Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 36.561 questões
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971.)
O texto chama-se Antigamente. A construção do texto recorrendo a expressões antigas e arcaísmos chama a atenção para

A compreensão de Calvin acerca da produção textual revela que ele apenas considera
“Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores"
(DIAS, Gonçalves. Canção do Exílio)
“Nossas flores são mais bonitas,
Nossas frutas mais gostosas,
Mas custam cem mil réis a dúzia"
(MENDES, Murilo. Canção do Exílio) A canção do Exílio, de Gonçalves Dias, é um dos poemas mais citados nas escolas para se abordar a intertextualidade.
No caso do poema de Murilo Mendes, a relação intertextual
A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate, nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão. A noite caiu. Tremenda, sem esperança... Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os guerreiros.
E o amor não abre caminho na noite. A noite é mortal, completa, sem reticências, a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer, a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes! nas suas fardas.
A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio... Os suicidas tinham razão.
(ANDRADE, Carlos Drummond. A noite dissolve os homens. In: Reunião: 10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1969)
O fragmento do poema de Drummond revela
Assinale a alternativa na qual o exemplo CONTRADIZ a explicação do professor.
Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.
Após ler o trecho, assinale a alternativa que apresenta o título que resume seu conteúdo.
Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.
Diante do trecho acima, assinale a alternativa CORRETA.
(MARCUSCHI, apud DIONÍSIO e BEZERRA, 2003,160p.)
A diferenciação feita pelo autor no objeto de ensino dos livros didáticos subjaz à compreensão de que
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
—Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
- Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
—Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
- Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!