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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q3096294 Português
O machismo no futebol brasileiro


Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do debate público se volta ao que acontece dentro das quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém, chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a violência contra a mulher no esporte mais popular do país — situação que já colocou atrás das grades jogadores renomados com passagens pela Seleção Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.

Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério Público da Suécia que, segundo a imprensa internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental" que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente. O documento, além de frágil judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal.

Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios se depara com frequência com músicas machistas, que objetificam a mulher para provocar um rival — sem contar os olhares indesejados independentemente da roupa usada. O cenário exige que os clubes e as confederações tomem medidas duras para combater a violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso, conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.

Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com os departamentos de psicologia e pedagogia dos três principais clubes mineiros.

É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro do vestiário, posturas machistas são aceitas sem problematização. Ou se atletas são contratados mesmo com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que aquele acusado só volte a ocupar uma posição de destaque após a apuração completa do caso.

Parte desse combate também passa por maiores investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem nesse necessário combate. Sempre muito preocupada com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas. Um problema não só do esporte, mas também dele.


(Disponível em: htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html. Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
No texto "O machismo no futebol brasileiro", o autor adota uma postura crítica em relação à violência de gênero no esporte, abordando tanto ações institucionais quanto comportamentos culturais. A alternativa que reflete o posicionamento do autor sobre o combate ao machismo no futebol é:
Alternativas
Q3096293 Português
O machismo no futebol brasileiro


Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do debate público se volta ao que acontece dentro das quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém, chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a violência contra a mulher no esporte mais popular do país — situação que já colocou atrás das grades jogadores renomados com passagens pela Seleção Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.

Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério Público da Suécia que, segundo a imprensa internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental" que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente. O documento, além de frágil judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal.

Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios se depara com frequência com músicas machistas, que objetificam a mulher para provocar um rival — sem contar os olhares indesejados independentemente da roupa usada. O cenário exige que os clubes e as confederações tomem medidas duras para combater a violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso, conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.

Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com os departamentos de psicologia e pedagogia dos três principais clubes mineiros.

É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro do vestiário, posturas machistas são aceitas sem problematização. Ou se atletas são contratados mesmo com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que aquele acusado só volte a ocupar uma posição de destaque após a apuração completa do caso.

Parte desse combate também passa por maiores investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem nesse necessário combate. Sempre muito preocupada com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas. Um problema não só do esporte, mas também dele.


(Disponível em: htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html. Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
O texto aborda o machismo no futebol brasileiro, destacando diferentes aspectos dessa problemática, desde atitudes machistas por parte de torcedores e atletas até a resposta institucional de clubes e confederações. A partir da leitura crítica do texto, considere as seguintes afirmações:

I.A exposição de um "contrato de estupro acidental" na imprensa internacional revela como o machismo no futebol pode se manifestar não apenas em comportamentos sociais, mas também na tentativa de institucionalizar a isenção de responsabilidade por crimes graves.

II.O autor sugere que o problema do machismo no futebol se limita ao comportamento de atletas famosos, como Robinho e Daniel Alves, sendo minimamente influenciado pela cultura dos torcedores ou pela omissão de entidades como a CBF.

III.Embora o texto reconheça iniciativas positivas no combate ao machismo, como o protocolo "Fale Agora", o autor enfatiza que campanhas e ações superficiais, sem mudanças culturais e institucionais profundas, são insuficientes para efetivamente combater a violência de gênero no esporte.

IV.A referência ao futebol europeu e às iniciativas de clubes mineiros sugere que o problema do machismo no futebol é universal, mas o texto argumenta que a forma como ele é tratado no Brasil reflete uma negligência específica de entidades esportivas nacionais, como a CBF.


Com base no texto, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3096291 Português
O machismo no futebol brasileiro


Quando se fala sobre o mundo da bola, a maior parte do debate público se volta ao que acontece dentro das quatro linhas. Gols, passes, dribles, defesas marcantes e até erros de arbitragem ocupam o imaginário popular com contornos de emoção. Nos últimos anos, porém, chama a atenção a ainda limitada discussão sobre a violência contra a mulher no esporte mais popular do país — situação que já colocou atrás das grades jogadores renomados com passagens pela Seleção Brasileira, como Robinho e Daniel Alves.

Na Europa, veio à tona uma investigação do Ministério Público da Suécia que, segundo a imprensa internacional, pode envolver o nome do atacante Kylian Mbappé, estrela do Real Madrid e da França, um dos maiores craques da atualidade. Sua advogada garante a inocência dele. Ainda na Espanha, circulou na imprensa mundial, um "contrato de estupro acidental" que jogadores têm apresentado a mulheres para evitar denúncias de crimes do tipo, diante da alta de casos recentemente. O documento, além de frágil judicialmente, expõe a faceta mais cruel do machismo no futebol. Os atletas invertem a lógica e querem, na prática, ser tratados como uma parcela da sociedade acima do bem e do mal.

Todo esse contexto se soma ao que se vê nas arquibancadas mundo afora. Quem frequenta estádios se depara com frequência com músicas machistas, que objetificam a mulher para provocar um rival — sem contar os olhares indesejados independentemente da roupa usada. O cenário exige que os clubes e as confederações tomem medidas duras para combater a violência contra a mulher no futebol e, mais do que isso, conscientizem seus atletas sobre eventuais crimes que se tornaram recorrentes no noticiário esportivo.

Recentemente, Atlético, Cruzeiro e América marcaram golaços ao divulgarem, entre seus funcionários, inclusive os atletas, o protocolo Fale Agora, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG) para trabalhar a questão com os departamentos de psicologia e pedagogia dos três principais clubes mineiros.

É papel dos clubes realizar medidas efetivas para reduzir os casos de violência contra a mulher. Pouco adianta aderir a campanhas educativas nos uniformes se, dentro do vestiário, posturas machistas são aceitas sem problematização. Ou se atletas são contratados mesmo com denúncias de crimes contra mulheres. Não se trata de caça às bruxas, mas é preciso prudência para que aquele acusado só volte a ocupar uma posição de destaque após a apuração completa do caso.

Parte desse combate também passa por maiores investimentos no futebol feminino — parcela essa que também cabe ao torcedor cobrar efetivamente seus dirigentes. Além disso, é preciso reconhecer a atribuição que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem nesse necessário combate. Sempre muito preocupada com a Seleção Brasileira, a CBF fecha os olhos para problemas recorrentes da modalidade no país — entre eles, a violência contra a mulher e o machismo abertamente vociferado com orgulho nas arquibancadas. Um problema não só do esporte, mas também dele.


(Disponível em: htpp://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/10/6965598-visao-d o-correio-e-preciso-combater-o-machismo-no-futebol-brasileiro.html. Acesso em: 16 out. 2024. Adaptado.)
Considere as seguintes afirmações sobre hipônimo e hiperônimo com base no texto sobre machismo no futebol e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O termo "jogadores de futebol" é um hipônimo de "atletas", já que "atletas" engloba uma categoria mais ampla de pessoas que praticam esportes, enquanto "jogadores de futebol" é uma subdivisão.

(__)A palavra "machismo" pode ser considerada um hipônimo de "violência contra a mulher", uma vez que machismo é um tipo de violência que pode se manifestar de várias formas.

(__)O termo "jogadores" é um hiperônimo de "Robinho" e "Daniel Alves", pois jogadores fazem parte do grupo mais amplo de atletas mencionados no texto.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta:
Alternativas
Q3096189 Português
Crises climática, social e da biodiversidade


O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave desencadeado pelas mudanças climáticas globais, amplamente previstas por painéis internacionais e especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma emergência climática que já deixou de ser uma previsão futura: é a realidade concreta e urgente do país.

Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo tratado. Estamos agora diante de um cenário de aumento médio de até 3ºC.

De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até 4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam com tempestades mais intensas. Como já vimos nos últimos meses, o prolongamento de estações secas, somado a ondas de calor, cria situação propícia para incêndios de grandes proporções.

Contudo, a crise climática está profundamente interligada com outras questões. Enfrentá-la significa também conter a perda de habitats e a redução da biodiversidade, que são essenciais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de carbono. Além disso, a redução da pobreza e das desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos das mudanças climáticas afetem de forma desproporcional as populações mais vulneráveis.

Essas três crises — climática, da biodiversidade e social —, embora interconectadas, são tratadas de maneira isolada. Entretanto, ecossistemas conservados, eficientes na captura de carbono, não só mitigam o aquecimento global, como também garantem a saúde humana e a manutenção de suas atividades econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa nova realidade precisam integrar ações nessas três frentes.

A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o conhecimento necessário para agir já está disponível. Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar cenários climáticos mais catastróficos quanto para preparar o país para eventos extremos que, a essa altura, são inevitáveis.

Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está relacionada ao desmatamento. [...]

Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional de conservação da vegetação nativa, mas foi promulgada sem compreender a devida urgência da crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais e efeitos secundários. Um esforço é necessário no sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal, estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.

No entanto, os paradigmas atuais de conservação não são apenas restritivos. Eles também consideram como as comunidades humanas usam e dependem dos ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de "paisagens multidimensionais interconectadas" como um caminho para a conservação no século XXI.

Por "multidimensional", entende-se a capacidade de integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a criação de estratégias que vão desde a proteção de áreas altamente preservadas, como as florestas amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os contextos. A abordagem multidimensional busca, assim, equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam de forma benéfica e resiliente. [...]


(Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a 72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard. Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
Considerando o texto "Crises climática, social e da biodiversidade", analise as seguintes alternativas e assinale a que representa corretamente a tese defendida pelo autor: 
Alternativas
Q3096184 Português
Crises climática, social e da biodiversidade


O Brasil está vivendo o desenrolar de um processo grave desencadeado pelas mudanças climáticas globais, amplamente previstas por painéis internacionais e especialistas. Eventos extremos, como a histórica seca de 2023-2024 na Amazônia e as chuvas torrenciais no Rio Grande do Sul em abril, são sinais de uma emergência climática que já deixou de ser uma previsão futura: é a realidade concreta e urgente do país.

Apesar do Acordo de Paris, vigente desde 2016, o mundo não conseguiu frear o aumento das emissões de gases de efeito estufa, que hoje somam 62 bilhões de toneladas por ano. Com isso, tornou-se impossível limitar o aquecimento global a 1,5ºC, conforme pretendido pelo tratado. Estamos agora diante de um cenário de aumento médio de até 3ºC.

De acordo com os modelos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um aquecimento dessa magnitude pode resultar, no Brasil, em dias até 4ºC mais quentes, além de mudanças no regime de chuvas, que levariam a estiagens no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o Sudeste e o Sul sofreriam com tempestades mais intensas. Como já vimos nos últimos meses, o prolongamento de estações secas, somado a ondas de calor, cria situação propícia para incêndios de grandes proporções.

Contudo, a crise climática está profundamente interligada com outras questões. Enfrentá-la significa também conter a perda de habitats e a redução da biodiversidade, que são essenciais para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, como a absorção de carbono. Além disso, a redução da pobreza e das desigualdades sociais é crucial para evitar que os efeitos das mudanças climáticas afetem de forma desproporcional as populações mais vulneráveis.

Essas três crises — climática, da biodiversidade e social —, embora interconectadas, são tratadas de maneira isolada. Entretanto, ecossistemas conservados, eficientes na captura de carbono, não só mitigam o aquecimento global, como também garantem a saúde humana e a manutenção de suas atividades econômicas. Portanto, as estratégias para enfrentar essa nova realidade precisam integrar ações nessas três frentes.

A tarefa adiante é árdua e longa. No entanto, o conhecimento necessário para agir já está disponível. Especialmente no caso brasileiro, há oportunidades que podem ser aproveitadas imediatamente, tanto para evitar cenários climáticos mais catastróficos quanto para preparar o país para eventos extremos que, a essa altura, são inevitáveis.

Segundo o relatório de 2023 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o sétimo maior emissor de gases de efeito estufa (o quarto em emissões per capita). Quase metade dessas emissões (48%) está relacionada ao desmatamento. [...]

Nossa legislação ambiental deverá ser revista. O Código Florestal, de 2012, é a principal política pública nacional de conservação da vegetação nativa, mas foi promulgada sem compreender a devida urgência da crise climática, da biodiversidade, seus impactos sociais e efeitos secundários. Um esforço é necessário no sentido de fortalecer as áreas de Reserva Legal, estabelecidas pela legislação, e de proteção de áreas úmidas. Com isso, é possível advogar por avanços nesse sentido nos âmbitos municipal e estadual.

No entanto, os paradigmas atuais de conservação não são apenas restritivos. Eles também consideram como as comunidades humanas usam e dependem dos ecossistemas. Especialistas debatem o conceito de "paisagens multidimensionais interconectadas" como um caminho para a conservação no século XXI.

Por "multidimensional", entende-se a capacidade de integrar diferentes paisagens e viabilizar seus diversos usos de maneira sustentável. Esse conceito possibilita a criação de estratégias que vão desde a proteção de áreas altamente preservadas, como as florestas amazônicas, até a otimização de zonas urbanas e agrícolas, promovendo a biodiversidade em todos os contextos. A abordagem multidimensional busca, assim, equilibrar conservação e desenvolvimento, permitindo que ecossistemas naturais e áreas produtivas coexistam de forma benéfica e resiliente. [...]


(Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/crises-climatica-social-e-da-biodiversi dade-estao-interligadas-e-devem-ser-atacadas-em-conjunto,a4ba759a 72b2f58cc2487dc95e91758e2ol6jpyt.html?utm_source=clipboard. Acesso em: 16 out 2024. Adaptado.)
Analise proposições que seguem e marque V, para verdadeiras, e F, para falsas, com base no texto:

(__)O Brasil já está experienciando os efeitos da crise climática, como a seca histórica na Amazônia e chuvas torrenciais no Sul, confirmando que os impactos previstos por especialistas globais e painéis internacionais já fazem parte do presente, e não do futuro.

(__)Apesar de o Acordo de Paris estar em vigor desde 2016, o mundo foi incapaz de conter o aumento das emissões de gases de efeito estufa, o que resultou na manutenção do aquecimento global em níveis controlados, com expectativas de aumentos de temperatura de no máximo 1,5°C.

(__)A crise da biodiversidade e as questões sociais não estão diretamente relacionadas à crise climática, sendo tratadas de forma separada no texto, sem implicações mútuas sobre o agravamento dos impactos ambientais ou sociais.

(__)O Código Florestal, embora seja a principal política pública brasileira de conservação da vegetação nativa, precisa ser revisado para adequar-se à urgência da crise climática e da biodiversidade, bem como para mitigar os seus impactos sociais.

(__)O conceito de "paisagens multidimensionais interconectadas", apresentado no texto, oferece uma abordagem inovadora que propõe a integração de áreas urbanas, agrícolas e naturais de forma sustentável, equilibrando a preservação ambiental com o uso econômico dessas áreas.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3095787 Português
Há diferença entre ser feliz e estar feliz?

(Eduardo Gianetti)


Não vou dar uma definição de felicidade, porque ela não existe. Há a felicidade do libertino, do monge, do hedonista; a felicidade aristotélica, a felicidade kantiana, entre outras. Existem muitas concepções de felicidade.

Uma coisa é o estar feliz, que é um estado de ânimo transitório, circunstancial: meu time ganhou o campeonato, eu acabo de me apaixonar ou eu consegui um novo emprego... Isso é o estar feliz, é estado de ânimo, sentimento transitório.

Outra coisa é o ser feliz, avaliando a minha existência como um todo em muitas dimensões: afetiva, profissional, espiritual e criativa. Seja lá o que for, no ciclo de vida, posso dizer que me reconheço na vida que tive e posso declarar, em sã consciência, que eu me realizo, estou me realizando. Isso é o ser feliz.

Nós temos esta dualidade do estar e do ser, que permite falar duas coisas que se confundem o tempo todo. Felicidade não é uma sucessão de picos de euforia, que podem até ser produzidos quimicamente, dado o estágio da nossa tecnologia. É a construção de uma vida, um enredo, uma trajetória.

Uma pessoa pode ser feliz sem nunca ter tido momentos de muita exuberância do estar feliz, e uma vida pode ter picos extraordinários de estar feliz, momentos realmente únicos de exuberância e de plenitude, mas que não constituem um caminho, não dão resultado para o ser feliz.

O jovem, de um modo geral, é muito mais orientado para o estar feliz do que para o ser feliz. É um certo amadurecimento e uma certa perspectiva em relação ao ciclo de vida que nos leva, com a passagem do tempo, a ficarmos mais atentos para o ser feliz – o qual, muitas vezes, implica o sacrifício do estar feliz.

Para conquistar um objetivo remoto, preciso abrir mão de alguns prazeres muito tangíveis, que estão ao meu alcance, para construir uma relação afetiva duradora. Eu não posso, a todo momento, estar aberto e disponível para o que der e vier. Para conquistar uma certa condição de conhecimento, vou ter que, eventualmente, me privar de muitos momentos deleitosos, de felicidade mundana, porque é necessário trabalhar, estudar. Há uma tensão entre o estar feliz e o ser feliz. (in: https://umbrasil.com/, com adaptações)
[Questão Inédita]  Nós temos esta dualidade do estar e do ser, que permite falar duas coisas que se confundem o tempo todo
Sobre o trecho acima, assinale a alternativa com a afirmação correta.
Alternativas
Q3095783 Português
Há diferença entre ser feliz e estar feliz?

(Eduardo Gianetti)


Não vou dar uma definição de felicidade, porque ela não existe. Há a felicidade do libertino, do monge, do hedonista; a felicidade aristotélica, a felicidade kantiana, entre outras. Existem muitas concepções de felicidade.

Uma coisa é o estar feliz, que é um estado de ânimo transitório, circunstancial: meu time ganhou o campeonato, eu acabo de me apaixonar ou eu consegui um novo emprego... Isso é o estar feliz, é estado de ânimo, sentimento transitório.

Outra coisa é o ser feliz, avaliando a minha existência como um todo em muitas dimensões: afetiva, profissional, espiritual e criativa. Seja lá o que for, no ciclo de vida, posso dizer que me reconheço na vida que tive e posso declarar, em sã consciência, que eu me realizo, estou me realizando. Isso é o ser feliz.

Nós temos esta dualidade do estar e do ser, que permite falar duas coisas que se confundem o tempo todo. Felicidade não é uma sucessão de picos de euforia, que podem até ser produzidos quimicamente, dado o estágio da nossa tecnologia. É a construção de uma vida, um enredo, uma trajetória.

Uma pessoa pode ser feliz sem nunca ter tido momentos de muita exuberância do estar feliz, e uma vida pode ter picos extraordinários de estar feliz, momentos realmente únicos de exuberância e de plenitude, mas que não constituem um caminho, não dão resultado para o ser feliz.

O jovem, de um modo geral, é muito mais orientado para o estar feliz do que para o ser feliz. É um certo amadurecimento e uma certa perspectiva em relação ao ciclo de vida que nos leva, com a passagem do tempo, a ficarmos mais atentos para o ser feliz – o qual, muitas vezes, implica o sacrifício do estar feliz.

Para conquistar um objetivo remoto, preciso abrir mão de alguns prazeres muito tangíveis, que estão ao meu alcance, para construir uma relação afetiva duradora. Eu não posso, a todo momento, estar aberto e disponível para o que der e vier. Para conquistar uma certa condição de conhecimento, vou ter que, eventualmente, me privar de muitos momentos deleitosos, de felicidade mundana, porque é necessário trabalhar, estudar. Há uma tensão entre o estar feliz e o ser feliz. (in: https://umbrasil.com/, com adaptações)
[Questão Inédita] Há a felicidade do libertino, do monge, do hedonista; a felicidade aristotélica, a felicidade kantiana, entre outras.

Em relação aos vários itens acima enumerados, a sequência forma-se com
Alternativas
Q3095781 Português
Há diferença entre ser feliz e estar feliz?

(Eduardo Gianetti)


Não vou dar uma definição de felicidade, porque ela não existe. Há a felicidade do libertino, do monge, do hedonista; a felicidade aristotélica, a felicidade kantiana, entre outras. Existem muitas concepções de felicidade.

Uma coisa é o estar feliz, que é um estado de ânimo transitório, circunstancial: meu time ganhou o campeonato, eu acabo de me apaixonar ou eu consegui um novo emprego... Isso é o estar feliz, é estado de ânimo, sentimento transitório.

Outra coisa é o ser feliz, avaliando a minha existência como um todo em muitas dimensões: afetiva, profissional, espiritual e criativa. Seja lá o que for, no ciclo de vida, posso dizer que me reconheço na vida que tive e posso declarar, em sã consciência, que eu me realizo, estou me realizando. Isso é o ser feliz.

Nós temos esta dualidade do estar e do ser, que permite falar duas coisas que se confundem o tempo todo. Felicidade não é uma sucessão de picos de euforia, que podem até ser produzidos quimicamente, dado o estágio da nossa tecnologia. É a construção de uma vida, um enredo, uma trajetória.

Uma pessoa pode ser feliz sem nunca ter tido momentos de muita exuberância do estar feliz, e uma vida pode ter picos extraordinários de estar feliz, momentos realmente únicos de exuberância e de plenitude, mas que não constituem um caminho, não dão resultado para o ser feliz.

O jovem, de um modo geral, é muito mais orientado para o estar feliz do que para o ser feliz. É um certo amadurecimento e uma certa perspectiva em relação ao ciclo de vida que nos leva, com a passagem do tempo, a ficarmos mais atentos para o ser feliz – o qual, muitas vezes, implica o sacrifício do estar feliz.

Para conquistar um objetivo remoto, preciso abrir mão de alguns prazeres muito tangíveis, que estão ao meu alcance, para construir uma relação afetiva duradora. Eu não posso, a todo momento, estar aberto e disponível para o que der e vier. Para conquistar uma certa condição de conhecimento, vou ter que, eventualmente, me privar de muitos momentos deleitosos, de felicidade mundana, porque é necessário trabalhar, estudar. Há uma tensão entre o estar feliz e o ser feliz. (in: https://umbrasil.com/, com adaptações)
[Questão Inédita] Pode-se inferir do texto que
Alternativas
Q3095508 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Investir em Mudanças no Seu Estilo de Vida Farão Você Economizar Dinheiro

Quando se trata de aumentar o patrimônio, vale aquela fórmula bem básica: gastar menos e economizar mais. Qualquer estratégia para guardar dinheiro, lógico, exige trabalho e determinação constantes, bem como rever as nossas escolhas.

O que talvez poucos saibam que há uma maneira importante de salvar dinheiro: investir em mudanças no estilo de vida. Embora estejamos mergulhados em um oceano de informações sobre os benefícios da atividade física, sobre o que deveríamos colocar e o que tirar do prato, sobre como cuidar da nossa saúde mental, a verdade é que a distância entre o que sabemos e o que fazemos ainda é imensa.

Não há nada mais simples e fácil do que trocar viagens de carro curtas por caminhadas. Aquela ida à farmácia ou ao supermercado, quando realizadas a pé regular e diariamente, tem efeitos protetores.

Pessoas que caminham 7.500 passos por dia, 5 vezes por semana, por pelo menos 2 anos, conseguem reduzir o risco de diabetes tipo 2 em 41% e de risco de câncer em estágio 4 (avançado) em 36%, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.

Diabetes é uma doença crônica, que exige que o doente despenda mensalmente considerável quantidade de dinheiro por toda a sua vida. Isso quando o diabético consegue manter as suas taxas sob controle. Quando descontroladas, podem levar a inúmeros problemas de saúde que, evidentemente, têm custos ainda mais elevados.

Uma pesquisa de 2016 aponta que só o tratamento do pé diabético, uma das complicações comuns de níveis glicêmicos não adequados, custava ao doente, naquele ano, quase R$ 700 por ano.

Do câncer nem é preciso muito falar. O tratamento é caro, pesando não só ao paciente e seus familiares, mas aos sistemas de saúde (público e privado).

A boa notícia é que estudos constataram que pessoas que começam a caminhar devagar e aumentam bem lentamente a quantidade de passos/dia têm muito mais chances de incorporar esse hábito do que os apressadinhos. Por isso, não é preciso ir com sede ao pote. Vá com calma.

Já há provas suficientes de que os ultraprocessados nos adoecem. Em 2024, um novo estudo trouxe a comprovação de risco aumentado de AVC, algo que, dependendo da gravidade, pode significar grande dispêndio de dinheiro.

O mesmo estudo também apontou maiores chances de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, extremamente custosas para o doente e seus familiares além, claro, de pesar significativamente para os sistemas de saúde.

Priorizar alimentos frescos, de época, aos ultraprocessados, gera considerável economia mensal. Frutas e legumes de época costumam ter preços mais reduzidos.

Aprender a colocar limites, priorizar as relações amorosas e de amizade, ter hobbies são apenas três exemplos simples de hábitos que podemos mudar e que trarão impacto econômico positivo considerável, pois estão entre aqueles considerados protetores da saúde mental.

Sabemos que, quando malcuidada, a saúde mental pode levar a condições que muitas vezes exigem tratamentos complexos e caros e custos médicos elevados.

Além disso, estilo de vida mais saudável significa não gastar mais dinheiro com hábitos como fumar e beber. Só para que se tenha uma ideia, fumantes chegam a despender, em média, 8% da sua renda mensal com cigarros; entre os mais jovens, de até 24 anos, o gasto sobe para 11%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.

https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/arthur-guerra-investir-em-mu
Qual é um dos impactos econômicos positivos de cuidar da saúde mental e evitar hábitos como fumar e beber, conforme mencionado no texto?
Alternativas
Q3095507 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Investir em Mudanças no Seu Estilo de Vida Farão Você Economizar Dinheiro

Quando se trata de aumentar o patrimônio, vale aquela fórmula bem básica: gastar menos e economizar mais. Qualquer estratégia para guardar dinheiro, lógico, exige trabalho e determinação constantes, bem como rever as nossas escolhas.

O que talvez poucos saibam que há uma maneira importante de salvar dinheiro: investir em mudanças no estilo de vida. Embora estejamos mergulhados em um oceano de informações sobre os benefícios da atividade física, sobre o que deveríamos colocar e o que tirar do prato, sobre como cuidar da nossa saúde mental, a verdade é que a distância entre o que sabemos e o que fazemos ainda é imensa.

Não há nada mais simples e fácil do que trocar viagens de carro curtas por caminhadas. Aquela ida à farmácia ou ao supermercado, quando realizadas a pé regular e diariamente, tem efeitos protetores.

Pessoas que caminham 7.500 passos por dia, 5 vezes por semana, por pelo menos 2 anos, conseguem reduzir o risco de diabetes tipo 2 em 41% e de risco de câncer em estágio 4 (avançado) em 36%, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.

Diabetes é uma doença crônica, que exige que o doente despenda mensalmente considerável quantidade de dinheiro por toda a sua vida. Isso quando o diabético consegue manter as suas taxas sob controle. Quando descontroladas, podem levar a inúmeros problemas de saúde que, evidentemente, têm custos ainda mais elevados.

Uma pesquisa de 2016 aponta que só o tratamento do pé diabético, uma das complicações comuns de níveis glicêmicos não adequados, custava ao doente, naquele ano, quase R$ 700 por ano.

Do câncer nem é preciso muito falar. O tratamento é caro, pesando não só ao paciente e seus familiares, mas aos sistemas de saúde (público e privado).

A boa notícia é que estudos constataram que pessoas que começam a caminhar devagar e aumentam bem lentamente a quantidade de passos/dia têm muito mais chances de incorporar esse hábito do que os apressadinhos. Por isso, não é preciso ir com sede ao pote. Vá com calma.

Já há provas suficientes de que os ultraprocessados nos adoecem. Em 2024, um novo estudo trouxe a comprovação de risco aumentado de AVC, algo que, dependendo da gravidade, pode significar grande dispêndio de dinheiro.

O mesmo estudo também apontou maiores chances de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, extremamente custosas para o doente e seus familiares além, claro, de pesar significativamente para os sistemas de saúde.

Priorizar alimentos frescos, de época, aos ultraprocessados, gera considerável economia mensal. Frutas e legumes de época costumam ter preços mais reduzidos.

Aprender a colocar limites, priorizar as relações amorosas e de amizade, ter hobbies são apenas três exemplos simples de hábitos que podemos mudar e que trarão impacto econômico positivo considerável, pois estão entre aqueles considerados protetores da saúde mental.

Sabemos que, quando malcuidada, a saúde mental pode levar a condições que muitas vezes exigem tratamentos complexos e caros e custos médicos elevados.

Além disso, estilo de vida mais saudável significa não gastar mais dinheiro com hábitos como fumar e beber. Só para que se tenha uma ideia, fumantes chegam a despender, em média, 8% da sua renda mensal com cigarros; entre os mais jovens, de até 24 anos, o gasto sobe para 11%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.

https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/arthur-guerra-investir-em-mu
Segundo o texto, qual é um dos benefícios econômicos de adotar o hábito de caminhar regularmente?
Alternativas
Q3095506 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Investir em Mudanças no Seu Estilo de Vida Farão Você Economizar Dinheiro

Quando se trata de aumentar o patrimônio, vale aquela fórmula bem básica: gastar menos e economizar mais. Qualquer estratégia para guardar dinheiro, lógico, exige trabalho e determinação constantes, bem como rever as nossas escolhas.

O que talvez poucos saibam que há uma maneira importante de salvar dinheiro: investir em mudanças no estilo de vida. Embora estejamos mergulhados em um oceano de informações sobre os benefícios da atividade física, sobre o que deveríamos colocar e o que tirar do prato, sobre como cuidar da nossa saúde mental, a verdade é que a distância entre o que sabemos e o que fazemos ainda é imensa.

Não há nada mais simples e fácil do que trocar viagens de carro curtas por caminhadas. Aquela ida à farmácia ou ao supermercado, quando realizadas a pé regular e diariamente, tem efeitos protetores.

Pessoas que caminham 7.500 passos por dia, 5 vezes por semana, por pelo menos 2 anos, conseguem reduzir o risco de diabetes tipo 2 em 41% e de risco de câncer em estágio 4 (avançado) em 36%, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.

Diabetes é uma doença crônica, que exige que o doente despenda mensalmente considerável quantidade de dinheiro por toda a sua vida. Isso quando o diabético consegue manter as suas taxas sob controle. Quando descontroladas, podem levar a inúmeros problemas de saúde que, evidentemente, têm custos ainda mais elevados.

Uma pesquisa de 2016 aponta que só o tratamento do pé diabético, uma das complicações comuns de níveis glicêmicos não adequados, custava ao doente, naquele ano, quase R$ 700 por ano.

Do câncer nem é preciso muito falar. O tratamento é caro, pesando não só ao paciente e seus familiares, mas aos sistemas de saúde (público e privado).

A boa notícia é que estudos constataram que pessoas que começam a caminhar devagar e aumentam bem lentamente a quantidade de passos/dia têm muito mais chances de incorporar esse hábito do que os apressadinhos. Por isso, não é preciso ir com sede ao pote. Vá com calma.

Já há provas suficientes de que os ultraprocessados nos adoecem. Em 2024, um novo estudo trouxe a comprovação de risco aumentado de AVC, algo que, dependendo da gravidade, pode significar grande dispêndio de dinheiro.

O mesmo estudo também apontou maiores chances de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, extremamente custosas para o doente e seus familiares além, claro, de pesar significativamente para os sistemas de saúde.

Priorizar alimentos frescos, de época, aos ultraprocessados, gera considerável economia mensal. Frutas e legumes de época costumam ter preços mais reduzidos.

Aprender a colocar limites, priorizar as relações amorosas e de amizade, ter hobbies são apenas três exemplos simples de hábitos que podemos mudar e que trarão impacto econômico positivo considerável, pois estão entre aqueles considerados protetores da saúde mental.

Sabemos que, quando malcuidada, a saúde mental pode levar a condições que muitas vezes exigem tratamentos complexos e caros e custos médicos elevados.

Além disso, estilo de vida mais saudável significa não gastar mais dinheiro com hábitos como fumar e beber. Só para que se tenha uma ideia, fumantes chegam a despender, em média, 8% da sua renda mensal com cigarros; entre os mais jovens, de até 24 anos, o gasto sobe para 11%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.

https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/arthur-guerra-investir-em-mu
De acordo com o texto, qual é uma maneira importante de economizar dinheiro?
Alternativas
Q3095505 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Investir em Mudanças no Seu Estilo de Vida Farão Você Economizar Dinheiro

Quando se trata de aumentar o patrimônio, vale aquela fórmula bem básica: gastar menos e economizar mais. Qualquer estratégia para guardar dinheiro, lógico, exige trabalho e determinação constantes, bem como rever as nossas escolhas.

O que talvez poucos saibam que há uma maneira importante de salvar dinheiro: investir em mudanças no estilo de vida. Embora estejamos mergulhados em um oceano de informações sobre os benefícios da atividade física, sobre o que deveríamos colocar e o que tirar do prato, sobre como cuidar da nossa saúde mental, a verdade é que a distância entre o que sabemos e o que fazemos ainda é imensa.

Não há nada mais simples e fácil do que trocar viagens de carro curtas por caminhadas. Aquela ida à farmácia ou ao supermercado, quando realizadas a pé regular e diariamente, tem efeitos protetores.

Pessoas que caminham 7.500 passos por dia, 5 vezes por semana, por pelo menos 2 anos, conseguem reduzir o risco de diabetes tipo 2 em 41% e de risco de câncer em estágio 4 (avançado) em 36%, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.

Diabetes é uma doença crônica, que exige que o doente despenda mensalmente considerável quantidade de dinheiro por toda a sua vida. Isso quando o diabético consegue manter as suas taxas sob controle. Quando descontroladas, podem levar a inúmeros problemas de saúde que, evidentemente, têm custos ainda mais elevados.

Uma pesquisa de 2016 aponta que só o tratamento do pé diabético, uma das complicações comuns de níveis glicêmicos não adequados, custava ao doente, naquele ano, quase R$ 700 por ano.

Do câncer nem é preciso muito falar. O tratamento é caro, pesando não só ao paciente e seus familiares, mas aos sistemas de saúde (público e privado).

A boa notícia é que estudos constataram que pessoas que começam a caminhar devagar e aumentam bem lentamente a quantidade de passos/dia têm muito mais chances de incorporar esse hábito do que os apressadinhos. Por isso, não é preciso ir com sede ao pote. Vá com calma.

Já há provas suficientes de que os ultraprocessados nos adoecem. Em 2024, um novo estudo trouxe a comprovação de risco aumentado de AVC, algo que, dependendo da gravidade, pode significar grande dispêndio de dinheiro.

O mesmo estudo também apontou maiores chances de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, extremamente custosas para o doente e seus familiares além, claro, de pesar significativamente para os sistemas de saúde.

Priorizar alimentos frescos, de época, aos ultraprocessados, gera considerável economia mensal. Frutas e legumes de época costumam ter preços mais reduzidos.

Aprender a colocar limites, priorizar as relações amorosas e de amizade, ter hobbies são apenas três exemplos simples de hábitos que podemos mudar e que trarão impacto econômico positivo considerável, pois estão entre aqueles considerados protetores da saúde mental.

Sabemos que, quando malcuidada, a saúde mental pode levar a condições que muitas vezes exigem tratamentos complexos e caros e custos médicos elevados.

Além disso, estilo de vida mais saudável significa não gastar mais dinheiro com hábitos como fumar e beber. Só para que se tenha uma ideia, fumantes chegam a despender, em média, 8% da sua renda mensal com cigarros; entre os mais jovens, de até 24 anos, o gasto sobe para 11%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.

https://forbes.com.br/forbessaude/2024/11/arthur-guerra-investir-em-mu
Qual é uma das principais razões para evitar o consumo de alimentos ultraprocessados, segundo o texto?
Alternativas
Q3095504 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Invenção pode facilitar transformação de CO2 em produtos úteis

Em meio ao desafio das mudanças climáticas, o mundo todo busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Mas um novo estudo realizado por engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) pode facilitar a captura do dióxido de carbono que já está na atmosfera para transformá-lo em produtos úteis, como combustível ou matéria-prima.

A equipe de engenheiros desenvolveu um novo design de eletrodo mais eficiente para ser usado nesses sistemas eletroquímicos de conversão. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (13), no periódico Nature Communications.

"Não é que não possamos fazer isso − podemos fazer isso", explicou o professor de engenharia mecânica do MIT Kripa Varanasi, um dos autores do estudo. "Mas a questão é como podemos tornar isso eficiente? Como podemos tornar isso econômico?"

Para a pesquisa, os engenheiros se concentraram na conversão de CO2 em etileno, produto químico que pode ser transformado em diversos plásticos e até combustíveis, mas a mesma abordagem poderia ter sido usada para produzir metano, metanol, monóxido de carbono e outros. A meta dos cientistas é conseguir tornar a conversão tão ou mais barata que o preço comercial do etileno − atualmente cerca de US$ 1.000,00 por tonelada.

Para aumentar a eficiência do processo de transformação, eles usaram um material plástico − PTFE, ou teflon − revestido por uma série de fios de cobre condutores. O desafio, agora, é conseguir tornar a conversão de CO2 em outros produtos economicamente viável para ser feita em grande escala.

"Considerando que precisaremos processar gigatoneladas de CO2 anualmente para combater o desafio do CO2, realmente precisamos pensar em soluções que possam ser escalonadas", disse Varanasi.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/invencao-pode-facilitar-transfor macao-de-co2-em-produtos-uteis/
O que o novo estudo realizado por engenheiros do MIT propõe?
Alternativas
Q3095503 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Invenção pode facilitar transformação de CO2 em produtos úteis

Em meio ao desafio das mudanças climáticas, o mundo todo busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Mas um novo estudo realizado por engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) pode facilitar a captura do dióxido de carbono que já está na atmosfera para transformá-lo em produtos úteis, como combustível ou matéria-prima.

A equipe de engenheiros desenvolveu um novo design de eletrodo mais eficiente para ser usado nesses sistemas eletroquímicos de conversão. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (13), no periódico Nature Communications.

"Não é que não possamos fazer isso − podemos fazer isso", explicou o professor de engenharia mecânica do MIT Kripa Varanasi, um dos autores do estudo. "Mas a questão é como podemos tornar isso eficiente? Como podemos tornar isso econômico?"

Para a pesquisa, os engenheiros se concentraram na conversão de CO2 em etileno, produto químico que pode ser transformado em diversos plásticos e até combustíveis, mas a mesma abordagem poderia ter sido usada para produzir metano, metanol, monóxido de carbono e outros. A meta dos cientistas é conseguir tornar a conversão tão ou mais barata que o preço comercial do etileno − atualmente cerca de US$ 1.000,00 por tonelada.

Para aumentar a eficiência do processo de transformação, eles usaram um material plástico − PTFE, ou teflon − revestido por uma série de fios de cobre condutores. O desafio, agora, é conseguir tornar a conversão de CO2 em outros produtos economicamente viável para ser feita em grande escala.

"Considerando que precisaremos processar gigatoneladas de CO2 anualmente para combater o desafio do CO2, realmente precisamos pensar em soluções que possam ser escalonadas", disse Varanasi.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/invencao-pode-facilitar-transfor macao-de-co2-em-produtos-uteis/
Qual é o principal desafio apontado pelo professor Kripa Varanasi em relação ao novo estudo?
Alternativas
Q3095502 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Invenção pode facilitar transformação de CO2 em produtos úteis

Em meio ao desafio das mudanças climáticas, o mundo todo busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Mas um novo estudo realizado por engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) pode facilitar a captura do dióxido de carbono que já está na atmosfera para transformá-lo em produtos úteis, como combustível ou matéria-prima.

A equipe de engenheiros desenvolveu um novo design de eletrodo mais eficiente para ser usado nesses sistemas eletroquímicos de conversão. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (13), no periódico Nature Communications.

"Não é que não possamos fazer isso − podemos fazer isso", explicou o professor de engenharia mecânica do MIT Kripa Varanasi, um dos autores do estudo. "Mas a questão é como podemos tornar isso eficiente? Como podemos tornar isso econômico?"

Para a pesquisa, os engenheiros se concentraram na conversão de CO2 em etileno, produto químico que pode ser transformado em diversos plásticos e até combustíveis, mas a mesma abordagem poderia ter sido usada para produzir metano, metanol, monóxido de carbono e outros. A meta dos cientistas é conseguir tornar a conversão tão ou mais barata que o preço comercial do etileno − atualmente cerca de US$ 1.000,00 por tonelada.

Para aumentar a eficiência do processo de transformação, eles usaram um material plástico − PTFE, ou teflon − revestido por uma série de fios de cobre condutores. O desafio, agora, é conseguir tornar a conversão de CO2 em outros produtos economicamente viável para ser feita em grande escala.

"Considerando que precisaremos processar gigatoneladas de CO2 anualmente para combater o desafio do CO2, realmente precisamos pensar em soluções que possam ser escalonadas", disse Varanasi.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/invencao-pode-facilitar-transfor macao-de-co2-em-produtos-uteis/
Qual é o objetivo dos cientistas na pesquisa mencionada?
Alternativas
Q3095501 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Invenção pode facilitar transformação de CO2 em produtos úteis

Em meio ao desafio das mudanças climáticas, o mundo todo busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Mas um novo estudo realizado por engenheiros do Massachusetts Institute of Technology (MIT) pode facilitar a captura do dióxido de carbono que já está na atmosfera para transformá-lo em produtos úteis, como combustível ou matéria-prima.

A equipe de engenheiros desenvolveu um novo design de eletrodo mais eficiente para ser usado nesses sistemas eletroquímicos de conversão. O artigo foi publicado nesta quarta-feira (13), no periódico Nature Communications.

"Não é que não possamos fazer isso − podemos fazer isso", explicou o professor de engenharia mecânica do MIT Kripa Varanasi, um dos autores do estudo. "Mas a questão é como podemos tornar isso eficiente? Como podemos tornar isso econômico?"

Para a pesquisa, os engenheiros se concentraram na conversão de CO2 em etileno, produto químico que pode ser transformado em diversos plásticos e até combustíveis, mas a mesma abordagem poderia ter sido usada para produzir metano, metanol, monóxido de carbono e outros. A meta dos cientistas é conseguir tornar a conversão tão ou mais barata que o preço comercial do etileno − atualmente cerca de US$ 1.000,00 por tonelada.

Para aumentar a eficiência do processo de transformação, eles usaram um material plástico − PTFE, ou teflon − revestido por uma série de fios de cobre condutores. O desafio, agora, é conseguir tornar a conversão de CO2 em outros produtos economicamente viável para ser feita em grande escala.

"Considerando que precisaremos processar gigatoneladas de CO2 anualmente para combater o desafio do CO2, realmente precisamos pensar em soluções que possam ser escalonadas", disse Varanasi.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/invencao-pode-facilitar-transfor macao-de-co2-em-produtos-uteis/
Qual é o desafio atual da equipe de engenheiros em relação ao processo de conversão de CO2?
Alternativas
Q3095433 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A VENDA DE PAPAGAIOS FALANTES

Um homem está dirigindo pela estrada quando vê um letreiro que diz: "Venda de Papagaios Falantes". Curioso, ele resolve parar e conferir.

Ao entrar na loja, pergunta ao dono: — Esses papagaios realmente falam?

O vendedor responde: — Falam sim! Temos três papagaios aqui, cada um com seu próprio preço.

Ele aponta para o primeiro papagaio e diz: — Esse custa mil reais.

O homem, que estava intrigado, pergunta: — O que ele faz para custar tudo isso?

— Ele sabe usar o Word e o Excel — responde o vendedor.

O homem segue para o próximo papagaio, que custa cinco mil reais. — E esse aqui? O que ele faz?

— Esse é mestre em programação e sabe falar três idiomas.

Finalmente, o homem vê o terceiro papagaio, que custa dez mil reais. Ele fica impressionado e pergunta: — E esse aqui? O que ele faz?

O vendedor coça a cabeça e responde: — Sinceramente, eu nunca o vi fazer nada. Mas os outros dois chamam ele de "chefe".


- Autor desconhecido.
Qual é a provável razão pela qual o terceiro papagaio custa mais caro que os outros?
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial - Intérprete de Libras - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Infantil - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório de Informática - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa (Anos finais do ensino fundamental) - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática (Anos finais do ensino fundamental) - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Inglesa - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 3 | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 3 |
Q3094723 Português
Leia atentamente o texto abaixo.

Base Decimal

Humanos não são muito bons com quantidades exatas. Uma experiência clássica de cognição numérica consiste em mostrar pontos em uma tela para uma pessoa e perguntar quantos ela vê, sem contá-los. Se houver um, dois ou três pontos, o participante responde de bate-pronto. .......... partir de quatro, ........... resposta já demora um pouco. E com números muito altos, como 40 ou 50 pontos, tudo que se pode fazer é estimar. Mesmo assim, os humanos desenvolveram uma matemática extremamente sofisticada. Tudo graças ............ capacidade de usar símbolos para representar quantidades: 1, 2, 3…

Um problema dessa tática é que nossa memória não dá conta de lembrar de um símbolo diferente para cada quantidade. A solução é subdividir as quantidades grandes em quantidades menores.

Geralmente agrupamos quantidades de dez em dez. É uma imposição do nosso sistema numérico, que tem dez algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Para representar quantidades maiores que nove, começamos a repeti-los: 10, 11, 12… Assim, retratamos qualquer valor como pacotinhos de dez. O número 40, por exemplo, consiste em quatro dezenas. Por isso, esse sistema é chamado de decimal, ou de base 10.

Poderíamos agrupar os números em pacotes de 6 ou de 8. Mas escolhemos o 10 por um acaso biológico: com exceção dos 0,01% polidáctilos que existem no mundo, nascemos com 10 dedos nas mãos. Isso facilita a visualização de quantidades, principalmente quando estamos aprendendo a contar. Não é ......... toa que as palavras “dígito” e “digital” são tão parecidas: ambas derivam do latim digitus, que significa “dedo”. Se fôssemos personagens de desenho animado, com apenas 4 dedos em cada mão, provavelmente contaríamos de 8 em 8.

Ao longo da História, civilizações diferentes usaram outras bases numéricas. Os maias e astecas contavam de 20 em 20, provavelmente usando os dedos das mãos e dos pés. Já os babilônios e sumérios utilizavam um sistema de base 60, ou sexagesimal. Herdamos deles a contagem do tempo (60 minutos e sessenta segundos) e a trigonometria: ........ 360 graus em um círculo, que é seis vezes 60.

Matematicamente não ........ nada de especial no sistema de base 10 que justifique seu estrelato. Alguns matemáticos, de fato, argumentam que estamos vivendo uma “tirania do dez”.


SUPERInteressante, Editora Abril. Edição 468, outubro de 2024. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).

( ) Herdamos dos babilônios e sumérios nossa base numérica.
( ) Nosso sistema é o decimal e está relacionado ao número de dedos que temos nas mãos.
( ) Historicamente sabemos que variadas bases numéricas foram utilizadas por diferentes civilizações.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3094473 Português

Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.


Texto 01


Você lembra quando não existia internet?


Rossandro Klinjey


    Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim, como sobrevivíamos sem Waze e o delivery?

    E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da genuína conexão entre gente de verdade.

    Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio? Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]

    E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade. Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.

    Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.

    Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de nós.  

Considere a seguinte passagem do texto: “Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento.”


O termo “dopamina” está associado ao/à

Alternativas
Q3094228 Português
Texto 1

Vigilância permanente


A Terra vive evidente desequilíbrio climático “e não temos nem plano B nem planeta B “, como pontuou o então secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em 2015, em frase inteligente e ferina. Na semana passada, aliás, o português António Guterres, o atual líder da organização diplomática, emitiu um alerta de “catástrofe” devido ......... elevação acelerada das águas do Oceano Pacífico, com possíveis repercussões em todo o mundo, em futuro breve. O aquecimento global é outro capítulo de preocupação inescapável – e parece improvável que a civilização consiga respeitar o Acordo de Paris, estabelecido em 2015 por 196 países signatários, segundo o qual se deve manter o aumento médio das temperaturas no máximo em até 2 graus acima dos níveis pré-industriais e, de preferência, limitá-lo ......... 1,5 grau. A situação, de fato, preocupa e não ........ outra saída a não ser o zelo pelo meio ambiente.

Lamentavelmente, os sinais de danos despontam com incômoda frequência. Por aqui, o país está em chamas. Nos seis primeiros meses de 2024, os biomas brasileiros registraram um número inédito de queimadas. O Pantanal e o Cerrado totalizaram a maior quantidade de focos de incêndio para o período, desde o início das medições, em 1988. No Pantanal, de 1º de janeiro ........ 23 de junho, foram detectados 3.262 episódios, mais de 22 vezes em relação ao mesmo período de 2023. No primeiro semestre deste ano, quase todos os biomas brasileiros tiveram um aumento de queimadas em comparação ......... 2023, exceto o Pampa, afetado por chuvas responsáveis pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Trata-se de um cenário assustador e, de recorde em recorde, podemos chegar ao ponto de não retorno. As queimadas são indubitavelmente uma séria ameaça à vida. A bandidagem é inaceitável e precisa ser condenada. O Brasil necessita correr e estar atento para não passar vergonha na COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, prevista para ocorrer em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Seria constrangedor assistir a uma tragédia ambiental durante um evento dessa magnitude. O desafio é imenso.


VEJA, Editora Abril, São Paulo. Edição 2908, ano 57; número 35. Adaptado
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto 1.

( ) Todos os biomas brasileiros apresentaram um aumento de queimadas no primeiro semestre deste ano, em comparação ao ano de 2023.
( ) A elevação acelerada das águas do Oceano Pacífico e o aquecimento global são as duas maiores preocupações atuais citadas no texto.
( ) No corrente ano, o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em Belém, no Pará.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Respostas
4761: D
4762: D
4763: C
4764: D
4765: E
4766: A
4767: D
4768: C
4769: B
4770: D
4771: C
4772: A
4773: D
4774: C
4775: B
4776: C
4777: A
4778: D
4779: D
4780: B