Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4135143 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





Analise os versos a seguir.

"E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco."

Com base nos recursos expressivos empregados no fragmento, analise as assertivas a seguir.

I. Em "os olhos não choram", ocorre aliteração, uma vez que "olhos" representam o ser humano e sua capacidade de expressar emoções.
II. O trecho "o coração está seco" apresenta metáfora, sugerindo ausência de sentimentos e endurecimento emocional.
III. A repetição da conjunção "E" no início dos versos caracteriza anáfora, produzindo efeito de intensificação e continuidade.
IV. Em "as mãos tecem apenas o rude trabalho", há eufemismo, pois o trabalho é apresentado de maneira suavizada.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4135140 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





No verso "Tempo de absoluta depuração", a palavra "depuração" assume, no contexto do poema, sentido de:
Alternativas
Q4135139 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.



Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação. 


Carlos Drummond de Andrade (1985).





Acerca do poema de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4134760 Português
Leia o Texto 5 para responder à questão.

Texto 5

No contexto da comunidade surda, a literatura em Línguas de Sinais (LS) não apenas dinamiza, preserva e enriquece a língua, mas também reforça a identidade visual e cultural. Nesse sentido, já é reconhecido [...] que a literatura em Libras se destaca por sua riqueza expressiva, combinando elementos estéticos e linguísticos em uma perspectiva visual que pode envolver professores e estudantes. Compreende-se, portanto, que a característica visual da literatura em LS pode estimular ainda mais o entendimento e a apreciação dos aspectos estéticos e culturais no processo de aprendizado e desenvolvimento da LS.

ARAÚJO, K. S.; FARIA, J. G. A poesia visual sinalizada no ensino da Libras e sua literatura como língua adicional. Revista Horizontes de Linguística Aplicada, ano 24, n. 1, AG10. 2025. p. 2. [Adaptado].
Segundo o texto de Araújo e Faria (2025), o papel da característica visual da literatura em Línguas de Sinais no processo de aprendizagem e desenvolvimento da LS é 
Alternativas
Q4134747 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão

Texto 4

Ser surdo é uma questão de vida. Não se trata de uma deficiência, mas de uma experiência visual que significa a utilização da visão, (em substituição total a audição), como meio de comunicação. Desta experiência visual, surge a cultura surda representada pela língua de sinais, pelo modo diferente de ser, de expressar, de conhecer o mundo, de entrar nas artes, no conhecimento científico e acadêmico.

PERLIN, G; MIRANDA, W. Surdos: o narrar e a política. Ponto de Vista, Florianópolis, n.05, p. 217-226, 2003, p. 218.
De acordo com o texto, a experiência de ser surdo se caracteriza por
Alternativas
Q4134626 Português
Considerando os processos de leitura e compreensão, bem como a produção textual, analise as afirmativas a seguir:
I.A prática diária da leitura contribui para que o aluno desenvolva maior fluência e capacidade de interpretação, uma vez que a constância é apontada como fator determinante para a melhoria do desempenho leitor.
II.Coesão e coerência operam em planos analíticos distintos: a coesão diz respeito aos mecanismos linguísticos de superfície que estabelecem relações entre os elementos do texto, ao passo que a coerência se refere à continuidade de sentido construída cognitivamente pelo leitor, podendo um texto prescindir de coesão formal e ainda assim ser coerente.
III.Segundo Ferreiro e Teberosky, o hábito de leitura torna-se pedagogicamente produtivo a partir do momento em que o estudante consolida o domínio do código alfabético, pois somente então o contato sistemático com textos gera avanços cognitivos mensuráveis.
IV.Koch & Travaglia estabelecem que a coerência textual, por depender de fatores cognitivos e contextuais, pressupõe minimamente a presença de algum recurso coesivo, seja de ordem referencial, seja de ordem sequencial, pois sem tal ancoragem linguística o leitor não dispõe de pistas formais suficientes para construir a continuidade de sentido.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
Alternativas
Q4134230 Português
Marque a alternativa correta, após analisar os elementos de coesão e coerência presentes no texto.

“A sustentabilidade é um tema crucial na sociedade contemporânea, por isso as campanhas de conscientização são bastante importantes. No entanto, muitas pessoas ignoram o assunto, o que gera consequências graves para o meio ambiente. Portanto, é fundamental que haja políticas públicas eficazes, pois a responsabilidade é de todos”.
Alternativas
Q4133849 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Privação de sono


Glossário de Saúde do Einstein



O que é privação de sono?



    Privação de sono ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita. A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente. Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum e levado 60% da população no Brasil a dormir menos do que deveria. O sono insuficiente não permite ao organismo se reparar adequadamente, trazendo prejuízos à saúde daquele que dorme menos do que o necessário.



Sintomas




    A privação de sono pode ser difícil de ser percebida. Muitas vezes sabemos que dormimos pouco, mas acreditamos que estamos acostumados a dormir menos - o que não ocasionaria nenhum déficit fisiológico ou de comportamento. Nem sempre relacionamos a privação do sono a certas sensações que experimentamos durante o dia. Por exemplo, quem trabalha sobrecarregado, dorme pouco, pensa que está cansado devido ao excesso de trabalho, mas, na verdade, esse cansaço pode ser decorrente do sono insuficiente.


    Embora não saibamos exatamente todas as razões por que precisamos dormir, sabemos que durante o sono nosso cérebro continua funcionando e consolida as experiências que tivemos durante o dia, organizando a memória de longo prazo. Sabemos também que alguns hormônios são liberados durante o sono, fundamentais para a saúde do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, a testosterona, hormônios da tireóide e hormônios da saciedade alimentar.


Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja com privação do sono e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono.


    Sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade. Algumas pessoas podem sentir sono em situações perigosas, como ao dirigir ou controlar máquinas. Em condições mais raras pode haver alucinações visuais e auditivas.



Prevenção



    Uma boa higiene do sono é apropriada e deve ser sempre reforçada mesmo para os que não têm queixas. Isso envolve o compromisso de encarar o sono como atividade tão importante quanto alimentar-se ou praticar atividade física. Portanto, preparar-se para dormir é fundamental e isto envolve escolher ambiente adequado, controlar luminosidade e ruídos, evitar expor-se à luz de telas de computadores e celulares, evitar alimentações fartas, bebida alcoólica e estimulantes como cafeína e energéticos próximo ao horário de dormir.


    Tente dormir em horários regulares e, se possível, com 7 a 8 horas de sono recomendadas. Se necessário, durma algumas horas a mais no final-de-semana ou programe um cochilo durante o dia. Saiba que não existe uma fórmula segura e capaz de aumentar o rendimento, concentração e memória sem uma noite de sono adequada e por isso evite medicamentos estimulantes.



Incidência no Brasil




    No Brasil, estudo realizado pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Instituto do Sono, mostrou que 23% da população no Estado de São Paulo têm queixas de sono insuficiente, sendo a faixa etária entre 35 e 44 anos a maior acometida (27%).


    O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) relata que 20% de todos os acidentes de trânsito estão associados à sonolência. A pesquisa ainda mostra que 40% dos entrevistados referem já ter ziguezagueado na estrada devido à sonolência e 61% assumiram que costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.


    Estudo nacional envolvendo pilotos de aeronaves comerciais mostrou a prevalência de 57,8% de cochilo não intencional durante o trabalho, estando o sono insuficiente como um dos fatores associados.


    Segundo dados da Associação Brasileira de Sono, mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia durante a semana e 25% dormem menos de 6 horas por dia. Além disso, aproximadamente 18% das mulheres e 26% dos homens economicamente ativos são trabalhadores que atuam em turnos e com privação crônica de sono.



Fonte: https://www.einstein.br/n/o-einstein/conselho-editorial. Acesso em 10 de maio de 2026. [trecho]

No texto, a palavra “compromisso” poderia ser substituída sem alteração significativa de sentido por:
Alternativas
Q4133839 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Privação de sono


Glossário de Saúde do Einstein



O que é privação de sono?



    Privação de sono ocorre quando um indivíduo dorme menos do que seu corpo necessita. A quantidade de sono que uma pessoa requer varia na população, mas em média a maioria dos adultos precisa de cerca de 7 a 8 horas de sono diariamente. Trocar horas de sono para dar conta dos compromissos da vida contemporânea tem se tornado um hábito comum e levado 60% da população no Brasil a dormir menos do que deveria. O sono insuficiente não permite ao organismo se reparar adequadamente, trazendo prejuízos à saúde daquele que dorme menos do que o necessário.



Sintomas




    A privação de sono pode ser difícil de ser percebida. Muitas vezes sabemos que dormimos pouco, mas acreditamos que estamos acostumados a dormir menos - o que não ocasionaria nenhum déficit fisiológico ou de comportamento. Nem sempre relacionamos a privação do sono a certas sensações que experimentamos durante o dia. Por exemplo, quem trabalha sobrecarregado, dorme pouco, pensa que está cansado devido ao excesso de trabalho, mas, na verdade, esse cansaço pode ser decorrente do sono insuficiente.


    Embora não saibamos exatamente todas as razões por que precisamos dormir, sabemos que durante o sono nosso cérebro continua funcionando e consolida as experiências que tivemos durante o dia, organizando a memória de longo prazo. Sabemos também que alguns hormônios são liberados durante o sono, fundamentais para a saúde do nosso organismo, como o hormônio de crescimento, a testosterona, hormônios da tireóide e hormônios da saciedade alimentar.


Alguns sinais e sintomas podem sugerir que você esteja com privação do sono e resultam da falta dessas funções que ocorrem durante o sono.


    Sonolência excessiva durante o dia, necessidade intensa de cochilar no meio de suas atividades, dificuldade para despertar pela manhã, necessidade de dormir mais no final de semana para recuperar o sono que faltou, sensação de memória fraca, redução da capacidade de concentração nas atividades diárias, perda da libido e irritabilidade. Algumas pessoas podem sentir sono em situações perigosas, como ao dirigir ou controlar máquinas. Em condições mais raras pode haver alucinações visuais e auditivas.



Prevenção



    Uma boa higiene do sono é apropriada e deve ser sempre reforçada mesmo para os que não têm queixas. Isso envolve o compromisso de encarar o sono como atividade tão importante quanto alimentar-se ou praticar atividade física. Portanto, preparar-se para dormir é fundamental e isto envolve escolher ambiente adequado, controlar luminosidade e ruídos, evitar expor-se à luz de telas de computadores e celulares, evitar alimentações fartas, bebida alcoólica e estimulantes como cafeína e energéticos próximo ao horário de dormir.


    Tente dormir em horários regulares e, se possível, com 7 a 8 horas de sono recomendadas. Se necessário, durma algumas horas a mais no final-de-semana ou programe um cochilo durante o dia. Saiba que não existe uma fórmula segura e capaz de aumentar o rendimento, concentração e memória sem uma noite de sono adequada e por isso evite medicamentos estimulantes.



Incidência no Brasil




    No Brasil, estudo realizado pelo Instituto Datafolha, em parceria com o Instituto do Sono, mostrou que 23% da população no Estado de São Paulo têm queixas de sono insuficiente, sendo a faixa etária entre 35 e 44 anos a maior acometida (27%).


    O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) relata que 20% de todos os acidentes de trânsito estão associados à sonolência. A pesquisa ainda mostra que 40% dos entrevistados referem já ter ziguezagueado na estrada devido à sonolência e 61% assumiram que costumam dirigir no dia seguinte a uma péssima noite de sono.


    Estudo nacional envolvendo pilotos de aeronaves comerciais mostrou a prevalência de 57,8% de cochilo não intencional durante o trabalho, estando o sono insuficiente como um dos fatores associados.


    Segundo dados da Associação Brasileira de Sono, mais de 60% das pessoas relatam dormir menos de 7 horas por dia durante a semana e 25% dormem menos de 6 horas por dia. Além disso, aproximadamente 18% das mulheres e 26% dos homens economicamente ativos são trabalhadores que atuam em turnos e com privação crônica de sono.



Fonte: https://www.einstein.br/n/o-einstein/conselho-editorial. Acesso em 10 de maio de 2026. [trecho]

De acordo com o texto, a privação de sono pode causar diversos prejuízos ao organismo porque:
Alternativas
Q4133501 Português
Ibama registra primeiros filhotes de Arara-vermelha-grande após extinção.


Quase 200 anos após a extinção da Arara-vermelha-grande na na Mata Atlântica, foi registrado o nascimento dos primeiros filhotes neste mês de abril.

O nascimento das novas araras foi a primeira reintrodução documentada delas no bioma.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o monitoramento das araras identificou um casal passando longos períodos em ninhos projetados pelos pesquisadores do Projeto de Reintrodução da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica. A equipe optou por acompanhar os dois à distância para não interferir no processo.

Tempos depois, o nascimento de dois filhotes foi confirmado. Eles já foram observados voando e se alimentando.

O Ibama registrou algumas imagens durante o processo de observação e até mesmo um dos filhotes.

Como não existem populações selvagens dessas aves na Mata Atlântica, eles são criados em cativeiro, vindos de adoções ou apreensões realizadas em combate ao tráfico de animais.

Atualmente, os seres selvagens da espécie estão concentrados no interior do país, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte, por mais que os criados em cativeiro estejam localizados no litoral brasileiro.

O Ibama aponta que, para além da reintrodução das Araras-vermelhas-grandes, a experiência também mostra que aves inicialmente mantidas em cativeiro podem retornar à natureza.

A instituição tem registros anteriores da reprodução de papagaios-do-mangue e periquitos-rei na natureza, mesmo sendo oriundos de cativeiro.



https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/ibama-registra-primeiros-filhotes-d e-arara-vermelha-grande-apos-extincao/
Com base no texto que fala do renascimento da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica, analise as afirmativas e assinale a correta.
Alternativas
Q4133433 Português
“Por que a pressão alta é perigosa?
A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para circular pelo corpo. Quando essa pressão é constantemente alta, ela danifica o revestimento interno dos vasos.
Esse processo facilita o acúmulo de gordura e o endurecimento das artérias (aterosclerose). Sem controle, a hipertensão pode levar a:
• Infarto agudo do miocárdio.
• Acidente Vascular Cerebral (AVC). 
• Insuficiência renal crônica.
• Problemas de visão (retinopatia hipertensiva).”  
(MSN-16/04/2026)

Sobre a estruturação ou a significação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4133250 Português
A promoção da saúde envolve diferentes ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, incluindo educação em saúde, adoção de hábitos saudáveis e desenvolvimento de políticas públicas. Além disso, medidas de proteção da saúde, como vacinação, vigilância epidemiológica e saneamento básico, são fundamentais para prevenir doenças e agravos na comunidade. Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4132953 Português

Texto para responder à questão.

A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.

Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc. 

Disponível em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso em 17 mar. 2026, com adaptações.

Quanto à organização argumentativa do fragmento de texto apresentado, o segundo parágrafo estabelece, em relação ao primeiro, uma  
Alternativas
Q4132952 Português

Texto para responder à questão.

A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.

Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc. 

Disponível em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso em 17 mar. 2026, com adaptações.

Considerando-se os sentidos do texto, a expressão “inicialmente proposta pela ergonomia da atividade”, no primeiro parágrafo, retoma
Alternativas
Q4132951 Português

Texto para responder à questão.

A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.

Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc. 

Disponível em: <https://revistas.usp.br/cpst/pt_BR/article/view/212627/218169>. Acesso em 17 mar. 2026, com adaptações.

De acordo com as ideias do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4132918 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

Analise o excerto “O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala.” (1º§). Em relação à dependência sintática e semântica do trecho destacado e o contexto empregado, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4132913 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

No contexto do texto, as palavras e expressões destacadas a seguir foram empregadas com sentidos específicos. Analise as afirmativas e assinale a que descreve corretamente o valor semântico atribuído pelo texto.
Alternativas
Q4132912 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

No 1º§, a autora estabelece um contraste entre os vícios tradicionais e o vício contemporâneo mencionado no texto. De acordo com a estruturação do parágrafo, a periculosidade do novo vício reside, primordialmente, na sua: 
Alternativas
Q4132911 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

Com base na análise do mecanismo das plataformas de vídeos curtos descrita no 5º§ parágrafo, infere-se que a “[...] reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.” (3º§) decorre de um processo de:
Alternativas
Q4132847 Português

Leia o trecho a seguir:



    A globalização mudou de eixo. Com os Estados Unidos erguendo tarifas como quem ergue muros, a China expandindo sua influência sem disparar um tiro, e a Europa tentando reencontrar coesão, o cenário internacional exige não apenas força, mas inteligência de articulação.


    O Brasil, ao contrário do que muitos supõem, não está na periferia desse jogo. É, cada vez mais, peça central, ao contrário do que a “tarifa mínima” imposta por Trump pode fazer pensar. Com uma economia diversa, uma diplomacia tradicionalmente respeitada e uma cultura de alcance transcontinental, o país reúne os atributos para ser elo entre mundos.



Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/colunas/jose-manueldiogo/internacional/o-brasil-na-nova-era-de-globalizacao/ Acesso em: 17 mai. 2026.



Com base no trecho e nos aspectos atuais da realidade brasileira, é correto afirmar que:

Alternativas
Respostas
681: B
682: E
683: D
684: C
685: A
686: D
687: C
688: E
689: D
690: A
691: A
692: C
693: B
694: E
695: C
696: E
697: D
698: D
699: E
700: E