Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q640111 Português

              NASA prepara avião supersônico de passageiros –

                       como o Concorde, só que melhor

A agência espacial americana anunciou que está desenvolvendo, em parceria com a GE e a Lockheed Martin, um avião supersônico de passageiros – coisa que os céus do mundo não veem desde a aposentadoria do Concorde, em 2003. O Concorde, que foi criado pela França e pela Inglaterra nos anos 1970, sempre teve um problema crítico: ao ultrapassar a velocidade do som, gerava o chamado estrondo sônico, uma onda de choque ouvida como uma espécie de explosão pelas pessoas em terra. Por isso, o Concorde foi proibido de voar em velocidades supersônicas quando estivesse sobre áreas habitadas, o que limitou bastante sua agilidade. O avião deixou de operar comercialmente no começo dos anos 2000, quando protagonizou um acidente grave que matou 113 pessoas em Paris. De lá para cá, a aviação comercial deixou de oferecer voos supersônicos.

Mas, no que depender da Nasa, eles vão voltar. A agência diz ter inventado uma tecnologia supersônica silenciosa, que reduz muito o estrondo sônico – e pretende usá-la em um novo avião, que se chama QueSST Passenger Jet (a sigla significa Quiet Supersonic Technology), cujos testes começariam já em 2020. Não há mais informações sobre a aeronave, como preço ou número de passageiros, mas a Nasa divulgou uma animação indicando como ele poderá ser. A Nasa diz, apenas, que a redução de ruído é conseguida graças ao formato do avião, que é bem diferente do comum, e aos materiais empregados na construção.

Além do projeto da Nasa, existem outras iniciativas de aviação supersônica – para atender ao mercado de voos executivos. O avião AS2, da Aerion Corporation, é um deles. Ele promete capacidade para 12 passageiros e velocidade máxima de Mach 1.5 (uma vez e meia a velocidade do som). Já o S-512, da Spike Aerospace, promete levar 18 passageiros a Mach 1.6. Ambos começarão a ser testados entre 2018 e 2020.

GARATTONI, Bruno; SALEH, Dayane. Nasa prepara avião supersônico de passageiros – como o concorde, só que melhor. Super Interessante. 7 mar. 2016. Disponível em:<http://zip.net/brs0lM> . Acesso em: 9 mar. 2016 (Adaptação).

Segundo a Nasa, o que levará o novo avião a produzir menos ruído é:
Alternativas
Q640109 Português

              NASA prepara avião supersônico de passageiros –

                       como o Concorde, só que melhor

A agência espacial americana anunciou que está desenvolvendo, em parceria com a GE e a Lockheed Martin, um avião supersônico de passageiros – coisa que os céus do mundo não veem desde a aposentadoria do Concorde, em 2003. O Concorde, que foi criado pela França e pela Inglaterra nos anos 1970, sempre teve um problema crítico: ao ultrapassar a velocidade do som, gerava o chamado estrondo sônico, uma onda de choque ouvida como uma espécie de explosão pelas pessoas em terra. Por isso, o Concorde foi proibido de voar em velocidades supersônicas quando estivesse sobre áreas habitadas, o que limitou bastante sua agilidade. O avião deixou de operar comercialmente no começo dos anos 2000, quando protagonizou um acidente grave que matou 113 pessoas em Paris. De lá para cá, a aviação comercial deixou de oferecer voos supersônicos.

Mas, no que depender da Nasa, eles vão voltar. A agência diz ter inventado uma tecnologia supersônica silenciosa, que reduz muito o estrondo sônico – e pretende usá-la em um novo avião, que se chama QueSST Passenger Jet (a sigla significa Quiet Supersonic Technology), cujos testes começariam já em 2020. Não há mais informações sobre a aeronave, como preço ou número de passageiros, mas a Nasa divulgou uma animação indicando como ele poderá ser. A Nasa diz, apenas, que a redução de ruído é conseguida graças ao formato do avião, que é bem diferente do comum, e aos materiais empregados na construção.

Além do projeto da Nasa, existem outras iniciativas de aviação supersônica – para atender ao mercado de voos executivos. O avião AS2, da Aerion Corporation, é um deles. Ele promete capacidade para 12 passageiros e velocidade máxima de Mach 1.5 (uma vez e meia a velocidade do som). Já o S-512, da Spike Aerospace, promete levar 18 passageiros a Mach 1.6. Ambos começarão a ser testados entre 2018 e 2020.

GARATTONI, Bruno; SALEH, Dayane. Nasa prepara avião supersônico de passageiros – como o concorde, só que melhor. Super Interessante. 7 mar. 2016. Disponível em:<http://zip.net/brs0lM> . Acesso em: 9 mar. 2016 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir.

I. Há mais de dez anos não existem voos comerciais supersônicos, mas eles voltarão a ser oferecidos até 2020.

II. O avião projetado pela Nasa pretende transportar tantos passageiros quanto o Concorde.

III. O Concorde deixou de operar porque teve parte de sua agilidade limitada.

A partir da leitura do texto, estão INCORRETAS as afirmativas:

Alternativas
Q640108 Português

                               Tomate é fruta?

Sim, ele é. Não só o tomate é fruta, como a berinjela, a abobrinha, o pepino, o pimentão e outros alimentos que nós chamamos de legumes também são. Fruta é o ovário amadurecido de uma planta, onde ficam as sementes. A confusão acontece porque nós somos acostumados a chamar as frutas salgadas de legumes. Se você acha que sua vida foi uma mentira até agora, saiba que também existem alimentos que nós chamamos de fruta, mas não são. Trata-se dos pseudofrutos – estruturas suculentas que têm cara e jeito de fruto, mas não se desenvolvem a partir do ovário da planta, como as frutas reais. É o caso do morango, do caju, da maçã, da pera e do abacaxi, entre outros.

HAICK, Sabrina. Tomate é fruta? Mundo Estranho. Ed. 177. Disponível em:: <http://zip.net/bys0Dt> . Acesso em: 8 mar. 2016 (Adaptação).

Nos trechos a seguir, a ideia expressa pela palavra entre colchetes está presente, EXCETO em:
Alternativas
Q640104 Português

                               Tomate é fruta?

Sim, ele é. Não só o tomate é fruta, como a berinjela, a abobrinha, o pepino, o pimentão e outros alimentos que nós chamamos de legumes também são. Fruta é o ovário amadurecido de uma planta, onde ficam as sementes. A confusão acontece porque nós somos acostumados a chamar as frutas salgadas de legumes. Se você acha que sua vida foi uma mentira até agora, saiba que também existem alimentos que nós chamamos de fruta, mas não são. Trata-se dos pseudofrutos – estruturas suculentas que têm cara e jeito de fruto, mas não se desenvolvem a partir do ovário da planta, como as frutas reais. É o caso do morango, do caju, da maçã, da pera e do abacaxi, entre outros.

HAICK, Sabrina. Tomate é fruta? Mundo Estranho. Ed. 177. Disponível em:: <http://zip.net/bys0Dt> . Acesso em: 8 mar. 2016 (Adaptação).

Analise as afirmativas a seguir.

I. Os pseudofrutos não são frutos, considerada a acepção científica dessa palavra.

II. Morango, caju, maçã e pera são provenientes do ovário das plantas.

III. As frutas salgadas e as doces provêm da mesma parte da planta.

A partir da leitura do texto, estão CORRETAS as afirmativas:

Alternativas
Q639780 Português

Zika nas Américas

Não há vacinas. Combater os focos do mosquito é ainda a melhor prevenção.

    A pandemia explosiva do vírus zika que ocorre nas Américas do Sul, Central e Caribe é uma das quatro doenças virais transmitidas por artrópodes a chegar inesperadamente no Hemisfério Ocidental.

  Assim começa a revisão publicada pelo The New England Journal of Medicine, sobre a doença causadora da tragédia das microcefalias.
    A primeira das quatro epidemias citadas é a dengue, que se insinuou no hemisfério durante décadas, para atacar com mais vigor a partir dos anos 1990. A segunda, o vírus do Oeste do Nilo, emergiu para estes lados em 1999, o chikungunya em 2013 e o zika em 2015.
    O vírus zika foi descoberto incidentalmente em 1947, num estudo-sentinela com mosquitos e primatas, na floresta do mesmo nome, em Uganda. Permaneceu décadas confinado às regiões equatoriais da África e da Ásia, infectando macacos e mosquitos arbóreos e poucos seres humanos.    
    Há anos pesquisadores africanos notaram que o padrão de disseminação do zika em macacos selvagens acompanhava o do chikungunya, entre os mesmos animais. Essa característica repetiu-se em populações humanas, a partir de 2013.
    Dengue, chikungunya e zika são transmitidos principalmente pelo Aedes aegypti, o mesmo das epidemias devastadoras de febre amarela, no passado. Esses mosquitos emergiram em aldeias do Norte da África há milênios, em épocas de seca, quando os habitantes precisavam armazenar água. A adaptação ao convívio doméstico possibilitou a transmissão para o homem e, mais tarde, a disseminação para as Américas e Europa pelo tráfico de escravos.
    Os sintomas da infecção pelo zika são inaparentes ou semelhantes aos da dengue atenuada: febre baixa, dores musculares e nos olhos, prostração e vermelhidão na pele. Em mais de 60 anos de observação, não foram descritos casos de febre hemorrágica ou morte.
    Não haveria gravidade não fossem os 73 casos de problemas motores relacionados à síndrome de Guillain-Barré, descritos originalmente na Polinésia Francesa, e a epidemia de microcefalias identificada rapidamente em Pernambuco.
    Ainda não há testes laboratoriais rotineiros para a identificação dos casos de zika. Quando circulam ao mesmo tempo infecções por dengue e chikungunya o diagnóstico diferencial ganha importância, especialmente em grávidas e na identificação precoce dos casos de dengue hemorrágica, responsáveis pelas mortes associadas à doença.
    Não existem vacinas contra o zika, embora algumas plataformas possam ser adaptadas em pouco tempo. No entanto, como os casos surgem de forma esporádica e imprevisível, vacinar populações inteiras pode ser proibitivo pelos custos e pela inutilidade de imunizar milhões de pessoas em regiões poupadas pelo vírus.     Além de combater os focos do mosquito transmissor, à população restam os recursos que já demonstraram eficácia: repelentes, tela nas janelas, ar condicionado para os que dispõe do equipamento e adiar a gravidez nas regiões assoladas pelo vírus.

(VARELLA, Drauzio. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/885/zika-nas-americas. Acesso em: 17/02/2016.)

“No entanto, como os casos surgem de forma esporádica e imprevisível, vacinar populações inteiras pode ser proibitivo pelos custos e pela inutilidade de imunizar milhões de pessoas em regiões poupadas pelo vírus.” (10º§) De acordo com o trecho em evidência, infere-se que:
Alternativas
Q639776 Português

Zika nas Américas

Não há vacinas. Combater os focos do mosquito é ainda a melhor prevenção.

    A pandemia explosiva do vírus zika que ocorre nas Américas do Sul, Central e Caribe é uma das quatro doenças virais transmitidas por artrópodes a chegar inesperadamente no Hemisfério Ocidental.

  Assim começa a revisão publicada pelo The New England Journal of Medicine, sobre a doença causadora da tragédia das microcefalias.
    A primeira das quatro epidemias citadas é a dengue, que se insinuou no hemisfério durante décadas, para atacar com mais vigor a partir dos anos 1990. A segunda, o vírus do Oeste do Nilo, emergiu para estes lados em 1999, o chikungunya em 2013 e o zika em 2015.
    O vírus zika foi descoberto incidentalmente em 1947, num estudo-sentinela com mosquitos e primatas, na floresta do mesmo nome, em Uganda. Permaneceu décadas confinado às regiões equatoriais da África e da Ásia, infectando macacos e mosquitos arbóreos e poucos seres humanos.    
    Há anos pesquisadores africanos notaram que o padrão de disseminação do zika em macacos selvagens acompanhava o do chikungunya, entre os mesmos animais. Essa característica repetiu-se em populações humanas, a partir de 2013.
    Dengue, chikungunya e zika são transmitidos principalmente pelo Aedes aegypti, o mesmo das epidemias devastadoras de febre amarela, no passado. Esses mosquitos emergiram em aldeias do Norte da África há milênios, em épocas de seca, quando os habitantes precisavam armazenar água. A adaptação ao convívio doméstico possibilitou a transmissão para o homem e, mais tarde, a disseminação para as Américas e Europa pelo tráfico de escravos.
    Os sintomas da infecção pelo zika são inaparentes ou semelhantes aos da dengue atenuada: febre baixa, dores musculares e nos olhos, prostração e vermelhidão na pele. Em mais de 60 anos de observação, não foram descritos casos de febre hemorrágica ou morte.
    Não haveria gravidade não fossem os 73 casos de problemas motores relacionados à síndrome de Guillain-Barré, descritos originalmente na Polinésia Francesa, e a epidemia de microcefalias identificada rapidamente em Pernambuco.
    Ainda não há testes laboratoriais rotineiros para a identificação dos casos de zika. Quando circulam ao mesmo tempo infecções por dengue e chikungunya o diagnóstico diferencial ganha importância, especialmente em grávidas e na identificação precoce dos casos de dengue hemorrágica, responsáveis pelas mortes associadas à doença.
    Não existem vacinas contra o zika, embora algumas plataformas possam ser adaptadas em pouco tempo. No entanto, como os casos surgem de forma esporádica e imprevisível, vacinar populações inteiras pode ser proibitivo pelos custos e pela inutilidade de imunizar milhões de pessoas em regiões poupadas pelo vírus.     Além de combater os focos do mosquito transmissor, à população restam os recursos que já demonstraram eficácia: repelentes, tela nas janelas, ar condicionado para os que dispõe do equipamento e adiar a gravidez nas regiões assoladas pelo vírus.

(VARELLA, Drauzio. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/885/zika-nas-americas. Acesso em: 17/02/2016.)

De acordo com o texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q639718 Português

TEXTO

                                           ÉDIPO-REI

      Diante do palácio de Édipo. Um grupo de crianças está ajoelhado nos degraus da entrada. Cada um tem na mão um ramo de oliveira. De pé, no meio delas, está o sacerdote de Zeus.

                                                  (Edipo-Rei, Sófocles, RS: L&PM, 2013)

A mesma estrutura de “grupo de crianças” ocorre em:
Alternativas
Q639714 Português

TEXTO

                                           ÉDIPO-REI

      Diante do palácio de Édipo. Um grupo de crianças está ajoelhado nos degraus da entrada. Cada um tem na mão um ramo de oliveira. De pé, no meio delas, está o sacerdote de Zeus.

                                                  (Edipo-Rei, Sófocles, RS: L&PM, 2013)

O texto é a parte introdutória de uma das maiores peças trágicas do teatro grego e exemplifica o modo descritivo de organização discursiva. O elemento abaixo que NÃO está presente nessa descrição é:
Alternativas
Q639667 Português

                                  A felicidade é deprimente

                                                                                                 Contardo Calligaris

      É possível que a depressão seja o mal da nossa época.

      Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico de ser fascinante e profundo.

      Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo, uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante de um vago infortúnio, uma desconfiança completa de minhas próprias forças, uma ausência total de desejos, uma impossibilidade de encontrar uma diversão qualquer”.

      Agora, Baudelaire poderia procurar alívio nas drogas, mas ele e seus contemporâneos não teriam trocado sua infelicidade pelo sorriso estereotipado das nossas fotos das férias. Para um romântico, a felicidade contente era quase sempre a marca de um espírito simplório e desinteressante.

      Enfim, diferente dos românticos, o deprimido contemporâneo não curte sua fossa: ao contrário, ele quer se desfazer desse afeto, que não lhe parece ter um grande charme.

      Alguns suspeitam que a depressão contemporânea seja uma invenção. Uma vez achado um remédio possível, sempre é preciso propagandear o transtorno que o tal remédio poderia curar. Nessa ótica, a depressão é um mercado maravilhoso, pois o transtorno é fácil de ser confundido com estados de espírito muito comuns: a simples tristeza, o sentimento de inadequação, um luto que dura um pouco mais do que desejaríamos etc.

      De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gostaríamos muito de sermos felizes.

      Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a depressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza contemporânea seja uma espécie de decepção.

      Em agosto de 2011, I. B. Mauss e outros publicaram em “Emotion” uma pesquisa com o título: “Será que a procura da felicidade faz as pessoas infelizes?”. Eles recorreram a uma medida da valorização da felicidade pelos indivíduos e, em pesquisas com duas amostras de mulheres (uma que valorizava mais a felicidade e a outra, menos), comprovaram o óbvio: sobretudo em situações positivas (por exemplo, diante de boas notícias), as pessoas que perseguem a felicidade ficam sempre particularmente decepcionadas.

      Numa das pesquisas, eles induziram a valorização da felicidade: manipularam uma das amostras propondo a leitura de um falso artigo de jornal anunciando que a felicidade cura o câncer, faz viver mais tempo, aumenta a potência sexual – em suma, todas as trivialidades nunca comprovadas, mas que povoam as páginas da grande imprensa.

      Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o artigo ficaram bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valorizar especialmente a felicidade.

      Conclusão: na população em geral, a valorização cultural da felicidade pode ser contraprodutiva.

      Mais recentemente, duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valorização da felicidade pode ser causa de verdadeiros transtornos. A primeira, de B. Q. Ford e outros, no “Journal of Social and Clinical Psychology”, descobriu que a procura desesperada da felicidade constitui um fator de risco para sintomas e diagnósticos de depressão.

      A pesquisa conclui que o valor cultural atribuído à felicidade leva a consequências sérias em saúde mental. Uma grande valorização da felicidade, no contexto do Ocidente, é um componente da depressão. E uma intervenção cognitiva que diminua o valor atribuído à felicidade poderia melhorar o desfecho de uma depressão. Ou seja, o que escrevo regularmente contra o ideal de felicidade talvez melhore o humor de alguém. Fico feliz.

      Enfim, em 2015, uma pesquisa de Ford, Mauss e Gruber, em “Emotion”, mostra que a valorização da felicidade é relacionada ao risco e ao diagnóstico de transtorno bipolar. Conclusão: cuidado, nossos ideais emocionais (tipo: o ideal de sermos felizes) têm uma função crítica na nossa saúde mental.

      Como escreveu o grande John Stuart Mill, em 1873: Só são felizes os que perseguem outra coisa do que sua própria felicidade.

Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/10/1699663-a-felicidade-e-deprimente.shtml Acesso em 10 de março de 2016.

Na oração “Ela já foi imensamente popular no passado”, a qual dos seguintes termos presentes no texto se refere o pronome em destaque?
Alternativas
Q639664 Português

                                  A felicidade é deprimente

                                                                                                 Contardo Calligaris

      É possível que a depressão seja o mal da nossa época.

      Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico de ser fascinante e profundo.

      Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo, uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante de um vago infortúnio, uma desconfiança completa de minhas próprias forças, uma ausência total de desejos, uma impossibilidade de encontrar uma diversão qualquer”.

      Agora, Baudelaire poderia procurar alívio nas drogas, mas ele e seus contemporâneos não teriam trocado sua infelicidade pelo sorriso estereotipado das nossas fotos das férias. Para um romântico, a felicidade contente era quase sempre a marca de um espírito simplório e desinteressante.

      Enfim, diferente dos românticos, o deprimido contemporâneo não curte sua fossa: ao contrário, ele quer se desfazer desse afeto, que não lhe parece ter um grande charme.

      Alguns suspeitam que a depressão contemporânea seja uma invenção. Uma vez achado um remédio possível, sempre é preciso propagandear o transtorno que o tal remédio poderia curar. Nessa ótica, a depressão é um mercado maravilhoso, pois o transtorno é fácil de ser confundido com estados de espírito muito comuns: a simples tristeza, o sentimento de inadequação, um luto que dura um pouco mais do que desejaríamos etc.

      De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gostaríamos muito de sermos felizes.

      Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a depressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza contemporânea seja uma espécie de decepção.

      Em agosto de 2011, I. B. Mauss e outros publicaram em “Emotion” uma pesquisa com o título: “Será que a procura da felicidade faz as pessoas infelizes?”. Eles recorreram a uma medida da valorização da felicidade pelos indivíduos e, em pesquisas com duas amostras de mulheres (uma que valorizava mais a felicidade e a outra, menos), comprovaram o óbvio: sobretudo em situações positivas (por exemplo, diante de boas notícias), as pessoas que perseguem a felicidade ficam sempre particularmente decepcionadas.

      Numa das pesquisas, eles induziram a valorização da felicidade: manipularam uma das amostras propondo a leitura de um falso artigo de jornal anunciando que a felicidade cura o câncer, faz viver mais tempo, aumenta a potência sexual – em suma, todas as trivialidades nunca comprovadas, mas que povoam as páginas da grande imprensa.

      Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o artigo ficaram bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valorizar especialmente a felicidade.

      Conclusão: na população em geral, a valorização cultural da felicidade pode ser contraprodutiva.

      Mais recentemente, duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valorização da felicidade pode ser causa de verdadeiros transtornos. A primeira, de B. Q. Ford e outros, no “Journal of Social and Clinical Psychology”, descobriu que a procura desesperada da felicidade constitui um fator de risco para sintomas e diagnósticos de depressão.

      A pesquisa conclui que o valor cultural atribuído à felicidade leva a consequências sérias em saúde mental. Uma grande valorização da felicidade, no contexto do Ocidente, é um componente da depressão. E uma intervenção cognitiva que diminua o valor atribuído à felicidade poderia melhorar o desfecho de uma depressão. Ou seja, o que escrevo regularmente contra o ideal de felicidade talvez melhore o humor de alguém. Fico feliz.

      Enfim, em 2015, uma pesquisa de Ford, Mauss e Gruber, em “Emotion”, mostra que a valorização da felicidade é relacionada ao risco e ao diagnóstico de transtorno bipolar. Conclusão: cuidado, nossos ideais emocionais (tipo: o ideal de sermos felizes) têm uma função crítica na nossa saúde mental.

      Como escreveu o grande John Stuart Mill, em 1873: Só são felizes os que perseguem outra coisa do que sua própria felicidade.

Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/10/1699663-a-felicidade-e-deprimente.shtml Acesso em 10 de março de 2016.

Em relação ao texto “A felicidade é deprimente”, é correto afirmar que
Alternativas
Q639321 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

A partir do texto I, o leitor percebe que o açúcar refinado comum é:
Alternativas
Q639320 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

A última frase do texto I sugere que as pessoas escolhem alimentos considerando, além do sabor, também a seguinte característica:
Alternativas
Q639319 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

Ao falar sobre o açúcar mascavo e o orgânico, a expressão Apesar disso transmite uma ideia de:
Alternativas
Q639318 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

Em comparação com o açúcar refinado comum, o açúcar mascavo é descrito no texto I como:
Alternativas
Q639316 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

O ideal é escolher outros tipos.

Essa frase indica uma:

Alternativas
Q639315 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

Segundo o texto I, o açúcar refinado comum pode ser:
Alternativas
Q639314 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

O assunto principal do texto I é:
Alternativas
Q639313 Português

Açúcar

O açúcar refinado comum não é necessário na alimentação porque existem outras fontes mais saudáveis. O ideal é escolher outros tipos: o mascavo ou o orgânico. Apesar disso, eles custam mais caro e adoçam menos.

                                                                                     g1.globo.com/bemestar

O trecho acima foi retirado do seguinte tipo de texto:

Alternativas
Q638825 Português

                                        EU, ETIQUETA

                      Em minha calça está grudado um nome

                    que não é meu de batismo ou de cartório,

                                   um nome... estranho.

                          Meu blusão traz lembrete de bebida

                           que jamais pus na boca, nesta vida.

                       Em minha camiseta, a marca de cigarro

                            que não fumo, até hoje não fumei.

                              Minhas meias falam de produto

                                     que nunca experimentei

                            mas são comunicados a meus pés.

                                Meu tênis é proclama colorido

                                de alguma coisa não provada

                              por este provador de longa idade.

                          Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,

                         minha gravata e cinto e escova e pente,

                                     meu copo, minha xícara,

                            minha toalha de banho e sabonete,

                                     meu isso, meu aquilo,

                           desde a cabeça ao bico dos sapatos,

                                          são mensagens,

                                            letras falantes,

                                             gritos visuais,

                             ordens de uso, abuso, reincidência,

                                   costume, hábito, premência,

                                            indispensabilidade,

                      e fazem de mim homem-anúncio itinerante,

                                escravo da matéria anunciada.

                                        Estou, estou na moda.

                            É duro andar na moda, ainda que a moda

                                    seja negar minha identidade,

                                 trocá-la por mil, açambarcando

                                    todas as marcas registradas,

                                   todos os logotipos do mercado.

                            Com que inocência demito-me de ser

                                    eu que antes era e me sabia

                           tão diverso de outros, tão mim mesmo,

                               ser pensante, sentinte e solidário

                          com outros seres diversos e conscientes

                             de sua humana, invencível condição.

                                        Agora sou anúncio,

                                     ora vulgar ora bizarro,

                        em língua nacional ou em qualquer língua

                                     (qualquer, principalmente).

                                  E nisto me comparo, tiro glória

                                         de minha anulação.

                              Não sou - vê lá - anúncio contratado.

                                   Eu é que mimosamente pago

                                    para anunciar, para vender

                      em bares festas praias pérgulas piscinas,

                            e bem à vista exibo esta etiqueta

                                global no corpo que desiste

                     de ser veste e sandália de uma essência

                                    tão viva, independente,

                    que moda ou suborno algum a compromete.

                                    Onde terei jogado fora

                          meu gosto e capacidade de escolher,

                          minhas idiossincrasias tão pessoais,

                        tão minhas que no rosto se espelhavam

                                   e cada gesto, cada olhar

                                      cada vinco da roupa

                              sou gravado de forma universal,

                             saio da estamparia, não de casa,

                               da vitrine me tiram, recolocam,

                                  objeto pulsante mas objeto

                          que se oferece como signo de outros

                               objetos estáticos, tarifados.

                        Por me ostentar assim, tão orgulhoso

                         de ser não eu, mas artigo industrial,

                             peço que meu nome retifiquem.

                       Já não me convém o título de homem.

                                   Meu nome novo é coisa.

                                Eu sou a coisa, coisamente. 

Carlos Drummond de Andrade. Obra poética, Volumes 4-6. Lisboa: Publicações Europa-América, 1989.

Nas provocações reflexivas de Drummond, o texto acima tem como questão central:
Alternativas
Q638357 Português

Texto I

OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal por dia

Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças cardiovasculares.

Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para as crianças com mais de dois anos de idade, para que as doenças relacionadas com a alimentação não se tornem crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e as necessidades energéticas.

                                                                                                                                              Teresa Firmino

                                                                                                                      Adaptado de publico.pt/ciencia

O emprego da expressão pela primeira vez, no segundo parágrafo, sugere que:
Alternativas
Respostas
32721: C
32722: D
32723: C
32724: B
32725: C
32726: C
32727: C
32728: D
32729: C
32730: B
32731: D
32732: B
32733: B
32734: C
32735: D
32736: C
32737: E
32738: E
32739: A
32740: E