Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto para as questões 1 a 4.
Mateiros está entre as 10 cidades do Brasil com maior proporção de pessoas quilombolas
Mateiros, que fica ao leste do Tocantins, está entre as 10 cidades do Brasil com maior proporção de pessoas quilombolas. A cidade localizada na região do Jalapão possui 2.748 habitantes, e 1.190 pertencem a esse grupo étnico, o que corresponde a 43,3%. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante o Censo 2022.
Segundo o órgão, pela primeira vez, a equipe do Censo percorreu os quatro cantos do país para fazer o levantamento da população quilombola. Para isso, foi realizado um recorte com o intuito de abordar as características desse contingente populacional, ao inserir nos questionários, as perguntas “Você se considera quilombola?” e “Qual o nome da sua comunidade?”.
Em todo o Brasil, há 1.327.802 quilombolas, o equivalente a 0,65% de toda a população residente no país. No Tocantins, foram contabilizados 12.881. Proporcionalmente, a cidade de Alcântara (MA) possui a maior população quilombola do país. Do total de 18.466 habitantes, 15.616 são quilombolas, um total de 84,6%. Na lista apresentada pelo IBGE, seis das cidades ficam no Maranhão, uma em Minas Gerais, uma em Goiás, uma Bahia e a outra no Tocantins. No ranking dos estados, o Tocantins aparece em 9º lugar com maior contingente de quilombolas, se comparado com a quantidade de habitantes. O percentual é de 0,85%. O Maranhão está no topo do ranking, com 3,97%.
Durante o Censo, o IBGE fez um levantamento sobre os domicílios particulares permanentes ocupados com pelo menos um morador quilombola e sobre aqueles localizados em Territórios Quilombolas oficialmente delimitados. No Tocantins, conforme a pesquisa, há três territórios quilombolas oficialmente delimitados, com 1.328 moradores. São consideradas assim as regiões que apresentam alguma delimitação formal no acervo fundiário do Incra ou dos órgãos com competências fundiárias no âmbito estadual e municipal. Ainda conforme os dados, 11.553 quilombolas vivem fora desses territórios no Tocantins.
Disponível em: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia. Acesso em: 28 jul. 2023.
A partir do texto, analise as afirmações a seguir.
I. As comunidades quilombolas encontram-se espalhadas em todo território nacional.
II. A ausência de dados dificulta o reconhecimento da população quilombola.
III. A maior população quilombola do Brasil localiza-se no leste do Tocantins, na cidade de Mateiros.
Com relação aos dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está correto o que se afirma em
Disponível em: https//:www.youtube.com. Acesso em 27 set. 2023.
Nivea é uma marca mundial com produtos que são case de sucesso em vários países do globo. Pelo porte da empresa, é fato que a segmentação de marketing e mercado, a partir de pesquisas de mercado, seja bastante utilizada.
Em cada país, a estratégia da marca é diferente justamente para corresponder às necessidades da região. Esse compromisso faz da Nivea uma empresa líder no setor de beleza e cuidados com a pele e é referência para muitos consumidores.
Para lançar um novo produto da linha de protetor solar Sun Protection, segmento que também é referência, a empresa investiu na pesquisa para entender o que as pessoas esperam encontrar nesse tipo de produto. Desenvolver soluções de proteção solar requer muita pesquisa científica, pois a eficácia do produto precisa ser real e comprovada. Posteriormente, esses dados embasam as campanhas de marketing.
Por investir nesses estudos, a Nivea conquistou credibilidade. Para obter essas informações, a empresa promoveu pesquisas e grupos focais com consumidores e chegou a resultados valiosos como:
• a proteção contra os danos solares era uma prioridade para algumas pessoas em relação ao desejo de ficarem bronzeadas;
• mesmo consciente da necessidade de proteger a pele, foi identificado um grupo de pessoas que não usa protetor solar, justificando não frequentar a praia;
• também foram identificadas pessoas que gostam de tomar sol, mas que se preocupam com os efeitos e querem se proteger;
• há também pessoas que não têm grandes preocupações em relação aos efeitos do sol e consomem produtos com FPS baixo ou nenhum;
• por fim, as pesquisas também identificaram pessoas completamente leigas em relação ao sol, seus efeitos na saúde da pele, conceito de FPS e apenas desejam um bronzeado bonito.
Com os dados da pesquisa em mãos, Nivea fez uma segmentação de mercado para atender às seguintes necessidades:
• criar um produto fácil de usar;
• educar com relação à importância de proteger a pele do sol;
• usar as peças publicitárias para reforçar os conceitos principais.
Assim, o trabalho se iniciou no laboratório para desenvolver um produto que começasse a agir mais rapidamente. Os protetores, em geral, precisam ser aplicados de 20 a 30 minutos antes de se expor ao sol.
Ainda na fase de criação, além dos produtos em creme, foram desenvolvidas embalagens em spray para facilitar a aplicação. O produto também era resistente à água e com prints infantis.
Na comunicação, a linguagem apelava tanto para o público adulto quanto para os pais de crianças que são responsáveis pela proteção dos filhos.
Com esse estudo, Nivea mostra o quão útil é utilizar dados demográficos e de comportamento para criar produtos do zero que já tenham um público potencial.
TUCUNDUVA, Rodrigo. Segmentação de mercado: exemplos de empresas que utilizaram com sucesso. Disponível em: https://blog.lahar.com.br/. Acesso em: 19 jul. 2023. (Adaptado).
Com base no texto apresentado, a segmentação de mercado utilizada pela Nivea
Texto para as questões 1 a 5.
Mudanças climáticas
Por Vanessa Sardinha dos Santos
As mudanças climáticas são, sem dúvidas, um dos maiores desafios da sociedade atual. Apesar de sempre usarmos o urso-polar como símbolo dessas mudanças, as alterações no clima estão longe de atingir apenas esses animais. Os impactos das mudanças climáticas são significativos e afetam desde a nossa saúde até a produção de alimentos.
Mudanças climáticas são alterações provocadas nos padrões climáticos a longo prazo com base nas alternâncias meteorológicas, ou seja, nas condições do tempo observadas por um período. Elas podem ser causadas por processos naturais e também pela ação do homem. As mudanças climáticas não aconteceram de uma hora para outra. A nossa história evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são observadas desde a formação do planeta Terra.
O consumo exagerado e a produção elevada, além de aumentar a exploração dos recursos naturais, provocaram também o aumento da poluição atmosférica, por causa da emissão de gases poluentes pelas indústrias e pelos automóveis. A produção também acelerou o desmatamento, o que também provocou alterações no clima.
As mudanças climáticas geram uma série de consequências ambientais graves, muitas até já podem ser observadas atualmente. Uma das consequências do aumento da temperatura do planeta é o aumento do nível do mar, que ocorre em virtude do degelo das geleiras. Isso pode resultar inundação e submersão de áreas costeiras, causando diversos prejuízos às pessoas que vivem nessas áreas.
As altas temperaturas também poderão causar grandes secas, que afetarão ativamente a agricultura, ocasionando diversos problemas em relação à produção de alimentos. Com a diminuição da produção de alimentos e o consequente aumento dos preços, muitas pessoas sofrerão com a questão da segurança alimentar, ou seja, com o acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e permanente.
Além de afetar a agricultura, a seca está relacionada com o aumento de focos de incêndio e com a escassez de água. Esse último problema poderá levar parte da população a sofrer com baixa disponibilidade de água potável e poderá gerar competição por esse recurso.
Enquanto algumas áreas enfrentarão seca extrema, em algumas regiões poderá ocorrer aumento exagerado das chuvas. Isso poderá causar problemas como inundações e deslizamento de terras em áreas com grande quantidade de pessoas.
Diversos animais e plantas, tanto espécies terrestres como aquáticas, serão diretamente afetados pelas mudanças climáticas, que causarão mudanças em seu habitat. Isso gerará a extinção de uma grande quantidade de espécies, diminuindo-se, assim, a biodiversidade.
Outro ponto importante diz respeito à saúde da população. Além da poluição atmosférica agravar-se em diversas partes do mundo, ocasionando doenças cardiovasculares e respiratórias, algumas doenças, como dengue e malária, que são transmitidas por mosquitos, poderão espalhar-se por mais lugares do globo.
Apesar das inúmeras evidências acerca das mudanças climáticas, não há um consenso quanto a essas alterações. Alguns estudiosos e também governantes de alguns países acreditam que as mudanças provocadas no clima são resultados de processos naturais e que a Terra se encontra, na verdade, rumo a uma nova glaciação. Para os céticos do aquecimento global, os estudos feitos a respeito das mudanças climáticas são alarmistas, gerando uma preocupação desnecessária.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/. Acesso em: 24 set. 2023. (Com supressões.)
Para a exposição de suas considerações sobre o tema mudanças climáticas, a autora utiliza conjunções ou locuções conjuntivas. Quando é usada a locução conjuntiva “ou seja” (segundo e quinto parágrafos), a intenção consiste em:
I. explicar algo que já foi dito anteriormente ou para dar uma explicação adicional em relação ao assunto em questão;
II. esclarecer sobre o assunto, já que o leitor não conseguiria entender o argumento, posto que não havia sido citado antes;
III. demonstrar, no segundo parágrafo, que “padrões climáticos a longo prazo com base nas alternâncias meteorológicas” correspondem a “condições do tempo observadas por um período”;
IV. demonstrar, no quinto parágrafo, que “questão da segurança alimentar” significa ter “acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e permanente”.
É correto o que se afirma apenas em
Texto para as questões 1 a 5.
Mudanças climáticas
Por Vanessa Sardinha dos Santos
As mudanças climáticas são, sem dúvidas, um dos maiores desafios da sociedade atual. Apesar de sempre usarmos o urso-polar como símbolo dessas mudanças, as alterações no clima estão longe de atingir apenas esses animais. Os impactos das mudanças climáticas são significativos e afetam desde a nossa saúde até a produção de alimentos.
Mudanças climáticas são alterações provocadas nos padrões climáticos a longo prazo com base nas alternâncias meteorológicas, ou seja, nas condições do tempo observadas por um período. Elas podem ser causadas por processos naturais e também pela ação do homem. As mudanças climáticas não aconteceram de uma hora para outra. A nossa história evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são observadas desde a formação do planeta Terra.
O consumo exagerado e a produção elevada, além de aumentar a exploração dos recursos naturais, provocaram também o aumento da poluição atmosférica, por causa da emissão de gases poluentes pelas indústrias e pelos automóveis. A produção também acelerou o desmatamento, o que também provocou alterações no clima.
As mudanças climáticas geram uma série de consequências ambientais graves, muitas até já podem ser observadas atualmente. Uma das consequências do aumento da temperatura do planeta é o aumento do nível do mar, que ocorre em virtude do degelo das geleiras. Isso pode resultar inundação e submersão de áreas costeiras, causando diversos prejuízos às pessoas que vivem nessas áreas.
As altas temperaturas também poderão causar grandes secas, que afetarão ativamente a agricultura, ocasionando diversos problemas em relação à produção de alimentos. Com a diminuição da produção de alimentos e o consequente aumento dos preços, muitas pessoas sofrerão com a questão da segurança alimentar, ou seja, com o acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e permanente.
Além de afetar a agricultura, a seca está relacionada com o aumento de focos de incêndio e com a escassez de água. Esse último problema poderá levar parte da população a sofrer com baixa disponibilidade de água potável e poderá gerar competição por esse recurso.
Enquanto algumas áreas enfrentarão seca extrema, em algumas regiões poderá ocorrer aumento exagerado das chuvas. Isso poderá causar problemas como inundações e deslizamento de terras em áreas com grande quantidade de pessoas.
Diversos animais e plantas, tanto espécies terrestres como aquáticas, serão diretamente afetados pelas mudanças climáticas, que causarão mudanças em seu habitat. Isso gerará a extinção de uma grande quantidade de espécies, diminuindo-se, assim, a biodiversidade.
Outro ponto importante diz respeito à saúde da população. Além da poluição atmosférica agravar-se em diversas partes do mundo, ocasionando doenças cardiovasculares e respiratórias, algumas doenças, como dengue e malária, que são transmitidas por mosquitos, poderão espalhar-se por mais lugares do globo.
Apesar das inúmeras evidências acerca das mudanças climáticas, não há um consenso quanto a essas alterações. Alguns estudiosos e também governantes de alguns países acreditam que as mudanças provocadas no clima são resultados de processos naturais e que a Terra se encontra, na verdade, rumo a uma nova glaciação. Para os céticos do aquecimento global, os estudos feitos a respeito das mudanças climáticas são alarmistas, gerando uma preocupação desnecessária.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/. Acesso em: 24 set. 2023. (Com supressões.)
Quanto à forma de organização do texto, levando-se em conta os argumentos expostos e as informações dadas sobre as mudanças climáticas, pode-se dizer que:
I. em alguns parágrafos, como forma de argumentação, a autora cita uma causa, seja natural ou antrópica, e suas possíveis consequências;
II. a autora afirma que, apesar das evidências dos problemas e das causas das mudanças climáticas, não são todos que consideram que o homem seja o culpado;
III. o consumo exagerado e a produção elevada, segundo a autora, aumentam a exploração dos recursos naturais, não havendo outras consequências;
IV. as várias consequências citadas pela autora podem ser confirmadas com fatos recentes ocorridos no Brasil.
É correto o que se afirma apenas em
Texto para as questões 1 a 5.
Mudanças climáticas
Por Vanessa Sardinha dos Santos
As mudanças climáticas são, sem dúvidas, um dos maiores desafios da sociedade atual. Apesar de sempre usarmos o urso-polar como símbolo dessas mudanças, as alterações no clima estão longe de atingir apenas esses animais. Os impactos das mudanças climáticas são significativos e afetam desde a nossa saúde até a produção de alimentos.
Mudanças climáticas são alterações provocadas nos padrões climáticos a longo prazo com base nas alternâncias meteorológicas, ou seja, nas condições do tempo observadas por um período. Elas podem ser causadas por processos naturais e também pela ação do homem. As mudanças climáticas não aconteceram de uma hora para outra. A nossa história evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são observadas desde a formação do planeta Terra.
O consumo exagerado e a produção elevada, além de aumentar a exploração dos recursos naturais, provocaram também o aumento da poluição atmosférica, por causa da emissão de gases poluentes pelas indústrias e pelos automóveis. A produção também acelerou o desmatamento, o que também provocou alterações no clima.
As mudanças climáticas geram uma série de consequências ambientais graves, muitas até já podem ser observadas atualmente. Uma das consequências do aumento da temperatura do planeta é o aumento do nível do mar, que ocorre em virtude do degelo das geleiras. Isso pode resultar inundação e submersão de áreas costeiras, causando diversos prejuízos às pessoas que vivem nessas áreas.
As altas temperaturas também poderão causar grandes secas, que afetarão ativamente a agricultura, ocasionando diversos problemas em relação à produção de alimentos. Com a diminuição da produção de alimentos e o consequente aumento dos preços, muitas pessoas sofrerão com a questão da segurança alimentar, ou seja, com o acesso a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e permanente.
Além de afetar a agricultura, a seca está relacionada com o aumento de focos de incêndio e com a escassez de água. Esse último problema poderá levar parte da população a sofrer com baixa disponibilidade de água potável e poderá gerar competição por esse recurso.
Enquanto algumas áreas enfrentarão seca extrema, em algumas regiões poderá ocorrer aumento exagerado das chuvas. Isso poderá causar problemas como inundações e deslizamento de terras em áreas com grande quantidade de pessoas.
Diversos animais e plantas, tanto espécies terrestres como aquáticas, serão diretamente afetados pelas mudanças climáticas, que causarão mudanças em seu habitat. Isso gerará a extinção de uma grande quantidade de espécies, diminuindo-se, assim, a biodiversidade.
Outro ponto importante diz respeito à saúde da população. Além da poluição atmosférica agravar-se em diversas partes do mundo, ocasionando doenças cardiovasculares e respiratórias, algumas doenças, como dengue e malária, que são transmitidas por mosquitos, poderão espalhar-se por mais lugares do globo.
Apesar das inúmeras evidências acerca das mudanças climáticas, não há um consenso quanto a essas alterações. Alguns estudiosos e também governantes de alguns países acreditam que as mudanças provocadas no clima são resultados de processos naturais e que a Terra se encontra, na verdade, rumo a uma nova glaciação. Para os céticos do aquecimento global, os estudos feitos a respeito das mudanças climáticas são alarmistas, gerando uma preocupação desnecessária.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/. Acesso em: 24 set. 2023. (Com supressões.)
O texto “Mudanças climáticas” traz um problema com que temos vivido ao longo dos anos e que só tem se agravado. No segundo parágrafo, a autora afirma que as causas das mudanças climáticas podem ser tanto naturais quanto antrópicas (causadas pelo homem). Em qual assertiva temos uma causa natural e outra antrópica?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 5.
UM ARRISCADO ESPORTE NACIONAL
(1º§) Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médico e louco todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda "livre" de seus produtos, isto é, das vendas realizadas sem receita médica.
(2º§) Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedica por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas "novas" ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.
(3º§) É comum, por exemplo, que um simples resfriado ou uma gripe banal leve um brasileiro a ingerir doses insuficientes ou inadequadas de antibióticos fortíssimos, reservados para infecções graves e com indicação precisa. Quem age assim está ensinando bactérias a se tornarem resistentes a antibióticos. Um dia, quando realmente precisar de remédio, este não funcionará. E quem não conhece aquele tipo de gripado que chega a uma farmácia e pede ao rapaz do balcão que lhe aplique uma "bomba" na veia, para cortar a gripe pela raiz? Com isso, poderá receber, na corrente sanguínea, soluções de glicose, cálcio, vitamina C, produtos aromáticos − tudo sem saber dos riscos que corre pela entrada súbita destes produtos na sua circulação.
(MEDEIROS, Geraldo. − Revista VEJA − dezembro de 2005.) - (armazemdetexto.blogspot.com))
Considerando que "função" é a intenção, marque a função da linguagem que predomina no trecho do (2º§), transcrito a seguir:
"Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas".
Sobre "Texto: condições de leitura e produção textual: a enunciação", de acordo com João Domingues Maia, em Literatura: Textos e técnicas, analise as assertivas:
I."É a ação pela qual o emissor produz um enunciado (grupo de palavras orais ou escritas) numa dada situação".
II."É um processo dinâmico e concreto que considera o contexto em que se produz o enunciado, numa relação entre um "eu" e um "outro".
III."A situação deste elemento textual, assim como a presença de um emissor e de um destinatário, fica assinalado de várias maneiras na mensagem".
IV."É uma mensagem, isto é, um fato do discurso: uma passagem falada ou escrita que forma um todo significativo, independentemente da sua extensão.
De acordo com as características apresentadas, marque a alternativa com a opção correta.
A língua é uma obra de arte e deve ser considerada como tal, portanto, objetivamente; assim, tudo o que é expresso nela deve seguir regras e corresponder à sua intenção; em cada frase, é preciso que se comprove o que deve ser dito como algo que objetivamente se encontra ali.
(Arthur Schopenhauer (1788-1860), um dos mais importantes filósofos alemães).
Marque o que não se comprova no texto lido.
Sobre as formas narrativas, analise os textos seguintes:
I.A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. (...) − (Carlos D. de Andrade)
II.A rosa se emocionava quando a elogiavam. No entanto, ela queria que a vissem mais de perto; não entendia por que todos a observavam à distância. Um dia ela percebeu que a seus pés sempre estava um enorme sapo escuro. Ele não tinha nada de bonito, com sua cor opaca e suas manchas feias. Além disso, seus olhos eram bem esbugalhados, assustando a todos. A rosa entendeu que as pessoas não se aproximavam por causa desse animal. Imediatamente, ela ordenou que o sapo fosse embora. Ele não percebia que dava a ela uma imagem negativa? O sapo, muito humilde e obediente, aceitou prontamente. Ele não queria incomodá-la e então foi embora. (Por: Sérgio de Dios Gonzalez)
Considerando os elementos que compõem os dois textos, marque a alternativa que os identifica, respectivamente, quanto ao modo narrativo.
Analise os versos do poema "O Livro e a América" com o código V (Verdadeiro) ou F (Falso):
O Livro e a América
"Oh! Bendito o que semeia
Livros, livros à mão cheia...
E manda o povo pensar...
O livro caindo n'alma
É germe − que faz a palma,
É chuva − que faz o mar".
(Castro Alves)
(__)O texto é literário, escrito em tom evocativo.
(__)No verso: "E manda o povo pensar" − está inferida a importância do livro (leitura) atrelada ao desenvolvimento das ideias (pensar).
(__)Os versos: "É germe − que faz a palma, / É chuva − que faz o mar" conotam as possibilidades benéficas contidas no Livro.
(__)O verso: ""Oh! Bendito o que semeia" é oracional (verbal).
Marque a alternativa com a opção correta.
As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que vão depender da intenção e necessidade de comunicação das pessoas. São as seguintes: Tipologia narrativa (narração): contar uma história incluindo tempo, espaço e personagens envolvidos. Tipologia descritiva (descrição): descrever uma pessoa, um objeto, um local, um acontecimento. Tipologia dissertativa (dissertação): defender uma ideia e expor uma opinião através de argumentações. Tipologia expositiva (exposição): apresentar um conceito, uma ideia, ou informar sobre algo. Tipologia injuntiva (injunção): ensinar ou instruir sobre algo com o objetivo de levar a uma ação.
Nessa dimensão, marque a alternativa que identifica corretamente a tipologia dos textos I e II, respectivamente:
Ambos foram extraídos do site:
(armazemdetexto.blogspot.com) − (Adaptados)
Texto I - O futebol é sem dúvida alguma o esporte mais popular do planeta. Não há nenhum outro esporte que esteja tão divulgado e que seja praticado da mesma maneira ao redor do mundo. O futebol é praticado em todos os países, nos cinco continentes do globo. No Brasil, os registros oficiais mostram que o futebol começou a ser praticado em 1894, no estado de São Paulo, trazido por Charles Miller, que, ao retornar da Inglaterra, onde fora estudar, trouxe as primeiras bolas, uniformes e chuteiras. Em poucos anos, nasceu entre o povo brasileiro a paixão pela bola e a difusão do futebol ocorreu de forma ampla. (...)
Texto II - Era uma vez um homem que contava histórias. Ele falava de um mundo encantado, com árvores, plantas, flores; rios e riachos; lagos e lagoas. Bosques encantados repletos de crianças da mesma idade. Todas brincavam bem felizes. Elas se vestiam com roupas coloridas, de acordo com as cores do ambiente onde elas estivessem.
Mas, somente as crianças conseguiam ver este mundo. Elas pensavam em todas essas maravilhas. Voltavam ao encontro dos pais e detalhavam tudo que viam em seus pensamentos. Muita beleza existia na natureza (...)
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 11 a 14.
Para responder às quatro questões seguintes, leia e analise o texto "Leituras do Brasil".
Aprender a ler não corresponde simplesmente à aquisição de um novo código através do simples acréscimo de uma nova capacidade. Aprender a ler é ter acesso a um mundo distinto daquele em que a oralidade se instala e organiza. As Leituras do Brasil na sua inevitável aceitação. O mundo da escrita não se limita a simples registros das manifestações orais. O acesso a este mundo, através da alfabetização, pode se constituir em uma espécie de iniciação. (...) Aprender a ler e escrever são necessidades tão gritantes que sua rejeição indica o alheamento do sujeito, é tão forte quanto a recusa do alimento, quanto a aceitação dos bens sociais. Essa valorização da alfabetização tem a sua justificativa pelo fato de que ela pode instrumentar o sujeito para a própria vida, franquear-lhe possibilidades de sobrevivência, que, de outro modo, lhe estarão vedadas.
(Haquira Osakabe. Mercado de Letras. Campinas, 1995.p.17-8) − (Adaptado)
O texto "Leituras do Brasil" permite entender (ainda que seja por inferências) que ler e escrever são atividades que envolvem:
I.A pessoa que ensina, sua formação e expectativas ( se é bom leitor, se gosta de ensinar, aonde quer chegar com os seus ensinamentos).
II.A pessoa que aprende e seus antecedentes sociais (quem é, onde vive, como vive, o que quer).
III.A natureza do objeto linguístico (tipo de textos, desafios que apresenta, assuntos que aborda).
IV.As reais, concretas e seguras possibilidades da obtenção de bons resultados que permitam destaques sociais e profissionais.
Marque a opção que apresenta análise coerente com o conteúdo do texto:
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 11 a 14.
Para responder às quatro questões seguintes, leia e analise o texto "Leituras do Brasil".
Aprender a ler não corresponde simplesmente à aquisição de um novo código através do simples acréscimo de uma nova capacidade. Aprender a ler é ter acesso a um mundo distinto daquele em que a oralidade se instala e organiza. As Leituras do Brasil na sua inevitável aceitação. O mundo da escrita não se limita a simples registros das manifestações orais. O acesso a este mundo, através da alfabetização, pode se constituir em uma espécie de iniciação. (...) Aprender a ler e escrever são necessidades tão gritantes que sua rejeição indica o alheamento do sujeito, é tão forte quanto a recusa do alimento, quanto a aceitação dos bens sociais. Essa valorização da alfabetização tem a sua justificativa pelo fato de que ela pode instrumentar o sujeito para a própria vida, franquear-lhe possibilidades de sobrevivência, que, de outro modo, lhe estarão vedadas.
(Haquira Osakabe. Mercado de Letras. Campinas, 1995.p.17-8) − (Adaptado)
Marque o que não se comprova na estrutura do texto "Leituras do Brasil".
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 11 a 14.
Para responder às quatro questões seguintes, leia e analise o texto "Leituras do Brasil".
Aprender a ler não corresponde simplesmente à aquisição de um novo código através do simples acréscimo de uma nova capacidade. Aprender a ler é ter acesso a um mundo distinto daquele em que a oralidade se instala e organiza. As Leituras do Brasil na sua inevitável aceitação. O mundo da escrita não se limita a simples registros das manifestações orais. O acesso a este mundo, através da alfabetização, pode se constituir em uma espécie de iniciação. (...) Aprender a ler e escrever são necessidades tão gritantes que sua rejeição indica o alheamento do sujeito, é tão forte quanto a recusa do alimento, quanto a aceitação dos bens sociais. Essa valorização da alfabetização tem a sua justificativa pelo fato de que ela pode instrumentar o sujeito para a própria vida, franquear-lhe possibilidades de sobrevivência, que, de outro modo, lhe estarão vedadas.
(Haquira Osakabe. Mercado de Letras. Campinas, 1995.p.17-8) − (Adaptado)
O texto "Leituras do Brasil" contém trechos que expressam a visão que a voz do texto tem sobre a importância da leitura, enunciadas num estilo referencial de conceito e/ou elucidação, tais como:
I.Aprender a ler não corresponde simplesmente à aquisição de um novo código através do simples acréscimo de uma nova capacidade.
II.Aprender a ler é ter acesso a um mundo distinto daquele em que a oralidade se instala e organiza.
III.O mundo da escrita não se limita a simples registros das manifestações orais.
IV.As Leituras do Brasil na sua inevitável aceitação.
Marque a alternativa com a opção correta.
Considere o fragmento abaixo:
"No Brasil, em se tratando de laicidade, nos deparamos com a aurora republicana como marco. É quando se adota de modo assumido o princípio da separação entre Estado e igrejas. Em termos mais concretos: rompe-se com o arranjo que oficializava e mantinha a Igreja Católica; o ensino é declarado leigo, os registros civis deixam de ser eclesiásticos, o casamento torna-se civil, os cemitérios são secularizados; ao mesmo tempo, incorporam-se os princípios da liberdade religiosa e da igualdade dos grupos confessionais, o que daria legitimidade ao pluralismo espiritual. Note-se que estamos no final do século XIX e a amplitude desse projeto de laicização coloca o Brasil ao lado, e mesmo à frente, de outros países igualmente comprometidos com aqueles princípios."
(Fonte: Giumbelli, E.. (2008). A presença do religioso no espaço público: modalidades no Brasil. Religião & Sociedade, 28(2), 80-101.)
Com base no texto, é correto afirmar que:
TEXTO II
CÉREBRO ‘DRENADO’
É fácil imaginar que, com a nossa dependência dos aparelhos cada vez maior ano após ano, as pesquisas enfrentem dificuldades para acompanhar esse crescimento. O que sabemos é que a simples distração de verificar o celular ou observar uma notificação pode trazer consequências negativas.
Também não é algo muito surpreendente, mas já que sabemos que, em geral, a realização simultânea de várias tarefas prejudica nossa memória e desempenho.
Um dos exemplos mais perigosos é o uso do celular ao dirigir. Um estudo concluiu que o simples ato de falar ao telefone, sem enviar mensagens de texto, é suficiente para reduzir a velocidade de reação dos motoristas na estrada.
E isso também é válido para as tarefas menos arriscadas do dia a dia. Em um estudo, ouvir um simples sinal sonoro de notificação fez com que os participantes apresentassem desempenho muito inferior em uma determinada tarefa. Eles se saíram quase tão mal quanto os participantes que falavam ou enviavam mensagens de texto no celular durante o trabalho.
E não é apenas o uso do celular que traz consequências. Sua simples presença pode afetar a forma como pensamos.
Em outro estudo recente, os pesquisadores pediram aos participantes que colocassem seus celulares ao lado deles para que ficassem visíveis (sobre uma mesa, por exemplo), perto e fora de vista (como em uma bolsa ou no próprio bolso) ou em outra sala. Em seguida, os participantes realizaram uma série de tarefas para testar sua capacidade de processar e relembrar informações, de se concentrar e de resolver problemas.
Concluiu-se que o desempenho foi muito melhor quando os telefones estavam em outra sala e não próximos, quer estivessem eles visíveis ou invisíveis, ligados ou não. O mesmo resultado foi obtido até quando a maioria dos participantes afirmava não estar pensando conscientemente nos seus aparelhos.
Aparentemente, a simples proximidade do celular contribui para a “drenagem do cérebro”.
O nosso cérebro parece trabalhar muito no subconsciente para inibir o desejo de verificar o celular ou acompanhar constantemente o ambiente para saber se devemos pegar o telefone — por exemplo, quando esperamos uma notificação. De qualquer forma, esse desvio de atenção pode dificultar a realização de qualquer tarefa.
FONTE: Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6pln490eleo
A inversão na estrutura do parágrafo que não altera o sentido é:
TEXTO I
TWITTER NÃO PODE SER TERRA DE NINGUÉM
Comprado pelo bilionário Elon Musk em outubro do ano passado, por exorbitantes US$ 44 bilhões, o Twitter, uma das principais redes sociais do mundo, vem mostrando sinais alarmantes de problemas e de mau funcionamento nos últimos seis meses. Entre as confusões, está o lançamento do Twitter Blue, que permitiu que usuários comuns possam pagar pelo selo de conta verificada — o que antes era restrito a instituições, personalidades, jornalistas e pessoas públicas — e, assim, conquistar mais seguidores e ter seus posts exibidos para mais gente.
Outro problema, foram os cortes severos de pessoal, em torno de 80% da força de trabalho da empresa, o que representa cerca de 6 mil funcionários. Entre os setores mais afetados está o de atendimento à imprensa — todos os e-mails com solicitações para a companhia são respondidos apenas com um emoji de fezes – e o de moderação de conteúdo, que era responsável por receber denúncias e analisar posts que pudessem ser ofensivos ou até mesmo criminosos, e removê-los, além de punir os usuários responsáveis por eles.
É aí que mora o perigo. Sem uma equipe que recebe denúncias de publicações prejudiciais, o Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet. Em reunião com advogados da rede social, no início da semana passada, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive o ministro Flávio Dino, se chocaram com a alegação de que posts que incentivavam ataques às escolas não violavam os termos de uso do site e não seriam retirados do ar. Dias depois, com o governo federal cogitando uma ação para tirar a rede do ar, o Twitter acabou por remover as publicações e cerca de 500 perfis que estavam divulgando as mensagens de ódio.
Na quinta-feira, outro absurdo – esse, ainda sem solução — tomou conta da rede de Elon Musk, com o vazamento das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça, que morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG). Inúmeros perfis compartilharam as imagens, que seguem no ar, sem que sejam bloqueadas para os demais usuários.
Os dois casos exemplificam bem o lugar sem regras que se tornou o Twitter. Antes efervescente e palco de debates interessantes, o site agora é confuso, perigoso, tomado por perfis de pouca relevância (mas muito alcance, graças ao Twitter Blue) e repleto de incitações ao crime e ao discurso de ódio. Sob a errática liderança de Musk, é muito pouco provável que a plataforma vá apresentar um plano sério de contenção desses problemas.
Como são vidas que estão em jogo, é preciso que as forças de segurança, os serviços de inteligência e outras autoridades competentes mergulhem no lamaçal que o Twitter se tornou e passem a monitorar de perto toda a movimentação das redes extremistas por lá, exigindo judicialmente, sob pena de bloqueio no país, os dados dos perfis que seguem cometendo crimes impunemente por lá, se aproveitando da falta de vigilância própria.
Assim, quem sabe, Elon Musk perceba que tem nas mãos não um canal de liberdade de expressão, mas um equivalente digital de um antro perigoso e repleto de criminosos, e decida retomar por conta própria a moderação de conteúdo, algo fundamental em tempos tão apreensivos e violentos. O que não pode é ficar como está.
Fonte: Correio Braziliense, 17 de abril 2023.
As orações adiante foram retiradas do texto I. Todas elas são iniciadas por um pronome de função anafórica, EXCETO:
TEXTO I
TWITTER NÃO PODE SER TERRA DE NINGUÉM
Comprado pelo bilionário Elon Musk em outubro do ano passado, por exorbitantes US$ 44 bilhões, o Twitter, uma das principais redes sociais do mundo, vem mostrando sinais alarmantes de problemas e de mau funcionamento nos últimos seis meses. Entre as confusões, está o lançamento do Twitter Blue, que permitiu que usuários comuns possam pagar pelo selo de conta verificada — o que antes era restrito a instituições, personalidades, jornalistas e pessoas públicas — e, assim, conquistar mais seguidores e ter seus posts exibidos para mais gente.
Outro problema, foram os cortes severos de pessoal, em torno de 80% da força de trabalho da empresa, o que representa cerca de 6 mil funcionários. Entre os setores mais afetados está o de atendimento à imprensa — todos os e-mails com solicitações para a companhia são respondidos apenas com um emoji de fezes – e o de moderação de conteúdo, que era responsável por receber denúncias e analisar posts que pudessem ser ofensivos ou até mesmo criminosos, e removê-los, além de punir os usuários responsáveis por eles.
É aí que mora o perigo. Sem uma equipe que recebe denúncias de publicações prejudiciais, o Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet. Em reunião com advogados da rede social, no início da semana passada, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive o ministro Flávio Dino, se chocaram com a alegação de que posts que incentivavam ataques às escolas não violavam os termos de uso do site e não seriam retirados do ar. Dias depois, com o governo federal cogitando uma ação para tirar a rede do ar, o Twitter acabou por remover as publicações e cerca de 500 perfis que estavam divulgando as mensagens de ódio.
Na quinta-feira, outro absurdo – esse, ainda sem solução — tomou conta da rede de Elon Musk, com o vazamento das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça, que morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG). Inúmeros perfis compartilharam as imagens, que seguem no ar, sem que sejam bloqueadas para os demais usuários.
Os dois casos exemplificam bem o lugar sem regras que se tornou o Twitter. Antes efervescente e palco de debates interessantes, o site agora é confuso, perigoso, tomado por perfis de pouca relevância (mas muito alcance, graças ao Twitter Blue) e repleto de incitações ao crime e ao discurso de ódio. Sob a errática liderança de Musk, é muito pouco provável que a plataforma vá apresentar um plano sério de contenção desses problemas.
Como são vidas que estão em jogo, é preciso que as forças de segurança, os serviços de inteligência e outras autoridades competentes mergulhem no lamaçal que o Twitter se tornou e passem a monitorar de perto toda a movimentação das redes extremistas por lá, exigindo judicialmente, sob pena de bloqueio no país, os dados dos perfis que seguem cometendo crimes impunemente por lá, se aproveitando da falta de vigilância própria.
Assim, quem sabe, Elon Musk perceba que tem nas mãos não um canal de liberdade de expressão, mas um equivalente digital de um antro perigoso e repleto de criminosos, e decida retomar por conta própria a moderação de conteúdo, algo fundamental em tempos tão apreensivos e violentos. O que não pode é ficar como está.
Fonte: Correio Braziliense, 17 de abril 2023.
São apresentados como argumento principal do artigo de opinião (texto I) os seguintes itens:
I. o lançamento do Twitter Blue para usuários comuns;
II. o corte de pessoal de atendimento à imprensa e moderação;
III. a proliferação de perfis de pouca relevância;
IV. as incitações ao crime e ao discurso de ódio;
V. a apresentação de um plano de contenção de problemas.
TEXTO I
TWITTER NÃO PODE SER TERRA DE NINGUÉM
Comprado pelo bilionário Elon Musk em outubro do ano passado, por exorbitantes US$ 44 bilhões, o Twitter, uma das principais redes sociais do mundo, vem mostrando sinais alarmantes de problemas e de mau funcionamento nos últimos seis meses. Entre as confusões, está o lançamento do Twitter Blue, que permitiu que usuários comuns possam pagar pelo selo de conta verificada — o que antes era restrito a instituições, personalidades, jornalistas e pessoas públicas — e, assim, conquistar mais seguidores e ter seus posts exibidos para mais gente.
Outro problema, foram os cortes severos de pessoal, em torno de 80% da força de trabalho da empresa, o que representa cerca de 6 mil funcionários. Entre os setores mais afetados está o de atendimento à imprensa — todos os e-mails com solicitações para a companhia são respondidos apenas com um emoji de fezes – e o de moderação de conteúdo, que era responsável por receber denúncias e analisar posts que pudessem ser ofensivos ou até mesmo criminosos, e removê-los, além de punir os usuários responsáveis por eles.
É aí que mora o perigo. Sem uma equipe que recebe denúncias de publicações prejudiciais, o Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet. Em reunião com advogados da rede social, no início da semana passada, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive o ministro Flávio Dino, se chocaram com a alegação de que posts que incentivavam ataques às escolas não violavam os termos de uso do site e não seriam retirados do ar. Dias depois, com o governo federal cogitando uma ação para tirar a rede do ar, o Twitter acabou por remover as publicações e cerca de 500 perfis que estavam divulgando as mensagens de ódio.
Na quinta-feira, outro absurdo – esse, ainda sem solução — tomou conta da rede de Elon Musk, com o vazamento das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça, que morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG). Inúmeros perfis compartilharam as imagens, que seguem no ar, sem que sejam bloqueadas para os demais usuários.
Os dois casos exemplificam bem o lugar sem regras que se tornou o Twitter. Antes efervescente e palco de debates interessantes, o site agora é confuso, perigoso, tomado por perfis de pouca relevância (mas muito alcance, graças ao Twitter Blue) e repleto de incitações ao crime e ao discurso de ódio. Sob a errática liderança de Musk, é muito pouco provável que a plataforma vá apresentar um plano sério de contenção desses problemas.
Como são vidas que estão em jogo, é preciso que as forças de segurança, os serviços de inteligência e outras autoridades competentes mergulhem no lamaçal que o Twitter se tornou e passem a monitorar de perto toda a movimentação das redes extremistas por lá, exigindo judicialmente, sob pena de bloqueio no país, os dados dos perfis que seguem cometendo crimes impunemente por lá, se aproveitando da falta de vigilância própria.
Assim, quem sabe, Elon Musk perceba que tem nas mãos não um canal de liberdade de expressão, mas um equivalente digital de um antro perigoso e repleto de criminosos, e decida retomar por conta própria a moderação de conteúdo, algo fundamental em tempos tão apreensivos e violentos. O que não pode é ficar como está.
Fonte: Correio Braziliense, 17 de abril 2023.
O trecho “Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet” estabelece uma relação semântica de:
TEXTO I
TWITTER NÃO PODE SER TERRA DE NINGUÉM
Comprado pelo bilionário Elon Musk em outubro do ano passado, por exorbitantes US$ 44 bilhões, o Twitter, uma das principais redes sociais do mundo, vem mostrando sinais alarmantes de problemas e de mau funcionamento nos últimos seis meses. Entre as confusões, está o lançamento do Twitter Blue, que permitiu que usuários comuns possam pagar pelo selo de conta verificada — o que antes era restrito a instituições, personalidades, jornalistas e pessoas públicas — e, assim, conquistar mais seguidores e ter seus posts exibidos para mais gente.
Outro problema, foram os cortes severos de pessoal, em torno de 80% da força de trabalho da empresa, o que representa cerca de 6 mil funcionários. Entre os setores mais afetados está o de atendimento à imprensa — todos os e-mails com solicitações para a companhia são respondidos apenas com um emoji de fezes – e o de moderação de conteúdo, que era responsável por receber denúncias e analisar posts que pudessem ser ofensivos ou até mesmo criminosos, e removê-los, além de punir os usuários responsáveis por eles.
É aí que mora o perigo. Sem uma equipe que recebe denúncias de publicações prejudiciais, o Twitter se transformou em uma espécie de terra de ninguém da internet. Em reunião com advogados da rede social, no início da semana passada, integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, inclusive o ministro Flávio Dino, se chocaram com a alegação de que posts que incentivavam ataques às escolas não violavam os termos de uso do site e não seriam retirados do ar. Dias depois, com o governo federal cogitando uma ação para tirar a rede do ar, o Twitter acabou por remover as publicações e cerca de 500 perfis que estavam divulgando as mensagens de ódio.
Na quinta-feira, outro absurdo – esse, ainda sem solução — tomou conta da rede de Elon Musk, com o vazamento das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça, que morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo em Piedade de Caratinga (MG). Inúmeros perfis compartilharam as imagens, que seguem no ar, sem que sejam bloqueadas para os demais usuários.
Os dois casos exemplificam bem o lugar sem regras que se tornou o Twitter. Antes efervescente e palco de debates interessantes, o site agora é confuso, perigoso, tomado por perfis de pouca relevância (mas muito alcance, graças ao Twitter Blue) e repleto de incitações ao crime e ao discurso de ódio. Sob a errática liderança de Musk, é muito pouco provável que a plataforma vá apresentar um plano sério de contenção desses problemas.
Como são vidas que estão em jogo, é preciso que as forças de segurança, os serviços de inteligência e outras autoridades competentes mergulhem no lamaçal que o Twitter se tornou e passem a monitorar de perto toda a movimentação das redes extremistas por lá, exigindo judicialmente, sob pena de bloqueio no país, os dados dos perfis que seguem cometendo crimes impunemente por lá, se aproveitando da falta de vigilância própria.
Assim, quem sabe, Elon Musk perceba que tem nas mãos não um canal de liberdade de expressão, mas um equivalente digital de um antro perigoso e repleto de criminosos, e decida retomar por conta própria a moderação de conteúdo, algo fundamental em tempos tão apreensivos e violentos. O que não pode é ficar como está.
Fonte: Correio Braziliense, 17 de abril 2023.
O texto I é um artigo de opinião que tem como objetivo principal falar sobre: