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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 36.990 questões

Q3150589 Português
A importância dos Conselhos de Medicina
A população ganha com o trabalho dos Conselhos de Medicina, pois recebe deles o apoio na luta por melhor qualidade no atendimento e por ampliação no acesso aos diferentes serviços. Por outro lado, é esse sistema que estabelece os critérios para uma relação médico-paciente equilibrada e com respeito às autonomias para ambas as partes. Além disso, cabe à autarquia validar os procedimentos médicos com base na sua segurança e eficácia, o que significa, em outras palavras, reduzir os riscos de sequelas e de mortes.
GALLO. José Hiran da Silva. Disponível em: <https://cremero.org.br/ artigos/a-importancia-dos-conselhos-de-medicina>. Acesso em: 20 set. 2024, com adaptações.
A informação veiculada pelo título é justificada
Alternativas
Q3150231 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/
"O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar."
O fato que deu louros à  Cinisca está diretamente ligado
Alternativas
Q3150128 Português
O ENCONTRADO NAS PROFUNDEZAS DE ROCHAS DE MARTE


Cientistas descobriram pela primeira vez um reservatório de água líquida em Marte, nas profundezas da crosta rochosa mais externa do planeta. As descobertas vêm de uma nova análise de dados da sonda Insight, da Nasa, que pousou no planeta vermelho em 2018.

A sonda carregava um sismômetro, que registrou quatro A anos de tremores nas profundezas de Marte. A análise dessa movimentação revelou "sinais sísmicos" de água líquida. As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Em 2018, uma equipe italiana anunciou que havia descoberto um lago no planeta. Entretanto, por volta de 2021, essas evidências foram questionadas por artigos científicos, os quais indicaram que provavelmente os italianos haviam encontrado argila, e não água.

A missão Insight terminou em dezembro de 2022, depois que a sonda ficou em silêncio capturando "o pulso de Marte" por quatro anos. Nesse período, a sonda registrou mais de 1.319 tremores. Ao medir a velocidade com que as ondas sísmicas viajaram, os cientistas descobriram por qual material elas têm mais probabilidade de terem se movido.

"Na verdade, essas são as mesmas técnicas que usamos para prospectar água na Terra ou para procurar petróleo e gás", explica o professor Michael Manga, da Universidade da Califórnia em Berkeley, um dos autores do estudo. A análise revelou reservatórios de água em profundidades de 10 a 20 km na crosta marciana. "Entender o ciclo da água em Marte é fundamental para entender a evolução do clima, da superfície e do interior [do planeta]", disse o autor principal, Vashan Wright, da Universidade da Califórnia em San Diego. Michael Manga acrescenta que a água é "a molécula mais importante nas condições de evolução de um planeta". Essa descoberta, diz ele, responde à grande questão de "para onde foi toda a água marciana".

Estudos da superfície de Marte, com seus canais e ondulações, mostram que, antigamente, havia rios e lagos no planeta. Mas, há três bilhões de anos, o planeta um deserto. Parte dessa água foi perdida para o é espaço quando Marte perdeu sua atmosfera. Entretanto, Manga adverte: "Boa parte da nossa água está no subsolo e não há razão para que isso não aconteça em Marte também".

A sonda Insight só conseguiu registrar a área sob seus pés, mas cientistas esperam que haja reservatórios semelhantes em todo o planeta. No entanto, a localização dessa água subterrânea marciana não é necessariamente uma boa notícia para bilionários com planos de colonização de Marte. "Perfurar um buraco a 10 km da superfície em Marte, mesmo para [Elon] Musk, seria difícil", diz Manga à BBC News.

A descoberta também pode contribuir para a A contínua busca por evidências de vida em Marte. "Sem água líquida, não tem vida", aponta. "Então, se houver ambientes habitáveis em Marte, eles podem estar agora no subsolo profundo."


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0np8ydg5lo
"Na verdade, essas são as mesmas1 técnicas que usamos para prospectar água na Terra."
"Perfurar um buraco a 10 km da superfície em Marte, mesmo2 para [Elon] Musk, seria difícil"
Sobre o uso dos termos 1 e 2, nos contextos em análise, verdadeiro afirmar que
Alternativas
Q3150088 Português
O Folhetinista


Machado de Assis

Uma das plantas europeias que dificilmente se têm aclimatado entre nós, é o folhetinista. Se é defeito de suas propriedades orgânicas, ou da incompatibilidade do clima, não o sei eu. Enuncio apenas a verdade.

Entretanto eu disse — dificilmente — o que supõe algum caso de aclimatação séria. O que não estiver contido nesta exceção, vê já o leitor que nasceu enfezado e mesquinho de formas.

O folhetinista é originário da França, onde nasceu, e onde vive a seu gosto, como em cama no inverno. De lá espalhou-se pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal.

Espalhado pelo mundo, o folhetinista tratou de acomodar a economia vital de sua organização às conveniências das atmosferas locais. Se o tem conseguido por toda a parte, não é meu fim estudá-lo; cinjo-me ao nosso círculo apenas.

Mas comecemos por definir a nova entidade literária.

O folhetim, disse eu em outra parte, e debaixo de outro pseudônimo, o folhetim nasceu do jornal, o folhetinista por consequência do jornalista. Esta íntima afinidade é que desenha as saliências fisionômicas na moderna criação. O folhetinista é a fusão admirável do útil e do fútil, o parto curioso e singular do sério, consorciado com o frívolo. Estes dois elementos, arredados como polos, heterogêneos como água e fogo, casam-se perfeitamente na organização do novo animal.

Efeito estranho é este assim produzido pela afinidade assinalada entre o jornalista e o folhetinista. Daquele cai sobre este a luz séria e vigorosa, a reflexão calma, a observação profunda. Pelo que toca ao devaneio, à leviandade, está tudo encarnado no folhetinista mesmo; é capital próprio.

O folhetinista, na sociedade, ocupa o lugar do colibri na esfera vegetal: salta, esvoaça, brinca, tremula, paira e espaneja-se sobre todos os caules suculentos, sobre todas as seivas vigorosas. Todo o mundo lhe pertence; até mesmo a política. [...]


Disponivel em: https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/87029 .pdf
No trecho "Uma das plantas europeias que dificilmente se têm aclimatado entre nós, é o folhetinista. Se é defeito de suas propriedades orgânicas, ou da incompatibilidade do clima, não o sei eu. Enuncio apenas a verdade", é possível perceber que o autor compara o folhetinista a uma planta denotando
Alternativas
Q3149943 Português
Desabafo
(Ramires Linhares)

     Essa não está sendo uma semana fácil. Definitivamente.

  Imaginem que ontem recebi uma ligação do Banco do Brasil, dizendo que haviam entrado criminosamente na minha conta e retirado sem minha autorização a quantia de 8 mil reais. Minha tranquilidade acabou. Havia algo errado, com certeza. Fiquei chocado.

   Mesmo que os bancos vivam dizendo que é seguro fazer transações pela internet e que só o verdadeiro dono da conta pode entrar nela e realizar os serviços, o risco de hackers invadirem sistemas e mesmo contas particulares sempre existe.

     Mesmo que o crime cometido tenha sido cibernético e somente dinheiro foi levado, há o prejuízo e aquela sensação de vazio e raiva nos invade. Qualquer valor que a pessoa guarda em uma conta é fruto do seu trabalho e está ali para uma emergência qualquer. Quando ocorre um roubo passa um filme na cabeça, pois o valor poderia ter sido usado para fazer ou comprar algo legal e, de repente, ficamos só na vontade.

     Quando recebi a notícia da invasão da conta fiquei assustado e pensativo, com a certeza de que havia algo ruim acontecendo. Ainda com as pernas trêmulas, coloquei os pensamentos em ordem e raciocinei direito. Aí lembrei que não tenho conta no Banco do Brasil e muito menos 8 mil depositado em qualquer lugar.

      Mas vejam bem: e se eu não fosse pobre?

      Por isso é bom tomar cuidado com a tecnologia quando envolve o seu dinheiro.


Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/desabafo-35970# 
De acordo com o texto, as garantias oferecidas pelas instituições bancárias não são suficientes, pois:
Alternativas
Q3149794 Português
TODAS
O risco de ser mulher


   Há 18 anos a Lei Maria da Penha define como crime a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ainda assim, o Brasil bate recordes de delitos dessa natureza no ano em que a legislação (que é considerada pela Organização das Nações UnidasONU uma das melhores do mundo) chega à maioridade.

   Prova de que não basta ter lei, é preciso que o Estado aja sem preconceito e dê crédito à palavra das vítimas. Contudo, em boa parte dos casos, as mulheres são responsabilizadas direta ou indiretamente. E, além do trauma da agressão, têm de viver assombradas pela culpa e pela vergonha.

   A violência de gênero contra a mulher compreende, afora a agressão física, os âmbitos psicológico, moral, patrimonial e sexual. A compilação dos dados recentes sobre esse crime deixa explícito o risco de ser mulher no nosso país. É aterrorizante!

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a violência doméstica aumentou 10% em 2023. A cada seis minutos uma mulher foi estuprada, sendo 60% das vítimas menor de 13 anos e o criminoso um parente; 1467 mulheres vítimas de feminicídio, a maioria (63%) negra; 80% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros íntimos; 778 mil mulheres foram ameaçadas; a Justiça concedeu 540 mil medidas protetivas de urgência; A violência psicológica cresceu 33%; a divulgação de cenas de estupro, sexo ou pornografia teve alta de 47%. [...]

  Nesse cenário, o enfrentamento à violência de gênero deveria encontrar amplo respaldo no Congresso Nacional com vistas a ampliar a proteção das vítimas. Mas não é o que acontece. Além do "Projeto de Lei do Estupro" (PL 1.904/2024), que equipara a interrupção da gestação com mais de 22 semanas ao crime de homicídio mesmo em casos de violência sexual, estão em tramitação os PL’s 1.920 e 2.499/2024, que também ameaçam o direito ao aborto legal.

   Em vez de cercear políticas sobre direitos reprodutivos, o parlamento deveria se dedicar a garantir a eficácia da rede de proteção às mulheres.


ANA CRISTINA ROSA. Texto coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-cristina-rosa/ 2024/08/ Acesso em 24 de agosto de 2024.
Com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a autora considera que
Alternativas
Q3149793 Português
TODAS
O risco de ser mulher


   Há 18 anos a Lei Maria da Penha define como crime a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ainda assim, o Brasil bate recordes de delitos dessa natureza no ano em que a legislação (que é considerada pela Organização das Nações UnidasONU uma das melhores do mundo) chega à maioridade.

   Prova de que não basta ter lei, é preciso que o Estado aja sem preconceito e dê crédito à palavra das vítimas. Contudo, em boa parte dos casos, as mulheres são responsabilizadas direta ou indiretamente. E, além do trauma da agressão, têm de viver assombradas pela culpa e pela vergonha.

   A violência de gênero contra a mulher compreende, afora a agressão física, os âmbitos psicológico, moral, patrimonial e sexual. A compilação dos dados recentes sobre esse crime deixa explícito o risco de ser mulher no nosso país. É aterrorizante!

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a violência doméstica aumentou 10% em 2023. A cada seis minutos uma mulher foi estuprada, sendo 60% das vítimas menor de 13 anos e o criminoso um parente; 1467 mulheres vítimas de feminicídio, a maioria (63%) negra; 80% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros íntimos; 778 mil mulheres foram ameaçadas; a Justiça concedeu 540 mil medidas protetivas de urgência; A violência psicológica cresceu 33%; a divulgação de cenas de estupro, sexo ou pornografia teve alta de 47%. [...]

  Nesse cenário, o enfrentamento à violência de gênero deveria encontrar amplo respaldo no Congresso Nacional com vistas a ampliar a proteção das vítimas. Mas não é o que acontece. Além do "Projeto de Lei do Estupro" (PL 1.904/2024), que equipara a interrupção da gestação com mais de 22 semanas ao crime de homicídio mesmo em casos de violência sexual, estão em tramitação os PL’s 1.920 e 2.499/2024, que também ameaçam o direito ao aborto legal.

   Em vez de cercear políticas sobre direitos reprodutivos, o parlamento deveria se dedicar a garantir a eficácia da rede de proteção às mulheres.


ANA CRISTINA ROSA. Texto coletado de https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ana-cristina-rosa/ 2024/08/ Acesso em 24 de agosto de 2024.
A autora considera que, com a lei Maria da Penha,
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IADES Órgão: CFM Prova: IADES - 2024 - CFM - Bibliotecário |
Q3149426 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://vidadesuporte.com.br/wp- content/uploads/2020/05/Suporte_2522.jpg>. Acesso em: 22 set. 2024.


A tirinha lida tem como propósito principal

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IADES Órgão: CFM Prova: IADES - 2024 - CFM - Bibliotecário |
Q3149424 Português
Atesta CFM
    De mãos dadas com a tecnologia, o Conselho Federal de Medicina (CFM) avança na proteção da prática médica e no combate às fraudes na emissão de atestados. Com a plataforma Atesta CFM, médicos, pacientes e empregadores contam com uma solução segura e eficiente, que respeita todas as normas legais e éticas.
Disponível em: <https://www.facebook.com/conselhofederaldemedicina>. Acesso em: 22 set. 2024, com adaptações.
Com base nas questões gramaticais que envolvem o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3149103 Português
A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM E OS BENEFÍCIOS PARA O CIDADÃO E O MEIO AMBIENTE


Importante tanto para o meio ambiente quanto para as pessoas, a reciclagem trata-se de uma ação continuada de coleta e processamento de resíduos quais seriam jogados como lixo, mas que podem ser reaproveitados e transformados em novos produtos.


Reciclar ajuda na conservação de recursos naturais, como madeira, água e minerais, reduzindo a necessidade de extração de novas matérias-primas. Os materiais de reciclagem não requerem muita energia para serem remanufaturados em comparação com a conversão de novas matérias-primas em produtos utilizáveis, gerando, portanto, economia.


Quanto maior o índice de reciclagem, menores serão os custos com limpeza urbana, além da redução na emissão de gases de efeito estufa (que provocam a mudança climática global), uma vez que a produção de alguns materiais resulta em grande soltura de poluentes que contaminam o ar, a água e o solo.


O processo reciclagem também promove educação ambiental, envolvendo a coleta, a triagem e o processamento dos resíduos. Exemplos de coisas que podem ser recicladas incluem jornais, revistas, caixas de leite, latas de aço, alumínio, garrafas, vidros, frascos plásticos etc.


Além de favorecer uma atividade rentável gerando novos empregos, a reciclagem reduz a quantidade de resíduos (lixo não reciclável) enviados para aterros sanitários ou depósitos de lixo, prolongando a vida útil desses locais. Lembrando que os aterros também são fiscalizados e tributados; portanto, se multas por excesso de capacidade de armazenamento forem aplicadas, serão pagas pelos próprios contribuintes.


Adotar ações diárias de reciclagem não requer mudanças de estilo de vida tão drásticas. Geralmente, em uma casa ou empresa, há mais resíduos recicláveis do que não recicláveis. É importante que a comunidade participe da coleta seletiva e de toda ação que contribua para uma melhor sustentabilidade.


Faça a sua parte: recicle!

Após leitura do texto, assinale a alternativa contendo afirmação INCORRETA com base no ponto de vista defendido pelo autor.
Alternativas
Q3148854 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


-


Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
No texto, o autor cita a obra O Alienista, de Machado de Assis. Essa obra está inserida em qual movimento literário brasileiro? 
Alternativas
Q3148853 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


-


Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
A partir do texto, infere-se que a visão de Michel Foucault sobre a loucura pode ser descrita como: 
Alternativas
Q3148174 Português

Analise o enunciado da charge abaixo, assinale, posteriormente, a ideia central nela contida. 



Imagem associada para resolução da questão


Alternativas
Q3147877 Português
Nota do Conselho Federal de Medicina aos médicos e à população
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) é uma autarquia federal de direito público que tem como principal competência garantir à população boas condições de assistência em saúde, e não um órgão corporativo da categoria médica. É a instituição reguladora da Medicina no Brasil e suas resoluções devem, obrigatoriamente, ser cumpridas por todos os médicos brasileiros. O CFM é a instituição que tem a competência legal de autorizar qual o tratamento que pode ou não ser feito no País.
Disponível em: <https://portal.cfm.org.br/wp-content/uploads/2021/03/ notaoficialcfmcovid.25.03.2021.pdf>. Acesso em: 22 set. 2024, com adaptações.
Assinale a alternativa que reproduz a mensagem mais compatível com o texto.
Alternativas
Q3147713 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

A primavera é conhecida como a estação das flores, no entanto, essa é uma característica da primavera apenas em algumas regiões do planeta. No Brasil, as estações do ano não são bem definidas e o período de floração das plantas ocorre em épocas distintas, não apenas na primavera, variando de acordo com as espécies. No Cerrado, por exemplo, os ipês florescem no inverno, trazendo um colorido especial à paisagem seca.
A primavera no Brasil é mais caracterizada como uma estação de transição entre o inverno e o verão. Na primavera, após o fim do inverno seco, iniciam-se as chuvas que são mais frequentes com a chegada do verão. As temperaturas também são mais amenas, embora, em muitas regiões do país, o inverno não seja necessariamente uma estação de frio excessivo.
A incidência solar varia de forma mais acentuada à medida em que nos afastamos da linha do Equador e as diferenças entre as estações também são mais acentuadas. Há quatro estações do ano: (a) primavera: caracterizada pela presença das flores na vegetação; (b) verão: caracterizado pelas temperaturas mais altas; (c) outono: caracterizado pela queda das folhas na vegetação; e (d) inverno: caracterizado pelas temperaturas mais baixas. É importante lembrar que essas características distintas das estações são melhor observadas em regiões distantes do Equador. No Brasil, por exemplo, são observadas apenas uma estação chuvosa (verão) e uma estação seca (inverno) [...]”.
Fonte: Portal Mundo Educação. Primavera. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/datas-comemorativas/primavera.htm
Embasado no texto anterior, sobre a primavera, é correto afirmar apenas:
Alternativas
Q3147613 Português
        A temperatura dos oceanos está subindo e, em 2023, registrou as temperaturas mais altas da história. O resultado era ruim e já alertava o mundo. Porém, o ano de 2024 não foi melhor e a temperatura continua subindo, ligando todos os sinais de alerta da sociedade. Em apenas um ano, a temperatura subiu mais do que no consolidado dos últimos 10 anos, conforme aponta relatório da Unesco.

    Quanto mais quente as águas do oceano ficam, mais mudanças climáticas são sentidas. Enchentes, ondas de calor, falta de chuvas, furacões e derretimento das calotas polares são os desastres naturais mais percebidos, mas não únicos. Se os oceanos continuarem aumentando a temperatura, especialistas alertam para um caminho perigoso para o planeta. Contudo, por que os oceanos estão com a temperatura elevada?

    Os oceanos são os principais reguladores do clima do planeta, porque têm a capacidade de absorção de um quarto dos gases de efeito estufa globais. Como o acúmulo de gases atingiu níveis muito significativos, o aquecimento global deixou de ser uma previsão para ser uma realidade. Agora, é necessário conviver com o desequilíbrio no sistema climático global, com temperaturas médias mais altas em toda a Terra. 


Fonte: Pequenas atitudes individuais que salvam o planeta: entenda seu papel no combate ao aquecimento global. Cogecom, 2024. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especialpublicitario/cogecom/energia-sustentavel-e-mais-barata-paratodos/noticia/2024/09/24/pequenas-atitudes-individuais-que-salvam-oplaneta-entenda-seu-papel-no-combate-ao-aquecimento-global.ghtml
Quando o aquecimento global realmente se consolidou? 
Alternativas
Q3147323 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro

    A púrpura tíria foi um pigmento roxo criado na Fenícia há 3,5 mil anos e usado por fenícios, gregos e romanos – bem como por outras civilizações que vieram depois no Meditarrâneo – até o século 15. Apesar de ter se tornado a marca registrada da nobreza, tem uma origem pouco glamourosa.    
    Para os padrões da época, sua fabricação exigia conhecimentos avançados de química e biologia, e uma matéria-prima exótica: o muco de moluscos chamados búzios. A extração de 1,4 g de pigmento – quantidade suficiente para tingir apenas o acabamento de uma única peça de roupa –, exigia 12 mil búzios.  
    Na hora de coletar o muco, havia duas opções: “ordenhar” o bicho, uma opção trabalhosa, mas sustentável – porque era possível reaproveitá-los –, ou simplesmente esmagá-los. O líquido obtido inicialmente é transparente. Mas, ao ser exposto ao Sol, chega a uma cor arroxeada.
    A tonalidade final da púrpura tíria variava entre violeta e vinho, a depender da espécie de búzio, de variações no processo de produção e do número de vezes que se tingia o tecido. Depois de prontas, as peças não desbotavam facilmente – na verdade, conta-se que ficavam mais brilhantes com o tempo. Até existiam imitações de baixo custo, mas as peculiaridades do pigmento original tornavam fácil reconhecê-las.    
    Uma dessas peculiaridades era o cheiro insuportável de peixe podre, que impregnava as vestes por anos. Mesmo as regiões litorâneas onde a púrpura tíria era produzida acabavam infestadas pelo fedor dos moluscos macerados apodrecendo em tanques – não ajudava que alguns preparos levassem também urina e fungos.
    Mesmo com todo esse processo desagradável – ou, na verdade, justamente por causa dele – o pigmento entrou para história como o mais caro já fabricado: chegou a valer mais do que seu peso em ouro.
    Qualquer coisa tingida de púrpura era um grande marcador de riqueza. Aliás, é por isso que não existem bandeiras antigas com essa cor: uma bandeira precisa, por definição, ser facilmente replicável – coisa que é impossível se você depende do pigmento mais caro do mundo.

LOBATO, B. Púrpura tíria: o pigmento que fedia peixe podre e custava seu peso em ouro. Revista Superinteressante (Adaptado). Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/purpura-tiria-o-pigmento-que-fedia-peixe-podre-e-custava-seu-peso-em-ouro/>

As alternativas a seguir apresentam informações a respeito do pigmento púrpura tíria, de acordo com o texto. Todas são verdadeiras, exceto:

Alternativas
Q3147046 Português
   Eu sei, muito pouca gente lê nos dias de hoje. Eu sei; dentro dos poucos que leem, pouquíssimos dão valor a textos de humor. Sim, eu sei, o autor sofrer de incontinência verbal e ficar lançando livros como quem cospe sementes de melancia na terra não é nada positivo para sua carreira.

    Eu sei disso tudo e mais: sou um sujeito que produz material “perigoso”. Ou seja, não concorro a prêmios, não sou congregado de nenhuma academia ou igrejinha, e tenho uma enorme preguiça de dar entrevistas. Pior: não tenho TikTok e nem faço ideia de como usar o celular para gravar vídeos promocionais.

    Em outras palavras, eu sei que meu 78º livro, se vender alguma coisa, não vai dar para pagar nem o revisor, quanto mais meu aluguel. Então, por que ficar insistindo no erro desde 1996, quando estreei no mundão das letras com “Aqui jaz — o livro dos epitáfios"? Masoquismo é a primeira palavra que vem à cabeça. Obsessão é a segunda. Vaidade, a terceira. Não creio, entretanto, que elas expliquem claramente o que acontece comigo — o buraco na camada de teimosia é mais embaixo.


(Adaptado de: CASTELO, Carlos. Disponível em: In: https:/www estadao.com.br)
De acordo com o texto, o sentido da expressão cospe sementes de melancia na terra está explicitado em:
Alternativas
Q3147045 Português
   Eu sei, muito pouca gente lê nos dias de hoje. Eu sei; dentro dos poucos que leem, pouquíssimos dão valor a textos de humor. Sim, eu sei, o autor sofrer de incontinência verbal e ficar lançando livros como quem cospe sementes de melancia na terra não é nada positivo para sua carreira.

    Eu sei disso tudo e mais: sou um sujeito que produz material “perigoso”. Ou seja, não concorro a prêmios, não sou congregado de nenhuma academia ou igrejinha, e tenho uma enorme preguiça de dar entrevistas. Pior: não tenho TikTok e nem faço ideia de como usar o celular para gravar vídeos promocionais.

    Em outras palavras, eu sei que meu 78º livro, se vender alguma coisa, não vai dar para pagar nem o revisor, quanto mais meu aluguel. Então, por que ficar insistindo no erro desde 1996, quando estreei no mundão das letras com “Aqui jaz — o livro dos epitáfios"? Masoquismo é a primeira palavra que vem à cabeça. Obsessão é a segunda. Vaidade, a terceira. Não creio, entretanto, que elas expliquem claramente o que acontece comigo — o buraco na camada de teimosia é mais embaixo.


(Adaptado de: CASTELO, Carlos. Disponível em: In: https:/www estadao.com.br)
Com base no texto, em relação ao mercado literário e à sua própria carreira, o autor
Alternativas
Q3147044 Português
   Eu sei, muito pouca gente lê nos dias de hoje. Eu sei; dentro dos poucos que leem, pouquíssimos dão valor a textos de humor. Sim, eu sei, o autor sofrer de incontinência verbal e ficar lançando livros como quem cospe sementes de melancia na terra não é nada positivo para sua carreira.

    Eu sei disso tudo e mais: sou um sujeito que produz material “perigoso”. Ou seja, não concorro a prêmios, não sou congregado de nenhuma academia ou igrejinha, e tenho uma enorme preguiça de dar entrevistas. Pior: não tenho TikTok e nem faço ideia de como usar o celular para gravar vídeos promocionais.

    Em outras palavras, eu sei que meu 78º livro, se vender alguma coisa, não vai dar para pagar nem o revisor, quanto mais meu aluguel. Então, por que ficar insistindo no erro desde 1996, quando estreei no mundão das letras com “Aqui jaz — o livro dos epitáfios"? Masoquismo é a primeira palavra que vem à cabeça. Obsessão é a segunda. Vaidade, a terceira. Não creio, entretanto, que elas expliquem claramente o que acontece comigo — o buraco na camada de teimosia é mais embaixo.


(Adaptado de: CASTELO, Carlos. Disponível em: In: https:/www estadao.com.br)
Considerando a razão principal para continuar escrevendo, de acordo com o texto, o autor
Alternativas
Respostas
4201: E
4202: A
4203: A
4204: B
4205: B
4206: C
4207: A
4208: B
4209: B
4210: B
4211: C
4212: D
4213: E
4214: A
4215: E
4216: D
4217: D
4218: D
4219: B
4220: E