Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Conforme a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), ao todo foram incluídas 204 empresas no Brasil. Minas está na “liderança” (com 37 empresas), seguida por São Paulo, com 32; Pará, com 17; Piauí, com 14; Bahia, também com 14; Maranhão, com 13; e Goiás, com 11 empresas. Ao todo, 25 unidades federativas, incluindo o Distrito Federal (DF), tiveram empresas adicionadas à “Lista Suja”.
Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/ gerais/2023/10/09/interna_gerais,1574250/mg-lidera-atualizacaode-lista-suja-do-trabalho-analogo-ao-escravo.shtml?utm_ source=hardnews. Acesso em: 10 out. 2023.
De acordo com a fiscalização, a lista suja do trabalho análogo à escravidão revela que
I. A erva de passarinho é uma das plantas de beleza exuberante encontradas no parque Ibirapuera.
II. O parasita possivelmente se disseminou em São Paulo durante o processo de aceleração urbanística.
III. A erva daninha atrai os olhos de uma costumeira multidão de visitantes do parque Ibirapuera.
IV. A planta parasita se aloja de forma silenciosa no tronco das árvores e suga seus nutrientes vitais.
São corretas as afirmativas

Leia a charge a seguir.

Disponível em: https://encr.pw/NmyAk.
Acesso em: 11 nov. 2023.
Assinale a alternativa que indica a recomendação
expressa do texto II que pode evitar o que acontece
nessa charge.
Leia a frase a seguir.
“Ele viu o homem com o binóculo”.
Essa frase contém uma ambiguidade relacionada
Argumento circular é um tipo de falácia que consiste em justificar a conclusão que está sendo defendida usando a própria conclusão, com palavras um pouco diferentes. No argumento circular, nenhuma informação útil é acrescentada para sustentar a conclusão.
Podemos exemplificar a petição de princípio com exemplos como “Matar não é certo, logo matar não é certo”. Mas, quando ocorre realmente na argumentação, é frequente a conclusão apresentar algumas (por vezes consideráveis) modificações linguísticas, de forma a não parecer uma mera repetição. Por exemplo: “Matar seres humanos não é moralmente certo; logo matar pessoas é eticamente errado” ou “O boxe é um esporte inseguro e arriscado; logo, o boxe é perigoso”. [...]
Disponível em: www.filosofianaescola.com/falacias (adaptado).
Assinale a alternativa em que se verifica um exemplo de argumento circular.
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
“Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica”.
As aspas que marcam a palavra em destaque têm como função
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
Texto para o item.
Relatório de gestão 2022 – 1.8. Ambiente Externo

Considerando‑se a tipologia, os sentidos do texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
O tópico “Ambiente Externo” do referido relatório
apresenta as oportunidades e, também, as ameaças
que se colocaram para o CRMV do Ceará no ano
de 2022.
“Quando nasceste, ao teu redor todos riam, só tu choravas. Faze por viver de tal modo que, à hora da tua morte, todos chorem, só tu rias.”
Assinale a alternativa em que a reescrita da citação, substituindo a forma de tratamento “tu” por “você”, está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Observe a ambiguidade presente na frase a seguir.
“A mãe falou com o filho que queria sair.”
Assinale a alternativa que a analisa corretamente.
“Post hoc ergo propter hoc” é uma expressão latina que significa “depois disso, logo por causa disso”. Esse é o nome de uma falácia que ocorre quando concluímos existir uma relação causal entre dois eventos pelo fato de geralmente ou sempre ocorrem em sequência. Essa falácia também é chamada de falsa causa, correlação coincidente ou causa questionável.
Assim, suponha que você observa, com regularidade, que quando lava o tênis chove no dia seguinte. Considere que isso acaba ocorrendo repetidas vezes, até que você passa a pensar que, de alguma forma, sua ação de lavar o tênis está causando a chuva. Ao fazer esse raciocínio, está cometendo o erro post hoc ergo propter hoc. Ou seja, está concluindo de forma inválida que a causa da chuva é sua ação simplesmente por observar uma correlação entre ela e sua ação.
Disponível em: www.filosofianaescola.com/falacias. (adaptado).
Assinale a alternativa em que se verifica um exemplo de falsa causa.
Leia o pequeno texto a seguir:
“Sob a lua, num velho depósito abandonado, os meninos dormem. Aqui batia antes o mar, nas grandes e escuras pedras do depósito, as ondas rebentavam estrondosas ou se arrastavam mansas. A água passava por baixo da ponte onde agora dormem os meninos, iluminados por um resto amarelecido da lua.”
Sobre esse fragmento textual, é correto afirmar que
“Acabaram por conhecer-se tanto, que antes dos trinta anos de casados eram como um só ser dividido, e se sentiam incomodados pela frequência com que adivinhavam o pensamento um do outro, ou pelo incidente ridículo de que um antecipava em público o que o outro ia dizer. Haviam sorteado juntos as incompreensões cotidianas, os ódios momentâneos, as bobagens recíprocas e os fabulosos relâmpagos de glória da cumplicidade conjugal. Foi a época em que se amaram melhor, sem pressa e sem excessos, e ambos foram muito conscientes e agradecidos por suas vitórias inverossímeis contra a adversidade. A vida havia de apresentar-lhes ainda outras provas mortais, é claro, mas já não importava: estavam na outra margem.” Assinale a afirmativa que está de acordo com os significados ou a estruturação desse texto.