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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 37.068 questões

Q4131415 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Queda de uma das maiores árvores do Brasil mobiliza moradores de SC


A queda de uma das maiores árvores do Brasil, no município de Caçador, em Santa Catarina, mobilizou uma equipe da Embrapa Florestas para coleta de material genético (DNA) e tentativa de clonagem da árvore, na última quinta-feira (7). 


Apelidada carinhosamente de "Pinheirão", a árvore era a quarta maior araucária — Araucaria angustifolia — do país, com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP).


Segundo levantamentos realizados pelo professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não há informações precisas sobre a idade da árvore, nem confirmação sobre quando ocorreu a queda, mas a estimativa é de que tenha acontecido nas últimas semanas.


A árvore estava na Estação Experimental da Embrapa em Caçador, e, em campo, a equipe avaliou a existência de brotações viáveis para o processo de resgate do material genético. "O ideal é que a coleta deste tipo de material seja feita de cinco a dez dias após a queda.


No entanto, a equipe observou brotações ainda viáveis", explicou Ivar Wendling, pesquisador da Embrapa Florestas.


O material seguiu, então, para enxertia em laboratório e deve levar cerca de cem dias para confirmação do sucesso do procedimento. A iniciativa busca preservar e estudar características genéticas raras da espécie, como sua altura e longevidade.


Embora não seja possível estimar a idade da árvore, seu porte monumental a transformou em um ponto de interesse dentro da estação experimental. Mesmo em uma área de acesso restrito, era comum que pesquisadores e funcionários buscassem o local para acompanhar seu desenvolvimento.   


De acordo com a Embrapa Florestas, uma situação semelhante já foi enfrentada anteriormente. Em Cruz Machado, no Paraná, uma araucária de grande porte também foi clonada após queda, em trabalho conduzido pela empresa.


https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/queda-de-uma-das-maiores-arvores-do-brasil-mobiliza-moradores-de-sc/   

Em procedimentos científicos relacionados à preservação ambiental, o fator temporal pode exercer influência decisiva sobre os resultados obtidos. Em alguns casos, a rapidez na coleta e no tratamento do material analisado aumenta as possibilidades de êxito da pesquisa.
De acordo com as informações apresentadas no texto, a equipe da Embrapa considerou positiva a existência de brotações viáveis porque:
Alternativas
Q4131349 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
A comparação entre cães e lobos desempenha papel fundamental na construção do argumento central do texto. Essa comparação permite destacar diferenças comportamentais relevantes para a investigação científica apresentada. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa diferença.
Alternativas
Q4131346 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
Ao discutir os resultados do estudo, o texto estabelece uma relação entre características comportamentais de cães e alterações genéticas específicas. Essa associação é construída por meio de analogias com condições humanas. Considerando essa estratégia explicativa, identifique a alternativa que sintetiza essa relação.
Alternativas
Q4131345 Português
Por que os cachorros são tão amigáveis? A ciência explica

Para Marla, a sheepdog inglesa de 11 meses da Bridgett von Holdt, o mundo inteiro é um amigo que ela ainda não conheceu.

"Ela é hipersociável. Eu até tive que fazer um exame de genótipo", admite von Holdt.

O interesse de Von Holdt não é mera curiosidade. A biólogo evolutiva de Princeton e alguns colegas passaram os últimos três anos estudando a base genética responsável pelo comportamento social em cães e lobos.

Estudos mostram que os cães são mais sociáveis do que os lobos criados em circunstâncias semelhantes − eles geralmente prestam mais atenção aos seres humanos e seguem nossas diretrizes e comandos de forma mais eficaz.

A experiência de Von Holdt em genética evolutiva fez com que ela se perguntasse sobre a potencial base genética dessas diferenças.

O estudo, publicado no periódico Ciências Avançadas, fornece uma dica interessante: cães hipersociáveis, como a Marla, carregam variantes de dois genes chamados de GTF2I e GTF2IRD1. A exclusão desses genes nas pessoas causa a síndrome de Williams, caracterizada por aparência facial "élfica", dificuldades cognitivas e tendência a amar todos. 

Von Holdt suspeita que as variantes dos genes em cães inibam sua função normal, levando aos mesmos problemas observados em humanos com a síndrome de Williams. "Nós podemos ter criado uma síndrome comportamental em um animal de companhia", diz ela.

Para o novo estudo, Von Holdt realizou análises genéticas adicionais da parte do genoma envolvendo o gene WBSCR17 alterado em uma amostra maior de cachorros e lobos.

Além de confirmar suas descobertas iniciais de que WBSCR17 variou em cachorros e lobos, ela encontrou dois genes próximos, GTF2I e GTF2IRD1, também diferentes.

A combinação dos dados genéticos e comportamentais mostrou à von Holdt que as mudanças nesta região do genoma ajudaram a transformar lobos em cachorros que amavam os seres humanos.

Karen Overall, da Universidade da Pensilvânia, observa que a amostragem do estudo era pequena, o que limita a força das descobertas. Mas elogiou a análise genética.

"Estamos agora selecionando cachorros que são fáceis de lidar, que podem passar longos períodos de tempo em pequenos apartamentos," observa Overall.

"Estamos mudando o comportamento de cachorros a cada ano".


https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2018/01/por-que-oscachorros-sao-tao-amigaveis-a-ciencia-explica
O texto apresenta uma explicação científica para um comportamento frequentemente observado em cães domésticos, articulando exemplos individuais e dados de pesquisa. Ao longo da exposição, há um movimento que parte da observação empírica para uma investigação mais sistemática. Considerando essa progressão argumentativa, identifique a alternativa que expressa o ponto de partida da pesquisa desenvolvida.
Alternativas
Q4130682 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
Os textos jornalísticos de caráter científico costumam destacar elementos que demonstram a relevância histórica ou acadêmica de determinada descoberta. Nesse tipo de abordagem, informações sobre preservação e acesso ao material encontrado também contribuem para ampliar sua importância cultural e educativa.

Segundo o texto, a rocha contendo os fósseis encontrados:
Alternativas
Q4130681 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
Em textos de divulgação científica, determinadas descobertas permitem reformular conhecimentos anteriormente aceitos sobre aspectos históricos e naturais de uma região. Nesse contexto, informações obtidas por meio de pesquisas paleontológicas podem contribuir para a compreensão das transformações geográficas ocorridas ao longo de milhões de anos.

A conclusão apresentada pelo texto a partir da descoberta dos fósseis é que: 
Alternativas
Q4130680 Português
Descoberta de fóssil no Ceará indica existência de antigo mar na região


O Laboratório de Paleontologia do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) divulgou imagens de fósseis encontrados em uma rocha de aproximadamente 700 kg, localizada no Parque Nacional de Ubajara. Os vestígios pertencem a invertebrados marinhos com cerca de 430 milhões de anos e reforçam a hipótese de que a região do Ceará já foi espaço de um antigo mar.

O estudo, considerado histórico para a paleontologia cearense, foi realizado em parceria com o Museu Dom José, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a comunidade local.

Os icnofósseis, vestígios geológicos deixados pela atividade de organismos, foram encontrados no município de Tianguá, no interior do Ceará, e revelam atividades de invertebrados marinhos que habitaram a região há aproximadamente 430 milhões de anos.

A descoberta reforça a evidência de que a Serra da Ibiapaba já abrigou um antigo mar em um período muito anterior ao surgimento dos dinossauros e até mesmo à formação da própria serra.

A peça integra o acervo do Museu Dom José, mas está emprestada por tempo indeterminado ao Parque Nacional de Ubajara, onde poderá ser apreciada permanentemente por visitantes e pesquisadores. 

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/descoberta-de-fossil-no-ceara-indi
ca-existencia-de-antigo-mar-na-regiao/
A produção científica frequentemente envolve a atuação conjunta de diferentes instituições e segmentos sociais. Em muitos casos, pesquisas de grande relevância dependem da cooperação entre universidades, órgãos de preservação e comunidades locais, permitindo ampliar o alcance das  investigações realizadas.

De acordo com o texto, o estudo realizado sobre os fósseis encontrados no Ceará caracterizou-se por:
Alternativas
Q4129687 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Com base nas informações do texto acima e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4129679 Português
A limpeza das ruas serve para: 
Alternativas
Q4129565 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente o tema geral do texto: 
Alternativas
Q4129560 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
Segundo o texto, a juventude é a quadra dramática por excelência. Identifique a alternativa que corresponde corretamente a essa visão da narradora.
Alternativas
Q4129549 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias."

A metáfora empregada no trecho acima, indica que:
Alternativas
Q4129547 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
Considerando que o texto 'Saudade' apresenta características próprias do discurso literário, em contraste com textos não literários, e demanda estratégias específicas de leitura para sua adequada compreensão, analise as afirmativas a seguir acerca de sua construção de sentido:

I. O leitor deve focar nas referências às fases da vida, uma vez que são empregadas como recurso argumentativo para estabelecer contrastes entre diferentes momentos da existência.
II. O leitor deve priorizar a identificação de dados objetivos e informações literais sobre a infância, a mocidade e a maturidade, uma vez que o texto se organiza como um relato cronológico de fatos biográficos da autora.
III. O leitor deve analisar as oposições estabelecidas no texto, especialmente entre passado e presente, bem como entre 'saudade' e 'falta', a fim de compreender a redefinição do conceito feita pela narradora.
IV. O leitor deve priorizar a identificação de elementos descritivos, pois a caracterização física dos personagens é marcante e essencial para a construção do posicionamento da autora no texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4129325 Português

Arte de brasileiro de 12 anos vai estampar ônibus da Seleção na Copa


    Um estudante brasileiro de 12 anos foi o vencedor de um concurso promovido pela Fifa e terá sua arte estampada no ônibus oficial da seleção brasileira durante a próxima Copa do Mundo. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira e destacou o talento de Leo Silveira, que atualmente vive no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.


    Aluno da sexta série na cidade de New Bedford, Leo criou uma ilustração que retrata torcedores reunidos ao redor de uma faixa com a frase “Vamos Brasil”. A obra chamou a atenção pela composição e pelo clima de arquibancada, um dos elementos valorizados no concurso internacional.


    Em entrevista à emissora CBS, o jovem contou que buscou inspiração em uma imagem ligada ao Vasco, clube para o qual torce. Segundo ele, a referência veio de uma fotografia de torcedores uma faixa em um momento marcante para o time.


    “Era um desenho de um cara segurando uma faixa dizendo 'vamos resistir' porque naquela época estávamos lutando contra o rebaixamento e eu me inspirei nele”, afirmou. O processo de criação levou cerca de uma semana, período em que Leo se dedicou a desenvolver os detalhes da ilustração. Além de ver seu trabalho ganhar visibilidade internacional ao decorar o ônibus da seleção, o estudante também foi premiado com dois ingressos para assistir à partida entre Brasil e Marrocos, no MetLife Stadium.


     A participação no concurso aconteceu com incentivo da professora Aleisea Guzman, que reconheceu o potencial do aluno ao unir duas de suas principais paixões. “Ele tem interesse por arte e grande interesse por futebol. Então, eu sabia que esses dois combinados seriam incríveis para ele”, comentou.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/arte-de-brasileiro-de-12 anos-vai-estampar-onibus-da-selecao-na-copa/ 

Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4128882 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
O desenvolvimento do novo memristor representa um avanço significativo em relação às tecnologias anteriores, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e ao controle operacional. Considerando as informações apresentadas, identifique o principal diferencial do novo material utilizado nesse dispositivo.
Alternativas
Q4128881 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
Embora o texto apresente avanços relevantes no campo da computação neuromórfica, também evidencia limitações práticas que ainda precisam ser superadas para viabilizar sua aplicação em larga escala. Considerando essa perspectiva, identifique o principal desafio atual para a implementação industrial da tecnologia descrita.
Alternativas
Q4128880 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
O texto apresenta um panorama sobre os desafios enfrentados pela inteligência artificial contemporânea, destacando não apenas avanços tecnológicos, mas também limitações estruturais relevantes. Nesse contexto, a discussão sobre consumo energético assume papel central na análise das perspectivas futuras da área. Considerando essa abordagem, identifique a alternativa que expressa o problema inicial que motivou o desenvolvimento da pesquisa apresentada.
Alternativas
Q4128847 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
O texto apresenta resultados de pesquisas recentes sobre os efeitos do consumo de alimentos ultraprocessados, destacando dados quantitativos e interpretações científicas. Embora os resultados sejam expressivos, o próprio estudo impõe limites à forma como esses dados devem ser compreendidos. Considerando essa nuance, identifique a alternativa que traduz a natureza da relação estabelecida entre o consumo desses alimentos e o risco de demência.
Alternativas
Q4128742 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
O texto articula dados científicos com explicações sobre a composição dos alimentos ultraprocessados, evidenciando aspectos estruturais que podem justificar seus efeitos no organismo. Essa abordagem permite compreender como a forma de produção desses alimentos se relaciona com os impactos observados. Considerando essa explicação, identifique a alternativa que sintetiza essa relação.
Alternativas
Q4128666 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
Ao discutir os impactos dos ultraprocessados, o texto também aborda a influência de padrões alimentares considerados saudáveis, como a dieta mediterrânea. Nesse contexto, a análise apresentada permite inferir que certos fatores associados ao risco cognitivo vão além da simples substituição de alimentos. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa conclusão. 
Alternativas
Respostas
821: C
822: D
823: A
824: B
825: D
826: A
827: C
828: D
829: A
830: B
831: A
832: C
833: A
834: B
835: C
836: B
837: A
838: C
839: C
840: B