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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 36.990 questões

Q3091152 Português

Vivendo de amor – bell hooks



Depoimentos de escravos revelam que sua sobrevivência estava muitas vezes determinada por sua capacidade de reprimir as emoções. Num documento datado em 1845, Frederick Douglass lembra que foi incapaz de se sensibilizar com a morte de sua mãe, por ter sido impedido de manter contato com ela. A escravidão condicionou os negros a conter e reprimir muitos de seus sentimentos. O fato de terem testemunhado o abuso diário de seus companheiros - o trabalho pesado, as punições cruéis, a fome - fez com que se mostrassem solidários entre eles somente em situações de extrema necessidade. E tinham boas razões para imaginar que, caso contrário, seriam punidos. Somente em espaços de resistência cultivados com muito cuidado, podiam expressar emoções reprimidas. Então, aprenderam a seguir seus impulsos somente em situações de grande necessidade e esperar por um momento “seguro” quando seria possível expressar seus sentimentos. Num contexto em que os negros nunca podiam prever quanto tempo estariam juntos, que forma o amor tomaria? Praticar o amor nesse contexto poderia tornar uma pessoa vulnerável a um sofrimento insuportável. De forma geral, era mais fácil para os escravos se envolverem emocionalmente, sabendo que essas relações seriam transitórias. A escravidão criou no povo negro uma noção de intimidade ligada ao sentido prático de sua realidade. Um escravo que não fosse capaz de reprimir ou conter suas emoções, talvez não conseguisse sobreviver.


Disponível em: <https://www.geledes.org.br/vivendo-de-amor/>. Acesso em: 02

out. 2024. [Adaptado]

Em seu texto, a autora reflete sobre as formas de expressão de emoções e sentimentos a partir de um recorte racial, destacando
Alternativas
Q3091149 Português
Leia a manchete a seguir.

Com 2 a mais e Lucas redimido, São Paulo vence e mantém Corinthians no Z-4.
Disponível em: <www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimasnoticias/2024/09/29/sao-paulo-x-corinthians-28-rodada-dobrasileirao.htm?>. Acesso em: 29 set. 2024.

Considerando os mecanismos de produção de sentido, a construção textual da manchete contempla
Alternativas
Q3091043 Português

Vivendo de amor – bell hooks 


Depoimentos de escravos revelam que sua sobrevivência estava muitas vezes determinada por sua capacidade de reprimir as emoções. Num documento datado em 1845, Frederick Douglass lembra que foi incapaz de se sensibilizar com a morte de sua mãe, por ter sido impedido de manter contato com ela. A escravidão condicionou os negros a conter e reprimir muitos de seus sentimentos. O fato de terem testemunhado o abuso diário de seus companheiros - o trabalho pesado, as punições cruéis, a fome - fez com que se mostrassem solidários entre eles somente em situações de extrema necessidade. E tinham boas razões para imaginar que, caso contrário, seriam punidos. Somente em espaços de resistência cultivados com muito cuidado, podiam expressar emoções reprimidas. Então, aprenderam a seguir seus impulsos somente em situações de grande necessidade e esperar por um momento “seguro” quando seria possível expressar seus sentimentos. Num contexto em que os negros nunca podiam prever quanto tempo estariam juntos, que forma o amor tomaria? Praticar o amor nesse contexto poderia tornar uma pessoa vulnerável a um sofrimento insuportável. De forma geral, era mais fácil para os escravos se envolverem emocionalmente, sabendo que essas relações seriam transitórias. A escravidão criou no povo negro uma noção de intimidade ligada ao sentido prático de sua realidade. Um escravo que não fosse capaz de reprimir ou conter suas emoções, talvez não conseguisse sobreviver.


Disponível em: <https://www.geledes.org.br/vivendo-de-amor/>. Acesso em: 02

out. 2024. [Adaptado].

Ao trazer como fundamentação de sua argumentação o documento datado de 1845, com autoria de Frederick Douglass, a autora utiliza um argumento de
Alternativas
Q3091040 Português
Clarice Lispector, nome que recebeu no Brasil em substituição a Haia Lispector, nasceu em Tchechelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, filha caçula de Pinkhouss Lispector e Mánia Lispector. Fugindo da dominação comunista no país durante a guerra civil (1918-1921) após a Revolução Bolchevique de 1917, o casal foi obrigado a fazer escala na aldeia de Tchechelnik para que nascesse aquela que viria a ser um dos ícones da literatura brasileira. Menos de dois anos depois, com as filhas mais velhas, Tânia e Elisa, e a caçula, os Lispector partiram rumo ao Brasil, desembarcando em Maceió (AL), em 1922. 

Disponível em: <https://ims.com.br/titular-colecao/clarice-lispector/>.
Acesso em: 30 set. 2024.
Esse excerto da biografia da escritora Clarice Lispector traz informações sobre a sua família e o contexto de sua vinda para o Brasil. Considerando aspectos da progressão temática, é possível afirmar que esta construção textual
Alternativas
Q3091037 Português

Por que Brasília não tem prefeito?


Giulia Granchi, da BBC News Brasil em Londres


Em outubro, 5.569 municípios brasileiros elegerão prefeitos e vereadores — mas Brasília e outras regiões administrativas do Distrito Federal, também chamadas "cidades-satélites", não estão nesta conta.

A área tem uma organização política distinta porque o Distrito Federal acumula características de município e Estado, e suas "cidades-satélites" não são tratadas como municípios.

"Quando Brasília foi inaugurada, em 1960, o modelo administrativo estabelecido se assemelhava um pouco mais a um Estado, englobando responsabilidades que, em outras regiões, seriam divididas entre prefeitos e governadores estaduais. Assim, o título de 'prefeito' foi substituído por 'governador'", explica o historiador Matheus Rosa, mestre pela UnB e pesquisador da história regional.

E como capital federal, diz Rosa, a ideia era que Brasília pudesse funcionar de maneira independente e imparcial, sem o impacto de disputas regionais.

Embora o DF tenha um governador e uma câmara legislativa própria, algumas funções, como segurança pública e assuntos judiciais, são geridas ou supervisionadas pelo governo federal. 


Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/c98y1zl1n7zo>.

Acesso em: 28 set. 2024.

Releia o trecho a seguir.

Em outubro, 5.569 municípios brasileiros elegerão prefeitos e vereadores — mas Brasília e outras regiões administrativas do Distrito Federal, também chamadas "cidades-satélites", não estão nesta conta. A área tem uma organização política distinta porque o Distrito Federal acumula características de município e Estado, e suas "cidades-satélites" não são tratadas como municípios.

O trecho acima apresenta um modo de enunciação
Alternativas
Q3090886 Português

Observe a charge a seguir. 


Q14.png (442×196)


<https://www1.folha.uol.com.br/paywall/cartum.shtml?https://cartum.folha.uol.c

om.br/charges/2024/07/05/claudio-mor.shtml>. Acesso em: 28 set. 2024.


Na charge, dois personagens discutem sobre a situação atual do Brasil. Qual é a crítica apresentada?



Alternativas
Q3090884 Português

Insônia infeliz e feliz



De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.

As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.


LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

No texto “Insônia infeliz e feliz”, descrevem-se diferentes sentimentos e percepções durante a insônia. Como se dá a mudança de perspectiva do eu lírico ao longo do texto? 
Alternativas
Q3090876 Português

A Amazônia registrou, em agosto de 2024, o maior número de queimadas dos últimos dez anos.



A Amazônia está em chamas. A floresta registrou 63 mil focos de fogo desde janeiro até agora. O número é o maior desde 2014 e pode aumentar, já que o levantamento é feito mês a mês e agosto ainda não terminou. Toda essa fumaça que cobre a floresta está viajando milhares de quilômetros.

Esse volume ainda se soma ao que vem do Pantanal, de Rondônia com a queimada no Parque Guajará-Mirim há um mês, e da Bolívia, formando uma densa camada cinza na atmosfera que é arrastada para o restante do mapa formando um "corredor de fumaça".



Disponível em: <https://g1.globo.com/meioambiente/noticia/2024/08/21/amazonia-tem-pior-temporada-de-queimadas-em17-anos-corredor-de-fumaca-se-espalha-e-afeta-10-estados.ghtml>. Acesso

em: 27 set. 2024..

A principal consequência das queimadas na Amazônia mencionada no texto é 
Alternativas
Q3090875 Português
Outro empurrão desequilibrou-o. Voltou-se e viu ali perto o soldado amarelo que o desafiava, a cara enferrujada, uma ruga na testa. (...)
– Vossemecê não tem direito de provocar os que estão quietos.
– Desafasta bradou a polícia.
E insultou Fabiano, porque ele tinha deixado a bodega sem se despedir.
– Lorota, gaguejou o matuto. Eu não tenho culpa de vossemecê esbagaçar os seus possuídos no jogo?
Engasgou-se. A autoridade rondou por ali um instante desejosa de puxar questão. Não achando pretexto, avizinhou-se e plantou o salto da reiúna em cima da alpergata do vaqueiro.
- Isso não se faz moço, protestou Fabiano. (...)

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 41ª ed. São Paulo: Record, 1978, p. 29 e 30.
Quais são as atitudes da autoridade em relação a Fabiano?
Alternativas
Q3090690 Português
Leia o Texto V e responda à questão:

Texto V

Cresce parcela da população que afirma sempre reciclar

Cresceu o porcentual de brasileiros que dizem sempre separar materiais para reciclagem, segundo a pesquisa Sustentabilidade & Opinião Pública, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A porcentagem chegou a 47%, contra 44% no ano passado. Os itens mais separados são plásticos em geral e garrafas PET (55%), alumínio (44%), e papel, papelão e jornal (44%). O levantamento diz respeito a todos os tipos de produtos, não apenas lixo, diz a CNI.

Fonte: CRESCE PARCELA DA POPULAÇÃO QUE AFIRMA SEMPRE RECICLAR. O Estado de São Paulo Economia & Negócios, B18, 03 out. 2024. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/o-estado-de-s-paulo/20241003/page/42/textview Acesso em: 03 out. 2024.
Analise as afirmações abaixo sobre o fragmento “O levantamento diz respeito a todos os tipos de produtos, não apenas lixo, diz a CNI”.

I-  Asigla CNI foi empregada para retomar “pesquisa Sustentabilidade & Opinião Pública”.
II- Asigla CNI está sendo usada para substituir “Confederação Nacional da Indústria”.
III- Asigla “CNI” significa “Centro Nacional de Inovações”.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3090689 Português
Leia o Texto V e responda à questão:

Texto V

Cresce parcela da população que afirma sempre reciclar

Cresceu o porcentual de brasileiros que dizem sempre separar materiais para reciclagem, segundo a pesquisa Sustentabilidade & Opinião Pública, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A porcentagem chegou a 47%, contra 44% no ano passado. Os itens mais separados são plásticos em geral e garrafas PET (55%), alumínio (44%), e papel, papelão e jornal (44%). O levantamento diz respeito a todos os tipos de produtos, não apenas lixo, diz a CNI.

Fonte: CRESCE PARCELA DA POPULAÇÃO QUE AFIRMA SEMPRE RECICLAR. O Estado de São Paulo Economia & Negócios, B18, 03 out. 2024. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/o-estado-de-s-paulo/20241003/page/42/textview Acesso em: 03 out. 2024.
Assinale a alternativa CORRETAem relação aos propósitos comunicativos do Texto V.
Alternativas
Q3090688 Português
Leia o Texto V e responda à questão:

Texto V

Cresce parcela da população que afirma sempre reciclar

Cresceu o porcentual de brasileiros que dizem sempre separar materiais para reciclagem, segundo a pesquisa Sustentabilidade & Opinião Pública, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A porcentagem chegou a 47%, contra 44% no ano passado. Os itens mais separados são plásticos em geral e garrafas PET (55%), alumínio (44%), e papel, papelão e jornal (44%). O levantamento diz respeito a todos os tipos de produtos, não apenas lixo, diz a CNI.

Fonte: CRESCE PARCELA DA POPULAÇÃO QUE AFIRMA SEMPRE RECICLAR. O Estado de São Paulo Economia & Negócios, B18, 03 out. 2024. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/o-estado-de-s-paulo/20241003/page/42/textview Acesso em: 03 out. 2024.
Analise as assertivas abaixo consoante as ideias apresentadas no Texto V.

I- O texto afirma que houve um aumento no número de brasileiros que separam materiais para reciclagem.
II- Dentre os itens mais separados pelos brasileiros, estão os plásticos e garrafas PET.
III- Os dados apresentados são de uma pesquisa realizada pelo Jornal O Estado de S. Paulo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3090685 Português
Leia o Texto IV e responda à questão:

Texto IV


Cortar o Tempo

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar que
daqui pra diante vai ser diferente.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em: Cortar o Tempo. http://catalogo.educacaonaculturadigital.mec.gov.br/hypermedia_files/live/gestao/pagina-2.html. Acesso em: 07 out. 2024.
Analise as afirmações sobre o poema “Cortar o Tempo”, de Carlos Drummond de Andrade.

I- O texto sugere que, com o passar dos meses, as pessoas se sentem mais fortalecidas.
II- O autor expressa a ideia de que, ao final de doze meses, as pessoas se sentem esgotadas.
III- O texto sugere que as pessoas renovam suas esperanças a cada ano, apesar do cansaço.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3090675 Português
Leia o Texto I e responda à questão:

Texto I

A Europa esquenta, esquenta, esquenta...

Em duas semanas não consecutivas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou os efeitos lesivos aos europeus decorrentes do calor excessivo. Agora, na terça-feira 20, a instituição fechou alguns dados e os divulgou. O que diz respeito ao número de óbitos é estarrecedor: o calor, incessante e extremo, vem sendo responsável, em média, por pelo menos cento e setenta mil mortes anuais — em 2024 já vitimou quase cem mil pessoas. Esse continente é o que apresenta o ritmo mais rápido de aquecimento, respondendo por aproximadamente 35% das mortes em todo o mundo em consequência da mudança climática. Nos últimos vinte anos, registrou-se na Europa um aumento de temperatura na casa dos 20%. “Essa região está aquecendo mais rápido que qualquer outra do planeta”, escreveu em nota oficial o diretor regional da OMS, Hans Kluge. “As temperaturas aumentam cerca de duas vezes mais rapidamente”.
O denominado “estresse térmico” causa doenças respiratórias e cardiovasculares, diabetes e problemas relacionados à saúde mental.

Fonte: ISTO É. 22 ago. 2024. Disponível em: Semana. https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/19/textview Acesso em: 03 out. 2024.
No título “A Europa esquenta, esquenta, esquenta...”, observa-se a repetição do termo “esquenta”. Assinale a alternativa que justifica esta repetição.
Alternativas
Q3090674 Português
Leia o Texto I e responda à questão:

Texto I

A Europa esquenta, esquenta, esquenta...

Em duas semanas não consecutivas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou os efeitos lesivos aos europeus decorrentes do calor excessivo. Agora, na terça-feira 20, a instituição fechou alguns dados e os divulgou. O que diz respeito ao número de óbitos é estarrecedor: o calor, incessante e extremo, vem sendo responsável, em média, por pelo menos cento e setenta mil mortes anuais — em 2024 já vitimou quase cem mil pessoas. Esse continente é o que apresenta o ritmo mais rápido de aquecimento, respondendo por aproximadamente 35% das mortes em todo o mundo em consequência da mudança climática. Nos últimos vinte anos, registrou-se na Europa um aumento de temperatura na casa dos 20%. “Essa região está aquecendo mais rápido que qualquer outra do planeta”, escreveu em nota oficial o diretor regional da OMS, Hans Kluge. “As temperaturas aumentam cerca de duas vezes mais rapidamente”.
O denominado “estresse térmico” causa doenças respiratórias e cardiovasculares, diabetes e problemas relacionados à saúde mental.

Fonte: ISTO É. 22 ago. 2024. Disponível em: Semana. https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/19/textview Acesso em: 03 out. 2024.
Considere as assertivas que seguem a respeito das consequências do aumento da temperatura na Europa, consoante o Texto I.

I- Doenças respiratórias e cardiovasculares.
II- Alzheimer e perda de memória.
III- Diabetes e problemas relacionados à saúde mental.
IV- Obesidade e doenças infecciosas.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3090673 Português
Leia o Texto I e responda à questão:

Texto I

A Europa esquenta, esquenta, esquenta...

Em duas semanas não consecutivas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou os efeitos lesivos aos europeus decorrentes do calor excessivo. Agora, na terça-feira 20, a instituição fechou alguns dados e os divulgou. O que diz respeito ao número de óbitos é estarrecedor: o calor, incessante e extremo, vem sendo responsável, em média, por pelo menos cento e setenta mil mortes anuais — em 2024 já vitimou quase cem mil pessoas. Esse continente é o que apresenta o ritmo mais rápido de aquecimento, respondendo por aproximadamente 35% das mortes em todo o mundo em consequência da mudança climática. Nos últimos vinte anos, registrou-se na Europa um aumento de temperatura na casa dos 20%. “Essa região está aquecendo mais rápido que qualquer outra do planeta”, escreveu em nota oficial o diretor regional da OMS, Hans Kluge. “As temperaturas aumentam cerca de duas vezes mais rapidamente”.
O denominado “estresse térmico” causa doenças respiratórias e cardiovasculares, diabetes e problemas relacionados à saúde mental.

Fonte: ISTO É. 22 ago. 2024. Disponível em: Semana. https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/19/textview Acesso em: 03 out. 2024.
Assinale a alternativa CORRETA em relação às ideias apresentadas no Texto I.
Alternativas
Q3090283 Português
Pesquisa aponta que pedalar protege os joelhos contra artrose

(Texto adaptado com fins didáticos.)

Andar de bicicleta é mais uma atividade acessível, ou seja, é de baixo impacto, divertida e traz alguns benefícios adicionais para a saúde. Além desse impactos, o estudo disponível no Medicine & Science in Sports & Exercise disse que pedalar protege os joelhos contra artrose.

Esse trabalho pontuou que pessoas que andam de bicicleta tanto ao ar livre quanto na bicicleta ergométrica em academia lidavam com menos ocorrências de dores frequentes nos joelhos e eram menos propensas a ter osteoartrite nos joelhos.

Sendo assim, 25 a 30 minutos de bicicleta durante três dias na semana já pode trazer benefício e, também, o ortopedista Dr. Marcos Cortelazo indicou Transport, equipamento da academia que simula uma corrida sem impacto.

"A fisioterapia é fundamental em qualquer uma das fases com os seguintes obijetivos: controle da dor, manutenção do movimento e fortalecimento. O mais importante é consultar um médico que indicará o tratamento adequado", declarou Marcos.

"Os exercícios físicos que fortaleçam a musculatura sem impacto são as mais recomendadas. Destaque aqui para a musculação, pilates e bicicleta entre as mais indicadas", encerrou o Dr. Marcos Cortelazo.

https://sportlife.com.br/pesquisa-aponta-que-pedalar-protege-os-joelhos -contra-artrose/
Infere-se do texto que o estudo citado recomendou pedalar apenas ao ar livre, pois o uso da bicicleta ergométrica não traz os mesmos benefícios.
Alternativas
Q3090151 Português
Como manejar o estresse no dia a dia

(Texto adaptado com fins didáticos.)

Outro dia, um membro da minha equipe apareceu para uma reunião online com uma bolsa de gelo no rosto. Assustado, perguntei a ele o que havia ocorrido. O rapaz me respondeu que passara a noite pensando em um projeto que deveria entregar para uma organização que o havia contratado. Que, ao se levantar, no dia seguinte, ainda estava tenso, com aquilo na cabeça, e que havia "travado" a musculatura da face, o que o levara a sentir a famosa dor dos nervos trigêmeos. Quando inflamam, podem incapacitar uma pessoa.

Conto essa historinha (real) para ilustrar o quanto o estresse joga contra a nossa saúde física, corporal e mental. O exemplo desse profissional é o do que chamamos de estresse agudo: aquele que nos acomete quando algo fora do normal acontece; por exemplo, quando o empregador anuncia que você deve entregar uma tarefa para dali umas horas ou dias.

Já estresse crônico aquele que persiste por longo período é ainda mais tóxico para a saúde. Vários estudos têm mostrado que ele pode enfraquecer o nosso sistema imunológico − tornando mais difícil nos recuperarmos de alguma doença -, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, de problemas digestivos, de pressão alta e até de depressão. Isso sem contar dores de cabeça, fadiga, dores no corpo por tendermos a contrair a musculatura, problemas com o sono e até comprometimento da memória e da concentração. Ou seja, o estresse pode ser altamente debilitante.

A questão que talvez nem todos saibam é que não é possível nos livrarmos dele, porque estresse nada mais é do que uma reação natural do corpo a uma situação de perigo ou ameaça. Isso quer dizer que desde que os humanos surgiram, em algum momento eles se viram estressados.

Em pequenas doses, o estresse é até produtivo, pois nos ajuda a estar preparados para o "leão" que temos de matar todos os dias. Entretanto, vivemos em uma era de grandes incertezas econômicas, sociais e ambientais. Ninguém sabe mais se acordaremos com uma catástrofe ambiental perto de nós ou se uma nova pandemia ou recessão nos atingirão.

 Nesses tempos que nos exigem grande capacidade de responder rapidamente aos desafios que aparecem da noite para o dia, só poderíamos ter como resultado índices altíssimos de estresse crônico e agudo. Nos EUA, segundo uma pesquisa da American Psychological Association, 1 em cada 3 adultos diz sentir que o estresse é opressor para eles na maioria dos dias.

Se não é possível tirá-lo para sempre da nossa vida, é possível colocar rédeas nele, aprendendo a manejá-lo de modo a que ele não nos domine.

Aproveito para apresentar aqui as minhas dicas.

1. Invista em uma atividade esportiva − Fazer um esporte aeróbio reduz os níveis dos hormônios do estresse, ao mesmo tempo em que libera substâncias químicas capazes de melhorar o nosso bem-estar e humor.

2. Faça meditação − Pesquisas têm revelado que a prática milenar alivia de forma significativa o estresse e a ansiedade.

3. Faça uso da sua rede de apoio − Se o estresse tem deixado você mal, procure fazer uso da sua rede de apoio: amigos, família ou parentes com quem você têm liberdade de se abrir. É possível que um conhecido seu tenha passado por algo semelhante e possa dar a você uma perspectiva útil.

4. Busque uma terapia − A terapia é uma ferramenta das mais importantes (pode ser da linha que você quiser), pois vai ajudá-lo a identificar o que, na sua vida, o tem deixado mais estressado. É essencial decifrar o que o faz dispará-lo, porque é bem possível que consigamos, com a ajuda da terapia, mudar a nossa relação com essa coisa que nos estressa ou mesmo abrir mão dela. Muito melhor do que chegar no seu médico buscando um calmante, não?


https://forbes.com.br/forbessaude/2024/09/arthur-guerra-como-manejar -o-estresse-no-dia-a-dia/
Infere-se do texto que o estresse pode ter impactos negativos tanto na saúde física quanto na saúde mental.
Alternativas
Q3089875 Português
[Vida a compartilhar]


    Um jovem amigo meu é uma pessoa exasperada e deprimida. Na semana passada, ele foi atraído por uma história edificante. Uma escola americana dedicara um anfiteatro a uma professora de escola fundamenta! que, depois de uma longa carreira de ensino, foi paralisada por uma distrofia muscular, e seguiu ensinando. Quando perdeu a voz, passou a ensinar surdos-mudos. Na reportagem, ela estranhava a atenção e os elogios: era uma mulher em paz consigo mesma e com o mundo, sem furores caritativos ou vocações martirológicas. Sua vida parecia simplesmente normal.

    Meu jovem amigo comentou que, se estivesse no lugar dela, já teria acabado com sua própria vida. Essa ideia, concordei, passaria por qualquer cabeça. Mas por que a professora não foi por esse caminho? O insuportável numa doença como essa, afirmou então meu interlocutor, são os limites, as impotências. 

    Observei-lhe então que há uma infinidade de coisas que não conseguimos fazer. Afinal, não sei voar, nem ficar por respirar mais que dois minutos. Com paciência condescendente, meu amigo explicou que essas são coisas que ninguém, ou quase ninguém, consegue fazer O que dói, acrescentou, é não conseguir fazer as coisas que os outros conseguem. E declarou que, se tivesse uma invalidez grave, talvez pudesse seguir vivendo, mas só entre pessoas tão inválidas quanto ele. Conclusão da conversa: o problema não é a invalidez, o problema são os outros. Melhor dizendo, a necessidade de se comparar aos outros.   

    De todo modo, ficamos sem apurar que tipo de energia animava aquela prejudicada professora, excepcionalmente apta e disposta a só compartilhar o que tinha de positivo.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 70-71)
No contexto do 1º parágrafo, ao afirmar que a professora era uma mulher em paz consigo mesma e com o mundo, sem furores caritativos ou vocações martirológicas, o autor faz-nos depreender que
Alternativas
Q3089874 Português
[Vida a compartilhar]


    Um jovem amigo meu é uma pessoa exasperada e deprimida. Na semana passada, ele foi atraído por uma história edificante. Uma escola americana dedicara um anfiteatro a uma professora de escola fundamenta! que, depois de uma longa carreira de ensino, foi paralisada por uma distrofia muscular, e seguiu ensinando. Quando perdeu a voz, passou a ensinar surdos-mudos. Na reportagem, ela estranhava a atenção e os elogios: era uma mulher em paz consigo mesma e com o mundo, sem furores caritativos ou vocações martirológicas. Sua vida parecia simplesmente normal.

    Meu jovem amigo comentou que, se estivesse no lugar dela, já teria acabado com sua própria vida. Essa ideia, concordei, passaria por qualquer cabeça. Mas por que a professora não foi por esse caminho? O insuportável numa doença como essa, afirmou então meu interlocutor, são os limites, as impotências. 

    Observei-lhe então que há uma infinidade de coisas que não conseguimos fazer. Afinal, não sei voar, nem ficar por respirar mais que dois minutos. Com paciência condescendente, meu amigo explicou que essas são coisas que ninguém, ou quase ninguém, consegue fazer O que dói, acrescentou, é não conseguir fazer as coisas que os outros conseguem. E declarou que, se tivesse uma invalidez grave, talvez pudesse seguir vivendo, mas só entre pessoas tão inválidas quanto ele. Conclusão da conversa: o problema não é a invalidez, o problema são os outros. Melhor dizendo, a necessidade de se comparar aos outros.   

    De todo modo, ficamos sem apurar que tipo de energia animava aquela prejudicada professora, excepcionalmente apta e disposta a só compartilhar o que tinha de positivo.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 70-71)
No 3° parágrafo, ao considerar que todos nós temos limites, o autor se deparou com a seguinte posição defendida pelo jovem amigo:
Alternativas
Respostas
4861: D
4862: D
4863: A
4864: C
4865: A
4866: B
4867: D
4868: B
4869: C
4870: C
4871: C
4872: A
4873: E
4874: A
4875: D
4876: A
4877: E
4878: C
4879: B
4880: E