Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A novidade foi apresentada pela Agência Espacial Europeia (ESA). O depósito descoberto pela Mars Express marca a maior quantidade de água já encontrada no equador do Planeta Vermelho.
Há mais de 15 anos, a sonda revelou depósitos massivos com até 2,5 km de profundidade na MFF, mas os cientistas até agora não sabiam do que esses reservatórios eram feitos.
"Exploramos novamente a MFF usando dados mais recentes do radar MARSIS da Mars Express e descobrimos que os depósitos são ainda mais grossos do que pensávamos: até 3,7 km de espessura", diz Thomas Watters, do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, autor principal tanto da nova pesquisa quanto do estudo inicial de 2007, em comunicado.
Segundo Watters, os novos sinais são semelhantes àqueles vistos nos polos de Marte, que sabemos serem muito ricos em gelo. Se derretida, esta água aprisionada na Formação Medusae Fossae cobriria todo o planeta com uma camada de 1,5 a 2,7 metros de profundidade, o que seria o suficiente para encher o Mar Vermelho da Terra.
Os textos narrativos e os descritivos são essencialmente o mesmo tipo de texto, pois ambos focam principalmente em descrever pessoas, lugares e eventos.
Em textos descritivos objetivos, o autor frequentemente incorpora suas emoções e opiniões pessoais para enriquecer a descrição do objeto ou cena.
Em apresentações profissionais, a incorporação de termos coloquiais é eficaz para demonstrar acessibilidade e conectar-se emocionalmente com a audiência.
No contexto de textos narrativos, o tempo cronológico é empregado para enfatizar as emoções e as percepções internas das personagens, enquanto o tempo psicológico é usado para marcar a sequência de eventos de forma linear e precisa.
I – É possível afirmar que o eu lírico sente uma desconexão em relação ao mundo.
II - O autor não está ciente da existência de uma guerra.
III - É possível afirmar que o autor utilizou o sentido literal das palavras fogo e alimento.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
I – Na primeira estrofe, o eu lírico demonstra a sua finitude física em relação aos sentimentos que assolam o mundo.
II – O eu lírico expressa angústia e desilusão causadas pelos acontecimentos mundiais.
III – O poema apresenta rimas perfeitas e linguagem erudita, características observadas na estética modernista.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
A interpretação de textos poéticos não requer análise do ritmo, da métrica ou das figuras de linguagem utilizadas pelo autor, bastando apenas compreender o significado literal das palavras. A análise poética é uma tarefa simples e objetiva, que não envolve a apreciação estética ou a compreensão do simbolismo presente no poema.
A leitura e interpretação de textos técnicos e científicos é simples e direta, pois tais textos apresentam informações objetivas e claras, sem necessidade de análise crítica. O leitor não precisa considerar a validade das fontes ou a metodologia utilizada pelos autores, bastando compreender os dados apresentados literalmente.
A leitura e a interpretação de textos argumentativos exigem a identificação da tese central, dos argumentos de suporte e das estratégias retóricas utilizadas pelo autor. Além disso, o leitor deve ser capaz de reconhecer contra-argumentos e avaliar a eficácia das evidências apresentadas. Por exemplo, ao analisar um ensaio sobre mudanças climáticas, é crucial identificar os dados científicos, as fontes citadas e a lógica dos argumentos apresentados.
Assinale a afirmação correta sobre o significado da frase.
As mãos
O mundo é mais fácil com ternura
Carlos Starling | 23/01/2024
O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.
Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.
O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.
O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.
Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.
Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.
Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!
Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.
Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.
Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.
No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.
A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]
As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.
Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.