Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 38.929 questões

Q2257103 Português

TEXTO 3


        Durante muito tempo acreditou-se que, removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque a instrução, o saber e a técnica levariam necessariamente à felicidade coletiva. No entanto, mesmo onde estes obstáculos foram removidos, a barbárie continuou impávida entre os homens.


        Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, para a busca, não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça, em correlação com cada momento da história.


        Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra, mais otimista: nós sabemos que hoje existem os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Se as possibilidades existem, a luta ganha maior cabimento e se torna mais esperançosa, apesar de tudo o que o nosso tempo apresenta de negativo. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade, empenhando-se em fazer coincidir uma com a outra. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e no entanto não se empenhar nela.

De acordo com o autor, o movimento pelos direitos humanos
Alternativas
Q2257087 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

Considerado o contexto, o sentido de uma expressão do texto NÃO pode ser traduzido em: 
Alternativas
Q2257086 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

O autor cita versos de Carlos Drummond de Andrade para
Alternativas
Q2257085 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

No segundo parágrafo do texto, o autor
Alternativas
Q2257084 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

De acordo com o primeiro parágrafo do texto,
Alternativas
Q2257073 Português

TEXTO 1


        0 fato de as pessoas não combaterem ativamente um regime político que as oprime talvez não signifique que tenham absorvido mansamente seus valores governantes. Pode ser que, após um árduo dia de trabalho, estejam exaustas demais e não tenham energia de sobra para envolver-se em atividades políticas, ou que sejam tão fatalistas ou apáticas que não percebam o sentido de suas atividades. Talvez tenham medo das conseqüências de opor-se ao regime; ou pode ser que desperdicem muito tempo preocupando-se com seus trabalhos, hipotecas e restituições de imposto de renda para pensar sobre isso. As classes dominantes têm a sua disposição inúmeras dessas técnicas de controle social “negativo", que são bastante mais prosaicas e materiais do que convencer seus sujeitos de que pertencem a uma raça superior ou exortá-los a identificar-se com o destino da nação.


        Nas sociedades capitalistas avançadas, os meios de comunicação freqüentemente são considerados um possante veículo através do qual a ideologia dominante é disseminada; mas essa suposição não deve permanecer irrefutada. É verdade que boa parte da classe trabalhadora britânica lê os jornais do partido conservador, da ala direita; mas pesquisas indicam que um grande número desses leitores é indiferente ou ativamente hostil à política desses periódicos. Muitas pessoas passam a maior parte de suas horas de lazer vendo televisão: mas se ver televisão de fato beneficia a classe governante, não é porque ela contribui para transmitir a ideologia dessa classe a um bando de gente dócil. 0 fato politicamente importante acerca da televisão é, provavelmente, o ato de assistir a ela, mais do que o seu conteúdo ideológico.

Quanto ao texto:
Alternativas
Q2257072 Português

TEXTO 1


        0 fato de as pessoas não combaterem ativamente um regime político que as oprime talvez não signifique que tenham absorvido mansamente seus valores governantes. Pode ser que, após um árduo dia de trabalho, estejam exaustas demais e não tenham energia de sobra para envolver-se em atividades políticas, ou que sejam tão fatalistas ou apáticas que não percebam o sentido de suas atividades. Talvez tenham medo das conseqüências de opor-se ao regime; ou pode ser que desperdicem muito tempo preocupando-se com seus trabalhos, hipotecas e restituições de imposto de renda para pensar sobre isso. As classes dominantes têm a sua disposição inúmeras dessas técnicas de controle social “negativo", que são bastante mais prosaicas e materiais do que convencer seus sujeitos de que pertencem a uma raça superior ou exortá-los a identificar-se com o destino da nação.


        Nas sociedades capitalistas avançadas, os meios de comunicação freqüentemente são considerados um possante veículo através do qual a ideologia dominante é disseminada; mas essa suposição não deve permanecer irrefutada. É verdade que boa parte da classe trabalhadora britânica lê os jornais do partido conservador, da ala direita; mas pesquisas indicam que um grande número desses leitores é indiferente ou ativamente hostil à política desses periódicos. Muitas pessoas passam a maior parte de suas horas de lazer vendo televisão: mas se ver televisão de fato beneficia a classe governante, não é porque ela contribui para transmitir a ideologia dessa classe a um bando de gente dócil. 0 fato politicamente importante acerca da televisão é, provavelmente, o ato de assistir a ela, mais do que o seu conteúdo ideológico.

A respeito do texto NÃO se pode afirmar: 
Alternativas
Ano: 2000 Banca: CFC Órgão: CFC Prova: CFC - 2000 - CFC - Técnico de Contabilidade |
Q1295163 Português
A remuneração paga aos sócios de empresa, ou ao titular de firma individual, denomina-se:
Alternativas
Q456079 Português
Texto LP-II

     A Revolução Industrial provocou a dissociação entre dois pensamentos: o  científico e tecnológico e o humanista. A partir do século XIX, a liberdade do  homem começa a ser identificada com a eficiência em dominar e transformar a  natureza em bens e serviços. O conceito de liberdade começa a ser sinônimo de  consumo. Perde importância a prática das artes e consolidam-se a ciência e a  tecnologia. Relega-se a preocupação ética. A procura da liberdade social se faz  sem considerar-se sua distribuição. A militância política passa a ser tolerada, mas  como opção pessoal de cada um.
      Essa ruptura teve o importante papel de contribuir para a revolução do  conhecimento científico e tecnológico. A sociedade humana se transformou, com a  eficiência técnica e a conseqüente redução do tempo social necessário à  produção dos bens de sobrevivência.
     O privilégio da eficiência na dominação da natureza gerou, contudo, as  distorções hoje conhecidas: em vez de usar o tempo livre para a prática da  liberdade, o homem reorganizou seu projeto e refez seu objetivo no sentido de  ampliar o consumo. O avanço técnico e científico, de instrumento da liberdade,
adquiriu autonomia e passou a determinar uma estrutura social opressiva,  que servisse ao avanço técnico e científico. A liberdade identificou-se com a idéia  de consumo. Os meios de produção, que surgiram no avanço técnico, visam  ampliar o nível dos meios de produção.
     Graças a essa especialização e priorização, foi possível obter-se o elevado  nível do potencial-de-liberdade que o final do século XX oferece à humanidade. O  sistema capitalista permitiu que o homem atingisse as vésperas da liberdade em  relação ao trabalho alienado, às doenças e à escassez. Mas não consegue  permitir que o potencial criado pela ciência e tecnologia seja usado com a  eficiência desejada. 
 
               (Cristovam Buarque, Na fronteira do futuro. Brasília: EDUnB, 1989, p. 13; com adaptações)

Julgue o  item  abaixo, relativo  às idéias do texto LP-II.
Depreende-se do primeiro parágrafo que a ética foi abolida a partir do século XIX.
Alternativas
Respostas
17515: D
17516: B
17517: C
17518: A
17519: B
17520: C
17521: A
17522: C
17523: E