Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto abaixo e responda à questão propostas
Temos, sem dúvida, sérios problemas de discriminação e exclusão na sociedade brasileira, que se refletem também nas universidades. Mas frequentemente parece que eles são abordados de forma desfocada.
A composição racial da sociedade brasileira tem forte presença de negros, pardos e minorias. Diz-se que esse perfil não se repete na universidade. Mas porque razão a composição geral da sociedade deve se repetir em seus contextos e recortes específicos? Ela se repete em times de futebol ou na seleção brasileira?
Se acreditarmos que o perfil étnico ou econômico do conjunto da população seja, ou deva ser, uma “invariante social”, repetindo-se em qualquer recorte ou subgrupo, a consequência óbvia disso é a generalização da prática de cotas.
Além de cotas no vestibular, em breve teremos propostas de cotas de formatura, para compensar injustiças e discriminações ocorridas ao longo do curso. Em seguida, cotas para times de futebol, cotas para funcionários das empresas, cotas para sócios de clubes, cotas para academias de ginástica, cotas para fieis de cada religião e culto e por aí vai.
A grande injustiça é ver a quantidade de pessoas, especialmente os jovens inteligentes e esforçados, sendo impedidas de se desenvolver. Não é dada a elas a oportunidade de aprender a crescer, por causa de uma educação pública básica e média medíocres. Esse é o problema real.
O contrário do racismo e da discriminação social não é uma “discriminação positiva”, mas sim a ausência dessas classificações. Qualquer solução que envolva critérios de raça ou pobreza não contribui para eliminar a discriminação. Pelo contrário, reafirma, reforça e pereniza esses conceitos básicos dos mecanismos de exclusão.
Nesse cenário de sequestro de oportunidades, há um grupo de jovens mais velhos que já foi prejudicado pelas péssimas escolas públicas. E há outro grupo, bem maior, das crianças que ainda enfrentarão o problema. Para as pessoas já prejudicadas, as cotas são um mecanismo compensatório, que pode reduzir, mas não eliminar, o prejuízo.
Se houver uma proposta cujo cerne seja a melhoria efetiva do atual ensino público de primeiro e segundo grau, com parâmetros objetivos e seguindo modelos que comprovadamente já deram excelentes resultados em várias partes do mundo, e que parte dessa proposta seja um sistema de cotas, emergencial e provisório (com prazo limitado), visando apenas aquela população que já foi prejudicada, essa proposta merece não apenas a nossa aprovação, mas também o nosso aplauso
.….................................................................. ..... ............................................................................
Já uma proposta que contemple apenas a questão das cotas de forma isolada ou é ingênua ou é demagógica.Anestesia as consciências, acomoda as queixas, reduz as pressões – é a solução mais fácil e barata para os governantes. Mas mantém a condenação de milhões de crianças a precisar de cotas no futuro, sempre em ciclos sem fim, sequestrando suas oportunidades e seus sonhos. […]
SALVAGNI, Ronaldo de Breyne. Folha de São Paulo, 07/ 04 /2013.
O conteúdo do último parágrafo do texto se relaciona de que maneira com as ideias anteriormente apresentadas?
Educação Infantil e Avaliação
(1§) Há muitos anos, a educação infantil era tida como um espaço aonde a criança ia para brincar, se divertir, passar o tempo, ter oportunidade de conviver com crianças da mesma idade. Porém, a educação infantil conquistou seu espaço de valorização e respeito, podendo ser vista como construtora das primeiras aprendizagens sociais e intelectuais do sujeito, através das experiências em que este vive no espaço escolar.
(2§) Mesmo tendo conquistado seu espaço, podemos ver até hoje que a avaliação nesse contexto escolar não é tida com a seriedade que deveria. Não podemos avaliar com tabelas prontas, que envolvem aspectos do cotidiano da criança, nem tampouco pelas produções e registros escritos, mas devemos avaliar continuamente, ou seja, numa avaliação que envolva o aluno como um todo e não fragmentado em partes.
(3§) Nessa perspectiva, os relatórios descritivos são a melhor forma de organizar dados referentes ao desenvolvimento das crianças nas creches e pré-escolas. O professor consciente, preparado, não vê o relatório como um formato trabalhoso de avaliar, mas como um instrumento de suporte para a especificidade do exercício de sua profissão. É uma forma de se auto avaliar, refletir sobre as estratégias utilizadas, identificando com responsabilidade o que funciona e o que pode ser modificado.
(4§) Para que o relatório seja eficiente, é necessário dispor de tempo para fazer pequenas anotações diárias sobre o comportamento, a participação, o envolvimento, o equilíbrio psicológico, dentre outros, de cada aluno durante as aulas.
(5§) Através do relatório, o professor demonstra o quão trabalhosa é a sua lida com as crianças, em razão dos detalhes que são citados no mesmo – no dia tal, a aluna ajudou o colega a vestir a blusa, já apresenta uma coordenação motora desenvolvida, pois conseguiu passar os fios do alinhavo corretamente.
(6§) Com isso, os pais vão tendo noção das atividades desenvolvidas, bem como percebendo a importância de cada uma delas para o desenvolvimento da criança, seja motor, cognitivo, afetivo ou social.
(http://educador.brasilescola.com/orientacoes/educacao-infantil-avaliacao.htm. Acesso: 13/10/2013.
Adaptado.)
Educação Infantil e Avaliação
(1§) Há muitos anos, a educação infantil era tida como um espaço aonde a criança ia para brincar, se divertir, passar o tempo, ter oportunidade de conviver com crianças da mesma idade. Porém, a educação infantil conquistou seu espaço de valorização e respeito, podendo ser vista como construtora das primeiras aprendizagens sociais e intelectuais do sujeito, através das experiências em que este vive no espaço escolar.
(2§) Mesmo tendo conquistado seu espaço, podemos ver até hoje que a avaliação nesse contexto escolar não é tida com a seriedade que deveria. Não podemos avaliar com tabelas prontas, que envolvem aspectos do cotidiano da criança, nem tampouco pelas produções e registros escritos, mas devemos avaliar continuamente, ou seja, numa avaliação que envolva o aluno como um todo e não fragmentado em partes.
(3§) Nessa perspectiva, os relatórios descritivos são a melhor forma de organizar dados referentes ao desenvolvimento das crianças nas creches e pré-escolas. O professor consciente, preparado, não vê o relatório como um formato trabalhoso de avaliar, mas como um instrumento de suporte para a especificidade do exercício de sua profissão. É uma forma de se auto avaliar, refletir sobre as estratégias utilizadas, identificando com responsabilidade o que funciona e o que pode ser modificado.
(4§) Para que o relatório seja eficiente, é necessário dispor de tempo para fazer pequenas anotações diárias sobre o comportamento, a participação, o envolvimento, o equilíbrio psicológico, dentre outros, de cada aluno durante as aulas.
(5§) Através do relatório, o professor demonstra o quão trabalhosa é a sua lida com as crianças, em razão dos detalhes que são citados no mesmo – no dia tal, a aluna ajudou o colega a vestir a blusa, já apresenta uma coordenação motora desenvolvida, pois conseguiu passar os fios do alinhavo corretamente.
(6§) Com isso, os pais vão tendo noção das atividades desenvolvidas, bem como percebendo a importância de cada uma delas para o desenvolvimento da criança, seja motor, cognitivo, afetivo ou social.
(http://educador.brasilescola.com/orientacoes/educacao-infantil-avaliacao.htm. Acesso: 13/10/2013.
Adaptado.)
Educação Infantil e Avaliação
(1§) Há muitos anos, a educação infantil era tida como um espaço aonde a criança ia para brincar, se divertir, passar o tempo, ter oportunidade de conviver com crianças da mesma idade. Porém, a educação infantil conquistou seu espaço de valorização e respeito, podendo ser vista como construtora das primeiras aprendizagens sociais e intelectuais do sujeito, através das experiências em que este vive no espaço escolar.
(2§) Mesmo tendo conquistado seu espaço, podemos ver até hoje que a avaliação nesse contexto escolar não é tida com a seriedade que deveria. Não podemos avaliar com tabelas prontas, que envolvem aspectos do cotidiano da criança, nem tampouco pelas produções e registros escritos, mas devemos avaliar continuamente, ou seja, numa avaliação que envolva o aluno como um todo e não fragmentado em partes.
(3§) Nessa perspectiva, os relatórios descritivos são a melhor forma de organizar dados referentes ao desenvolvimento das crianças nas creches e pré-escolas. O professor consciente, preparado, não vê o relatório como um formato trabalhoso de avaliar, mas como um instrumento de suporte para a especificidade do exercício de sua profissão. É uma forma de se auto avaliar, refletir sobre as estratégias utilizadas, identificando com responsabilidade o que funciona e o que pode ser modificado.
(4§) Para que o relatório seja eficiente, é necessário dispor de tempo para fazer pequenas anotações diárias sobre o comportamento, a participação, o envolvimento, o equilíbrio psicológico, dentre outros, de cada aluno durante as aulas.
(5§) Através do relatório, o professor demonstra o quão trabalhosa é a sua lida com as crianças, em razão dos detalhes que são citados no mesmo – no dia tal, a aluna ajudou o colega a vestir a blusa, já apresenta uma coordenação motora desenvolvida, pois conseguiu passar os fios do alinhavo corretamente.
(6§) Com isso, os pais vão tendo noção das atividades desenvolvidas, bem como percebendo a importância de cada uma delas para o desenvolvimento da criança, seja motor, cognitivo, afetivo ou social.
(http://educador.brasilescola.com/orientacoes/educacao-infantil-avaliacao.htm. Acesso: 13/10/2013.
Adaptado.)
Fernando Sabino
- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
- Sei dizer não, senhor: não tomo café.
- Você é dono do café, não sabe dizer?
- Ninguém tem reclamado dele, não, senhor.
- Então me dá café com leite, pão e manteiga.
- Café com leite só se for sem leite.
- Não tem leite?
- Hoje não, senhor.
- Por que hoje não?
- Porque hoje o leiteiro não veio.
- Ontem ele veio?
- Ontem não.
- Quando é que ele vem?
- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só
que no dia que devia vir, em geral, não vem.
- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!
- Ah, isso está, sim, senhor.
- Quando é que tem leite?
- Quando o leiteiro vem.
- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a
coalhada?
- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite.
Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua
cidade?
- Sei dizer não, senhor: eu não sou daqui.
- E há quanto tempo o senhor mora aqui?
- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza:
um pouco mais, um pouco menos.
- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
- Para que Partido?
- Para todos os Partidos, parece.
- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro.
Nessa mexida...
- E o Prefeito?
- Que é que tem o Prefeito?
Que tal o Prefeito daqui?
- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
- Que é que falam dele?
- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
- Você, certamente, já tem candidato.
- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede,
que história é essa?
- Aonde, ali? Ué, gente: penduraram isso aí...
I. As respostas do dono do estabelecimento são evasivas.
II. O cliente aceita, sem questionamentos, as explicações do dono da lanchonete.
Está correto o que se afirma em
Adolescentes de países asiáticos estão usando aparelhos
ortodônticos de mentira - novidade pode trazer riscos
à saúde
Quem já usou aparelho nos dentes sabe: a definição de felicidade é o dia em que seu dentista arranca aquilo definitivamente da sua boca. Pois é: mais uma verdade absoluta que cai. Crianças da Tailândia, Indonésia e China estão usando aparelhos falsos para (pelo menos supostamente) ficar com o visual mais bonito.
Mais do que um item fashion, trata-se de um item de status. Aparelhos são caros e, para os adolescentes de lá, utilizá-los tem a mesma importância que desfilar com um carrão importado no mundo (supostamente) adulto. Um aparelho real custa em torno de 1.200 dólares - o falso sai por menos de 10% disso, chegando a custar US$ 100. Quem quer ficar por dentro da mais nova tendência foshion- bizorro deve ir a um salão de beleza ou então comprar o kit de montagem e fazer tudo por conta própria.
Mas essa nova onda pode ter conseqüências bastante sérias. Uma tailandesa de 17 anos contraiu uma infecção na tiroide e acabou tendo uma parada cardíaca fatal. Outra garota, de apenas 14 anos, morreu depois de comprar 0 produto de uma loja ilegal. Estudos mostraram que a composição do produto leva chumbo, 0 que fez com que eles fossem proibidos na Tailândia, fato que só aumentou o interesse em torno da coisa. Agora os jovens se apropriaram do aparelho falso como um símbolo de resistência, parte de uma cultura de gangs de jovens que andam de moto nas grandes cidades. Talvez o problema seja ainda mais grave na Indonésia: lá, 0 uso é liberado e alguns adultos estão começando a aderir à moda.
(revistagalileu.globo.com)
A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?
Existe uma explicação
Cristiane Segatto
1.§ Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.
2.§ Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria, compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável) parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.
3.§ O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.
4.§ Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem interessante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.
5.§ Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o marido trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe"
6.§ Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defeito. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos. Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, acomodado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.
7.§ Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça - incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamento havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo. Não havia amor suficiente."
8.§ Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível senso de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a sério". Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com casais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.
9.§ Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo parceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar um traço insuportável.
10.§ Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas também têm custos associados a eles, principalmente numa relação".
11.§ Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação. Um marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for independente demais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para a relação.
12.§ A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais) escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para continuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.
13.§ Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos, aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.
Adaptado de http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane- segatto/noticia/2012/01/amores-imperfeitos.html em 01/12/2012
A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?
Existe uma explicação
Cristiane Segatto
1.§ Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.
2.§ Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria, compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável) parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.
3.§ O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.
4.§ Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem interessante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.
5.§ Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o marido trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe"
6.§ Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defeito. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos. Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, acomodado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.
7.§ Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça - incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamento havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo. Não havia amor suficiente."
8.§ Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível senso de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a sério". Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com casais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.
9.§ Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo parceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar um traço insuportável.
10.§ Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas também têm custos associados a eles, principalmente numa relação".
11.§ Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação. Um marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for independente demais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para a relação.
12.§ A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais) escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para continuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.
13.§ Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos, aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.
Adaptado de http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane- segatto/noticia/2012/01/amores-imperfeitos.html em 01/12/2012
Litorais recortados
Um modelo desenvolvido por físicos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH) é o primeiro a simular em computador uma variedade considerável de contornos possíveis que as linhas costeiras podem assumir. Os autores do trabalho são os primeiros a admitir que é uma abordagem simplificada de um fenômeno complexo. Mas esperam que o
modelo, que explora o uso de figuras geométricas conhecidas como fractais, possa no futuro auxiliar o monitoramento da erosão marítima, uma preocupação constante das cidades litorâneas.
“Nuvens não são esferas, montanhas não são cones e litorais não são círculos", disse certa vez o matemático francês Benoit Mandelbrot, que cunhou o termo fractal em 1975, se referindo à incapacidade da geometria convencional de retratar as formas da natureza. Os fractais - formas geométricas de aparência rugosa, cheia de reentrâncias - saem-se muito melhor na tarefa.
Apesar de litorais serem citados como exemplos de fractais desde os anos 1960, só em 2004 surgiu a primeira explicação do modo como a natureza os esculpe. O físico francês Bernard Sapoval e seus colegas italianos Andrea Baldassari e Andrea Gabrieli criaram um modelo simples da força erosiva do mar em costas rochosas.
Após Sapoval apresentar esse trabalho num seminário na UFC, o físico José Soares de Andrade Junior e seus alunos de doutorado Pablo Morais e Erneson Oliveira começaram a pensar em como produzir litorais virtuais com dimensões fractais diferentes. Com o português Nuno Araújo e o alemão Hans Hermann, físicos do ETH, criaram um modelo que, embora simplifique muito a ação do mar, trata de forma mais realista a distribuição das rochas.
(Adaptado de Igor Zolnerkevic. Pesquisa FAPESP. n. 187, Setembro de 2011, p.48 e 49)
Nos anos 1970, década em que a tecnologia da comunicação ainda engatinhava, entrou em voga a preocupação com as ameaças à privacidade. Os mais radicais lutavam contra a adoção de números únicos de identificação (o nosso CPF).
Esses receios, hoje, parecem ultrapassados. A moda agora é entregar informação pessoal nas redes sociais voluntária e gratuitamente. Acumular dados sobre indivíduos tornou-se fonte de lucros para empresas cujo negócio é rastrear padrões de comportamento de indivíduos e vender a informação. Os compradores podem ser agências de publicidade, bancos e operadoras de cartão de crédito. Seu interesse é vender certos produtos para as pessoas com maior propensão a comprá-los.
Tudo isso empalidece, contudo, diante da ameaça à privacidade veiculada pelos aviões não tripulados, os chamados "drones", que tem suscitado grandes debates. Esses aeromodelos já sobrevoam as cabeças de cidadãos norte-americanos, primeiro pelas mãos da polícia, logo teleguiados por empresas, "paparazzi" ou até mesmo terroristas. Alguns Estados já preparam leis para disciplinar a invasão.
(Adaptado de Marcelo Leite. Folha de S.Paulo, 13/04/2013, p. A2)
(1§) Com o objetivo de minimizar danos à saúde dos estudantes, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que limita o peso das mochilas dos alunos de ensino fundamental e médio. O projeto ainda precisa passar por outro turno de votação na comissão. Depois, segue para nova votação na Câmara porque os senadores fizeram mudanças no texto. Pela proposta, os estudantes não poderão carregar mochilas mais pesadas do que 15% que o seu peso corporal.
(2§) Uma criança que tenha o peso de 25 quilos não poderá carregar mais de 3,7 quilos na mochila. Já um jovem que pese 45 quilos terá que transportar na mochila o peso máximo de 6,7 quilos.
(3§) O projeto determina que o peso do estudante deve ser informado pelos pais ou responsáveis à escola por escrito, no caso de alunos da educação infantil ou ensino fundamental, ou pelos próprios estudantes do ensino médio.
(4§) Pela proposta, as escolas ficam obrigadas a instalar armários para que os estudantes deixem diariamente parte de seu material escolar, reduzindo o peso das mochilas. O texto diz que os armários são "insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem".
(5§) No caso das escolas públicas, o custo da instalação dos armários deve ser incluído no cálculo do custo mínimo por estudante previsto em lei.
(6§) O projeto também determina que o poder público promova ampla campanha educativa sobre o peso máximo permitido nas mochilas. A proposta, no entanto, não estabelece sanções para as escolas que desrespeitarem a regra.
(7§) Relatora do projeto disse que o objetivo da limitação do peso é evitar problemas de saúde para estudantes que ainda estão com sua formação física incompleta - especialmente para crianças e jovens entre 10 e 16 anos.
(8§) "Basta ver a saída de uma escola pública ou particular para constatar o tamanho avantajado das mochilas que as crianças e os adolescentes são obrigados a transportar diariamente, com evidentes prejuízos à saúde de quem ainda tem constituições físicas em formação", afirmou.
(9§) Autor do projeto disse que a Sociedade Brasileira de Ortopedia prevê que cerca de 60% a 70% dos problemas de coluna na fase adulta são causados pelo carregamento de peso excessivo e por esforços repetitivos na adolescência.
(10§) "Essa situação tem ensejado iniciativas em várias partes do mundo, como na Argentina, no estado norte-americano da Califórnia e também no Brasil, onde alguns municípios já aprovaram leis para limitar o peso do material escolar a ser transportado", disse o deputado.
(www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1370885-projeto-estipula-limite-de-peso-de-mochilas-de-estudantes.shtml. Acesso: 14/11/2013. Adaptado.)
(1§) Com o objetivo de minimizar danos à saúde dos estudantes, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que limita o peso das mochilas dos alunos de ensino fundamental e médio. O projeto ainda precisa passar por outro turno de votação na comissão. Depois, segue para nova votação na Câmara porque os senadores fizeram mudanças no texto. Pela proposta, os estudantes não poderão carregar mochilas mais pesadas do que 15% que o seu peso corporal.
(2§) Uma criança que tenha o peso de 25 quilos não poderá carregar mais de 3,7 quilos na mochila. Já um jovem que pese 45 quilos terá que transportar na mochila o peso máximo de 6,7 quilos.
(3§) O projeto determina que o peso do estudante deve ser informado pelos pais ou responsáveis à escola por escrito, no caso de alunos da educação infantil ou ensino fundamental, ou pelos próprios estudantes do ensino médio.
(4§) Pela proposta, as escolas ficam obrigadas a instalar armários para que os estudantes deixem diariamente parte de seu material escolar, reduzindo o peso das mochilas. O texto diz que os armários são "insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem".
(5§) No caso das escolas públicas, o custo da instalação dos armários deve ser incluído no cálculo do custo mínimo por estudante previsto em lei.
(6§) O projeto também determina que o poder público promova ampla campanha educativa sobre o peso máximo permitido nas mochilas. A proposta, no entanto, não estabelece sanções para as escolas que desrespeitarem a regra.
(7§) Relatora do projeto disse que o objetivo da limitação do peso é evitar problemas de saúde para estudantes que ainda estão com sua formação física incompleta - especialmente para crianças e jovens entre 10 e 16 anos.
(8§) "Basta ver a saída de uma escola pública ou particular para constatar o tamanho avantajado das mochilas que as crianças e os adolescentes são obrigados a transportar diariamente, com evidentes prejuízos à saúde de quem ainda tem constituições físicas em formação", afirmou.
(9§) Autor do projeto disse que a Sociedade Brasileira de Ortopedia prevê que cerca de 60% a 70% dos problemas de coluna na fase adulta são causados pelo carregamento de peso excessivo e por esforços repetitivos na adolescência.
(10§) "Essa situação tem ensejado iniciativas em várias partes do mundo, como na Argentina, no estado norte-americano da Califórnia e também no Brasil, onde alguns municípios já aprovaram leis para limitar o peso do material escolar a ser transportado", disse o deputado.
(www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1370885-projeto-estipula-limite-de-peso-de-mochilas-de-estudantes.shtml. Acesso: 14/11/2013. Adaptado.)
(1§) Com o objetivo de minimizar danos à saúde dos estudantes, a CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que limita o peso das mochilas dos alunos de ensino fundamental e médio. O projeto ainda precisa passar por outro turno de votação na comissão. Depois, segue para nova votação na Câmara porque os senadores fizeram mudanças no texto. Pela proposta, os estudantes não poderão carregar mochilas mais pesadas do que 15% que o seu peso corporal.
(2§) Uma criança que tenha o peso de 25 quilos não poderá carregar mais de 3,7 quilos na mochila. Já um jovem que pese 45 quilos terá que transportar na mochila o peso máximo de 6,7 quilos.
(3§) O projeto determina que o peso do estudante deve ser informado pelos pais ou responsáveis à escola por escrito, no caso de alunos da educação infantil ou ensino fundamental, ou pelos próprios estudantes do ensino médio.
(4§) Pela proposta, as escolas ficam obrigadas a instalar armários para que os estudantes deixem diariamente parte de seu material escolar, reduzindo o peso das mochilas. O texto diz que os armários são "insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem".
(5§) No caso das escolas públicas, o custo da instalação dos armários deve ser incluído no cálculo do custo mínimo por estudante previsto em lei.
(6§) O projeto também determina que o poder público promova ampla campanha educativa sobre o peso máximo permitido nas mochilas. A proposta, no entanto, não estabelece sanções para as escolas que desrespeitarem a regra.
(7§) Relatora do projeto disse que o objetivo da limitação do peso é evitar problemas de saúde para estudantes que ainda estão com sua formação física incompleta - especialmente para crianças e jovens entre 10 e 16 anos.
(8§) "Basta ver a saída de uma escola pública ou particular para constatar o tamanho avantajado das mochilas que as crianças e os adolescentes são obrigados a transportar diariamente, com evidentes prejuízos à saúde de quem ainda tem constituições físicas em formação", afirmou.
(9§) Autor do projeto disse que a Sociedade Brasileira de Ortopedia prevê que cerca de 60% a 70% dos problemas de coluna na fase adulta são causados pelo carregamento de peso excessivo e por esforços repetitivos na adolescência.
(10§) "Essa situação tem ensejado iniciativas em várias partes do mundo, como na Argentina, no estado norte-americano da Califórnia e também no Brasil, onde alguns municípios já aprovaram leis para limitar o peso do material escolar a ser transportado", disse o deputado.
(www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/11/1370885-projeto-estipula-limite-de-peso-de-mochilas-de-estudantes.shtml. Acesso: 14/11/2013. Adaptado.)
em grãos de polímero promete acabar com a seca
Alguns especialistas refutam eficácia do produto por falta de comprovação científica
(1§) Enquanto crescem os temores de que um dia fiquemos sem água, pesquisadores mexicanos têm desenvolvido uma tecnologia para enfrentar o problema da seca e viabilizar a produção agrícola em regiões de clima árido. A Chuva Sólida - nome comercial que a empresa mexicana Silos de Água deu ao produto - é um pó capaz de absorver grandes quantidades de água: 10 gramas do polímero retêm 1 litro de água, que depois vai sendo liberada gradualmente no solo.
(2§) Criada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) nos anos 1970, é derivada de um gel absorvente para fraldas. O engenheiro químico Sérgio Jesus Rico Velasco adaptou a ideia e patenteou a nova versão da fórmula.
3§) O governo mexicano teria testado o produto e, segundo a Silos de Água, concluiu que o polímero incrementaria a colheita em 300%. A empresa afirma que a água encapsulada dura até 10 anos no solo, e recomenda o uso de 50 quilos do polímero por hectare - o que equivale a um custo de cerca de R$ 3,5 mil por hectare.
(4§) Apesar do entusiasmo de Velasco, pesquisadores americanos questionam a eficácia do produto. A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, disse à BBC que não há evidência científica de que o produto armazene água por sequer um ano.
(http://goo.gl/VCJkXK. Acesso: 27/08/2013. Adaptado.)
“Criada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) nos anos 1970, é derivada de um gel absorvente para fraldas. O engenheiro químico Sérgio Jesus Rico Velasco adaptou a ideia e patenteou a nova versão da fórmula”.
Qual destas análises está de acordo com as informações do parágrafo?
Contra o excesso de industrialização dos alimentos, consumidores ativistas arrendam terras, compram sementes e viram sócios de agricultores. Conheça o progressismo culinário por Rafael Tonon
Se todo comportamento social hegemônico dá origem a uma contracultura, com a alimentação não seria diferente. Excesso de industrialização, monocultura e logística que não privilegia produção local acabaram por incentivar uma antítese desse sistema de produção. Grupos de consumidores do Brasil e do mundo começam a se aproximar dos produtores, chegando a comprar sementes e a virar sócios das fazendas para colher comida cultivada de maneira mais sustentável, sem agrotóxicos e com comercialização mais justa. “O ativismo nessa área tem ganhado corpo há 20 anos, mas nunca foi tão presente", afirma Eric Holt Gimenez, diretor do Food First, instituto nos EUA para desenvolvimento de políticas alimentares.
O tom transgressor desse movimento fica claro no apelido que ele ganhou da revista Time: progressismo culinário. “Têm-se construído diversas práticas para mitigar o dano permanente causado pelo regime alimentar corporativo, baseado na produção em massa e na industrialização", diz Gimenez.
Um dos principais meios de ação desses ativistas é a criação de grupos que buscam parcerias com produtores locais dispostos a oferecer alimentos sem o intermédio de supermercados ou distribuidores. Isso encurta o caminho do produto (economizando viagens de caminhão para centros de distribuição e reduzindo até a poluição causada por elas) e estreita o laço com as famílias que trabalham na terra. “O alimento é muito importante para estar nas mãos de apenas algumas corporações", defende Harriet Lamb, da The Fairtrade Foundation, entidade que luta por melhores políticas sociais e econômicas de consumo no mundo. Esses grupos, que despontaram no final da década de 90 nos EUA e em 2001 na França, polinizaram terras do mundo todo, inclusive do Brasil.
Adaptado de http://revistagalileu.globo.com/