Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2281222 Português
Texto CB1A1-I

        Os testes econométricos realizados para o estado de São Paulo mostram que a disponibilidade de gás natural teve importância na localização industrial. Tal resultado é corroborado pela avaliação de que seu efeito impacta mais a indústria consumidora intensiva do que a média das indústrias.
        Por outro lado, esta análise também está limitada pelo conjunto de variáveis disponíveis para controle. Embora tenham sido incluídas no modelo variáveis fundamentais no processo de localização, é inevitável que haja um grupo de variáveis omitidas. Citam-se, por exemplo, a relação entre os preços dos energéticos, as questões tributárias, a proximidade com pontos de exportação e com outras fontes de insumos importantes.
        Essa constatação, por sua vez, não diminui a relevância dos testes produzidos. Ao contrário, se se pode provar que a malha de gasodutos do país serve como fator de atração de atividade econômica, pode-se apontar mais uma possibilidade de atuação do setor público no intuito de garantir um processo de desconcentração econômica mais efetiva no país. A construção de uma malha mais eficiente e abrangente surge, portanto, como um importante desafio a ser considerado no planejamento energético nacional.

Edgar Antonio Perlotti et al. Concentração espacial da indústria de São Paulo: evidências sobre o papel da disponibilidade de gás natural. Energia e ambiente. 30 (87), maio-ago./2016 (com adaptações).

Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. 


Infere-se do texto que a localização da indústria com menor consumo energético permaneceu imune à oferta de gás natural.

Alternativas
Q2281221 Português
Texto CB1A1-I

        Os testes econométricos realizados para o estado de São Paulo mostram que a disponibilidade de gás natural teve importância na localização industrial. Tal resultado é corroborado pela avaliação de que seu efeito impacta mais a indústria consumidora intensiva do que a média das indústrias.
        Por outro lado, esta análise também está limitada pelo conjunto de variáveis disponíveis para controle. Embora tenham sido incluídas no modelo variáveis fundamentais no processo de localização, é inevitável que haja um grupo de variáveis omitidas. Citam-se, por exemplo, a relação entre os preços dos energéticos, as questões tributárias, a proximidade com pontos de exportação e com outras fontes de insumos importantes.
        Essa constatação, por sua vez, não diminui a relevância dos testes produzidos. Ao contrário, se se pode provar que a malha de gasodutos do país serve como fator de atração de atividade econômica, pode-se apontar mais uma possibilidade de atuação do setor público no intuito de garantir um processo de desconcentração econômica mais efetiva no país. A construção de uma malha mais eficiente e abrangente surge, portanto, como um importante desafio a ser considerado no planejamento energético nacional.

Edgar Antonio Perlotti et al. Concentração espacial da indústria de São Paulo: evidências sobre o papel da disponibilidade de gás natural. Energia e ambiente. 30 (87), maio-ago./2016 (com adaptações).

Considerando as ideias veiculadas pelo texto CB1A1-I, julgue o item a seguir. 


Segundo o texto, o fato de a localização da indústria de alto consumo ser a mais afetada pela disponibilidade de gás natural confirma o papel da malha de gasodutos como infraestrutura de incentivo ao desenvolvimento industrial. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Engenheiro Civil |
Q2281179 Português
O texto a seguir deve ser considerado para a resposta a questão.


Se os tubarões fossem homens 


        “Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr. K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?” “Certamente”, disse ele. “Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um dentre eles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. 

Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isto seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior frequência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”.


BRECHT, Bertolt. Se os tubarões fossem homens.
In: _____. Histórias do sr. Keuner. Tradução de Paulo
César de Souza. São Paulo: Ed. 34. 2008.




De acordo com a fala do sr. K, considerando- -se a atitude dos tubarões em relação aos peixinhos, é verdadeiro afirmar que:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Engenheiro Civil |
Q2281178 Português
O texto a seguir deve ser considerado para a resposta a questão.


Se os tubarões fossem homens 


        “Se os tubarões fossem homens”, perguntou ao sr. K. a filha da sua senhoria, “eles seriam mais amáveis com os peixinhos?” “Certamente”, disse ele. “Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal como vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca, e tomariam toda espécie de medidas sanitárias. Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, então lhe fariam imediatamente um curativo, para que ele não lhes morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres têm melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar em direção às goelas dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar. O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que esse futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam evitar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um dentre eles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros. Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, eles iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em línguas diferentes, e por isso não podem se entender. Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de sargaço e receberia o título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardins onde se brinca deliciosamente. 

Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo em direção às goelas dos tubarões, e a música seria tão bela, que a seus acordes todos os peixinhos, com a orquestra na frente, sonhando, embalados nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens. Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso, se os tubarões fossem homens também acabaria a ideia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os menores. Isto seria agradável para os tubarões, pois eles teriam, com maior frequência, bocados maiores para comer. E os peixinhos maiores, detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”.


BRECHT, Bertolt. Se os tubarões fossem homens.
In: _____. Histórias do sr. Keuner. Tradução de Paulo
César de Souza. São Paulo: Ed. 34. 2008.




Considerando-se o personagem sr. K, é verdadeiro dizer que:
Alternativas
Q2281090 Português
'Vacina do crack': o que é novidade promissora que pode ajudar dependentes

Uma vacina em desenvolvimento pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) promete tratar a dependência da cocaína e do crack. O medicamento, chamado de Calixcoca, está em estudos desde 2015 e já passou por testes préclínicos com ratos, nos quais foi observada a produção de anticorpos anticocaína no organismo dos animais. Agora, os pesquisadores buscam recursos para iniciar estudos em humanos. Nos experimentos com ratos, os anticorpos produzidos pela Calixcoca impediram a cocaína de ultrapassar a barreira hematoencefálica, que é a proteção do sistema nervoso central. Isso significa que a droga não chegou ao cérebro dos animais. [...] "Acreditamos que, como nos modelos animais, em humanos esse efeito impeça a percepção dos efeitos da droga e, com isso, o paciente não reative o circuito cerebral que leva à compulsão pela droga", explica Frederico Garcia, pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina e professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG. De acordo com Garcia, há pelo menos mais duas outras instituições desenvolvendo vacinas similares para o tratamento da dependência química — a John Cristal e a Georg Koob, ambas nos Estados Unidos. Os imunizantes não tiveram a mesma eficácia nas pesquisas com humanos, que se mostraram eficazes apenas para 25% dos pacientes, e atualmente, os pesquisadores norteamericanos estão fazendo estudos com outra molécula.

Proteção de grávidas

O imunizante também mostrou eficácia na proteção de grávidas, reduzindo abortos espontâneos e protegendo os fetos da dependência adquirida pela mãe. [...] A ideia para o desenvolvimento da vacina em si veio do sofrimento de mulheres grávidas dependentes de crack que chegavam ao ambulatório da universidade. "Elas sofrem muito com o conflito de tentar proteger seus bebês e a compulsão pela droga. À época, conversei com o professor Angelo de Fátima, [...] que conseguiu construir essa nova molécula que estamos desenvolvendo", complementa. [...] "A nossa molécula inova por ser uma plataforma não proteica, ou seja, uma molécula sintética. Isso, além de facilitar e baratear a produção, permite que a cadeia logística seja mais simples por não demandar cadeia fria", afirma Garcia.

Desafio da saúde pública

Dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unod) indicam que, atualmente, dos cerca de 275 milhões de usuários de crack e cocaína em todo o mundo, 36 milhões sofrem de transtornos associados ao uso das substâncias. Ainda segundo o órgão, as quantidades de cocaína ofertadas em todo o planeta atingiram níveis recordes em 2020, com a produção de cerca de 2 mil toneladas. No Brasil, ainda segundo a ONU, a cocaína e o crack respondem por 11% de todos ostratamentos de dependência, a maior parcela entre as drogas ilegais. [...] Para Garcia, da UFMG, um dos principais problemas no tratamento do vício da cocaína e de seus derivados é que não há nenhum medicamento específico para o problema. Na maior parte dos casos, são medicamentos utilizados para outras doenças, como antidepressivos, que tentam melhorar os sintomas de abstinência e a compulsão. "O que mais prejudica o tratamento é a primeira recaída após um tratamento de abstinência, que parece ativar o circuito de recompensas e fazer com que o paciente volte a ter compulsões pela droga", diz o pesquisador, que afirma que a Calixcoca evita a primeira ativação, dando um tempo maior aos dependentes para a reabilitação. [...]

Exclusão social

De acordo com o psiquiatra Dartiu Silveira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) [...] outros fatores, como depressão, impulsividade e exclusão social, também compõem os quadros de vício na substância. "Cada indivíduo possui uma história por trás do uso da droga. É crucial identificar esses fatores, incluindo os tipos de indivíduos e as razões que levaram ao uso e à dependência", enfatiza, acrescentando que as vacinas também podem ter eficácia na prevenção de overdoses. O psiquiatra lembra que a reintegração de dependentes e moradores de "cracolândias" à sociedade é um componente vital na reabilitação [...]. Para Garcia, a vacina Calixcoca poderia ser um grande avanço. "Facilitaria muito o tratamento dos dependentes e ofereceria uma perspectiva de recuperação não apenas para eles, mas também para as famílias".

Portal de notícias VivaBem Uol
O texto 'Vacina do crack': o que é novidade promissora que pode ajudar dependentes” apresenta uma estrutura de:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Assistente de Alunos |
Q2281019 Português
Leia abaixo as duas primeiras estrofes da canção “Sem samba não dá”, de Caetano Veloso. Olho pro Cristo ali no Corcovado E, em silêncio, grito “êpa Babá!” Tudo esquisito, tudo muito errado Mas a gente chega lá
Tem muito atrito, treta, tem muamba Mas tem sertanejo, trap, pagodão Anavitória, doce beijo d’onça Mar(av)ília Mendonça, afinação
VELOSO, C. Sem samba não dá. In. VELOSO, C.; FERRAZ, E. (Org.). Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. E-book. No trecho da canção, predomina-se o uso de:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Assistente de Alunos |
Q2281013 Português
Leia com atenção a charge e escolha a alternativa correta sobre a relação entre fato e opinião:
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Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Assistente de Alunos |
Q2281012 Português
Leia abaixo as estrofes finais do poema “Lépida e leve”, de Gilka Machado. Língua do meu Amor velosa e doce, que me convences de que sou frase, que me contornas, que me vestes quase, como se o corpo meu de ti vindo me fosse. Língua que me cativas, que me enleias os surtos de ave estranha, em linhas longas de invisíveis teias, de que és, há tanto, habilidosa aranha…
Língua-lâmina, língua-labareda, língua-linfa, coleando, em deslizes de seda... Força inféria e divina faz com que o bem e o mal resumas, língua-cáustica, língua-cocaína, língua de mel, língua de plumas?…
Amo-te as sugestões gloriosas e funestas, amo-te como todas as mulheres te amam, ó língua-lama, ó língua-resplendor, pela carne de som que à ideia emprestas e pelas frases mudas que proferes nos silêncios de Amor!  MACHADO, G. Lépida e leve. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
No poema, observa-se o uso do hífen em diversas expressões junto à palavra “língua-”:, tais como Língua-lâmina, língua-labareda, língua-linfa. Assinale a alternativa correta quanto ao uso:
Alternativas
Q2280665 Português
Considere a tirinha a seguir:
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Fonte: Disponível em: https://vidadesuporte.com.br/tag/robo/. Acesso em 20 ago. 2023. Assinale a alternativa que apresenta a principal razão pela qual o chefe está considerando substituir técnicos por robôs:
Alternativas
Q2280658 Português
A cidade onde as pessoas vivem embaixo da Terra por causa do calor

       Na longa estrada rumo ao centro da Austrália, 848 km ao norte das planícies costeiras de Adelaide, surgem enigmáticas pirâmides de areia. Em torno delas, o cenário é totalmente desolado —uma extensão sem fim de poeira rosa-salmão, ocasionalmente salpicada de teimosos arbustos. No entanto, à medida que se avança pela rodovia, surgem outras construções misteriosas similares — montes de terra clara, espalhados aleatoriamente como monumentos esquecidos há muito tempo. E, de vez em quando, tubos brancos se elevam do solo ao lado das construções. 

      Estes são os primeiros sinais de Coober Pedy, uma cidade de mineradores de opala com cerca de 2.500 habitantes. Muitos dos pequenos picos da região são resíduos de solo gerados após décadas de mineração, mas também são os sinais de outra característica do local: as moradias subterrâneas.

      Neste canto do mundo, 60% da população vive em casas construídas nas rochas de arenito e siltito ricas em ferro da região. Em alguns locais, os únicos sinais de moradia são os poços de ventilação que se erguem até o chão e o excesso de solo acumulado perto das entradas das casas.

      No inverno, este estilo de vida pode parecer apenas excêntrico. Mas, no verão, Coober Pedy —"homem branco em um buraco", em tradução livre de uma expressão aborígene australiana— não requer explicações: o local atinge 52°C, uma temperatura tão alta que faz com que os pássaros caiam do céu e aparelhos eletrônicos precisem ser guardados no refrigerador.

    Enquanto a intensa onda de calor prossegue em algumas regiões, com temperaturas que nem os cactos conseguem suportar, e incêndios florestais dizimam grandes áreas do mundo, o que podemos aprender com os moradores de Coober Pedy? Coober Pedy não é o primeiro, nem o maior assentamento subterrâneo do mundo. As pessoas se refugiam embaixo da terra para enfrentar climas inóspitos há milhares de anos — desde ancestrais dos humanos que deixaram suas ferramentas em uma caverna na África do Sul dois milhões de anos atrás, até os neandertais que criaram pilhas inexplicáveis de estalagmites em uma gruta na França na idade do gelo, 176 mil anos atrás. Até os chimpanzés já foram observados refrescando-se em cavernas, para enfrentar o extremo calor durante o dia no sudeste do Senegal.

    Outro exemplo é a Capadócia, uma região antiga no centro da Turquia. Ela fica em um planalto árido e é famosa pela sua notável geologia, quase utópica, e seu cenário de cumes, chaminés e pináculos de rocha esculpidos, como em um reino de conto de fadas.

  E a história por trás desse cenário é realmente espetacular. Segundo a cultura popular, tudo começou com o desaparecimento das galinhas de um de seus moradores. Em 1963, um homem estava batendo no piso da sua casa para tentar descobrir por que suas aves estavam desaparecendo. Ele logo percebeu que as galinhas estavam fugindo por um buraco que ele havia aberto acidentalmente. O homem então abriu caminho e as seguiu pelo buraco.

    A partir dali, tudo começou a ficar ainda mais estranho. Ele descobriu uma passagem secreta —um íngreme caminho subterrâneo que levava a um labirinto de nichos e outros corredores. Era uma das muitas entradas para a cidade perdida de Derinkuyu.
Derinkuyu é apenas uma das centenas de moradias em cavernas entre as diversas cidades subterrâneas da região. Acredita-se que ela tenha sido construída perto do século 8º a.C. A cidade foi habitada de forma quase constante por milênios, com seus próprios poços de ventilação e de água, estábulos, igrejas, armazéns e uma ampla rede de casas subterrâneas. E servia também de abrigo de emergência para até 20 mil pessoas, em caso de invasão.

     Como em Coober Pedy, as moradias subterrâneas ajudavam os habitantes da região a enfrentar o clima continental, que alterna entre frios invernos com neve e verões quentes e secos. No lado externo, a temperatura flutua de vários graus abaixo de zero até mais de 30°C, enquanto, embaixo da terra, ela fica estável em 13°C.

     Mesmo nos dias de hoje, as cavernas construídas por seres humanos na região são famosas pelas suas capacidades de refrigeração passiva — uma técnica de construção que envolve o uso de opções de design para reduzir o aumento e a perda de calor sem o uso de energia.

     As antigas galerias e passagens da Capadócia abrigam hoje milhares de toneladas de batatas, limões, repolhos e outros produtos que precisariam ser refrigerados se fossem armazenados em outros locais. A demanda popular cresceu tanto que novas cavernas estão sendo construídas na região. (Texto adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/08/a-cidade-onde-as-pessoas-vivem-embaixo-da-terra-por-causa-do-calor.shtml
Após a leitura do texto sobre cidades subterrâneas, afirma-se que: I – A principal razão para os habitantes de Coober Pedy viverem em moradias subterrâneas são as altíssimas temperaturas enfrentadas no verão.
II – Durante o inverno, esses mesmos habitantes se deslocam para casas construídas no centro da cidade de Coover Pedy.
III – No lado externo de Coober Pedy, a temperatura flutua de vários graus abaixo de zero até mais de 30°C, enquanto, embaixo da terra, ela fica estável em 13°C.
IV – Em Coober Pedy, as galerias e passagens subterrâneas são usadas para o armazenamento e refrigeração de grandes quantidades de frutas e legumes.  Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2280595 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Na frase “Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar”, a oração destacada possui o valor semântico de:
Alternativas
Q2280594 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Na frase “Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio”, o termo grifado exerce a função morfológica de:
Alternativas
Q2280593 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Após a leitura do texto, considerando a pesquisa de Karl Andrew Pillemer e os relatos de Larissa Alves Teixeira Castelo, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2280592 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Pensando na função comunicativa, é CORRETO afirmar que o texto:
Alternativas
Q2280591 Português

Considere a tirinha que segue para responder a questão.



https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/115056626264/tirinha-original

Observe as preposições nas seguintes falas retidas da tirinha “Adoro fazer comida com o meu pai” e “Às vezes até a comida”. Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o sentido que essas preposições exercem no contexto em que aparecem. 
Alternativas
Q2280590 Português

Considere a tirinha que segue para responder a questão.



https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/115056626264/tirinha-original

Na frase “Adoro fazer comida com o meu pai”, há qual tipo de sujeito?
Alternativas
Q2280500 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto IV para responder à questão.


TEXTO IV


De trem pela Suíça

O país possui a rede de transporte mais densa e integrada do mundo. Conheça as outras maravilhas dessa terra (além do chocolate e do relógio) a partir das janelas de uma locomotiva – ou até do balanço de um barco, você escolhe

O trem já foi, um dia, um meio de transporte de passageiros utilizado no Brasil. Na década de 1960, cerca de 100 milhões de pessoas eram transportadas em funiculares interurbanos. Com o passar dos anos, as rodovias e os carros foram ganhando a preferência, e hoje a maior parte dos trilhos ainda em operação é para mover cargas. Por mais que os brasileiros não estejam acostumados a zanzar por aí em vagões, ir de um lugar a outro de trem na Europa é um grande barato. Especialmente na Suíça. A terra dos relógios possui uma avançada malha ferroviária, que conta com integrações rodoviárias e fluviais. Você pode conhecer cada esquina do país com o Swiss Travel System. São 26 mil quilômetros de caminhos por terra e água – em um país que tem o tamanho do Estado do Rio. Os trens, barcos e ônibus partem de meia em meia hora, ou a cada uma hora, com a precisão de um ponteiro suíço. No verão, dá para trocar o calor de Zurique pelo frio dos Alpes em cerca de uma hora. Para quem gosta de aventura, a mais íngreme ferrovia do mundo sai da estação de Alpnachstad, com inclinação de 48%, e vai até o Monte Pilatus, a dois mil metros de altitude, passando por florestas e paredões rochosos. O Trem do Chocolate, que sai de Montreux, leva você ao mundo dessas famosas delícias. [...]


BRASILIENSE, Fabrício (ed.). De trem pela Suíça. Revista Viagem e Turismo. Edição 233. São Paulo. Editora Abril. Mar. 2015.
No texto IV, De trem pela Suíça, ocorre uma seleção vocabular motivada pelo eixo temático sobre o qual ele se constrói.

Assinale a alternativa que não apresenta um termo que se encaixa nesse eixo temático.
Alternativas
Q2280499 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto IV para responder à questão.


TEXTO IV


De trem pela Suíça

O país possui a rede de transporte mais densa e integrada do mundo. Conheça as outras maravilhas dessa terra (além do chocolate e do relógio) a partir das janelas de uma locomotiva – ou até do balanço de um barco, você escolhe

O trem já foi, um dia, um meio de transporte de passageiros utilizado no Brasil. Na década de 1960, cerca de 100 milhões de pessoas eram transportadas em funiculares interurbanos. Com o passar dos anos, as rodovias e os carros foram ganhando a preferência, e hoje a maior parte dos trilhos ainda em operação é para mover cargas. Por mais que os brasileiros não estejam acostumados a zanzar por aí em vagões, ir de um lugar a outro de trem na Europa é um grande barato. Especialmente na Suíça. A terra dos relógios possui uma avançada malha ferroviária, que conta com integrações rodoviárias e fluviais. Você pode conhecer cada esquina do país com o Swiss Travel System. São 26 mil quilômetros de caminhos por terra e água – em um país que tem o tamanho do Estado do Rio. Os trens, barcos e ônibus partem de meia em meia hora, ou a cada uma hora, com a precisão de um ponteiro suíço. No verão, dá para trocar o calor de Zurique pelo frio dos Alpes em cerca de uma hora. Para quem gosta de aventura, a mais íngreme ferrovia do mundo sai da estação de Alpnachstad, com inclinação de 48%, e vai até o Monte Pilatus, a dois mil metros de altitude, passando por florestas e paredões rochosos. O Trem do Chocolate, que sai de Montreux, leva você ao mundo dessas famosas delícias. [...]


BRASILIENSE, Fabrício (ed.). De trem pela Suíça. Revista Viagem e Turismo. Edição 233. São Paulo. Editora Abril. Mar. 2015.
Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses representa o referente da expressão destacada usada no texto IV.
Alternativas
Q2280498 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto III para responder à questão.



TEXTO III


A importância da transferência de renda

Uma das principais tendências de políticas públicas de combate à fome é o modelo econômico de transferência de renda. Criadas na Escandinávia pós-Segunda Guerra, as políticas públicas de transferência de renda concedem ao Estado a responsabilidade de garantir aos seus cidadãos mais vulneráveis socialmente uma renda mínima para as necessidades mais importantes. Atualmente, países como Japão, México, Rússia e África do Sul adotam políticas de transferência de renda.

Desde a última década, o Brasil vem conseguindo bons resultados no combate à fome e à miséria graças a políticas públicas de transferência de renda. [...]

Além da contribuição na parte alimentar, os programas de transferência de renda favorecem outros indicadores sociais nas áreas de educação e saúde. [...]


Disponível em: https://www.comciencia.br/o-enigma-da-fomevamos-conseguir-supera-lo/. Acesso em: 19 jun. 2023.
Com base no texto III, analise as seguintes afirmativas.

I. As políticas públicas de transferência de renda, criadas na Escandinávia pós-Segunda Guerra, conferem ao Estado a obrigação de garantir a seus cidadãos mais vulneráveis socialmente uma renda mínima para as necessidades mais importantes.

II. Japão, México, Rússia e África do Sul são exemplos de países que fazem uso de políticas de transferência de renda nos dias atuais.

III. Com a adoção das políticas públicas de transferência de renda, os países melhoram seus indicadores econômicos e sociais.

IV. Os programas de transferência de renda melhoram indicadores sociais nas áreas de alimentação, educação e saúde.

São corretas as afirmativas
Alternativas
Q2280496 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto III para responder à questão.



TEXTO III


A importância da transferência de renda

Uma das principais tendências de políticas públicas de combate à fome é o modelo econômico de transferência de renda. Criadas na Escandinávia pós-Segunda Guerra, as políticas públicas de transferência de renda concedem ao Estado a responsabilidade de garantir aos seus cidadãos mais vulneráveis socialmente uma renda mínima para as necessidades mais importantes. Atualmente, países como Japão, México, Rússia e África do Sul adotam políticas de transferência de renda.

Desde a última década, o Brasil vem conseguindo bons resultados no combate à fome e à miséria graças a políticas públicas de transferência de renda. [...]

Além da contribuição na parte alimentar, os programas de transferência de renda favorecem outros indicadores sociais nas áreas de educação e saúde. [...]


Disponível em: https://www.comciencia.br/o-enigma-da-fomevamos-conseguir-supera-lo/. Acesso em: 19 jun. 2023.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta em relação aos recursos de constituição dos nexos textuais mais relevantes na construção do texto III.
Alternativas
Respostas
9541: E
9542: C
9543: C
9544: B
9545: B
9546: C
9547: A
9548: B
9549: B
9550: A
9551: B
9552: D
9553: A
9554: B
9555: A
9556: C
9557: C
9558: B
9559: A
9560: C