Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.971 questões

Ano: 2024 Banca: Gama Consult Órgão: Prefeitura de Inocência - MS Provas: Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Advogado | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Engenheiro Civil | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Analista Administrativo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Analista de Sistemas | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Arquiteto e Urbanista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Assistente Social | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Auditor Fiscal | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Bibliotecário | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Biomédico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Bioquímico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Contador | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Enfermeiro | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Engenheiro Agrônomo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Cirurgião Dentista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Psicólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Farmacêutico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fiscal Sanitário | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fisioterapeuta | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fonoaudiólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Nutricionista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Profissional de Educação Física | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor / Educação Física | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor/Artes | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor - Letras/Inglês | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor/Pedagogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Cardiologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Cirurgião Geral | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Clínico Geral: (20H) | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Clínico Geral: (40H) | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Ortopedista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Pediatra | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Ginecologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Oftalmologista |
Q3074331 Português
Violência nas escolas tem aumento de 50% em 2023

De janeiro a setembro, Disque 100 recebeu 9,5 mil denúncias


Publicado em 03/11/2023 – 14:18 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro



As denúncias de casos envolvendo violência nas escolas subiram cerca de 50% em 2023, informou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). De janeiro e setembro, foram registrados 9.530 chamados por meio do Disque 100. No mesmo período do ano passado, o total de ocorrências informadas foi pouco superior a 6,3 mil.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) e marcam o encerramento da campanha digital pela valorização dos educadores e professores do Brasil, iniciada no início de mês passado. A iniciativa foi planejada levando em conta que em 15 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Professor.

Foram consideradas no levantamento denúncias envolvendo berçário, creche e instituições de ensino. Cada denúncia pode conter uma ou mais violações de direitos. Segundo o ministério, por meio dos 9.530 chamados, foram identificadas 50.186 violações, o que representa alta de 143,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro de 2022, as ocorrências envolveram 20.605 violações.

As regiões com maior número de registros são, respectivamente, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Das 9.530 denúncias, mais de 1,2 mil dizem respeito a casos em que professores foram vítimas. Foram identificadas violações em áreas como direitos civis, políticos e sociais, discriminação, injúria racial e racismo, liberdade, integridade física e psíquica e direito à vida.

Em nota, o ministro Silvio Almeida defendeu o direito e a liberdade de ensino dos docentes. “Professores e professoras são pessoas valiosas para nós. A sala de aula é um espaço para a construção de cidadãs e cidadãos conscientes e responsáveis. Para isso, é necessário denunciar violações de direitos humanos contra os professores. Nenhuma forma de perseguição será tolerada.”

Outro grupo vulnerável é o das crianças e adolescentes. Conforme dados do Disque 100, as denúncias envolvendo violações a esse grupo representaram 74% do total.

Em 14% das ocorrências, as vítimas são pessoas com deficiência. Além disso, 5% das vítimas são mulheres  e foram alvo de violação em função do gênero. O levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica ainda que as principais violências no ambiente educacional são de ordem emocional, envolvendo constrangimento, tortura psíquica, ameaça, bullying e injúria.

O Disque 100 é um canal de denúncias sob responsabilidade da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do ministério e recebe e analisa relatos sobre denúncias de violações de direitos. O serviço gratuito pode ser acionado por meio de ligação gratuita ou pelos aplicativos WhatsApp – (61) 99611- 0100 – e Telegram – digitar “direitoshumanosbrasil” -, além do próprio site da ouvidoria e do aplicativo Direitos Humanos Brasil. O denunciante não precisa se identificar.



Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-
11/violencia-nas-escolas-tem-aumento-de-50-em-2023

Segundo os dados levantados em 2023, pode concluir que: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Gama Consult Órgão: Prefeitura de Inocência - MS Provas: Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Advogado | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Engenheiro Civil | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Analista Administrativo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Analista de Sistemas | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Arquiteto e Urbanista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Assistente Social | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Auditor Fiscal | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Bibliotecário | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Biomédico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Bioquímico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Contador | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Enfermeiro | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Engenheiro Agrônomo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Cirurgião Dentista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Psicólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Farmacêutico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fiscal Sanitário | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fisioterapeuta | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Fonoaudiólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Nutricionista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Profissional de Educação Física | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor / Educação Física | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor/Artes | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor - Letras/Inglês | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Professor/Pedagogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Cardiologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Cirurgião Geral | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Clínico Geral: (20H) | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Clínico Geral: (40H) | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Ortopedista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Pediatra | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Ginecologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Inocência - MS - Médico Oftalmologista |
Q3074330 Português
Violência nas escolas tem aumento de 50% em 2023

De janeiro a setembro, Disque 100 recebeu 9,5 mil denúncias


Publicado em 03/11/2023 – 14:18 Por Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro



As denúncias de casos envolvendo violência nas escolas subiram cerca de 50% em 2023, informou o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). De janeiro e setembro, foram registrados 9.530 chamados por meio do Disque 100. No mesmo período do ano passado, o total de ocorrências informadas foi pouco superior a 6,3 mil.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) e marcam o encerramento da campanha digital pela valorização dos educadores e professores do Brasil, iniciada no início de mês passado. A iniciativa foi planejada levando em conta que em 15 de outubro é celebrado o Dia Mundial do Professor.

Foram consideradas no levantamento denúncias envolvendo berçário, creche e instituições de ensino. Cada denúncia pode conter uma ou mais violações de direitos. Segundo o ministério, por meio dos 9.530 chamados, foram identificadas 50.186 violações, o que representa alta de 143,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e setembro de 2022, as ocorrências envolveram 20.605 violações.

As regiões com maior número de registros são, respectivamente, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Das 9.530 denúncias, mais de 1,2 mil dizem respeito a casos em que professores foram vítimas. Foram identificadas violações em áreas como direitos civis, políticos e sociais, discriminação, injúria racial e racismo, liberdade, integridade física e psíquica e direito à vida.

Em nota, o ministro Silvio Almeida defendeu o direito e a liberdade de ensino dos docentes. “Professores e professoras são pessoas valiosas para nós. A sala de aula é um espaço para a construção de cidadãs e cidadãos conscientes e responsáveis. Para isso, é necessário denunciar violações de direitos humanos contra os professores. Nenhuma forma de perseguição será tolerada.”

Outro grupo vulnerável é o das crianças e adolescentes. Conforme dados do Disque 100, as denúncias envolvendo violações a esse grupo representaram 74% do total.

Em 14% das ocorrências, as vítimas são pessoas com deficiência. Além disso, 5% das vítimas são mulheres  e foram alvo de violação em função do gênero. O levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania indica ainda que as principais violências no ambiente educacional são de ordem emocional, envolvendo constrangimento, tortura psíquica, ameaça, bullying e injúria.

O Disque 100 é um canal de denúncias sob responsabilidade da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do ministério e recebe e analisa relatos sobre denúncias de violações de direitos. O serviço gratuito pode ser acionado por meio de ligação gratuita ou pelos aplicativos WhatsApp – (61) 99611- 0100 – e Telegram – digitar “direitoshumanosbrasil” -, além do próprio site da ouvidoria e do aplicativo Direitos Humanos Brasil. O denunciante não precisa se identificar.



Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-
11/violencia-nas-escolas-tem-aumento-de-50-em-2023

De acordo com o texto, a violência nas escolas tem como vítimas:
Alternativas
Q3074003 Português
MAIS RESPEITO AOS DEFICIENTES


Reconhecer direitos é mais do que obrigação; garanti-los em lei, uma primeira providência; colocá-los ao alcance de todos, sim, a única forma de limpar o nobre discurso politicamente correto da infestação demagógica. O Brasil muitas vezes se esmera em aprovar avançada legislação, mas peca por não as transformar em realidade. É o caso das proteções às pessoas com deficiência. Leis determinam que espaços públicos e privados, bem como equipamentos urbanísticos, sejam ajustados de modo a permitir a comunicação e a locomoção de cidadãos com problemas auditivos, locomotores e visuais. Contudo, nem a capital da República cuidou de afastar os obstáculos que infernizam a vida de 45,6 milhões de brasileiros, o equivalente a quase um quarto da população (23,91%).

O fato é que as dificuldades cotidianas dos deficientes se banalizaram no país. Nem se fala da falta de rampas (ou da exagerada inclinação com que costumam ser construídas), mas das calçadas esburacadas ou recheadas de obstáculos — quando existentes, pois, não raro, cadeirantes têm que se arriscar entre os carros ou percorrer solos não pavimentados. Guias para cegos são outra raridade. Nos cruzamentos de vias, semáforos quase nunca emitem sinais sonoros. No transporte público — por si, ineficiente —, a diferença de nível entre o chão e o piso dos veículos é obstáculo intransponível. Banheiros estreitos e espaços apertados, que não dão passagem ou permitem manobrar cadeiras, são outros exemplos corriqueiros, ilustrativos do que se vê todos os dias Brasil afora.

O que dizer, então, quando a capital federal sedia a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e participantes encontram tantos problemas pela frente que terminam por registrar ocorrência em delegacia de polícia? O vexame não pode se repetir. Brasília é Patrimônio da Humanidade, considerada a melhor cidade do país em qualidade de vida, desempenho econômico e desenvolvimento social, e candidata ao título de uma das sete mais belas do planeta. Tanta honra perderá o brilho caso não possa orgulhar-se também de ser inclusiva. E essa não é responsabilidade apenas do governo. A iniciativa privada está igualmente obrigada a corrigir deficiências — inclusive para atender as exigências legais.

Dar consequência às políticas públicas, sim, é dever do Estado. Portanto, a fiscalização cabe aos governantes nos três níveis da administração. Deles deve-se cobrar a igualdade de direitos garantida pela Constituição. Deles deve-se exigir o fim das barreiras ao ir e vir. Nesse sentido, antes mesmo de ser aberta, a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que termina hoje, começou a cumprir o papel de dar maior visibilidade aos problemas diários que vive no país uma população do tamanho da espanhola. É que parte de seus 980 delegados passou por apuros desde a chegada a Brasília. Alguns até tiveram de fazer peregrinações por hotéis, à procura de hospedagem apropriada. Nunca é demais lembrar: o Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas e, portanto, as Paraolimpíadas, em 2016. Que o vexame não se amplie.
Segundo o texto, qual é uma das raridades nas cidades brasileiras que afetam a acessibilidade dos deficientes visuais?
Alternativas
Q3074002 Português
MAIS RESPEITO AOS DEFICIENTES


Reconhecer direitos é mais do que obrigação; garanti-los em lei, uma primeira providência; colocá-los ao alcance de todos, sim, a única forma de limpar o nobre discurso politicamente correto da infestação demagógica. O Brasil muitas vezes se esmera em aprovar avançada legislação, mas peca por não as transformar em realidade. É o caso das proteções às pessoas com deficiência. Leis determinam que espaços públicos e privados, bem como equipamentos urbanísticos, sejam ajustados de modo a permitir a comunicação e a locomoção de cidadãos com problemas auditivos, locomotores e visuais. Contudo, nem a capital da República cuidou de afastar os obstáculos que infernizam a vida de 45,6 milhões de brasileiros, o equivalente a quase um quarto da população (23,91%).

O fato é que as dificuldades cotidianas dos deficientes se banalizaram no país. Nem se fala da falta de rampas (ou da exagerada inclinação com que costumam ser construídas), mas das calçadas esburacadas ou recheadas de obstáculos — quando existentes, pois, não raro, cadeirantes têm que se arriscar entre os carros ou percorrer solos não pavimentados. Guias para cegos são outra raridade. Nos cruzamentos de vias, semáforos quase nunca emitem sinais sonoros. No transporte público — por si, ineficiente —, a diferença de nível entre o chão e o piso dos veículos é obstáculo intransponível. Banheiros estreitos e espaços apertados, que não dão passagem ou permitem manobrar cadeiras, são outros exemplos corriqueiros, ilustrativos do que se vê todos os dias Brasil afora.

O que dizer, então, quando a capital federal sedia a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e participantes encontram tantos problemas pela frente que terminam por registrar ocorrência em delegacia de polícia? O vexame não pode se repetir. Brasília é Patrimônio da Humanidade, considerada a melhor cidade do país em qualidade de vida, desempenho econômico e desenvolvimento social, e candidata ao título de uma das sete mais belas do planeta. Tanta honra perderá o brilho caso não possa orgulhar-se também de ser inclusiva. E essa não é responsabilidade apenas do governo. A iniciativa privada está igualmente obrigada a corrigir deficiências — inclusive para atender as exigências legais.

Dar consequência às políticas públicas, sim, é dever do Estado. Portanto, a fiscalização cabe aos governantes nos três níveis da administração. Deles deve-se cobrar a igualdade de direitos garantida pela Constituição. Deles deve-se exigir o fim das barreiras ao ir e vir. Nesse sentido, antes mesmo de ser aberta, a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que termina hoje, começou a cumprir o papel de dar maior visibilidade aos problemas diários que vive no país uma população do tamanho da espanhola. É que parte de seus 980 delegados passou por apuros desde a chegada a Brasília. Alguns até tiveram de fazer peregrinações por hotéis, à procura de hospedagem apropriada. Nunca é demais lembrar: o Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas e, portanto, as Paraolimpíadas, em 2016. Que o vexame não se amplie.
O texto menciona que o Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas e Paraolimpíadas em 2016. O que se espera em relação à acessibilidade para esse evento?
Alternativas
Q3074001 Português
MAIS RESPEITO AOS DEFICIENTES


Reconhecer direitos é mais do que obrigação; garanti-los em lei, uma primeira providência; colocá-los ao alcance de todos, sim, a única forma de limpar o nobre discurso politicamente correto da infestação demagógica. O Brasil muitas vezes se esmera em aprovar avançada legislação, mas peca por não as transformar em realidade. É o caso das proteções às pessoas com deficiência. Leis determinam que espaços públicos e privados, bem como equipamentos urbanísticos, sejam ajustados de modo a permitir a comunicação e a locomoção de cidadãos com problemas auditivos, locomotores e visuais. Contudo, nem a capital da República cuidou de afastar os obstáculos que infernizam a vida de 45,6 milhões de brasileiros, o equivalente a quase um quarto da população (23,91%).

O fato é que as dificuldades cotidianas dos deficientes se banalizaram no país. Nem se fala da falta de rampas (ou da exagerada inclinação com que costumam ser construídas), mas das calçadas esburacadas ou recheadas de obstáculos — quando existentes, pois, não raro, cadeirantes têm que se arriscar entre os carros ou percorrer solos não pavimentados. Guias para cegos são outra raridade. Nos cruzamentos de vias, semáforos quase nunca emitem sinais sonoros. No transporte público — por si, ineficiente —, a diferença de nível entre o chão e o piso dos veículos é obstáculo intransponível. Banheiros estreitos e espaços apertados, que não dão passagem ou permitem manobrar cadeiras, são outros exemplos corriqueiros, ilustrativos do que se vê todos os dias Brasil afora.

O que dizer, então, quando a capital federal sedia a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e participantes encontram tantos problemas pela frente que terminam por registrar ocorrência em delegacia de polícia? O vexame não pode se repetir. Brasília é Patrimônio da Humanidade, considerada a melhor cidade do país em qualidade de vida, desempenho econômico e desenvolvimento social, e candidata ao título de uma das sete mais belas do planeta. Tanta honra perderá o brilho caso não possa orgulhar-se também de ser inclusiva. E essa não é responsabilidade apenas do governo. A iniciativa privada está igualmente obrigada a corrigir deficiências — inclusive para atender as exigências legais.

Dar consequência às políticas públicas, sim, é dever do Estado. Portanto, a fiscalização cabe aos governantes nos três níveis da administração. Deles deve-se cobrar a igualdade de direitos garantida pela Constituição. Deles deve-se exigir o fim das barreiras ao ir e vir. Nesse sentido, antes mesmo de ser aberta, a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que termina hoje, começou a cumprir o papel de dar maior visibilidade aos problemas diários que vive no país uma população do tamanho da espanhola. É que parte de seus 980 delegados passou por apuros desde a chegada a Brasília. Alguns até tiveram de fazer peregrinações por hotéis, à procura de hospedagem apropriada. Nunca é demais lembrar: o Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas e, portanto, as Paraolimpíadas, em 2016. Que o vexame não se amplie.
Qual foi a reação dos participantes da Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência ao encontrarem dificuldades em Brasília?
Alternativas
Q3074000 Português
MAIS RESPEITO AOS DEFICIENTES


Reconhecer direitos é mais do que obrigação; garanti-los em lei, uma primeira providência; colocá-los ao alcance de todos, sim, a única forma de limpar o nobre discurso politicamente correto da infestação demagógica. O Brasil muitas vezes se esmera em aprovar avançada legislação, mas peca por não as transformar em realidade. É o caso das proteções às pessoas com deficiência. Leis determinam que espaços públicos e privados, bem como equipamentos urbanísticos, sejam ajustados de modo a permitir a comunicação e a locomoção de cidadãos com problemas auditivos, locomotores e visuais. Contudo, nem a capital da República cuidou de afastar os obstáculos que infernizam a vida de 45,6 milhões de brasileiros, o equivalente a quase um quarto da população (23,91%).

O fato é que as dificuldades cotidianas dos deficientes se banalizaram no país. Nem se fala da falta de rampas (ou da exagerada inclinação com que costumam ser construídas), mas das calçadas esburacadas ou recheadas de obstáculos — quando existentes, pois, não raro, cadeirantes têm que se arriscar entre os carros ou percorrer solos não pavimentados. Guias para cegos são outra raridade. Nos cruzamentos de vias, semáforos quase nunca emitem sinais sonoros. No transporte público — por si, ineficiente —, a diferença de nível entre o chão e o piso dos veículos é obstáculo intransponível. Banheiros estreitos e espaços apertados, que não dão passagem ou permitem manobrar cadeiras, são outros exemplos corriqueiros, ilustrativos do que se vê todos os dias Brasil afora.

O que dizer, então, quando a capital federal sedia a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, organizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e participantes encontram tantos problemas pela frente que terminam por registrar ocorrência em delegacia de polícia? O vexame não pode se repetir. Brasília é Patrimônio da Humanidade, considerada a melhor cidade do país em qualidade de vida, desempenho econômico e desenvolvimento social, e candidata ao título de uma das sete mais belas do planeta. Tanta honra perderá o brilho caso não possa orgulhar-se também de ser inclusiva. E essa não é responsabilidade apenas do governo. A iniciativa privada está igualmente obrigada a corrigir deficiências — inclusive para atender as exigências legais.

Dar consequência às políticas públicas, sim, é dever do Estado. Portanto, a fiscalização cabe aos governantes nos três níveis da administração. Deles deve-se cobrar a igualdade de direitos garantida pela Constituição. Deles deve-se exigir o fim das barreiras ao ir e vir. Nesse sentido, antes mesmo de ser aberta, a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que termina hoje, começou a cumprir o papel de dar maior visibilidade aos problemas diários que vive no país uma população do tamanho da espanhola. É que parte de seus 980 delegados passou por apuros desde a chegada a Brasília. Alguns até tiveram de fazer peregrinações por hotéis, à procura de hospedagem apropriada. Nunca é demais lembrar: o Rio de Janeiro sediará as Olimpíadas e, portanto, as Paraolimpíadas, em 2016. Que o vexame não se amplie.
Qual é o principal problema abordado no texto em relação às pessoas com deficiência no Brasil?
Alternativas
Q3073880 Português
O menino que carregava água na peneira


Manoel de Barros.



Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.


A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos
irmãos.


A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.


O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.


A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.


Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.


Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.


No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.


O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as
palavras.
E começou a fazer peraltagens.


Foi capaz de modificar a tarde botando uma
chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.


A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.


Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus
despropósitos!




Disponível:https://prosped.com.br/arte/poema
-o-menino-que-carregava-agua-na-
-manoel-de-barros/acesso em: 01 de junho
de 2024.
Como a linguagem poética e os elementos simbólicos são habilmente entrelaçados no poema "O menino que carregava água na peneira" de Manoel de Barros? 
Alternativas
Q3073878 Português
O menino que carregava água na peneira


Manoel de Barros.



Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.


A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos
irmãos.


A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.


O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.


A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.


Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.


Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.


No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.


O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as
palavras.
E começou a fazer peraltagens.


Foi capaz de modificar a tarde botando uma
chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.


A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.


Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus
despropósitos!




Disponível:https://prosped.com.br/arte/poema
-o-menino-que-carregava-agua-na-
-manoel-de-barros/acesso em: 01 de junho
de 2024.
No que tange aos elementos que facilitam a compreensão do texto lido, quais dos seguintes aspectos são considerados corretos?
Alternativas
Q3073761 Português
Considere a crônica a seguir, escrita pelo jornalista brasileiro Paulo Mendes Campos e publicada originalmente na década de 1960, para responder à questão.

Brasil brasileiro

        Uma vez, numa recepção da nossa embaixada em Londres, uma dama inglesa, depois de ouvir a Aquarela do Brasil, estranhou ironicamente a associação dos termos “Brasil brasileiro”. A França é francesa, dizia, a Inglaterra é inglesa, o Afeganistão é afegane, sem que se precise dizer... Minha senhora, respondeu-lhe alguém, é que o Brasil é muito brasileiro, é o único país brasileiro do mundo, e só quem nos conheça bem será capaz de entender isto...
        Em fase de transição econômica há alguns anos, em fase de reforma desde a mudança do governo, às vezes penso que o Brasil corre o risco de se tornar pouco brasileiro em alguns sintomas essenciais da nossa maneira coletiva de ser. Nem sempre é fácil distinguir as virtudes e os defeitos tipicamente brasileiros, havendo possibilidade de muitos erros de conceituação.
        Dentro da relatividade histórica, Dom Pedro I foi muito brasileiro; Dom Pedro II, igualmente. Pois eu acho que o primeiro possuía vários defeitos essenciais ao caráter brasileiro, enquanto o segundo cultivava virtudes que podiam ser banidas da nossa formação, virtudes bastante monótonas ou bobocas. A impontualidade em si é um mal; no Brasil, entretanto, ela é necessária, uma defesa contra o clima e as melancolias do subdesenvolvimento. Deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é outro demérito que não se pode extinguir da alma nacional.
     Uma finta de Garrincha, uma cabeçada de Pelé, uma folha-seca de Didi são parábolas perfeitas de comportamento brasileiro diante dos problemas da existência. Eles maliciam, eles inventam, eles dão um jeitinho. Já cuspir no chão e insultar as formas elementares da higiene são também constantes brasileiras, mas devem ser combatidas furiosamente. Ter horror à pena de morte é um sentimentalismo brasileiro da mais fina intuição progressista; cultivar o entreguismo da saudade já me parece uma capitulação inútil.
        “Deixa isso pra lá” é uma simpática fórmula do perdão nacional; já “o rouba, mas faz” é uma ignorância vertiginosa. Valorizar em partes iguais a ação e o devaneio (dum lado o trabalho, do outro sombra e água fresca) é uma intuição brasileira que promete uma síntese do dinamismo do ocidente e a contemplação oriental.
        O andar da mulher brasileira, como o café, é uma das grandes riquezas pátrias. Mas o ostensivo e verboso donjuanismo brasileiro, sobretudo no exterior, é uma praga. Achar-se irresistível é uma das constantes mais antipáticas do homem verde e amarelo. O relato impudente de façanhas amorosas, a mitomania erótica, o desrespeito agressivo à dignidade da mulher, são desgraçadamente coisas muito brasileiras.

(“Brasil brasileiro”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
No quarto parágrafo, o autor faz uso de uma série de expressões ligadas ao vocabulário esportivo (relativas, nesse contexto, ao futebol). Marque a alternativa que NÃO indica uma delas. 
Alternativas
Q3073759 Português
Considere a crônica a seguir, escrita pelo jornalista brasileiro Paulo Mendes Campos e publicada originalmente na década de 1960, para responder à questão.

Brasil brasileiro

        Uma vez, numa recepção da nossa embaixada em Londres, uma dama inglesa, depois de ouvir a Aquarela do Brasil, estranhou ironicamente a associação dos termos “Brasil brasileiro”. A França é francesa, dizia, a Inglaterra é inglesa, o Afeganistão é afegane, sem que se precise dizer... Minha senhora, respondeu-lhe alguém, é que o Brasil é muito brasileiro, é o único país brasileiro do mundo, e só quem nos conheça bem será capaz de entender isto...
        Em fase de transição econômica há alguns anos, em fase de reforma desde a mudança do governo, às vezes penso que o Brasil corre o risco de se tornar pouco brasileiro em alguns sintomas essenciais da nossa maneira coletiva de ser. Nem sempre é fácil distinguir as virtudes e os defeitos tipicamente brasileiros, havendo possibilidade de muitos erros de conceituação.
        Dentro da relatividade histórica, Dom Pedro I foi muito brasileiro; Dom Pedro II, igualmente. Pois eu acho que o primeiro possuía vários defeitos essenciais ao caráter brasileiro, enquanto o segundo cultivava virtudes que podiam ser banidas da nossa formação, virtudes bastante monótonas ou bobocas. A impontualidade em si é um mal; no Brasil, entretanto, ela é necessária, uma defesa contra o clima e as melancolias do subdesenvolvimento. Deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é outro demérito que não se pode extinguir da alma nacional.
     Uma finta de Garrincha, uma cabeçada de Pelé, uma folha-seca de Didi são parábolas perfeitas de comportamento brasileiro diante dos problemas da existência. Eles maliciam, eles inventam, eles dão um jeitinho. Já cuspir no chão e insultar as formas elementares da higiene são também constantes brasileiras, mas devem ser combatidas furiosamente. Ter horror à pena de morte é um sentimentalismo brasileiro da mais fina intuição progressista; cultivar o entreguismo da saudade já me parece uma capitulação inútil.
        “Deixa isso pra lá” é uma simpática fórmula do perdão nacional; já “o rouba, mas faz” é uma ignorância vertiginosa. Valorizar em partes iguais a ação e o devaneio (dum lado o trabalho, do outro sombra e água fresca) é uma intuição brasileira que promete uma síntese do dinamismo do ocidente e a contemplação oriental.
        O andar da mulher brasileira, como o café, é uma das grandes riquezas pátrias. Mas o ostensivo e verboso donjuanismo brasileiro, sobretudo no exterior, é uma praga. Achar-se irresistível é uma das constantes mais antipáticas do homem verde e amarelo. O relato impudente de façanhas amorosas, a mitomania erótica, o desrespeito agressivo à dignidade da mulher, são desgraçadamente coisas muito brasileiras.

(“Brasil brasileiro”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
Ainda no terceiro parágrafo, o autor trata de uma suposta “impontualidade” brasileira. A respeito dessa “impontualidade”, pode-se afirmar que a avaliação do autor é essencialmente: 
Alternativas
Q3073758 Português
Considere a crônica a seguir, escrita pelo jornalista brasileiro Paulo Mendes Campos e publicada originalmente na década de 1960, para responder à questão.

Brasil brasileiro

        Uma vez, numa recepção da nossa embaixada em Londres, uma dama inglesa, depois de ouvir a Aquarela do Brasil, estranhou ironicamente a associação dos termos “Brasil brasileiro”. A França é francesa, dizia, a Inglaterra é inglesa, o Afeganistão é afegane, sem que se precise dizer... Minha senhora, respondeu-lhe alguém, é que o Brasil é muito brasileiro, é o único país brasileiro do mundo, e só quem nos conheça bem será capaz de entender isto...
        Em fase de transição econômica há alguns anos, em fase de reforma desde a mudança do governo, às vezes penso que o Brasil corre o risco de se tornar pouco brasileiro em alguns sintomas essenciais da nossa maneira coletiva de ser. Nem sempre é fácil distinguir as virtudes e os defeitos tipicamente brasileiros, havendo possibilidade de muitos erros de conceituação.
        Dentro da relatividade histórica, Dom Pedro I foi muito brasileiro; Dom Pedro II, igualmente. Pois eu acho que o primeiro possuía vários defeitos essenciais ao caráter brasileiro, enquanto o segundo cultivava virtudes que podiam ser banidas da nossa formação, virtudes bastante monótonas ou bobocas. A impontualidade em si é um mal; no Brasil, entretanto, ela é necessária, uma defesa contra o clima e as melancolias do subdesenvolvimento. Deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é outro demérito que não se pode extinguir da alma nacional.
     Uma finta de Garrincha, uma cabeçada de Pelé, uma folha-seca de Didi são parábolas perfeitas de comportamento brasileiro diante dos problemas da existência. Eles maliciam, eles inventam, eles dão um jeitinho. Já cuspir no chão e insultar as formas elementares da higiene são também constantes brasileiras, mas devem ser combatidas furiosamente. Ter horror à pena de morte é um sentimentalismo brasileiro da mais fina intuição progressista; cultivar o entreguismo da saudade já me parece uma capitulação inútil.
        “Deixa isso pra lá” é uma simpática fórmula do perdão nacional; já “o rouba, mas faz” é uma ignorância vertiginosa. Valorizar em partes iguais a ação e o devaneio (dum lado o trabalho, do outro sombra e água fresca) é uma intuição brasileira que promete uma síntese do dinamismo do ocidente e a contemplação oriental.
        O andar da mulher brasileira, como o café, é uma das grandes riquezas pátrias. Mas o ostensivo e verboso donjuanismo brasileiro, sobretudo no exterior, é uma praga. Achar-se irresistível é uma das constantes mais antipáticas do homem verde e amarelo. O relato impudente de façanhas amorosas, a mitomania erótica, o desrespeito agressivo à dignidade da mulher, são desgraçadamente coisas muito brasileiras.

(“Brasil brasileiro”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
No terceiro parágrafo do texto, o autor faz referência a duas célebres figuras da história brasileira: Dom Pedro I e Dom Pedro II. Sobre essas personalidades, pode-se afirmar que o autor do texto: 
Alternativas
Q3073753 Português
Considere a crônica a seguir, escrita pelo jornalista brasileiro Paulo Mendes Campos e publicada originalmente na década de 1960, para responder à questão.

Brasil brasileiro

        Uma vez, numa recepção da nossa embaixada em Londres, uma dama inglesa, depois de ouvir a Aquarela do Brasil, estranhou ironicamente a associação dos termos “Brasil brasileiro”. A França é francesa, dizia, a Inglaterra é inglesa, o Afeganistão é afegane, sem que se precise dizer... Minha senhora, respondeu-lhe alguém, é que o Brasil é muito brasileiro, é o único país brasileiro do mundo, e só quem nos conheça bem será capaz de entender isto...
        Em fase de transição econômica há alguns anos, em fase de reforma desde a mudança do governo, às vezes penso que o Brasil corre o risco de se tornar pouco brasileiro em alguns sintomas essenciais da nossa maneira coletiva de ser. Nem sempre é fácil distinguir as virtudes e os defeitos tipicamente brasileiros, havendo possibilidade de muitos erros de conceituação.
        Dentro da relatividade histórica, Dom Pedro I foi muito brasileiro; Dom Pedro II, igualmente. Pois eu acho que o primeiro possuía vários defeitos essenciais ao caráter brasileiro, enquanto o segundo cultivava virtudes que podiam ser banidas da nossa formação, virtudes bastante monótonas ou bobocas. A impontualidade em si é um mal; no Brasil, entretanto, ela é necessária, uma defesa contra o clima e as melancolias do subdesenvolvimento. Deixar para amanhã o que se pode fazer hoje é outro demérito que não se pode extinguir da alma nacional.
     Uma finta de Garrincha, uma cabeçada de Pelé, uma folha-seca de Didi são parábolas perfeitas de comportamento brasileiro diante dos problemas da existência. Eles maliciam, eles inventam, eles dão um jeitinho. Já cuspir no chão e insultar as formas elementares da higiene são também constantes brasileiras, mas devem ser combatidas furiosamente. Ter horror à pena de morte é um sentimentalismo brasileiro da mais fina intuição progressista; cultivar o entreguismo da saudade já me parece uma capitulação inútil.
        “Deixa isso pra lá” é uma simpática fórmula do perdão nacional; já “o rouba, mas faz” é uma ignorância vertiginosa. Valorizar em partes iguais a ação e o devaneio (dum lado o trabalho, do outro sombra e água fresca) é uma intuição brasileira que promete uma síntese do dinamismo do ocidente e a contemplação oriental.
        O andar da mulher brasileira, como o café, é uma das grandes riquezas pátrias. Mas o ostensivo e verboso donjuanismo brasileiro, sobretudo no exterior, é uma praga. Achar-se irresistível é uma das constantes mais antipáticas do homem verde e amarelo. O relato impudente de façanhas amorosas, a mitomania erótica, o desrespeito agressivo à dignidade da mulher, são desgraçadamente coisas muito brasileiras.

(“Brasil brasileiro”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
Ao longo de sua crônica, o autor faz algumas considerações a respeito da situação do Brasil no momento em que escrevia o texto. Marque a alternativa que NÃO contempla uma dessas considerações. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Gama Consult Órgão: Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG Provas: Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Assistente Social | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Enfermeiro | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Engenheiro Civil | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Farmacêutico Bioquímico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Farmacêutico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Fisioterapeuta | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Fonoaudiólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Médico Cardiologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Médico Clínico Geral | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Médico Ginecologista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Médico Pediatra | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Médico Veterinário | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Monitor Especial Escolar | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Museólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Nutricionista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Psicólogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Psicomotricista | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Psicopedagogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Neuropsicopedagogo | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Supervisor Pedagógico | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Terapeuta Ocupacional | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB I | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB II - Artes | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB II - Informática | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB II - Inglês | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB II - Matemática | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Professor de Educação Básica - PEB II - Educação Física | Gama Consult - 2024 - Prefeitura de Conceição dos Ouros - MG - Técnico Desportivo e Recreativo |
Q3073713 Português
Leia o texto e assinale a alternativa correta.
Pensamentos de um aniversariante
Mais um dia terminou, mais um ano completei e o que aprendi nesse quase meio século é que tudo tem um fim. O dia tem fim, o ano escolar tem fim, o namoro tem fim para que evolua e se torne um noivado que também tem fim e evolui para o casamento... O que eu fiz de novo nesse último ano? Quais foram meus acertos? Erros?
O que farei a partir deste novo ciclo? A cada dia que passa estou mais perto da velhice e se eu chegar aos noventa anos... só me restam um pouco mais de quarenta! Desesperar? Não. Vou amar, cuidar, viajar, cuidar de mim e de quem eu amo. Afinal, a vida é única! E cabe a mim torná-la melhor a cada dia.
Alternativas
Q3073650 Português
O Papel das Políticas Públicas na Redução das
Desigualdades Sociais

As desigualdades sociais são um desafio persistente em muitas sociedades modernas, influenciando a qualidade de vida e o bem-estar das populações de forma significativa. Nesse contexto, as políticas públicas desempenham um papel crucial na tentativa de mitigar essas disparidades e promover uma maior equidade social. Entretanto, a eficácia dessas políticas varia amplamente dependendo de como são formuladas e implementadas. 

Primeiramente, é essencial reconhecer que as políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais podem ter múltiplas formas e objetivos. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família no Brasil, são exemplos de iniciativas que visam proporcionar um alívio imediato às famílias em situação de vulnerabilidade. Tais programas têm como objetivo garantir um mínimo de dignidade e atender necessidades básicas, como alimentação e saúde. No entanto, sua eficácia a longo prazo pode ser limitada se não forem acompanhados de medidas estruturais que promovam o acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Além disso, a qualidade das políticas públicas está frequentemente atrelada à capacidade do Estado em realizar uma adequada alocação de recursos. Investimentos em educação e saúde são fundamentais para proporcionar igualdade de oportunidades e melhorar a mobilidade social. Entretanto, a falta de recursos e a má gestão podem comprometer esses esforços, perpetuando as desigualdades em vez de mitigá-las. 

Outro aspecto relevante é a participação social no processo de formulação das políticas públicas. A inclusão de diversas vozes e perspectivas na construção de políticas é crucial para garantir que as necessidades de diferentes grupos sociais sejam atendidas de maneira justa e eficaz. A participação cidadã pode contribuir para a criação de políticas mais representativas e adaptadas às realidades locais, aumentando a probabilidade de sucesso na redução das desigualdades. 

No entanto, é importante observar que, mesmo com boas intenções e políticas bem elaboradas, a implementação dessas medidas enfrenta desafios significativos. A corrupção, a burocracia e a resistência de grupos políticos e econômicos podem minar os esforços para promover a equidade social. Portanto, para que as políticas públicas sejam eficazes, é necessário um compromisso contínuo com a transparência, a responsabilidade e a avaliação constante de seus impactos.

Além disso, a redução das desigualdades sociais requer um esforço conjunto de diferentes setores da sociedade. Governos, empresas e organizações não governamentais devem colaborar para criar soluções integradas que abordem as causas estruturais das desigualdades. Somente através de uma abordagem multifacetada será possível alcançar uma redução significativa nas disparidades sociais e promover uma sociedade mais justa e equitativa.

Em síntese, as políticas públicas desempenham um papel vital na tentativa de reduzir as desigualdades sociais, mas sua eficácia depende da qualidade da formulação, da implementação adequada e da capacidade de adaptação às necessidades reais da população. É fundamental que os esforços sejam contínuos e colaborativos, envolvendo a participação ativa da sociedade para garantir que as medidas adotadas resultem em melhorias reais e duradouras na vida das pessoas. 


De acordo com o texto, qual é um fator crucial para que as políticas públicas sejam bem-sucedidas na redução das desigualdades sociais?
Alternativas
Q3073649 Português
O Papel das Políticas Públicas na Redução das
Desigualdades Sociais

As desigualdades sociais são um desafio persistente em muitas sociedades modernas, influenciando a qualidade de vida e o bem-estar das populações de forma significativa. Nesse contexto, as políticas públicas desempenham um papel crucial na tentativa de mitigar essas disparidades e promover uma maior equidade social. Entretanto, a eficácia dessas políticas varia amplamente dependendo de como são formuladas e implementadas. 

Primeiramente, é essencial reconhecer que as políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais podem ter múltiplas formas e objetivos. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família no Brasil, são exemplos de iniciativas que visam proporcionar um alívio imediato às famílias em situação de vulnerabilidade. Tais programas têm como objetivo garantir um mínimo de dignidade e atender necessidades básicas, como alimentação e saúde. No entanto, sua eficácia a longo prazo pode ser limitada se não forem acompanhados de medidas estruturais que promovam o acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Além disso, a qualidade das políticas públicas está frequentemente atrelada à capacidade do Estado em realizar uma adequada alocação de recursos. Investimentos em educação e saúde são fundamentais para proporcionar igualdade de oportunidades e melhorar a mobilidade social. Entretanto, a falta de recursos e a má gestão podem comprometer esses esforços, perpetuando as desigualdades em vez de mitigá-las. 

Outro aspecto relevante é a participação social no processo de formulação das políticas públicas. A inclusão de diversas vozes e perspectivas na construção de políticas é crucial para garantir que as necessidades de diferentes grupos sociais sejam atendidas de maneira justa e eficaz. A participação cidadã pode contribuir para a criação de políticas mais representativas e adaptadas às realidades locais, aumentando a probabilidade de sucesso na redução das desigualdades. 

No entanto, é importante observar que, mesmo com boas intenções e políticas bem elaboradas, a implementação dessas medidas enfrenta desafios significativos. A corrupção, a burocracia e a resistência de grupos políticos e econômicos podem minar os esforços para promover a equidade social. Portanto, para que as políticas públicas sejam eficazes, é necessário um compromisso contínuo com a transparência, a responsabilidade e a avaliação constante de seus impactos.

Além disso, a redução das desigualdades sociais requer um esforço conjunto de diferentes setores da sociedade. Governos, empresas e organizações não governamentais devem colaborar para criar soluções integradas que abordem as causas estruturais das desigualdades. Somente através de uma abordagem multifacetada será possível alcançar uma redução significativa nas disparidades sociais e promover uma sociedade mais justa e equitativa.

Em síntese, as políticas públicas desempenham um papel vital na tentativa de reduzir as desigualdades sociais, mas sua eficácia depende da qualidade da formulação, da implementação adequada e da capacidade de adaptação às necessidades reais da população. É fundamental que os esforços sejam contínuos e colaborativos, envolvendo a participação ativa da sociedade para garantir que as medidas adotadas resultem em melhorias reais e duradouras na vida das pessoas. 


O que pode comprometer a eficácia das políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais, segundo o texto? 
Alternativas
Q3073648 Português
O Papel das Políticas Públicas na Redução das
Desigualdades Sociais

As desigualdades sociais são um desafio persistente em muitas sociedades modernas, influenciando a qualidade de vida e o bem-estar das populações de forma significativa. Nesse contexto, as políticas públicas desempenham um papel crucial na tentativa de mitigar essas disparidades e promover uma maior equidade social. Entretanto, a eficácia dessas políticas varia amplamente dependendo de como são formuladas e implementadas. 

Primeiramente, é essencial reconhecer que as políticas públicas voltadas para a redução das desigualdades sociais podem ter múltiplas formas e objetivos. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família no Brasil, são exemplos de iniciativas que visam proporcionar um alívio imediato às famílias em situação de vulnerabilidade. Tais programas têm como objetivo garantir um mínimo de dignidade e atender necessidades básicas, como alimentação e saúde. No entanto, sua eficácia a longo prazo pode ser limitada se não forem acompanhados de medidas estruturais que promovam o acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Além disso, a qualidade das políticas públicas está frequentemente atrelada à capacidade do Estado em realizar uma adequada alocação de recursos. Investimentos em educação e saúde são fundamentais para proporcionar igualdade de oportunidades e melhorar a mobilidade social. Entretanto, a falta de recursos e a má gestão podem comprometer esses esforços, perpetuando as desigualdades em vez de mitigá-las. 

Outro aspecto relevante é a participação social no processo de formulação das políticas públicas. A inclusão de diversas vozes e perspectivas na construção de políticas é crucial para garantir que as necessidades de diferentes grupos sociais sejam atendidas de maneira justa e eficaz. A participação cidadã pode contribuir para a criação de políticas mais representativas e adaptadas às realidades locais, aumentando a probabilidade de sucesso na redução das desigualdades. 

No entanto, é importante observar que, mesmo com boas intenções e políticas bem elaboradas, a implementação dessas medidas enfrenta desafios significativos. A corrupção, a burocracia e a resistência de grupos políticos e econômicos podem minar os esforços para promover a equidade social. Portanto, para que as políticas públicas sejam eficazes, é necessário um compromisso contínuo com a transparência, a responsabilidade e a avaliação constante de seus impactos.

Além disso, a redução das desigualdades sociais requer um esforço conjunto de diferentes setores da sociedade. Governos, empresas e organizações não governamentais devem colaborar para criar soluções integradas que abordem as causas estruturais das desigualdades. Somente através de uma abordagem multifacetada será possível alcançar uma redução significativa nas disparidades sociais e promover uma sociedade mais justa e equitativa.

Em síntese, as políticas públicas desempenham um papel vital na tentativa de reduzir as desigualdades sociais, mas sua eficácia depende da qualidade da formulação, da implementação adequada e da capacidade de adaptação às necessidades reais da população. É fundamental que os esforços sejam contínuos e colaborativos, envolvendo a participação ativa da sociedade para garantir que as medidas adotadas resultem em melhorias reais e duradouras na vida das pessoas. 


Qual é um dos principais objetivos dos programas de transferência de renda mencionados no texto?  
Alternativas
Q3073647 Português

O Impacto das Novas Tecnologias no Mercado de

Trabalho


A ascensão das novas tecnologias tem transformado profundamente o mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e oportunidades que merecem uma análise detalhada. O avanço das tecnologias digitais, inteligência artificial (IA) e automação tem remodelado a maneira como trabalhamos, alterando as dinâmicas de emprego e exigindo uma adaptação tanto das empresas quanto dos trabalhadores. 


Primeiramente, as novas tecnologias têm contribuído para a automação de tarefas repetitivas e manuais, permitindo que as empresas aumentem sua eficiência e reduzam custos operacionais. Robôs industriais e sistemas automatizados têm substituído trabalhos que anteriormente eram executados por humanos, principalmente em setores como manufatura e logística. Esse fenômeno levanta questões sobre o futuro do emprego, uma vez que muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas. 


Por outro lado, a automação e a digitalização também têm gerado novas oportunidades de emprego em áreas emergentes. Profissões relacionadas à tecnologia da informação, desenvolvimento de software e análise de dados estão em alta demanda. A necessidade de habilidades técnicas específicas está crescendo, o que implica uma mudança significativa no perfil dos trabalhadores e a importância da educação e treinamento contínuos. 


Além disso, o avanço da inteligência artificial tem implicações diretas na tomada de decisões empresariais. Algoritmos de IA são utilizados para analisar grandes volumes de dados e fornecer insights que auxiliam na formulação de estratégias empresariais. Essa transformação pode levar a uma maior precisão nas decisões, mas também levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança dos dados. 


A adaptação às novas tecnologias não é uniforme entre todos os setores da economia. Enquanto áreas como a tecnologia e a saúde se beneficiam enormemente dos avanços tecnológicos, setores mais tradicionais enfrentam desafios significativos. O ritmo acelerado das mudanças tecnológicas pode criar uma disparidade entre setores que conseguem se adaptar rapidamente e aqueles que não têm a mesma capacidade de inovação. 


Outro aspecto relevante é a questão da desigualdade no mercado de trabalho. A velocidade das mudanças tecnológicas pode acirrar a competição por empregos entre aqueles que possuem habilidades técnicas avançadas e aqueles que não têm acesso a educação ou treinamento adequado. Isso pode levar a uma polarização crescente entre empregos altamente qualificados e posições menos qualificadas.


As novas tecnologias também impactam a natureza do trabalho, com o aumento do trabalho remoto e a flexibilidade nas formas de trabalho. Plataformas digitais permitem que os trabalhadores realizem suas tarefas de qualquer lugar, proporcionando maior autonomia, mas também impondo desafios relacionados ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e à gestão do tempo.


Em suma, o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é multifacetado, envolvendo tanto oportunidades quanto desafios. Compreender essas dinâmicas é fundamental para que trabalhadores, empresas e governos possam tomar decisões informadas e se adaptar às transformações em curso. 





Qual é um dos riscos mencionados no texto sobre a desigualdade no mercado de trabalho causado pelas novas tecnologias? 
Alternativas
Q3073646 Português

O Impacto das Novas Tecnologias no Mercado de

Trabalho


A ascensão das novas tecnologias tem transformado profundamente o mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e oportunidades que merecem uma análise detalhada. O avanço das tecnologias digitais, inteligência artificial (IA) e automação tem remodelado a maneira como trabalhamos, alterando as dinâmicas de emprego e exigindo uma adaptação tanto das empresas quanto dos trabalhadores. 


Primeiramente, as novas tecnologias têm contribuído para a automação de tarefas repetitivas e manuais, permitindo que as empresas aumentem sua eficiência e reduzam custos operacionais. Robôs industriais e sistemas automatizados têm substituído trabalhos que anteriormente eram executados por humanos, principalmente em setores como manufatura e logística. Esse fenômeno levanta questões sobre o futuro do emprego, uma vez que muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas. 


Por outro lado, a automação e a digitalização também têm gerado novas oportunidades de emprego em áreas emergentes. Profissões relacionadas à tecnologia da informação, desenvolvimento de software e análise de dados estão em alta demanda. A necessidade de habilidades técnicas específicas está crescendo, o que implica uma mudança significativa no perfil dos trabalhadores e a importância da educação e treinamento contínuos. 


Além disso, o avanço da inteligência artificial tem implicações diretas na tomada de decisões empresariais. Algoritmos de IA são utilizados para analisar grandes volumes de dados e fornecer insights que auxiliam na formulação de estratégias empresariais. Essa transformação pode levar a uma maior precisão nas decisões, mas também levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança dos dados. 


A adaptação às novas tecnologias não é uniforme entre todos os setores da economia. Enquanto áreas como a tecnologia e a saúde se beneficiam enormemente dos avanços tecnológicos, setores mais tradicionais enfrentam desafios significativos. O ritmo acelerado das mudanças tecnológicas pode criar uma disparidade entre setores que conseguem se adaptar rapidamente e aqueles que não têm a mesma capacidade de inovação. 


Outro aspecto relevante é a questão da desigualdade no mercado de trabalho. A velocidade das mudanças tecnológicas pode acirrar a competição por empregos entre aqueles que possuem habilidades técnicas avançadas e aqueles que não têm acesso a educação ou treinamento adequado. Isso pode levar a uma polarização crescente entre empregos altamente qualificados e posições menos qualificadas.


As novas tecnologias também impactam a natureza do trabalho, com o aumento do trabalho remoto e a flexibilidade nas formas de trabalho. Plataformas digitais permitem que os trabalhadores realizem suas tarefas de qualquer lugar, proporcionando maior autonomia, mas também impondo desafios relacionados ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e à gestão do tempo.


Em suma, o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é multifacetado, envolvendo tanto oportunidades quanto desafios. Compreender essas dinâmicas é fundamental para que trabalhadores, empresas e governos possam tomar decisões informadas e se adaptar às transformações em curso. 





Como o texto descreve o impacto da inteligência artificial nas decisões empresariais? 
Alternativas
Q3073645 Português

O Impacto das Novas Tecnologias no Mercado de

Trabalho


A ascensão das novas tecnologias tem transformado profundamente o mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e oportunidades que merecem uma análise detalhada. O avanço das tecnologias digitais, inteligência artificial (IA) e automação tem remodelado a maneira como trabalhamos, alterando as dinâmicas de emprego e exigindo uma adaptação tanto das empresas quanto dos trabalhadores. 


Primeiramente, as novas tecnologias têm contribuído para a automação de tarefas repetitivas e manuais, permitindo que as empresas aumentem sua eficiência e reduzam custos operacionais. Robôs industriais e sistemas automatizados têm substituído trabalhos que anteriormente eram executados por humanos, principalmente em setores como manufatura e logística. Esse fenômeno levanta questões sobre o futuro do emprego, uma vez que muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas. 


Por outro lado, a automação e a digitalização também têm gerado novas oportunidades de emprego em áreas emergentes. Profissões relacionadas à tecnologia da informação, desenvolvimento de software e análise de dados estão em alta demanda. A necessidade de habilidades técnicas específicas está crescendo, o que implica uma mudança significativa no perfil dos trabalhadores e a importância da educação e treinamento contínuos. 


Além disso, o avanço da inteligência artificial tem implicações diretas na tomada de decisões empresariais. Algoritmos de IA são utilizados para analisar grandes volumes de dados e fornecer insights que auxiliam na formulação de estratégias empresariais. Essa transformação pode levar a uma maior precisão nas decisões, mas também levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança dos dados. 


A adaptação às novas tecnologias não é uniforme entre todos os setores da economia. Enquanto áreas como a tecnologia e a saúde se beneficiam enormemente dos avanços tecnológicos, setores mais tradicionais enfrentam desafios significativos. O ritmo acelerado das mudanças tecnológicas pode criar uma disparidade entre setores que conseguem se adaptar rapidamente e aqueles que não têm a mesma capacidade de inovação. 


Outro aspecto relevante é a questão da desigualdade no mercado de trabalho. A velocidade das mudanças tecnológicas pode acirrar a competição por empregos entre aqueles que possuem habilidades técnicas avançadas e aqueles que não têm acesso a educação ou treinamento adequado. Isso pode levar a uma polarização crescente entre empregos altamente qualificados e posições menos qualificadas.


As novas tecnologias também impactam a natureza do trabalho, com o aumento do trabalho remoto e a flexibilidade nas formas de trabalho. Plataformas digitais permitem que os trabalhadores realizem suas tarefas de qualquer lugar, proporcionando maior autonomia, mas também impondo desafios relacionados ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e à gestão do tempo.


Em suma, o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é multifacetado, envolvendo tanto oportunidades quanto desafios. Compreender essas dinâmicas é fundamental para que trabalhadores, empresas e governos possam tomar decisões informadas e se adaptar às transformações em curso. 





Qual é um dos desafios mencionados no texto relacionado à adaptação às novas tecnologias? 
Alternativas
Q3073644 Português

O Impacto das Novas Tecnologias no Mercado de

Trabalho


A ascensão das novas tecnologias tem transformado profundamente o mercado de trabalho, trazendo consigo uma série de desafios e oportunidades que merecem uma análise detalhada. O avanço das tecnologias digitais, inteligência artificial (IA) e automação tem remodelado a maneira como trabalhamos, alterando as dinâmicas de emprego e exigindo uma adaptação tanto das empresas quanto dos trabalhadores. 


Primeiramente, as novas tecnologias têm contribuído para a automação de tarefas repetitivas e manuais, permitindo que as empresas aumentem sua eficiência e reduzam custos operacionais. Robôs industriais e sistemas automatizados têm substituído trabalhos que anteriormente eram executados por humanos, principalmente em setores como manufatura e logística. Esse fenômeno levanta questões sobre o futuro do emprego, uma vez que muitas funções tradicionais estão sendo eliminadas. 


Por outro lado, a automação e a digitalização também têm gerado novas oportunidades de emprego em áreas emergentes. Profissões relacionadas à tecnologia da informação, desenvolvimento de software e análise de dados estão em alta demanda. A necessidade de habilidades técnicas específicas está crescendo, o que implica uma mudança significativa no perfil dos trabalhadores e a importância da educação e treinamento contínuos. 


Além disso, o avanço da inteligência artificial tem implicações diretas na tomada de decisões empresariais. Algoritmos de IA são utilizados para analisar grandes volumes de dados e fornecer insights que auxiliam na formulação de estratégias empresariais. Essa transformação pode levar a uma maior precisão nas decisões, mas também levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança dos dados. 


A adaptação às novas tecnologias não é uniforme entre todos os setores da economia. Enquanto áreas como a tecnologia e a saúde se beneficiam enormemente dos avanços tecnológicos, setores mais tradicionais enfrentam desafios significativos. O ritmo acelerado das mudanças tecnológicas pode criar uma disparidade entre setores que conseguem se adaptar rapidamente e aqueles que não têm a mesma capacidade de inovação. 


Outro aspecto relevante é a questão da desigualdade no mercado de trabalho. A velocidade das mudanças tecnológicas pode acirrar a competição por empregos entre aqueles que possuem habilidades técnicas avançadas e aqueles que não têm acesso a educação ou treinamento adequado. Isso pode levar a uma polarização crescente entre empregos altamente qualificados e posições menos qualificadas.


As novas tecnologias também impactam a natureza do trabalho, com o aumento do trabalho remoto e a flexibilidade nas formas de trabalho. Plataformas digitais permitem que os trabalhadores realizem suas tarefas de qualquer lugar, proporcionando maior autonomia, mas também impondo desafios relacionados ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal e à gestão do tempo.


Em suma, o impacto das novas tecnologias no mercado de trabalho é multifacetado, envolvendo tanto oportunidades quanto desafios. Compreender essas dinâmicas é fundamental para que trabalhadores, empresas e governos possam tomar decisões informadas e se adaptar às transformações em curso. 





Segundo o texto, como as novas tecnologias afetam o perfil dos trabalhadores? 
Alternativas
Respostas
4021: C
4022: C
4023: B
4024: C
4025: B
4026: C
4027: B
4028: C
4029: D
4030: C
4031: B
4032: A
4033: C
4034: D
4035: D
4036: A
4037: B
4038: C
4039: C
4040: B