esta frase, Chico Buarque inicia o DVD Romance. A explicação vem logo em seguida: uma música não é composta pensando-se em para que serve. Porém, através das letras e canções as pessoas que não falam português podem aprender a língua, e a melodia pode servir de fundo musical para um namoro.

Recentemente, um texto publicado na Folha de S. Paulo se contrapôs à utilização de verba pública para o financiamento do telescópio James Webb. O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica. É a famosa questão: “para que serve isso?”. O questionamento, feito normalmente por estudantes de primeiros anos, é ouvido com frequência por professores de disciplinas básicas.

A máxima irônica “Para que serve um recém-nascido?”, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.

De acordo com a lógica da serventia, a pesquisa básica de Max Planck, um dos precursores da mecânica quântica lá no início do século 20, nunca teria sido fomentada. Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.

Exemplos de descobertas científicas feitas por mero acaso, durante o desenvolvimento de algum projeto, são tão frequentes que trouxeram para o universo da ciência o termo “serendipidade”. A palavra consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. De acordo com o dicionário Priberam, o termo significa “a faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso”.

É claro que nem todo projeto dará início a uma revolução científica. Assim como a maioria da população não dará uma contribuição para a Humanidade como Marie Curie ou Isaac Newton. A dificuldade é saber quando será produzida alguma descoberta que dará uma grande contribuição para a Humanidade.

Nesse raciocínio, é importante que as agências de fomento reservem parte da verba disponível para assumir, inclusive, o custo de uma pesquisa básica mal-sucedida.

YAMASHITA, Marcelo Takeshi. A utilidade da ciência inútil. Jornal da Unesp, 2022. Disponível em: https://jornal.unesp. br/2022/10/20/a-utilidade-da-ciencia-inutil/. Acesso em: 16 jun. 2023. [Fragmento]
O tema abordado pelo texto diz respeito à exigência de utilidade da ciência para justificar o investimento nessa área.

Assinale a alternativa que resume corretamente a ideia exposta no artigo.
Alternativas
Respostas
9601: E
9602: A
9603: B
9604: A
9605: E
9606: A
9607: E
9608: C
9609: B
9610: B
9611: D
9612: D
9613: B
9614: C
9615: C
9616: A
9617: C
9618: D
9619: A
9620: C