Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 36.891 questões
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 7 a 10.
O povo de Dois Rios não cessava de comentar a inconcebível “sorte” do coronel Lupércio Moura, o grande milionário local. Um homem que saíra do nada. Que começara modesto menino de escritório dos que mal ganham para os sapatos, mas cuja vida, dura até aos trinta e seis anos, fora daí por diante a mais espantosa subida pela escada do dinheiro, a ponto de aos sessenta ver-se montado numa hipopotâmica fortuna de sessenta mil contos de réis.
LOBATO, Monteiro. Herdeiro de si mesmo. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/herdeiro-de-si-mesmo-conto-de-monteiro-lobato/. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento]
No trecho “[...] a ponto de aos sessenta ver-se montado numa hipopotâmica fortuna de sessenta mil contos de réis.”, a palavra destacada
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
As desigualdades e seus impactos na aprendizagem escolar
Alguns fatores podem explicar por que a educação brasileira não avança na velocidade desejável. Entre eles, podemos citar: as descontinuidades das políticas públicas, em particular nas transições de governo; os investimentos ainda insuficientes, que, apesar de terem sido ampliados nos últimos 20 anos, requerem mais esforços para essa ampliação, desde que sejam usados adequadamente; a necessidade de uma melhor formação docente, tanto a inicial como a continuada — no Brasil, a formação é muito teórica e não dialoga com o chão de escola; a necessidade de formar diretores escolares enquanto lideranças transformacionais e pedagógicas; e, por fim, um dos mais relevantes fatores consiste na desigualdade socioeconômica e racial, que pode explicar de 40% a 50% da desigualdade no desempenho escolar nas redes públicas de ensino.
RAMOS, Mozart Neves. As desigualdades e seus impactos na aprendizagem escolar. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6849113-as-desigualdades-e-seus-impactos-na-aprendizagem-escolar.html. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Uma das estratégias usadas pelo autor para construir a argumentatividade de seu texto é a
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
As desigualdades e seus impactos na aprendizagem escolar
Alguns fatores podem explicar por que a educação brasileira não avança na velocidade desejável. Entre eles, podemos citar: as descontinuidades das políticas públicas, em particular nas transições de governo; os investimentos ainda insuficientes, que, apesar de terem sido ampliados nos últimos 20 anos, requerem mais esforços para essa ampliação, desde que sejam usados adequadamente; a necessidade de uma melhor formação docente, tanto a inicial como a continuada — no Brasil, a formação é muito teórica e não dialoga com o chão de escola; a necessidade de formar diretores escolares enquanto lideranças transformacionais e pedagógicas; e, por fim, um dos mais relevantes fatores consiste na desigualdade socioeconômica e racial, que pode explicar de 40% a 50% da desigualdade no desempenho escolar nas redes públicas de ensino.
RAMOS, Mozart Neves. As desigualdades e seus impactos na aprendizagem escolar. Correio Braziliense. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6849113-as-desigualdades-e-seus-impactos-na-aprendizagem-escolar.html. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento adaptado]
Conforme exposto no texto, um dos problemas enfrentados pela educação brasileira é
Texto para as questões de 01 a 10
IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO
O controle interno tem um importante papel, por resguardar a entidade pública por meio de orientações preventivas nas áreas contábil, financeira, econômica e patrimonial e administrativa, sempre com vistas a atender os princípios norteadores da Administração pública, preservar recursos e proteger os bens patrimoniais.
Observa-se que, à medida que o controle é intensificado, há uma ação mais preventiva, dificultando o cometimento de falhas durante o processamento das compras, dos pagamentos e das finanças da instituição, podendo assim confirmar que o controle interno é uma importante ferramenta, que interage com o controle externo, auxiliando na missão de preservar o bom uso do dinheiro público.
A Controladoria Interna justifica a sua relevância, importância e pertinência, por ter o intuito de evitar riscos que possam afetar o andamento das ações, dificultando o alcance dos objetivos do CPS.
Ela busca mitigar eventuais erros/falhas ou fraudes durante a realização das atividades institucionais, utilizando para tanto, técnicas operacionais, orientação, monitoramento e a implantação de um sistema consolidado de controles.
Essa afirmativa reforça o zelo do gestor em consolidar suas atribuições e seus procedimentos, revisando-os periodicamente, conforme evolução dos regramentos e entendimentos jurisprudenciais, notadamente determinados por decisões superiores do Judiciário e do Egrégio Tribunal de Contas do respectivo estado da Federação.
Disponível em <https://ci.cps.sp.gov.br/importancia-do-controle-interno/>.Acesso em 21/05/2024. Com adaptações.
Sabe-se que os pronomes demonstrativos, bem como outras estruturas (conjunções, locuções conjuntivas, preposições, substantivos e até mesmo alguns advérbios) funcionam como elementos coesivos no texto, conferindo-lhe melhor organização e fluidez de leitura. Considerando isso, observe o trecho retirado do último parágrafo do texto:
“Essa afirmativa reforça o zelo do gestor em consolidar suas atribuições e seus procedimentos, revisando-os periodicamente, conforme evolução dos regramentos e entendimentos jurisprudenciais…”. (5º§)
No que se refere à expressão destacada, podemos dizer que:
Texto para as questões de 01 a 10
IMPORTÂNCIA DO CONTROLE INTERNO
O controle interno tem um importante papel, por resguardar a entidade pública por meio de orientações preventivas nas áreas contábil, financeira, econômica e patrimonial e administrativa, sempre com vistas a atender os princípios norteadores da Administração pública, preservar recursos e proteger os bens patrimoniais.
Observa-se que, à medida que o controle é intensificado, há uma ação mais preventiva, dificultando o cometimento de falhas durante o processamento das compras, dos pagamentos e das finanças da instituição, podendo assim confirmar que o controle interno é uma importante ferramenta, que interage com o controle externo, auxiliando na missão de preservar o bom uso do dinheiro público.
A Controladoria Interna justifica a sua relevância, importância e pertinência, por ter o intuito de evitar riscos que possam afetar o andamento das ações, dificultando o alcance dos objetivos do CPS.
Ela busca mitigar eventuais erros/falhas ou fraudes durante a realização das atividades institucionais, utilizando para tanto, técnicas operacionais, orientação, monitoramento e a implantação de um sistema consolidado de controles.
Essa afirmativa reforça o zelo do gestor em consolidar suas atribuições e seus procedimentos, revisando-os periodicamente, conforme evolução dos regramentos e entendimentos jurisprudenciais, notadamente determinados por decisões superiores do Judiciário e do Egrégio Tribunal de Contas do respectivo estado da Federação.
Disponível em <https://ci.cps.sp.gov.br/importancia-do-controle-interno/>.Acesso em 21/05/2024. Com adaptações.
Considerando a estrutura e o conteúdo do texto lido, é correto afirmar que ele:
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Na frase “O homem consome cada dia mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro” (l. 01-02), se o termo sublinhado fosse passado para o plural, quantas outras alterações seriam obrigatórias para manter a correção do período?
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes assertivas sobre expressões do texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O “tais como” (l. 09-10) introduz exemplos.
( ) Na linha 12, “portanto” apresenta uma relação de conclusão.
( ) A expressão “Se” (l. 24) traz uma ideia de condição.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes assertivas sobre palavras retiradas do texto:
I. Na palavra “territórios”, há apenas um dígrafo.
II. A palavra “biodiversidade” não apresenta dígrafo.
III. A palavra “necessidade” tem 11 letras e 10 fonemas.
Quais estão corretas?
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em qual das palavras abaixo a letra “S” tem som diferente das demais?
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, quanto às atitudes apresentadas no texto para diminuir a pegada ecológica.
( ) Utilizar o carro sempre que der.
( ) Comprar apenas o necessário, sem excessos.
( ) Comer mais carne.
( ) Tomar banhos demorados.
( ) Separar o lixo em orgânico e reciclado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
A pergunta que NÃO pode ser respondida pelo texto é:
Pegada ecológica
- É cada vez mais preocupante a situação do nosso planeta. O homem consome cada dia
- mais os recursos naturais, não se preocupando com o futuro. A poluição e o consumo exagerado
- de água, por exemplo, afetam diretamente toda a população, e nós nem nos damos conta de
- onde estamos errando.
- Com o objetivo de saber o quanto cada um de nós e as cidades estão gastando de recursos
- naturais para manter nosso estilo de vida, foi criada, em 1996, por William Rees e Mathis
- Wackernagel, a “pegada ecológica”. Essa pegada é uma espécie de medição da utilização dos
- recursos naturais e está relacionada diretamente com os hábitos de vida de uma população.
- A pegada ecológica é calculada com base nos territórios chamados de produtivos, tais
- como terra para colheita, área de pesca, terra construída e áreas de biodiversidade, e nas formas
- de consumo de uma população. Entre as formas de consumo, a pegada analisa diversos itens,
- como a alimentação, transporte, energia e bens e serviços. Podemos dizer, portanto, que a
- pegada expressa a área (em hectares) que uma população usa para conseguir seu sustento.
- Quando analisamos a pegada ecológica, é possível estabelecer uma estimativa entre a
- quantidade de consumo e o tempo que o planeta precisa para conseguir recuperar aquele recurso
- (quando é possível haver regeneração). Estima-se que atualmente nosso consumo esteja tão
- exagerado que, para conseguir manter nosso padrão de vida, necessitaríamos de
- aproximadamente um planeta e meio. Claro que a sociedade industrializada consome mais
- recursos que a com menos tecnologia. Sendo assim, dizemos que ela possui uma maior pegada
- ecológica. Como sua pegada é maior, ela afeta todo o globo, pois necessita de mais recursos
- para conseguir suprir sua necessidade de consumo e também acaba poluindo mais por gerar
- mais resíduos.
- Medidas que controlem a pegada ecológica são essenciais para verificar até que ponto
- nosso impacto está prejudicando o planeta. Se consumirmos mais do que nosso planeta é capaz
- de produzir, em breve enfrentaremos uma grande crise ambiental, com a falta de recursos e a
- diminuição acelerada da nossa biodiversidade.
- Como posso diminuir minha pegada ecológica? Você pode diminuir sua pegada ecológica
- com atitudes simples. Veja só alguns exemplos:
- • Sempre que possível, deixe seu carro em casa e procure ir a pé.
- • Só compre o que é realmente necessário. Não seja consumista!
- • Diminua o consumo de carne, uma vez que populações que se alimentam muito desse
- produto necessitam da criação de grandes pastagens.
- • Diminua o tempo de banho.
- • Separe o lixo orgânico do reciclado.
- • Não deixe as luzes acesas sem necessidade.
(Disponível em: www.mundoeducacao.uol.com.br/biologia/pegada-ecologica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
O texto, de uma forma geral:
LEIA O TEXTO ABAIXO PARA RESPONDER AS QUESTÕES 1, 2 e 3.
No restaurante, o freguês chama o garçom:
- Tem uma mosca no meu prato!
- É o desenho do prato, meu senhor.
- Mas tá se mexendo!
- Viu a tecnologia? É desenho animado!
Pode-se dizer que o efeito de humor contido no texto está no fato de:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
O trecho “sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina”, destacado no terceiro parágrafo, exerce a função de:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
As ideias apresentadas pelo texto deixam ver, nas entrelinhas, uma opinião sendo defendida. O recurso utilizado predominantemente no texto para marcar essa opinião é:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
De acordo com a ideia central do texto, embora com várias facetas, historicamente, o ideal de maternidade é:
O texto a seguir é referência para as questões 01 a 10.
O destino de ser mãe
A concepção e o valor da maternidade foram se transformando ao longo da história — e a ciência teve um papel fundamental nessas construções. “Não dá para falar em termos lineares e, ao longo do tempo, vemos muitas facetas de maternidade”, pontua a pesquisadora da UFPR [Marlene Tamanini]. Até a Idade Média, a maternidade era desvalorizada e as mulheres não tinham um papel de destaque na criação dos filhos. Entre os motivos que contribuíam para essa visão estavam a ênfase no poder paterno, a fragilidade física das crianças e a alta taxa de mortalidade infantil.
Durante o Renascimento (dos séculos 15 ao 17), a atenção materna às crianças começou a aparecer como valor essencial, especialmente nas classes mais abastadas. A ampliação dessas responsabilidades levou a uma crescente valorização do ideal mulher-mãe, ainda que isso não ultrapassasse o ambiente doméstico e não significasse a redução da autoridade paterna. No Ocidente, a mulher passou a ser vista como “predestinada” a ter filhos, principalmente a partir do século 18. Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, uma das mais importantes pesquisadoras da área, dois discursos diferentes confluíram para modificar a atitude da mulher em relação aos filhos: um econômico, que se apoiava em estudos demográficos demonstrando a importância do crescimento populacional para o país; e o liberalismo, que favorecia ideias de liberdade, igualdade e felicidade individual.
Para completar, um terceiro discurso, sustentado pelo desenvolvimento da biomedicina, reforçava a ideia de que era função da mulher se ocupar dos filhos. “O útero como definidor exclusivo das mulheres vira quase um fetiche dos discursos médicos. Ela passa a ser definida como um ser que se completa e se organiza no papel de mãe”, destaca Tamanini. “A maternidade entra como a solução para a vida das mulheres. Quem faz esse discurso agora é o médico, e essa construção moderna passa a ser necessária para organizar a ordem da sociedade.” [...]
Com o surgimento dos métodos contraceptivos e o avanço do movimento feminista nos anos 1960, a mulher contemporânea pode escolher não ter filhos. Entretanto, a maternidade segue um marcador social relevante. “Parece ser uma escolha individual, mas nem sempre é, porque existem muitas estruturas por trás dessa decisão. Existe uma cobrança, uma expectativa de que se não formos mães, não seremos mulheres de verdade. Às vezes ela é tão forte que faz muitas mulheres serem mães sem nem saberem por quê”, destaca a socióloga Thaís de Souza Lapa, professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do laboratório de Sociologia do Trabalho na mesma universidade. Na avaliação dela, embora atualmente consigam ocupar locais não permitidos no passado, como em cargos de chefia ou cursando ensino superior, muitas mulheres ainda são vistas como “estrangeiras” nesses espaços — e a maternidade é um dos poucos lugares onde isso não acontece.
Revista Galileu, ed. 384, mar. 2024.
A partir das ideias apresentadas no texto, infere-se que:
Instrução: Leia o artigo de opinião da colunista Natalia Beauty publicado no jornal Folha de São Paulo para responder as questões de 1 a 10.
O fantasma do etarismo no mercado de trabalho e as consequências na vida pessoal
Discriminação é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo
Natalia Beauty - 9.mar.2024 às 10h00
Em um mundo em que a juventude é frequentemente sinônimo de inovação e a experiência é vista como antiquada, o etarismo se infiltra sutilmente no mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e questionamentos. Tradicionalmente atrelado à marginalização dos mais velhos, esse fenômeno adquire contornos cada vez mais precoces, se revelando numa tendência alarmante que não apenas prejudica indivíduos, mas coíbe o potencial de crescimento e renovação das empresas.
O etarismo, essa discriminação baseada na idade, mostra suas garras logo cedo, criando um cenário em que jovens profissionais se veem pressionados a alcançar rapidamente o sucesso, enquanto aqueles com mais experiência lutam para provar sua relevância. Essa realidade é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo, um reflexo das mudanças tecnológicas aceleradas e da onipresença das redes sociais, que idolatram a juventude e a inovação constante.
Esse cenário é agravado por práticas empresariais que priorizam a contratação de talentos mais jovens, muitas vezes ignorando a riqueza de conhecimento e a estabilidade que os profissionais mais experientes podem oferecer. O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.
Confrontar o etarismo requer uma abordagem multifacetada. Para os indivíduos, significa abraçar a educação contínua e a adaptabilidade como ferramentas de empoderamento. Para as empresas, implica o desenvolvimento de políticas de contratação e retenção que valorizem a diversidade etária e promovam a inclusão. E, no âmbito governamental e organizacional, exige a implementação de legislações e iniciativas que combatam a discriminação baseada na idade e incentivem práticas de trabalho justas e equitativas.
Olhando para o futuro, é fundamental que repensemos nossas atitudes em relação à idade no local de trabalho. A diversidade etária deve ser vista como um ativo valioso, não um obstáculo. Ao promovermos uma cultura de trabalho inclusiva e respeitosa, não apenas combatemos o etarismo, mas também desbloqueamos o potencial ilimitado de nossa força de trabalho.
Além do mercado de trabalho, o etarismo na sociedade como um todo reflete uma profunda desvalorização dos mais velhos, encarados muitas vezes como obsoletos ou um fardo. Essa mentalidade, arraigada em preconceitos e na idolatria infundada pela juventude eterna, não apenas marginaliza uma parcela significativa da população, mas também ignora o imenso reservatório de sabedoria, experiência e resiliência que os mais velhos representam.
Encarar o envelhecimento como uma decadência inerente é perder a oportunidade de celebrar a vida em todas as suas fases. A verdadeira provocação que devemos fazer a nós mesmos é: por que insistimos em medir o valor de uma pessoa pela sua idade, quando deveríamos celebrar a riqueza que cada ano vivido traz?
Desafio cada um de nós a refletir sobre como podemos, individual e coletivamente, demolir essa barreira invisível do etarismo, reconhecendo que, em um mundo que preza verdadeiramente pela diversidade e inclusão, não há espaço para esse preconceito.
Afinal, se a vida é um livro, por que nos concentraríamos apenas nos primeiros capítulos, quando há tanto mais a explorar nas páginas que se seguem?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2024/03/o-fantasma-do-etarismo-no-mercado-de-trabalho-e-as-consequencias-na-vida-pessoal.shtml Acesso em: 10 de março de
Releia o trecho a seguir:
O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.
É CORRETO afirmar que a relação lógicosemânƟca predominante nesse trecho é de:
Instrução: Leia o artigo de opinião da colunista Natalia Beauty publicado no jornal Folha de São Paulo para responder as questões de 1 a 10.
O fantasma do etarismo no mercado de trabalho e as consequências na vida pessoal
Discriminação é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo
Natalia Beauty - 9.mar.2024 às 10h00
Em um mundo em que a juventude é frequentemente sinônimo de inovação e a experiência é vista como antiquada, o etarismo se infiltra sutilmente no mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e questionamentos. Tradicionalmente atrelado à marginalização dos mais velhos, esse fenômeno adquire contornos cada vez mais precoces, se revelando numa tendência alarmante que não apenas prejudica indivíduos, mas coíbe o potencial de crescimento e renovação das empresas.
O etarismo, essa discriminação baseada na idade, mostra suas garras logo cedo, criando um cenário em que jovens profissionais se veem pressionados a alcançar rapidamente o sucesso, enquanto aqueles com mais experiência lutam para provar sua relevância. Essa realidade é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo, um reflexo das mudanças tecnológicas aceleradas e da onipresença das redes sociais, que idolatram a juventude e a inovação constante.
Esse cenário é agravado por práticas empresariais que priorizam a contratação de talentos mais jovens, muitas vezes ignorando a riqueza de conhecimento e a estabilidade que os profissionais mais experientes podem oferecer. O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.
Confrontar o etarismo requer uma abordagem multifacetada. Para os indivíduos, significa abraçar a educação contínua e a adaptabilidade como ferramentas de empoderamento. Para as empresas, implica o desenvolvimento de políticas de contratação e retenção que valorizem a diversidade etária e promovam a inclusão. E, no âmbito governamental e organizacional, exige a implementação de legislações e iniciativas que combatam a discriminação baseada na idade e incentivem práticas de trabalho justas e equitativas.
Olhando para o futuro, é fundamental que repensemos nossas atitudes em relação à idade no local de trabalho. A diversidade etária deve ser vista como um ativo valioso, não um obstáculo. Ao promovermos uma cultura de trabalho inclusiva e respeitosa, não apenas combatemos o etarismo, mas também desbloqueamos o potencial ilimitado de nossa força de trabalho.
Além do mercado de trabalho, o etarismo na sociedade como um todo reflete uma profunda desvalorização dos mais velhos, encarados muitas vezes como obsoletos ou um fardo. Essa mentalidade, arraigada em preconceitos e na idolatria infundada pela juventude eterna, não apenas marginaliza uma parcela significativa da população, mas também ignora o imenso reservatório de sabedoria, experiência e resiliência que os mais velhos representam.
Encarar o envelhecimento como uma decadência inerente é perder a oportunidade de celebrar a vida em todas as suas fases. A verdadeira provocação que devemos fazer a nós mesmos é: por que insistimos em medir o valor de uma pessoa pela sua idade, quando deveríamos celebrar a riqueza que cada ano vivido traz?
Desafio cada um de nós a refletir sobre como podemos, individual e coletivamente, demolir essa barreira invisível do etarismo, reconhecendo que, em um mundo que preza verdadeiramente pela diversidade e inclusão, não há espaço para esse preconceito.
Afinal, se a vida é um livro, por que nos concentraríamos apenas nos primeiros capítulos, quando há tanto mais a explorar nas páginas que se seguem?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2024/03/o-fantasma-do-etarismo-no-mercado-de-trabalho-e-as-consequencias-na-vida-pessoal.shtml Acesso em: 10 de março de
Releia o último parágrafo do texto. Nele a articulista, metaforicamente, compara a vida a um livro. Essa comparação só é POSSÍVEL porque entre a vida e o livro é estabelecida uma relação de:
Instrução: Leia o artigo de opinião da colunista Natalia Beauty publicado no jornal Folha de São Paulo para responder as questões de 1 a 10.
O fantasma do etarismo no mercado de trabalho e as consequências na vida pessoal
Discriminação é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo
Natalia Beauty - 9.mar.2024 às 10h00
Em um mundo em que a juventude é frequentemente sinônimo de inovação e a experiência é vista como antiquada, o etarismo se infiltra sutilmente no mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e questionamentos. Tradicionalmente atrelado à marginalização dos mais velhos, esse fenômeno adquire contornos cada vez mais precoces, se revelando numa tendência alarmante que não apenas prejudica indivíduos, mas coíbe o potencial de crescimento e renovação das empresas.
O etarismo, essa discriminação baseada na idade, mostra suas garras logo cedo, criando um cenário em que jovens profissionais se veem pressionados a alcançar rapidamente o sucesso, enquanto aqueles com mais experiência lutam para provar sua relevância. Essa realidade é alimentada por um caldo cultural que valoriza o novo em detrimento do antigo, um reflexo das mudanças tecnológicas aceleradas e da onipresença das redes sociais, que idolatram a juventude e a inovação constante.
Esse cenário é agravado por práticas empresariais que priorizam a contratação de talentos mais jovens, muitas vezes ignorando a riqueza de conhecimento e a estabilidade que os profissionais mais experientes podem oferecer. O impacto desse fenômeno é vasto, afetando a saúde mental dos indivíduos, limitando a diversidade nas equipes e, paradoxalmente, restringindo a inovação, uma vez que a verdadeira criatividade surge da fusão de diferentes perspectivas e experiências.
Confrontar o etarismo requer uma abordagem multifacetada. Para os indivíduos, significa abraçar a educação contínua e a adaptabilidade como ferramentas de empoderamento. Para as empresas, implica o desenvolvimento de políticas de contratação e retenção que valorizem a diversidade etária e promovam a inclusão. E, no âmbito governamental e organizacional, exige a implementação de legislações e iniciativas que combatam a discriminação baseada na idade e incentivem práticas de trabalho justas e equitativas.
Olhando para o futuro, é fundamental que repensemos nossas atitudes em relação à idade no local de trabalho. A diversidade etária deve ser vista como um ativo valioso, não um obstáculo. Ao promovermos uma cultura de trabalho inclusiva e respeitosa, não apenas combatemos o etarismo, mas também desbloqueamos o potencial ilimitado de nossa força de trabalho.
Além do mercado de trabalho, o etarismo na sociedade como um todo reflete uma profunda desvalorização dos mais velhos, encarados muitas vezes como obsoletos ou um fardo. Essa mentalidade, arraigada em preconceitos e na idolatria infundada pela juventude eterna, não apenas marginaliza uma parcela significativa da população, mas também ignora o imenso reservatório de sabedoria, experiência e resiliência que os mais velhos representam.
Encarar o envelhecimento como uma decadência inerente é perder a oportunidade de celebrar a vida em todas as suas fases. A verdadeira provocação que devemos fazer a nós mesmos é: por que insistimos em medir o valor de uma pessoa pela sua idade, quando deveríamos celebrar a riqueza que cada ano vivido traz?
Desafio cada um de nós a refletir sobre como podemos, individual e coletivamente, demolir essa barreira invisível do etarismo, reconhecendo que, em um mundo que preza verdadeiramente pela diversidade e inclusão, não há espaço para esse preconceito.
Afinal, se a vida é um livro, por que nos concentraríamos apenas nos primeiros capítulos, quando há tanto mais a explorar nas páginas que se seguem?
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2024/03/o-fantasma-do-etarismo-no-mercado-de-trabalho-e-as-consequencias-na-vida-pessoal.shtml Acesso em: 10 de março de
Releia o trecho a seguir:
Encarar o envelhecimento como uma decadência inerente é perder a oportunidade de celebrar a vida em todas as suas fases. A verdadeira provocação que devemos fazer a nós mesmos é: por que insistimos em medir o valor de uma pessoa pela sua idade, quando deveríamos celebrar a riqueza que cada ano vivido traz?
É CORRETO afirmar que a articulista usa a pergunta retórica ao final do trecho para: