Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2556702 Português

Texto CB1A1-I


    A forma peculiar como se processou a independência da América portuguesa teve consequências fundamentais no seu subsequente desenvolvimento. Tendo-se transferido o governo português para o Brasil sob a proteção inglesa e tendo-se operado a independência da colônia sem descontinuidade na chefia do governo, os privilégios econômicos de que se beneficiava a Inglaterra em Portugal passaram automaticamente para o Brasil independente. Com efeito, se bem haja conseguido separar-se de Portugal em 1822, o Brasil necessitou de vários decênios mais para eliminar a tutela que, graças a sólidos acordos internacionais, mantinha sobre ele a Inglaterra. Esses acordos foram firmados em momentos difíceis e constituíam, na tradição das relações luso-inglesas, pagamentos em privilégios econômicos de importantes favores políticos. Os acordos de 1810 foram firmados contra a garantia da Inglaterra de que nenhum governo imposto por Napoleão em Portugal seria reconhecido. Por eles se transferiam para o Brasil todos os privilégios de que gozavam os ingleses em Portugal — inclusive os de extraterritorialidade — e se lhes reconhecia demais uma tarifa preferencial. Tudo indica que, negociando esses acordos, o governo português tinha estritamente em vista a continuidade da casa reinante em Portugal, enquanto os ingleses se preocupavam em firmar-se definitivamente na colônia, cujas perspectivas comerciais eram bem mais promissoras que as de Portugal.


Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 2007, p. 69 (com adaptações). 

Considerando as ideias veiculadas no texto CB1A1-I e as relações de coesão nele estabelecidas, julgue o próximo item.

De acordo com o texto, nos acordos de 1810, convergiam os interesses políticos de Portugal e os econômicos da Inglaterra. 
Alternativas
Q2555684 Português
      O trabalho humanitário e ético é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Ele promove a dignidade humana e o respeito pelos direitos fundamentais, ao mesmo tempo que combate às desigualdades sociais e econômicas. Através da ajuda humanitária, é possível fornecer suporte imediato às populações afetadas por crises e desastres, enquanto o trabalho ético garante que as intervenções sejam realizadas com integridade e transparência. 
Por que o trabalho ético é importante nas intervenções humanitárias? 
Alternativas
Q2555683 Português
      O trabalho humanitário e ético é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Ele promove a dignidade humana e o respeito pelos direitos fundamentais, ao mesmo tempo que combate às desigualdades sociais e econômicas. Através da ajuda humanitária, é possível fornecer suporte imediato às populações afetadas por crises e desastres, enquanto o trabalho ético garante que as intervenções sejam realizadas com integridade e transparência. 
Qual é o principal objetivo do trabalho humanitário? 
Alternativas
Q2555668 Português
Considere o texto abaixo:
"As taxas de natalidade da China vêm caindo há décadas - depois de impor a controversa política do filho único na década de 1980 para controlar a superpopulação da época. O governo suspendeu a política em 2015 para tentar conter a queda populacional e criou também uma série de incentivos, como subsídios e pagamentos para encorajar as pessoas a constituir famílias. Em 2021, flexibilizou ainda mais o limite para permitir que casais tenham até três filhos. No entanto, as políticas tiveram pouco impacto, com os jovens das cidades modernas afirmando que fatores como o custo de vida e as prioridades profissionais após um período de três anos da covid-19 os dissuadem de ter filhos. Especialistas apontam o impacto da pandemia na aceleração do declínio de novos nascimentos. No entanto, avaliam que as questões econômicas subjacentes são um fator mais importante."

(Fonte: BBC News Brasil (Adaptado). Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72yp064x9xo> Acesso em: 29 de janeiro de 2024).

De acordo com o texto acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2555667 Português
Considere o texto abaixo:
"Em tempos sombrios como estes atuais, talvez a melhor solução seja uma boa dose de fantasia. Claro que panelaços, manifestações sociais, resistência ao endurecimento tosco e pesquisa científica são elementos essenciais para enfrentar e confrontar uma realidade pouco agradável a estômagos sensíveis. Mas um bom conto de fadas que mostra o mundo menos duro, subverte a história e funciona como um band-aid na alma, também pode funcionar. E não se trata de escapismo ou alienação − é necessidade, é sobrevivência. E, claro, diversão. Todos esses ingredientes estão em dois filmes ainda em cartaz: Era Uma Vez em... Hollywood, de Quentin Tarantino, e Yesterday, de Danny Boyle."

(Fonte: Jornal da USP (Adaptado). Disponível em: <https://jornal.usp.br/cultura/para-tempos-sombriosa-solucao-e-a-fantasia/> Acesso em: 29 de janeiro de 2024.).

De acordo com o texto acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2555598 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A lição do jardineiro



Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.


Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.


Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.


O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"


"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.


"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."


"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."


O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."


"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."


"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."


"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."


Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."


"Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."


Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."


"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Embora sabendo da excelência do meu trabalho, fiz isso apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."


Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?


E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?


Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?


Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura? 


Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?


E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?


É preciso compreender que é necessária a compreensão para com os outros.


O amor floresce nos pequenos detalhes, a felicidade também. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.


A gentileza, e a simpatia, e o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.



Narrativa popular - Fonte: http://www.reflexao.com.br/imprimir.php?id=231 - Adaptado

O texto de narrativa popular tem o papel de comunicar uma lição para a vida do leitor. Ele apresenta que: 
Alternativas
Q2555457 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


Estariam preservadas a correção gramatical e a coerência das ideias do texto caso o segmento “uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã” (último período do primeiro parágrafo) fosse assim reescrito: um dos obstáculos decisivos na transformação profunda e rápida dos centros urbanos consiste da falta de iteração entre cidadãos e desenvolvedores de tecnologia.

Alternativas
Q2555456 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


Seriam mantidos os sentidos, a correção gramatical e a coerência do texto caso a forma verbal “terminarmos” (último período do texto) fosse substituída por terminar.

Alternativas
Q2555455 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


No terceiro período do primeiro parágrafo, o segmento “embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo” expressa uma ideia que contrasta com a veiculada no trecho “as tecnologias (...) governança sistêmica”.

Alternativas
Q2555454 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


No primeiro período do primeiro parágrafo, o segmento “com isso” introduz a conclusão imediata a que se chega a partir da afirmação de que “Barcelona está (...) seus residentes”.

Alternativas
Q2555453 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


No texto, os três especialistas citados criticam a falta de cuidado com o controle dos dados locais na maioria das cidades inteligentes.

Alternativas
Q2555452 Português
        Barcelona está experimentando o sentido de construir um plano de cidade interconectada liderada por seus residentes e, com isso, pensando pilotos de economia compartilhada, com o objetivo de aproveitar ao máximo os dados locais — algo inovador por estar na contramão do que as cidades inteligentes fizeram ao longo dos últimos anos. O geógrafo Christopher Gaffney, da Universidade de Zurich, aponta como falha a estratégia carioca. Segundo o especialista, embora o uso desses sistemas no Brasil seja significativo, as tecnologias das cidades inteligentes não estão sendo utilizadas para resolver problemas de desigualdade ou de governança sistêmica. A análise feita pelo geógrafo identifica que o Rio focou muito em projetos de curto prazo e em uma coleta de dados que não é feita de forma sistemática, com a visão de alimentar o planejamento urbano de longo prazo. Para Daniel Locktoroff, empresário e ex-vice-prefeito de planejamento urbano de Nova Iorque, uma das principais barreiras para a transformação profunda e rápida dos centros urbanos é a falta de diálogo entre aqueles que vivem nas cidades de hoje e os que constroem as tecnologias do amanhã.
         A chief technology officer de Barcelona, Francesca Bria, afirma que as cidades inteligentes foram implementadas a partir de uma lógica centrada na tecnologia e não no cidadão. Estratégias assim fazem com que as cidades tomem como ponto de partida a infraestrutura e, só depois disso, pensem nos reais problemas que queriam solucionar. Segundo ela, há o risco de terminarmos em uma caixa-preta, em que as cidades perdem o controle sobre seus dados e, por conseguinte, sobre o potencial que esses dados têm na hora de fornecer insumos para a gestão.

Álvaro Barros Modesto et alii. O uso da tecnologia na gestão pública. Comunitas. São Paulo, 2017, p. 118-119 (com adaptações).

Considerando aspectos linguísticos do texto apresentado e as ideias nele veiculadas, julgue o item a seguir. 


Infere-se da leitura do texto que a inovação de Barcelona na implementação das tecnologias das cidades inteligentes reside no protagonismo conferido ao cidadão. 

Alternativas
Q2555097 Português

O texto abaixo discorre sobre etapas pelas quais o trabalho de tricô passa. Com fundamento na descrição feita pelo autor, pode-se afirmar:


    A gente tem uma ideia, reúne tudo de que precisa, disponibiliza tempo para executar o projeto e começa. Envereda por intermináveis carreiras de malha, tricô, aumentos, diminuições, resgate de pontos que escaparam, desmancha cinco carreiras do ponto da receita que se fez errado porque não estava concentrado como devia para ser da conta, e embora se tenha uma vaga ideia de como um determinado trabalho deveria ficar, ele não parece certo mas a gente ainda tem a esperança de que no final vai dar certo …

      Mesmo quando a gente está seguindo uma receita, e eu sigo ao tricotar, tudo é incerto até que se tenha o todo, todos os pedaços na nossa frente, e então quando está montado, a gente experimenta e... se não estiver como a gente quer - como quando se escreve um romance - bom, a peça vai acabar numa sacola ou gaveta em algum canto.


(Extraído de http://undermyskein.blogspot.com.br)

Alternativas
Q2555074 Português
Conforme descreve Fiorin, em sua obra Argumentação, “Argumentos são razões contra determinada tese ou a favor dela, com vistas a persuadir o outro de que ela é justa ou injusta, moral ou imoral, benéfica ou prejudicial, etc.”. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo, à luz do que descreve o autor:
I. A argumentação considerada em seu sentido mais amplo ou mais restrito, quando bem feita, dá consistência ao texto, produzindo a sensação de realidade ou impressão de verdade. II. A estratégia persuasiva baseada no código busca explorar a estrutura da língua, sem ater-se às possibilidades dos significados dos vocábulos e dos enunciados. III. O modo de dizer não agrega confiança do que está sendo dito, visto que, para ocorrer a comunicação efetiva, o processo argumentativo deve ater-se exclusivamente ao padrão formal da língua.
Quais estão corretas?

Alternativas
Q2555072 Português
Analise as seguintes assertivas acerca da nomenclatura e aspectos semânticos de vocábulos da Língua Portuguesa, segundo descreve Bechara:
I. Polissemia é o fato de haver uma só forma (significante) com mais de um significado unitário pertencente a campos semânticos diferentes. Ou seja, a polissemia é o conjunto de significados, cada um unitário, relacionados com uma mesma forma. II. Sinonímia é o fato de haver mais de uma palavra com semelhante significação, podendo estar em lugar da outra em determinado contexto, apesar dos diferentes matizes de sentido ou de carga estilística. III. Paronímia é o fato de haver palavras parecidas na sua estrutura fonológica, mas diferentes no significado.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2555037 Português
A importância da leitura


       A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

        Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz.  
Com base no texto, qual das seguintes afirmações é FALSA?
Alternativas
Q2554648 Português
A importância da leitura



      A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

       Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz. 
Quais são os argumentos utilizados pelo autor para sustentar sua tese?  
Alternativas
Q2554647 Português
A importância da leitura



      A leitura é uma das atividades mais importantes para o desenvolvimento intelectual e cultural do ser humano. Por meio da leitura, podemos ampliar nossos horizontes, conhecer novas ideias, aprender com as experiências alheias, desenvolver o senso crítico, a criatividade e a expressão. Além disso, a leitura é uma forma de lazer, de entretenimento, de relaxamento e de prazer.

      No entanto, muitas pessoas não têm o hábito de ler, seja por falta de tempo, de interesse, de acesso ou de incentivo. Essas pessoas perdem a oportunidade de se beneficiar dos inúmeros benefícios que a leitura pode proporcionar. Por isso, é importante que desde cedo as crianças sejam estimuladas a ler, por meio de exemplos, de livros adequados à sua faixa etária, de atividades lúdicas e de espaços de leitura.

       Ler é uma forma de se conectar com o mundo, de se comunicar com os outros, de se conhecer melhor e de se transformar. Quem lê, não só adquire mais conhecimento, mas também se torna mais sensível, mais crítico, mais criativo e mais feliz. 
Qual é a tese defendida pelo autor do texto?
Alternativas
Q2554414 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 2

     Vale recordar que foi nesse século (o XVIII) que apareceram e se generalizaram em certas regiões do Brasil as famosas “tropas de muares” que, daí por diante, até o fim do século XIX e mesmo nos anos transcorridos do séc. XX, dividiram com os carros de bois as tarefas dos transportes por terra no interior do Brasil. Nos caminhos rudimentares que então possuíamos, transformados em lamaçais na estação das chuvas e no verão reduzidos a ásperas trilhas, quase intransitáveis, foram os carros de bois e as tropas os únicos meios e ligação dos núcleos de povoamento entre si e entre eles e as roças e lavouras. De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais.

(B. J. de Souza).
Sobre o texto 2, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2554411 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO 1

     Sempre tive confiança na minha faculdade de convencer os adversários, em meio às discussões. Não sei se pela força da lógica ou se por um dom natural, a verdade é que, em vida, eu vencia qualquer disputa dependente de argumentação segura e irretorquível.
     A morte não extinguira essa faculdade. E a ela os meus matadores fizeram justiça. Após curto debate, no qual expus com clareza os meus argumentos, os rapazes ficaram indecisos, sem encontrar uma saída que atendesse, a contento, às minhas razões e ao programa da noite, a exigir prosseguimento. Para tornar mais confusa a situação, sentiam a impossibilidade de dar rumo a um defunto que não perdera nenhum dos predicados geralmente atribuídos aos vivos.
     Se a um deles não ocorresse uma sugestão, imediatamente aprovada, teríamos permanecido no impasse. Propunha incluir-me no grupo e, juntos, terminarmos a farra, interrompida com o meu atropelamento.
     Entretanto, outro obstáculo nos conteve: as moças eram somente três, isto é, em número igual ao de rapazes. Faltava uma para mim e eu não aceitava fazer parte da turma desacompanhado. O mesmo rapaz que aconselhara a minha inclusão no grupo encontrou a fórmula conciliatória, sugerindo que abandonassem o colega desmaiado na estrada. Para melhorar o meu aspecto, concluiu, bastaria trocar as minhas roupas pelas de Jorginho, o que me prontifiquei a fazer rapidamente.

(O pirotécnico Zacarias – Murilo Rubião).
Em relação ao texto 1, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
5641: C
5642: A
5643: A
5644: B
5645: B
5646: A
5647: E
5648: E
5649: C
5650: E
5651: E
5652: C
5653: D
5654: A
5655: E
5656: C
5657: D
5658: A
5659: B
5660: C