Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 37.180 questões
Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"
No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.
Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.
"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.
Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.
Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.
Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.
Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.
Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.
O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado
De acordo com as informações do texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)A ingestão de alimentos oferecidos por turistas pode estar associada a mudanças no comportamento alimentar dos macacos.
(__)O consumo de solo pode estar relacionado a uma possível tentativa dos macacos de aliviar desconfortos digestivos.
(__)Há consenso científico sobre a função exata do consumo de solo nesses animais, estando esclarecidos os seus efeitos.
(__)A dieta dos macacos em contato com turistas inclui alimentos não naturais à sua espécie.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo
Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga"
No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.
Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.
"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.
Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.
Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos − cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos − constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.
Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.
Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.
Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia − animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.
O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.
https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado
De acordo com as informações do texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)A ingestão de alimentos oferecidos por turistas pode estar associada a mudanças no comportamento alimentar dos macacos.
(__)O consumo de solo pode estar relacionado a uma possível tentativa dos macacos de aliviar desconfortos digestivos.
(__)Há consenso científico sobre a função exata do consumo de solo nesses animais, estando esclarecidos os seus efeitos.
(__)A dieta dos macacos em contato com turistas inclui alimentos não naturais à sua espécie.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Copa do Mundo masculina de 2026
A Copa do Mundo masculina de 2026 promete entrar para a história como a maior já realizada. Pela primeira vez, o torneio contará com quarenta e oito seleções, mais de cem partidas e jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá.
O novo formato amplia bastante a competição. As seleções serão divididas em doze grupos, e, além dos dois primeiros colocados de cada chave, alguns terceiros colocados também avançarão para a fase eliminatória, tornando a disputa ainda mais longa e movimentada.
A abertura acontecerá no tradicional Estádio Azteca, no México, palco de momentos históricos do futebol mundial. Já a decisão será disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ao longo do torneio, os jogos passarão por diversas cidades dos três países-sede, espalhadas por grandes distâncias e diferentes fusos horários.
O Brasil está no grupo C e enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase. Mesmo após uma campanha irregular nas eliminatórias sul-americanas, a seleção brasileira continua sendo considerada uma das equipes capazes de lutar pelo título.
Entre os principais favoritos aparecem Espanha, Inglaterra, França e Argentina. A seleção espanhola chega embalada pelos bons resultados recentes e pelo destaque de uma geração jovem bastante elogiada. A Inglaterra mantém um elenco forte e competitivo, enquanto a França segue como uma das equipes mais talentosas do futebol mundial. Já a Argentina tenta defender o título conquistado na edição anterior.
Outras seleções também despertam expectativa. A Noruega vive um bom momento e pode surpreender, principalmente pelo desempenho ofensivo de sua equipe. Marrocos mantém crescimento constante no cenário internacional, enquanto Japão, Colômbia, Egito e Canadá aparecem como equipes capazes de fazer campanhas sólidas.
A edição de 2026 também terá estreantes. Países que nunca haviam participado do Mundial conseguiram classificação e viverão pela primeira vez a experiência de disputar a principal competição do futebol internacional.
Como os jogos acontecerão em diferentes regiões da América do Norte, os horários variarão bastante para o público de outros continentes. Em muitos países, algumas partidas serão transmitidas durante a madrugada.
Com mais seleções, mais cidades envolvidas e uma competição mais extensa, a Copa de 2026 reúne diferentes culturas, amplia o alcance do torneio e transforma o Mundial em um evento ainda maior do que nas edições anteriores.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx21n435wv2o.adaptado
O texto apresenta aspectos estruturais, esportivos e logísticos da Copa do Mundo de 2026, destacando mudanças no formato da competição e possíveis impactos provocados pela ampliação do torneio.
De acordo com o texto apresentado sobre a Copa do Mundo de 2026, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que roupas estão tão caras na Argentina
Em lojas nos Estados Unidos e no Chile, muitos argentinos aproveitam viagens para comprar roupas mais baratas do que as vendidas na Argentina. Antes de viajar, muitos já se organizam financeiramente para trazer peças do exterior. Enquanto isso, quem permanece no país prolonga o uso das roupas, recorre a brechós ou parcela compras com juros elevados.
Segundo dados oficiais, a Argentina possui as roupas mais caras da região. Uma camiseta de marca internacional chegou a custar quase o dobro do preço praticado no Brasil antes da redução das tarifas de importação adotada pelo governo.
Embora haja consenso de que os preços estão elevados, não existe acordo sobre a solução. O setor têxtil defende redução de impostos e proteção à produção nacional, enquanto o governo aposta na abertura econômica e no aumento das importações.
Empresários afirmam que mais da metade do preço final corresponde a impostos. Entre eles estão tributos sobre consumo, movimentações bancárias, pagamentos com cartão e custos financeiros do parcelamento, muito utilizado no país.
Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina poderiam custar até trinta por cento menos se fossem vendidas em países vizinhos. Nos últimos meses, houve queda nas vendas, fechamento de mais de mil lojas e perda de milhares de empregos formais na indústria têxtil.
O governo rejeita a ideia de destruição de empregos e afirma que ocorre apenas uma migração da força de trabalho para setores mais competitivos.
Especialistas também atribuem os altos preços às antigas barreiras às importações. Antes das mudanças recentes, roupas estrangeiras enfrentavam tarifas elevadas para entrar no país, protegendo a indústria local da concorrência externa.
O governo atual afirma que esse modelo favorecia empresários sem estimular competição real. Por isso, reduziu tarifas de importação, facilitou compras internacionais pela internet e eliminou exigências burocráticas para entrada de produtos estrangeiros.
As mudanças afetaram diretamente a indústria local. Embora os preços das roupas tenham subido menos do que a inflação geral, a produção nacional caiu de forma significativa. Empresários afirmam que a abertura econômica, combinada aos altos impostos e à queda do consumo, reduziu a competitividade da indústria argentina diante de produtos importados, principalmente os chineses.
O presidente argentino defende que o país deve concentrar esforços nos setores em que possui maior capacidade competitiva e afirma que a indústria têxtil precisa investir mais em inovação e design.
Representantes do setor criticam essa visão e consideram injusta a comparação direta com a indústria chinesa, devido às diferenças de custos.
Economistas reconhecem que a abertura econômica traz benefícios no longo prazo, mas alertam que a velocidade das mudanças prejudica empresas que precisariam de mais tempo para adaptação.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp1e0nl5lo.adaptado.
O texto apresenta diferentes leituras sobre os preços das roupas na Argentina, articulando fatores tributários, abertura econômica, proteção industrial, competitividade e impactos sobre a produção nacional.
De acordo com o texto apresentado sobre o mercado têxtil argentino, analise as proposições a seguir:
I.A abertura econômica é apresentada como medida capaz de reduzir distorções de mercado, mas o texto indica que seus efeitos sobre a indústria local dependem de condições internas que ainda limitam sua competitividade.
II.A posição do governo associa a revisão das barreiras comerciais à tentativa de ampliar a concorrência, deslocando a defesa da indústria nacional para a necessidade de inovação e adaptação produtiva.
III.A crítica dos representantes do setor têxtil não se dirige apenas à entrada de produtos importados, mas à comparação entre estruturas produtivas marcadas por custos distintos.
IV.A queda da produção nacional é apresentada como consequência exclusiva da redução tarifária, já que o texto afasta a influência da carga tributária e da retração do consumo sobre o setor.
Assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que roupas estão tão caras na Argentina
Em lojas nos Estados Unidos e no Chile, muitos argentinos aproveitam viagens para comprar roupas mais baratas do que as vendidas na Argentina. Antes de viajar, muitos já se organizam financeiramente para trazer peças do exterior. Enquanto isso, quem permanece no país prolonga o uso das roupas, recorre a brechós ou parcela compras com juros elevados.
Segundo dados oficiais, a Argentina possui as roupas mais caras da região. Uma camiseta de marca internacional chegou a custar quase o dobro do preço praticado no Brasil antes da redução das tarifas de importação adotada pelo governo.
Embora haja consenso de que os preços estão elevados, não existe acordo sobre a solução. O setor têxtil defende redução de impostos e proteção à produção nacional, enquanto o governo aposta na abertura econômica e no aumento das importações.
Empresários afirmam que mais da metade do preço final corresponde a impostos. Entre eles estão tributos sobre consumo, movimentações bancárias, pagamentos com cartão e custos financeiros do parcelamento, muito utilizado no país.
Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina poderiam custar até trinta por cento menos se fossem vendidas em países vizinhos. Nos últimos meses, houve queda nas vendas, fechamento de mais de mil lojas e perda de milhares de empregos formais na indústria têxtil.
O governo rejeita a ideia de destruição de empregos e afirma que ocorre apenas uma migração da força de trabalho para setores mais competitivos.
Especialistas também atribuem os altos preços às antigas barreiras às importações. Antes das mudanças recentes, roupas estrangeiras enfrentavam tarifas elevadas para entrar no país, protegendo a indústria local da concorrência externa.
O governo atual afirma que esse modelo favorecia empresários sem estimular competição real. Por isso, reduziu tarifas de importação, facilitou compras internacionais pela internet e eliminou exigências burocráticas para entrada de produtos estrangeiros.
As mudanças afetaram diretamente a indústria local. Embora os preços das roupas tenham subido menos do que a inflação geral, a produção nacional caiu de forma significativa. Empresários afirmam que a abertura econômica, combinada aos altos impostos e à queda do consumo, reduziu a competitividade da indústria argentina diante de produtos importados, principalmente os chineses.
O presidente argentino defende que o país deve concentrar esforços nos setores em que possui maior capacidade competitiva e afirma que a indústria têxtil precisa investir mais em inovação e design.
Representantes do setor criticam essa visão e consideram injusta a comparação direta com a indústria chinesa, devido às diferenças de custos.
Economistas reconhecem que a abertura econômica traz benefícios no longo prazo, mas alertam que a velocidade das mudanças prejudica empresas que precisariam de mais tempo para adaptação.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp1e0nl5lo.adaptado.
A construção argumentativa do texto articula diferentes posições sobre os preços das roupas na Argentina por meio de retomadas referenciais, conectivos e encadeamentos lógicos que contribuem para a progressão temática.
De acordo com o texto apresentado sobre o mercado têxtil argentino, assinale a alternativa correta.