Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2398171 Português
Texto 2
Plataforma Reciclar pelo Brasil completa seis anos e
apresenta resultados expressivos relativos à logística
reversa 

    Lançado no dia 04 de outubro de 2017, o Reciclar Pelo Brasil – maior plataforma de reciclagem inclusiva do país – apresenta um crescimento significativo no setor da reciclagem, com impactos positivos nas cooperativas integrantes do programa e no sistema de logística reversa do Brasil. 

    A plataforma apresenta números expressivos relativos à logística reversa. Até hoje, foram recuperadas mais de 630 mil toneladas de resíduos, que deixaram de ir para lixões, aterros sanitários ou para o meio ambiente e que, pelo trabalho dos catadores de materiais recicláveis, retornaram à cadeia produtiva, gerando trabalho e renda para milhares de pessoas.

O programa já atuou em cooperativas de 234 cidades e registra mais de 413 milhões em vendas de materiais recuperados pelas organizações vinculadas à plataforma, que é gerenciada pela ANCAT – Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis, com a parceria de 18 grandes empresas. 

    A cada fase do Reciclar pelo Brasil, se estabelecem novos desafios relacionados à conformidade das Organizações de Catadores. Muitas exigências (como um CNPJ válido, Licença Ambiental, Alvará de Funcionamento, Emissão de Notas Fiscais de Venda das Organizações, entre outros) foram alcançadas pelo trabalho de acompanhamento realizado pela Equipe Técnica da ANCAT. O objetivo é ampliar a quantidade de cooperativas atendidas e beneficiadas em novas cidades e regiões do país. 

pelo-brasil-completa-seis-anos-e-apresenta-resultados-
expressivos-relativos-a-logistica-reversa/. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado) 
Com base no texto “Plataforma Reciclar pelo Brasil completa seis anos e apresenta resultados expressivos relativos à logística reversa”, analise as afirmativas a seguir:
I. Segundo o TEXTO 2, os impactos positivos observados nas cooperativas que integram a plataforma Reciclar Pelo Brasil são decorrentes do crescimento do setor da reciclagem.
II. O segundo parágrafo do TEXTO 2 tem a “logística reversa” como tema principal, apresentando as definições e os benefícios relacionados a esse conceito.
III. O tema principal do TEXTO 2 é a plataforma “Reciclar Pelo Brasil”, apresentando os benefícios, a atuação, o gerenciamento, bem como os objetivos desse programa. 
Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2398169 Português

Texto 1

Gestão social 

É possível compreender a gestão social como aquela exercida por coletivos para coletivos. Ela, portanto, difere da gestão empresarial, por não possuir um caráter competitivo e concorrencial, conforme é conhecida no mundo capitalista empresarial. Ela difere da gestão pública por não ter natureza burocrática, centrada em regras, normas leis e tratados. A gestão social tem ênfase nas relações entre sujeitos autônomos, com propósitos não individualistas e voltados para a gestão de organizações solidárias. Ela envolve temas de interesse público, sempre baseada em relações de decisões tomadas por meio do diálogo, e na participação entre sujeitos que devem se considerar iguais. Trata-se, portanto, de uma gestão dialógica, conforme pontua o professor Fernando Tenório.  

A gestão social tem sido objeto de práticas associadas a arranjos da sociedade civil, com viés comunitário, podendo incluir, ainda, o monitoramento e avaliação de políticas públicas em colegiados. Ela é pautada, por exemplo, pelo combate à pobreza, promoção da sustentabilidade e do meio ambiente, trabalhos voluntários e ações associativas com diversas finalidades, a exemplo de grupos de produção solidária e de geração de renda como aqueles que se enquadram na chamada economia solidária. 

Há, ainda, um conjunto de organizações privadas com interesse público, com ações de saúde, esporte, educação, cultura, lazer. Nesse ponto, é possível identificar um braço socioassistencial não governamental. É não governamental porque são organizações criadas por coletivos de pessoas privadas, que resolveram se associar para realizar ações de interesse público. Há, também, um viés de resistência, de embate público protagonizado, por exemplo, por associações que buscam a garantia de direitos, sindicatos, organizações ambientalistas. 

É possível afirmar também que é no chamado terceiro setor que tal ambiente organizacional se realiza. Mas, lembrando que há um lado dócil, mas, também, outro combativo, em que há posicionamentos políticos. Por isso, gestão social não pode ser reduzida a uma noção de docilidade. Ela é um espaço privilegiado de interação social e de busca de ações solidárias. 

Disponível em: https://ccsa.ufrn.br/portal/?p=12516. Acesso em 02 de nov. 2023 (adaptado) 

Com base no texto “Gestão social”, analise as afirmativas a seguir:
I. De acordo com o texto “Gestão social”, a gestão social também pode ser chamada de “gestão solidária” uma vez que esse tipo de gestão é pautada, por exemplo, pelo combate à pobreza, pela promoção da sustentabilidade e do meio ambiente e por trabalhos voluntários. 
II. De acordo com o texto “Gestão social”, a gestão social repudia a ação governamental, por isso é que esse tipo de gestão é proveniente de organizações criadas por coletivos de pessoas privadas, que resolveram se associar para realizar ações de interesse público
III. De acordo com o texto “Gestão social”, o viés mais forte, que caracteriza esse tipo de gestão, é o viés da resistência, visto que as associações que adotam esse tipo de gestão buscam a garantia de direitos, sindicatos, organizações ambientalistas. 
Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2397683 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego correto do plural:
Alternativas
Q2397519 Português
Dizem que sou louco


Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental

Renata Giraldi | 27/02/2024


           O auge da pandemia de covid-19 passou, mas a doença deixou sequelas na saúde mental da sociedade. Muitos dos que sobreviveram carregam incômodos invisíveis, mas nem por isso menos dolorosos, como depressão, ansiedade e transtornos do humor. Um estudo, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que as queixas se estendem para insônia e, em casos mais graves, demência, principalmente para quem tem mais de 65 anos.

         Incerteza, medo e solidão, um misto de sentimentos e de situações que, quando se unem, alteram a vida e geram doenças. A saída para muitos é medicamentosa, mas especialistas alertam que o ideal é associar tratamentos — remédios e terapias — e modo de vida. Quantas vezes a gente para e faz o que gosta? Coisas simples, como olhar uma paisagem, conversar com uma pessoa querida, tomar um café com calma, filosofar com o cachorro ou com o gato, ler aquele livro que está adormecendo na mesa de cabeceira? O tempo... Que contraria o ponto de vista dos homens e do relógio e tem seu próprio modo de enxergar o mundo, quem o controla?

              Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental. Um cineminha no dia de folga, uma conversa desinteressada, mas nem por isso desinteressante em qualquer momento. A saúde mental também é cultivada por momentos de placidez e de contemplação.

          Considerando que a expectativa de vida do brasileiro é ultrapassar 75 anos, há um longo caminho pela frente, que exige sobretudo saúde. A mente em ordem e equilíbrio conduz a máquina. A felicidade e a alegria são elementos fundamentais para isso. Cultivar a saúde mental faz parte das atitudes mais simples e cotidianas.

              Os abusos pelos "pecados da carne" devem ser questionados. Será que vale tomar uns goles a mais? Por que será que as substâncias são ilícitas e não lícitas? Talvez a resposta esteja justamente na impossibilidade de autocontrole sobre tudo aquilo que extrapola.

               A nós, da imprensa, cabe a discussão em torno do combate ao estigma das doenças mentais e dos estereótipos em torno do tema. Nosso esforço é lutar contra o senso comum e as avaliações de profissionais não habilitados, pois, para tratar de transtorno mental, apenas aqueles que lidam diretamente com o assunto. Um psiquiatra, por vezes, leva meses para fechar o diagnóstico de um paciente, portanto revelar de forma pública — seja em TV, rádio, jornais ou noticiário on-line — que um determinado sujeito é esquizofrênico ou bipolar viola os princípios da apuração e da checagem bem realizados.

         A arte e a comunicação são instrumentos essenciais na construção do bem comum e da qualidade de vida para todos, mesmo para aqueles que vivem o incômodo de um mundo repleto de alucinações e de delírios. Cabe a todos nós o questionamento: o que é ser louco? Por que o estigma, o estereótipo e o rótulo prevalecem? Singelamente, ousa-se responder: pela escassez, pelos equívocos e pelos descasos na mídia que, lamentavelmente, por vezes esquece seu papel social.



GIRALDI, Renata. Dizem que sou louco. Correio Braziliense, 27 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/02/6809113- dizem-que-sou-louco.html. Acesso em: 28 fev. 2024.
No trecho “Considerando que a expectativa de vida do brasileiro é ultrapassar 75 anos, há um longo caminho pela frente, que exige sobretudo saúde.” (4º parágrafo), o pronome sublinhado se refere textualmente a:
Alternativas
Q2397517 Português
Dizem que sou louco


Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental

Renata Giraldi | 27/02/2024


           O auge da pandemia de covid-19 passou, mas a doença deixou sequelas na saúde mental da sociedade. Muitos dos que sobreviveram carregam incômodos invisíveis, mas nem por isso menos dolorosos, como depressão, ansiedade e transtornos do humor. Um estudo, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que as queixas se estendem para insônia e, em casos mais graves, demência, principalmente para quem tem mais de 65 anos.

         Incerteza, medo e solidão, um misto de sentimentos e de situações que, quando se unem, alteram a vida e geram doenças. A saída para muitos é medicamentosa, mas especialistas alertam que o ideal é associar tratamentos — remédios e terapias — e modo de vida. Quantas vezes a gente para e faz o que gosta? Coisas simples, como olhar uma paisagem, conversar com uma pessoa querida, tomar um café com calma, filosofar com o cachorro ou com o gato, ler aquele livro que está adormecendo na mesa de cabeceira? O tempo... Que contraria o ponto de vista dos homens e do relógio e tem seu próprio modo de enxergar o mundo, quem o controla?

              Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental. Um cineminha no dia de folga, uma conversa desinteressada, mas nem por isso desinteressante em qualquer momento. A saúde mental também é cultivada por momentos de placidez e de contemplação.

          Considerando que a expectativa de vida do brasileiro é ultrapassar 75 anos, há um longo caminho pela frente, que exige sobretudo saúde. A mente em ordem e equilíbrio conduz a máquina. A felicidade e a alegria são elementos fundamentais para isso. Cultivar a saúde mental faz parte das atitudes mais simples e cotidianas.

              Os abusos pelos "pecados da carne" devem ser questionados. Será que vale tomar uns goles a mais? Por que será que as substâncias são ilícitas e não lícitas? Talvez a resposta esteja justamente na impossibilidade de autocontrole sobre tudo aquilo que extrapola.

               A nós, da imprensa, cabe a discussão em torno do combate ao estigma das doenças mentais e dos estereótipos em torno do tema. Nosso esforço é lutar contra o senso comum e as avaliações de profissionais não habilitados, pois, para tratar de transtorno mental, apenas aqueles que lidam diretamente com o assunto. Um psiquiatra, por vezes, leva meses para fechar o diagnóstico de um paciente, portanto revelar de forma pública — seja em TV, rádio, jornais ou noticiário on-line — que um determinado sujeito é esquizofrênico ou bipolar viola os princípios da apuração e da checagem bem realizados.

         A arte e a comunicação são instrumentos essenciais na construção do bem comum e da qualidade de vida para todos, mesmo para aqueles que vivem o incômodo de um mundo repleto de alucinações e de delírios. Cabe a todos nós o questionamento: o que é ser louco? Por que o estigma, o estereótipo e o rótulo prevalecem? Singelamente, ousa-se responder: pela escassez, pelos equívocos e pelos descasos na mídia que, lamentavelmente, por vezes esquece seu papel social.



GIRALDI, Renata. Dizem que sou louco. Correio Braziliense, 27 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/02/6809113- dizem-que-sou-louco.html. Acesso em: 28 fev. 2024.
No contexto em que se encontra a palavra “estigma”, empregada no sexto parágrafo do artigo, é sinônima de:
Alternativas
Q2397516 Português
Dizem que sou louco


Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental

Renata Giraldi | 27/02/2024


           O auge da pandemia de covid-19 passou, mas a doença deixou sequelas na saúde mental da sociedade. Muitos dos que sobreviveram carregam incômodos invisíveis, mas nem por isso menos dolorosos, como depressão, ansiedade e transtornos do humor. Um estudo, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que as queixas se estendem para insônia e, em casos mais graves, demência, principalmente para quem tem mais de 65 anos.

         Incerteza, medo e solidão, um misto de sentimentos e de situações que, quando se unem, alteram a vida e geram doenças. A saída para muitos é medicamentosa, mas especialistas alertam que o ideal é associar tratamentos — remédios e terapias — e modo de vida. Quantas vezes a gente para e faz o que gosta? Coisas simples, como olhar uma paisagem, conversar com uma pessoa querida, tomar um café com calma, filosofar com o cachorro ou com o gato, ler aquele livro que está adormecendo na mesa de cabeceira? O tempo... Que contraria o ponto de vista dos homens e do relógio e tem seu próprio modo de enxergar o mundo, quem o controla?

              Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental. Um cineminha no dia de folga, uma conversa desinteressada, mas nem por isso desinteressante em qualquer momento. A saúde mental também é cultivada por momentos de placidez e de contemplação.

          Considerando que a expectativa de vida do brasileiro é ultrapassar 75 anos, há um longo caminho pela frente, que exige sobretudo saúde. A mente em ordem e equilíbrio conduz a máquina. A felicidade e a alegria são elementos fundamentais para isso. Cultivar a saúde mental faz parte das atitudes mais simples e cotidianas.

              Os abusos pelos "pecados da carne" devem ser questionados. Será que vale tomar uns goles a mais? Por que será que as substâncias são ilícitas e não lícitas? Talvez a resposta esteja justamente na impossibilidade de autocontrole sobre tudo aquilo que extrapola.

               A nós, da imprensa, cabe a discussão em torno do combate ao estigma das doenças mentais e dos estereótipos em torno do tema. Nosso esforço é lutar contra o senso comum e as avaliações de profissionais não habilitados, pois, para tratar de transtorno mental, apenas aqueles que lidam diretamente com o assunto. Um psiquiatra, por vezes, leva meses para fechar o diagnóstico de um paciente, portanto revelar de forma pública — seja em TV, rádio, jornais ou noticiário on-line — que um determinado sujeito é esquizofrênico ou bipolar viola os princípios da apuração e da checagem bem realizados.

         A arte e a comunicação são instrumentos essenciais na construção do bem comum e da qualidade de vida para todos, mesmo para aqueles que vivem o incômodo de um mundo repleto de alucinações e de delírios. Cabe a todos nós o questionamento: o que é ser louco? Por que o estigma, o estereótipo e o rótulo prevalecem? Singelamente, ousa-se responder: pela escassez, pelos equívocos e pelos descasos na mídia que, lamentavelmente, por vezes esquece seu papel social.



GIRALDI, Renata. Dizem que sou louco. Correio Braziliense, 27 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/02/6809113- dizem-que-sou-louco.html. Acesso em: 28 fev. 2024.
A expressão “uma conversa desinteressada, mas nem por isso desinteressante”, utilizada no terceiro parágrafo, significa uma conversa:
Alternativas
Q2397515 Português
Dizem que sou louco


Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental

Renata Giraldi | 27/02/2024


           O auge da pandemia de covid-19 passou, mas a doença deixou sequelas na saúde mental da sociedade. Muitos dos que sobreviveram carregam incômodos invisíveis, mas nem por isso menos dolorosos, como depressão, ansiedade e transtornos do humor. Um estudo, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que as queixas se estendem para insônia e, em casos mais graves, demência, principalmente para quem tem mais de 65 anos.

         Incerteza, medo e solidão, um misto de sentimentos e de situações que, quando se unem, alteram a vida e geram doenças. A saída para muitos é medicamentosa, mas especialistas alertam que o ideal é associar tratamentos — remédios e terapias — e modo de vida. Quantas vezes a gente para e faz o que gosta? Coisas simples, como olhar uma paisagem, conversar com uma pessoa querida, tomar um café com calma, filosofar com o cachorro ou com o gato, ler aquele livro que está adormecendo na mesa de cabeceira? O tempo... Que contraria o ponto de vista dos homens e do relógio e tem seu próprio modo de enxergar o mundo, quem o controla?

              Se não é possível controlar o tempo, o senhor da razão, é preciso nos aliar a ele para garantir momentos de felicidade e de saúde mental. Um cineminha no dia de folga, uma conversa desinteressada, mas nem por isso desinteressante em qualquer momento. A saúde mental também é cultivada por momentos de placidez e de contemplação.

          Considerando que a expectativa de vida do brasileiro é ultrapassar 75 anos, há um longo caminho pela frente, que exige sobretudo saúde. A mente em ordem e equilíbrio conduz a máquina. A felicidade e a alegria são elementos fundamentais para isso. Cultivar a saúde mental faz parte das atitudes mais simples e cotidianas.

              Os abusos pelos "pecados da carne" devem ser questionados. Será que vale tomar uns goles a mais? Por que será que as substâncias são ilícitas e não lícitas? Talvez a resposta esteja justamente na impossibilidade de autocontrole sobre tudo aquilo que extrapola.

               A nós, da imprensa, cabe a discussão em torno do combate ao estigma das doenças mentais e dos estereótipos em torno do tema. Nosso esforço é lutar contra o senso comum e as avaliações de profissionais não habilitados, pois, para tratar de transtorno mental, apenas aqueles que lidam diretamente com o assunto. Um psiquiatra, por vezes, leva meses para fechar o diagnóstico de um paciente, portanto revelar de forma pública — seja em TV, rádio, jornais ou noticiário on-line — que um determinado sujeito é esquizofrênico ou bipolar viola os princípios da apuração e da checagem bem realizados.

         A arte e a comunicação são instrumentos essenciais na construção do bem comum e da qualidade de vida para todos, mesmo para aqueles que vivem o incômodo de um mundo repleto de alucinações e de delírios. Cabe a todos nós o questionamento: o que é ser louco? Por que o estigma, o estereótipo e o rótulo prevalecem? Singelamente, ousa-se responder: pela escassez, pelos equívocos e pelos descasos na mídia que, lamentavelmente, por vezes esquece seu papel social.



GIRALDI, Renata. Dizem que sou louco. Correio Braziliense, 27 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/02/6809113- dizem-que-sou-louco.html. Acesso em: 28 fev. 2024.
Com base nas informações explicitadas no texto, infere-se que a autora:
Alternativas
Q2397467 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questao.


Continente perdido é descoberto na Austrália



Durante uma pesquisa recente, pesquisadores de universidades na Austrália descobriram uma grande extensão de terra submersa ao largo da costa do país que abrigou uma população cerca de meio milhão de habitantes. O mapeamento por sonar revelou uma paisagem com quase o dobro do tamanho do Reino Unido.



Espécie de versão australiana do lendário continente de Atlântida, o território submarino mostrou sinais de rios e lagos de água doce em uma área tão grande que poderia ser usada hoje como uma ponte continental para migração de habitantes da atual Indonésia para a Austrália, diz um estudo publicado recentemente.


Segundo a principal autora, Kasih Norman, essa antiga extensão de terra australiana hoje submersa já foi parte de um paleocontinente chamado Sahul, que unia as atuais regiões da Austrália, Nova Guiné e Tasmânia.


O novo estudo subverte uma crença de que as margens continentais da Austrália eram improdutivas. Conforme os autores, há milênios, o nível do mar era perto de quarenta metros mais baixo do que é hoje. Na época, era possível alcançar de canoa um arquipélago em forma de colar que ficava na extremidade noroeste do continente.


Com o fim da era glacial, as calotas polares começaram a derreter, fazendo o mar subir. Segundo Norman, em um período de quatrocentos anos, mais de cem mil quilômetros quadrados de terra ficaram submersos.



https://encr.pw/continente-perdido-descoberto-australia. Adaptado
Durante uma pesquisa recente, pesquisadores de universidades na Austrália descobriram uma grande extensão de terra submersa ao largo da costa do país.

Com base no texto sobre a descoberta de uma extensão de terra submersa ao largo da costa da Austrália, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2397164 Português
Jogar bonito


A bola não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a bola foi feita para entrar no gol

Antonio Prata | 24.fev.2024


          "Uma hora a gente tem que parar de querer jogar bonito e pensar em ganhar". A fala passou na corredeira do Instagram, não vi quem era, depois fui atrás e já tava perdida na foz em que os posts se diluem. Achei que pudesse ser o Dunga. Passei a semana ouvindo entrevistas dele, mas não encontrei a declaração.

           Tanto faz. O sentido é o que importa. Sou um ignorante sobre futebol, mas sei, por outros caminhos, que quem opõe eficiência à beleza não entende picas sobre a eficiência e necas sobre a beleza. Nenhum jogador de frente pro gol recebe uma bola alta, vira de costas e dá uma bicicleta. A bicicleta é o único recurso que o cara tem de chutar pro gol, de costas pra ele. Quem dá uma bicicleta não quer jogar bonito, quer ganhar o jogo. Isso vale pro futebol e pra tudo.

        Peguemos o símbolo mais clichê da beleza: a flor. Ela não foi criada pelo Clovis Bornay ou por um figurinista de Hollywood pro Met Gala. A flor é a obra de milhões de anos de evolução com a finalidade única de atrair insetos para polinizá-la. Flor não é "de humanas", ela é "de biológicas" com grande base "de exatas". Beleza não é enfeite.

      "A forma segue a função", afirma a máxima da escola de arquitetura e design Bauhaus. O vão livre do MASP é lindo, acima de tudo, porque para em pé. Quatro pilastras a dezenas de metros de distância equilibram aquele mastodôntico paralelepípedo. A ponte estaiada da Berrini é a mesma coisa. Toneladas penduradas em fios. Já prédios neoclássicos da Cyrela com colunas jônicas nas varandas são ridículos não só porque Roma está a 9742 km de São Paulo, mas porque as colunas na varanda não sustentam nada, além do nosso caipiríssimo subdesenvolvimento estético.

       Essa incompreensão entre eficiência e beleza é responsável por grande parte da nossa pífia produção audiovisual. Nelson Rodrigues dizia que o problema do teatro nacional (podemos estender ao audiovisual) era que todo mundo queria ser gênio. O autor. O ator. O iluminador. O diretor. Ninguém tava nem aí pra história. Sidney Lumet, em seu livro "Making movies", diz que tem um único elogio a qualquer pessoa da equipe, numa filmagem: "estamos fazendo o mesmo filme". A história que manda. O nome disso é "as instituições estão funcionando".

       Graciliano Ramos, que, se escrevesse em russo ou inglês, teria um Nobel, disse "Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada. Batem o pano na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.".

        Na minha busca pelo YouTube, não achei a fala supostamente do Dunga sobre jogar bonito, mas acabei vendo uns jogos com ele na Copa de 94. Dunga dá passes precisos, do campo de defesa aos pés do Romário, do Bebeto, linhas retas de 20, 30 metros, perfeitas, que levam ao gol. A bola não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a bola foi feita para entrar no gol. Bonito.


PRATA, Antonio. Jogar bonito. Folha de São Paulo, 24 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoni oprata/2024/02/jogar-bonito.shtml. Acesso em: 02 mar. 2024.
No trecho “Peguemos o símbolo mais clichê da beleza: a flor.” (3º parágrafo), a palavra grifada veicula um sentido de algo:
Alternativas
Q2397163 Português
Jogar bonito


A bola não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a bola foi feita para entrar no gol

Antonio Prata | 24.fev.2024


          "Uma hora a gente tem que parar de querer jogar bonito e pensar em ganhar". A fala passou na corredeira do Instagram, não vi quem era, depois fui atrás e já tava perdida na foz em que os posts se diluem. Achei que pudesse ser o Dunga. Passei a semana ouvindo entrevistas dele, mas não encontrei a declaração.

           Tanto faz. O sentido é o que importa. Sou um ignorante sobre futebol, mas sei, por outros caminhos, que quem opõe eficiência à beleza não entende picas sobre a eficiência e necas sobre a beleza. Nenhum jogador de frente pro gol recebe uma bola alta, vira de costas e dá uma bicicleta. A bicicleta é o único recurso que o cara tem de chutar pro gol, de costas pra ele. Quem dá uma bicicleta não quer jogar bonito, quer ganhar o jogo. Isso vale pro futebol e pra tudo.

        Peguemos o símbolo mais clichê da beleza: a flor. Ela não foi criada pelo Clovis Bornay ou por um figurinista de Hollywood pro Met Gala. A flor é a obra de milhões de anos de evolução com a finalidade única de atrair insetos para polinizá-la. Flor não é "de humanas", ela é "de biológicas" com grande base "de exatas". Beleza não é enfeite.

      "A forma segue a função", afirma a máxima da escola de arquitetura e design Bauhaus. O vão livre do MASP é lindo, acima de tudo, porque para em pé. Quatro pilastras a dezenas de metros de distância equilibram aquele mastodôntico paralelepípedo. A ponte estaiada da Berrini é a mesma coisa. Toneladas penduradas em fios. Já prédios neoclássicos da Cyrela com colunas jônicas nas varandas são ridículos não só porque Roma está a 9742 km de São Paulo, mas porque as colunas na varanda não sustentam nada, além do nosso caipiríssimo subdesenvolvimento estético.

       Essa incompreensão entre eficiência e beleza é responsável por grande parte da nossa pífia produção audiovisual. Nelson Rodrigues dizia que o problema do teatro nacional (podemos estender ao audiovisual) era que todo mundo queria ser gênio. O autor. O ator. O iluminador. O diretor. Ninguém tava nem aí pra história. Sidney Lumet, em seu livro "Making movies", diz que tem um único elogio a qualquer pessoa da equipe, numa filmagem: "estamos fazendo o mesmo filme". A história que manda. O nome disso é "as instituições estão funcionando".

       Graciliano Ramos, que, se escrevesse em russo ou inglês, teria um Nobel, disse "Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada. Batem o pano na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.".

        Na minha busca pelo YouTube, não achei a fala supostamente do Dunga sobre jogar bonito, mas acabei vendo uns jogos com ele na Copa de 94. Dunga dá passes precisos, do campo de defesa aos pés do Romário, do Bebeto, linhas retas de 20, 30 metros, perfeitas, que levam ao gol. A bola não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a bola foi feita para entrar no gol. Bonito.


PRATA, Antonio. Jogar bonito. Folha de São Paulo, 24 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antoni oprata/2024/02/jogar-bonito.shtml. Acesso em: 02 mar. 2024.
Com base nas informações desse texto, percebe-se que o autor: 
Alternativas
Q2396753 Português
TEXTO


Um segundo segredo


         O dinossauro Dino e a vovó estão fazendo uma grande tigela de sopa de legumes com os vegetais colhidos da horta.

       – Quando terminarmos, Dino, nós colocaremos no congelador. Assim, poderemos aproveitar o verão no meio do inverno! – Sorri a vovó.

          – Nunca vou me esquecer do meu “plano secreto”: A minha abóbora gigante, ou o meu carrinho de corrida feito de abóbora gigante – ri Dino.

            – Você gostou do segundo segredo que o vovô plantou na sua horta? – pergunta vovó.

           – Que segredo? Tem outro? – pergunta Dino, curioso – Não tem nada crescendo na minha horta que eu não saiba.

            – Oh, que boba que eu sou! Esqueci que ainda não era para contar nada! – exclama vovó – Por favor, não diga ao vovô que eu lhe contei.

             Dino chega bem perto da vovó.

             – Você pode me contar agora, vovó? – ele pede gentilmente.

             – Ah, não! – a vovó responde. Faça de conta que eu não disse nada.

             – Por favor, vovozinha… Por favor, conte o grande segredo! – Dino implora.

              – Céus! Não! – a vovó exclama – O seu avô ficará muito chateado comigo.

              Dino sorri.

            – Tudo bem, vovó. Eu prometo não dizer nada! – Ele continua imaginando o que mais poderia haver na horta.

              “Esse meu vovô adora fazer graça!”, ele pensa.



https://acessaber.com.br/atividades/inter pretacao-de-texto-um-segundo-segredo3o-ano/#more-82301
O texto passa uma ideia de que Dino e a vovó estão realizando alguma atividade. Qual atividade seria essa?
Alternativas
Q2396668 Português
Leia o texto a seguir:

“Promovendo ingressos por R$ 12 entre os dias 22 e 28 de fevereiro, a Semana do Cinema de 2024 está chegando pouco antes do Oscar 2024, e as sessões contam com vários filmes indicados em cartaz. Essa é a quarta edição da promoção, que foi idealizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) e a Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex).

Redes como Cinemark, Cine Marquise, Cinépolis, Cinesystem, Itaú Cinemas, REAG Belas Artes, GNC, Moviecom, Arteplex, Cineart, UCI, Cine Araújo, layarte e Kinoplex são participantes da promoção para salas e exibições tradicionais e algumas delas ainda vão oferecer descontos em combos de pipoca e refrigerante durante o período promocional.”
FERREIRA, Arthur. Semana do cinema: filmes do Oscar 2024 estarão em cartaz por R$ 12. Capricho, 21 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://capricho.abril.com.br/entretenimento/semana-do-cinema-filmesdo-oscar-2024-estarao-em-cartaz-por-r-12/. Acesso em: 22 fev. 2024.


Qual é o objetivo principal desse texto? 
Alternativas
Q2396665 Português
Leia o texto abaixo:

“Nem toda chuva é igual. A garoa surge de nuvens baixas e cinzentas, é formada por gotas pequenas e redondas, que caem unidas e parecem flutuar. Quando as nuvens estão bem cheias de água, acontece a chuva comum, com pingos grandes. E, se as nuvens estão supercarregadas, caem temporais, com muitas gotas grandes de água e raios.”

CRISTIANINI, Maria Carolina. Confira algumas curiosidades incríveis sobre a chuva. Recreio, 04 de janeiro de 2024. Disponível em: https://recreio.uol.com.br/noticias/natureza/confira-algumas-curiosidadesincriveis-sobre-chuva.phtml. Acesso em: 22 fev. 2024.


De acordo com esse texto, qual é a causa dos temporais? 
Alternativas
Q2396663 Português

Leia a tirinha abaixo: 



Imagem associada para resolução da questão



SOFIA E OTTO. 02/04/2020. Disponível em: https://sofiaeotto2.blogspot.com/search/label/Amigos. Acesso em: 22 fev. 2024.



Nessa tirinha, é possível perceber que: 

Alternativas
Q2396662 Português
Leia o texto abaixo:


“Você deve saber que a ciência observa as mais diferentes coisas, e uma delas é a temperatura da Terra. Os registros são feitos desde 1880. E sabe o que se descobriu? Que 2016 foi o ano mais quente do século 21. Mas aí veio 2023 e quebrou todos os recordes: foi o ano mais quente desde o início dessa observação! Será que as temperaturas vão subir ainda mais? E aí, o que pode acontecer?”

ARMOND, Núbia Beray. Calor escaldante. Ciência Hoje das Crianças, 31 de janeiro de 2024. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/calor-escaldante/. Acesso em: 22 fev. 2024.


Qual é o tema desse texto? 
Alternativas
Q2396450 Português
TEXTO


      TEXTO PARA A QUESTÃO 


O elogio do fracasso

Livro faz cartografia dos erros e mostra que alguns são necessários para que saber avance

17.fev.2024 | Hélio Schwartsman


      Ninguém gosta de fracassar, e isso é um problema. Nossa estrutura psíquica evoluiu para nos afastar de erros. Mas, se varrer falhas para baixo do tapete fazia sentido no Pleistoceno, o mesmo raciocínio não se aplica à modernidade e às suas instituições. A ciência, por exemplo, é um sistema [no qual resultados negativos e hipóteses frustradas são parte indissociável do ecossistema] 1 . O saber não avança sem isso. Não obstante, mesmo sabendo disso, cientistas ficam desapontados quando suas previsões iniciais fracassam. Por vezes, até tentam esconder seus erros —o que pode ser desastroso para o sistema.

        Em "Right Kind of Wrong" (O tipo certo de erro), Amy Edmondson (Harvard) traça uma cartografia dos erros. Eles podem ser básicos, complexos ou inteligentes. Podem ocorrer em situações de baixa, de média ou de alta incerteza. Podem darse em contextos já bem mapeados pelo conhecimento, nos nem tanto ou em terreno desconhecido. Cada combinação produz um resultado. Há desde o erro catastrófico do piloto [que derruba o avião] 2 até os erros que revelam os buracos de uma teoria, abrindo as portas para as chamadas revoluções científicas.

        O ponto central de Edmondson é [que precisamos entender essa paisagem] 3 para desenvolver mecanismos que nos ajudem a evitar os erros "errados" e aprender com os "certos". Criar ambientes que ofereçam segurança psicológica para que as pessoas falem abertamente sobre erros é fundamental para que organizações possam se aprimorar e inovar.

     O livro tem uma pegada de autoajuda que não me agrada tanto, mas Edmondson trata com didatismo um assunto que é fundamental. Ela narra vários casos que ilustram com muita propriedade as questões abordadas. A autora também se preocupa em trazer histórias de inovadores [que pertençam a grupos  historicamente relegados] 4 , como mulheres e negros. Com isso, consegue fugir da repetição das histórias de sempre, comum em livros desse nicho.


SCHWARTSMAN, Hélio. O elogio do fracasso. Folha de São Paulo, 17 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwarts man/2024/02/o-elogio-do-fracasso.shtml. Acesso em: 18 fev. 2024. Adaptado.
Qual é o sentido veiculado pela expressão sublinhada no último parágrafo?
Alternativas
Q2396448 Português
TEXTO


      TEXTO PARA A QUESTÃO 


O elogio do fracasso

Livro faz cartografia dos erros e mostra que alguns são necessários para que saber avance

17.fev.2024 | Hélio Schwartsman


      Ninguém gosta de fracassar, e isso é um problema. Nossa estrutura psíquica evoluiu para nos afastar de erros. Mas, se varrer falhas para baixo do tapete fazia sentido no Pleistoceno, o mesmo raciocínio não se aplica à modernidade e às suas instituições. A ciência, por exemplo, é um sistema [no qual resultados negativos e hipóteses frustradas são parte indissociável do ecossistema] 1 . O saber não avança sem isso. Não obstante, mesmo sabendo disso, cientistas ficam desapontados quando suas previsões iniciais fracassam. Por vezes, até tentam esconder seus erros —o que pode ser desastroso para o sistema.

        Em "Right Kind of Wrong" (O tipo certo de erro), Amy Edmondson (Harvard) traça uma cartografia dos erros. Eles podem ser básicos, complexos ou inteligentes. Podem ocorrer em situações de baixa, de média ou de alta incerteza. Podem darse em contextos já bem mapeados pelo conhecimento, nos nem tanto ou em terreno desconhecido. Cada combinação produz um resultado. Há desde o erro catastrófico do piloto [que derruba o avião] 2 até os erros que revelam os buracos de uma teoria, abrindo as portas para as chamadas revoluções científicas.

        O ponto central de Edmondson é [que precisamos entender essa paisagem] 3 para desenvolver mecanismos que nos ajudem a evitar os erros "errados" e aprender com os "certos". Criar ambientes que ofereçam segurança psicológica para que as pessoas falem abertamente sobre erros é fundamental para que organizações possam se aprimorar e inovar.

     O livro tem uma pegada de autoajuda que não me agrada tanto, mas Edmondson trata com didatismo um assunto que é fundamental. Ela narra vários casos que ilustram com muita propriedade as questões abordadas. A autora também se preocupa em trazer histórias de inovadores [que pertençam a grupos  historicamente relegados] 4 , como mulheres e negros. Com isso, consegue fugir da repetição das histórias de sempre, comum em livros desse nicho.


SCHWARTSMAN, Hélio. O elogio do fracasso. Folha de São Paulo, 17 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwarts man/2024/02/o-elogio-do-fracasso.shtml. Acesso em: 18 fev. 2024. Adaptado.
Qual é a finalidade do texto apresentado?
Alternativas
Q2396298 Português
Tijolos da Mesopotâmia revelam anomalia antiga no campo
magnético da Terra



          O campo magnético da Terra não foi sempre o mesmo. O polo Norte e o polo Sul já trocaram de lugar algumas vezes ao longo das eras geológicas. Além disso, sua intensidade aumenta e diminui com o tempo, às vezes de maneira desigual.

         Essas mudanças deixam cicatrizes químicas em certos minerais, que se tornam boas pistas para investigar o passado da magnetosfera. Átomos de ferro presentes, por exemplo, podem ter se alinhado ao campo em um certo ponto do passado, e então permanecido travados nessa posição — o que os torna uma janela para um instante exato da história do planeta.

            Como esses blocos de argila têm inscrições indicando o nome do déspota que governava o território na época de sua fabricação, torna-se possível cruzar o dado histórico com o químico, o que torna a datação extremamente precisa.

        O estudo confirma a existência de um fenômeno chamado “anomalia geomagnética da Idade do Ferro no Levante”. Entre 1050 e 550 a.C., o campo magnético da Terra era estranhamente forte na região do Levante (os arredores de Iraque, Jordânia, Síria e Israel), por razões ainda misteriosas. Evidências dessa anomalia já haviam sido detectadas em lugares distantes, mas dados vindos do próprio Oriente Médio eram escassos.

         “Muitas vezes dependemos de métodos de datação, como radiocarbono, para ter uma noção da cronologia na antiga Mesopotâmia. No entanto, alguns dos vestígios culturais mais comuns, como tijolos e cerâmicas, não podem ser facilmente datados porque não contêm material orgânico (ou seja, material com átomos de carbono)”, diz Mark Altaweel, coautor do artigo, em declaração à imprensa. “Este trabalho agora ajuda a criar uma importante base que permite que outros se beneficiem da datação absoluta usando o arqueomagnetismo.”

        Em sua fala, Altaweel se refere ao método de datação mais comum da arqueologia, em que os pesquisadores descobrem quando um objeto foi fabricado (ou, no caso de um ser vivo, quando ele viveu) pela taxa a que átomos de carbono radioativos presentes nessa coisa se desmancham em outros átomos, mais estáveis. Grosso modo, quanto mais antigo o item, menos carbono radioativo haverá nele.

          A equipa espera que a área de pesquisa incipiente do arqueomagnetismo — a busca por assinaturas do campo magnético da Terra em artefatos arqueológicos —, aumente a precisão com que conhecemos a história desse escudo invisível que circunda o planeta (e, de quebra, que melhore nossa capacidade de datar o passado da nossa própria espécie).


(Fonte: Superinteressante — adaptado.)

Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. A principal evidência de que os Polos Norte e Sul já trocaram de lugar é a presença de elementos químicos em certos minerais.
II. O fato que dificulta a datação de antigas mudanças geológicas no planeta é o uso do radiocarbono.
III. Segundo Mark Altaweel, tijolos e cerâmicas são isentos de matéria orgânica e, portanto, dificilmente, podem ser datados.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q2395943 Português
Como a arte pode ajudar a melhorar a saúde mental


        A arte sempre esteve presente na vida humana. Desde os primeiros homens das cavernas, a expressão artística cresceu e se desenvolveu em paralelo com as sociedades e desempenha um papel fundamental em diversos aspectos da vida, entre eles, a saúde.

     De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as artes _____ adequadas para ajudar a compreender e comunicar conceitos e emoções, estimulando todos os sentidos e até mesmo a capacidade de empatia. O que, segundo o órgão global, _____ especialmente benéfico para a saúde mental.

       Pesquisas realizadas pelo escritório regional da Europa da OMS mostraram que o uso de mídias artísticas no cuidado da saúde pode ter uma variedade de benefícios. Segundo um relatório divulgado em 2019 e que analisou os resultados de mais de 3 mil estudos, as artes _____ um papel importante na prevenção de problemas de saúde, na promoção da saúde como humana como um todo e no gerenciamento e tratamento de doenças ao longo da vida.

       Por exemplo, estudos de intervenções artísticas específicas, que incluíram canto, percussão em grupo, magia, dança, fotografia diária e visitas a instituições culturais, mostraram impactos positivos em todos os tipos de bem-estar individuais e sociais. Entre alguns dos ganhos reportados estão melhorias na vitalidade, rejuvenescimento, resiliência, propósito e qualidade de vida.

     O relatório da OMS também afirma que atividades como fazer e ouvir música, dança, artes plásticas e visitas a locais culturais estão associadas ao controle e prevenção do estresse e a um menor nível de ansiedade. Além disso, o envolvimento com as artes também pode ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de transtornos mentais, como depressão, tanto na adolescência como na velhice.

     “A participação em atividades artísticas pode aumentar a auto-estima, a auto-aceitação e a autoconfiança, que ajudam a proteger contra transtornos mentais. Por exemplo, crianças e adolescentes que participam de atividades artísticas têm melhora nos níveis de bem-estar, socialização e resiliência”, afirma o documento da OMS. Por fim, o órgão de saúde também ressalta que incluir as artes na prestação de cuidados de saúde pode trazer benefícios além do bem-estar diário, podendo influenciar em como as pessoas lidam com problemas que podem abalar a saúde mental.

      Segundo o relatório, a arte ajuda a navegar emocionalmente em situações como o processo de tratamento de alguma doença ou lesão, entender emoções difíceis em momentos de emergência e eventos desafiadores e melhora a capacidade de resolução de conflitos através do desenvolvimento de habilidades cognitivas, emocionais e sociais.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)
De acordo com as informações do texto sobre artes e saúde mental, assinalar a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2395779 Português
TEXTO III


INIMIGOS

        O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento, sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão, carinhosamente, e começava:
          — Pois a Quequinha...
          E a Quequinha, dengosa, protestava:
          — Ora, Beto!
        Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:
          — A mulher aqui...
          Ou, às vezes:
          — Esta mulherzinha...
          Mas nunca Quequinha.
         (O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)
          Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.
           — Ela odeia o Charles Bronson.
           — Ah, não gosto mesmo.
          Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto de mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e a apontar com o queixo. — Essa aí... E apontava com o queixo,
           — Essa aí...
          E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa, depois outra...)
         Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:
           — Aquilo...

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM,1996.p.70-71.
O texto chega ao fim com o uso da palavra “aquilo” para identificar Quequinha. Pode-se inferir que o uso desse vocábulo por Norberto, referindo-se a sua esposa, significa:
Alternativas
Respostas
7341: D
7342: B
7343: B
7344: C
7345: C
7346: A
7347: D
7348: A
7349: D
7350: B
7351: B
7352: C
7353: B
7354: A
7355: C
7356: B
7357: C
7358: B
7359: C
7360: B