Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3400275 Português
Leia com atenção.

“O DIA EM QUE BOB MARLEY JOGOU FUTEBOL COM CHICO BUARQUE E MORAES MOREIRA NO RIO DE JANEIRO

     Bob Marley estava em estúdio gravando Uprising — aquele que viria a ser seu último álbum lançado em vida — quando recebeu um convite para lá de irrecusável de Ramón Segura, diretor geral da Ariola: participar da festa de lançamento da gravadora alemã no Brasil.
      Torcedor apaixonado da seleção à época tricampeã do mundo1 , o cantor jamaicano2 , então com 34 anos, nem pensou em recusar o convite. ‘Rivelino, Jairzinho, Pelé... A Jamaica gosta de futebol por causa do Brasil’, explicaria, dias depois, já em solo brasileiro.
    Convite aceito, um dos maiores nomes do reggae de todos os tempos3 embarcou em Port of Spain, em Trinidad e Tobago, rumo ao país do futebol. Marley4 não veio sozinho. A bordo de um jato particular fretado pela Island Records, gravadora jamaicana fundada em 1959 que, hoje, pertence ao acervo da Universal Music, vieram, também, o guitarrista Junior Marvin, da banda The Wailers; o cantor Jacob Miller (1952-1980), do grupo Inner Circle; o executivo Chris Blackwell, fundador da Island Records, e sua mulher, a atriz e modelo Nathalie Delon (1941-2021). [...]”

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyr4jg3dj82o. Adaptado.)

Dentre as quatro expressões nominais referentes a Bob Marley que estão sinalizadas no excerto apresentado, aquela empregada especificamente com o objetivo de evocar a temática do texto está identificada com qual número? 
Alternativas
Q3400262 Português
Texto para a questão


   O dia 2 de abril de 1832 já findava quando o HMS (His Majesty’s Ship) Beagle aproximou-se da baía de Guanabara. O comandante britânico Robert FitzRoy (1805-1865) não quis aportar, preferiu esperar o amanhecer. “Permanecemos fundeados a noite passada, pois o capitão determinou que deveríamos ver o porto do Rio e sermos vistos em plena luz do dia. A vista é magnífica”, contou o tripulante Charles Robert Darwin (1809-1882) em carta à irmã Caroline.

  O jovem inglês de 23 anos, convidado a participar da expedição por seu interesse em história natural, ficou fascinado pela paisagem tropical que FitzRoy queria desfrutar na claridade da manhã – e à qual planejava se integrar. O chefe da expedição já sabia o quão impactante poderiam ser os cenários do país então recentemente emancipado de Portugal. Ele havia aportado em Salvador em 1832, primeira parada do Beagle no Brasil após a longa travessia do oceano, onde admirou “cada variação de verde potencializada pelo nascer do Sol e pelas sombras: todo esse charme aumentado por todas as torres das igrejas, pelos conventos e pelas paredes brancas sob as folhas de palmeiras”, como escreveu em sua narrativa da viagem.

   FitzRoy não pretendia guardar esses cenários apenas na memória e nos relatos de viagem. Para integrar a expedição de circum-navegação realizada entre 1831 e 1836, contratou um artista: o experiente viajante e talentoso pintor inglês Augustus Earle (1793-1838). Mas Earle ficou doente durante a passagem do Beagle pelo Uruguai, em 1833. Segundo anotações do diário de Darwin, ele sofria de reumatismo (faleceria cinco anos mais tarde, na Inglaterra, vítima de asma). Em novembro de 1833, o também inglês Conrad Martens (1801-1878) subiria a bordo do Beagle, em substituição a Earle. [...]


(Fonte: https://revistapesquisa.fapesp.br/deslumbre-e-horror-no-rio-do-seculo-xix/. Adaptado.)
Qual é a finalidade do texto apresentado?
Alternativas
Q3399875 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dieta rica em açúcar e gordura na adolescência prejudica a memória


Um novo estudo liderado por pesquisadores da USC (University of Southern California) mostrou que uma dieta rica em "junk food" — um termo em inglês para se referir a comidas ricas em calorias e de baixa qualidade nutritiva, como ultraprocessados e alimentos com alto teor de açúcar — durante a adolescência pode prejudicar a memória longo do tempo.

 

No estudo, os pesquisadores alimentaram camundongos adolescentes com uma dieta rica em gordura e açúcar e descobriram que a capacidade de memória desses modelos foi prejudicada a longo prazo. A descoberta foi publicada na edição de maio da revista Brain, Behavior, and Immunity.


"O que vemos não apenas neste artigo, mas em algu.ns de nossos outros trabalhos recentes, é que se esses ratos cresceram com essa dieta de junk food, então eles têm problemas de memória que não desaparecem", diz Scott Kanoski, professor de ciências biológicas na Faculdade de Letras, Artes e Ciências da USC Dornsife, em comunicado. "Se você simplesmente colocá-los em uma dieta saudável, esses efeitos infelizmente duram até a idade adulta."


Para realizar o estudo, os pesquisadores levaram em consideração que pesquisas anteriores já haviam mostrado uma relação entre a má alimentação e a doença de Alzheimer, que leva à perda progressiva da memória e capacidades cognitivas.


Pessoas com Alzheimer tendem a ter níveis mais baixos de um neurotransmissor chamado acetilcolina no cérebro. Ele é essencial para a memória e funções como aprendizagem, atenção e movimentos musculares involuntários.


Diante disso, a equipe de pesquisadores se questionou se isso poderia trazer prejuízos a longo prazo para jovens que estão seguindo uma dieta rica em gordura e açúcar, especialmente durante a adolescência, fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento significativo.


Portanto, os pesquisadores decidiram rastrear os níveis de acetilcolina em um grupo de ratos que estavam recebendo uma alimentação gordurosa e açucarada e em um segundo grupo controle de ratos — que não receberam a mesma alimentação.


A equipe analisou as respostas cerebrais a certas tarefas destinadas a testar a memória dos roedores. Os testes incluíam a exploração de objetos em um determinado cenário. Dias depois, os ratos eram reintroduzidos na mesma cena, mas com a adição de um novo objeto.


De acordo com o estudo, os ratos que seguiam uma dieta com "junk food" mostraram sinais de que não conseguiam lembrar qual objeto haviam visto anteriormente e em qual lugar. Já os ratos do grupo controle mostraram familiaridade na tarefa.


Os cérebros dos ratos também foram examinados após a morte deles, em busca de sinais de alterações nos níveis de acetilcolina.


"A sinalização de acetilcolina é um mecanismo para ajudá-los a codificar e lembrar esses eventos, análogo à 'memória episódica' em humanos, que nos permite lembrar eventos do nosso passado", explicou a autora principal do estudo, Anna Hayes. "Esse sinal parece não estar acontecendo nos animais que cresceram comendo uma dieta gordurosa e açucarada."


De acordo com os pesquisadores, a adolescência é um período muito sensível para o cérebro, pois nela ocorrem mudanças importantes no desenvolvimento. "Infelizmente, algumas coisas que podem ser mais facilmente reversíveis durante a idade adulta são menos reversíveis quando ocorrem durante a infância", afirma Kanoski.


Porém, ainda existe uma esperança de intervenção. O pesquisador conta que, em outro estudo, a equipe examinou se os danos à memória em ratos que foram criados com a dieta com junk food poderiam ser revertidos com o uso de medicamentos que induzem a liberação de acetilcolina.


Para isso, foram utilizados dois medicamentos, PNU-282987 e carbacol. Quando administrados diretamente no hipocampo, região do cérebro que controla a memória, a capacidade de reminiscência foi restaurada. No entanto, sem essa intervenção médica, os pesquisadores acreditam que outros estudos são necessários para saber como reverter problemas de memória causados por uma má alimentação. 


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dieta-rica-em-acucar-e-gordura-naadolescencia-prejudica-a-memoria-diz-estudo/

Qual foi o efeito da dieta rica em gordura e açúcar nos camundongos adolescentes, de acordo com o estudo mencionado?
Alternativas
Q3399874 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dieta rica em açúcar e gordura na adolescência prejudica a memória


Um novo estudo liderado por pesquisadores da USC (University of Southern California) mostrou que uma dieta rica em "junk food" — um termo em inglês para se referir a comidas ricas em calorias e de baixa qualidade nutritiva, como ultraprocessados e alimentos com alto teor de açúcar — durante a adolescência pode prejudicar a memória longo do tempo.

 

No estudo, os pesquisadores alimentaram camundongos adolescentes com uma dieta rica em gordura e açúcar e descobriram que a capacidade de memória desses modelos foi prejudicada a longo prazo. A descoberta foi publicada na edição de maio da revista Brain, Behavior, and Immunity.


"O que vemos não apenas neste artigo, mas em algu.ns de nossos outros trabalhos recentes, é que se esses ratos cresceram com essa dieta de junk food, então eles têm problemas de memória que não desaparecem", diz Scott Kanoski, professor de ciências biológicas na Faculdade de Letras, Artes e Ciências da USC Dornsife, em comunicado. "Se você simplesmente colocá-los em uma dieta saudável, esses efeitos infelizmente duram até a idade adulta."


Para realizar o estudo, os pesquisadores levaram em consideração que pesquisas anteriores já haviam mostrado uma relação entre a má alimentação e a doença de Alzheimer, que leva à perda progressiva da memória e capacidades cognitivas.


Pessoas com Alzheimer tendem a ter níveis mais baixos de um neurotransmissor chamado acetilcolina no cérebro. Ele é essencial para a memória e funções como aprendizagem, atenção e movimentos musculares involuntários.


Diante disso, a equipe de pesquisadores se questionou se isso poderia trazer prejuízos a longo prazo para jovens que estão seguindo uma dieta rica em gordura e açúcar, especialmente durante a adolescência, fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento significativo.


Portanto, os pesquisadores decidiram rastrear os níveis de acetilcolina em um grupo de ratos que estavam recebendo uma alimentação gordurosa e açucarada e em um segundo grupo controle de ratos — que não receberam a mesma alimentação.


A equipe analisou as respostas cerebrais a certas tarefas destinadas a testar a memória dos roedores. Os testes incluíam a exploração de objetos em um determinado cenário. Dias depois, os ratos eram reintroduzidos na mesma cena, mas com a adição de um novo objeto.


De acordo com o estudo, os ratos que seguiam uma dieta com "junk food" mostraram sinais de que não conseguiam lembrar qual objeto haviam visto anteriormente e em qual lugar. Já os ratos do grupo controle mostraram familiaridade na tarefa.


Os cérebros dos ratos também foram examinados após a morte deles, em busca de sinais de alterações nos níveis de acetilcolina.


"A sinalização de acetilcolina é um mecanismo para ajudá-los a codificar e lembrar esses eventos, análogo à 'memória episódica' em humanos, que nos permite lembrar eventos do nosso passado", explicou a autora principal do estudo, Anna Hayes. "Esse sinal parece não estar acontecendo nos animais que cresceram comendo uma dieta gordurosa e açucarada."


De acordo com os pesquisadores, a adolescência é um período muito sensível para o cérebro, pois nela ocorrem mudanças importantes no desenvolvimento. "Infelizmente, algumas coisas que podem ser mais facilmente reversíveis durante a idade adulta são menos reversíveis quando ocorrem durante a infância", afirma Kanoski.


Porém, ainda existe uma esperança de intervenção. O pesquisador conta que, em outro estudo, a equipe examinou se os danos à memória em ratos que foram criados com a dieta com junk food poderiam ser revertidos com o uso de medicamentos que induzem a liberação de acetilcolina.


Para isso, foram utilizados dois medicamentos, PNU-282987 e carbacol. Quando administrados diretamente no hipocampo, região do cérebro que controla a memória, a capacidade de reminiscência foi restaurada. No entanto, sem essa intervenção médica, os pesquisadores acreditam que outros estudos são necessários para saber como reverter problemas de memória causados por uma má alimentação. 


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dieta-rica-em-acucar-e-gordura-naadolescencia-prejudica-a-memoria-diz-estudo/

Qual é a relação entre a doença de Alzheimer e o neurotransmissor acetilcolina? 
Alternativas
Q3399873 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dieta rica em açúcar e gordura na adolescência prejudica a memória


Um novo estudo liderado por pesquisadores da USC (University of Southern California) mostrou que uma dieta rica em "junk food" — um termo em inglês para se referir a comidas ricas em calorias e de baixa qualidade nutritiva, como ultraprocessados e alimentos com alto teor de açúcar — durante a adolescência pode prejudicar a memória longo do tempo.

 

No estudo, os pesquisadores alimentaram camundongos adolescentes com uma dieta rica em gordura e açúcar e descobriram que a capacidade de memória desses modelos foi prejudicada a longo prazo. A descoberta foi publicada na edição de maio da revista Brain, Behavior, and Immunity.


"O que vemos não apenas neste artigo, mas em algu.ns de nossos outros trabalhos recentes, é que se esses ratos cresceram com essa dieta de junk food, então eles têm problemas de memória que não desaparecem", diz Scott Kanoski, professor de ciências biológicas na Faculdade de Letras, Artes e Ciências da USC Dornsife, em comunicado. "Se você simplesmente colocá-los em uma dieta saudável, esses efeitos infelizmente duram até a idade adulta."


Para realizar o estudo, os pesquisadores levaram em consideração que pesquisas anteriores já haviam mostrado uma relação entre a má alimentação e a doença de Alzheimer, que leva à perda progressiva da memória e capacidades cognitivas.


Pessoas com Alzheimer tendem a ter níveis mais baixos de um neurotransmissor chamado acetilcolina no cérebro. Ele é essencial para a memória e funções como aprendizagem, atenção e movimentos musculares involuntários.


Diante disso, a equipe de pesquisadores se questionou se isso poderia trazer prejuízos a longo prazo para jovens que estão seguindo uma dieta rica em gordura e açúcar, especialmente durante a adolescência, fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento significativo.


Portanto, os pesquisadores decidiram rastrear os níveis de acetilcolina em um grupo de ratos que estavam recebendo uma alimentação gordurosa e açucarada e em um segundo grupo controle de ratos — que não receberam a mesma alimentação.


A equipe analisou as respostas cerebrais a certas tarefas destinadas a testar a memória dos roedores. Os testes incluíam a exploração de objetos em um determinado cenário. Dias depois, os ratos eram reintroduzidos na mesma cena, mas com a adição de um novo objeto.


De acordo com o estudo, os ratos que seguiam uma dieta com "junk food" mostraram sinais de que não conseguiam lembrar qual objeto haviam visto anteriormente e em qual lugar. Já os ratos do grupo controle mostraram familiaridade na tarefa.


Os cérebros dos ratos também foram examinados após a morte deles, em busca de sinais de alterações nos níveis de acetilcolina.


"A sinalização de acetilcolina é um mecanismo para ajudá-los a codificar e lembrar esses eventos, análogo à 'memória episódica' em humanos, que nos permite lembrar eventos do nosso passado", explicou a autora principal do estudo, Anna Hayes. "Esse sinal parece não estar acontecendo nos animais que cresceram comendo uma dieta gordurosa e açucarada."


De acordo com os pesquisadores, a adolescência é um período muito sensível para o cérebro, pois nela ocorrem mudanças importantes no desenvolvimento. "Infelizmente, algumas coisas que podem ser mais facilmente reversíveis durante a idade adulta são menos reversíveis quando ocorrem durante a infância", afirma Kanoski.


Porém, ainda existe uma esperança de intervenção. O pesquisador conta que, em outro estudo, a equipe examinou se os danos à memória em ratos que foram criados com a dieta com junk food poderiam ser revertidos com o uso de medicamentos que induzem a liberação de acetilcolina.


Para isso, foram utilizados dois medicamentos, PNU-282987 e carbacol. Quando administrados diretamente no hipocampo, região do cérebro que controla a memória, a capacidade de reminiscência foi restaurada. No entanto, sem essa intervenção médica, os pesquisadores acreditam que outros estudos são necessários para saber como reverter problemas de memória causados por uma má alimentação. 


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dieta-rica-em-acucar-e-gordura-naadolescencia-prejudica-a-memoria-diz-estudo/

Qual foi o efeito da dieta com "junk food" nos ratos em relação à memória dos objetos, conforme o estudo mencionado?
Alternativas
Q3399872 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dieta rica em açúcar e gordura na adolescência prejudica a memória


Um novo estudo liderado por pesquisadores da USC (University of Southern California) mostrou que uma dieta rica em "junk food" — um termo em inglês para se referir a comidas ricas em calorias e de baixa qualidade nutritiva, como ultraprocessados e alimentos com alto teor de açúcar — durante a adolescência pode prejudicar a memória longo do tempo.

 

No estudo, os pesquisadores alimentaram camundongos adolescentes com uma dieta rica em gordura e açúcar e descobriram que a capacidade de memória desses modelos foi prejudicada a longo prazo. A descoberta foi publicada na edição de maio da revista Brain, Behavior, and Immunity.


"O que vemos não apenas neste artigo, mas em algu.ns de nossos outros trabalhos recentes, é que se esses ratos cresceram com essa dieta de junk food, então eles têm problemas de memória que não desaparecem", diz Scott Kanoski, professor de ciências biológicas na Faculdade de Letras, Artes e Ciências da USC Dornsife, em comunicado. "Se você simplesmente colocá-los em uma dieta saudável, esses efeitos infelizmente duram até a idade adulta."


Para realizar o estudo, os pesquisadores levaram em consideração que pesquisas anteriores já haviam mostrado uma relação entre a má alimentação e a doença de Alzheimer, que leva à perda progressiva da memória e capacidades cognitivas.


Pessoas com Alzheimer tendem a ter níveis mais baixos de um neurotransmissor chamado acetilcolina no cérebro. Ele é essencial para a memória e funções como aprendizagem, atenção e movimentos musculares involuntários.


Diante disso, a equipe de pesquisadores se questionou se isso poderia trazer prejuízos a longo prazo para jovens que estão seguindo uma dieta rica em gordura e açúcar, especialmente durante a adolescência, fase em que o cérebro ainda está em desenvolvimento significativo.


Portanto, os pesquisadores decidiram rastrear os níveis de acetilcolina em um grupo de ratos que estavam recebendo uma alimentação gordurosa e açucarada e em um segundo grupo controle de ratos — que não receberam a mesma alimentação.


A equipe analisou as respostas cerebrais a certas tarefas destinadas a testar a memória dos roedores. Os testes incluíam a exploração de objetos em um determinado cenário. Dias depois, os ratos eram reintroduzidos na mesma cena, mas com a adição de um novo objeto.


De acordo com o estudo, os ratos que seguiam uma dieta com "junk food" mostraram sinais de que não conseguiam lembrar qual objeto haviam visto anteriormente e em qual lugar. Já os ratos do grupo controle mostraram familiaridade na tarefa.


Os cérebros dos ratos também foram examinados após a morte deles, em busca de sinais de alterações nos níveis de acetilcolina.


"A sinalização de acetilcolina é um mecanismo para ajudá-los a codificar e lembrar esses eventos, análogo à 'memória episódica' em humanos, que nos permite lembrar eventos do nosso passado", explicou a autora principal do estudo, Anna Hayes. "Esse sinal parece não estar acontecendo nos animais que cresceram comendo uma dieta gordurosa e açucarada."


De acordo com os pesquisadores, a adolescência é um período muito sensível para o cérebro, pois nela ocorrem mudanças importantes no desenvolvimento. "Infelizmente, algumas coisas que podem ser mais facilmente reversíveis durante a idade adulta são menos reversíveis quando ocorrem durante a infância", afirma Kanoski.


Porém, ainda existe uma esperança de intervenção. O pesquisador conta que, em outro estudo, a equipe examinou se os danos à memória em ratos que foram criados com a dieta com junk food poderiam ser revertidos com o uso de medicamentos que induzem a liberação de acetilcolina.


Para isso, foram utilizados dois medicamentos, PNU-282987 e carbacol. Quando administrados diretamente no hipocampo, região do cérebro que controla a memória, a capacidade de reminiscência foi restaurada. No entanto, sem essa intervenção médica, os pesquisadores acreditam que outros estudos são necessários para saber como reverter problemas de memória causados por uma má alimentação. 


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/dieta-rica-em-acucar-e-gordura-naadolescencia-prejudica-a-memoria-diz-estudo/

Qual foi o resultado da intervenção com os medicamentos PNU-282987 e carbacol nos ratos com danos à memória devido à dieta com "junk food"?
Alternativas
Q3399803 Português

Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Avançar na leitura e na cidadania

No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas – índice bem abaixo do de outros países do continente – segundo pesquisa do Iede

Publicado em 1 de dezembro de 2023 | 07h10


    Se é verdade que “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos” (Aristóteles), a maioria dos alunos brasileiros está deixando de absorver conhecimento por meio da leitura.

    No Brasil, 66% dos estudantes de 15 e 16 anos não leem textos com mais de dez páginas, segundo levantamento do Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).

    O baixo índice está ligado a diversos fatores pedagógicos e socioeconômicos, que não propiciam ambiente nem tempo hábil para se dedicar aos livros. Falta ainda estímulo por parte das famílias e das escolas, o que é reforçado pelo sucateamento das bibliotecas em instituições públicas de ensino.

    Enquanto a máxima aristotélica que abre este texto se concentra no conhecimento individual, uma frase de Monteiro Lobato coloca a leitura no contexto da coletividade: “Uma nação se faz com homens e livros”. Nesse sentido, o Brasil tem muito a avançar. O mesmo levantamento do Iede aponta que, no Chile, o normal é os alunos lerem mais de cem páginas por ano, em média.

    Tais ideias do filósofo grego e do escritor brasileiro merecem ser reacendidas para enfrentarmos o desafio de estimular o hábito da leitura mais densa em um mundo conectado. As faixas etárias usadas como base para a pesquisa do Iede correspondem à dos nativos digitais, que praticamente nasceram com um dispositivo que tem acesso à internet nas mãos.

    O estímulo ____ (A / À) leitura só pode ser feito por meio de políticas consistentes de acesso nas escolas e comunidades, incentivo ____ (A / À) bibliotecas e promoção de eventos literários. ____ (A / À) própria internet pode ser usada como ferramenta para despertar o interesse pelos livros.

    Ler é ampliar o vocabulário, a fluência verbal e a cultura geral, aproximando o indivíduo das possibilidades do mundo acadêmico e do mercado de trabalho.

    Mas o mais nobre benefício está na promoção da cidadania, a partir do momento em que o leitor conhece seus direitos. Tudo aquilo que estruturas rígidas de poder querem manter sob as sombras, em códigos que poucos podem decifrar.


O Tempo. Disponível em: . Acesso em: 08 de fev. 2024. 

Para estruturar sua argumentação, o texto lançou mão de alguns recursos. Analise-os:



I. contextualização


II. citação


III. fatos históricos


IV. comparação



Quais recursos fazem parte da construção do texto “Avançar na leitura e na cidadania”?

Alternativas
Q3399452 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?


Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.


    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?


    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.


    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."


   Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.


    O que é uma dieta de “limpeza”?


   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.


  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.


   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).


   A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.


   Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.


  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.


 Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).

Sobre a validade das pesquisas frequentemente citadas para apoiar dietas de detox, o texto sugere que:

I. São conclusivas e fornecem uma base sólida para a eficácia das dietas de detox.
II. Podem ser manipuladas e não necessariamente se aplicam a humanos.
III. São realizadas com um grande número de participantes e por longos períodos.

Das assertivas, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Q3399449 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?


Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.


    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?


    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.


    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."


   Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.


    O que é uma dieta de “limpeza”?


   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.


  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.


   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).


   A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.


   Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.


  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.


 Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).

Segundo o texto, por que algumas pessoas afirmam se sentir melhor ao adotar uma dieta de limpeza? 
Alternativas
Q3399398 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


A origem da palavra “algoritmo” é a mesma de “algarismo”?

É sim. A explicação envolve um dos maiores matemáticos da história – e uma reforma ortográfica francesa que deu errado.

Bruno Vaiano - 2 fev. 2024


As duas palavras derivam, em última instância, do nome de Abū Jaʿfar Muḥammad ibn Mūsā al-Khwārizmī (essa é uma transliteração precisa a partir do alfabeto árabe, mas é comum aportuguesar a grafia do último sobrenome como “Alcuarismi”).


Ele foi um matemático persa, nascido no atual território do Uzbequistão, que trabalhou em Bagdá no século 9 d.C., época em que o califado islâmico Abássida era a maior potência científico-tecnológica do mundo. A cidade sediava a Casa da Sabedoria, um centro de pesquisa que continha, talvez, a biblioteca mais vasta de seu tempo. [...]


O nome completo significa, ao pé da letra, “Mohamed, pai de Jafar, filho de Moisés, nativo de Khiva” – uma cidade uzbeque que permanece com o mesmo nome até hoje. Assim, Alcuarismi não era bem um sobrenome. Era uma designação de origem similar à que os gregos da Antiguidade empregavam em nomes como “Pitágoras de Samos” ou “Tales de Mileto”.


O nome “Alcuarismi” chegou ao latim medieval com a pronúncia torta algorismus, que deu origem a “algarismo” em português e também ao termo algorisme em francês arcaico.


O problema: os franceses da Idade Média não sacaram a raiz árabe da palavra algorisme. Pensaram que vinha do grego arithmos (que também significa “número”, mas não tem nada a ver com nosso amigo Alcuarismi). É uma confusão compreensível.


Por isso, eles “consertaram” a dita cuja para algorithme, que se tornou algorithm em inglês e chegou ao português, após a invenção dos computadores, como “algoritmo”.


Alcuarismi é considerado o pai da álgebra. Uma das suas invenções mais importantes é algo básico no currículo escolar: o procedimento em que você inverte os termos de uma equação ao passá-los para o outro lado do sinal de igual (o que soma passa subtraindo, o que multiplica passa dividindo etc).


Ele foi o primeiro a fornecer soluções sistemáticas para equações lineares e quadráticas, produziu as tabelas de senos e cossenos mais precisas de seu tempo e, também, as primeiras tabelas de tangentes da história.



Pergunta de Cassio, de Santo André (SP), via e-mail.
(Fonte: https://super.abril.com.br)
Conforme as características desse texto, podemos afirmar que seu principal objetivo é: 
Alternativas
Q3398711 Português

            Embora muitos alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, balas, iogurtes açucarados e refeições congeladas — possam satisfazer o desejo por alimentos doces, gordurosos e salgados, pesquisas sugerem que são particularmente ruins para o cérebro — podendo prejudicar o humor e a cognição.



            Dietas ricas nesses alimentos foram associadas a um risco 44% maior de depressão e 48% maior de ansiedade, conforme uma meta-análise publicada na revista Nutrients.



            Já um estudo realizado no Brasil descobriu que a ingestão de apenas 20% das calorias desses alimentos estava associada a uma taxa 28% mais rápida de declínio cognitivo em comparação com pessoas que consumiam menos alimentos processados.



            Particularmente alarmante, um outro estudo, que acompanhou cerca de meio milhão de pessoas que vivem na Inglaterra, Escócia e País de Gales descobriu que, para cada aumento de 10% na ingestão de alimentos ultraprocessados, o risco de demência sobe 25%.



            “Embora a relação exata de causa e efeito ainda seja desconhecida, evidências observacionais inclinam-se para a ideia de que a ingestão de grandes quantidades de alimentos ultraprocessados aumenta o risco de início de depressão no futuro”, escreveu a pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade Deakin, na Austrália, Melissa M. Lane.



            É de conhecimento geral que a ingestão excessiva de sal, açúcar e/ou gordura saturada está associada à inflamação crônica, pressão alta, alto nível de açúcar no sangue, doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Todas essas condições aumentam o risco de demência vascular — diminuição do fluxo sanguíneo para o cérebro. 



            Outro problema é que os alimentos ultraprocessados podem causar dependência. Isso é intencional: “As empresas multibilionárias os criam para nos viciar, de modo que nosso controle sobre eles é baixo.”, diz Cindy Leung, professora de nutrição em saúde pública na Harvard T.H. Chan School of Public Health, nos Estados Unidos.



            Os seres humanos evoluíram para responder a alimentos doces, gordurosos e ricos em calorias. Durante a maior parte da existência humana, isso nos ajudou a sobreviver. Porém, na natureza, os alimentos são modestamente ricos em açúcar — como as uvas — ou ricos em gordura, como as nozes.



            “Você não encontra alimentos ricos tanto em açúcar quanto em gordura", diz Ashley Gearhardt, professora de psicologia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. "Essa é a marca registrada dos alimentos ultraprocessados. Acrescente sal, aromatizantes artificiais e cores brilhantes, e nosso cérebro simplesmente perde o controle sobre esses alimentos.”



(Fonte: National Geographic — adaptado.)

Considerando-se as ideias trazidas no texto, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) Pesquisas revelam de modo categórico haver uma relação de causa e efeito entre o consumo de alimentos ultraprocessados e males que afetam o cérebro.


( ) Resultados de um estudo que relacionou o consumo substancial de alimentos ultraprocessados e um maior risco de desenvolver ansiedade e depressão foram expostos em uma publicação estrangeira.


( ) Alimentos com alto teor de açúcar ou de gordura são encontrados na natureza, mas, no caso dos ultraprocessados, há acréscimo desses dois componentes em um mesmo alimento, bem como de outros constituintes, como o sal.


( ) De acordo com os resultados de pesquisas apresentados no texto, o risco de desenvolver aumento na capacidade cognitiva e até mesmo o aprimoramento geral das habilidades mentais está ligado ao emprego excessivo de alimentos ultraprocessados. 

Alternativas
Q3398430 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Com base no aumento da população em Santa Catarina e no Brasil, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3398429 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Considerando o aumento percentual da população de Rodeio (SC) e do Brasil, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3398428 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Qual foi o motivo para um segundo adiamento do Censo após 2020?
Alternativas
Q3398427 Português
População de Rodeio (SC) é de 12.757 pessoas, aponta o Censo do IBGE


    A população da cidade de Rodeio (SC) chegou a 12.757 pessoas no Censo de 2022, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o Censo de 2010. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


    Os dados do Censo também revelam que a população do Brasil é de 203.062.512, um aumento de 6,45% em relação ao Censo de 2010.


     No estado de Santa Catarina, a população é de 7.609.601, o que representa um aumento de 21,78% quando comparado ao Censo anterior.


    No ranking de população dos municípios, Rodeio está:


- na 108ª colocação no estado;

- na 403ª colocação na região Sul;

- na 2.555ª colocação no Brasil.


    A pesquisa do IBGE também aponta que a cidade em Rodeio tem uma densidade demográfica de 98,89 habitantes por km² e uma média de 2,7 moradores por residência.


O Censo


    O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.


    O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.


    A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.


    Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa obter dados sobre as características dos moradores — idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações.


Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2023/06/28/populacao-de-rodeio-sc-e-de-12-757-pessoasaponta-o-censo-do-ibge.ghtml (adaptado).
Qual foi o aumento percentual da população de Rodeio (SC) de acordo com o Censo de 2022, em comparação com o Censo de 2010? 
Alternativas
Q3398391 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?

Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.

    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?

    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.

    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."

  Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.

   O que é uma dieta de “limpeza”?

   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.

  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.

   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).

  A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.

  Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.

  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.

  Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).
O termo "ultraprocessados", usado para descrever certos alimentos, indica que eles são: 
Alternativas
Q3398381 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?

Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.

    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?

    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.

    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."

  Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.

   O que é uma dieta de “limpeza”?

   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.

  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.

   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).

  A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.

  Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.

  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.

  Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).
Qual função do fígado, dos rins e do sistema digestivo é destacada no contexto das dietas de detox?
Alternativas
Q3398377 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:


Sabia que o detox pode fazer mais mal do que bem ao seu corpo?

Veja o que dizem os especialistas


   Nesta época do ano, especialmente por conta do verão, o que não falta é conteúdo que se aproveite da ansiedade causada pelo excesso de açúcar ou de bebida alcóolica que podemos ter consumido ao longo dos dias e das férias – e dos quilos extras que podem ter se seguido.

    Basta pesquisar "detox" ou "limpeza" nas redes sociais. É um setor global multibilionário. Embora seja completamente normal que o corpo mude e nenhum alimento seja ruim com moderação, você pode se perguntar: devo experimentar uma dessas “dietas mágicas” de desintoxicação e limpeza do organismo? E será que elas realmente funcionam?

    A resposta, como a maioria das coisas que envolvem o corpo, é complicada. Nenhuma pesquisa séria e de qualidade sugere qualquer benefício de longo prazo associado a dietas de limpezas ou detox, de acordo com Melissa Prest, nutricionista certificada e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics, dos Estados Unidos. Algumas podem, na verdade, ser prejudiciais, especialmente sem supervisão médica.

    Por outro lado, algumas pessoas juram que se sentem melhor ao fazer uma dieta de limpeza – com mais energia, pensamento mais claro, menos inchaço. Prest diz que isso não é surpreendente: "Se alguém que talvez esteja comendo muitos alimentos ultraprocessados, com açúcares refinados, sem muita fibra, com pouquíssimas frutas e vegetais, e agora está substituindo esses alimentos, mesmo em quantidades menores, por alimentos ricos em nutrientes, é claro que se sentirá melhor."

  Em última análise, certas mudanças em sua dieta podem trazer benefícios a curto prazo, mas mesmo essas mudanças vêm com ressalvas consideráveis.

   O que é uma dieta de “limpeza”?

   Não há uma definição específica do que é uma limpeza ou detox do organismo, mas a nutricionista Prest diz que ela normalmente envolve a restrição da dieta por um curto período de tempo com a intenção de desintoxicar o corpo – seja de subprodutos naturais, como o ácido lático, ou de forças externas, como mercúrio em frutos do mar ou poluentes.

  Fazer uma limpeza pode significar cortar os laticínios ou o glúten por um mês, fazer uma dieta líquida e só beber sucos por uma semana, ou simplesmente jejuar. Até mesmo dietas como Whole 30 ou a dieta cetogênica podem ser consideradas limpezas.

   Mas a Academy of Nutrition and Dietetics, a maior organização mundial de profissionais de nutrição e dietética, não recomenda as limpezas. Prest diz que isso se deve ao fato de o corpo já ter seu próprio processo altamente eficaz para se livrar das toxinas, principalmente por meio do fígado, dos rins e do sistema digestivo. Por exemplo, o corpo pode metabolizar o álcool em apenas um dia, dependendo do número de drinques consumidos (e da intensidade deles).

  A maioria das dietas de limpeza se enquadra na categoria de "dietas da moda", que geralmente cortam grupos de alimentos, não fornecem nutrição adequada e promovem mudanças de curto prazo que são difíceis de manter, de acordo com um estudo de 2022 na revista científica Frontiers.

  Muitas empresas que oferecem limpezas rotulam seus produtos como "apoiados por pesquisas". Mas essas descobertas podem ser manipuladas para se adequar a uma narrativa. Por exemplo, uma "desintoxicação com água com limão" se tornou algo básico para quem se preocupa com a limpeza. Mas um estudo, frequentemente citado como base para essa limpeza, monitorou menos de cem participantes por apenas 11 dias.

  "A maioria das mudanças positivas também foi observada entre os participantes de uma dieta com restrição calórica semelhante, sem a mesma mistura de suco de limão", diz Melinda Ring, especialista em medicina interna e integrativa da Northwestern Medicine e diretora do Osher Center for Integrative Health da Northwestern University, nos Estados Unidos.

  Muitos desses estudos também são feitos em animais, cujos resultados não são facilmente transferidos para os seres humanos.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/02/

(adaptado).
No contexto do texto, a palavra "detox" é utilizada para se referir a:
Alternativas
Q3398149 Português
Leia o texto a seguir:


Deixar de seguir alguns perfis nas redes sociais pode ajudar a reduzir a ansiedade


Fazer uma limpeza na lista de quem seguimos pode diminuir sentimento de frustração e comparação


Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. A cada minuto são vídeos e fotos de viagens, carros caros, sucesso no trabalho, na vida fitness e no amor.


Comparar a vida e as conquistas com a dos outros pode levar a baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social. É o que diz a psicóloga Vanessa Gebrim, pós-graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Era o que sentia a estudante de cinema Hadassa Maciel, 22, que decidiu eliminar quem não a influenciava de forma positiva por causa de sua ansiedade. Ela diz que seu quadro piorou muito durante a pandemia. "Quando eu olhava as redes sociais, tanto o Instagram quanto o TikTok, e via as pessoas que faziam parecer ter uma vida perfeita, todo mundo magro, que vai para a academia todos os dias, que tem uma dieta saudável e pele perfeita, eu ficava muito mexida."


Um estudo de 2017 da Royal Society for Public Health chamada #StatusofMind — algo como status da mente —, examinou os efeitos positivos e os negativos das redes sociais na saúde dos jovens. A pesquisa mostrou que o YouTube é a plataforma que tem o melhor impacto e o Instagram é a mais prejudicial para a saúde mental. Naquela época, o TikTok ainda não era uma febre como hoje, o que poderia tornar os resultados diferentes. "Eu cheguei a desinstalar o TikTok e o Instagram porque eu me cobrava muito", afirma Hadassa.


Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. "Isso é algo bem improvável de ocorrer o tempo todo e acaba afetando muito as pessoas. O ideal é parar de seguir o que te faz mal e ficar somente com aquilo que te faz bem", diz.


Hadassa conta que se sentia mal ao ver aquelas pessoas terem uma vida aparentemente perfeita. "Hoje em dia eu tenho discernimento e sei que não é uma vida perfeita, mas mexe muito com a cabeça da gente", diz. "Eu gosto de seguir pessoas normais, que mostram que a vida não é tudo isso."


A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas. Ela afirma que trocar o que é tóxico por emoções e comportamentos positivos contribui para a saúde mental.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/01/deixar-de-seguir-algunsperfis-nas-redes-sociais-pode-ajudar-a-reduzir-a-ansiedade.shtml. Acesso em: 09 jan. 2024. 
O terceiro parágrafo do texto aborda o caso de uma estudante de cinema, que sofre de ansiedade por conta das publicações alheias em redes sociais. Com base nessa informação, consideramos que o terceiro parágrafo do texto estabelece uma relação específica com o parágrafo anterior. Essa relação é de:
Alternativas
Q3398148 Português
Leia o texto a seguir:


Deixar de seguir alguns perfis nas redes sociais pode ajudar a reduzir a ansiedade


Fazer uma limpeza na lista de quem seguimos pode diminuir sentimento de frustração e comparação


Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde. A cada minuto são vídeos e fotos de viagens, carros caros, sucesso no trabalho, na vida fitness e no amor.


Comparar a vida e as conquistas com a dos outros pode levar a baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social. É o que diz a psicóloga Vanessa Gebrim, pós-graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).


Era o que sentia a estudante de cinema Hadassa Maciel, 22, que decidiu eliminar quem não a influenciava de forma positiva por causa de sua ansiedade. Ela diz que seu quadro piorou muito durante a pandemia. "Quando eu olhava as redes sociais, tanto o Instagram quanto o TikTok, e via as pessoas que faziam parecer ter uma vida perfeita, todo mundo magro, que vai para a academia todos os dias, que tem uma dieta saudável e pele perfeita, eu ficava muito mexida."


Um estudo de 2017 da Royal Society for Public Health chamada #StatusofMind — algo como status da mente —, examinou os efeitos positivos e os negativos das redes sociais na saúde dos jovens. A pesquisa mostrou que o YouTube é a plataforma que tem o melhor impacto e o Instagram é a mais prejudicial para a saúde mental. Naquela época, o TikTok ainda não era uma febre como hoje, o que poderia tornar os resultados diferentes. "Eu cheguei a desinstalar o TikTok e o Instagram porque eu me cobrava muito", afirma Hadassa.


Gebrim, a psicóloga, afirma que as redes sociais podem, sim, gerar algum tipo de gatilho ou frustração, principalmente com essa onda das pessoas ficarem mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. "Isso é algo bem improvável de ocorrer o tempo todo e acaba afetando muito as pessoas. O ideal é parar de seguir o que te faz mal e ficar somente com aquilo que te faz bem", diz.


Hadassa conta que se sentia mal ao ver aquelas pessoas terem uma vida aparentemente perfeita. "Hoje em dia eu tenho discernimento e sei que não é uma vida perfeita, mas mexe muito com a cabeça da gente", diz. "Eu gosto de seguir pessoas normais, que mostram que a vida não é tudo isso."


A virada do ano é uma época propícia para revisar metas e repensar atitudes. Para começar o ano com uma relação mais saudável com as redes sociais, Gebrim, a psicóloga, dá algumas dicas. Ela afirma que trocar o que é tóxico por emoções e comportamentos positivos contribui para a saúde mental.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2024/01/deixar-de-seguir-algunsperfis-nas-redes-sociais-pode-ajudar-a-reduzir-a-ansiedade.shtml. Acesso em: 09 jan. 2024. 
“Com pessoas postando suas vidas de forma maquiada nas redes sociais, fica fácil achar que a grama do vizinho é sempre mais verde” (1º parágrafo). A leitura desse trecho do texto permite a inferência de que as pessoas:
Alternativas
Respostas
3441: A
3442: C
3443: C
3444: B
3445: C
3446: C
3447: A
3448: A
3449: B
3450: C
3451: D
3452: D
3453: C
3454: A
3455: B
3456: B
3457: D
3458: B
3459: D
3460: C