Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.971 questões

Q3114209 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Através do título do texto é possível inferir que o autor revela: 
Alternativas
Q3114207 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Em Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado.” (5º§), o termo destacado se refere à: 
Alternativas
Q3114206 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Considerando a organização das informações e ideias apresentadas, é possível afirmar a respeito do texto que: 
Alternativas
Q3114205 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Para que um texto cumpra a sua finalidade comunicativa é essencial que o leitor tenha as competências necessárias para ler, compreender e interpretar a informação transmitida. É importante que haja uma apreciação crítica e pessoal, que leve o leitor a refletir sobre o conteúdo lido, formando as suas próprias ideias sobre o assunto. Podemos afirmar que o propósito comunicativo do texto de Nelson Tanure é: 
Alternativas
Q3114119 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Como a presença da proteína NS1 indica a infecção pelo vírus da zika no estudo descrito? 
Alternativas
Q3114118 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Como as nanopartículas de ouro ajudam a detectar a presença do vírus da zika no estudo realizado?
Alternativas
Q3114117 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Qual é uma das principais razões para a necessidade de testes mais rápidos, segundo a pesquisadora Ronconi?
Alternativas
Q3114116 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Qual é a principal vantagem do novo teste para diagnóstico de arboviroses desenvolvido pela Universidade Federal Fluminense (UFF)? 
Alternativas
Q3114115 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Qual é o principal objetivo do trabalho orientado pela professora Célia Machado Ronconi, da UFF? 
Alternativas
Q3114114 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estudo brasileiro usa nanotecnologia para detectar dengue, zika e chikungunya

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) busca acelerar o diagnóstico de arboviroses, como zika, chikungunya e dengue. O novo teste, ainda em estudo, se baseia na utilização de nanopartículas de ouro para detectar proteínas específicas do organismo e indicar infecções e surge como alternativa aos exames tradicionais, que podem demorar dias para apresentar os resultados.

O trabalho é orientado pela professora do Departamento de Química Inorgânica da UFF, Célia Machado Ronconi, em parceria com pesquisadores do Instituto de Biologia da UFF e visa apresentar um diagnóstico diferencial entre dengue, zika e chikungunya de forma mais rápida e eficiente.

"Os sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya são muito parecidos, o que dificulta a identificação clínica sem um exame laboratorial preciso. Decidimos, então, adaptar a metodologia que já tínhamos utilizado com sucesso para a Covid-19", explica Ronconi, em comunicado divulgado pela UFF.

O novo teste foi inspirado em uma pesquisa anterior, realizada durante a pandemia da Covid-19, na qual pesquisadores da UFF criaram um método utilizando nanopartículas de ouro para identificar rapidamente a presença da proteína-base do vírus no organismo humano. A estratégia resultou em uma forma eficaz de detectar o microrganismo. A solução foi publicada e patenteada pelo grupo de pesquisadores.

No estudo, as nanopartículas foram ligadas aos anticorpos específicos da zika para detectar uma proteína chamada NS1, que aparece no sangue de pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Segundo Ronconi, as propriedades das nanopartículas de ouro espalham a luz e, consequentemente, quando são ligadas aos anticorpos que identificam o vírus ou a proteína NS1, é possível monitorar a mudança no espalhamento da luz em função da alteração do tamanho das nanopartículas.

Além disso, na ausência da proteína, essas partículas se agregam. No entanto, quando a proteína está presente, ela impede a agregação das nanopartículas. Consequentemente, é possível identificar a presença da proteína NS1 pela mudança no espalhamento da radiação.

A proteína NS1 é produzida no organismo durante a infecção pelo vírus da zika e, por isso, ao ser identificada, é possível confirmar que a pessoa está doente, de acordo com a professora. "Ela [a proteína] é liberada no organismo quando o vírus da zika começa a se replicar e pode ser detectada em concentrações significativas no plasma sanguíneo", explica Ronconi.

O próximo passo dos pesquisadores é validar o método em amostras reais de plasma sanguíneo de pacientes. Para a pesquisadora, o desenvolvimento de testes mais rápidos e eficazes é essencial para garantir diagnósticos assertivos e direcionados.

"Às vezes, é preciso esperar dias para realizar o exame e obter o resultado, mas nesse tempo a pessoa já poderia estar sendo medicada corretamente. Atualmente, muitos diagnósticos são baseados nos sintomas relatados pelos pacientes, o que pode gerar incertezas", comenta Ronconi. "Sem exames laboratoriais rápidos, é comum que o médico fique em dúvida entre as diferentes doenças pela semelhança dos sintomas, como dengue, chikungunya, zika, ou até o recente vírus oropouche, que tem se espalhado devido ao desmatamento."

Além disso, a professora defende que testes mais rápidos podem evitar a sobrecarga nos sistemas de saúde em cenários de epidemias.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-brasileiro-usa-nanotecnolog ia-para-detectar-dengue-zika-e-chikungunya/
Qual é a origem da metodologia usada no novo teste para diagnosticar dengue, zika e chikungunya, segundo o comunicado divulgado pela UFF?
Alternativas
Q3114041 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
O texto por vezes chama o personagem de “gigante” em referência à: 
Alternativas
Q3114036 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
Ao longo do texto, o personagem principal é confrontado por sua hesitação quanto à forma como proceder frente ao inseto. É correto afirmar que a temática textual se baseia na indecisão do homem sobre: 
Alternativas
Q3114035 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
A partir da inferência, é possível derivar conclusões segundo informações e premissas de que se tem conhecimento. Um termo cujo significado se pode depreender com base do texto é “entomologia” (3º§), que pode ser corretamente identificada como o estudo dos(as): 
Alternativas
Q3113910 Português
A vida dá voltas

   Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.
   Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
     O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
     Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco)
Disponível em: http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 25.09.2024. Adaptado) 
Pelo texto, pode-se inferir que o sentimento predominante da mãe de Luís ao ser abandonada pelo filho foi de?
Alternativas
Q3113909 Português
A vida dá voltas

   Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.
   Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
     O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
     Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco)
Disponível em: http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 25.09.2024. Adaptado) 
Que característica melhor define Cláudia, esposa de Luís?
Alternativas
Q3113908 Português
A vida dá voltas

   Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.
   Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
     O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
     Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco)
Disponível em: http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 25.09.2024. Adaptado) 
Qual é a principal mensagem transmitida pelo texto "A vida dá voltas"?
Alternativas
Q3113168 Português
Leia o texto e responda a questão abaixo:

'Dama dos Cravos', símbolo da revolução que pôs fim à ditatura em Portugal, morre aos 91 anos


Celeste Caeiro foi quem começou a distribuir flores para os soldados na chamada 'Revolução dos Cravos', em 25 de abril de 1974. Movimento foi a base para o estabelecimento da democracia no país.


        Celeste Caeiro, que ficou conhecida como a "Dama dos Cravos" durante a revolução que colocou fim à ditadura portuguesa, morreu nesta sexta-feira (15) aos 91 anos. Na década de 1970, ela distribuiu cravos aos soldados que se rebelaram contra o regime ditatorial de Portugal. Por causa disso, o movimento ficou conhecido como "Revolução dos Cravos".
        Em 25 de abril de 1974, o restaurante de Lisboa onde Celeste trabalhava estava prestes a comemorar o aniversário de inauguração. Naquele dia, os proprietários compraram cravos para a equipe, composta por muitas mulheres.
        Com os soldados se rebelando contra a ditadura, o restaurante resolveu cancelar a festa de aniversário. Celeste ficou responsável por levar todas as flores para casa.
        Em entrevistas após a revolução, Celeste contou que foi abordada por jovem soldado que pediu um cigarro a ela. Como não tinha um, ela resolveu entregar um cravo ao militar.
        Outros soldados que foram passando por Celeste também ganharam flores. Muitos deles resolveram colocar os cravos nos canos dos rifles e nos tanques. A partir daí, vendedores de flores começaram a oferecer mais cravos aos rebeldes. Jornalistas e fotógrafos que cobriam a revolução registraram a cena, que ganhou as capas de jornais do mundo inteiro.
        A revolução militar terminou com a queda do regime ditatorial que já durava 40 anos, iniciando a transição para o estabelecimento da democracia em Portugal. O movimento foi pacífico.
        "O momento mais lindo da nossa democracia não teria sido tão lindo sem Celeste Caeiro. Obrigado por tudo", escreveu o jornalista Helio Carvalho em uma rede social.

(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/11/15/dama-dos-cravos-simbolo-da-revolucao-que-colocou-fim-a-ditatura-emportugal-morre-aos-91-anos.ghtml])
Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto: 
Alternativas
Q3113083 Português
Leia a obra de Carlos Drummond de Andrade e responda a questão abaixo:


Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.


(https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/)
Assinale a alternativa correta, de acordo com o poema:
Alternativas
Q3113064 Português
Leia o texto a seguir:

GOVERNO VAI APRESENTAR PROJETO PARA PROIBIR
CELULARES EM SALA DE AULA

  O uso de celulares em sala de aula pelos estudantes pode estar com os dias contados no Brasil. Um projeto de lei atualmente em desenvolvimento, que inclui o banimento dos telefones, deve ser apresentado em outubro pelo Ministério da Educação (MEC), como destaca a Folha de São Paulo na sexta-feira (20).

  Em entrevista ao jornal, o ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que a pasta decidiu elaborar o PL para dar maior segurança jurídica às instituições de ensino na hora de proibir os smartphones nas aulas. Na visão do ministério, divulgar apenas uma “recomendação” para evitar o aparelho não surtiria maiores efeitos.

  Ainda conforme Santana, o projeto é baseado em estudos que apontam melhorias na atenção, no desempenho e até mesmo na saúde mental dos estudantes em decorrência do banimento. Ele citou o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como uma das referências.

   Divulgado recentemente, o documento recomenda a proibição dos celulares em sala de aula e vai além, sugerindo o banimento total do aparelho nas escolas, em alguns casos. A entidade faz uma relação entre o uso da tecnologia pelos estudantes e dificuldades de aprendizado, apontando, ainda, o surgimento de problemas de saúde mental.

(Trecho do texto de André Luiz Dias Gonçalves)
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2024/09/atividade-deinterpretacao-noticia-proibicao-de-celular-nas-escolas-8- e-9ano.html Acesso em 26.09.2024.
De acordo com o texto lido, qual é o principal argumento utilizado para justificar a proibição dos celulares em sala de aula?
Alternativas
Q3113063 Português
Leia o texto a seguir:

GOVERNO VAI APRESENTAR PROJETO PARA PROIBIR
CELULARES EM SALA DE AULA

  O uso de celulares em sala de aula pelos estudantes pode estar com os dias contados no Brasil. Um projeto de lei atualmente em desenvolvimento, que inclui o banimento dos telefones, deve ser apresentado em outubro pelo Ministério da Educação (MEC), como destaca a Folha de São Paulo na sexta-feira (20).

  Em entrevista ao jornal, o ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que a pasta decidiu elaborar o PL para dar maior segurança jurídica às instituições de ensino na hora de proibir os smartphones nas aulas. Na visão do ministério, divulgar apenas uma “recomendação” para evitar o aparelho não surtiria maiores efeitos.

  Ainda conforme Santana, o projeto é baseado em estudos que apontam melhorias na atenção, no desempenho e até mesmo na saúde mental dos estudantes em decorrência do banimento. Ele citou o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como uma das referências.

   Divulgado recentemente, o documento recomenda a proibição dos celulares em sala de aula e vai além, sugerindo o banimento total do aparelho nas escolas, em alguns casos. A entidade faz uma relação entre o uso da tecnologia pelos estudantes e dificuldades de aprendizado, apontando, ainda, o surgimento de problemas de saúde mental.

(Trecho do texto de André Luiz Dias Gonçalves)
Disponível em: https://www.tudosaladeaula.com/2024/09/atividade-deinterpretacao-noticia-proibicao-de-celular-nas-escolas-8- e-9ano.html Acesso em 26.09.2024.
Qual é o principal objetivo do projeto de lei mencionado no texto?
Alternativas
Respostas
3421: A
3422: A
3423: B
3424: A
3425: C
3426: D
3427: A
3428: A
3429: A
3430: D
3431: A
3432: A
3433: A
3434: D
3435: B
3436: C
3437: A
3438: A
3439: C
3440: B