Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.971 questões

Q3007791 Português

Visão do Correio: Lei Maria da Penha completa 18 anos sem comemoração

O país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%

Postado em 07/08/2024 06:00 

1 Completando 18 anos de sua sanção hoje, a Lei Maria da Penha é um inquestionável marco no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher no Brasil, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e/ou moral. Logo em seu primeiro título, o texto de 2006 ressalta que "cabe à família, à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados" na legislação.

2 Os 18 anos da lei, no entanto, convivem com um cenário ainda muito cruel contra a mulher. De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicado no mês passado, o país registrou alta de 0,8% no número de feminicídios em 2023, ante o total de 2022. As tentativas desse tipo de crime aumentaram em proporção ainda maior no mesmo período: 7,1%.

3 A efeméride e os números deixam claro que a Lei Maria da Penha ainda é muito recente — mesmo que reconhecida internacionalmente por sua ampla redação. Chama a atenção como um problema social tão grave da sociedade brasileira só foi alvo de prevenção por meio de uma política pública específica há menos de duas décadas. Essa morosidade até a criação da legislação evidencia uma população que ainda mata ou tenta matar uma mulher a cada duas horas, simplesmente pela questão de gênero, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

4 A mudança da cultura violenta da sociedade brasileira, sobretudo dos homens, deve passar por uma transformação drástica de comportamento e pela intensificação do debate social sobre o tema, até mesmo promovendo atualizações constantes na Maria da Penha. Desde que foi criada, a lei recebeu adendos importantes, como a medida protetiva de urgência sem a necessidade de registro de boletim de ocorrência ou abertura de inquérito e o acompanhamento psicossocial do agressor.

5 Essas atualizações, na toada do "antes tarde do que nunca", são peças-chave do complexo quebra-cabeça da violência contra a mulher no Brasil. O fato de o descumprimento de medida protetiva se tornar crime no país somente em 2018 é representativo para o cenário. A morosidade do Legislativo para discutir e aprovar as necessárias atualizações da Maria da Penha e criar novas políticas públicas sobre o tema tem como fator principal a predominância de homens no Congresso Nacional. Apesar de formarem 48,52% da população nacional, conforme o Censo de 2022, eles ocupam 85% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 81% das vagas do Senado Federal, segundo dados das próprias casas.

6 Toda jovialidade da Maria da Penha, representada por sua maioridade completada hoje, é refletida na sociedade. Parte dela ainda não entendeu que todos têm o dever, como deixa claro o primeiro título da legislação em vigor desde 2006, de combater a violência contra a mulher. É fundamental reafirmar mais uma vez que em briga de homem e mulher é preciso, sim, meter a colher.

7 Os indicadores acompanhados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública destacam a necessidade de mudança comportamental da população brasileira — especialmente dos homens — para além dos 46 artigos da Lei Maria da Penha. Entre 2022 e 2023, o total de mulheres estupradas cresceu 5,5%; as ameaças contra elas aumentaram 16,5%; e as lesões corporais se intensificaram em cerca de 10%.

8 Se há crescimento nos mais diferentes indicadores de violência contra a mulher, é preciso refletir o papel da sociedade, não só do poder público, nesse contexto. Torna-se urgente o combate a cada flagrante e a denúncia a cada suspeita, independentemente de vínculos familiares, para o Brasil poder, de fato, ter o que comemorar no enfrentamento a esse tipo de crime.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6914867-visao-do-correio-lei-maria-da-penha-completa-18-anos-sem-comemoracao.html

Com base nas informações contidas no texto referente à Lei Maria da Penha, é correto afirmar sobre a violência doméstica que:
Alternativas
Q3007530 Português

Texto CG2A1-II




      No Brasil, a água é utilizada principalmente para irrigação de lavouras, abastecimento público, atividades industriais, geração de energia, extração mineral, aquicultura, navegação, turismo e lazer. Cada uso depende de condições específicas de quantidade e de qualidade das águas e pode afetá-las.

      Os usos podem ser classificados em consuntivos (que retiram e consomem água, como o industrial) e não consuntivos (não consomem diretamente água, mas dependem da manutenção de condições naturais ou de operação da infraestrutura hídrica, como o turismo e o lazer). Cerca de 93 trilhões de litros de água são retirados anualmente de fontes superficiais e subterrâneas para atender aos diversos usos consuntivos múltiplos e setoriais.


Internet: <gov.br/ana> (com adaptações).


Conclui-se das informações do texto CG2A1-II, bem como do gráfico nele incluso, que
Alternativas
Q3007529 Português
Texto CG2A1-I

     Nos últimos anos, apesar de muitas empresas terem se destacado na promoção da sustentabilidade por meio de medidas e ações como a redução de pegadas de carbono e da utilização de água, relativamente poucas fazem dessa sustentabilidade uma parte essencial de suas marcas.
     As empresas que o fazem, todavia, encontram um público consumidor ávido por ajudar a promover a conservação ambiental — especialmente no Brasil. Uma pesquisa de consumo mostrou que até 75% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por variedades sustentáveis.
     O poder da onda verde e o consumo consciente manifestam-se também no crescimento de novas marcas que fazem uso de materiais naturais ou com menor impacto sobre o planeta. Além disso, mesmo marcas já estabelecidas podem usar a sustentabilidade para reacenderem a sua relevância, desde que seus produtos e serviços sejam verdadeiramente alinhados a estratégias ecológicas.
   Segundo um estudo de uma consultoria, as principais barreiras para a compra dos chamados “produtos verdes” são: consciência de que o produto/serviço existe, disponibilidade, preço, conveniência, qualidade, confiança, interesse e fatores sociais — como relutância para mudar hábitos já estabelecidos, por exemplo.
      Embora rever hábitos antigos seja difícil, de acordo com a consultoria, o caminho do sucesso é esclarecer para o consumidor que escolhas ambientalmente corretas também podem atender a suas necessidades.

Internet: <umsoplaneta.globo.com> (com adaptações).
No primeiro parágrafo do texto CG2A1-I, após o termo “poucas”, está subentendida a palavra
Alternativas
Q3007525 Português
Texto CG2A1-I

     Nos últimos anos, apesar de muitas empresas terem se destacado na promoção da sustentabilidade por meio de medidas e ações como a redução de pegadas de carbono e da utilização de água, relativamente poucas fazem dessa sustentabilidade uma parte essencial de suas marcas.
     As empresas que o fazem, todavia, encontram um público consumidor ávido por ajudar a promover a conservação ambiental — especialmente no Brasil. Uma pesquisa de consumo mostrou que até 75% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por variedades sustentáveis.
     O poder da onda verde e o consumo consciente manifestam-se também no crescimento de novas marcas que fazem uso de materiais naturais ou com menor impacto sobre o planeta. Além disso, mesmo marcas já estabelecidas podem usar a sustentabilidade para reacenderem a sua relevância, desde que seus produtos e serviços sejam verdadeiramente alinhados a estratégias ecológicas.
   Segundo um estudo de uma consultoria, as principais barreiras para a compra dos chamados “produtos verdes” são: consciência de que o produto/serviço existe, disponibilidade, preço, conveniência, qualidade, confiança, interesse e fatores sociais — como relutância para mudar hábitos já estabelecidos, por exemplo.
      Embora rever hábitos antigos seja difícil, de acordo com a consultoria, o caminho do sucesso é esclarecer para o consumidor que escolhas ambientalmente corretas também podem atender a suas necessidades.

Internet: <umsoplaneta.globo.com> (com adaptações).
Conclui-se das ideias expressas no texto CG2A1-I que seu objetivo geral é
Alternativas
Q3007353 Português

Texto 2


As enchentes


    As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.

    De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral. Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva.

    Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais procrastinando a solução da questão. O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

    Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações. Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.


Vida Urbana, 19-01-1915.

BARRETO, Lima. Crônicas escolhidas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado.

Pela leitura das ideias que encontramos sobre a cidade do Rio de Janeiro no Texto 2, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3007352 Português

Texto 2


As enchentes


    As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam, no nosso Rio de Janeiro, inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.

    De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida integral. Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva.

    Uma vergonha! Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais procrastinando a solução da questão. O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio.

    Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações. Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.


Vida Urbana, 19-01-1915.

BARRETO, Lima. Crônicas escolhidas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado.

Lima Barreto, autor do Texto 2, constrói sua argumentação sobre a situação do Rio de Janeiro empregando, entre outros recursos, a oposição entre:
Alternativas
Q3007350 Português

Texto 1


Porto Alegre enfrenta cheia inédita e teme próximos dias: 'Estamos agradecidos por estarmos vivos'


Luiz Antônio Araujo

De Porto Alegre para a BBC News Brasil

4 maio 2024


    Aos 252 anos, a capital do Rio Grande do Sul enfrenta, desde quarta-feira (2/5), o maior desastre natural de sua história. Um volume incomum de chuva decorrente de fatores meteorológicos excepcionais fez o nível do Lago Guaíba chegar à marca histórica de 5,09 metros ao meio-dia deste sábado (4/5). Até então, a maior marca em Porto Alegre havia sido atingida em 1941, quando a água chegou a 4,76 centímetros.

    A catástrofe atual fez a cidade de 1,3 milhão de habitantes viver cenas que seus habitantes conheciam apenas das páginas dos livros de história. A cheia de 1941 traumatizou Porto Alegre e foi um dos motores para que a capital gaúcha construísse um complexo sistema antienchentes, agora em debate: ele deixou de ser suficiente como defesa?

     Assim como há 83 anos, o centro de Porto Alegre, da Ponta do Gasômetro ao Mercado Público, numa extensão de cerca de dois quilômetros, submergiu diante do avanço da água. A região abriga os principais órgãos da administração municipal, museus e a sede do Comando Militar do Sul. 

    Na manhã de sábado, barcos circulavam na região, evacuada horas antes. A inundação, porém, não se limita ao centro. Há pontos de alagamento de norte a sul na capital. O Aeroporto Internacional Salgado Filho suspendeu os voos na noite do dia 3. O Trensurb, metrô de superfície que liga a capital a municípios da região metropolitana, está fora de operação. A principal ligação rodoviária da capital com a região sul do Estado, a BR-290, tinha até a noite de sexta-feira (3) oito pontos de bloqueio, incluindo a ponte velha sobre o Guaíba.

    Um dique junto ao rio Gravataí, no bairro Sarandi, zona norte de Porto Alegre, começou a apresentar extravasamento na noite de sexta-feira. O Hospital Mãe de Deus, no bairro Menino Deus, foi atingido pela água, assim como o estacionamento do Shopping Praia de Belas. A situação de Porto Alegre e de sua região metropolitana – também há bairros inteiros sob as águas em Canoas, Guaíba e Eldorado do Sul – junta-se aos danos de outras áreas do Estado.

    No Rio Grande do Sul, mais de 800 mil pessoas estão sem água e quase metade desse contingente está sem luz, de acordo com a Defesa Civil. Mais de 70 mortes foram confirmadas, e há dezenas de desaparecidos, repetindo cenas de tragédia que a região viveu no ano passado, também com fortes temporais.

     [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72pvj85zddo

Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado.

O Texto 1 tematiza duas enchentes que atingiram a cidade de Porto Alegre, em 1941 e 2024. Qual dos excertos a seguir faz referência a ambas?
Alternativas
Q3007349 Português

Texto 1


Porto Alegre enfrenta cheia inédita e teme próximos dias: 'Estamos agradecidos por estarmos vivos'


Luiz Antônio Araujo

De Porto Alegre para a BBC News Brasil

4 maio 2024


    Aos 252 anos, a capital do Rio Grande do Sul enfrenta, desde quarta-feira (2/5), o maior desastre natural de sua história. Um volume incomum de chuva decorrente de fatores meteorológicos excepcionais fez o nível do Lago Guaíba chegar à marca histórica de 5,09 metros ao meio-dia deste sábado (4/5). Até então, a maior marca em Porto Alegre havia sido atingida em 1941, quando a água chegou a 4,76 centímetros.

    A catástrofe atual fez a cidade de 1,3 milhão de habitantes viver cenas que seus habitantes conheciam apenas das páginas dos livros de história. A cheia de 1941 traumatizou Porto Alegre e foi um dos motores para que a capital gaúcha construísse um complexo sistema antienchentes, agora em debate: ele deixou de ser suficiente como defesa?

     Assim como há 83 anos, o centro de Porto Alegre, da Ponta do Gasômetro ao Mercado Público, numa extensão de cerca de dois quilômetros, submergiu diante do avanço da água. A região abriga os principais órgãos da administração municipal, museus e a sede do Comando Militar do Sul. 

    Na manhã de sábado, barcos circulavam na região, evacuada horas antes. A inundação, porém, não se limita ao centro. Há pontos de alagamento de norte a sul na capital. O Aeroporto Internacional Salgado Filho suspendeu os voos na noite do dia 3. O Trensurb, metrô de superfície que liga a capital a municípios da região metropolitana, está fora de operação. A principal ligação rodoviária da capital com a região sul do Estado, a BR-290, tinha até a noite de sexta-feira (3) oito pontos de bloqueio, incluindo a ponte velha sobre o Guaíba.

    Um dique junto ao rio Gravataí, no bairro Sarandi, zona norte de Porto Alegre, começou a apresentar extravasamento na noite de sexta-feira. O Hospital Mãe de Deus, no bairro Menino Deus, foi atingido pela água, assim como o estacionamento do Shopping Praia de Belas. A situação de Porto Alegre e de sua região metropolitana – também há bairros inteiros sob as águas em Canoas, Guaíba e Eldorado do Sul – junta-se aos danos de outras áreas do Estado.

    No Rio Grande do Sul, mais de 800 mil pessoas estão sem água e quase metade desse contingente está sem luz, de acordo com a Defesa Civil. Mais de 70 mortes foram confirmadas, e há dezenas de desaparecidos, repetindo cenas de tragédia que a região viveu no ano passado, também com fortes temporais.

     [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72pvj85zddo

Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado.

Observe o enunciado a seguir, retirado do Texto 1:
Na manhã de sábado, barcos circulavam na região, evacuada horas antes.
Sobre os aspectos linguísticos desse enunciado, assinale a alternativa que registra uma análise correta.
Alternativas
Q3007347 Português

Texto 1


Porto Alegre enfrenta cheia inédita e teme próximos dias: 'Estamos agradecidos por estarmos vivos'


Luiz Antônio Araujo

De Porto Alegre para a BBC News Brasil

4 maio 2024


    Aos 252 anos, a capital do Rio Grande do Sul enfrenta, desde quarta-feira (2/5), o maior desastre natural de sua história. Um volume incomum de chuva decorrente de fatores meteorológicos excepcionais fez o nível do Lago Guaíba chegar à marca histórica de 5,09 metros ao meio-dia deste sábado (4/5). Até então, a maior marca em Porto Alegre havia sido atingida em 1941, quando a água chegou a 4,76 centímetros.

    A catástrofe atual fez a cidade de 1,3 milhão de habitantes viver cenas que seus habitantes conheciam apenas das páginas dos livros de história. A cheia de 1941 traumatizou Porto Alegre e foi um dos motores para que a capital gaúcha construísse um complexo sistema antienchentes, agora em debate: ele deixou de ser suficiente como defesa?

     Assim como há 83 anos, o centro de Porto Alegre, da Ponta do Gasômetro ao Mercado Público, numa extensão de cerca de dois quilômetros, submergiu diante do avanço da água. A região abriga os principais órgãos da administração municipal, museus e a sede do Comando Militar do Sul. 

    Na manhã de sábado, barcos circulavam na região, evacuada horas antes. A inundação, porém, não se limita ao centro. Há pontos de alagamento de norte a sul na capital. O Aeroporto Internacional Salgado Filho suspendeu os voos na noite do dia 3. O Trensurb, metrô de superfície que liga a capital a municípios da região metropolitana, está fora de operação. A principal ligação rodoviária da capital com a região sul do Estado, a BR-290, tinha até a noite de sexta-feira (3) oito pontos de bloqueio, incluindo a ponte velha sobre o Guaíba.

    Um dique junto ao rio Gravataí, no bairro Sarandi, zona norte de Porto Alegre, começou a apresentar extravasamento na noite de sexta-feira. O Hospital Mãe de Deus, no bairro Menino Deus, foi atingido pela água, assim como o estacionamento do Shopping Praia de Belas. A situação de Porto Alegre e de sua região metropolitana – também há bairros inteiros sob as águas em Canoas, Guaíba e Eldorado do Sul – junta-se aos danos de outras áreas do Estado.

    No Rio Grande do Sul, mais de 800 mil pessoas estão sem água e quase metade desse contingente está sem luz, de acordo com a Defesa Civil. Mais de 70 mortes foram confirmadas, e há dezenas de desaparecidos, repetindo cenas de tragédia que a região viveu no ano passado, também com fortes temporais.

     [...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c72pvj85zddo

Acesso em: 29 jul. 2024. Adaptado.

O Texto 1 noticia fatos sobre as enchentes que atingiram recentemente a Região Metropolitana de Porto Alegre – RS. Pela leitura desses fatos, podemos inferir que:
Alternativas
Q3007332 Português
Leia o poema de Mário Quintana para responder a questão.

Naqueles longes tempos, era ele vítima de um cirurgião-dentista que, de repente, do outro lado da sala do café, da outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava intempestivamente o seu vozeirão:
- Como vai a poesia?
Todas as cabeças que se achavam de permeio voltavam-se então para o Poeta. O poeta, nu, desmascarado, em meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele afinal descobriu um meio: fazer a pergunta antes que o outro a fizesse.
Mal avistava o dentista, e antes que este erguesse as trombetas de sua voz, que não lhe soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas falhas da Difamação – bradava alvissareiro o Poeta:
- Como vai o maçarico?!
As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o CirurgiãoDentista. Não porque fosse uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.

Fonte: QUINTANA, M. Como vai a poesia? In: Sapo Amarelo. São Paulo: Global, 2006. (adaptado). 
 Sobre a temática do texto, analise as afirmativas.
I. O texto apresenta a sagacidade de um poeta para livrar-se da chacota de um dentista. II. O texto discorre sobre a relação conflituosa entre profissionais, na disputa por clientes. III. O texto revela que um poeta e um dentista faziam, costumeiramente, pilhérias em seus locais de trabalho. IV. O texto indica que um poeta e um dentista exibiam com orgulho as suas profissões, sendo considerados bons profissionais pela população.
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3007307 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Quais os desafios dos professores para incorporar as novas tecnologias no ensino?

    A incorporação das novas tecnologias no ensino tornou-se um dos principais debates da educação na atualidade. Robótica, jogos eletrônicos, inteligência artificial e realidade aumentada são apenas algumas das novidades que têm movimentado o mercado educacional e sido inseridas nas escolas.
    Na realidade da sala de aula, porém, ainda há muita discussão sobre como integrar as novidades ao dia a dia escolar. Por mais que a desconfiança docente com relação ao uso das novas tecnologias venha diminuindo, ainda há muitos desafios para incorporar essas ferramentas de forma efetiva, contribuindo para a aprendizagem dos alunos. Para compreender quais são esses obstáculos, professores da educação básica falaram sobre o panorama da área e compartilharam suas experiências com o uso dos recursos tecnológicos em sala de aula. Entre as principais dificuldades apontadas pelos educadores está a formação docente insuficiente para a área.
    “As novas tecnologias ajudam no aprendizado a partir do momento em que o professor se apropria desse conhecimento”, avalia Diego Trujillo: “Mas vejo que a formação ainda é carente. Há um desejo do professor de aprender, mas ele não sabe para onde ou como ir.”
    Os números demonstram que a formação é mesmo um dos grandes desafios no que diz respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 54% dos professores não cursaram na graduação disciplina específica sobre como usar computador e internet em atividades com os alunos. Além disso, 70% não realizaram formação continuada sobre o tema no ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram, 20% afirmaram que a capacitação “contribuiu muito” para a atualização na área.
    Nesse cenário, a busca por novas formas de explorar os recursos tecnológicos acaba por depender da iniciativa do próprio professor. Na visão de Trujillo, a própria escola pode ajudar a reverter o quadro oferecendo apoio ao docente. “É necessário que a equipe pedagógica tenha um especialista em tecnologia educacional. Esse é um novo profissional de extrema importância”, afirma.
    Dada a formação insuficiente, torna-se mais difícil explorar as potencialidades pedagógicas das novas tecnologias. E, em muitos casos, isso pode levar a uma certa resistência com relação ao seu uso, fazendo com que métodos mais tradicionais sigam sendo reproduzidos.
    “O maior desafio atualmente é os professores conseguirem notar que a tecnologia pode tornar o processo de ensino-aprendizagem melhor”, opina Rafael Ribeiro. Para o educador, parte da desconfiança de alguns docentes com relação ao uso das novas tecnologias vem das mudanças que elas causam na própria rotina da aula. “É algo que tira o professor da zona de conforto. É uma ferramenta que precisa de estudo em casa, de um planejamento maior, de um período semanal que exige reflexão e estudo.” Outro fator que gera desconfiança é o medo de a tecnologia atuar como um distrator. No uso da internet, por exemplo, o receio é que os alunos acabem desviando a atenção do conteúdo para as redes sociais.
    Na visão de Edilene von Wallwitz, driblar o problema também passa pela formação docente. “O professor precisa dominar essas ferramentas, participar de cursos, se inteirar a respeito, praticar. É preciso estar embasado para manter a atenção do aluno”, analisa.
    No caso da rede pública, há um problema ainda anterior à apropriação das novas tecnologias: a falta de infraestrutura. Segundo uma pesquisa de 2017 do movimento Todos pela Educação, 66% dos professores da rede apontam o número insuficiente de equipamentos como limitador no uso dos recursos tecnológicos no ensino. Além disso, 64% indicam a velocidade insuficiente da internet como restrição. “[Nas escolas públicas] temos o básico, que é internet na escola para documentação, secretaria. Para uso de aluno e professor, a gente não tem”, conta Regina de Freitas, professora de língua portuguesa na rede pública.
    Quando a escola dispõe do equipamento, podem surgir novos empecilhos — como a falta de manutenção. “A gente não consegue terminar o trabalho com o aluno porque o computador está com problema, a lousa digital tem algum defeito, a internet não funciona legal”, diz Angélica Guimarães, professora de Língua Portuguesa na rede pública. “Muitos professores optam por não utilizar [os recursos tecnológicos] para não perder tempo da aula. Às vezes, ao invés de otimizar o aprendizado, otimizar o tempo, acaba prejudicando.”

O que eles fazem:

    Regina de Freitas, professora de Língua Portuguesa na rede pública, criou, um projeto que incorporou o uso do WhatsApp para o estudo dos gêneros textuais. Para isso, ela criou grupos com os estudantes dos oitavo e nono anos, que passaram a mandar os textos produzidos em casa pelo aplicativo de mensagens. Com um projeto simples, ela afirma ter observado como resultados a facilitação da comunicação e um aumento da motivação das turmas. “Alguns alunos que já tinham gosto pela escrita me enviaram até outros textos, que não estavam relacionados com o gênero que eu estava pedindo. Eu aceitava e revisava”, conta.
    Edilene von Wallwitz, professora de Língua Portuguesa e Alemão na rede privada, é uma entusiasta do uso da tecnologia na educação, especialmente pela aproximação com o cotidiano dos adolescentes. A educadora utiliza, entre outras ferramentas, aplicativos que permitem gamificar as aulas — como o Kahoot. “O fator motivação, com jogos e competição, ajuda no aprendizado”, avalia.
    Rafael Ribeiro, professor de Biologia na rede privada, explora a tecnologia em sala de aula desde 2014. Entre as principais vantagens da utilização desses recursos, ele destaca a possibilidade de mostrar vídeos e modelos 3D aos alunos, o que facilita a visualização dos conteúdos estudados. Além disso, o educador busca utilizar ferramentas que otimizem processos. “Também aplico provas utilizando formulário Google, que corrige automaticamente as questões-testes. Já as dissertativas eu corrijo individualmente e envio a nota para o aluno por e-mail com o gabarito embaixo. Ou seja, todo esse processo ficou muito mais instantâneo.” 

Fonte: FONTOURA, Juliana. Revista Educação. Edição 249. 09 maio 2018. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br>. Acesso em: 09 jul. 2024 (adaptado).

Sobre a interpretação do texto, assinale a alternativa INCORRETA
Alternativas
Q3007122 Português
Escavação em necrópole egípcia revela 63 tumbas e tesouro de ouro

Uma escavação em andamento em Damietta, no Egito, revelou 63 tumbas de mais de 2.500 anos atrás, além de um tesouro de artefatos de ouro, moedas e cerâmica.

Os artefatos podem fornecer mais informações sobre os "segredos da antiga civilização egípcia", incluindo as práticas funerárias da época, bem como o papel da cidade costeira no antigo comércio exterior, segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que anunciou as descobertas em 23 de julho.

Entre as 63 tumbas, os escavadores encontraram amuletos funerários, encantos que se pensava proteger os mortos, e estátuas ushabti, também projetadas para acompanhar os falecidos na vida após a morte, datadas da 26ª Dinastia do Período Tardio (664 a 525 antes de Cristo).

O local da escavação, conhecido como Tal al-Deir, é chamado de necrópole, o termo usado para um cemitério elaborado de uma cidade antiga. O cemitério foi especialmente importante durante a 26ª Dinastia, mas permaneceu em uso durante toda a era dos romanos e bizantinos, conforme o ministério.

Os artefatos descobertos fornecem "muita informação" sobre os últimos períodos da história egípcia, disse Salima Ikram, uma distinta professora universitária de egiptologia na Universidade Americana do Cairo que não estava envolvida na escavação.

Dentro de Tal al-Deir, os arqueólogos também desenterraram uma grande tumba que continha sepultamentos de indivíduos com alto status social, disse Kotb Fawzy, um funcionário do Ministério do Turismo e Antiguidades que supervisiona a escavação, em uma declaração. Os corpos foram enterrados com figuras de papel-alumínio de ouro que retratavam símbolos religiosos e ídolos egípcios antigos.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/escavacao-em-necropole-egipcia-revela-63-tumbas-e-tesouro-de-ouro/
Infere-se do texto que todas as tumbas descobertas em Damietta pertenciam a indivíduos de alto status social.
Alternativas
Q3007120 Português
Escavação em necrópole egípcia revela 63 tumbas e tesouro de ouro

Uma escavação em andamento em Damietta, no Egito, revelou 63 tumbas de mais de 2.500 anos atrás, além de um tesouro de artefatos de ouro, moedas e cerâmica.

Os artefatos podem fornecer mais informações sobre os "segredos da antiga civilização egípcia", incluindo as práticas funerárias da época, bem como o papel da cidade costeira no antigo comércio exterior, segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que anunciou as descobertas em 23 de julho.

Entre as 63 tumbas, os escavadores encontraram amuletos funerários, encantos que se pensava proteger os mortos, e estátuas ushabti, também projetadas para acompanhar os falecidos na vida após a morte, datadas da 26ª Dinastia do Período Tardio (664 a 525 antes de Cristo).

O local da escavação, conhecido como Tal al-Deir, é chamado de necrópole, o termo usado para um cemitério elaborado de uma cidade antiga. O cemitério foi especialmente importante durante a 26ª Dinastia, mas permaneceu em uso durante toda a era dos romanos e bizantinos, conforme o ministério.

Os artefatos descobertos fornecem "muita informação" sobre os últimos períodos da história egípcia, disse Salima Ikram, uma distinta professora universitária de egiptologia na Universidade Americana do Cairo que não estava envolvida na escavação.

Dentro de Tal al-Deir, os arqueólogos também desenterraram uma grande tumba que continha sepultamentos de indivíduos com alto status social, disse Kotb Fawzy, um funcionário do Ministério do Turismo e Antiguidades que supervisiona a escavação, em uma declaração. Os corpos foram enterrados com figuras de papel-alumínio de ouro que retratavam símbolos religiosos e ídolos egípcios antigos.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/escavacao-em-necropole-egipcia-revela-63-tumbas-e-tesouro-de-ouro/
De acordo com o texto, as tumbas em Damietta contêm amuletos funerários e estátuas ushabti da 26ª Dinastia.
Alternativas
Q3007119 Português
Escavação em necrópole egípcia revela 63 tumbas e tesouro de ouro

Uma escavação em andamento em Damietta, no Egito, revelou 63 tumbas de mais de 2.500 anos atrás, além de um tesouro de artefatos de ouro, moedas e cerâmica.

Os artefatos podem fornecer mais informações sobre os "segredos da antiga civilização egípcia", incluindo as práticas funerárias da época, bem como o papel da cidade costeira no antigo comércio exterior, segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, que anunciou as descobertas em 23 de julho.

Entre as 63 tumbas, os escavadores encontraram amuletos funerários, encantos que se pensava proteger os mortos, e estátuas ushabti, também projetadas para acompanhar os falecidos na vida após a morte, datadas da 26ª Dinastia do Período Tardio (664 a 525 antes de Cristo).

O local da escavação, conhecido como Tal al-Deir, é chamado de necrópole, o termo usado para um cemitério elaborado de uma cidade antiga. O cemitério foi especialmente importante durante a 26ª Dinastia, mas permaneceu em uso durante toda a era dos romanos e bizantinos, conforme o ministério.

Os artefatos descobertos fornecem "muita informação" sobre os últimos períodos da história egípcia, disse Salima Ikram, uma distinta professora universitária de egiptologia na Universidade Americana do Cairo que não estava envolvida na escavação.

Dentro de Tal al-Deir, os arqueólogos também desenterraram uma grande tumba que continha sepultamentos de indivíduos com alto status social, disse Kotb Fawzy, um funcionário do Ministério do Turismo e Antiguidades que supervisiona a escavação, em uma declaração. Os corpos foram enterrados com figuras de papel-alumínio de ouro que retratavam símbolos religiosos e ídolos egípcios antigos.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/escavacao-em-necropole-egipcia-revela-63-tumbas-e-tesouro-de-ouro/
É possível afirmar que o local da escavação, Tal al-Deir, continuou sendo utilizado como cemitério durante os períodos romano e bizantino.
Alternativas
Q3007118 Português
Antigas proezas em batalhas e esportes

As primeiras Olimpíadas registradas foram realizadas em 776 a.C. na cidade de Olímpia, no Peloponeso Ocidental, na Grécia Antiga. É provável que tenham se desenvolvido a partir da prática de realizar jogos fúnebres para homenagear guerreiros mortos e heróis locais, embora alguns mitos façam do semideus grego Héracles o fundador dos jogos.

Eles continuaram a promover jogos sem interrupção, uma vez a cada quatro anos, por quase 1200 anos. Foram abolidos em 393 d.C. pelo imperador Teodósio, um cristão que considerava a adoração a Zeus durante os jogos uma abominação pagã.

A prática da guerra no mundo antigo inspirou muitos eventos olímpicos. Uma massa de soldados correndo com armadura completa, por exemplo, era uma maneira eficaz de surpreender e aterrorizar os exércitos inimigos. O historiador grego Heródoto descreve o exército grego avançando em uma corrida em direção aos persas na batalha de Maratona, uma tática que os invasores orientais aparentemente nunca haviam encontrado antes.

Na hoplitodromia, ou corrida com armadura, um grupo de 25 atletas corria duas distâncias do estádio de 192 metros de comprimento em Olímpia, vestindo grevas e capacetes de bronze e carregando escudos que podiam pesar 14 kg. Os competidores do evento de lançamento de dardo ao alvo lançavam dardos em um escudo fixado em um poste enquanto galopavam a cavalo, uma prática militar padrão documentada pelo historiador Xenofonte.

As corridas de bigas (espécie de carroças) com equipes de dois e quatro cavalos eram eventos incrivelmente perigosos e populares. As bigas de guerra eram usadas na Grécia desde pelo menos a época da civilização micênica, aproximadamente de 1600 a 1100 a.C., e a corrida de bigas com quatro cavalos era um dos eventos mais antigos dos jogos, tendo sido introduzida pela primeira vez em Olímpia em 680 a.C. Somente os ricos podiam arcar com as despesas de manutenção de cavalos e de uma biga.

E, embora os proprietários das bigas reivindicassem a glória de qualquer vitória, geralmente contratavam cocheiros para enfrentar os riscos da competição por eles. Os acidentes eram comuns, espetaculares e, muitas vezes, mortais, sendo que o momento mais perigoso geralmente ocorria nas curvas estreitas em cada extremidade do estádio.

Um cocheiro famoso foi o Imperador Romano Nero, que em 67 d.C. competiu na corrida de bigas em Olímpia, na Grécia. Não foi uma competição justa. Nero entrou na corrida de quatro cavalos com uma equipe de 10 cavalos. Ele foi jogado de sua carruagem e não conseguiu completar a corrida, mas foi proclamado campeão com base no fato de que teria vencido se tivesse terminado a corrida. 

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/07/de-lutas-brutais-a-competicoes-sem-roupa-descubra-o-que-nao-existe-mais-nos-jogos-olimpicos-atuais  
É possível afirmar que as corridas de bigas eram eventos seguros e raramente resultavam em acidentes.
Alternativas
Q3007116 Português
Antigas proezas em batalhas e esportes

As primeiras Olimpíadas registradas foram realizadas em 776 a.C. na cidade de Olímpia, no Peloponeso Ocidental, na Grécia Antiga. É provável que tenham se desenvolvido a partir da prática de realizar jogos fúnebres para homenagear guerreiros mortos e heróis locais, embora alguns mitos façam do semideus grego Héracles o fundador dos jogos.

Eles continuaram a promover jogos sem interrupção, uma vez a cada quatro anos, por quase 1200 anos. Foram abolidos em 393 d.C. pelo imperador Teodósio, um cristão que considerava a adoração a Zeus durante os jogos uma abominação pagã.

A prática da guerra no mundo antigo inspirou muitos eventos olímpicos. Uma massa de soldados correndo com armadura completa, por exemplo, era uma maneira eficaz de surpreender e aterrorizar os exércitos inimigos. O historiador grego Heródoto descreve o exército grego avançando em uma corrida em direção aos persas na batalha de Maratona, uma tática que os invasores orientais aparentemente nunca haviam encontrado antes.

Na hoplitodromia, ou corrida com armadura, um grupo de 25 atletas corria duas distâncias do estádio de 192 metros de comprimento em Olímpia, vestindo grevas e capacetes de bronze e carregando escudos que podiam pesar 14 kg. Os competidores do evento de lançamento de dardo ao alvo lançavam dardos em um escudo fixado em um poste enquanto galopavam a cavalo, uma prática militar padrão documentada pelo historiador Xenofonte.

As corridas de bigas (espécie de carroças) com equipes de dois e quatro cavalos eram eventos incrivelmente perigosos e populares. As bigas de guerra eram usadas na Grécia desde pelo menos a época da civilização micênica, aproximadamente de 1600 a 1100 a.C., e a corrida de bigas com quatro cavalos era um dos eventos mais antigos dos jogos, tendo sido introduzida pela primeira vez em Olímpia em 680 a.C. Somente os ricos podiam arcar com as despesas de manutenção de cavalos e de uma biga.

E, embora os proprietários das bigas reivindicassem a glória de qualquer vitória, geralmente contratavam cocheiros para enfrentar os riscos da competição por eles. Os acidentes eram comuns, espetaculares e, muitas vezes, mortais, sendo que o momento mais perigoso geralmente ocorria nas curvas estreitas em cada extremidade do estádio.

Um cocheiro famoso foi o Imperador Romano Nero, que em 67 d.C. competiu na corrida de bigas em Olímpia, na Grécia. Não foi uma competição justa. Nero entrou na corrida de quatro cavalos com uma equipe de 10 cavalos. Ele foi jogado de sua carruagem e não conseguiu completar a corrida, mas foi proclamado campeão com base no fato de que teria vencido se tivesse terminado a corrida. 

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2024/07/de-lutas-brutais-a-competicoes-sem-roupa-descubra-o-que-nao-existe-mais-nos-jogos-olimpicos-atuais  
Depreende-se do texto que os primeiros jogos olímpicos certamente foram fundados por Héracles. 
Alternativas
Q3007051 Português
[Questão Inédita] “A mudança climática é a crise de nosso tempo e impacta também os refugiados”

Conselheiro Especial do ACNUR para Ação Climática destaca que o aquecimento global está levando ao deslocamento forçado e reforça necessidade de uma ação decisiva neste momento

Em 2019, perigos relacionados ao clima provocaram cerca de 24,9 milhões de deslocamentos em 140 países. Pesquisas indicam que, sem uma ação climática ambiciosa e uma redução dos riscos de tragédias ambientais, desastres relacionados ao clima podem dobrar o número de pessoas necessitando de ajuda humanitária para mais de 200 milhões a cada ano até 2050. Andrew Harper, o Conselheiro Especial do ACNUR para Ação Climática, conversou com o editor do site global do ACNUR, Tim Gaynor, em Genebra, para avaliar a situação atual e discutir como o ACNUR e seus parceiros precisam agir agora para evitar complicações.

https://www.acnur.org/portugues/2020/12/10/a-mudanca-climatica-e-a-crise-de-nosso-tempo -e-impacta-tambem-os-refugiados/


O texto destaca que um dos efeitos da problemática em questão é o
Alternativas
Q3007012 Português
   As técnicas de memorização desempenham um papel crucial no processo de aprendizado, permitindo que os estudantes assimilem e retenham informações de forma mais eficaz.

    A memorização serve como um treino para o cérebro ser rápido, ágil e focado. Além de ser um treino mental para o cérebro, que é como um músculo que requer exercício para funcionar perfeitamente, a memorização ensina a mente a manter o foco ao lidar com todos os tipos de tarefas.

   Memorização é o processo de guardar informações na memória para que possam ser recuperadas em outro momento. Muitas vezes, isso é feito através da repetição e da prática, e pode ser uma ferramenta útil para aprender e reter conhecimento sobre assuntos variados, tais como fatos, vocabulário, fórmulas e procedimentos.

    Para algumas pessoas, pode ser mais fácil memorizar informações criando associações mentais ou usando técnicas mnemônicas, enquanto outras podem preferir usar recursos físicos, como cartões ou diagramas.

    O ato de memorizar faz com que sua mente se exercite, dando-lhe mais força para reter informações. Por exemplo, memorizar, durante um determinado período, os principais acontecimentos históricos no país em certa época, torna o cérebro receptivo à lembrança.

    Desenvolver a memória é um hábito saudável que melhora significativamente a qualidade de vida de um adulto, como mostra uma pesquisa realizada por pesquisadores do National Institute on Health and Aging. A pesquisa constatou que os adultos que treinaram a memória apresentaram melhores competências no dia a dia e melhor funcionamento cognitivo do que aqueles que não exercitam a memória, mesmo cinco anos após o treino.

   Os idosos conseguiram retardar o declínio cognitivo cerca de 7 a 14 anos praticando a memorização. Com isso, um adulto pode se manter consciente do seu ambiente, mesmo na velhice.

    A memorização é uma excelente forma de fortalecer o cérebro e melhorar sua capacidade de lembrar coisas e, quando combinada com a leitura dinâmica, poderá ajudá-lo a conseguir absorver mais informações em menos tempo.

    Assim como treinar na academia, exercícios consistentes e desafiadores são vitais para o cérebro permanecer em forma. Assim, um desafio como a memorização é uma ótima maneira de exercitar o cérebro para uma melhor preparação mental.

    Através de exercícios de memorização, os estudantes podem reter mais informações e, com a ativação repetida das estruturas de memória, você promove a plasticidade neural, também conhecida como neuroplasticidade, plasticidade cerebral e plasticidade neuronal.

   A neuroplasticidade pode ser influenciada por estímulos internos e externos, por meio da aprendizagem constante, e interfere na recuperação de pacientes após acidentes e traumas, como o AVC.


https://conexao.pucminas.br/blog/dicas/tecnicas-de-memorizacao/
[Questão Inédita] Assinale a alternativa que atenda à norma-padrão:
Alternativas
Q3007008 Português
   As técnicas de memorização desempenham um papel crucial no processo de aprendizado, permitindo que os estudantes assimilem e retenham informações de forma mais eficaz.

    A memorização serve como um treino para o cérebro ser rápido, ágil e focado. Além de ser um treino mental para o cérebro, que é como um músculo que requer exercício para funcionar perfeitamente, a memorização ensina a mente a manter o foco ao lidar com todos os tipos de tarefas.

   Memorização é o processo de guardar informações na memória para que possam ser recuperadas em outro momento. Muitas vezes, isso é feito através da repetição e da prática, e pode ser uma ferramenta útil para aprender e reter conhecimento sobre assuntos variados, tais como fatos, vocabulário, fórmulas e procedimentos.

    Para algumas pessoas, pode ser mais fácil memorizar informações criando associações mentais ou usando técnicas mnemônicas, enquanto outras podem preferir usar recursos físicos, como cartões ou diagramas.

    O ato de memorizar faz com que sua mente se exercite, dando-lhe mais força para reter informações. Por exemplo, memorizar, durante um determinado período, os principais acontecimentos históricos no país em certa época, torna o cérebro receptivo à lembrança.

    Desenvolver a memória é um hábito saudável que melhora significativamente a qualidade de vida de um adulto, como mostra uma pesquisa realizada por pesquisadores do National Institute on Health and Aging. A pesquisa constatou que os adultos que treinaram a memória apresentaram melhores competências no dia a dia e melhor funcionamento cognitivo do que aqueles que não exercitam a memória, mesmo cinco anos após o treino.

   Os idosos conseguiram retardar o declínio cognitivo cerca de 7 a 14 anos praticando a memorização. Com isso, um adulto pode se manter consciente do seu ambiente, mesmo na velhice.

    A memorização é uma excelente forma de fortalecer o cérebro e melhorar sua capacidade de lembrar coisas e, quando combinada com a leitura dinâmica, poderá ajudá-lo a conseguir absorver mais informações em menos tempo.

    Assim como treinar na academia, exercícios consistentes e desafiadores são vitais para o cérebro permanecer em forma. Assim, um desafio como a memorização é uma ótima maneira de exercitar o cérebro para uma melhor preparação mental.

    Através de exercícios de memorização, os estudantes podem reter mais informações e, com a ativação repetida das estruturas de memória, você promove a plasticidade neural, também conhecida como neuroplasticidade, plasticidade cerebral e plasticidade neuronal.

   A neuroplasticidade pode ser influenciada por estímulos internos e externos, por meio da aprendizagem constante, e interfere na recuperação de pacientes após acidentes e traumas, como o AVC.


https://conexao.pucminas.br/blog/dicas/tecnicas-de-memorizacao/
[Questão Inédita] Segundo o texto, a memorização não só ajuda a reter informações mas também contribui para:
Alternativas
Q3006948 Português
Texto 1


Sobre a Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado colocou em evidência, pela primeira vez no Brasil, temas fundamentais do mundo contemporâneo: a ecologia, a liberdade religiosa, a posse da terra e a contestação de relações sociais arcaicas em pleno século XX. Teve grande influência nos rumos tomados pela sociedade catarinense no presente e deixou cicatrizes que até hoje reclamam nossa consideração.

Entre os anos de 1912 e 1916, a região do Contestado, cujo território era alvo de disputas entre os estados de Santa Catarina e Paraná, foi palco de um dos mais sangrentos episódios da história do Brasil. Juntou-se à questão das fronteiras a eclosão de um surto messiânico influenciado pelo grande número de pessoas sem terras e sem emprego na região. Eram ex-camponeses, expulsos de suas terras para a implantação de uma madeireira, e ex-operários da estrada de ferro Brazil Railway, que trabalharam na construção e se viram sem trabalho com o fim do empreendimento.

Nesse cenário, surgiram profetas e monges pregando ideais de justiça, paz e comunhão, indo de encontro ao autoritarismo e à ordem republicana vigentes. Preocupados com o crescimento do movimento popular, os governos estadual e federal começaram a agir contra a comunidade, com o envio de tropas militares para a região. Os sertanejos resistiram à ação da artilharia pesada do exército até 1916.

Desde então, a Guerra foi narrada de diversas formas pelos diferentes personagens que dela tomaram parte e por aqueles que refletiram sobre ela posteriormente. Analisar essas narrativas é uma forma de recontar essa história com a perspectiva do presente. Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.


Disponível em: https://www.cultura.sc.gov.br/noticias/patrimonio/ 16683-16683-fcc-leva-exposicao-sobre-guerra-do-contestado-acacador. Acesso em: 22 de fev. 2024. Fragmento adaptado.
Analise a frase abaixo:

“Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.”

De acordo com a frase, infere-se que alguns temas motivacionais da Guerra do Contestado permanecem vivos atualmente no Brasil, entre os quais:
Alternativas
Respostas
4981: A
4982: A
4983: A
4984: C
4985: B
4986: D
4987: E
4988: A
4989: C
4990: A
4991: E
4992: E
4993: C
4994: C
4995: E
4996: E
4997: C
4998: E
4999: B
5000: B