Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Em uma sociedade em que a imagem pública e a privada constituem fatores preponderantes de prestígio, credibilidade e liderança, esses elementos estão, cada vez mais, permeando nossas vidas, nossas formas de agir e de decidir, que estão sob a vigilância de olhares sociais atentos e fiscalizadores. Os ritos e as cerimônias são elementos estratégicos a serviço da construção e da consolidação das imagens das organizações, que se apoiam na credibilidade e na aceitação social das ações e realizações desenvolvidas.
O rito consiste em um conjunto de atos formalizados, expressivos e portadores de uma dimensão simbólica. É caracterizado por uma configuração espaço-temporal específica, por sistemas de linguagem e comportamentos específicos e por signos emblemáticos cujo sentido codificado constitui um dos bens comuns do grupo. O uso do rito é paralelo ao aparecimento da humanidade.
Em todas as sociedades, os grupos sociais participam de acontecimentos ou eventos especiais e únicos. Porém, para cada um desses grupos, os eventos têm um significado diferente. No Brasil, por exemplo, a Copa do Mundo e uma formatura são eventos com rituais reconhecidos por diferentes classes sociais e culturais. Um rito bem executado é mais que uma mera apresentação teatral. Usa elementos e símbolos e evoca a cultura e as crenças dos povos envolvidos.
Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume a repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta, consistem no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. Este protocolo é uma forma de comunicação na qual os participantes do processo denotam uma mensagem diplomática. Remete, ainda, ao protocolo elementar significativo de boas relações entre povos, governos ou grupos.
Em uma sociedade em que a imagem pública e a privada constituem fatores preponderantes de prestígio, credibilidade e liderança, esses elementos estão, cada vez mais, permeando nossas vidas, nossas formas de agir e de decidir, que estão sob a vigilância de olhares sociais atentos e fiscalizadores. Os ritos e as cerimônias são elementos estratégicos a serviço da construção e da consolidação das imagens das organizações, que se apoiam na credibilidade e na aceitação social das ações e realizações desenvolvidas.
O rito consiste em um conjunto de atos formalizados, expressivos e portadores de uma dimensão simbólica. É caracterizado por uma configuração espaço-temporal específica, por sistemas de linguagem e comportamentos específicos e por signos emblemáticos cujo sentido codificado constitui um dos bens comuns do grupo. O uso do rito é paralelo ao aparecimento da humanidade.
Em todas as sociedades, os grupos sociais participam de acontecimentos ou eventos especiais e únicos. Porém, para cada um desses grupos, os eventos têm um significado diferente. No Brasil, por exemplo, a Copa do Mundo e uma formatura são eventos com rituais reconhecidos por diferentes classes sociais e culturais. Um rito bem executado é mais que uma mera apresentação teatral. Usa elementos e símbolos e evoca a cultura e as crenças dos povos envolvidos.
Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume a repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta, consistem no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. Este protocolo é uma forma de comunicação na qual os participantes do processo denotam uma mensagem diplomática. Remete, ainda, ao protocolo elementar significativo de boas relações entre povos, governos ou grupos.
Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro.
A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações)
I- Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto, a intenção do falante, ou do escritor e o tópico do que se diz, ou escreve.
II- A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. Do vocabulário, um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal, como o faz um escritor de uma carta, para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. A esse respeito, a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão, uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. O grau de coloquialismo, ou formalismo, envolvem decisões estilísticas e de domínio do léxico, que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade.
III- Falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos.
IV- Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão, pois nem sempre se traduz automaticamente, com palavras apropriadas, o que se pensa, o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias, que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar linguisticamente.
I- O narrador, de acordo com seu foco narrativo, fará o direcionamento da história, pois o ponto de vista determina como o enredo deve ser estruturado. Assim, o narrador pode ser um participante dos acontecimentos ou apenas um intérprete dos fatos narrados, ser um narrador em primeira, ou terceira pessoa, parcial, ou imparcial, centrado nos fatos, ou nos personagens, focado em seus pensamentos, ou em suas ações.
II- Os tipos de narrador são o narrador personagem (em primeira pessoa), que participa da história; o narrador observador (em terceira pessoa), que apenas narra o que vê; e o narrador onisciente (também em terceira pessoa), que tem total conhecimento de personagens e fatos.
III- Narrador personagem: é um narrador em primeira pessoa, portanto, é um personagem da história. Assim, ele não só relata os fatos, como também participa dos acontecimentos narrados.
IV- Narrador observador: é um narrador em terceira pessoa e narra apenas o que vê, o que observa, isto é, não participa da história e nem tem conhecimento total dos fatos e personagens.
I. Qual o significado do termo “e-lixo”?
II. Por quais objetos as pedras drummondianas foram substituídas?
III. Qual a melhor forma de mudar a situação atual provocada pelo acúmulo de lixo eletrônico e elétrico?
É CORRETO afirmar que é(são) respondida(s) pelo texto:
A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro.
A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
Texto 1A8
Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da
manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de
status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade
toma é um brunch no roof top de seu residence club.
A classe média, quando chega ao paraíso, adora
gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português
tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas
para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que
diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion,
haters, job, like, e por aí vai.
O discurso empresarial e corporativo também está repleto
desses enunciados carregados de expressões tomadas de
empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão
de audiência nas interações verbais de uma parte considerável
das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing,
workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no
vocabulário de muitos profissionais brazucas.
Não que isso seja um problema ou uma ameaça à
integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua
origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical
do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos
de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram
incorporados ao falar brasileiro.
A questão a ser abordada não é o quanto o uso de
estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a
hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode
exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas
linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A
censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser
muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou)
expressões de origem estrangeira.
Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos
vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica,
porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas
raízes históricas, linguísticas e culturais.
A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos
hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes,
embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas
quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as
línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de
interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
Texto 1A8
Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da
manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de
status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade
toma é um brunch no roof top de seu residence club.
A classe média, quando chega ao paraíso, adora
gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português
tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas
para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que
diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion,
haters, job, like, e por aí vai.
O discurso empresarial e corporativo também está repleto
desses enunciados carregados de expressões tomadas de
empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão
de audiência nas interações verbais de uma parte considerável
das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing,
workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no
vocabulário de muitos profissionais brazucas.
Não que isso seja um problema ou uma ameaça à
integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua
origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical
do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos
de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram
incorporados ao falar brasileiro.
A questão a ser abordada não é o quanto o uso de
estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a
hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode
exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas
linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A
censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser
muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou)
expressões de origem estrangeira.
Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos
vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica,
porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas
raízes históricas, linguísticas e culturais.
A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos
hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes,
embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas
quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as
línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de
interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
“Uma coisa é preocuparmo-nos com a morte de outro, ao longe. Outra é, de súbito, tomar consciência da própria putrescibilidade, de viver na vizinhança da própria morte, de contemplá-la enquanto possibilidade real. À partida, é esse o terror suscitado pelo confinamento a muita gente: a obrigação de, por fim, responder pela sua vida e nome”
MBEMBE, Achille. Necropolítica. 3. ed. São Paulo: n-1 edições,
2018. 80 p.
“Uma coisa é preocuparmo-nos com a morte de outro, ao longe. Outra é, de súbito, tomar consciência da própria putrescibilidade, de viver na vizinhança da própria morte, de contemplá-la enquanto possibilidade real. À partida, é esse o terror suscitado pelo confinamento a muita gente: a obrigação de, por fim, responder pela sua vida e nome”
MBEMBE, Achille. Necropolítica. 3. ed. São Paulo: n-1 edições,
2018. 80 p.
No texto fica evidente a discussão em torno de:
Assinale a alternativa CORRETA:

(Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br)
I. Pode-se perceber, a partir do narrador do conto, a movimentação psicológica do compositor Pestana, que luta para compor algo grandiosamente clássico.
II. O personagem principal, embora tenha inspirações para compor polcas, ritmo considerado popular, sente-se culpado por abandonar os grandes mestres da composição.
III. No trecho destacado, é perceptível o uso bem-humorado da ironia machadiana ao relatar o combate de Pestana contra a inspiração para compor polcas.
Quais estão corretas?
No trecho apresentado, o pai de Pedro acaba de dar uma aula sobre a obra “Crime e Castigo”, de Dostoiévski. Assinale a alternativa que indica o tipo de intertextualidade estabelecida entre o texto de Jeferson Tenório e o do escritor russo.
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão fazendo telhados.
I. Em “Vício da fala”, a crítica do autor reside na qualidade da escolarização do brasileiro do início do século XX, que mal sabia falar corretamente.
II. Uma das características modernistas visíveis no texto é a ausência de pontuação, desviando-se da norma-padrão da Língua Portuguesa.
III. Apesar de as orações do poema não apresentarem sujeito expresso, ainda assim é possível definir a quem o eu-lírico se refere.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa CORRETA: