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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.891 questões

Q2559553 Português
Analise o texto abaixo para a resolução da questão.

TEXTO III
Pronominais
Oswald de Andrade


Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.

Fonte: https://contobrasileiro.com.br/pronominais-poema-deoswald-de-andrade/.
Sobre a leitura do texto III, percebe-se que, no verso “Me dá um cigarro”, o objetivo do eu-lírico foi o de:
Alternativas
Q2559552 Português
Analise o texto abaixo para a resolução da questão.

TEXTO III
Pronominais
Oswald de Andrade


Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.

Fonte: https://contobrasileiro.com.br/pronominais-poema-deoswald-de-andrade/.
Sobre o texto III em análise, pode-se dizer que:

I- Possui versos livres na sua composição.
II- Pertence à escola literária modernista cujo início se deu no ano de 1922.
III- Segue a linha de produção que privilegia a estrutura poética clássica e tradicional do Soneto.


De acordo com o contexto literário de onde foi retirada a poesia em análise no texto III, pode-se afirmar que se encontra correto o que se diz
Alternativas
Q2559547 Português
O texto a seguir serve de base para a resolução da questão.

TEXTO II

A seguir, você lerá um trecho do livro Viagens de Gulliver, um clássico da literatura universal, escrito por Jonathan Swift, publicado em 1726. O trecho foi extraído da Parte III do Capítulo 5 do livro.


Viagens de Gulliver

        Fizemos um passeio para a outra parte da academia, onde, como já disse, moravam os cientistas de estudos especulativos.
        O primeiro professor que encontrei estava numa sala muito grande, com quarenta alunos em torno dele. Depois das saudações, tendo observado que eu olhava com curiosidade para um painel, /.../, disse ele, que “talvez eu pudesse gostar de vê-lo utilizando um projeto para a melhoria do conhecimento especulativo, por meio das operações práticas e mecânicas.”
        /.../ Todos sabiam como era trabalhoso o método atual para a conquista das artes e das ciências, ao passo que, graças às suas ideias, a pessoa mais ignorante, a um custo acessível, e com pouco esforço físico, poderia escrever livros de filosofia, poesia, política, direito, matemática e teologia, sem necessidade de recorrer ao auxílio de um gênio ou através de estudo.
        Ele então me conduziu até o painel, /.../. As superfícies eram compostas por vários pedaços de madeira, aproximadamente do tamanho de um dado, porém alguns eram maiores que os outros. Todos eles eram ligados juntos por meio de finos arames. Esses pedaços de madeira eram cobertos, em cada quadrado, com papéis colados a eles, e sobre estes papéis estavam escritas todas as palavras do idioma deles, em seus mais diversos modos, tempos e declinações, porém sem nenhuma ordem.
        O professor então quis que eu “observasse, porque ele iria colocar seu mecanismo em funcionamento.” Os alunos, sob sua direção, seguravam cada um deles uma alça de ferro, das quais havia quarenta fixadas em torno das extremidades do painel, e, dando-lhes uma volta súbita, toda a disposição das palavras se modificava totalmente. Pediu então para que trinta e seis dos garotos lessem vagarosamente as diversas linhas, à medida que elas apareciam no painel, e, quando eles encontravam três ou quatro palavras juntas que pudessem fazer parte de uma sentença, eles ditavam para os quatro garotos restantes, que eram os escreventes.
        /.../ Esta operação foi repetida três ou quatro vezes, e em cada volta, o mecanismo era tão bem planejado, que as palavras se moviam para novos lugares, à medida que os pedaços de madeira quadrados se movimentavam de cima para baixo.
        Seis horas por dia eram empregadas pelos estudantes para a realização desta tarefa, e o professor me mostrou vários volumes em grande formato, já colecionados, de frases incompletas, as quais ele pretendia montar, e além dessa riqueza de material, com a finalidade de oferecer ao mundo uma obra completa de todas as artes e ciências, as quais, todavia, poderiam ainda serem melhoradas, e em muito aceleradas, se o público criasse um fundo para construção e utilização de quinhentos painéis como aquele em Legado, e obrigasse os diretores a contribuírem conjuntamente com suas inúmeras coleções.
        Ele me garantiu que naquela invenção havia utilizado toda a inteligência da sua juventude, que ele havia esgotado todo o vocabulário com o seu painel, e havia feito um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros entre os números de partículas, substantivos e verbos, e outros componentes de uma oração.
Sobre as marcas verbais utilizadas no último parágrafo do texto, analise as afirmações abaixo:

I- A locução verbal “havia utilizado” equivale a “utilizava”, o que é estabelecido pelo tempo em que a forma auxiliar se encontra.
II- Em “havia esgotado”, o verbo auxiliar poderia ser gramaticalmente substituído por “tinha”, a fim de manter o sentido do texto, segundo a língua formal.
III- A forma verbal “havia feito” equivale, em termo de conjugação, ao verbo “fizera” a fim de manter o tempo e o modo no contexto.
IV- Em “... um cálculo rigoroso da proporção geral que havia nos livros...”, a forma verbal em destaque é impessoal e, portanto, só pode ser conjugada na terceira pessoa do singular a fim de expor um sujeito indeterminado.


A partir das afirmações acima, nota-se como correto, segundo a norma culta, o que se afirma em:
Alternativas
Q2559540 Português
Leia o texto abaixo a fim de responder à questão.

TEXTO I
Criado robô que escreve poesia desenvolvida por Inteligência Artificial 
Por Cátia Santos – 1º de dezembro de 2021


        Embora os robôs sejam criados para realizar tarefas muito específicas e mecânicas, os avanços na tecnologia permitiram que eles aprendessem sobre suas habilidades particulares. Ai-Da, por exemplo, é um verdadeiro artista capaz de pintar, desenhar, esculpir e escrever poesia.
        Este robô utiliza um modelo sofisticado de linguagem, uma base de dados de palavras e uma análise de padrões de fala.
        A apresentação do Ai-Da realizou-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford na passada sexta-feira, tendo o robô feito parte de uma exposição em homenagem ao 700º aniversário da morte do poeta Dante Alighieri. Além de escrever poemas, através do recurso à Inteligência Artificial, o robô consegue ser capaz de pintar, desenhar e esculpir.
        Ao contrário dos poetas humanos, a inspiração de Ai-Da é baseada em 14.233 versos da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, uma base de palavras e programas de análise de padrões de fala. Depois de processar as centenas de linhas, o robô humanoide usou algoritmos para criar um poema.
        Dado o crescente avanço dos modelos linguísticos, Aidan Meller [criador do Ai-Da] acredita que, em breve, “serão completamente indistinguíveis dos textos humanos”. /.../ Na verdade, em entrevista à CNN, o criador do Ai-Da disse que o robô é capaz de imitar tão bem a caligrafia de um humano que, se lermos, não saberemos que não foi escrito por um. Meller acrescentou ainda que, embora não veja a poesia de Ai-Da como uma real competição com os poetas humanos, ele admite que é “fundamentalmente perturbador”, tendo em conta a qualidade de trabalho apresentada pelo robô.
Fonte: The Guardian. (Disponível em: https://www.maistecnologia.com/criado-robo-que-escrevepoesia-desenvolvida-por-inteligencia-artificial/. Acesso em 13/03/2023)

Pela informação passada no texto I, entende-se que o fato de um robô ter a capacidade de criação artística é algo
Alternativas
Q2559335 Português
    Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos.
     Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo.
     De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis.


Lucia Santaella. A pós-verdade é verdadeira ou falsa. Barueri: Estação de Letras e Cores, 2018 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.

De acordo com o texto, as notícias falsas são criadas com propósitos comunicativos bem definidos.
Alternativas
Q2559334 Português
    Notícias falsas costumam ser definidas como notícias, estórias, boatos, fofocas ou rumores que são deliberadamente criados para ludibriar ou fornecer informações enganadoras. Elas visam influenciar as crenças das pessoas, manipulá-las politicamente ou causar confusões em prol de interesses escusos.
     Muitos comentadores têm chamado a atenção para o fato de que a falsidade das notícias não é um fenômeno inteiramente novo, pois já existia no tempo dos gregos, e, mais recentemente, desde que o tema entrou em pauta, não têm faltado artigos sobre o histórico das notícias falsas ao longo do tempo.
     De fato, se a expressão significar a criação de informação falsa movida pelo propósito de enganar, o conceito está longe de ser novo. Basta pensar na longa história dos tabloides, das fofocas acerca da vida das celebridades, das táticas de estilo das revistas para fisgar seu público. Sabe-se também como as estratégias de sedução e persuasão das revistas sempre funcionaram. Em quaisquer dos casos, são mensagens de forte apelo visual cujas chamadas são tão inacreditáveis que se tornam irresistíveis.


Lucia Santaella. A pós-verdade é verdadeira ou falsa. Barueri: Estação de Letras e Cores, 2018 (com adaptações).
Considerando os sentidos do texto precedente e seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.

Depreende-se do texto que o fenômeno das notícias falsas surgiu na Grécia antiga. 
Alternativas
Q2559327 Português
    Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo.
     Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica.

Leandro Karnal e Luiz Estevam. Preconceito: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). 
Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

Conforme se entende do texto, a discriminação é caracterizada como uma ação real e efetiva, e não uma simples ideia ou um simples pensamento de distinção, exclusão ou preferência.  
Alternativas
Q2559325 Português
    Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo.
     Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica.

Leandro Karnal e Luiz Estevam. Preconceito: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). 
Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

Segundo o texto, preconceito e discriminação são termos geralmente tomados como sinônimos porque designam as mesmas coisas no mundo.
Alternativas
Q2559324 Português
    Preconceito e discriminação são termos próximos. Por vezes, juridicamente, parecem até a mesma coisa, como se depreende do texto da Lei n.º 7.716, de 5 de janeiro de 1989, complementada pela Lei n.º 9.459, de 15 de maio de 1997: “Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Mesmo assim, o preconceito pode ser definido como uma ideia de distinção, exclusão ou preferência baseada em raça, sexo, religião, origem social ou geográfica etc.; já a discriminação diz respeito à ação decorrente do preconceito. O preconceito é uma opinião; a discriminação, um comportamento real e efetivo.
     Sendo um pensamento, o preconceito, a rigor, não é crime. Quando se torna uma ação concreta ou uma afirmação pública, passa a ser discriminação e, a partir daí, é alvo da lei. O preconceito é considerado por nós a matriz que origina o ato discriminatório. Sem preconceito, não existiria discriminação. Ausente de sua expressão concreta discriminatória, o preconceito seria apenas uma fantasmagoria psíquica.

Leandro Karnal e Luiz Estevam. Preconceito: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2023 (com adaptações). 
Em referência às ideias veiculadas no texto apresentado e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.

Na concepção defendida no texto, o preconceito precede a discriminação.  
Alternativas
Q2559264 Português
Julgue o item que se segue.


Um texto que foca principalmente em descrever cenários e personagens, detalhando cada aspecto visual e sensorial, é um exemplo de texto narrativo.
Alternativas
Q2559130 Português
   Ela nasceu lesma, vivia no meio de lesmas, mas não estava satisfeita com sua condição. Não passamos de criaturas desprezadas, queixava-se. Só somos conhecidas por nossa lentidão. O rastro que deixaremos na história será tão desprezível quanto a gosma que marca nossa passagem pelos pavimentos.

   A esta frustração correspondia um sonho: a lesma queria ser como aquele parente distante, o escargot. O simples nome já a deixava fascinada: um termo francês, elegante, sofisticado, um termo que as pessoas pronunciavam com respeito e até com admiração. Mas, lembravam as outras lesmas, os escargots são comidos, enquanto nós pelo menos temos chance de sobreviver. Este argumento não convencia a insatisfeita lesma, ao contrário: preferiria exatamente terminar sua vida desta maneira, numa mesa de toalha adamascada, entre talheres de prata e cálices de cristal. Assim como o mar é o único túmulo digno de um almirante batavo, respondia, a travessa de porcelana é a única lápide digna dos meus sonhos.

     Assim pensando, resolveu sacrificar a vida por seu ideal. Para isso, traçou um plano: tinha de dar um jeito de acabar em uma cozinha refinada. O que não seria tão difícil. Perto dali havia uma horta onde eram cultivadas alfaces: belas e selecionadas alfaces, de folhas muito crespas. Alfaces destinadas a gourmets, sem dúvida. Uma dessas alfaces, raciocinou a lesma, me levará ao destino que almejo. Foi até a horta, à doida velocidade de meio quilômetro por hora, e ocultou-se no vegetal que, de fato, foi colhido naquele mesmo dia e levado para ser consumido.
 
   Infelizmente, porém, a alface não fazia parte de um prato francês, mas sim de um popular e globalizado lanche. Quando a consumidora foi comê-lo constatou, horrorizada, a presença da lesma. Chamado, o gerente a princípio negou a evidência: disse que aquilo era um vestígio de óleo queimado. O que deixou a lesma indignada: eu não sou óleo queimado, bradava, eu sou uma criatura, e uma criatura com um sonho, respeitem meu sonho ou será que, para vocês, nada mais é sagrado, só o direito do consumidor?

     Ninguém a ouviu, claro. Foi ignominiosamente jogada no lixo, junto com suas ilusões de grandeza. E assim descobriu que, quem nasceu para lesma nunca chega a escargot, mesmo viajando de carona em certas alfaces, principalmente viajando de carona em certas alfaces.


(Fonte: SCLIAR, Moacyr. Folha de S. Paulo — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens abaixo:

I. Ser escargot é o destino de toda lesma.
II. A vida de uma lesma tem momentos bons e ruins.
III. Algumas espécies de lesmas não são comestíveis.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2559129 Português
   Ela nasceu lesma, vivia no meio de lesmas, mas não estava satisfeita com sua condição. Não passamos de criaturas desprezadas, queixava-se. Só somos conhecidas por nossa lentidão. O rastro que deixaremos na história será tão desprezível quanto a gosma que marca nossa passagem pelos pavimentos.

   A esta frustração correspondia um sonho: a lesma queria ser como aquele parente distante, o escargot. O simples nome já a deixava fascinada: um termo francês, elegante, sofisticado, um termo que as pessoas pronunciavam com respeito e até com admiração. Mas, lembravam as outras lesmas, os escargots são comidos, enquanto nós pelo menos temos chance de sobreviver. Este argumento não convencia a insatisfeita lesma, ao contrário: preferiria exatamente terminar sua vida desta maneira, numa mesa de toalha adamascada, entre talheres de prata e cálices de cristal. Assim como o mar é o único túmulo digno de um almirante batavo, respondia, a travessa de porcelana é a única lápide digna dos meus sonhos.

     Assim pensando, resolveu sacrificar a vida por seu ideal. Para isso, traçou um plano: tinha de dar um jeito de acabar em uma cozinha refinada. O que não seria tão difícil. Perto dali havia uma horta onde eram cultivadas alfaces: belas e selecionadas alfaces, de folhas muito crespas. Alfaces destinadas a gourmets, sem dúvida. Uma dessas alfaces, raciocinou a lesma, me levará ao destino que almejo. Foi até a horta, à doida velocidade de meio quilômetro por hora, e ocultou-se no vegetal que, de fato, foi colhido naquele mesmo dia e levado para ser consumido.
 
   Infelizmente, porém, a alface não fazia parte de um prato francês, mas sim de um popular e globalizado lanche. Quando a consumidora foi comê-lo constatou, horrorizada, a presença da lesma. Chamado, o gerente a princípio negou a evidência: disse que aquilo era um vestígio de óleo queimado. O que deixou a lesma indignada: eu não sou óleo queimado, bradava, eu sou uma criatura, e uma criatura com um sonho, respeitem meu sonho ou será que, para vocês, nada mais é sagrado, só o direito do consumidor?

     Ninguém a ouviu, claro. Foi ignominiosamente jogada no lixo, junto com suas ilusões de grandeza. E assim descobriu que, quem nasceu para lesma nunca chega a escargot, mesmo viajando de carona em certas alfaces, principalmente viajando de carona em certas alfaces.


(Fonte: SCLIAR, Moacyr. Folha de S. Paulo — adaptado.)
Há duas habilidades necessárias no tocante à leitura e ao entendimento de um texto: a compreensão e a interpretação. A compreensão diz respeito às informações que estão no corpo do texto, ou seja, nas orações; já a interpretação é um processo além, é preciso inferir e deduzir informações, inclusive, com nosso conhecimento de mundo. Sendo assim, nas alternativas abaixo, assinalar aquela que condiz com uma informação interpretada do texto:
Alternativas
Q2558660 Português
Laboratório em Wuhan é a origem “mais provável” do
Coronavírus, diz documento do governo dos EUA


      O documento, que foi revelado pela ONG americana US Right to Know, é um texto de quatro páginas elaborado em 2020 pelo Departamento de Estado — e obtido judicialmente em 2022, por meio da FOIA, a lei de acesso à informação dos EUA.

   Ele começa com um resumo. “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.” O documento afirma que “os laboratórios de Wuhan são a [origem] mais provável, mas menos estudada”, pois “todos os outros possíveis lugares de surgimento do vírus se mostraram falsos”.

    Em seguida, o texto explora cinco hipóteses. A primeira é a oficial, de que o Sars-CoV-2 veio de algum animal vendido no mercado Huanan, em Wuhan. Mas os americanos apontam que “o primeiro paciente conhecido, que foi diagnosticado em 01/12/2019, não tinha relação com o mercado”, e afirmam que “o mercado não vendia morcegos” (animal que poderia ser a fonte do vírus). Também lembram que bem no começo da pandemia, em 24/01/2020, até cientistas chineses questionaram a tese do mercado.

     A segunda hipótese é de que o vírus tenha surgido em outras partes da China, possivelmente na província de Guangdong — isso porque, segundo o Departamento de Estado, “os vírus da SARS [o Sars-CoV-1, de 2002] e o H1N1 são de lá”. Mas os americanos não acreditam nessa possibilidade: “nenhum estudo explicou porque não houve um surto [de Sars-CoV-2] em outras partes da China, a não ser em Wuhan”.

      A terceira tese é de que o Coronavírus tenha surgido na Itália e/ou nos EUA — algo que chegou a ser dito pela China em 2020. O documento descarta sumariamente essa possibilidade, dizendo apenas: “autoexplicativo”.

      A lei FOIA obriga o governo a liberar documentos considerados de interesse público, mas permite que eles sejam parcial ou totalmente censurados com tarjas pretas antes da divulgação. Isso é bem frequente. Mas, no documento sobre as possíveis origens do Sars-CoV-2, não ocorreu — indicando que o Departamento de Estado não se preocupou em esconder o que pensa a respeito.

(Fonte: GARATTONI, Bruno. Superinteressante — adaptado.)
Assinalar um trecho que justifica o título da reportagem lida:
Alternativas
Q2558574 Português
Laboratório em Wuhan é a origem “mais provável” do
Coronavírus, diz documento do governo dos EUA


      O documento, que foi revelado pela ONG americana US Right to Know, é um texto de quatro páginas elaborado em 2020 pelo Departamento de Estado — e obtido judicialmente em 2022, por meio da FOIA, a lei de acesso à informação dos EUA.

   Ele começa com um resumo. “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.” O documento afirma que “os laboratórios de Wuhan são a [origem] mais provável, mas menos estudada”, pois “todos os outros possíveis lugares de surgimento do vírus se mostraram falsos”.

    Em seguida, o texto explora cinco hipóteses. A primeira é a oficial, de que o Sars-CoV-2 veio de algum animal vendido no mercado Huanan, em Wuhan. Mas os americanos apontam que “o primeiro paciente conhecido, que foi diagnosticado em 01/12/2019, não tinha relação com o mercado”, e afirmam que “o mercado não vendia morcegos” (animal que poderia ser a fonte do vírus). Também lembram que bem no começo da pandemia, em 24/01/2020, até cientistas chineses questionaram a tese do mercado.

     A segunda hipótese é de que o vírus tenha surgido em outras partes da China, possivelmente na província de Guangdong — isso porque, segundo o Departamento de Estado, “os vírus da SARS [o Sars-CoV-1, de 2002] e o H1N1 são de lá”. Mas os americanos não acreditam nessa possibilidade: “nenhum estudo explicou porque não houve um surto [de Sars-CoV-2] em outras partes da China, a não ser em Wuhan”.

      A terceira tese é de que o Coronavírus tenha surgido na Itália e/ou nos EUA — algo que chegou a ser dito pela China em 2020. O documento descarta sumariamente essa possibilidade, dizendo apenas: “autoexplicativo”.

      A lei FOIA obriga o governo a liberar documentos considerados de interesse público, mas permite que eles sejam parcial ou totalmente censurados com tarjas pretas antes da divulgação. Isso é bem frequente. Mas, no documento sobre as possíveis origens do Sars-CoV-2, não ocorreu — indicando que o Departamento de Estado não se preocupou em esconder o que pensa a respeito.

(Fonte: GARATTONI, Bruno. Superinteressante — adaptado.)
No trecho “Não há evidências diretas para provar que um vazamento dos laboratórios de Wuhan causou a pandemia, mas há evidências circunstanciais sugerindo que é o caso.”, do 2º parágrafo do texto, as aspas usadas nesse segmento do serviram para:
Alternativas
Q2557441 Português
Qual é o tipo de frase destacado no trecho "Lucas ficou decepcionado, mas não deixou que isso estragasse o seu humor"?  
Alternativas
Q2557432 Português
Perder a pena? Sim!
Perder a vida? Nunca! 


Revista Pedagógica 



Uma patinha perdeu uma pena branca de sua asa.
Ela perguntou ao galo:
– Você não viu uma pena branca de minha asa?
O galo respondeu:
– Não vi. Talvez a raposa tenha visto. Pergunte a ela.
A patinha olhou a raposa ao longe e disse:
– Eu, não!... prefiro ficar sem uma pena de minha asa...
Eu, hein!... Enfrentar a raposa? Nunca! 

Analisando o texto entendemos que: 
Alternativas
Q2557147 Português
Analise as sentenças a seguir e marque a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q2557145 Português
Leia atentamente a estrofe de um soneto de Olavo Bilac e assinale a alternativa CORRETA. 
“Laura! Dizes que Fábio anda ofendido E, apesar de ofendido, namorado, Buscando a extinta chama do passado Nas cinzas frias avivar do olvido.”
Alternativas
Q2557144 Português
Leia os versos famosos abaixo, que pertencem ao romantismo e assinale a característica romântica mais marcante presente neles:
“Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá.”
Alternativas
Q2557012 Português
Leia o texto I abaixo para análise da questão.

3 Conselhos para poupar e ensinar seus filhos a lidar bem com o dinheiro


        Como mães e pais, as pessoas têm inúmeras preocupações com o futuro de nossos filhos. Entre elas, está a segurança financeira. No Brasil, oito em cada dez pais ou mães dizem conversar com seus filhos sobre finanças, segundo pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, publicada em outubro de 2023. O levantamento mostrou que 24% desses adultos disseram que começaram a falar com as crianças sobre o tema quando elas tinham até 5 anos. Outros 23% afirmaram que tiveram a primeira conversa quando os filhos tinham de seis a oito anos, e 16%, de nove a 11 anos. A pesquisa concluiu que os pais estão conversando cada vez mais sobre educação financeira com os filhos.
        Estudos mostram que, quanto mais cedo as crianças aprendem sobre finanças pessoais, mais preparadas elas ficam para lidar bem com o dinheiro. O podcast Money Box, da BBC, conversou com Kirsty Stone, planejadora financeira da consultoria The Private Office, e Stephanie Fitzgerald, diretora de programas para jovens da ONG britânica The Money Charity. As especialistas elencaram três dicas para ajudar os pais na tarefa de garantir um futuro financeiro mais tranquilo para os filhos. "O que realmente importa é dar-lhes a oportunidade de ter algum controle e tomar algumas das decisões em relação ao dinheiro, para que talvez possam cometer alguns erros, resume Fitzgerald.

1. Pense no longo prazo
        Como os filhos não precisam de dinheiro imediatamente e os produtos de poupança a longo prazo sempre oferecem benefícios maiores, o melhor é comparar as contas que são ofertadas pelos bancos e os juros de cada uma. "Existem contas infantis simples, e essa é uma excelente forma de começar a educar a criança sobre a entrada e a saída de dinheiro", acrescenta Fitzgerald.
        Em geral, com as contas de acesso instantâneo, você pode sacar ou depositar dinheiro a qualquer momento, mas normalmente tem acesso a uma taxa de juros mais baixa do que com contas ou aplicações de prazo fixo ou de prazo mais longo (que podem ficar presas por 12, 18 ou mais meses). Você também pode escolher uma conta que a criança só poderá acessar quando completar 18 anos. "Isso limita a possibilidade de alguém remover dinheiro desnecessariamente para cobrir um custo que não é uma necessidade essencial", disse Fitzgerald no podcast.

2. Dê um passo de cada vez
        Começar a poupança para uma criança hoje representa um grande presente para o futuro. Com essa quantia, os jovens adultos não apenas conseguem começar a vida independente com mais tranquilidade. Envolver as crianças no processo, desde cedo, também os ajuda a aprender lições importantes sobre dinheiro e economia.
        Porém, se você não puder economizar para eles devido à situação familiar ou à crise financeira, não há problema em postergar os planos por um tempo. O essencial é não se endividar, nem usar cartão de crédito sem condições de pagar o boleto no mês seguinte.

3. Lembre-se da magia dos juros compostos
        Tudo começa com uma conta poupança que rende juros. Vamos supor que você coloque US$ 100 (ou o equivalente em qualquer moeda) em uma conta que oferece uma taxa de juros de 5%. Observe atentamente os números: no final do primeiro ano, você terá US$ 105 na conta poupança. Ou seja: os US$ 100 que você tirou do bolso + os US$ 5 que o banco te deu por ser um bom cliente e não tocar naquele depósito durante um ano inteiro. O conceito-chave é: a magia dos juros compostos acontece enquanto você não faz movimentações com esse dinheiro.
        Vamos agora para o segundo ano. A poupança do filho agora tem US$ 105, mas este ano as finanças não permitem que você acrescente nada a mais. Ainda assim, o dinheiro continuará a crescer. Como? Porque no segundo ano você não vai ganhar US$ 5. No final deste segundo ano você terá mais. Com a mesma taxa de juros de 5%, o banco passa a dar uma remuneração superior. Os 5% que você ganha não são mais sobre os US$ 100 investidos no início. Os juros agora são aplicados ao total que sua conta possui no segundo ano (ou US$ 105). Os juros para o segundo ano são, portanto, de US$ 5,25. Quando ele completar 18 anos, graças à magia dos juros compostos, a poupança estará com US$ 240,66. Imagine que, em vez dos US$ 100 iniciais, você colocou US$ 1.000. Ao completar 18 anos, a conta estará com US$ 2.406,62. O recardo então é: economize aos poucos e deixe a matemática fazer o resto. Mas atenção sobre qual investimento fazer: o retorno tem que ser superior à inflação do período, caso contrário, apesar de nominalmente você ter mais dinheiro, como vimos no exemplo, ele pode não valer tanto assim.
        E, se você quer ensinar finanças ao filho, dê a ele um cofrinho. Essa é a dica dada pelo site Money Helper. "Essa é uma boa ideia para crianças muito pequenas. A principal coisa que elas precisam aprender é que o dinheiro não é um brinquedo e que deve ser guardado num lugar seguro".
        Um cofrinho ajuda as crianças a compreender o valor de diferentes moedas e notas. Além do que os pais poupam para os filhos, é importante que eles próprios desenvolvam uma compreensão de como funciona o dinheiro. Essa certamente é uma habilidade que os acompanhará pelo restante da vida.
Fonte: https//:www.bbc.com/portuguese/articles/c8428wzd574o.
Sobre o Texto I em evidência, pode-se dizer que ele:
Alternativas
Respostas
6521: A
6522: D
6523: B
6524: D
6525: C
6526: E
6527: C
6528: E
6529: C
6530: E
6531: D
6532: C
6533: C
6534: B
6535: C
6536: C
6537: B
6538: C
6539: C
6540: A