Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Ninguém mais elege o “pra sempre” como meta
Por Martha Medeiros
- Nunca imaginei que um dia subiria ao palco do Theatro São Pedro, mas aconteceu – é
- a literatura cumprindo a promessa de me levar aonde nunca estive. Mesmo não sendo atriz,
- “contracenei” com o psicanalista Christian Dunker durante a gravação comemorativa dos 20 anos
- do programa Café Filosófico, onde debatemos, diante de numerosa plateia, um tema que a todos
- interessa: o amor.
- Durante a nossa troca de reflexões, condenei ___ antiga cultura dos contos de fada, que
- apresentava o amor como salvação da vida de son...as princesas. Uma vez despertadas por um
- beijo, elas se acomodavam a um enigmático “pra sempre” que antecipava o ponto final de suas
- histórias, como se, a partir dali, nada de mais interessante pudesse acontecer. Este romantismo
- nunca foi aliado do amor: colocou na cabeça das mulheres que, se elas não cumprissem a missão
- de formar um par, de pouco valeriam.
- Hoje, personagens guerreiras e ativistas substituíram as princesas como modelos de
- heroínas, e ninguém mais elege o “pra sempre” como meta – o que tem que durar é o entusiasmo
- em realizar os próprios desejos, que mudam com o tempo. Não é o fim do amor, e sim um
- recomeço menos idealizado. O amor sem o dramalhão incluído. O amor como recompensa por
- diminuirmos a ansiedade e buscarmos autoconhecimento e autoestima, que é o que faz o amor
- se aproximar. Sem rufar de tambores.
- A meu ver, a melhor frase da noite não foi minha nem de Dunker, mas a do publicitário e
- poeta Marcelo Pires, que durante uma pergunta dirigida a nós sobre a razão deste sentimento
- ser tão superlativo, conjecturou: “___ vezes, parece que o amor atrapalha o amar”. Exato. Se
- nossa solidão tivesse o mesmo prestígio que namoros e casamentos, não cederíamos ___
- cobrança de “ter que” amar alguém, as relações seriam mais espontâneas.
- Se o amor romântico descesse do pedestal em que foi colocado e circulasse no meio da
- multidão, não seria tão divinizado. O amor ainda é visto como coisa de Deus e o sexo como coisa
- do Diabo. Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie, então o amor tornou-
- se um álibi providencial para que o processo pareça sublime, em vez de ob...eno. O amor como
- elevação dos hábitos mundanos.
- Bonito, mas prefiro o amor rés do chão, mais maduro e livre. A simples alegria de estar
- junto, a dispensa do grude, a paciência com as diferenças do outro, planos imediatos em vez de
- aposta na eternidade, o apoio necessário, a amizade erótica prevalecendo sobre os desatinos.
- Algum sofrimento surge, mas os momentos difíceis não precisam ser glorificados como sacrifícios
- inerentes ao amor. Zero tolerância para a violência, bom humor, mesa farta e, se for
- impre...indível alguma coisa grandiosa que inspire um poema épico, que seja o rótulo do vinho.
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A autora mostra-se contra os contos de fadas, nos quais a princesa precisa do amor para ser salva.
II. A autora participou como atriz de um programa gravado no Theatro São Pedro.
III. Para Martha Medeiros, amor e romantismo são companheiros inseparáveis.
Quais estão corretas?
Caso de divórcio (I)
O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo. Na noite de núpcias, ele lhe declarou.
― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.
― Ora, Morgadinho…
Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.
― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.
― Vamos ver.
Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.
― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?
― Ainda não.
Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.
― Quem sabe Momo?
― Não.
― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:
― Tigre?
Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.
― Que tal este: “Barrilzinho”?
― Não gosto.
Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.
― Pitoco. Vem, Pitoco.
Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.
― Você não me ama.
― Ora, Morgadinho…
― Até hoje não pensou num apelido para mim.
― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.
O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:
― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!
Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
O uso da palavra “xarope” retratado no texto exprime um sentido:
Caso de divórcio (I)
O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo. Na noite de núpcias, ele lhe declarou.
― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.
― Ora, Morgadinho…
Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.
― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.
― Vamos ver.
Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.
― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?
― Ainda não.
Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.
― Quem sabe Momo?
― Não.
― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:
― Tigre?
Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.
― Que tal este: “Barrilzinho”?
― Não gosto.
Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.
― Pitoco. Vem, Pitoco.
Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.
― Você não me ama.
― Ora, Morgadinho…
― Até hoje não pensou num apelido para mim.
― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.
O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:
― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!
Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
No texto Caso de divórcio (I), o humor é desencadeado por uma situação em que não há reciprocidade aparente entre um casal, em relação ao uso de apelidos carinhosos. Depois de diversas cobranças, a esposa dá o apelido ao marido de ‘Xaropão’. No entanto, há uma quebra de expectativa quando:
Municípios gaúchos com nomes curiosos
Por Gustavo Chagas e Pedro Alt
- No Rio Grande do Sul, diversos municípios são conhecidos pelos nomes curiosos, como,
- por exemplo, Anta Gorda, Não-Me-Toque e Chuvisca. As origens desses nomes são bastante
- diferentes e curiosas, e abaixo apresentamos alguns deles.
- • Não-Me-Toque: existem duas hipóteses, uma delas é a presença de uma planta abundante na
- região, a “sucará”, chamada também de não-me-toques, justamente por causa dos espinhos.
- A outra possibilidade é a existência de uma fazenda batizada de Não-Me-Toque, registrada no
- cartório desde 1885.
- • Anta Gorda: a prefeitura diz que, quando o Vale do Taquari foi colonizado, uma anta de grandes
- proporções foi abatida por moradores no território do município. Admirados com o tamanho
- do animal, os desbravadores passaram a indicar o local como “lá onde mataram a anta gorda”.
- • Butiá: um pé de butiá, comum da região carbonífera, deu origem ao nome do município. De
- acordo com a prefeitura, uma árvore isolada, que ficava próxima a uma estância da localidade,
- acabou se tornando ponto de referência e local para descanso de carreteiros que passavam
- pela região.
- • Chuvisca: segundo a prefeitura, a origem do nome se deve a uma área no município em que
- ocorria uma garoa permanente. Localizado próximo a dois arroios, o fenômeno, que era
- popularmente chamado de “chuvisca”, é característico do município.
- • Palmitinho: os primeiros colonizadores da região plantaram seis palmeiras em frente ao
- primeiro oratório da cidade. A espécie plantada na praça era a de palmitos, o que deu origem
- ao nome do município.
(Disponível em: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/04/25/nao-me-toque-anta-gorda-travesseiro-descubra-a-origem-dos-nomes-diferentes-de-cidades-do-rs.ghtml#formigueiro – texto adaptado especialmente para esta prova).
O objetivo principal do texto é:
Municípios gaúchos com nomes curiosos
Por Gustavo Chagas e Pedro Alt
- No Rio Grande do Sul, diversos municípios são conhecidos pelos nomes curiosos, como,
- por exemplo, Anta Gorda, Não-Me-Toque e Chuvisca. As origens desses nomes são bastante
- diferentes e curiosas, e abaixo apresentamos alguns deles.
- • Não-Me-Toque: existem duas hipóteses, uma delas é a presença de uma planta abundante na
- região, a “sucará”, chamada também de não-me-toques, justamente por causa dos espinhos.
- A outra possibilidade é a existência de uma fazenda batizada de Não-Me-Toque, registrada no
- cartório desde 1885.
- • Anta Gorda: a prefeitura diz que, quando o Vale do Taquari foi colonizado, uma anta de grandes
- proporções foi abatida por moradores no território do município. Admirados com o tamanho
- do animal, os desbravadores passaram a indicar o local como “lá onde mataram a anta gorda”.
- • Butiá: um pé de butiá, comum da região carbonífera, deu origem ao nome do município. De
- acordo com a prefeitura, uma árvore isolada, que ficava próxima a uma estância da localidade,
- acabou se tornando ponto de referência e local para descanso de carreteiros que passavam
- pela região.
- • Chuvisca: segundo a prefeitura, a origem do nome se deve a uma área no município em que
- ocorria uma garoa permanente. Localizado próximo a dois arroios, o fenômeno, que era
- popularmente chamado de “chuvisca”, é característico do município.
- • Palmitinho: os primeiros colonizadores da região plantaram seis palmeiras em frente ao
- primeiro oratório da cidade. A espécie plantada na praça era a de palmitos, o que deu origem
- ao nome do município.
(Disponível em: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/04/25/nao-me-toque-anta-gorda-travesseiro-descubra-a-origem-dos-nomes-diferentes-de-cidades-do-rs.ghtml#formigueiro – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o texto, os municípios citados pertencem a qual localidade?
Pesquisa do Butantan traz esperança para o tratamento do Alzheimer

(Disponível em: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/butantan-tratamento-alzheimer/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. No primeiro parágrafo, é mencionado o principal elemento causador da doença Alzheimer.
II. No terceiro parágrafo, é mencionada a origem da proteína modificada pelos pesquisadores do Butantan e da USF.
III. No quarto parágrafo, é mencionada a fala de uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.
Quais estão corretas?
Como a qualidade de sono afeta a sua saúde?
- Durante __ sono, é possível repor energias e regular o metabolismo, fatores essenciais
- para manter corpo e mente saudáveis. Dormir bem é um hábito que deve ser incluído na rotina
- de todos Especialistas recomendam em média 8 horas de sono por dia, sem interrupções. Esse
- número pode variar de acordo com a idade de cada indivíduo e as necessidades de
- desenvolvimento de seu corpo, de acordo com o indicado.
- A longo prazo, a má qualidade do sono pode ter efeitos de maior alcance em sua saúde
- geral: aumenta o risco cardiovascular, colocando você em maior risco de ter problemas como
- derrames e infartos. Noites mal dormidas também estão associadas a pressão alta, diabetes e
- obesidade. Além dos problemas de saúde física, a má qualidade do sono é um fator que contribui
- para os problemas de saúde mental, como depressão, cansaço emocional, falta de concentração
- e mudanças de humor. Não faz mal repetir e insistir: dormir bem é o segredo da boa saúde e da
- felicidade.
- Abaixo, veja alguns hábitos que podem ajudar você a criar uma boa noite de sono.
- • Pratique a boa “higiene do sono”: tenha um horário definido para ir dormir e acordar e não deixe
- de segui-lo.
- • Evite os dispositivos eletrônicos pelo menos 2 horas antes de ir dormir. Também é bom diminuir
- as luzes da casa nesse período. Isso ajudará a dizer para o seu cérebro que está perto da hora
- de dormir.
- • Faça exercícios físicos diariamente, mas não muito tarde.
- • Prepare um jantar leve ao entardecer, pois muito tarde pode interferir no sono.
(Disponível em: https://www.hospitalanchieta.com.br/como-a-qualidade-de-sono-afeta-a-sua-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
De acordo com o texto, a má qualidade do sono:
Como a qualidade de sono afeta a sua saúde?
- Durante __ sono, é possível repor energias e regular o metabolismo, fatores essenciais
- para manter corpo e mente saudáveis. Dormir bem é um hábito que deve ser incluído na rotina
- de todos Especialistas recomendam em média 8 horas de sono por dia, sem interrupções. Esse
- número pode variar de acordo com a idade de cada indivíduo e as necessidades de
- desenvolvimento de seu corpo, de acordo com o indicado.
- A longo prazo, a má qualidade do sono pode ter efeitos de maior alcance em sua saúde
- geral: aumenta o risco cardiovascular, colocando você em maior risco de ter problemas como
- derrames e infartos. Noites mal dormidas também estão associadas a pressão alta, diabetes e
- obesidade. Além dos problemas de saúde física, a má qualidade do sono é um fator que contribui
- para os problemas de saúde mental, como depressão, cansaço emocional, falta de concentração
- e mudanças de humor. Não faz mal repetir e insistir: dormir bem é o segredo da boa saúde e da
- felicidade.
- Abaixo, veja alguns hábitos que podem ajudar você a criar uma boa noite de sono.
- • Pratique a boa “higiene do sono”: tenha um horário definido para ir dormir e acordar e não deixe
- de segui-lo.
- • Evite os dispositivos eletrônicos pelo menos 2 horas antes de ir dormir. Também é bom diminuir
- as luzes da casa nesse período. Isso ajudará a dizer para o seu cérebro que está perto da hora
- de dormir.
- • Faça exercícios físicos diariamente, mas não muito tarde.
- • Prepare um jantar leve ao entardecer, pois muito tarde pode interferir no sono.
(Disponível em: https://www.hospitalanchieta.com.br/como-a-qualidade-de-sono-afeta-a-sua-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Segundo o texto, um hábito que pode ajudar a criar uma boa noite de sono é:
Leia o texto a seguir:
Juiz usa inteligência artificial para fazer decisão e cita jurisprudência falsa; CNJ investiga caso
Gabinete do magistrado fez pesquisa registrada em sentença no ChatGPT que, sem saber resposta, inventou precedentes e atribuiu ao STJ.
O Conselho Nacional de Justiça se deparou com o primeiro caso de uso de inteligência artificial na formulação de sentenças e se prepara para analisar o que pode ser um propulsor da regulação do uso dessas tecnologias no Judiciário.
A decisão de abrir uma investigação é do corregedor-nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão.
O juiz federal Jefferson Ferreira Rodrigues, hoje lotado no Acre, publicou uma sentença que continha trechos inteiros formulados pelo aplicativo de inteligência artificial ChatGPT.
Pior: os trechos copiados do aplicativo eram falsos, citavam informações inexistentes e incorretas.
O aplicativo foi usado, segundo consta na decisão do corregedor do CNJ que decidiu apurar o caso, para pesquisar a jurisprudência que daria base ao entendimento do magistrado sobre aquele caso.
E o ChatGPT apontou como base para a decisão entendimentos do Superior Tribunal de Justiça que simplesmente não existem.
O juiz tratou o caso como um erro corriqueiro e atribuiu a pesquisa a um servidor de seu gabinete.
Ele conseguiu enterrar o caso na corregedoria Federal, mas o CNJ decidiu avocar a apuração e iniciar um procedimento próprio.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/blog/daniela-lima/post/2023/11/13/juiz-usainteligencia-artificial-para-fazer-decisao-e-cita-jurisprudencia-falsa-cnj-investigacaso.ghtml. Acesso em: 15 nov. 2023.
Em*O juiz tratou o caso como um erro corriqueiro e atribuiu a pesquisa a um servidor de seu gabinete” (7º parágrafo), o termo em destaque faz referência a uma consulta ao:
Leia o texto a seguir:
Juiz usa inteligência artificial para fazer decisão e cita jurisprudência falsa; CNJ investiga caso
Gabinete do magistrado fez pesquisa registrada em sentença no ChatGPT que, sem saber resposta, inventou precedentes e atribuiu ao STJ.
O Conselho Nacional de Justiça se deparou com o primeiro caso de uso de inteligência artificial na formulação de sentenças e se prepara para analisar o que pode ser um propulsor da regulação do uso dessas tecnologias no Judiciário.
A decisão de abrir uma investigação é do corregedor-nacional de Justiça, ministro Luís Felipe Salomão.
O juiz federal Jefferson Ferreira Rodrigues, hoje lotado no Acre, publicou uma sentença que continha trechos inteiros formulados pelo aplicativo de inteligência artificial ChatGPT.
Pior: os trechos copiados do aplicativo eram falsos, citavam informações inexistentes e incorretas.
O aplicativo foi usado, segundo consta na decisão do corregedor do CNJ que decidiu apurar o caso, para pesquisar a jurisprudência que daria base ao entendimento do magistrado sobre aquele caso.
E o ChatGPT apontou como base para a decisão entendimentos do Superior Tribunal de Justiça que simplesmente não existem.
O juiz tratou o caso como um erro corriqueiro e atribuiu a pesquisa a um servidor de seu gabinete.
Ele conseguiu enterrar o caso na corregedoria Federal, mas o CNJ decidiu avocar a apuração e iniciar um procedimento próprio.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/blog/daniela-lima/post/2023/11/13/juiz-usainteligencia-artificial-para-fazer-decisao-e-cita-jurisprudencia-falsa-cnj-investigacaso.ghtml. Acesso em: 15 nov. 2023.
O texto anterior apresenta um fato inusitado. Esse fato é a:
A galinha dos ovos de ouro
- Era uma vez um fazendeiro que tinha uma galinha . Um dia ele percebeu que a galinha
- havia botado um ovo de ouro! Ele então pegou o ovo e foi logo mostrar para a esposa:
- — Olha só! Ficaremos ricos!
- Assim, foi até a cidade e vendeu o ovo por um bom valor.
- No dia seguinte, foi ao galinheiro e viu que a galinha tinha botado outro ovo de ouro, que
- ele também vendeu.
- A partir de então, todos os dias o fazendeiro ganhava um ovo de ouro de sua galinha. Ele
- ficava cada vez mais rico e ganancioso.
- Certo dia teve uma ideia e disse:
- — O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um
- tesouro dentro dela!
- E então matou a galinha e viu que no seu interior não havia tesouro nenhum. Ela era igual
- a todas as outras. Assim, o rico fazendeiro perdeu sua galinha dos ovos de ouro.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual alternativa apresenta uma atitude realizada pelo fazendeiro durante o texto?
A galinha dos ovos de ouro
- Era uma vez um fazendeiro que tinha uma galinha . Um dia ele percebeu que a galinha
- havia botado um ovo de ouro! Ele então pegou o ovo e foi logo mostrar para a esposa:
- — Olha só! Ficaremos ricos!
- Assim, foi até a cidade e vendeu o ovo por um bom valor.
- No dia seguinte, foi ao galinheiro e viu que a galinha tinha botado outro ovo de ouro, que
- ele também vendeu.
- A partir de então, todos os dias o fazendeiro ganhava um ovo de ouro de sua galinha. Ele
- ficava cada vez mais rico e ganancioso.
- Certo dia teve uma ideia e disse:
- — O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um
- tesouro dentro dela!
- E então matou a galinha e viu que no seu interior não havia tesouro nenhum. Ela era igual
- a todas as outras. Assim, o rico fazendeiro perdeu sua galinha dos ovos de ouro.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“— O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um tesouro dentro dela!”. Considerando esse trecho, pode se dizer que o fazendeiro demonstra:
A galinha dos ovos de ouro
- Era uma vez um fazendeiro que tinha uma galinha . Um dia ele percebeu que a galinha
- havia botado um ovo de ouro! Ele então pegou o ovo e foi logo mostrar para a esposa:
- — Olha só! Ficaremos ricos!
- Assim, foi até a cidade e vendeu o ovo por um bom valor.
- No dia seguinte, foi ao galinheiro e viu que a galinha tinha botado outro ovo de ouro, que
- ele também vendeu.
- A partir de então, todos os dias o fazendeiro ganhava um ovo de ouro de sua galinha. Ele
- ficava cada vez mais rico e ganancioso.
- Certo dia teve uma ideia e disse:
- — O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um
- tesouro dentro dela!
- E então matou a galinha e viu que no seu interior não havia tesouro nenhum. Ela era igual
- a todas as outras. Assim, o rico fazendeiro perdeu sua galinha dos ovos de ouro.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual foi a primeira atitude do fazendeiro ao descobrir que a galinha botava ovos de ouro?
A galinha dos ovos de ouro
- Era uma vez um fazendeiro que tinha uma galinha . Um dia ele percebeu que a galinha
- havia botado um ovo de ouro! Ele então pegou o ovo e foi logo mostrar para a esposa:
- — Olha só! Ficaremos ricos!
- Assim, foi até a cidade e vendeu o ovo por um bom valor.
- No dia seguinte, foi ao galinheiro e viu que a galinha tinha botado outro ovo de ouro, que
- ele também vendeu.
- A partir de então, todos os dias o fazendeiro ganhava um ovo de ouro de sua galinha. Ele
- ficava cada vez mais rico e ganancioso.
- Certo dia teve uma ideia e disse:
- — O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um
- tesouro dentro dela!
- E então matou a galinha e viu que no seu interior não havia tesouro nenhum. Ela era igual
- a todas as outras. Assim, o rico fazendeiro perdeu sua galinha dos ovos de ouro.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual alternativa apresenta uma fala de um personagem?
A galinha dos ovos de ouro
- Era uma vez um fazendeiro que tinha uma galinha . Um dia ele percebeu que a galinha
- havia botado um ovo de ouro! Ele então pegou o ovo e foi logo mostrar para a esposa:
- — Olha só! Ficaremos ricos!
- Assim, foi até a cidade e vendeu o ovo por um bom valor.
- No dia seguinte, foi ao galinheiro e viu que a galinha tinha botado outro ovo de ouro, que
- ele também vendeu.
- A partir de então, todos os dias o fazendeiro ganhava um ovo de ouro de sua galinha. Ele
- ficava cada vez mais rico e ganancioso.
- Certo dia teve uma ideia e disse:
- — O que será que tem dentro dessa galinha? Se ela bota ovos de ouro, então deve ter um
- tesouro dentro dela!
- E então matou a galinha e viu que no seu interior não havia tesouro nenhum. Ela era igual
- a todas as outras. Assim, o rico fazendeiro perdeu sua galinha dos ovos de ouro.
(Disponível em: https://www.culturagenial.com/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quais são os personagens mencionados no texto?
Maioria dos CEOs considera prioritário investimento em inteligência artificial, revela pesquisa
01 Pesquisa com mais de 1.300 CEOs pelo mundo mostra que a grande maioria deles (72%)
02 considera que o investimento em inteligência artificial (IA) é prioritário, mas 81% temem
03 problemas éticos e com a falta de regulação sobre o uso da tecnologia. Os dados são do relatório
04 “CEO Outlook 2023”, da consultoria KPGM.
05 O levantamento também mostra que 90% dos CEOs consideram premiar funcionários que
06 optarem por trabalhar presencialmente, dando tarefas melhores, aumentos e promoções.
07 Segundo a KMPG, 62% dos executivos gostariam que o modelo presencial fosse adotado nos
08 próximos três anos. É uma grande mudança em relação a 2022, quando apenas 34% queriam
09 isso (então a expectativa neste ano quase dobrou). Para 34% dos CEOS, os funcionários devem
10 ficar no modelo híbrido e somente 4% defendem o trabalho de forma totalmente remota.
11 A pesquisa aponta para as mudanças que a difu...ão de inteligência artificial (IA)
12 generativa pode ter nos ambientes de trabalho. Entre eles, 81% dos CEOs ouvidos expressaram
13 preocupação sobre como a falta de regulação da IA pode impedir o sucesso de suas empresas.
14 Eles citam também problemas éticos e de custo como preocupações para o uso de IA. Mas 77%
15 dizem que o grau de regulação de IA deveria emular aquele utilizado para compromissos
16 climáticos.
17 “CEOs estão cada vez mais con...ientes dos riscos éticos e da evolução rápida das
18 regulações ligados à IA generativa. Muitos estão tomando atitudes proativas para enfrentar esses
19 pontos”, afirma Steve Chase, vice-presidente de IA e Inovação Digital da KPMG, em trecho do
20 relatório.
21 Do total, 72% dos CEOs dizem que o investimento nesse tipo de tecnologia é prioritário,
22 apesar de incertezas econômicas. A maioria aponta ainda que está investindo mais na compra
23 de novas tecnologias (57%) do que no desenvolvimento de habilidades e capacitação de pessoal
24 (43%). Quando questionados sobre as vanta...ens da implementação de IA em suas
25 organizações, os CEOs citam o aumento de lucro, oportunidades de crescimento e de criação de
26 novos produtos como alguns dos principais ganhos.
(Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/maioria-dos-ceos-considera-prioritario-investimento-em-inteligencia-artificial-revela-pesquisa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Em 2022, mais de 60% dos CEOs desejavam a volta do modelo presencial.
( ) Entre as formas de premiação de funcionários que optarem por trabalhar presencialmente, são mencionados tarefas melhores, aumentos e promoções.
( ) O trabalho de forma totalmente remota recebeu maior percentual de adesão por parte dos CEOs em relação ao modelo híbrido.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Maioria dos CEOs considera prioritário investimento em inteligência artificial, revela pesquisa
01 Pesquisa com mais de 1.300 CEOs pelo mundo mostra que a grande maioria deles (72%)
02 considera que o investimento em inteligência artificial (IA) é prioritário, mas 81% temem
03 problemas éticos e com a falta de regulação sobre o uso da tecnologia. Os dados são do relatório
04 “CEO Outlook 2023”, da consultoria KPGM.
05 O levantamento também mostra que 90% dos CEOs consideram premiar funcionários que
06 optarem por trabalhar presencialmente, dando tarefas melhores, aumentos e promoções.
07 Segundo a KMPG, 62% dos executivos gostariam que o modelo presencial fosse adotado nos
08 próximos três anos. É uma grande mudança em relação a 2022, quando apenas 34% queriam
09 isso (então a expectativa neste ano quase dobrou). Para 34% dos CEOS, os funcionários devem
10 ficar no modelo híbrido e somente 4% defendem o trabalho de forma totalmente remota.
11 A pesquisa aponta para as mudanças que a difu...ão de inteligência artificial (IA)
12 generativa pode ter nos ambientes de trabalho. Entre eles, 81% dos CEOs ouvidos expressaram
13 preocupação sobre como a falta de regulação da IA pode impedir o sucesso de suas empresas.
14 Eles citam também problemas éticos e de custo como preocupações para o uso de IA. Mas 77%
15 dizem que o grau de regulação de IA deveria emular aquele utilizado para compromissos
16 climáticos.
17 “CEOs estão cada vez mais con...ientes dos riscos éticos e da evolução rápida das
18 regulações ligados à IA generativa. Muitos estão tomando atitudes proativas para enfrentar esses
19 pontos”, afirma Steve Chase, vice-presidente de IA e Inovação Digital da KPMG, em trecho do
20 relatório.
21 Do total, 72% dos CEOs dizem que o investimento nesse tipo de tecnologia é prioritário,
22 apesar de incertezas econômicas. A maioria aponta ainda que está investindo mais na compra
23 de novas tecnologias (57%) do que no desenvolvimento de habilidades e capacitação de pessoal
24 (43%). Quando questionados sobre as vanta...ens da implementação de IA em suas
25 organizações, os CEOs citam o aumento de lucro, oportunidades de crescimento e de criação de
26 novos produtos como alguns dos principais ganhos.
(Disponível em: https://exame.com/inteligencia-artificial/maioria-dos-ceos-considera-prioritario-investimento-em-inteligencia-artificial-revela-pesquisa/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas a seguir:
I. No primeiro parágrafo, é mencionado o nome do relatório realizado pela KPGM.
II. No quarto parágrafo, há uma citação do vice-presidente de Inteligência Artificial e Inovação Digital da KPMG.
III. No último parágrafo, é citada a capacitação de pessoas como um dos benefícios da implementação da inteligência artificial nas organizações.
Quais estão corretas?
Muitos foram os estudiosos que contribuíram para a definição do que é a moral humana. O filósofo e escritor Adolfo Sánchez Vázquez se acercou ao tema em seu livro Ética, publicado em 1984, no qual define a moral como um conjunto de normas aceitas — livre e conscientemente — que regulam o comportamento individual e social das pessoas.
O conceito de moral não deve, porém, ser confundido com o de ética, que é a teoria (ou a ciência) do comportamento moral das pessoas na sociedade.
O filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, doutor em Educação pela Pontifícia Universitária Católica de São Paulo (PUC-SP) e referência brasileira em discussões sobre o tema, explica que a ética é sempre coletiva, enquanto a moral pode ser individual.
“A ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir a nossa conduta social. Só se fala em ética porque homens, mulheres vivemos em coletividade. Se eu fosse sozinho, não existiria a questão da ética. A moral é a prática, portanto, existe moral individual. A ética é o conjunto de princípios de convivência, portanto, não existe ética individual”, explica Cortella, em artigo publicado no seu site oficial.
De acordo com a Enciclopédia Britânica (uma plataforma de dados voltada para a educação do Reino Unido), todas as sociedades têm regras morais que determinam ou proíbem certos tipos de ações. Essas proibições costumam vir acompanhadas de punições para garantir a obediência à norma.
Normalmente, são normas ligadas a questões como organização familiar, deveres individuais, liberdade sexual (a possibilidade de expressar a sua sexualidade), direitos de propriedade, verdade e o cumprimento de promessas.
Para o filósofo Sánchez Vázquez, o significado, a função e a validade dessas regras variam de acordo com o período da História e da sociedade em questão. Logo, a moral da Antiguidade é diferente da moral feudal ou da moral burguesa.
O autor diz que a moral tem um caráter social, fazendo com que os indivíduos se submetam a princípios, normas ou valores estabelecidos socialmente.
Além disso, a moral cumpre a função de regular as relações entre as pessoas para assegurar a ordem social.
Em resumo, ainda que a moral mude historicamente, ela cumpre um serviço comum a todas as épocas: fazer com que os atos dos indivíduos estejam de acordo com o que uma sociedade (ou um setor específico dela) enxerga como favorável ou positivo.
(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
A respeito da distinção entre moral e ética a partir do filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, apresentada no 4º parágrafo do texto, analisar os itens abaixo:
I. A convivência em sociedade é condição imprescindível para a existência da questão ética.
II. Observa-se a existência de moral individual, ao contrário da ética, que sempre envolve a dimensão coletiva.
III. A conduta social é guiada pela ética, sem que os indivíduos tenham poder de escolha.
Está(ão) CORRETO(S):
A sociedade é global porque está dominada por empresas globais. Você pode achar que é a facilidade de se comunicar ou viajar para qualquer lugar do planeta, ou de consumir produtos importados pelo comércio eletrônico, ou de assistir aos programas de TV do mundo todo, ou de comprar, em qualquer shopping center, um par de tênis de marca americana, fabricado na Malásia ou na China. Por trás de cada uma dessas vantagens da globalização, está uma empresa global, com capacidade de entregar produtos e serviços em qualquer lugar do mundo, de acordo com as necessidades dos mercados e clientes locais. Em muitos casos, trata-se de business to business — empresas globais vendendo para outras empresas globais, em todo o mundo, para fazer o produto chegar até você. Essas empresas operam como se não existissem fronteiras nacionais, por meio de estruturas integradas de produção, comercialização e suprimentos. Tudo sustentado por estratégias e práticas de gestão de pessoas. Uma implicação importante dessa expansão é a universalização das práticas de gestão de pessoas. Não importa que a empresa seja uma operação estritamente local. Na disputa por mão de obra, concorre com as empresas globais e, para isso, precisa usar os padrões globais de gestão de pessoas.
Não é de hoje que existem organizações multinacionais. A primeira grande empresa multinacional foi o Império Romano (em seus diferentes regimes de governo). Em seu lugar ficou a Igreja Católica, que se expandiu e criou bases em todo o mundo, por meio de pessoas recrutadas em todos os lugares, para trabalhar em todos os lugares. Vieram, em seguida, os impérios coloniais que, como Roma, usaram a força para se estabelecer e atuaram, em certos casos, por meio das companhias das Índias — diversas delas foram fundadas na Europa do século XVII. O uso da força consome recursos e gera ressentimentos. Esse modelo de negócios desapareceu e em seu lugar ficaram as companhias multinacionais.
Hoje, essas empresas não precisam mandar centuriões comandando legiões para cobrar impostos nem construir prisões para os rebeldes. Você, alegre, consciente e voluntariamente, dá seu dinheiro para elas, em troca de automóveis, sapatos e roupas fabricadas na China, sanduíches com alface, pickles e um pão com gergelim, tablets, relógios digitais, roupas e calçados de grife e muitos outros produtos, alguns deles indispensáveis; outros, nem tanto.
(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
No 2º parágrafo, no trecho: “[...] Em seu lugar ficou a Igreja Católica [...]”, o termo sublinhado faz referência à palavra/expressão:
A sociedade é global porque está dominada por empresas globais. Você pode achar que é a facilidade de se comunicar ou viajar para qualquer lugar do planeta, ou de consumir produtos importados pelo comércio eletrônico, ou de assistir aos programas de TV do mundo todo, ou de comprar, em qualquer shopping center, um par de tênis de marca americana, fabricado na Malásia ou na China. Por trás de cada uma dessas vantagens da globalização, está uma empresa global, com capacidade de entregar produtos e serviços em qualquer lugar do mundo, de acordo com as necessidades dos mercados e clientes locais. Em muitos casos, trata-se de business to business — empresas globais vendendo para outras empresas globais, em todo o mundo, para fazer o produto chegar até você. Essas empresas operam como se não existissem fronteiras nacionais, por meio de estruturas integradas de produção, comercialização e suprimentos. Tudo sustentado por estratégias e práticas de gestão de pessoas. Uma implicação importante dessa expansão é a universalização das práticas de gestão de pessoas. Não importa que a empresa seja uma operação estritamente local. Na disputa por mão de obra, concorre com as empresas globais e, para isso, precisa usar os padrões globais de gestão de pessoas.
Não é de hoje que existem organizações multinacionais. A primeira grande empresa multinacional foi o Império Romano (em seus diferentes regimes de governo). Em seu lugar ficou a Igreja Católica, que se expandiu e criou bases em todo o mundo, por meio de pessoas recrutadas em todos os lugares, para trabalhar em todos os lugares. Vieram, em seguida, os impérios coloniais que, como Roma, usaram a força para se estabelecer e atuaram, em certos casos, por meio das companhias das Índias — diversas delas foram fundadas na Europa do século XVII. O uso da força consome recursos e gera ressentimentos. Esse modelo de negócios desapareceu e em seu lugar ficaram as companhias multinacionais.
Hoje, essas empresas não precisam mandar centuriões comandando legiões para cobrar impostos nem construir prisões para os rebeldes. Você, alegre, consciente e voluntariamente, dá seu dinheiro para elas, em troca de automóveis, sapatos e roupas fabricadas na China, sanduíches com alface, pickles e um pão com gergelim, tablets, relógios digitais, roupas e calçados de grife e muitos outros produtos, alguns deles indispensáveis; outros, nem tanto.
(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
De acordo com o texto, só NÃO é uma vantagem da globalização: