Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Um guia simples para começar
Se você ou alguém próximo está na terceira idade e quer começar, algumas dicas fazem toda a diferença:
- Procure orientação profissional: um educador físico ou fisioterapeuta com experiência em terceira idade é essencial para prescrever exercícios seguros;
- Comece devagar: respeitar os limites do corpo é parte do processo. O progresso virá com a constância;
- Inclua exercícios de equilíbrio: além da força, treinar o equilíbrio ajuda a prevenir quedas;
- Treino de força não é só halter: pilates, faixas elásticas, exercícios com o peso do corpo e agachamentos supervisionados também funcionam.
E, por fim: celebre cada vitória. Subir um lance de escada sem cansaço, levantar uma sacola de compras, sair de uma cadeira sem apoio... Tudo isso é conquista. [...]
(Disponível em:
https://vidasimples.co/saude-do-corpo/fortalecimento-muscular-na-terce ira-idade-e-uma-necessidade/. Acesso em: 16 mai. 2026. Adaptado.)
I.Cada pessoa tem um corpo e uma realidade e respeitar os próprios limites é importante. Mais do que excesso de atividades, é a prática constante que garante resultados.
II.As possibilidades de praticar treino focado em força são várias, mas também é importante trabalhar exercícios que promovam o equilíbrio.
III.O mais importante é a motivação para celebrar a vida e cada vitória ao superar as dificuldades físicas. Com motivação, a pessoa idosa já tem tudo que precisa para começar a treinar.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A leveza é o novo sucesso
E o antídoto para o excesso
Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.
Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.
[...]
A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.
Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.
Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?
Com humor,
Maryana com Y
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Upgrade: subir de nível
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A leveza é o novo sucesso
E o antídoto para o excesso
Gente, vamos combinar: em que momento a gente assinou o contrato dizendo que, para ser bem-sucedido, a gente precisava carregar o mundo nas costas e ter uma olheira de respeito? Parece que o "crachá da exaustão" virou troféu, mas eu tô aqui para dizer que esse troféu não é de vitória, é de cansaço.
Se você sente que março chegou e o ano já está parecendo uma maratona de calça jeans apertada, para tudo. Escolher a leveza não é "viver nas nuvens", é pura estratégia de sobrevivência. O mestre da Psicologia Positiva, Martin Seligman, já cantou a bola: "quando a gente está bem, o nosso cérebro dá um upgrade". Ele para de lutar contra incêndios e começa a enxergar saídas.
[...]
A leveza é o óleo que faz a engrenagem do mundo parar de ranger.
Viver leve é o maior troféu que você pode dar no excesso de cobrança. Não é fingir que o boleto não existe, mas escolher não virar o boleto. O sucesso não é chegar na linha de chegada pedindo um balão de oxigênio e sim o caminho com o passo mais solto e o riso mais frouxo.
Acredito que a leveza é o novo modo de existir. Bora inserir leveza no dia?
Com humor,
Maryana com Y
(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/a-leveza-e-o-novo-sucesso/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Upgrade: subir de nível
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física
Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.
Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.
A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.
Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.
Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.
Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.
Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.
Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.
Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).
Leia o texto.
"O avanço tecnológico modificou profundamente a forma como as pessoas se comunicam. Entretanto, a velocidade na transmissão das informações exige maior senso crítico para distinguir conteúdos confiáveis de informações sem fundamento."
A ideia central do texto é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.
Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.
Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".
Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.
Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.
(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas.
De acordo com o texto:
(__)Viajar é, cada vez menos, um ato de liberdade.
(__)Se em princípio, viajar era um ato que pedia autonomia do sujeito, na atualidade, outros fatores determinam esse gesto, entre eles a influência digital.
(__)Na contemporaneidade, o ato de viajar está mais relacionado com seguir sugestões fornecidas nas redes sociais virtuais do que com descobrir algo, conhecer o novo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Tomar chuva faz bem?
O som relaxante
Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.
"Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.
"Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse." Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.
Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.
Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.
"Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."
Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente. Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.
Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado
O uso da primeira pessoa no trecho contribui para:
Considerando os efeitos do som da chuva, analise as cenas descritas a seguir e ordene-as corretamente.
I.A pessoa ouve o som constante da chuva caindo.
II.A pessoa adormece com mais facilidade, favorecida pelo mascaramento dos ruídos externos.
III.A frequência cardíaca diminui e as respostas ao estresse são reduzidas.
IV.O sistema nervoso parassimpático é ativado.
V.A pessoa sente uma sensação de calma e bem-estar.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta em que os fatos ocorrem:
I.O texto sugere que a relação entre o ser humano e o som da chuva pode ser construída de forma subjetiva e intencional.
II.O texto afirma que tomar chuva proporciona benefícios físicos comprovados para todas as pessoas.
III.Existe uma relação entre frequência cardíaca e nível de estresse ou relaxamento.
IV.A chuva forte pode ser associada a um tipo específico de padrão sonoro.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
De acordo com o texto, qual é a principal função do sistema nervoso parassimpático?
Com base nas ideias veiculadas no texto CG7A1, julgue o item que se segue.
De acordo com o texto, a adesão dos órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal à A3P não é obrigatória.
Com base nas ideias veiculadas no texto CG7A1, julgue o item que se segue.
De acordo com o texto, os anos 1960 marcam o início das drásticas e definitivas mudanças no cenário ambiental global.
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CG6A1, julgue o item que se segue.
Pelas relações de sentido estabelecidas entre o primeiro e o segundo parágrafos, infere-se que o conectivo "Assim", no início do segundo parágrafo, denota conclusão.
Em relação aos sentidos e a aspectos linguísticos e discursivos do texto CG6A1, julgue o item a seguir.
O texto caracteriza-se como dissertativo-argumentativo, uma vez que o seu autor sustenta argumentos em defesa da importância da inteligência artificial para a administração pública e da formação crítica dos agentes públicos.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A história extraordinária de Hércules, o urso que um casal adotou e criou como parte da família
Desde o momento em que Hércules chegou à casa de Andy e Maggie Robin em Sheriffmuir, perto da cidade de Dunblane, no centro da Escócia, os três se tornaram inseparáveis.
Começavam o dia tomando café da manhã juntos na cozinha (café adoçado com leite condensado e açúcar, ovos e salsichas) e passavam o resto do dia brincando, treinando ou simplesmente fazendo companhia um ao outro.
Mas, embora se comportassem claramente como uma família, eram, sem dúvida, um trio muito incomum.
Hércules — ou Herc, como seus amigos o chamavam — não era um ser humano; era um urso.
Sim, um urso-pardo (Ursus arctos horribilis) que o casal adotou quando ele era um filhote de nove meses e que, quando cresceu, tinha mais de 2,5 metros de altura e pesava mais de 190 quilos.
Maggie sempre se interessou por animais. Criada em uma fazenda na Escócia, ela diz que seu primeiro amor foram os cavalos. Quando criança, aprendeu a montar e ganhou prêmios em competições de salto.
Então, quando seu marido, Andy — um lenhador carismático e campeão de luta livre, mais de 15 anos mais velho que ela —, sugeriu adotar um filhote de urso, ela não hesitou nem por um segundo.
"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpwp2v2x8xqo-fragmento
(__)O comportamento do urso indicava certo nível de adaptação ao convívio humano. (__)A adoção do urso foi aceita com naturalidade por Maggie, em razão de seu histórico de afinidade com animais. (__)A situação descrita é percebida como incomum, embora funcional no contexto narrado. (__)O urso Hércules apresentava comportamento domesticado, não oferecendo risco ao casal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.