Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3398147 Português
Leia o texto a seguir:


Deixar de seguir alguns perfis nas redes sociais pode ajudar a reduzir a ansiedade


Fazer uma limpeza na lista de quem seguimos pode diminuir sentimento de frustração e comparação


Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. A cada minuto são vídeos e fotos de viagens, carros caros, sucesso no trabalho, na vida fitness e no amor.


Comparar a vida e as conquistas com a dos outros pode levar a baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social. É o que diz a psicóloga Vanessa Gebrim, pós-graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Era o que sentia a estudante de cinema Hadassa Maciel, 22, que decidiu eliminar quem não a influenciava de forma positiva por causa de sua ansiedade. Ela diz que seu quadro piorou muito durante a pandemia. "Quando eu olhava as redes sociais, tanto o Instagram quanto o TikTok, e via as pessoas que faziam parecer ter uma vida perfeita, todo mundo magro, que vai para a academia todos os dias, que tem uma dieta saudável e pele perfeita, eu ficava muito mexida."


Um estudo de 2017 da Royal Society for Public Health chamada #StatusofMind — algo como status da mente —, examinou os efeitos positivos e os negativos das redes sociais na saúde dos jovens. A pesquisa mostrou que o YouTube é a plataforma que tem o melhor impacto e o Instagram é a mais prejudicial para a saúde mental. Naquela época, o TikTok ainda não era uma febre como hoje, o que poderia tornar os resultados diferentes. "Eu cheguei a desinstalar o TikTok e o Instagram porque eu me cobrava muito", afirma Hadassa.


Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. "Isso é algo bem improvável de ocorrer o tempo todo e acaba afetando muito as pessoas. O ideal é parar de seguir o que te faz mal e ficar somente com aquilo que te faz bem", diz.


Hadassa conta que se sentia mal ao ver aquelas pessoas terem uma vida aparentemente perfeita. "Hoje em dia eu tenho discernimento e sei que não é uma vida perfeita, mas mexe muito com a cabeça da gente", diz. "Eu gosto de seguir pessoas normais, que mostram que a vida não é tudo isso."


A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas. Ela afirma que trocar o que é tóxico por emoções e comportamentos positivos contribui para a saúde mental.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/01/deixar-de-seguir-algunsperfis-nas-redes-sociais-pode-ajudar-a-reduzir-a-ansiedade.shtml. Acesso em: 09 jan. 2024. 
A partir da leitura do texto, conclui-se que:
Alternativas
Q3395382 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes



Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering. Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.


Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doencas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024. 

A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Os estudos realizados com pessoas, ainda que em fase inicial, demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla.
(__) A vacina descrita no estudo atua de modo a criar uma tolerância imunológica específica, marcando proteínas que não devem ser atacadas pelo sistema imunológico.
(__) Uma das principais vantagens da vacina inversa, no que diz respeito às doenças autoimunes, é que não prejudicam o sistema imunológico, como fazem os atuais tratamentos.
(__) As chamadas vacinas inversas ainda apresentam um desafio: como existem distintos antígenos associados às doenças autoimunes, as vacinas precisam ser pensadas para cada um desses antígenos.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3395020 Português
Quem inventou a pizza?


            Calabresa, mussarela e tantos outros sabores... A variedade de pizzas é enorme, e a adora__ão por esse alimento é tão grande que em São Paulo já e_iste até o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho. 


            As primeiras pizzas sur_iram há mais de 6.000 anos, inventadas pelos hebreus e egípcios. Eles comiam uma massa fininha, parecida com o pão sírio, que era chamada de píscea. Foi daí que surgiu o nome “Pizza”.


            No século 18, os italianos consumiam essa massinha com tomate, mas o formato dessa pizza era bem diferente do que conhecemos hoje. Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.


            Em 1889, o pizzaiolo italiano Raffaele Esposito resolveu colocar na massa de pizza o recheio de mussarela, tomate e manjericão para agradar o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Esses três ingredientes tinham as mesmas cores da bandeira italiana. O sabor se popularizou e acabou recebendo o nome de “Margherita”, em homenagem à rainha.


            O restaurante em que a pizza margherita foi inventada existe até hoje! É a Pizzeria Branti, localizada na cidade de Nápoles, na Itália. Parada obrigatória para os visitantes fãs de pizza! 


            Os imigrantes italianos trouxeram a pizza para o Brasil no início do século 20. A primeira pizzaria do país foi a Cantina Genoveva, de 1910, inaugurada no bairro do Brás, em São Paulo. Ela pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido como Dom Carmenielo. Antes de inaugurar a pizzaria, ele já vendia o prato cortado em pedaços pelas ruas da cidade.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

De acordo com as ideias do texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3395019 Português
Quem inventou a pizza?


            Calabresa, mussarela e tantos outros sabores... A variedade de pizzas é enorme, e a adora__ão por esse alimento é tão grande que em São Paulo já e_iste até o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho. 


            As primeiras pizzas sur_iram há mais de 6.000 anos, inventadas pelos hebreus e egípcios. Eles comiam uma massa fininha, parecida com o pão sírio, que era chamada de píscea. Foi daí que surgiu o nome “Pizza”.


            No século 18, os italianos consumiam essa massinha com tomate, mas o formato dessa pizza era bem diferente do que conhecemos hoje. Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.


            Em 1889, o pizzaiolo italiano Raffaele Esposito resolveu colocar na massa de pizza o recheio de mussarela, tomate e manjericão para agradar o rei Umberto I e a rainha Margherita de Savoia. Esses três ingredientes tinham as mesmas cores da bandeira italiana. O sabor se popularizou e acabou recebendo o nome de “Margherita”, em homenagem à rainha.


            O restaurante em que a pizza margherita foi inventada existe até hoje! É a Pizzeria Branti, localizada na cidade de Nápoles, na Itália. Parada obrigatória para os visitantes fãs de pizza! 


            Os imigrantes italianos trouxeram a pizza para o Brasil no início do século 20. A primeira pizzaria do país foi a Cantina Genoveva, de 1910, inaugurada no bairro do Brás, em São Paulo. Ela pertencia ao italiano Carmino Corvino, conhecido como Dom Carmenielo. Antes de inaugurar a pizzaria, ele já vendia o prato cortado em pedaços pelas ruas da cidade.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

Na frase “Ela era dobrada, parecia um sanduíche e era vendida na rua mesmo.” (3º parágrafo), a palavra sublinhada retoma: 
Alternativas
Q3394948 Português
Como a mitologia grega foi criada?


            A mitologia grega surgiu por volta de 700 antes de Cristo — a palavra "mito" tem origem grega e quer dizer narrar ou contar. Na época, os gregos eram politeístas (acreditavam em vários deuses) e antropomórficos (os deuses se assemelhavam aos homens). Assim, a mitologia grega é a narração de histórias que tentam explicar a origem dos fenômenos naturais e do mundo — com direito a divindades, semideuses, heróis e criaturas fantásticas!

          Os principais relatos são de escritores como Hesíodo, autor de Teogonia (sobre os titãs), e Homero, dos livros Odisseia e Ilíada (descrevem acontecimentos envolvendo heróis e deuses gregos).

         Mas essa história não começa com os deuses, e sim com os titãs, que viveram no início dos tempos. Eles não eram humanos completos e tinham a capacidade de se transformarem em animais. Eles nasceram da união entre Urano (Céu) e Gaia (Terra) e ajudaram na formação do mundo — apesar de gostarem de destruição! O poder deles acabou depois de uma derrota para Zeus, o Senhor do Olimpo.

          O Monte Olimpo (a mais alta montanha da Grécia) era a morada oficial dos deuses maiores e menores — eles conviviam com ninfas e outras criaturas. De vez em quando, um deus descia e gerava filhos com mortais, dando origem aos semideuses (meio deus, meio humano). O mais famoso entre eles é Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena.

(Fonte: Recreio — adaptado.) 
De acordo com as informações do texto, assinalar a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3394899 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

O primeiro período do último parágrafo do texto afirma que “É uma cultura de múltiplos usos.”. O que significa essa afirmação, dentro do contexto do parágrafo? 
Alternativas
Q3394898 Português

            O abacaxi é originário da Amazônia, em uma área que inclui o Brasil, a Colômbia, a Guiana e a Venezuela, onde foi domesticado pelos ameríndios há mais de 3 mil anos. Após o descobrimento da América, foi transformado em iguaria da realeza europeia e passou ______ ser oferecido como símbolo de hospitalidade _______ convidados nobres. Levado pelos navegantes portugueses e espanhóis, ganhou o mundo a partir do século XVI. O excelente sabor, o aroma e a presença da coroa lhe renderam _______ denominação de “rainha das frutas”. 



            É uma das frutas tropicais mais consumidas no mundo. O cultivo comercial no Brasil iniciou nas primeiras décadas do século XX, com destaque para as regiões Norte, Nordeste e Sudeste.



            Apesar de se situar entre os principais países produtores, o Brasil participa muito pouco nas exportações mundiais de abacaxi e derivados. O principal destino da produção brasileira é o mercado interno, notadamente na forma de frutas frescas. Grande parte da produção brasileira de abacaxi é de origem familiar.



            O abacaxi é rico em vitaminas, sais minerais e fibras, e apresenta em sua composição a enzima bromelina. Possui ação diurética, contribui para o bom funcionamento dos sistemas imunológico e intestinal e regula a atividade muscular do coração. A casca pode ser usada no preparo de chás, sucos e de uma espécie de bebida fermentada chamada aluá.



            É uma cultura de múltiplos usos. Os frutos são consumidos in natura ou processados. Da planta são obtidos materiais utilizados na confecção de tecidos para o vestuário e na produção de bioplástico para a indústria automobilística, entre outros. 


(Fonte: EMBRAPA. 2023 — adaptado.)

De acordo com o exposto no texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3394656 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos

Uma paisagem verde, repleta de grama, árvores, lagos, rios e animais − não é a primeira coisa que vem à mente quando você pensa no Saara. Hoje, o norte da África abriga o maior deserto quente do mundo, com 9,2 milhões de quilômetros quadrados e temperaturas que passam de 50ºC no período da tarde.

Mas nem sempre foi assim. De tempos em tempos, o Saara ganha uma paisagem úmida, semelhante às savanas que existem no centro e sul da África. Isso ocorre graças a alterações periódicas na órbita da Terra, que causam o "período úmido africano" − e, consequentemente, a transformação do deserto.

Existem evidências sólidas de que o Saara teve uma vegetação periódica no passado, com a proliferação de rios, lagos e até animais dependentes de água (como os hipopótamos) antes de virar o que hoje é um deserto. O cientista climático Edward Armstrong, da Universidade de Helsinki, e sua equipe fizeram um modelo para simular como teria sido o Saara verde nos últimos períodos úmidos africanos.

O que foi o período úmido africano?

A cada 21 mil anos, o norte da África recebe mais umidade devido ao movimento de precessão da Terra. Assim como a translação (movimento do planeta ao redor do Sol) e a rotação (movimento ao redor de si mesmo), a precessão é uma alteração orbital periódica. Trata-se do movimento circular do eixo de rotação da Terra.

O maior exemplo desse movimento é o pião. Quando você gira o brinquedo, ele começa estável, com o topo apontado para cima. Após alguns segundos, ele sai do eixo central de rotação, e o topo do pião começa a fazer um movimento circular. A Terra também faz esse movimento. Isso significa que ora o polo Norte está apontando para uma região do céu, ora está apontando para outra.

Graças ao movimento de precessão, o hemisfério norte pode "mudar de lugar" e ficar mais próximo ao Sol nos meses de verão. Isso causa verões mais quentes no Norte. Sendo mais quente, o ar acumula mais umidade − o que intensifica o sistema de monções da África Ocidental. Essa dinâmica, por sua vez, estende as chuvas para o norte do continente, promovendo uma paisagem verde e úmida no local onde hoje é o Saara.

O período úmido africano não ocorreu só uma, mas 230 vezes, nos últimos oito milhões de anos. O último deles ocorreu entre o final do Pleistoceno e o início do Holoceno (que é a época geológica que vivemos hoje), e terminou entre 5 mil e 6 mil anos atrás. Isso é verificado por meio de sedimentos marinhos, de lagos, e outras evidências paleoclimatológicas.

Também temos evidências artísticas desses períodos. Pinturas rupestres de Tassili N'Ajjer, na Algéria, mostram animais como elefantes, girafas, rinocerontes e hipopótamos − mas nenhum deles vive na paisagem desértica que existe lá hoje. As inscrições datam de 11 mil anos atrás, um período no qual o Saara passava pela fase úmida.

Esses períodos de vegetação podem ter sido essenciais para a proliferação de animais para fora do continente. Os primeiros Homo sapiens, por exemplo, surgiram na África e depois se espalharam por outras regiões do globo. Essa migração em algum momento passou pelo norte do continente africano − algo que seria mais fácil caso houvesse florestas na região.

Os pesquisadores da Universidade de Helsinki também descobriram que o período úmido não acontece durante as eras glaciais, quando as latitudes mais altas ficam cobertas de gelo. Isso porque a atmosfera fica mais gelada e não permite a expansão da monção africana.

Retirado e adaptado de: ROSSINI, Maria Clara. Quando o Saara era verde: o deserto já passou por (muitos) períodos úmidos. Revista Superinteressante. Disponível https://super.abril.com.br/historia/quando-o-saara-era-verde-o-deserto-ja-passou-por-muitos-periodos-umidos/ Acesso em: 13 mar., 2024.
A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:
I. Existem indícios de diferentes naturezas que indicam de onde hoje está o deserto do Saara já foi uma enorme área verde.
II. Como o fenômeno descrito no texto é uma questão cíclica, podemos acreditar que o deserto do Saara pode voltar a ser verde no futuro (embora seja um futuro muito distante).
III. O fato de os homo sapiens terem se espalhado pelo mundo, a partir de seu surgimento na África, é um argumento contrário à hipótese de que o Saara já foi verde.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3394559 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Memória muscular realmente existe?

Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos? Talvez você não se lembre, mas sabia que os nossos músculos esqueléticos sim? Esse tipo de músculo está ligado ao esqueleto e é responsável pelo movimento do corpo, dentre várias outras funções.
Você já deve ter percebido em seu corpo ou deve ter ouvido falar que o condicionamento físico (força muscular ou resistência à fadiga) melhora muito mais rápido quando você retorna ao treinamento (retreinamento) após um período afastado (destreinamento) comparado à condição em que você começa a treinar pela primeira vez, sem ter praticado aquele tipo de exercício antes − exemplo: musculação ou corrida. Sim, isso é verdade!
Estudos têm sugerido que esse efeito pode ser explicado por adaptações neurais, tanto no cérebro como nos nervos periféricos, mas principalmente por adaptações "exclusivamente" musculares relacionadas a duas teorias: i) "Memória" muscular celular e ii) "Memória" muscular molecular (ou epigenética). Mas o que seria a "memória" celular? Essa memória se refere às adaptações que ocorrem na estrutura e organização de compartimentos das células musculares, por exemplo, o aumento da quantidade de novos núcleos. Esse tipo de adaptação é importante para o aumento do DNA, uma molécula que contém todas as informações genéticas do organismo. E a "memória" molecular? Ela se refere a modificações no DNA do músculo, como a metilação, mas sem alterações na sequência ou quantidade do DNA.
Ambos os tipos de memórias poderiam levar a mudanças na expressão de genes relacionados ao crescimento (hipertrofia), força ou resistência à fadiga da musculatura e essas alterações seriam retidas no destreinamento, acelerando a adaptação muscular no retreinamento.
A compreensão da "memória muscular" pode ajudar não somente no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o condicionamento físico após um período de inatividade física, mas também na compreensão dos mecanismos de "reconfiguração molecular" estimulados pelo exercício físico em músculos de indivíduos idosos ou doentes.

Retirado e adaptado de: PESSOA, Pedro William Martins.; GONÇALVES, Dawit Albieiro Pinheiro. Memória muscular realmente existe? Nosso músculo se lembra do treinamento e se adapta mais rapidamente após um período "parado"? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 11 mar., 2024.

Sobre o sentido da palavra "memória" no título do texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3394446 Português
A química da digestão

    Para viver, entre outras coisas, precisamos de energia. Essa energia usada pelo nosso organismo vem das reações químicas que acontecem nas nossas células. Podemos nos comparar a uma fábrica que funciona 24 horas por dia. Vivemos fazendo e refazendo os materiais de nossas células. Quando andamos, cantamos, pensamos, trabalhamos ou brincamos, estamos consumindo energia química gerada pelo nosso próprio organismo. E o nosso combustível vem dos alimentos que comemos.
     Nas células do nosso organismo, os alimentos reagem com o oxigênio para produzir energia. No nosso corpo, os alimentos são transformados nos seus componentes mais simples, portanto, mais fáceis de “queimar”. O processo é composto por reações químicas que começam a se produzir na boca, seguem no estômago e acabam nos intestinos. Daí, esses componentes são transportados pelo sangue até as células. Tudo isso também consome energia.
    A energia necessária para todas essas transformações é produzida pela reação química entre esses componentes mais simples, que são o nosso combustível, e o oxigênio do ar. Essa é uma verdadeira combustão, mas uma combustão sem chamas, que se faz dentro de pequenas formações que existem nas células, as mitocôndrias, que são nossas verdadeiras usinas de energia.

(Fonte: Revista Ciência Hoje — adaptado.)
Sobre as informações do texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3393499 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Memória muscular realmente existe?

Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos? Talvez você não se lembre, mas sabia que os nossos músculos esqueléticos sim? Esse tipo de músculo está ligado ao esqueleto e é responsável pelo movimento do corpo, dentre várias outras funções.
Você já deve ter percebido em seu corpo ou deve ter ouvido falar que o condicionamento físico (força muscular ou resistência à fadiga) melhora muito mais rápido quando você retorna ao treinamento (retreinamento) após um período afastado (destreinamento) comparado à condição em que você começa a treinar pela primeira vez, sem ter praticado aquele tipo de exercício antes − exemplo: musculação ou corrida. Sim, isso é verdade!
Estudos têm sugerido que esse efeito pode ser explicado por adaptações neurais, tanto no cérebro como nos nervos periféricos, mas principalmente por adaptações "exclusivamente" musculares relacionadas a duas teorias: i) "Memória" muscular celular e ii) "Memória" muscular molecular (ou epigenética). Mas o que seria a "memória" celular? Essa memória se refere às adaptações que ocorrem na estrutura e organização de compartimentos das células musculares, por exemplo, o aumento da quantidade de novos núcleos. Esse tipo de adaptação é importante para o aumento do DNA, uma molécula que contém todas as informações genéticas do organismo. E a "memória" molecular? Ela se refere a modificações no DNA do músculo, como a metilação, mas sem alterações na sequência ou quantidade do DNA.
Ambos os tipos de memórias poderiam levar a mudanças na expressão de genes relacionados ao crescimento (hipertrofia), força ou resistência à fadiga da musculatura e essas alterações seriam retidas no destreinamento, acelerando a adaptação muscular no retreinamento.
A compreensão da "memória muscular" pode ajudar não somente no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o condicionamento físico após um período de inatividade física, mas também na compreensão dos mecanismos de "reconfiguração molecular" estimulados pelo exercício físico em músculos de indivíduos idosos ou doentes.

Retirado e adaptado de: PESSOA, Pedro William Martins.; GONÇALVES, Dawit Albieiro Pinheiro. Memória muscular realmente existe? Nosso músculo se lembra do treinamento e se adapta mais rapidamente após um período "parado"? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 11 mar., 2024.

A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Estudos sugerem que nosso corpo tem memória de movimentos, o que acelera a adaptação muscular de um músculo que já treinou antes.
(__) Esses estudos apresentados no texto podem ajudar no desenvolvimento de intervenções mais eficazes no que diz respeito ao treinamento físico.
(__) O condicionamento físico de quem nunca treinou é igual ao de quem já treinou, mas teve que ficar algum tempo afastado, visto que perdemos o condicionamento ao longo do tempo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3393376 Português
Pinturas corporais indígenas são marcas de identidade cultural

    Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias.
    Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação pelos problemas enfrentados pelos povos.
    “Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio delas, podem identificar também à qual etnia pertencem.
    Pintura e ancestralidade — As pinturas feitas pelos indígenas carregam uma história com uma ancestralidade muito grande por trás de cada uma delas. Essa arte indígena está muito além do valor estético, ela obedece a preceitos mágicos simbólicos e cosmológicos da sociedade que a representa.
    “Lembro que pintei minha perna com a pintura indígena de outro povo e senti minha perna pesando muito. Comentei com a pessoa que estava fazendo a arte, e ela me disse que aquela pintura era forte, pois eu iria precisar de força”, relembra Putira. Isso ocorre, porque os grafismos indígenas são mais do que simples pinturas corporais, eles carregam consigo uma força extraordinária e honrosa.
    Marca étnica — A professora e antropóloga Jane Beltrão explica que, para os indígenas, pintar-se ritualmente também é uma forma de expressar os mais delicados valores de sua cultura. Uma cultura rica que possui múltiplas formas de decorar corpos e artefatos, usando criativamente os mais diversos suportes — corpos, pedras, cerâmica entre tantos outros — para sua arte. “A arte indígena é uma sofisticada meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qual emana força, autenticidade e valores das nações indígenas”, afirma a antropóloga.

(Fonte: UFPA — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens:

I. As pinturas corporais feitas pelos indígenas podem demarcar, além de sentimentos, a etnia dos povos.
II. As pinturas corporais são feitas à base da força, por isso não são todas as pessoas que podem fazê-las.
III. Para muitos indígenas, uma mesma pintura pode denotar alegria ou tristeza.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q3391495 Português
Todas as frases abaixo foram retiradas de um dicionário de citações e têm a mesma temática, menos uma. Assinalar a alternativa em que se apresenta uma frase com temática diferente das demais:
Alternativas
Q3389842 Português
O azeite de oliva na alimentação


        A maioria das pessoas sabe que a dieta mediterrânea é um dos planos alimentares mais saudáveis porque é repleta de frutas e vegetais. No entanto, muitos especialistas dizem que o ingrediente secreto subestimado da dieta é o uso de azeite de oliva extravirgem como a principal gordura adicionada aos alimentos nessa dieta. 


        Embora todas as frutas e vegetais tenham compostos que promovem a saúde, os compostos exclusivos do azeite de oliva, chamados fenóis, são especialmente poderosos, explica Mary Flynn, pesquisadora de nutrição e fundadora da Olive Oil Health Initiative, uma organização sem fins lucrativos, nos Estados Unidos. Descobriu-se que os nutrientes do azeite de oliva extravirgem beneficiam várias condições de saúde, inclusive no tratamento de doenças cardíacas e diabetes.


        “Chamo a dieta mediterrânea de dieta de azeite de oliva à base de plantas. Não temos nenhum alimento ou medicamento que possa fazer o que o azeite de oliva faz”, diz ela. Os fenóis do azeite de oliva extravirgem são antioxidantes, capazes de proteger as células do corpo de moléculas perigosas e também têm propriedades antimicrobianas, afirma Selina Wang, pesquisadora de ciência de alimentos da Universidade da Califórnia Davis e ex-diretora de pesquisa do Olive Center da escola, que recebeu financiamento dos produtores e processadores de azeite de oliva do estado.


        Como o suco de laranja, o azeite de oliva extravirgem é simplesmente o suco da fruta da azeitona, embora o suco seja testado para atender aos padrões de qualidade, como não ter cheiro ou sabor de mofo ou ranço – uma indicação de que os compostos que proporcionam os benefícios à saúde se degradaram. “O azeite de oliva é um dos poucos alimentos que tem um componente sensorial em seus padrões de qualidade”, diz Wang.


        Na Grécia, na Itália e em outras partes do Mediterrâneo, onde as oliveiras crescem há milhares de anos, os azeites eram extraídos com água quente, aplicada depois que a fruta era colhida e esmagada, um processo que danificava alguns dos fenóis. Na era moderna, os protocolos de fabricação foram revisados, pois ficou claro que uma maneira de extrair o óleo da fruta e manter os fenóis intactos era centrifugá-lo em centrífugas usando temperatura ambiente (e sem solventes químicos, como às vezes era usado). Os azeites processados dessa forma têm o rótulo “extravirgem”.

(Fonte: National Geographic — adaptado.)
No texto, a pesquisadora Mary Flynn defende que: 
Alternativas
Q3389841 Português
O azeite de oliva na alimentação


        A maioria das pessoas sabe que a dieta mediterrânea é um dos planos alimentares mais saudáveis porque é repleta de frutas e vegetais. No entanto, muitos especialistas dizem que o ingrediente secreto subestimado da dieta é o uso de azeite de oliva extravirgem como a principal gordura adicionada aos alimentos nessa dieta. 


        Embora todas as frutas e vegetais tenham compostos que promovem a saúde, os compostos exclusivos do azeite de oliva, chamados fenóis, são especialmente poderosos, explica Mary Flynn, pesquisadora de nutrição e fundadora da Olive Oil Health Initiative, uma organização sem fins lucrativos, nos Estados Unidos. Descobriu-se que os nutrientes do azeite de oliva extravirgem beneficiam várias condições de saúde, inclusive no tratamento de doenças cardíacas e diabetes.


        “Chamo a dieta mediterrânea de dieta de azeite de oliva à base de plantas. Não temos nenhum alimento ou medicamento que possa fazer o que o azeite de oliva faz”, diz ela. Os fenóis do azeite de oliva extravirgem são antioxidantes, capazes de proteger as células do corpo de moléculas perigosas e também têm propriedades antimicrobianas, afirma Selina Wang, pesquisadora de ciência de alimentos da Universidade da Califórnia Davis e ex-diretora de pesquisa do Olive Center da escola, que recebeu financiamento dos produtores e processadores de azeite de oliva do estado.


        Como o suco de laranja, o azeite de oliva extravirgem é simplesmente o suco da fruta da azeitona, embora o suco seja testado para atender aos padrões de qualidade, como não ter cheiro ou sabor de mofo ou ranço – uma indicação de que os compostos que proporcionam os benefícios à saúde se degradaram. “O azeite de oliva é um dos poucos alimentos que tem um componente sensorial em seus padrões de qualidade”, diz Wang.


        Na Grécia, na Itália e em outras partes do Mediterrâneo, onde as oliveiras crescem há milhares de anos, os azeites eram extraídos com água quente, aplicada depois que a fruta era colhida e esmagada, um processo que danificava alguns dos fenóis. Na era moderna, os protocolos de fabricação foram revisados, pois ficou claro que uma maneira de extrair o óleo da fruta e manter os fenóis intactos era centrifugá-lo em centrífugas usando temperatura ambiente (e sem solventes químicos, como às vezes era usado). Os azeites processados dessa forma têm o rótulo “extravirgem”.

(Fonte: National Geographic — adaptado.)
De acordo com as informações presentes no texto, assinalar a alternativa CORRETA:  
Alternativas
Q3389381 Português

Como surgiu a água do planeta Terra?



        O mais provável é que a água tenha surgido na formação da Terra, há cerca de 4,6 bilhões de anos. Isso porque a água é formada a partir da ligação química do hidrogênio e do oxigênio, gases presentes no universo e que faziam parte da enorme nebulosa que deu origem ao Sol e aos planetas do Sistema Solar.


        Inicialmente, como a temperatura na Terra era elevada por causa de sucessivas erupções vulcânicas, a água era encontrada apenas na forma de vapor. Com o passar de milhões de anos, a temperatura da superfície e da atmosfera foi reduzindo até que a água existisse também nas formas sólida e líquida. Foi aí que ela teria dado origem aos chamados de oceanos primitivos.

        

        Outra teoria defende que a água que havia durante a formação da Terra logo evaporou e se perdeu. A água que temos hoje teria sido trazida por cometas e asteroides — que têm essa substância em sua composição. Após uma série de colisões com a Terra, esses corpos teriam deixado uma grande quantidade de água na superfície que, ao longo de milhões de anos, se transformou nos oceanos que conhecemos.


        Muitos especialistas acreditam que uma mistura das duas teorias explicaria de forma mais completa a origem da água em nosso planeta. Parte dela estaria aqui desde a formação do nosso planeta, e parte teria vindo depois, com os cometas e os asteroides. O que sabemos é que a água que bebemos e que faz parte do nosso corpo já esteve vagando pelo espaço muito antes da formação da Terra.


(Fonte: Recreio — adaptado.)

De acordo com as informações apresentadas no texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3387201 Português
A respeito do sentido expresso pelas orações subordinadas, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Finalidade.
(2) Condição.
(3) Consequência.

( ) A cidade ficou alagada, de modo que não podemos ir à escola hoje.
( ) Ele conseguirá passar no concurso, contanto que estude muito.
( ) Para que a fome e a miséria deixem de ser uma realidade em nosso país, o Governo deve combater as desigualdades sociais.
Alternativas
Q3387198 Português
Em relação ao sentido das preposições sublinhadas nas frases, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Assunto.
(2) Meio.
(3) Posse.
(4) Lugar.

( ) São azuis os olhos de Érica.
( ) Voltaremos de avião.
( ) A professora perguntou: o que você tem a dizer sobre a leitura de Dom Casmurro?
( ) O novo restaurante fica a duas quadras do parque.
Alternativas
Q3387195 Português
O que é o QI e como ele é medido?

    O teste de quociente de inteligência (QI) é formado por uma série de avaliações: inclui atividades verbais (memorização de palavras, por exemplo) e não verbais (reproduzir figuras, completar imagens, entre outros). A partir disso, os cientistas avaliam se quem está sendo testado consegue processar as informações que recebe ou até se concentrar, por exemplo.
    Muita gente acha que quem recebe um resultado alto em um teste de QI é mais inteligente do que as outras pessoas. Mas a ideia do teste não é essa! O QI é uma medida usada por profissionais da saúde para descobrir se alguém (adulto ou criança) tem problemas que dificultem o aprendizado, por exemplo. Se o resultado der abaixo da média, outros testes serão feitos.
    É errado dizer que o teste de QI mede a inteligência das pessoas porque o conceito de inteligência não é baseado só no que você aprende na escola ou na quantidade de livros que você leu na vida, por exemplo. O ser humano está cheio de outras características que precisam ser levadas em consideração na hora de falar sobre a inteligência.
    Uma dessas características do ser humano é a inteligência emocional, ou seja, como você se comporta na sociedade, lida com as suas emoções e com os sentimentos das outras pessoas. Notar que um amigo está triste e saber respeitar todo mundo são sinais de inteligência emocional.
    O teste de QI é aplicado no consultório de um neuropsicólogo (profissional que estuda o cérebro e o comportamento humano). Ele dura algumas horas, e o resultado sai no mesmo dia: a medida considerada normal fica entre 80 e 120 pontos. Se der abaixo disso, é preciso que um médico faça uma nova avaliação para saber o que está acontecendo com o paciente. Resultados maiores mostram que a pessoa pode ter maior facilidade de aprendizado.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
A afirmação do quarto parágrafo (“Uma dessas características do ser humano é a inteligência emocional [...]”) encontra, em seguida, uma justificativa, quando o autor argumenta que:
Alternativas
Q3387194 Português
O que é o QI e como ele é medido?

    O teste de quociente de inteligência (QI) é formado por uma série de avaliações: inclui atividades verbais (memorização de palavras, por exemplo) e não verbais (reproduzir figuras, completar imagens, entre outros). A partir disso, os cientistas avaliam se quem está sendo testado consegue processar as informações que recebe ou até se concentrar, por exemplo.
    Muita gente acha que quem recebe um resultado alto em um teste de QI é mais inteligente do que as outras pessoas. Mas a ideia do teste não é essa! O QI é uma medida usada por profissionais da saúde para descobrir se alguém (adulto ou criança) tem problemas que dificultem o aprendizado, por exemplo. Se o resultado der abaixo da média, outros testes serão feitos.
    É errado dizer que o teste de QI mede a inteligência das pessoas porque o conceito de inteligência não é baseado só no que você aprende na escola ou na quantidade de livros que você leu na vida, por exemplo. O ser humano está cheio de outras características que precisam ser levadas em consideração na hora de falar sobre a inteligência.
    Uma dessas características do ser humano é a inteligência emocional, ou seja, como você se comporta na sociedade, lida com as suas emoções e com os sentimentos das outras pessoas. Notar que um amigo está triste e saber respeitar todo mundo são sinais de inteligência emocional.
    O teste de QI é aplicado no consultório de um neuropsicólogo (profissional que estuda o cérebro e o comportamento humano). Ele dura algumas horas, e o resultado sai no mesmo dia: a medida considerada normal fica entre 80 e 120 pontos. Se der abaixo disso, é preciso que um médico faça uma nova avaliação para saber o que está acontecendo com o paciente. Resultados maiores mostram que a pessoa pode ter maior facilidade de aprendizado.
(Fonte: Recreio — adaptado.)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em: 
Alternativas
Respostas
3461: C
3462: C
3463: B
3464: C
3465: B
3466: D
3467: C
3468: C
3469: E
3470: C
3471: C
3472: B
3473: D
3474: A
3475: D
3476: A
3477: D
3478: C
3479: D
3480: E