Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
O Que Eu Também Não Entendo
Jota Quest
Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter
Sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir
[...]
Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também.
Disponível em: < https://www.letras.mus.br/jotaquest/46693/>. Acesso em: 16 de abril de 20204.
[Fragmento].
Leia a tirinha abaixo e analise as afirmativas a seu respeito.

I- O autor da tirinha mostra a importância da leitura no enriquecimento do acervo cognitivo, fazendo-nos entender que não adianta comprar livros sem o objetivo de lê-los;
II-O pronome “ele”, no segundo quadrinho da tirinha, faz referência aos livros;
III- Na oração “nos deixam mais sábios”, temos apenas um predicado verbal;
IV- Na oração “você já leu eles?”, temos um sujeito simples e um predicado verbal.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
O verbo for
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário – evidentemente o condizente com a nossa condição provecta –, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.
Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
– Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra – dizia ele ao entanguido vestibulando.
– “Catilina, quanta paciência tens?” – retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à portada sala.
– Ai, minha barriga! – exclamava ele. – Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show”. Eu dei de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
– Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
– As margens plácidas – respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
– Por que não é indeterminado, “ouviram, etc.”?
– Porque o “as” de “as margens plácidas” não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. “Nem tem quem te adora a própria morte”: sujeito “quem te adora”. Se pusermos na ordem direta...
– Chega! – berrou ele. – Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!
Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mi. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra “for” tanto podia ser do verbo “ser” quanto do verbo “ir”. Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
– Esse “for” aí, que verbo é esse?
Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do circula, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
– Verbo for.
– Verbo o quê?
– Verbo for.
– Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
– Eu fonho, tu fões, ele fõe – recitou ele, impávido. – Nós fomos, vós fondes, eles fõem.
Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.
(João Ubaldo Ribeiro. O Globo. Em: 13/09/1998.)
I- O texto valoriza a riqueza interior das personagens destacando os aspectos do sentimento de solidão e a descoberta do outro.
II- O texto acaba promovendo uma reflexão sobre a emoção do amor entre um animal e uma menina.
III- O texto não é ficcional e, logo, tem a finalidade de denunciar problemas sociais.
IV- O texto foi escrito no século XXI, de modo que a sua preocupação estética é com a forma literária do gênero.
É CORRETO o que se afirma em:
Por Andréa de Nicola
Pesquisa Game Brasil revelou que as mulheres representam a maioria dos jogadores no país; população brasileira nunca teve tantos gamers
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Leia o texto abaixo e responda a questão
Texto 01
O iglu
Maria Dörrenberg (autora)
Estava tudo escuro. As pessoas dormiam. Só aquele monótono barulho do motor do avião tinha vida. Eu me cansei de jogar videogame e o pus na mesinha na minha frente.
Eles moram em iglus, como o do museu no parque da minha cidade, ou dos desenhos da TV, das histórias de Natal. Vou morar em um iglu cercado de neve.
Da janela vi as nuvens e a lua.
É um lugar branco e gelado, sem árvore nem nada. Só água, gelo e céu. É frio e quieto lá e iglus são muito pequenos. Não vou ter um quarto, nem vai caber brinquedos. Tudo cheio de gelo e céu. Não vou andar de bicicleta. Vai ser legal?
Eu estava meio triste. Olhei para mãe, mas ela dormia também.
Ah! Mas vou pescar um peixão, o maior que tiver. Patinar e descer montanha e deslizar na neve. Vai ser cool!
Aí mãe soltou um bocejo.
Mãe, eles moram em iglus?
Ela riu.
Não, querido, eles moram em casas normais. Iglus estão no Alasca, no Ártico. Não vamos para lá.
Pena! Eu já gostava da ideia de morar em um iglu.
E então as casas foram aparecendo na janela e não eram iglus e o avião corria e eu não conseguia ver as casas direito e passava floresta e aparecia bosque e estação e vinha vilarejo e eu tentava olhar as casas e não conseguia e fiquei cansado desse filme maluco e desisti de olhar as casas.
Fui morar num apartamento na cidade, que não era uma casa, mas era grande e eu tinha um quarto e não era iglu, nem tinha neve. Pena!
Fonte: https://revistavessa.com/edicoes/2014/out-nov/avessa_out-nov.pdf (trecho adaptado) - Acesso em agosto de 2022.
“É um lugar branco e gelado, sem árvore nem nada. Só água, gelo e céu.”
O trecho está descrevendo características de um lugar. Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto abaixo e responda a questão
Texto 01
O iglu
Maria Dörrenberg (autora)
Estava tudo escuro. As pessoas dormiam. Só aquele monótono barulho do motor do avião tinha vida. Eu me cansei de jogar videogame e o pus na mesinha na minha frente.
Eles moram em iglus, como o do museu no parque da minha cidade, ou dos desenhos da TV, das histórias de Natal. Vou morar em um iglu cercado de neve.
Da janela vi as nuvens e a lua.
É um lugar branco e gelado, sem árvore nem nada. Só água, gelo e céu. É frio e quieto lá e iglus são muito pequenos. Não vou ter um quarto, nem vai caber brinquedos. Tudo cheio de gelo e céu. Não vou andar de bicicleta. Vai ser legal?
Eu estava meio triste. Olhei para mãe, mas ela dormia também.
Ah! Mas vou pescar um peixão, o maior que tiver. Patinar e descer montanha e deslizar na neve. Vai ser cool!
Aí mãe soltou um bocejo.
Mãe, eles moram em iglus?
Ela riu.
Não, querido, eles moram em casas normais. Iglus estão no Alasca, no Ártico. Não vamos para lá.
Pena! Eu já gostava da ideia de morar em um iglu.
E então as casas foram aparecendo na janela e não eram iglus e o avião corria e eu não conseguia ver as casas direito e passava floresta e aparecia bosque e estação e vinha vilarejo e eu tentava olhar as casas e não conseguia e fiquei cansado desse filme maluco e desisti de olhar as casas.
Fui morar num apartamento na cidade, que não era uma casa, mas era grande e eu tinha um quarto e não era iglu, nem tinha neve. Pena!
Fonte: https://revistavessa.com/edicoes/2014/out-nov/avessa_out-nov.pdf (trecho adaptado) - Acesso em agosto de 2022.
Ágil e com enormes chifres, o carnotauro era um dinossauro diferentão.

Ficha Técnica
· Nome: Carnotauro (Carnotaurus sastrei)
· Origem: Argentina (América do Sul)
· Tamanho: cerca de 9 metros de comprimento e 3 metros de altura
· Peso: aproximadamente 1.500 quilogramas
· Época em que viveu: Há cerca de 71 milhões de anos (Período Cretáceo)
O Cretáceo foi o último período da Terra a presenciar os dinossauros não aviários, ou seja, que não foram ancestrais das aves. É nessa fase de nosso planeta que viveram alguns dos maiores e mais diferentes dinossauros, como o carnotauro ou Carnotaurus sastrei.
Pertenceu a esse animal um dos esqueletos mais bem preservados dentre os grandes dinossauros carnívoros já descobertos. Seus restos fossilizados estavam articulados, o que nos dá uma ótima ideia da sua aparência em vida. A característica mais marcante do carnotauro é a presença de chifres logo acima de seus olhos.
Fonte: http://chc.org.br/artigo/o-touro-carnivoro-sul-americano/ - Acesso em agosto de 2022.
Considerando o texto é CORRETO afirmar que:
Observe a imagem abaixo para responder a questão:

Disponível em: https://www.techtudo.com.br/noticias/2013/07/guia-do-playstationara-iniciantes-veja-como-configurar-facilmente-seu-console.ghtml

As imagens acima são trechos extraídos do texto Manual controle sem fio Dualshock 3 e tratam sobre a função dos botões e o botão PS. Para tratar sobre cada função, são empregados as “formas verbais”: exibe, confirma, cancela, liga, desliga e abandona. Esses verbos, no contexto do texto “Manual controle sem fio Dualshock 3” servem para:

Fonte: https://pt.slideshare.net/ruingomes/ap-5-g-animais-em-vias-de-extino-20092010. Acesso em: 22/09/2022.
Considerando a imagem apresentada assinale a alternativa CORRETA que indica o tipo de dieta da arara.

Fonte: https://pin.it/JcuT4Ic. Acesso em 22/09/2022. (Adaptado)
De acordo com o texto, assinale a alternativa CORRETA de descartar o lixo.