Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A expressão “Como seria bom...”, no último parágrafo do texto, indica:
Eu desconfiava: todas as histórias em quadrinhos são iguais. Todos os filmes norte-americanos são iguais. Todos os filmes de todos os países são iguais. Todos os best-sellers são iguais. Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais. Todos os partidos políticos são iguais. Todas as mulheres que andam na moda são iguais. Todas as experiências de sexo são iguais. Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais. E todos, todos os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais. Todas as fomes são iguais. Todos os amores iguais, iguais, iguais. Iguais todos os rompimentos. A morte é igualíssima. Todas as criações da natureza são iguais. Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais. Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.
A paixão medida (1980). 8 ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 77-78. Carlos Drummod de Andrade © Graña Drummond www.carlosdrummond.com.br
Das afirmações seguintes:
I. É possível afirmar que o poema encontra-se dividido basicamente em quatro partes
II. O vocábulo “contudo” é responsável por introduzir a segunda parte do poema.
III. A frase “Todo ser humano é um estranho ímpar” equivale a “cada um dos seres humanos é diferente dos demais”.
Rogério Tuma 30 de agosto de 2011 às 18:21h
Estudos médicos indicam que sim, principalmente para os homens. Para as mulheres, há benefícios, mas o matrimônio engorda muito.
Existem muitos estudos estatísticos que avaliam o efeito do estado marital no peso e estado de saúde das pessoas. Em termos gerais, casar engorda e divorciar emagrece, porém quando separamos as pessoas pela idade e sexo é que as verdadeiras diferenças aparecem. No congresso da Associação Americana de Sociologia, um estudo da Universidade de Ohio – que acompanhou mais de 10 mil -jovens de 14 a 22 anos entre 1979 e 2008 – -comparou por faixa etária e gênero o que ocorre com o peso se casamos ou não e se nos separamos.
Os solteiros convictos costumam ser mais magros, o casamento engorda, porém não a ponto de se tornar um problema de saúde. Após os 30 anos de idade é que aparecem os problemas: as mulheres casadas engordam e muito, ao ponto de virar um problema de saúde, e os homens que se divorciaram ficaram gordos, os casados não. Essas diferenças ficam piores à medida que a idade aumenta. Os autores Dmitry Tumin e Zhenchao Qian supõem que homens têm benefícios no casamento, tendo mais tempo para se exercitar e mais liberdade para adotar práticas saudáveis, enquanto as tarefas diárias que um casamento exige impedem a mulher de se cuidar.
Kathle,en King, da Universidade de Rochester, em outro estudo publicado na revista Health Psychology, de 22 de agosto, mostra que casamento feliz faz bem para o coração. Após acompanhar cardíacos que sofreram revascularização do miocárdio com pontes de veia safena ou artéria mamária, a autora concluiu que cuidados maritais têm o mesmo peso na evolução dos pacientes do que parar de fumar, controlar o diabetes e abaixar o colesterol. Após acompanhar 225 pacientes por 15 anos, a autora notou que 83% das mulheres revascularizadas que tinham um casamento feliz ainda estavam vivas, enquanto que apenas 27% das casadas infelizes e só 26% das solteiras sobreviveram tanto tempo, uma diferença quatro vezes maior a favor das felizes no casamento.
Para os homens infartados a diferença é um pouco menor, mas ainda muito significativa: três vezes mais chances de sobrevida para os homens casados e felizes. Para a autora, o cuidado feminino com seu parceiro existe mesmo se o casamento não vai bem, mas para as mulheres um casamento infeliz não gera nenhum benefício; “as mulheres precisam saber que seu casamento vai bem para ter um ganho de saúde”, diz o Dr. Reis, coautor do estudo.
Homens casados têm em casa alguém que os estimula a seguir um padrão de vida mais saudável, como parar de fumar e fazer exercícios, por isso que o casamento faz muito bem para eles, enquanto esse papel de cuidador não é comumente exercido pelo homem. Por isso, só casar não é o suficiente para a mulher, ela precisa ser “feliz para sempre”.
Para quem ainda quer discutir a relação, vai aí uma dica, um estudo- com 400 mil taiwaneses, publicado no British Journal of Sports Medicine- de agosto, prova que caminhar apenas- 15 minutos por dia pode aumentar a nossa sobrevida em três anos e reduzir o risco de ter câncer em 10% e de infarto- em 20%. Portanto, discuta a relação andando.
O cuidado com a saúde é extremamente importante para o ser humano, independente da idade, condição social, gênero ou país em que vive, porém, o estudo citado como referência aponta algumas particularidades sobre a relação entre saúde e matrimônio, a partir das afirmações do texto é CORRETO afirmar que:
I. A contribuição de um casamento feliz para a saúde do paciente têm o mesmo peso que parar de fumar.
II. Os homens casados felizes não apresentam o mesmo ganho de sobrevida em relação a cirurgia de revascularização se comparado às mulheres, se bem que ainda tenham um ganho importante.
III. Para as mulheres, o fato de estarem casadas felizes ou solteiras alteram minimamente a sua sobrevida em relação a cirurgia de revascularização.
A alternativa CORRETA é encontrada em:
“INVESTIMENTOS EM ESTRADAS ATRASAM E ACIDENTES TRIPLICAM”
Empresas responsáveis por estradas federais privatizadas na segunda etapa do Programa de Concessões Rodoviárias estão atrasando os investimentos previstos em contrato com o Governo federal. Enquanto isso, os acidentes triplicaram: nos sete trechos privatizados, subiram de 9.961 em 2008 para 28.947 em 2009, um crescimento de 190%. As principais obras deveriam ocorrer nos três primeiros anos da cobrança de pedágios (2007-2009) – que estão sendo reajustados sem atraso. Nos sete trechos, o investimento está abaixo dos 30%; em quatro, abaixo de 10% do previsto. A Agência Nacional de Transportes Terrestres, que deveria regular o setor, acaba agindo com resoluções que retardam os investimentos. No trecho da BR-101 do Rio ao Espírito Santo, há obras paradas e uma passarela de pedestres que para no ar.”
(O Globo, 18-09-2011)
“Uma passarela de pedestres que para no ar”; na composição vocabular desse segmento ocorre uma demonstração de:
1 Você pode até ser insensível, mas seus neurônios são solidários
2 por Vanessa Vieira
3 Se a visão de um colchão com pulgas provoca coceira alheia e um acidente
4 de trânsito gera dor alheia, natural que testemunhar uma situação
5 embaraçosa cause a famosa vergonha alheia. Por trás dessas sensações
6 solidárias estão as estrelas da neurologia contemporânea:o neurôniosespelho.
7 Essas células são especialistas em copiar: simulam no nosso
8 cérebro o que está acontecendo com outra pessoa. E isso vale para
9movimentos e emoções. Foi o que mostrou uma pesquisa do Institut de
10Neurosciences Physiologiques et Cognitives de la Méditerranée, na França,
11que escaneou o cérebro de voluntários enquanto sentiam um odor
12desagradável e enquanto apenas assistiam a um vídeo de outras pessoas
13sentindo nojo. Em ambas as situações, as áreas ativadas no cérebro foram
14as mesmas.
15O resultado é que, ao ver alguém experimentando uma emoção, nossa
16tendência é simular em nós mesmos o mesmo medo, tesão, alegria e, claro,
17a mesma vergonha. Isso vale inclusive para aquelas vezes em que aquela
18que consideramos a vítima não está nem aí, mas você está. "É como se
19nosso cérebro, ao identificar uma situação desafiadora, nos desse uma
20provinha para degustação", diz Renata Pereira Lima, pesquisadora do
21Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP. Ou seja, se você
22vê alguém pagando mico em um reality show e sente vergonha alheia, é
23seu inconsciente avisando: "não é pra você".
A palavra “alheia”, no título do texto, significa
A socióloga Constance Ahrons, de Wisconsin, acompanhou por 20 anos um grupo de 173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o índice de problemas emocionais nesse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados. Mas Ahrons observou que eles "emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a média, apesar ou talvez por causa dos divórcios e recasamentos de seus pais". (...) Outros trabalhos apontaram para conclusões semelhantes. Dave Riley, professor da universidade de Madison, dividiu os grupos de divorciados em dois: os que se tratavam civilizadamente e os que viviam em conflito. Os filhos dos primeiros iam bem na escola e eram tão saudáveis emocionalmente quanto os filhos de casais "estáveis". (...) Uma família unida é o ideal para uma criança, mas é possível apontar pontos positivos para os filhos de separados. "Eles amadurecem mais cedo, o que de certa forma é bom, num mundo que nos empurra para uma eterna dependência."
REVISTA ÉPOCA, 24/1/2005, p. 61-62. Fragmento.
De acordo com o texto, é CORRETO afirmar:
Um encontro com Woody Allen prova que os homens inseguros, neuróticos e pessimistas de seus filmes são mesmo versões de si mesmo. Mal o cineasta entra na suíte do Hotel Martinez, um cinco-estrelas às margens do Mar Mediterrâneo, em Cannes, já começa a reclamar. Primeiro, do calor que ele diz não suportar – e o deixa apreensivo em relação a filmar no Brasil. O rei da autoparódia também se mostra insatisfeito com o chuveiro do hotel, com as viagens e, claro, com a condição humana. “Há coisa pior do que já nascer condenado à morte?’’, pergunta o diretor de 75 anos. É justamente para se esquecer de tudo isso que Allen roda um filme por ano. São quase 50 títulos no currículo, completado agora com mais um, a comédia “Meia-Noite em Paris’’, no qual o seu alter ego é um roteirista em crise. Enquanto a noiva do escritor só pensa em futilidades, ele se distrai voltando no tempo, artifício que lhe permite conviver com intelectuais e artistas da Paris dos anos 1920. Gente como Ernest Hemingway, Salvador Dalí, Gertrude Stein e o casal Scott e Zelda Fitzgerald. “A magia me ajuda a não cair em depressão’’, diz o cineasta.
Com base no texto, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) Ao contrário dos personagens que cria em seus filmes, Woody Allen é uma pessoa segura e otimista. ( ) Woody Allen não vê a hora de filmar no Brasil. ( ) Woody Allen costuma ironizar a si mesmo nos personagens que cria para suas produções cinematográficas. ( ) Woody Allen conviveu com gente como Ernest Hemingway, Salvador Dali, Gertrude Stein e o casal Fitzgerald.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
(Obs.: "Departamento", palavra encontrada na citação feita no excerto, corresponde a uma divisão administrativa do território francês.)
"Paris e o deserto francês", de título de livro contestando o centralismo do Estado francês, passou a ser parte das expressões correntemente usadas na língua francesa. A tese do autor é que a hipertrofia da capital francesa impedia o desenvolvimento das demais regiões e cidades do território nacional. Herança histórica de diferentes regimes políticos, o centralismo se traduz através da concentração do poder político, administrativo, econômico e cultural na capital francesa, em detrimento da Province1. Podemos situar uma primeira fase do centralismo de Estado, em que a tentativa de centralização (outras já haviam fracassado) foi concretizada, sob o regime de monarquia absolutista de Luís XVI, no século XVII. No entanto, grande passo na centralização do poder político foi dado durante a Revolução Francesa de 1789, em que a corrente dos jacobinos venceu a corrente dos girondinos: o princípio do Reinado "un et indivisible" foi consagrado na constituição de 1791. Este princípio foi aplicado até a mudança para o regime republicano, formando a República "una e indivisível" nas diversas Constituições do Estado francês até hoje. A solidificação institucional e administrativa desse princípio, que garante a abrangência e a eficiência do poder executivo central, foi realizada por Napoleão I, enquanto Primeiro Cônsul (eleito), e na segunda fase da sua permanência no poder, enquanto Imperador. A organização institucional e administrativa do Estado francês é, em grande parte, oriunda desta época.
A Constituição do 22 frimaire na VIII mantém o departamento, mas sua administração é profundamente modificada. A lei do 28 pluviôse na VIII (17 de fevereiro de 1800) institui os préfets2, nomeados e revocados pelo Primeiro Cônsul, em seguida pelo Imperador. Encarregados da administração, os préfets são o órgão executivo único do departamento. Designam os prefeitos e os ajudantes dos municípios de menos de 5000 habitantes e propõem ao Primeiro Cônsul, e em seguida ao Imperador, a nomeação dos outros prefeitos. (...) Constituem a chave-mestra de um Estado centralizado que vê o seu resultado sob o Império. 1 Province é um termo genérico que designa todo o território que não é Paris. 2 A palavra préfet não pode ser traduzida por prefeito, pois não representa o mesmo cargo. Os préfets, mesmo que não tenham mais o poder de nomeação dos prefeitos, ainda existem atualmente, e eram encarregados do poder executivo local até a lei de descentralização de 1982.
(Adaptado de Antoinette Kuijlaars. "A política por detrás da técnica: o processo de recentralização na organização da assistência social na França". In: Estudos de Sociologia no 29: Revista Semestral do Departamento de Sociologia e Programa de Pós-Graduação em Sociologia. UNESP − Araraquara, 2 sem. de 2010, p.491-492)
No entanto, grande passo na centralização do poder político foi dado durante a Revolução Francesa de 1789, em que a corrente dos jacobinos venceu a corrente dos girondinos: o princípio do Reinado "un et indivisible" foi consagrado na constituição de 1791.
Levando em conta o acima transcrito, é correto afirmar:
(Jornal Mundo Jovem, ano 49, nº 417, junho de 2011)
A partir da leitura do texto pode-se inferir que
“Consequentemente, É DA MAIOR IMPORTÂNCIA NÃO TER FATOS INÚTEIS OCUPANDO O ESPAÇO DOS ÚTEIS”. A frase destacada no final do texto mostra:
No trecho “É um erro pensar que o dito quartinho tem paredes elásticas”, a forma diminutiva indica dimensão, tamanho. A alternativa em que, em função dos elementos da frase, o diminutivo está empregado em sentido depreciativo é:
Conforme o 6º parágrafo do texto, é CORRETO afirmar:
Desde os tempos em que a espécie começava a emitir seus primeiros sons significativos, as famílias e as tribos precisaram dos velhos. Talvez, antes, eles não tivessem utilidade e fossem descartados, quando já não serviam para encontrar comida. Mas, com a linguagem, os velhos se tornaram a memória da espécie: sentavam-se na caverna, ao redor do fogo, e contavam o que havia acontecido (ou que se dizia haver acontecido, aí está a função dos mitos) antes de os jovens nascerem. Antes de começar-se a cultivar essa memória social, o homem nascia sem experiência, não tinha tempo de fazê-la e morria. Depois, um jovem de vinte anos era como se tivesse vivido cinco mil. Os fatos ocorridos antes dele, e aquilo que os anciãos haviam aprendido, passavam a fazer parte de sua memória. [...]
Mas, com a invenção da escrita, assistimos ao nascimento de uma memória mineral. Digo mineral porque os primeiros signos foram gravados em tabuinhas de argila ou esculpidos sobre pedra; porque faz parte da memória mineral também a arquitetura, visto que, das pirâmides egípcias às catedrais góticas, o templo era também o registro de números sacros, de cálculos matemáticos, e por intermédio de suas imagens ou de suas pinturas transmitia histórias, ensinamentos morais; em suma, constituía, como já foi dito, uma enciclopédia em pedra. [...]
Mas, com a invenção da escrita, nasceu pouco a pouco o terceiro tipo de memória, que decidi denominar vegetal porque, embora o pergaminho fosse feito com pele de animais, o papiro era vegetal e, com o advento do papel (desde o século XII), produzem-se livros com trapos de linho, cânhamo e algodão. O livro, sob qualquer forma, permitiu que a escrita se personalizasse: representava uma porção de memória, até coletiva, mas selecionada segundo uma perspectiva pessoal. Diante do livro, procuramos uma pessoa, um modo individual de ver as coisas. Não procuramos apenas decifrar, mas também interpretar um pensamento, uma intenção. Em busca de uma intenção, interroga-se um texto, do qual se podem até fazer leituras diferentes. A leitura se torna um diálogo, mas um diálogo – e este é o paradoxo do livro – com alguém que não está diante de nós, que desapareceu talvez há séculos, e que está presente só como escrita. Existe uma interrogação dos livros (chama-se hermenêutica), e se existe hermenêutica existe culto do livro. As três grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo – desenvolvem-se sob a forma de interrogação contínua de um livro sagrado. O livro se torna a tal ponto símbolo da verdade por ele guardada, e revelada a quem souber interrogá-lo, que para encerrar uma discussão, afirmar uma tese, destruir um adversário, diz- se: “Está escrito aqui”. Sempre duvidamos de nossa memória animal – “creio lembrar que... mas não tenho certeza” –, enquanto a memória vegetal pode ser exibida para eliminar toda dúvida: “A água é de fato H2O. Napoleão morreu realmente em Santa Helena, quem o diz é a enciclopédia”. [...]
(ECO, Umberto. A memória vegetal e outros escritos sobre bibliofilia. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 15-16.)
Segundo o texto, é correto afirmar que :
De manhã, o pai bate na porta do quarto do filho: — Acorda, meu filho. Acorda, que está na hora de você ir para o colégio. Lá de dentro, estremunhando, o filho respondeu: — Ai, eu hoje não vou ao colégio. E não vou por três razões: primeiro, porque eu estou morto de sono; segundo, porque eu detesto aquele colégio; terceiro, porque eu não aguento mais aqueles meninos. E o pai responde lá de fora: — Você tem que ir. E tem que ir, exatamente, por três razões: primeiro, porque você tem um dever a cumprir; segundo, porque você já tem 45 anos; terceiro, porque você é o diretor do colégio.
Anedotinhas do Pasquim. Rio de Janeiro: Codecri, 1981, p. 8.
Há humor no texto porque:
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
EIKE PARA PRESIDENTE
Ser rico no Brasil sempre foi uma ofensa sociológica. Eike Batista chegou para acabar com isso. Ele não é só um bilionário desinibido, confiante, assumido. O pai de Thor é também carismático, empreendedor genuíno, obcecado com o cabelo, nosso primeiro Donald Trump, com bestseller nas livrarias e um senso de autopromoção que pode levá-lo, quem sabe, a subir a rampa do Palácio do Planalto.
Lembro que nos anos 1980, quando os japoneses inventavam coisas geniais como o walkman e eram vistos como os chineses são vistos hoje, era comum dizer que o Brasil deveria ser dado para eles administrarem. Tínhamos todos os atributos de uma nação rica, mas éramos tão mal geridos (naquele lodaçal do final da ditadura até o Plano Real) que deixados a nós mesmos nosso destino seria o fracasso.
Depois de tentarmos todas as coisas difíceis, o Brasil finalmente se encontrou no óbvio: democracia e economia de mercado. Chegamos com um atraso enorme em relação aos nossos primos norte-americanos (com quem devemos nos comparar por dimensão e ambição, e não com nossos pequenos vizinhos latinos), mas capitalismo e democracia, mesmo que tardios e imperfeitos, nos fazem muito bem.
E agora as coisas andam mais rápidas. A população brasileira, empreendedora por necessidade, abraçou o capitalismo e foi.
Sob o governo de Lula, o primeiro presidente pobre do Brasil, pobres e ricos enriqueceram juntos. Quando a maré sobe, todos os barcos sobem.
Trabalhar finalmente tornou-se instrumento efetivo de ascensão social no país.
E se ainda é difícil ficar rico, pelo menos está mais fácil ficar mais rico do que se era, com o desemprego abaixo de 6% e renda em alta.
Já temos 145 mil milionários no Brasil (com US$ 1 milhão disponível para investir), segundo cálculo recente de um banco estrangeiro. É um número ainda pequeno numa população de 200 milhões de habitantes, mas está crescendo.
Nossos velhos ricos sempre foram muito reservados, como se Balzac tivesse razão ao dizer que atrás de toda fortuna tem um crime. De fato, a distribuição de riqueza no Brasil sempre foi caso de crime contra a humanidade, parido na escravidão colonial.
Mas as coisas estão mudando. Nossos novos ricos, confiantes e desinibidos, desfilam seu sucesso e seu dinheiro como troféus a inspirar os observadores. São principalmente pequenos empreendedores ou grandes profissionais liberais que estão formando uma nova camada de poder que pode ter a força de mudar o Brasil.
A mudança jamais virá dos políticos, a revolução não será televisionada pela TV Senado.
Precisamos de mais empreendedores ativistas fora de suas empresas. Eles são fundamentais e transformadores.
Por exemplo: o apoio e o engajamento do empresário Guilherme Leal, bilionário fundador da Natura, na campanha de Marina Silva foi o que possibilitou ela ter votação tão expressiva.
Não precisamos mais dos japoneses para tocar o Brasil. Nossos empreendedores são os nossos japoneses. São eles, mais do que qualquer político ou partido, que estão desenvolvendo o país.
Sérgio Malbergier. Folha de São Paulo. 19-01-2012.
O texto permite afirmar que:
A informação é um patrimônio, é algo que possui valor. Quando digital, não se trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma instituição de ensino, uma empresa ou qualquer outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.
A informação é tão importante que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. E não é difícil entender o porquê. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes ou que uma pessoa poderia ficar rica da noite para o dia porque conseguiu descobrir uma informação valiosa analisando um grande volume de dados.
É por tamanha importância que, apesar de possível, muito dificilmente uma entidade de grande porte consegue perder suas informações, principalmente, quando se trata de bancos, cadeias de lojas, companhias aéreas, instituições de pesquisas e afins. Por outro lado, se tem uma coisa que ocorre com bastante frequência é o uso inadequado de informações ou, ainda, a subutilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários.
Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado simples à placa-mãe (onboard) e monitor de 15 polegadas para profissionais que trabalham com AutoCAD. Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos, 19 polegadas. Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa AutoCAD, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor dá mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho. Por isso, é preciso conhecer quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de cinco pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia ou mesmo considerar o uso de uma solução baseada em computação nas nuvens, por exemplo?
Com estes exemplos, é possível ter uma pequena ideia do qual amplo é o universo da Tecnologia da Informação. Independente da aplicação, há ainda vários outros aspectos que devem ser considerados, por exemplo: segurança, disponibilidade, uso de sistemas adequados (eles realmente devem fazer o que foi proposto), tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), legislação local e assim por diante.
(www.infowester.com/ti.php. Escrito por Emerson Alecrim em 24/01/2011. Baseado em artigo substituído em 15/08/2004. Texto adaptado).
No texto, lê-se “ Neste caso, não seria melhor adquirir um servidor mais adequado às necessidades da companhia ou mesmo considerar o uso de uma solução baseada em computação nas nuvens, por exemplo? O ponto de interrogação que encerra essa frase serve para
1. Em princípio, quem produz um texto está interessado em convencer o leitor de alguma coisa. 2. Procedimentos argumentativos são todos os recursos acionados pelo produtor do texto para levar o leitor a crer naquilo que diz. 3. Os recursos argumentativos podem ser de natureza lógica e linguística, exceto quando a intenção é fazer com que o possível leitor tenha uma ação propositiva a partir do que leu. 4. A escolha da linguagem a ser usada pode servir como recurso de argumentação.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.