Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Roupas-borboletas
Meu amigo Zé Klein jamais vestiu novamente o suéter preto que usou no enterro do pai. Ele o guarda há duas décadas como um sudário, gêmeo do pesar, enterrado na gaveta desde a data de falecimento.
É capaz de usar qualquer peça que foi do pai, mas não aquela que vestiu na despedida. Pois há vida na roupa do morto, enquanto a sua carrega apenas a morte.
É difícil ressignificar roupas após um adeus doloroso. Talvez porque, naquele momento, sentimos a alma nua. E, após enfrentar a angústia do velório, não queremos reviver os mesmos calafrios. Evitamos a roupa para não reencenar mentalmente o caixão baixando lentamente.
A muda de roupa é sacrificada. Deixa de aquecer e servir, tornando-se um tecido extinto.
Entendo o hábito de descartar o que usamos no dia de uma perda. Essas peças não guardam conexão com a saudade, mas simbolizam o fim. Saudade é preservar o que existia enquanto a pessoa vivia, não aquilo que marca sua ausência.
Meu primeiro presente para Beatriz foi o vestido que ela usou no enterro da mãe. Sabia que aquela peça teria um destino único e definitivo. O coração não permitiria que o traje ressuscitasse.
Aquele vestido era como uma borboleta rara, com a missão de sobrevoar por um único dia o jardim da ausência, embelezando a falta, trazendo brilho ao céu das perdas.
Imagino o orgulho de sua mãe, Clara, na outra dimensão. De alguma forma, ela deve ter visto sua filha vestida da fugacidade exuberante de uma borboleta, a mais linda entre todos os presentes.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/22/roup as-borboletas
A partir do texto "Roupas-borboletas", de Fabrício Carpinejar, é possível identificar elementos que expressam as emoções do narrador e sua reflexão sobre perdas e memórias. Assinale a alternativa que melhor interpreta o simbolismo atribuído à roupa no contexto da narrativa.
Mudanças climáticas em cena: A importância das narrativas cinematográficas para a preservação ambiental
Milene Souza
As mudanças climáticas são um tema que permeia diversas esferas da sociedade, e para a sétima arte, ele não é uma exceção. No Brasil, onde a diversidade cultural e a riqueza de paisagens naturais são frequentemente exploradas nas produções cinematográficas, os impactos das alterações climáticas começam a se manifestar de maneira preocupante.
Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado diversos eventos extremos relacionados à crise climática. Em janeiro de 2024, chuvas torrenciais atingiram São Paulo, resultando em inundações que deixaram dezenas de pessoas desabrigadas e causaram danos significativos à infraestrutura. Em fevereiro, o Nordeste sofreu com uma onda de calor severo, causando secas prolongadas que afetaram a agricultura e o abastecimento de água em estados como Bahia e Pernambuco.
Enquanto isso, em março, o Rio de Janeiro enfrentou deslizamentos de terra em áreas montanhosas, exacerbados por chuvas intensas, resultando em tragédias e evacuações. Em abril, chuvas intensas no Rio Grande do Sul causaram inundações, deixando mais de 1 milhão de pessoas afetadas, sendo considerada a maior tragédia climática do estado após décadas. Esses eventos refletem não apenas a vulnerabilidade das regiões brasileiras às mudanças climáticas, mas também a necessidade urgente de políticas de mitigação e adaptação para proteger comunidades e ecossistemas.
A crise climática também tem implicações econômicas para a indústria cinematográfica. Eventos climáticos extremos podem atrasar filmagens e aumentar os custos de produção, além de afetar a distribuição de filmes, especialmente em regiões vulneráveis. Festivais de cinema ao ar livre, que costumam ser populares, podem ser prejudicados por condições climáticas imprevisíveis, afetando a visibilidade de filmes e a conexão com o público.
As mudanças climáticas estão remodelando a paisagem do cinema brasileiro, desafiando cineastas a se adaptarem e a abordarem questões ambientais de maneira inovadora. À medida que o Brasil enfrenta essas transformações, a sétima arte se torna um importante veículo para a reflexão e a conscientização sobre a urgência da crise climática, incentivando a sociedade a agir em prol de um futuro mais sustentável.
A indústria do cinema tem um potencial significativo de influenciar a transição energética e ajudar a frear a crise climática no Brasil e no mundo. Com sua capacidade de alcançar e impactar grandes audiências, o cinema pode não apenas entreter, mas também educar e mobilizar a sociedade em torno de questões ambientais urgentes. Histórias que abordam os efeitos das mudanças climáticas, como secas, enchentes e desmatamento, podem sensibilizar o público para a gravidade da situação. Produções que mostram alternativas sustentáveis e práticas de energia limpa podem inspirar a adoção de soluções em nível individual e comunitário. Os filmes têm a capacidade de contar histórias que inspiram mudanças.
Produções que destacam a luta de comunidades por justiça ambiental ou a implementação de tecnologias sustentáveis podem motivar outras pessoas a agir. Narrativas que mostram como a transição energética pode ser benéfica tanto para o meio ambiente quanto para a economia podem ajudar a desmistificar a ideia de que mudanças significativas são inviáveis. O cinema pode não apenas entreter, mas também mobilizar a sociedade em prol de um futuro mais sustentável.
A colaboração entre cineastas, comunidades e especialistas em meio ambiente pode transformar a sétima arte em uma força poderosa para a mudança, ajudando a moldar um Brasil mais resiliente e comprometido com a preservação do planeta.
(Disponível em:
https://midianinja.org/mudancas-climaticas-em-cena-a-importancia-das- narrativas-cinematograficas-para-a-preservacao-ambiental/. Acesso em 02 dez. 2024. Adaptado.)
O Homem Trocado
O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
– Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.
– Eu estava com medo desta operação…
– Por quê? Não havia risco nenhum.
– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos… E conta que os enganos começaram com seu nascimento.
Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
– E o meu nome? Outro engano.
– Seu nome não é Lírio?
– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e… Os enganos se sucediam.
Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil. – O senhor não faz chamadas interurbanas? – Eu não tenho telefone! Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes. – Por quê? – Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: – O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.
– Se você diz que a operação foi bem…
A enfermeira parou de sorrir.
– Apendicite?
– perguntou, hesitante.
– É. A operação era para tirar o apêndice.
– Não era para trocar de sexo?
(VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se Ler na Escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.) Disponível em: https://www.extraclasse.org.br/opiniao/2022/03/o homem-trocado/ Acesso em: 10/11/2024

(Disponível em: @desenhosdonando. Acesso em 08 dez.2024.)
A respeito da charge, marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) O humor e a crítica são construídas a partir da relação intertextual entre a especulação imobiliária instigada pela PEC da privatização da praias com um clássico personagem da TV, implacável em cobrar aluguel.
( ) É uma crítica à PEC de privatização das praias e, para compreendê-la, é necessário que o leitor mobilize seus conhecimentos a respeito da atualidade.
( ) O tema central da charge é a interação entre diferentes gerações, proporcionada pelo conhecimento partilhado entre elas, no caso, a possibilidade de as praias brasileiras serem privatizadas.
( ) A charge é um gênero textual composto por desenho humorístico, com ou sem legenda ou balão, geralmente veiculado pela imprensa e tendo por tema algum acontecimento atual, que comporta crítica e focaliza, por meio de caricatura, uma ou mais personagens envolvidas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Leia o texto a seguir:
Texto I

Leia o texto a seguir:
Texto II
Sinal fechado
Parado no sinal fechado, vejo na calçada uma criança com um pedaço de madeira retangular encostado no ouvido, como se fosse um celular. Seu rosto está risonho e seus lábios se movem. Com quem será que ela fala? Penso em pegar meu celular e ligar para ela. Será que vai me atender?
Dimas Vieira da Rocha
Fonte: https://www.revistabula.com/30836-31-microcontos-para-ler-na-quarentena/. Acesso em: 07 nov. 2024.
Uma semelhança entre o Texto I e o Texto II é que ambos:
Leia o texto a seguir:
Texto II
Sinal fechado
Parado no sinal fechado, vejo na calçada uma criança com um pedaço de madeira retangular encostado no ouvido, como se fosse um celular. Seu rosto está risonho e seus lábios se movem. Com quem será que ela fala? Penso em pegar meu celular e ligar para ela. Será que vai me atender?
Dimas Vieira da Rocha
Fonte: https://www.revistabula.com/30836-31-microcontos-para-ler-na-quarentena/. Acesso em: 07 nov. 2024.
Leia o texto a seguir:
Texto II
Sinal fechado
Parado no sinal fechado, vejo na calçada uma criança com um pedaço de madeira retangular encostado no ouvido, como se fosse um celular. Seu rosto está risonho e seus lábios se movem. Com quem será que ela fala? Penso em pegar meu celular e ligar para ela. Será que vai me atender?
Dimas Vieira da Rocha
Fonte: https://www.revistabula.com/30836-31-microcontos-para-ler-na-quarentena/. Acesso em: 07 nov. 2024.
Leia o texto a seguir:
Texto II
Sinal fechado
Parado no sinal fechado, vejo na calçada uma criança com um pedaço de madeira retangular encostado no ouvido, como se fosse um celular. Seu rosto está risonho e seus lábios se movem. Com quem será que ela fala? Penso em pegar meu celular e ligar para ela. Será que vai me atender?
Dimas Vieira da Rocha
Fonte: https://www.revistabula.com/30836-31-microcontos-para-ler-na-quarentena/. Acesso em: 07 nov. 2024.
Leia o texto a seguir:
Texto II
Sinal fechado
Parado no sinal fechado, vejo na calçada uma criança com um pedaço de madeira retangular encostado no ouvido, como se fosse um celular. Seu rosto está risonho e seus lábios se movem. Com quem será que ela fala? Penso em pegar meu celular e ligar para ela. Será que vai me atender?
Dimas Vieira da Rocha
Fonte: https://www.revistabula.com/30836-31-microcontos-para-ler-na-quarentena/. Acesso em: 07 nov. 2024.
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Em meio a um cenário global de mudanças climáticas que exigem respostas imediatas, o setor de transporte se destaca como um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o setor de transporte é responsável por aproximadamente 24% das emissões globais de CO2 relacionadas à energia, o que ressalta a urgência de se adotarem medidas para descarbonizar esse segmento. A redução da pegada de carbono no transporte é mais que um objetivo passageiro — é uma necessidade para garantir a sustentabilidade do planeta.
[...]
Tecnologias como a IA oferecem soluções para otimizar operações e reduzir o impacto ambiental, mas é necessário um compromisso coletivo entre governos e sociedades empresariais para promover essa mudança.
Conscientizar os motoristas sobre boas práticas de condução é igualmente fundamental. O treinamento contínuo deve ser parte integrante da estratégia empresarial, capacitando motoristas a adotarem comportamentos que melhorem a eficiência operacional e reduzam as emissões.
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/ ia-no-transporte-e-a-urgencia-da-reduc-o-da-pegada-decarbono-1.1037388. Acesso em: 3 nov. 2024. [Fragmento]
“A redução da pegada de carbono no transporte é mais que um objetivo passageiro — é uma necessidade para garantir a sustentabilidade do planeta.”
No contexto do artigo de opinião, a função da palavra destacada no trecho apresentado é
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Em meio a um cenário global de mudanças climáticas que exigem respostas imediatas, o setor de transporte se destaca como um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o setor de transporte é responsável por aproximadamente 24% das emissões globais de CO2 relacionadas à energia, o que ressalta a urgência de se adotarem medidas para descarbonizar esse segmento. A redução da pegada de carbono no transporte é mais que um objetivo passageiro — é uma necessidade para garantir a sustentabilidade do planeta.
[...]
Tecnologias como a IA oferecem soluções para otimizar operações e reduzir o impacto ambiental, mas é necessário um compromisso coletivo entre governos e sociedades empresariais para promover essa mudança.
Conscientizar os motoristas sobre boas práticas de condução é igualmente fundamental. O treinamento contínuo deve ser parte integrante da estratégia empresarial, capacitando motoristas a adotarem comportamentos que melhorem a eficiência operacional e reduzam as emissões.
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/ ia-no-transporte-e-a-urgencia-da-reduc-o-da-pegada-decarbono-1.1037388. Acesso em: 3 nov. 2024. [Fragmento]
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Em meio a um cenário global de mudanças climáticas que exigem respostas imediatas, o setor de transporte se destaca como um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o setor de transporte é responsável por aproximadamente 24% das emissões globais de CO2 relacionadas à energia, o que ressalta a urgência de se adotarem medidas para descarbonizar esse segmento. A redução da pegada de carbono no transporte é mais que um objetivo passageiro — é uma necessidade para garantir a sustentabilidade do planeta.
[...]
Tecnologias como a IA oferecem soluções para otimizar operações e reduzir o impacto ambiental, mas é necessário um compromisso coletivo entre governos e sociedades empresariais para promover essa mudança.
Conscientizar os motoristas sobre boas práticas de condução é igualmente fundamental. O treinamento contínuo deve ser parte integrante da estratégia empresarial, capacitando motoristas a adotarem comportamentos que melhorem a eficiência operacional e reduzam as emissões.
Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/ ia-no-transporte-e-a-urgencia-da-reduc-o-da-pegada-decarbono-1.1037388. Acesso em: 3 nov. 2024. [Fragmento]
Esta, de áureos relevos, trabalhada De divas mãos, brilhante copa, um dia, Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia. Era o poeta de Teos que a suspendia Então, e, ora repleta, ora esvazada, A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada. Depois... Mas o lavor da taça admira, Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce, Ignota voz, qual se da antiga lira Fosse a encantada música das cordas, Qual se essa voz de Anacreonte fosse.
OLIVEIRA, Alberto de. Poesias. In: Nossos Clássicos. Rio de Janeiro: Agir, 1959, p. 22
Com base na leitura e análise do poema, assinale a alternativa correta quanto ao seu conteúdo.
Foi por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), denominado, desde 2017, pela Política Nacional de Atenção Básica de Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) que a atuação da Fonoaudiologia na Atenção Básica ganhou legitimidade ao se configurar como uma das profissões que poderiam compor essas equipes. O trabalho seria de apoio matricial às equipes de referência da Estratégia Saúde da Família (ESF), se configurando como retaguarda especializada, em duas dimensões: técnico-pedagógica e clínico-assistencial.
Em termos de desenho sanitário, o sistema de saúde do Chile, Espanha e Itália se assemelha ao do Brasil, dividindo-se entre níveis de atenção primária, secundária e terciária. Nestes países, busca-se, também, um modelo integral com foco na atenção familiar e comunitária, sendo a atenção primária e comunitária principal componente de articulação com outros serviços da rede. Sendo assim, observa-se também no cenário internacional a relevância da atenção básica como porta de entrada no sistema e distribuição dos fluxos de atendimento para os demais níveis de atenção.
FERNANDES, A. C. et al. Saud Pesq. 2024;17(2): e-12222 - e-ISSN 2176-9206.
A partir da leitura do texto, depreende-se que