Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2472903 Português
Geração de emprego supera a expectativa do mercado
Criação de mais de 300 mil vagas com carteira assinada no mês passado surpreende projeções de analistas e confirma otimismo do governo. Saldo é o melhor desde fevereiro de 2022 e representa aumento de 81% em relação a janeiro. 
Por Rosana Hessel 28/03/2024 03:55
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    O mercado de trabalho formal segue robusto e surpreendendo o mercado, para a alegria do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta quarta-feira (27/3), foram criadas 306,1 mil vagas com carteira assinada em fevereiro deste ano, dado 81,7% acima do saldo de janeiro, de 168,5 mil. Em comparação às 252,5 mil vagas criadas no mesmo mês de 2023, o crescimento foi de 21,2%.
    Esse saldo positivo é o melhor para o mês desde fevereiro de 2022, mas ainda está abaixo do pico para o segundo mês de 2021, de 397,9 mil. Esse resultado é a diferença entre as admissões e os desligamentos, que somaram, respectivamente, 2.249.070 e 1.942.959. Com isso, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou a 45,9 milhões, mesmo patamar de novembro de 2023, considerando a nova metodologia do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE, de 2019.
    Os dados de fevereiro ficaram bem acima das projeções do mercado. "O resultado de fevereiro confirma a robustez do mercado de trabalho formal; recorde nas admissões e nos desligamentos a pedido", destacou Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores.
    Ele contou que as previsões da LCA eram de 185 mil novas vagas, e a mediana do mercado estava em torno de 230 mil. Ele lembrou que o setor de serviços foi responsável por 63% das vagas criadas em fevereiro. Esse segmento, o que mais emprega no país, respondeu por 258,9 mil novos cargos no primeiro bimestre do ano: 56,4% das 476,6 mil vagas criadas de janeiro a fevereiro. O comércio seguiu na direção oposta e registrou fechamento líquido de 21.824 vagas no mesmo período.

De acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2472902 Português
Linha de frente (Criolo)

O nó da tua orelha ainda dói em mim
E Cebolinha mandou avisar
Que Quando a "fleguesa" chegar
Muitos pãezinhos há de degustar
Magali faz a cadência da situação
É que essa padaria nunca vendeu pão
E tudo que é de ruim sempre cai pra cá
Tem pouca gente na fronteira, então é só chegar
O dinheiro vem pra confundir o amor
O santo pesado que tá sem andor
Na turma da Mônica do asfalto
Cascão é rei do morro e a chapa esquenta fácil
Quem tá na linha de frente
Não pode amarelar
O sorriso inocente
Das crianças de lá

Das seguintes afirmações, assinale a alternativa que melhor descreve a ideia central do texto acima:
Alternativas
Q2472901 Português
Ziraldo: conheça a história e sua importância
    Ziraldo Alves Pinto, mais conhecido apenas como Ziraldo, é um escritor, cartunista, jornalista, chargista, cronista, dramaturgo e pintor brasileiro. Um artista multifacetado, ele se consolidou no mercado da literatura infantil graças a personagens inesquecíveis, como o querido Menino Maluquinho, que, com certeza, marcou a infância de muitas gerações.

História de Ziraldo
    Ziraldo nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga, município de Minas Gerais, e é irmão de Zélio Alves Pinto, que também é cartunista, desenhista, jornalista e escritor, e de Ziralzi Alves Pinto. O nome Ziraldo surgiu da combinação dos nomes de seus pais, que se chamavam Zizinha e Geraldo.
    Desde cedo, ele mostrava talento para a arte e com apenas seis anos teve um desenho publicado no jornal Folha de Minas.
    O escritor estudou no Rio de Janeiro por dois anos, onde concluiu o ensino médio. Logo voltou para Caratinga e se formou no curso de Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1957. 

A carreira de Ziraldo começou na Revista Era Uma Vez
    A carreira de Ziraldo começou na Revista Era Uma Vez, na qual ele fazia colaborações mensalmente. Logo ele começou a trabalhar na Folha da Manhã, que hoje é a Folha de S. Paulo.
    Por lá, ele tinha a função de desenhar uma coluna de humor. Com essa experiência, começou a conquistar reconhecimento nacional. Em 1957, o artista começou a trabalhar na revista O Cruzeiro.
    Mas foi nos anos 60 que o artista simplesmente explodiu e se tornou um verdadeiro sucesso, graças ao lançamento da primeira revista brasileira em quadrinhos colorida desenvolvida por um único autor, que se chamava A Turma do Pererê.

A Turma do Pererê
    As histórias que faziam parte da obra já vinham sendo divulgadas na revista O Cruzeiro desde o ano de 1959. Apesar de ter sido um grande sucesso e uma das maiores tiragens da época, A Turma do Pererê foi cancelada em 1964, com o início da Ditadura Militar no Brasil. Mas, nos anos 70, ela chegou a ser relançada.
    Em 1963, Ziraldo começou a trabalhar no Jornal do Brasil e lançou personagens de sucesso, como Supermãe, Jeremias e Mineirinho.

O Pasquim
    Durante a Ditadura Militar, Ziraldo, junto a outros humoristas, fundou o jornal O Pasquim, que fazia oposição ao regime da época. O tablóide de humor revolucionou o jornalismo e contou com a participação de diversas personalidades de destaque, como o jornalista Tarso de Castro e os cartunistas Jaguar e Henfil.
    Toda a redação do jornal chegou a ser presa em novembro de 1970, devido à publicação de uma sátira do quadro de Dom Pedro às margens do Rio Ipiranga.

O Menino Maluquinho
    Foi em 1969 que Ziraldo se lançou no mundo literário infantil com seu primeiro livro, que se chama Flicts. A novidade fez tanto sucesso que foi premiada pelo Prêmio Nobel Internacional do Humor.

    Em 1980, o escritor lançou uma das principais obras infantis de sua carreira: O Menino Maluquinho. A obra retrata uma criança cheia de energia e imaginação que vive com uma panela na cabeça.
    O sucesso foi tão grande que os livros ganharam uma adaptação em diversos formatos: TV, streaming, teatro, vídeo game e muito mais. Um exemplo é a série para televisão produzida pela TVE Brasil. Recentemente, a Netflix também lançou uma versão animada da história do autor, sendo a primeira série de animação brasileira do streaming.

Assinale a alternativa verdadeira quanto à história de Ziraldo: 
Alternativas
Q2472900 Português
Jornal Blues (Canção Leve de Escárnio e Maldizer)
Canção de Belchior
Nesta terra de doutores, magníficos reitores, leva-se a sério a comédia
A musa pomba do Espírito Santo e não o bem comum, inspira o bispo e o Governante
Velhos católicos, políticos jovens
Senhoras de idade média
Sem pecado abaixo do Equador
Fazem falta e inveja ao inferno de Dante
Tão comum é tirar-se daqui qualquer coisa que eu também tiraria o chapéu a vontade
Aos cidadãos respeitáveis, donos de nossas vidas
Pais e patrões do país
Mas em vez tiro o lenço
Não para enxugar
Portuguesmente, a saudade
Mas pra saudar num tchau
Quem me expulsa de casa
Dar um viva excelência
E tapar o nariz
Não, não quero contar vantagem mas já passei fome com muita elegância
E uns caras estranhos, ordens superiores
Já invadiram minha casa mas com muito respeito
Diabo de profissão
Ganhar com o suor de meu gosto o bendito pão
E o gim das crianças
Noblesse oblige
Eu talvez seja o cara que você ama odiar
Inimigo do peito
Cá em casa quem morre se torna querido
Tido e havido por justo e inocente
Mas pode ir tirando o cavalo da chuva que eu não vou nessa de morrer
Só para agradar vocês
Aluno mal comportado
Pela regra da escola, devo ser reprovado
Sumariamente
Mas não faz mal
Deixo os louros ao poeta
Lauras é o que me importa
Quero o meu dinheiro no fim do mês
Mas que poeta idiota, canções tão tocantes
Dão sempre uma nota raramente vulgar
Atentado à moral e aos bons costumes
Lapido diamantes, não falsos brilhantes
Kit elegante que te mente elegantemente
Oh, abre alas que eu quero passar
There is no business like soul business
There is no Political solution meus caros estudantes
Ou, tá todo mundo comido, lavado, passado, bronzeado
Ora, muito obrigado
Só eu não venço na vida, não ganho dinheiro, não pego mulheres
Não faço sucesso
O velho blues me diz que ateu como eu
Devo manter os modos e o estilo
Réu confesso
Eles vão para a glória
Sem passar pela cama
Ou jesus não me ama
Ou não entendo nada do riscado
Não toques esse disco
Não me beijes, por favor
Meu professor de filosofia já dizia que eu viveria sempre adolescente
Hoje, qualquer mulher, assim que me abandona
Já me tem por durão, mesmo sabendo que mente
Desculpem, infelizmente eu não sou à prova de som
Nem de amor... De amor... De amor... De amor... De amor...
E de amor... De amor... De amor... De amor...
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

A partir da leitura da canção de Belchior, pode-se dizer que o tema principal é: 
Alternativas
Q2472899 Português
Observe o cartaz rudimentar de anúncio para resolver a questão.
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Pode-se dizer que o humor gerado pela visualização do cartaz deve-se ao fato de:
Alternativas
Q2472898 Português
Leia o quadrinho para resolver a questão.
Imagem associada para resolução da questão


Após ler o quadrinho, é correto afirmar que o humor gerado deve-se à(ao): 
Alternativas
Q2472897 Português
SENADORES SE INSPIRARAM EM TIO PAULO AO ASSINAR PEC SOBRE PORTE DE DROGAS

    UM SENADO MUITO LOUCO – “Vai, senador, assina aí. Assina pra não me dar mais dor de cabeça”, disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSDMG), enquanto fazia um integrante da bancada do governo assinar sem ler uma PEC de cunho bolsonarista. No total, 53 senadores – entre eles, integrantes do PSB, PSD, PDT, União Brasil e Republicanos, todos partidos com ministérios no governo Lula – votaram por uma Proposta de Emenda à Constituição combatida pelo próprio governo Lula.
    “Ele tá com uma corzinha estranha, meio pálida, deve ser droga”, disse o senador Magno Malta (PL -ES), enquanto fazia um parlamentar desacordado entregar-lhe mais um voto. O texto da PEC, aprovado ontem no Senado, criminaliza o porte de qualquer quantidade de droga ilícita, o que pode agravar ainda mais o quadro nacional de superpopulação carcerária. A PEC segue agora para Câmara dos Deputados.
     Os senadores Magno Malta e Flavio Bolsonaro dizem ter se inspirado em Tio Paulo – o senhor levado morto a uma agência bancária, no Rio de Janeiro – para convencer os demais parlamentares a assinar sem ler a proposta. O presidente da casa, Rodrigo Pacheco, que é autor do texto, corroborou: “Não foi difícil. Qualquer projeto para tratar o abuso de drogas por um viés social já chega morta aqui no Senado.”

(Fonte: https://piaui.folha.uol.com.br/herald/2024/04/17/senadores-seinspiraram-em-tio-paulo-ao-assinar-pec-sobre-porte-de-drogas/?amp )

De acordo com o texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q2472896 Português
Observe os quadrinhos para resolver a questão.
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Após analisar o quadrinho, é possível inferir que:
Alternativas
Q2472895 Português
Leia o texto para resolver a questão.

Em 1996, New York Times colocava Chico Science & Nação Zumbi ao lado do Foo Fighters em lista de discos do ano.
Na ocasião, crítico enalteceu mistura de ritmos apresentada pela banda pernambucana em seu disco de estreia.
Por Lara Teixeira - 10/04/2024
Em abril deste ano, o elogiado disco Da Lama ao Caos, lançado pelo genial e saudoso Chico Science ao lado do grupo Nação Zumbi, completou 30 anos de lançamento.
A obra, produzida pelo experiente Liminha, foi uma das pioneiras da cena Manguebeat – movimento pernambucano de contracultura que uniu os ritmos regionais, como Maracatu, ao Rock, Hip Hop, Funk e música eletrônica – e é considerada até hoje como um dos álbuns mais importantes do Brasil.
Para celebrar o legado deixado pelo disco de estreia da banda Chico Science & Nação Zumbi, o jornalista Emannuel Bento, de Recife, relembrou em sua conta do Twitter que Da Lama Ao Caos, que chegou nos Estados Unidos apenas em 1995, surgiu na lista dos 10 melhores discos do ano do New York Times naquela época.
Na edição de 4 de Janeiro de 1996, o crítico Neil Strauss foi só elogios ao falar sobre o álbum brasileiro: “O sincretismo brasileiro entra na era do Rap e do Dancehall, enquanto Chico Science entoa sobre política, amor e arte. Samba, juju nigeriano, Funk, Reggae, Hard Rock e música da Indonésia são apenas parte de seu arsenal de ritmos ferozes e globais.” 
A lista divulgada no prestigiado jornal americano também incluiu as obras Maxinquaye, do rapper Tricky; To Bring You My Love, da icônica cantora de rock alternativo P.J. Harvey; Relish, da cantora Joan Osborne; Elastica, álbum homônimo da banda de rock alternativo; A Turtle’s Dream, da vocalista de jazz Abbey Lincoln, e mais.
O que chama atenção é que, ao lado dos brasileiros, um dos discos que também esteve presente na seleção dos melhores do ano foi o álbum de estreia homônimo do Foo Fighters.
A obra foi lançada por Dave Grohl cerca de um ano depois do falecimento de Kurt Cobain, que era seu colega de banda no Nirvana. Para a surpresa de muitos, o primeiro álbum dos Foos foi gravado na íntegra por Grohl, que cantou e tocou todos os instrumentos, com exceção de uma guitarra em “X-Static”, gravada por Greg Dulli, do Afghan Whigs. 

(Fonte: https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/04/10/newyork-times-chico-science-nacao-zumbi/?utm_campaign=later-linkinbiotmdqa&utm_content=later42383189&utm_medium=social&utm_source=linkin.bio )

Pela análise objetiva do texto, é correto dizer que: 
Alternativas
Q2472894 Português
Leia o texto para resolver a questão.
Profissão, herdeiro: O que é a grande transferência de riqueza, fenômeno que 'fabrica' jovens bilionários pelo mundo 
Ligia Guimarães De São Paulo para a BBC News Brasil 15 abril 2024

    Na tradicional lista dos mais ricos do planeta divulgada no início do mês pela revista Forbes, uma tendência chama a atenção: há muitos rostos jovens e desconhecidos figurando entre as maiores fortunas.
    Muitos deles sequer começaram a trabalhar ou escolheram suas carreiras, mas tiveram uma grande ajuda para estar ali: pela primeira vez desde 2009, todos os bilionários com menos de 30 anos listados no ranking da Forbes são herdeiros.
    Dos 25 bilionários com 33 anos de idade ou menos que figuram no ranking, apenas sete construíram seus próprios impérios.
    Para a Forbes, a presença massiva de jovens herdeiros é sinal de que está em curso um fenômeno há tempo preconizado no universo das finanças globais: a “grande transferência de riqueza”, período em que grande parte de todo o patrimônio dos ricos do mundo mudará de mãos para as próximas gerações.
    A estimativa é de que, somente até o fim de 2029, mais de US$ 8,8 trilhões sejam transferidos dos bilionários para seus jovens sucessores.
    “E não estamos falando só de dinheiro, mas também das empresas”, explica o advogado Yuri Freitas, responsável pelo time de planejamento patrimonial para o Brasil do banco suíço UBS. Ele comanda um grupo de especialistas que fica à disposição dos clientes donos de fortunas com uma função: ajudá-los a planejar o que fazer com seu patrimônio depois que eles morrerem.
     Apesar da formação financeira e jurídica de Freitas, o trabalho dele e de sua equipe envolve mais habilidades do que cuidar dos números e conhecer leis.
    Vai desde conversar com a família sobre o uso dos recursos por todos os parentes e agregados (quem pode usar o jatinho? quem pode emprestar o iate?) a sugerir regras para a contratação de familiares como funcionários e calcular o risco que novos casamentos podem representar para o patrimônio dos herdeiros. 
    A função inclui também mapear os objetivos de cada cliente para o seu patrimônio após a morte: como dividir empresas, obras de arte, embarcações, aeronaves e imóveis, entre outros.
     A equipe de planejamento do patrimônio também ajuda a criar protocolos para questões delicadas que misturam laços familiares e dinheiro. O planejamento abrange aspectos íntimos da vida familiar, como o regime de bens se o cliente é casado, se tem filhos, se os filhos são casados, se moram no Brasil ou fora, por exemplo.          Para quem não é herdeiro de nenhuma grande fortuna, uma boa referência a esse universo é a série Succession, da HBO, que aborda o drama de uma família de bilionários.
     “Por mais caricata que a série seja, as famílias têm conflitos que se desenvolvem numa dinâmica de comportamento parecida”, conta Freitas.

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm5r5z8y138o?utm_campaign=la ter-linkinbio-bbcbrasil&utm_content=later42382793&utm_medium=social&utm_source=linkin.bio )

Assinale a alternativa correta. De acordo com o texto, está dentre as funções da equipe de planejamento patrimonial:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472783 Português
São milhares de substâncias nocivas, que contêm solventes orgânicos, ácidos, metais pesados e até mesmo materiais radioativos que podem causar sérios danos à saúde
No trecho destacado, verifica-se a expressão “e até mesmo”. Essa expressão foi empregada para indicar:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472782 Português
São milhares de substâncias nocivas, que contêm solventes orgânicos, ácidos, metais pesados e até mesmo materiais radioativos que podem causar sérios danos à saúde
Nesse trecho, entre “substâncias nocivas” e “danos à saúde”, há uma relação de fato e:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472781 Português
São milhares de substâncias nocivas, que contêm solventes orgânicos, ácidos, metais pesados e até mesmo materiais radioativos que podem causar sérios danos à saúde
Como se observa no trecho em destaque, há uma expressão em negrito: “milhares de substâncias nocivas”. Esse recurso do negrito foi empregado para:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472774 Português
Doação de livros em postos de vacinação

O incentivo à leitura deve acontecer em todas as idades. Mas sabemos que quanto mais cedo ele ocorre, melhor. Afinal, crianças que têm o hábito de ler aprendem a ampliar seus conhecimentos desde pequenas.

Na cidade de Santos (SP), o projeto Leia Santos promove essa prática entre as crianças que vão aos postos de saúde se vacinar contra a Covid-19. Uma biblioteca móvel fica estacionada em frente ao local para fazer a doação de livros e gibis aos pequenos imunizados. Como resultado, mais de 4 mil livros infantis e gibis já foram entregues gratuitamente às crianças desde 17 de janeiro.

Do mesmo modo, a iniciativa já arrecadou 13 mil publicações, graças às doações de livros feitas pela população em apoio ao projeto.

Leia Santos tem como objetivos ampliar os espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, despertar o pensamento crítico, formar novos leitores e disseminar o hábito de ler.

Fonte: https://www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/doacao-livros-projetos/.
Acesso em 05/02/2024 
“[...] crianças que têm o hábito de ler aprendem a ampliar seus conhecimentos desde pequenas” (1º parágrafo). De acordo com essa ideia, presente no texto, conclui-se que:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472771 Português
Doação de livros em postos de vacinação

O incentivo à leitura deve acontecer em todas as idades. Mas sabemos que quanto mais cedo ele ocorre, melhor. Afinal, crianças que têm o hábito de ler aprendem a ampliar seus conhecimentos desde pequenas.

Na cidade de Santos (SP), o projeto Leia Santos promove essa prática entre as crianças que vão aos postos de saúde se vacinar contra a Covid-19. Uma biblioteca móvel fica estacionada em frente ao local para fazer a doação de livros e gibis aos pequenos imunizados. Como resultado, mais de 4 mil livros infantis e gibis já foram entregues gratuitamente às crianças desde 17 de janeiro.

Do mesmo modo, a iniciativa já arrecadou 13 mil publicações, graças às doações de livros feitas pela população em apoio ao projeto.

Leia Santos tem como objetivos ampliar os espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, despertar o pensamento crítico, formar novos leitores e disseminar o hábito de ler.

Fonte: https://www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/doacao-livros-projetos/.
Acesso em 05/02/2024 
A leitura atenta do Texto I permite a conclusão de que, até o momento da publicação da matéria, o projeto Leia Santos:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472770 Português
Doação de livros em postos de vacinação

O incentivo à leitura deve acontecer em todas as idades. Mas sabemos que quanto mais cedo ele ocorre, melhor. Afinal, crianças que têm o hábito de ler aprendem a ampliar seus conhecimentos desde pequenas.

Na cidade de Santos (SP), o projeto Leia Santos promove essa prática entre as crianças que vão aos postos de saúde se vacinar contra a Covid-19. Uma biblioteca móvel fica estacionada em frente ao local para fazer a doação de livros e gibis aos pequenos imunizados. Como resultado, mais de 4 mil livros infantis e gibis já foram entregues gratuitamente às crianças desde 17 de janeiro.

Do mesmo modo, a iniciativa já arrecadou 13 mil publicações, graças às doações de livros feitas pela população em apoio ao projeto.

Leia Santos tem como objetivos ampliar os espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, despertar o pensamento crítico, formar novos leitores e disseminar o hábito de ler.

Fonte: https://www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/doacao-livros-projetos/.
Acesso em 05/02/2024 
Segundo o Texto I, o hábito de leitura deve ser incentivado:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: SELECON Órgão: CRO-MT Prova: SELECON - 2024 - CRO-MT - Copeira |
Q2472769 Português
Doação de livros em postos de vacinação

O incentivo à leitura deve acontecer em todas as idades. Mas sabemos que quanto mais cedo ele ocorre, melhor. Afinal, crianças que têm o hábito de ler aprendem a ampliar seus conhecimentos desde pequenas.

Na cidade de Santos (SP), o projeto Leia Santos promove essa prática entre as crianças que vão aos postos de saúde se vacinar contra a Covid-19. Uma biblioteca móvel fica estacionada em frente ao local para fazer a doação de livros e gibis aos pequenos imunizados. Como resultado, mais de 4 mil livros infantis e gibis já foram entregues gratuitamente às crianças desde 17 de janeiro.

Do mesmo modo, a iniciativa já arrecadou 13 mil publicações, graças às doações de livros feitas pela população em apoio ao projeto.

Leia Santos tem como objetivos ampliar os espaços de leitura, democratizar o acesso aos livros, despertar o pensamento crítico, formar novos leitores e disseminar o hábito de ler.

Fonte: https://www.fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/doacao-livros-projetos/.
Acesso em 05/02/2024 
O Texto I tem como objetivo principal: 
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Q2472517 Português
Ética e a vocação para a excelência


       Realização, felicidade. Quem não quer? Mas como chegar lá sem saber exatamente no que consistem a realização e a felicidade? Diversos sistemas filosóficos se ocuparam deste tema e ofereceram as mais diversas respostas, muitas vezes opostas entre si. Para uns, a felicidade estaria na fruição ilimitada dos prazeres; para outros, na negação completa destes mesmos prazeres. Para uns, a felicidade de uma pessoa é indissociável da felicidade dos demais; para outros, a felicidade individual pode justificar até mesmo que se passe o outro para trás. Em comum entre todas essas noções está a constatação de que a felicidade e a realização passam pelo modo como nos comportamos.
 
          Atualmente, fala-se em ética quase tanto quanto em felicidade ou realização. E a ética é frequentemente associada a um conjunto de normas, uma lista de “certos” e “errados” que balizam nosso comportamento no relacionamento conosco mesmos, com nossa família, nossos círculos de amigos e de trabalho, e no espaço público. Ser uma pessoa “ética” significaria se comportar de acordo com essas normas. Não é exatamente uma maneira errada de enxergar a questão, mas é uma maneira insuficiente.

      Uma ética entendida assim, em termos normativos, tende a se tornar uma ética negativa, uma ética de limites, em que a grande preocupação é traçar (e testar) a linha do “não pode”, o limite que separa o certo do errado, com a convicção implícita de que simplesmente estar do lado “bom” desse limite será suficiente. Para fazer uma analogia com a vida escolar, é claro que ser aprovado com a média mínima exigida pode ser aceitável quando a disciplina é especialmente difícil. Mas deveríamos transformar o “passar raspando” em um ideal, na chave da realização de um estudante? Deveríamos nos contentar em “passar raspando” pela vida?

      E a consequência de pensar na ética como a delimitação de linhas separando o certo e o errado é acabar olhando as situações no esquema “preto ou branco”: matar uma pessoa num acidente de trânsito se torna tão grave quanto ordenar um genocídio; uma “mentirinha social”, como aquele elogio nada sincero, é tão condenável quanto uma traição. A vida não é assim: dentro das ações condenáveis, há aquelas mais ou menos graves, e o mesmo vale para os atos louváveis.

      Uma ética normativa tende também a ser vista como um saber de especialistas, de experts, que sabem lidar com um complexo de normas, interpretá-las e aplicá-las às situações concretas. Ora, a experiência universal nos mostra que pessoas muito simples, sem qualquer formação especial, são com frequência muito mais retas que outras que usam sua formação para distorcer e justificar o injustificável. Por fim, para cada um de nós, uma moral entendida assim, em termos normativos, acaba dando à ética a condição de algo útil, necessário, mas “que me limita”. Ou seja, como uma exigência externa, requerida pela vida em sociedade, mas não tão grata, nem tão iluminadora da minha existência.

        Mas haveria alguma alternativa a essa visão, limitada e pouco atraente, que é a mais difundida e que chamamos de normativa?

      Sim, mas é preciso um bom recuo no tempo. É entre os antigos gregos que se encontra uma intuição acerca da moral que nos parece fascinante. Vários de seus mais ilustres pensadores viam essa questão – e influenciaram amplamente seus contemporâneos – de um modo bastante diverso do que apresentamos acima. Quando, entre eles – e entre os antigos em geral –, se refletia acerca do que depois se passou a chamar de ética, não se pensava em um conjunto de regras, em um emaranhado de normas que importasse conhecer.

       Em que se pensava? Em excelência, na busca do melhor e mais perfeito. Pensava-se na ciência da indagação sobre o que o homem está chamado a ser, sobre o que é a realização integral e plena do homem. A ética não era questão de cumprir normas, de se perguntar “posso ou não posso?”. Entendia-se a ética como a resposta à pergunta “o que devo ser?”. E a resposta, simples, mas profunda, era: o indivíduo é chamado a ser o melhor que ele puder ser; a não se contentar com menos do que com a excelência.

        De que excelência se tratava? A que, especificamente, a palavra arete (excelência moral) se referia? A todas as que podem ser alcançadas pelo homem? No estudo, no trabalho, em um hobby, enfim, em qualquer atividade humana? Não precisamente. Há muitas “excelências”: no esporte, na arte, nos estudos, na ciência. Mas o desempenho excepcional em certos campos não está ao alcance de todos: poucos serão, um dia, campeões olímpicos ou prêmios Nobel. Mais do que isso, ainda: o fato de se alcançar tal nível de performance nesses campos parciais, setorizados, não torna uma pessoa necessariamente melhor como pessoa. Todos temos experiência e notícia de como muitos gênios são canalhas.

          A ética, portanto, não trata dessas “excelências”, mas de um tipo muito específico de excelência que, sim, está à mão de todo homem ou mulher, e que, sim, os torna melhores como pessoas. Quem no-la descreve é um autor estoico do século 3º, o imperador romano Marco Aurélio: “muitas coisas dependem por inteiro de ti: a sinceridade, a dignidade, a resistência à dor, (...) a aceitação do destino, (...) a benevolência, a liberalidade, a simplicidade, a seriedade, a magnanimidade. Observa quantas coisas podes já conseguir sem que caiba alegar pretextos de incapacidade natural ou inaptidão, e por desgraça permaneces voluntariamente por baixo das tuas possibilidades. Por acaso te vês obrigado a murmurar, a ser avaro, a adular, a culpar o teu corpo, a dar-lhe satisfações, a ser frívolo e a submeter a tua alma a tanta agitação, porque estás defeituosamente constituído? Não, pelos deuses! Faz tempo que podias haver-te afastado desses defeitos”.

         Marco Aurélio está se referindo às virtudes, e a famosa obra de Aristóteles Ética a Nicômaco é exatamente isso: um tratado sobre as diferentes virtudes, qualidades que se adquirem, que se forjam e que, em todas as épocas, foram admiradas (ainda que por vezes se desse mais atenção a umas que a outras). A elas se refere à ética e, para toda a experiência do ocidente e boa parte do oriente, as virtudes foram vistas como o fim da educação do homem.

       E isso nos traz de volta ao tema da realização e da felicidade, que, para Aristóteles, consiste em ser aquilo para o qual se foi chamado – o famoso “torna-te aquilo que és” do poeta Píndaro. Isto é, justamente a excelência na virtude. O homem cabal é, sobretudo, o homem virtuoso, mesmo quando seus dotes intelectuais ou sua formação cultural não sejam os melhores ou mais completos. E, se as virtudes são inúmeras, ainda mais variados são os caminhos para a excelência – tantos quantos há seres humanos, poderíamos dizer. Cada pessoa, com seus talentos e circunstâncias, tem sua maneira particular de atingir este ideal. O que une todos esses caminhos é a certeza de que na vivência das virtudes em alto nível (a eupraxia, ou o agir bem) está o caminho para a felicidade. Recuperar essa ética da excelência é um passo importantíssimo se queremos construir uma sociedade preocupada com o bem comum.




(Disponível em: gazetadopovo.com.br. Acesso em: 10/02/2024.)

“Quem não quer? Mas como chegar lá sem saber exatamente no que consistem a realização e a felicidade?” (1º§) O autor faz uso dessas perguntas logo no início do texto com a finalidade de:
Alternativas
Q2472515 Português
Ética e a vocação para a excelência


       Realização, felicidade. Quem não quer? Mas como chegar lá sem saber exatamente no que consistem a realização e a felicidade? Diversos sistemas filosóficos se ocuparam deste tema e ofereceram as mais diversas respostas, muitas vezes opostas entre si. Para uns, a felicidade estaria na fruição ilimitada dos prazeres; para outros, na negação completa destes mesmos prazeres. Para uns, a felicidade de uma pessoa é indissociável da felicidade dos demais; para outros, a felicidade individual pode justificar até mesmo que se passe o outro para trás. Em comum entre todas essas noções está a constatação de que a felicidade e a realização passam pelo modo como nos comportamos.
 
          Atualmente, fala-se em ética quase tanto quanto em felicidade ou realização. E a ética é frequentemente associada a um conjunto de normas, uma lista de “certos” e “errados” que balizam nosso comportamento no relacionamento conosco mesmos, com nossa família, nossos círculos de amigos e de trabalho, e no espaço público. Ser uma pessoa “ética” significaria se comportar de acordo com essas normas. Não é exatamente uma maneira errada de enxergar a questão, mas é uma maneira insuficiente.

      Uma ética entendida assim, em termos normativos, tende a se tornar uma ética negativa, uma ética de limites, em que a grande preocupação é traçar (e testar) a linha do “não pode”, o limite que separa o certo do errado, com a convicção implícita de que simplesmente estar do lado “bom” desse limite será suficiente. Para fazer uma analogia com a vida escolar, é claro que ser aprovado com a média mínima exigida pode ser aceitável quando a disciplina é especialmente difícil. Mas deveríamos transformar o “passar raspando” em um ideal, na chave da realização de um estudante? Deveríamos nos contentar em “passar raspando” pela vida?

      E a consequência de pensar na ética como a delimitação de linhas separando o certo e o errado é acabar olhando as situações no esquema “preto ou branco”: matar uma pessoa num acidente de trânsito se torna tão grave quanto ordenar um genocídio; uma “mentirinha social”, como aquele elogio nada sincero, é tão condenável quanto uma traição. A vida não é assim: dentro das ações condenáveis, há aquelas mais ou menos graves, e o mesmo vale para os atos louváveis.

      Uma ética normativa tende também a ser vista como um saber de especialistas, de experts, que sabem lidar com um complexo de normas, interpretá-las e aplicá-las às situações concretas. Ora, a experiência universal nos mostra que pessoas muito simples, sem qualquer formação especial, são com frequência muito mais retas que outras que usam sua formação para distorcer e justificar o injustificável. Por fim, para cada um de nós, uma moral entendida assim, em termos normativos, acaba dando à ética a condição de algo útil, necessário, mas “que me limita”. Ou seja, como uma exigência externa, requerida pela vida em sociedade, mas não tão grata, nem tão iluminadora da minha existência.

        Mas haveria alguma alternativa a essa visão, limitada e pouco atraente, que é a mais difundida e que chamamos de normativa?

      Sim, mas é preciso um bom recuo no tempo. É entre os antigos gregos que se encontra uma intuição acerca da moral que nos parece fascinante. Vários de seus mais ilustres pensadores viam essa questão – e influenciaram amplamente seus contemporâneos – de um modo bastante diverso do que apresentamos acima. Quando, entre eles – e entre os antigos em geral –, se refletia acerca do que depois se passou a chamar de ética, não se pensava em um conjunto de regras, em um emaranhado de normas que importasse conhecer.

       Em que se pensava? Em excelência, na busca do melhor e mais perfeito. Pensava-se na ciência da indagação sobre o que o homem está chamado a ser, sobre o que é a realização integral e plena do homem. A ética não era questão de cumprir normas, de se perguntar “posso ou não posso?”. Entendia-se a ética como a resposta à pergunta “o que devo ser?”. E a resposta, simples, mas profunda, era: o indivíduo é chamado a ser o melhor que ele puder ser; a não se contentar com menos do que com a excelência.

        De que excelência se tratava? A que, especificamente, a palavra arete (excelência moral) se referia? A todas as que podem ser alcançadas pelo homem? No estudo, no trabalho, em um hobby, enfim, em qualquer atividade humana? Não precisamente. Há muitas “excelências”: no esporte, na arte, nos estudos, na ciência. Mas o desempenho excepcional em certos campos não está ao alcance de todos: poucos serão, um dia, campeões olímpicos ou prêmios Nobel. Mais do que isso, ainda: o fato de se alcançar tal nível de performance nesses campos parciais, setorizados, não torna uma pessoa necessariamente melhor como pessoa. Todos temos experiência e notícia de como muitos gênios são canalhas.

          A ética, portanto, não trata dessas “excelências”, mas de um tipo muito específico de excelência que, sim, está à mão de todo homem ou mulher, e que, sim, os torna melhores como pessoas. Quem no-la descreve é um autor estoico do século 3º, o imperador romano Marco Aurélio: “muitas coisas dependem por inteiro de ti: a sinceridade, a dignidade, a resistência à dor, (...) a aceitação do destino, (...) a benevolência, a liberalidade, a simplicidade, a seriedade, a magnanimidade. Observa quantas coisas podes já conseguir sem que caiba alegar pretextos de incapacidade natural ou inaptidão, e por desgraça permaneces voluntariamente por baixo das tuas possibilidades. Por acaso te vês obrigado a murmurar, a ser avaro, a adular, a culpar o teu corpo, a dar-lhe satisfações, a ser frívolo e a submeter a tua alma a tanta agitação, porque estás defeituosamente constituído? Não, pelos deuses! Faz tempo que podias haver-te afastado desses defeitos”.

         Marco Aurélio está se referindo às virtudes, e a famosa obra de Aristóteles Ética a Nicômaco é exatamente isso: um tratado sobre as diferentes virtudes, qualidades que se adquirem, que se forjam e que, em todas as épocas, foram admiradas (ainda que por vezes se desse mais atenção a umas que a outras). A elas se refere à ética e, para toda a experiência do ocidente e boa parte do oriente, as virtudes foram vistas como o fim da educação do homem.

       E isso nos traz de volta ao tema da realização e da felicidade, que, para Aristóteles, consiste em ser aquilo para o qual se foi chamado – o famoso “torna-te aquilo que és” do poeta Píndaro. Isto é, justamente a excelência na virtude. O homem cabal é, sobretudo, o homem virtuoso, mesmo quando seus dotes intelectuais ou sua formação cultural não sejam os melhores ou mais completos. E, se as virtudes são inúmeras, ainda mais variados são os caminhos para a excelência – tantos quantos há seres humanos, poderíamos dizer. Cada pessoa, com seus talentos e circunstâncias, tem sua maneira particular de atingir este ideal. O que une todos esses caminhos é a certeza de que na vivência das virtudes em alto nível (a eupraxia, ou o agir bem) está o caminho para a felicidade. Recuperar essa ética da excelência é um passo importantíssimo se queremos construir uma sociedade preocupada com o bem comum.




(Disponível em: gazetadopovo.com.br. Acesso em: 10/02/2024.)

A partir da leitura do texto depreende-se que:

I. O autor defende a ética a partir do comportamento humano na interação com o outro. II. A ética que leva a atitudes coerentes é alcançada através do conhecimento escolar. III. O autor evidencia a ética por excelência relacionada às virtudes.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2472501 Português
A vingança de uma Teixeira


      A troca da bola de meia para a bola de borracha foi uma importante evolução técnica do association em nossa rua. Nossa primeira bola de borracha era branca e pequena; um dia, entretanto, apareceu um menino com uma bola maior, de várias cores, belíssima, uma grande bola que seus pais haviam trazido do Rio de Janeiro. Um deslumbramento; dava até pena de chutar. Admiramo-la em silêncio; ela passou de mão em mão; jamais nenhum de nós tinha visto coisa tão linda.

       Era natural que as Teixeiras não gostassem quando essa bola partiu uma vidraça. Nós todos sentimos que acontecera algo de terrível. Alguns meninos correram; outros ficaram a certa distância da janela, olhando, trêmulos, mas apesar de tudo dispostos a enfrentar a catástrofe. Apareceu logo uma das Teixeiras, e gritou várias descomposturas. Ficamos todos imóveis, calados, ouvindo, sucumbidos. Ela apanhou a bola e sumiu para dentro de casa. Voltou logo depois e, em nossa frente, executou o castigo terrível: com um grande canivete preto furou a bola, depois cortou-a em duas metades e jogou-a à rua. Nunca nenhum de nós teria podido imaginar um ato de maldade tão revoltante. Choramos de raiva; apareceram mais duas Teixeiras que davam gritos e ameaçavam descer para nos puxar as orelhas. Fugimos.

       A reunião foi junto do cajueiro do morro. Nossa primeira ideia de vingança foi quebrar outras vidraças a pedradas.

       Alguém teve um plano mais engenhoso: dali mesmo, do alto do morro, podíamos quebrar as vidraças com atiradeiras, e assim ninguém nos veria. – Mas elas vão logo dizer que fomos nós! Alguém informou que as Teixeiras iam todas no dia seguinte para uma festa na fazenda, um casamento ou coisa que o valha. O plano de assalto à casa foi traçado por mim. A casa das Teixeiras dava os fundos para o rio e uma vez, em que passeava de canoa, pescando aqui e ali, eu entrara em seu quintal para roubar carambolas. Havia um cachorro, mas era nosso conhecido, fácil de enganar.

      Falou-se muito tempo dos ladrões que tinham arrombado a porta da cozinha da casa das Teixeiras. Um cabo de polícia esteve lá, mas não chegou a nenhuma conclusão. Os ladrões tinham roubado um anel sem muito valor, mas de grande estimação, com monograma, e tinham feito uma desordem tremenda na casa; havia vestidos espalhados pelo chão, um tinteiro e uma caixa de pó-de-arroz entornados em um quarto, sobre uma cama. Falou-se que tinha desaparecido dinheiro, mas era mentira; lembro-me vagamente de uma faca de cozinha, um martelo, uma lata de goiabada; isso foi todo o nosso botim.

       O anel foi enterrado em algum lugar no alto do morro; mas alguns dias depois caiu um temporal e houve forte enxurrada; jamais conseguimos encontrar o nosso tesouro secretíssimo, e rasgamos o mapa que havíamos desenhado.

      Durante algum tempo as famílias da rua fecharam com mais cuidado as portas e janelas, alguns pais de família saltaram assustados da cama a qualquer ruído, com medo dos ladrões; mas eles não apareceram mais.

       Nosso terrível segredo nos deu um grande sentimento de importância, mas nunca mais jogamos futebol diante da casa das Teixeiras. Deixamos de cumprimentar a que abrira a bola com o canivete; mesmo anos depois, já grandes, não lhe dávamos sequer bom dia. Não sei se foi feliz na existência, e espero que não; se foi, é porque praga de menino não tem força nenhuma.


(BRAGA, Rubem. A traição das elegantes. Editora Moderna. 9ª edição.)
“A vingança de uma Teixeira” mistura fato e humor – características necessárias ao gênero crônica e que, juntos, fazem com que se diferencie dos demais tipos de narrativa. Assinale o excerto a seguir que ratifica e solidifica tal afirmação.
Alternativas
Respostas
6701: B
6702: B
6703: D
6704: B
6705: B
6706: A
6707: C
6708: A
6709: C
6710: B
6711: D
6712: A
6713: B
6714: D
6715: A
6716: D
6717: D
6718: C
6719: B
6720: D