Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q461526 Português
Texto


      Todos desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
      O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos deixamos extraviar. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
      A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas são um apelo eloquente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante, a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbirão e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. Sei que os homens morrem, mas a liberdade não perecerá jamais.


                       (Charles Chaplin)

No final do segundo parágrafo, o texto faz referência a “essas virtudes”. Entre elas inclui-se
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Q461310 Português
                                            A floresta das parteiras

     Elas nasceram do ventre úmido da Amazônia, do extremo norte do Brasil, do Estado ainda desgarrado do noticiário chamado Amapá. O país não as escuta porque perdeu o ouvido para os sons do conhecimento antigo, a toada de suas cantigas. Muitas desconhecem as letras do alfabeto, mas leem a mata, a água e o céu. Emergiram dos confins de outras mulheres com o dom de pegar menino. Sabedoria que não se aprende, não se ensina nem mesmo se explica. Acontece apenas. Esculpidas por sangue de mulher e água de criança, suas mãos aparam um pedaço do Brasil.

     O grito feminino ecoa do território empoleirado no cocuruto do mapa para lembrar ao país que nascer é natural. Não depende de engenharia genética ou operação cirúrgica, não tem cheiro de hospital. Para as parteiras da floresta, que guardaram a tradição graças ao isolamento geográfico de seu berço, é mais fácil compreender que um boto irrompa do igarapé para fecundar moça donzela do que aceitar que uma mulher marque dia e hora para arrancar o filho à força. Quase toda a população do Amapá, menos de meio milhão de habitantes, chega ao mundo pelas mãos de setecentas pegadoras de menino.

     Encarapitadas em barcos ou tateando caminhos com os pés, a índia Dorica, a cabocla Jovelina e a quilombola Rossilda são guias de uma viagem por mistérios antigos. Cruzam com Tereza e as parteiras indígenas do Oiapoque. Unidas todas elas pela trama de nascimentos inscritos na palma da mão. “Pegar menino é ter paciência”, recita a caripuna Maria dos Santos Maciel, a Dorica, a mais velha parteira do Amapá, com 96 anos. “Parteira não tem escolha, é chamada nas horas mortas da noite para povoar o mundo.”

(Adaptado de: BRUM, Eliane. O olho da rua: uma repórter em busca da literatura da vida real. São Paulo: Globo, 2008, p. 19-20)

Duas passagens relacionadas a ideias opostas no texto estão em:
Alternativas
Q461107 Português
Texto

Contraste entre discurso e realidade


    No contexto político em que vivemos, sentimos saudade de alguns conceitos de verdade que estão na raiz da filosofia e da teologia. Se para Sócrates a verdade está ligada à sabedoria humana, o discurso verdadeiro, segundo Platão, é aquele que diz como as coisas são. Na profundidade do pensamento de Santo Agostinho, a verdade não é minha e nem tua para que seja nossa, ou, como muito bem conceituou Santo Tomás de Aquino, a verdade é a adequação entre a inteligência e a coisa, ou seja, a realidade das coisas. Parece que nenhum deles se ajusta ao contexto das atuais propagandas políticas.
    O que chama atenção de todos nós neste momento é que nos debates políticos não aparece com relevância a riqueza do conceito de verdade, pois os mesmos não demonstram sabedoria humana, não se diz com transparência como as coisas são, não aparece a adequação entre a inteligência e a realidade das coisas, e carece de humildade para dizer que a verdade não está apenas naquilo que eu afirmo, ou que outros do meu partido estão afirmando, subestimando o todo, e, portanto, nunca poderá ser nossa no sentido mais amplo. Esquecemo-nos muitas vezes de sublinhar que a verdade tem uma dimensão ética de compromisso com aquilo que é anunciado publicamente no discurso.
    A maquiagem marqueteira que conduz os atores políticos esconde o significado profundo da verdade, resultando em debates carentes em profundidade de argumentos, e não imbuídos de verdade sobre a realidade, limitando-se a discussões acusativas, ofensivas e contraditórias. Os contrastes entre o discurso e a realidade, a riqueza de experiências humanas dos candidatos e a superficialidade de suas propostas, a carência de discussões e debates de temas de relevância para o país, entre outros, estiveram distantes de nossas propagandas políticas nestas eleições.
    Como a verdade é o que nos liberta, segundo os ensinamentos de Jesus Cristo, temos a esperança que nesta segunda etapa das eleições possamos ter a verdade como princípio inspirador dos debates políticos, não subestimando a inteligência de nosso povo, pois o mesmo conhece bem a realidade das coisas, estando ávido para ouvir as propostas e assumir-las como verdadeiras, subsidiando as suas escolhas e pensando melhor no futuro de nosso Brasil.

                                                                (Adaptado. Josafá Carlos de Siqueira, O Globo, 22/10/2014)

A maquiagem marqueteira que conduz os atores políticos esconde o significado profundo da verdade

O segmento do texto acima denuncia uma marca das eleições atuais. Assinale-a.
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Q460134 Português
O tráfico internacional de drogas começou a
desenvolver-se em meados da década de 70, tendo tido o seu boom
na década de 80. Esse desenvolvimento está estreitamente ligado à
crise econômica mundial. O narcotráfico determina as economias
dos países produtores de coca e, ao mesmo tempo, favorece
principalmente o sistema financeiro mundial. O dinheiro oriundo da
droga corresponde à lógica do sistema financeiro, que é
eminentemente especulativo. Este necessita, cada vez mais, de
capital “livre” para girar, e o tráfico de drogas promove o
“aparecimento mágico” desse capital que se acumula de modo
rápido e se move velozmente.
A América Latina participa do narcotráfico na qualidade
de maior produtora mundial de cocaína, e um de seus países, a
Colômbia, detém o controle da maior parte do tráfico internacional.
A cocaína gera “dependência” em grupos econômicos e até mesmo
nas economias de alguns países, como nos bancos da Flórida, em
algumas ilhas do Caribe ou nos principais países produtores —
Peru, Bolívia e Colômbia, para citar apenas os casos de maior
destaque. Na Bolívia, os lucros com o narcotráfico chegam a
US$ 1,5 bilhão contra US$ 2,5 bilhões das exportações legais.
Na Colômbia, o narcotráfico gera de US$ 2 a 4 bilhões, enquanto
as exportações oficiais geram US$ 5,25 bilhões. Nesses países, a
corrupção é generalizada. Os narcotraficantes controlam o governo,
as forças armadas, o corpo diplomático e até as unidades
encarregadas do combate ao tráfico. Não há setor da sociedade que
não tenha ligação com os traficantes e até mesmo a Igreja recebe
contribuições destes.

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Julgue o próximo item, referente aos sentidos do texto acima.
Infere-se do texto que o lucro com o narcotráfico equivale a duas vezes o lucro com as exportações legais tanto na Bolívia quanto na Colômbia.
Alternativas
Q460129 Português
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Julgue o item subsequente, acerca de ideias e estruturas
linguísticas do texto acima.
Infere-se do texto a existência de dois segmentos que lucram com o tráfico de pessoas: as empresas, que reduzem os custos com mão de obra, e os intermediários, que se beneficiam da exploração de pessoas que desejam migrar.
Alternativas
Q460120 Português
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Julgue o item a seguir, a respeito dos sentidos do texto acima.
Infere-se do texto que todo economista é capitalista, mas o inverso não é verdadeiro, pois nem todo capitalista é proprietário de empresa.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: FCC Órgão: DPE-RS Prova: FCC - 2014 - DPE-RS - Defensor Público |
Q458583 Português
Para responder a questão, considere o texto abaixo, conferência pronunciada
por Joaquim Nabuco a 20 de junho de 1909 na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.

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Viajando uma vez da Europa para o Brasil, ouvi o finado William Gifford Palgrave, meu companheiro de mesa, escritor inglês muito viajado no Oriente, perguntar ao comandante do navio que vantagem lhe parecia ter advindo da descoberta da América. Por sua parte, não lhe ocorria nenhuma, salvo, apenas, o tabaco.

Considerada a passagem acima, o texto legitima o comentário expresso em:
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Q457317 Português
TEXTO 1 – BEM TRATADA, FAZ BEM

Sérgio Magalhães, O Globo

O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão cultural que se deu no consumo do tabaco?

Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso típico de cidade rodoviária e dispersa.

Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)

O transporte também esteve no centro dos protestos de junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.

“Quem poderia imaginar a reversão cultural que se deu no consumo do tabaco?”

Nessa frase o autor do texto 1 poderia reduzir a extensão do texto, substituindo “que se deu” por “ocorrida”; a frase abaixo em que o mesmo processo foi utilizado de forma INADEQUADA por modificar o sentido original da frase primitiva é:
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Q452731 Português
TEXTO 1 – QUASE HUMANOS
Superinteressante, edição 267-A


Nós, seres humanos, vivemos em sociedade. E, por definição de sociedade, cada um de nós coopera para a manutenção de uma mínima harmonia, sem a qual nossa espécie não sobreviveria. Não se trata de idealismo: vontades que nos poderiam colocar uns contra os outros são freadas por um estranho dispositivo: a empatia. Ela é a capacidade de nos colocarmos no lugar do próximo e nos sensibilizarmos com o sofrimento a que nossos atos possam levá-lo. Deixamos de prejudicar os outros, pois isso mesmo nos levaria a sofrer. E fazemos o bem, pois isso nos dá prazer.
Mas uma minoria da humanidade sobreviveu à evolução aleijada da empatia. São os psicopatas.
Eles são algo diferente dos humanos, embora dotados da mesma racionalidade que nos define como espécie. São seres mutilados da emoção e, por isso, incapazes de sentir pelos outros. Isso os levou a assumir o papel representado na ecologia por parasitas e predadores.


“Deixamos de prejudicar os outros, pois isso mesmo nos levaria a sofrer. E fazemos o bem, pois isso nos dá prazer”.
Para que esses dois períodos estivessem em paralelismo, a solução mais adequada seria:
Alternativas
Q452723 Português
TEXTO 1 – QUASE HUMANOS
Superinteressante, edição 267-A


Nós, seres humanos, vivemos em sociedade. E, por definição de sociedade, cada um de nós coopera para a manutenção de uma mínima harmonia, sem a qual nossa espécie não sobreviveria. Não se trata de idealismo: vontades que nos poderiam colocar uns contra os outros são freadas por um estranho dispositivo: a empatia. Ela é a capacidade de nos colocarmos no lugar do próximo e nos sensibilizarmos com o sofrimento a que nossos atos possam levá-lo. Deixamos de prejudicar os outros, pois isso mesmo nos levaria a sofrer. E fazemos o bem, pois isso nos dá prazer.
Mas uma minoria da humanidade sobreviveu à evolução aleijada da empatia. São os psicopatas.
Eles são algo diferente dos humanos, embora dotados da mesma racionalidade que nos define como espécie. São seres mutilados da emoção e, por isso, incapazes de sentir pelos outros. Isso os levou a assumir o papel representado na ecologia por parasitas e predadores.


A primeira frase do texto 1 mostra: “Nós, seres humanos, vivemos em sociedade”. Sobre esse segmento a única afirmativa correta é:
Alternativas
Q451924 Português
É sina de minha amiga penar pela sorte do próximo, se bem que seja um penar jubiloso. Explico-me. Todo sofrimento alheio a preocupa e acende nela o facho da ação, que a torna feliz. Não distingue entre gente e bicho, quando tem de agir, mas, como há inúmeras sociedades (com verbas) para o bem dos homens, e uma só, sem recurso, para o bem dos animais, é nesta última que gosta de militar. Os problemas aparecem-lhe em cardume, e parece que a escolhem de preferência a outras criaturas de menor sensibilidade e iniciativa (...).

(Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.)

Dissertar significa debater um tema, ou seja, apresentar uma tese e encontrar argumentos para defendê-la. Considerando tal pressuposto, é correto afirmar que o ponto de vista assumido no texto defende que
Alternativas
Q449834 Português
Instrução: Questão referente ao texto abaixo.

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Analise as assertivas que seguem relacionadas à estrutura do texto.
I. Nos dois parágrafos iniciais, o autor apresenta o tema ao leitor: como devemos administrar o nosso tempo, sem no entanto, incluir-se nessa reflexão.
II. Nos parágrafos seguintes, com exceção do último, o autor sintetiza vários pontos de vista sobre o tema, focando na impossibilidade de administrarmos nosso tempo.
III. No último parágrafo, o autor extrapola os limites do próprio texto, passando da reflexão sobre o tema ao aconselhamento ao leitor, utilizando-se, para tanto, do modo imperativo.
Quais estão corretas?
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Q447696 Português
Pobres das Flores dos Canteiros

Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia…
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam…

No poema, percebe-se que existe uma humanização das flores. Isso se comprova com a expressão
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Q447406 Português
Retrato  Eu não tinha este rosto de hoje,  Assim calmo, assim triste, assim magro,  Nem estes olhos tão vazios,  Nem o lábio amargo. 
Eu não tinha estas mãos sem força,  Tão paradas e frias e mortas;  Eu não tinha este coração  Que nem se mostra. 
Eu não dei por esta mudança,  Tão simples, tão certa, tão fácil:  - Em que espelho ficou perdida  A minha face? 
MEIRELES, C. Obra poética. Volume 4. Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora. 1958, p 10.


Dadas as seguintes afirmativas, quanto ao poema acima,

I. O uso da primeira pessoa sugere que no poema há subjetividade, retratando o íntimo e a descrição dos sentimentos do eu poético.
II. Os vocábulos “não” e “nem”, que aparecem várias vezes nos versos do poema, reiteram uma positiva percepção de mudanças do eu poético.
III. O assunto abordado no poema é a não percepção da passagem do tempo e, com isso, as mudanças ocorridas.
IV. Na última estrofe do poema, há uma reafirmação a não percepção da passagem do tempo, o que provoca certa perplexidade no eu poético.

verifica-se que está(ão) correta(s).
Alternativas
Q447395 Português
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Disponível em: http://capbunifesp.files.wordpress.com. Acesso em: 2 abr. 2014.

Quanto ao texto, analise as afirmativas abaixo.

I. Há, no texto, uma ambiguidade que não interfere no seu entendimento global.
II. Depreende-se das ideias textuais que pensar sai caríssimo.
III. As ideias expostas no texto sugestionam à conscientização da necessidade de submeter-se ao raciocínio.
IV. O pensar e o não pensar, segundo o texto, apresentam-se numa relação subentendida de causa e consequência.

Verifica-se que está(ão) correta(s) apenas
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Q447247 Português
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Um dia, uma porção de pessoas se reuniram. Elas vinham de lugares diferentes e eram,
elas mesmas, diferentes entre si. Havia homens e mulheres; suas peles, seus cabelos e
seus olhos tinham cores diferentes, assim como diferentes eram o formato de seus
corpos e de seus rostos. Vinham de países ricos e pobres, de lugares quentes ou frios.
Vinham de reinados e de repúblicas. Falavam muitas línguas. Alguns dos países que
elas representavam tinham acabado de sair de uma guerra terrível, que tinha deixado
muitas cidades destruídas, um número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem
família. Muitas pessoas tinham sido maltratadas e mortas por causa de sua religião, de
sua raça e de suas opiniões políticas. O que reunia aquelas pessoas era o desejo de que
nunca mais houvesse uma guerra, de que nunca mais ninguém fosse maltratado e que
não se perseguissem mais pessoas que não tinham feito mal a ninguém. Então elas
escreveram um papel. Neste documento, elas fizeram um resumo dos direitos que todos
os seres humanos têm e que devem ser respeitados por todos os povos. Este documento
é chamado Declaração Universal dos Direitos Humanos.

(ROCHA, Ruth & ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo: Quinteto,
1986, p. 7-15.).
Enumere as frases de acordo com a ordem em que os fatos aconteceram.
( )Havia homens e mulheres; suas peles, seus cabelos e seus olhos tinham cores diferentes, assim como diferentes eram o formato de seus corpos e de seus rostos.
( )Então elas escreveram um papel. Neste documento, elas fizeram um resumo dos direitos que todos os seres humanos têm e que devem ser respeitados por todos os povos.
( ) O que reunia aquelas pessoas era o desejo de que nunca mais houvesse uma guerra, de que nunca mais ninguém fosse maltratado e que não se perseguissem mais pessoas que não tinham feito mal a ninguém.
( )Alguns dos países que elas representavam tinham acabado de sair de uma guerra terrível, que tinha deixado muitas cidades destruídas, um número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem família.
A sequência dos fatos é:
Alternativas
Q447245 Português
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Um dia, uma porção de pessoas se reuniram. Elas vinham de lugares diferentes e eram,
elas mesmas, diferentes entre si. Havia homens e mulheres; suas peles, seus cabelos e
seus olhos tinham cores diferentes, assim como diferentes eram o formato de seus
corpos e de seus rostos. Vinham de países ricos e pobres, de lugares quentes ou frios.
Vinham de reinados e de repúblicas. Falavam muitas línguas. Alguns dos países que
elas representavam tinham acabado de sair de uma guerra terrível, que tinha deixado
muitas cidades destruídas, um número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem
família. Muitas pessoas tinham sido maltratadas e mortas por causa de sua religião, de
sua raça e de suas opiniões políticas. O que reunia aquelas pessoas era o desejo de que
nunca mais houvesse uma guerra, de que nunca mais ninguém fosse maltratado e que
não se perseguissem mais pessoas que não tinham feito mal a ninguém. Então elas
escreveram um papel. Neste documento, elas fizeram um resumo dos direitos que todos
os seres humanos têm e que devem ser respeitados por todos os povos. Este documento
é chamado Declaração Universal dos Direitos Humanos.

(ROCHA, Ruth & ROTH, Otávio. Declaração Universal dos Direitos Humanos. São Paulo: Quinteto,
1986, p. 7-15.).
Sobre o texto, marque a alternativa CORRETA:
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Q446936 Português
Para responder à  questão , leia trechos da entrevista dada pelo arquiteto Jorge Wilheim à Revista E, em que analisa o planejamento urbano de São Paulo e fala sobre a mobilidade (movimentação do trânsito).


Revista E – Nós vivemos um momento difícil da história de São Paulo, em que, pensando na mobilidade e na violência do trânsito, as pessoas estão cansadas da cidade. É possível fazer uma mudança positiva para a metrópole voltar a ser agradável?


J. Wilheim – O momento difícil da cidade, hoje, é que, em vez de uma mobilidade, temos uma imobilidade. Não se sabe o que fazer com o automóvel, e a população está fazendo críticas. Se teremos uma vida mais pacata, menos violenta, mais humana, eu, como sou otimista, diria que sim. Existem medidas que podem ser tomadas e que levariam a uma vida de mais qualidade.


Revista E – O carro ainda confere um status muito grande para o brasileiro e para o paulistano. Assim como a maioria das cidades brasileiras, São Paulo foi planejada para o uso do automóvel. Você acha que o paulistano está preparado para deixar o carro em casa e usar o transporte público, a bicicleta ou andar a pé?


J.Wilhein - Não. Ninguém está preparado. O dramaturgo italiano Luigi Pirandello, na década de 1930, dizia que o automóvel é  uma invenção do diabo. Se  é uma invenção  do  diabo, o que ele pretende? Trazer o inferno para a superfície da terra. E de que maneira? Pela sedução. Ele nos seduz. O automóvel, além de ser um objeto bonito e sensual, é um instrumento que nos permite a liberdade de circular por onde quisermos, quando quisermos, com quem quisermos, ou até de ficarmos parados ouvindo música ou namorando dentro dele. Além disso, ele traz em si o significado do conforto e de certo status social.

A sociedade de São paulo se divide em duas: aqueles que usam ônibus e aqueles que não usam,  deslocando-se a pé ou de automóvel. Eu mesmo não estou habituado a usar  o ônibus, porque a distância entre minha casa e o trabalho é de 12 metros. Uso pouco o automóvel, mas não saberia usar ônibus, pois faz tempo que não tomo um.

As pessoas só vão abandonar o automóvel se ele não servir mais para circular. Se a pessoa circular a 14 quilômetros por hora e ainda tiver que pagar uma fortuna para estacionar ou não encontrar onde parar o carro, ele vai começar a ser um empecilho na vida, e não uma ajuda. Aí, as pessoas serão obrigados a abandonar  o carro.


Revista E - O prefeito de Bogotá, na Colômbia, diante do caos da cidade, eliminou a maior parte das áreas para estacionar automóveis nas ruas da cidade. Aboliu, inclusive, as vagas exploradas pelo Estado (o equivalente da zona azul, em São Pulo). Você acha que uma  medida como essa funcionaria em São Paulo?


J.Wilheim - Aquele estacionamento  nos dois lados das vias de grande circulação, realmente, não vai poder continuar a existir. Essas vias foram  feitas para circular, não se podem  perder duas de quatro faixas, por exemplo. Elas devem ser utilizadas de maneira que  não seja possível estacionar, apenas parar para embarque e desembarque. O problema de estacionamento vai causar  uma crise daqui a pouquíssimo  tempo, pois essas vagas, com zona azul  ou sem, não vão existir.  Os edifícios de estacionamento surgirão a partir dessa demanda que vai acontecer, mas vai ser um empecilho a  mais, inclusive um encarecimento do uso do automóvel.

                                           (www.mobilize.org.br/noticias/5746/arquiteto-jorge-wilheim-analisa--o                                                                              planejamento-urbano-da-cidade-de-sao-paulo. Adaptado)

Quanto à medida tomada pelo prefeito de Bogotá, Jorge Wilheim
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Q446565 Português
     No primeiro dia, foi o gesto genial. Era um domingo. Ao se curvar no campo do estádio espanhol, descascar a banana, comê-la de uma abocanhada e cobrar o escanteio, Daniel Alves assombrou o mundo. Não só o mundo do futebol, esse que chama juiz de “veado” e negro de “macaco” . O baiano Daniel, mestiço de pele escura e olhos claros, assombrou o mundo inteiro extracampo. Vimos e revimos a cena várias vezes. “Foi natural e intuitivo” , disse Daniel, o lateral direito responsável pelo início da virada do Barcelona no jogo contra o Vilarreal. Por isso mesmo, por um gesto mudo, simples, rápido e aparentemente sem raiva, Daniel foi pop, simbólico, político e eficaz.
      Só que, hoje, ninguém, nem Daniel Alves, consegue ser original por mais de 15 segundos. Andy Warhol previa, na década de 1960, que no futuro todos seriamos famosos por 15 minutos. Pois o futuro chegou e banalizou os atos geniais, transformando tudo numa lata de sopa de tomate Campbell’s. A banana do Daniel primeiro reapareceu na mão de Neymar, também vítima de episódios de racismo em estádios. Neymar escreveu na rede em defesa do colega e dele próprio: “Tomaaaaa bando de racistas, #somostodosmacacos e daí?” Uma reação legítima, mas sem a maturidade do Daniel. Natural. Há quase dez anos de estrada de vida entre um e outro.
     Imediatamente a banana passou a ser triturada por milhares de "selfies" . O casal Luciano Huck-Angélica lançou uma camiseta #somostodosmacacos. Branco, o casal que jamais correu o risco de ser chamado de macaco apropriou-se do gesto genial, por isso foi bombardeado por ovos e tomates na rede, chamado de oportunista. A presidente Dilma Rousseff, em seu perfil no Twitter, também pegou carona no gesto de Daniel “contra o racismo” e chamou de “ousada” a atitude dele. Depois de ler muitas manifestações, acho que #somostodosbobos, a não ser, claro, quem sente na pele o peso do preconceito.
      ''Estou há onze anos na Espanha, e há onze é igual... Tem de rir desses atrasados” , disse Daniel ao sair do gramado no domingo. Depois precisou explicar que não quis generalizar. “Não quis dizer que a Espanha seja racista. Mas sim que há racismo na Espanha, porque sofro isso em campos (de futebol) diferentes. Não foi um caso isolado. Não sou vítima, nem estou abatido. Isso só me fortalece, e continuarei denunciando atitudes racistas”
     Tudo que se seguiu àquele centésimo de segundo em que Daniel pegou a fruta e a comeu, com a mesma naturalidade do espanhol Rafael Nadai em intervalo técnico de torneios mundiais de tênis, como se fizesse parte do script, tudo o que se seguiu àquele gesto é banal. Os “selfies” , a camiseta do casal 1.000, o tuíte de Dilma, as explicações de Daniel após o jogo, esta coluna. Até a nota oficial do Vilarreal, dizendo que identificou o torcedor racista e o baniu do estádio El Madrigal “para o resto da vida” . Daniel continuou a evitar as cascas de banana. Disse que o ideal, para conscientizar sobre o racismo, seria fazer o torcedor “pagar o mal com o bem”.

AQUINO, Ruth de. Rev. Época: 05 maio 2014


O enunciado com que se busca justificar opinião emitida pouco antes no texto é:
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Q446314 Português
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas:

         Li [...] que o filósofo americano Dan Dennett, responsável por respeitáveis teorias sobre evolução, está anunciando que a queda da rede mundial é questão de tempo e que, quando isso acontecer, a humanidade entrará em pânico e voltará à Idade da Pedra. Segundo ele, antes da internet havia mais clubes sociais, congregações, organizações de grupo, igrejas de toda espécie, o que aproximava núcleos de seres humanos para se protegerem uns aos outros.
          Para início de conversa, devo confessar que não sou um grande consumidor de tecnologia em geral. Não que eu a subestime, ela é que me superestima – embora costume usar os aparelhos a nosso alcance, não tiro proveito de metade dos serviços e benfeitorias que me são oferecidos por computador, smartphone, iPad.
          Esse desacerto coma tecnologia não significa desaprovação. Pelo contrário, me fascino e me emociono com o mundo que há de vir por aí através dela. Cada vez que meus netos (entre 8 e 12 anos de idade) me demonstram sua habilidade instintiva com a tecnologia, superando-me em larga escala no uso produtivo de artefatos eletrônicos e digitais, sinto-me a assistir um trailer do que será o futuro. A internet, que é para mim uma curiosidade próxima do milagre, é para eles o que foi a nossa cartilha. Ela é o abecedário de sua geração.
          Outro dia, meu neto mais moço perguntou à mãe se era necessário casar para ter filhos. Embaraçada, minha nora respondeu que não sabia. Ele retrucou: “Então guga aí.” Até a minha geração, o mistério cuja resposta ele julga (ou sabe) encontrar-se no Google só podia ser decifrado bem depois, quando chegasse a adolescência ou até a maturidade.
          Ao contrário do que afirmam os pessimistas, a geração de meus netos deverá ser mais sábia do que as que os antecederam. Não sei se o Google um dia vai nos ajudar a resolver nossas angústias de vida, nossas relações precárias conosco mesmos e com os outros. Mas não há dúvida de que ele pode vir a nos explicar muita coisa sobre nós, desvendar melhor o que nos disse gente como Freud ou Jung, Marx ouSartre. E tudo à distância de um dedo.
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          O que mais me incomoda na rede em geral é o crescente desprestígio do corpo. Desde os anos de 1960, a humanidade vem fazendo uma revolução de descolonização do corpo, a vítima de uma repressão moral que nos fez tanto mal no passado. Agora, com a internet, o corpo está sendo exilado, é capaz de daqui a pouco não termos mais necessidade dele. Uma pena.
          Mas a internet poderá intervir em breve na própria democracia, expandindo-a e fortalecendo-a. A crise de representatividade em que vivemos hoje (por lógica de interesses, burocracia, esperteza, corrupção) poderá vir a ser superada pelos diversos usos da rede, promovendo uma espécie de democracia digital com a participação de todos. Através dela, nós mesmos nos representaremos nas instâncias de poder.
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(DIEGUES, Cacá. : 03/05/2014.) O Globo: 03/05/2014.)



O autor pretende que os conteúdos das proposições: “a geração de meus netos deverá ser mais sábia do que as que os antecederam” (§ 5) e “a internet poderá intervir em breve na própria democracia” (§ 7) sejam interpretados como:
Alternativas
Respostas
32961: E
32962: E
32963: C
32964: E
32965: C
32966: E
32967: C
32968: B
32969: C
32970: B
32971: C
32972: C
32973: C
32974: D
32975: D
32976: A
32977: C
32978: B
32979: D
32980: E