Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A expressão “De qualquer forma" indica:
Da forma como está redigido, a expressão “de que gostavam" se refere a(ao):
De acordo com o texto, traços físicos da população negra são aspectos do que se denomina “beleza brasileira".
A correção gramatical e os sentidos do texto seriam preservados caso o trecho “a zona que abrange quase toda a vida conhecida" (R. 6 e 7) fosse reescrito da seguinte forma: a área que preserva quase toda a vida de que se têm conhecimento.
a concepção de administração gerencial apresenta aspectos positivos e negativos: por um lado, abre espaço para a desburocratização dos processos e, por outro, pode provocar o desrespeito à legalidade no atendimento das demandas da população pelo gestor estatal.
há relação de causa e efeito entre as transformações políticas, sociais e culturais e as mudanças ocorridas no âmbito da administração pública.
Depreende-se do texto que, após 1970, o Estado planejador passou a agir, considerando como premissa o fato de que a técnica propicia o consenso necessário à consecução de políticas públicas.
Infere-se do texto que o conceito de planejamento sempre esteve relacionado à construção de cidades planejadas.
A vida em sociedade
1º de março 2011
Ao contrário do que muitos podem imaginar, o homem não é o único a viver em sociedade, E essa discussão aparece no episódio “A Cultura e a Casca de Banana”, dirigido por Toni Venturi. Durante a conversa no zoológico, o homem tenta provar ao macaco os benefícios que ele tem sobre todos os outros animais e o benefício principal: o de viver em sociedade.
O macaco discorda totalmente e conta ao homem, como um primeiro exemplo, sobre a sociedade das formigas. Ela é organizada em sociedade, mantém no topo do formigueiro a rainha, que põe os ovos, depois vêm as trabalhadoras que alimentam a chefe, e os machos são a terceira casta, não trabalham e a sua função se resume apenas em acasalar com as rainhas.
Outros exemplos da vida organizada em sociedade ficam por conta de cupins, abelhas e pinguins. A abelha, por exemplo, é incapaz de viver sozinha. Suas colmeias são um exemplo de organização social, com as rainhas na função de colocar os ovos, os zangões, que as fecundam, e as operárias, que cuidam de todas as tarefas.
Os cupins repartem todas as tarefas, trabalham juntos na construção de casas enormes e resolvem problemas complicados de moradia, como ventilação e drenagem. Já os pinguins, que também vivem em sociedade, dividem tarefa entre macho e fêmea. Ambos se revezam para chocar os filhotes, que se reúnem em creches e são supervisionados por adultos enquanto os pais saem em busca de comida. Os casais ficam juntos no verão para cuidar dos filhotes e, para identificar os membros de sua família, possuem cantos e danças próprios.
Fonte: http://www.soinos1so.com.br/2011/03/01/a-v ida-em-sociedade/.
Texto adaptado.
Crônica da vida que passa
Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade.
A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam‐se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, côa‐as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para se poder ser célebre à vontade.
Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma contradição. Parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e as enfraquece. Um homem de gênio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu gênio; e pode, pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas, uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à obscuridade. A celebridade é irreparável. Dela como do tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz.
E é por isto que a celebridade é uma fraqueza também. Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale a pena sê‐lo. Deixar‐se ser célebre é uma fraqueza, uma concessão ao baixo‐instinto, feminino ou selvagem, de querer dar nas vistas e nos ouvidos.
Penso às vezes nisto coloridamente. E aquela frase de que “homem de gênio desconhecido” é o mais belo de todos os destinos, torna‐se‐me inegável; parece‐me que esse é não só o mais belo, mas o maior dos destinos.
(PESSOA, Fernando. Páginas íntimas e de autointerpretação. Lisboa: Edições Ática, [s.d.]. p. 66‐67.)
I. O autor expressa sua crítica diante dos feitos produzidos em função da celebridade.
II. A celebridade precisa ser conquistada progressivamente para que os benefícios sobreponham‐se a aspectos negativos.
III. O homem que, por merecimento, poderia viver como celebridade, não ignora o fato de que tal condição é prejudicial.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
I. O pergaminho hebraico encontrado há 1500 anos só pôde ser decifrado no ano de 1970, quando as novas tecnologias finalmente permitiram esse acontecimento.
II. Apesar de o pergaminho hebraico só ter sido descoberto na década de 70 do século passado, sua decifração só foi possível depois de quase meio século.
III. Recentemente descoberto, o pergaminho hebraico possibilitou que os especialistas reavaliassem o texto bíblico do livro de Levítico, consideravelmente diferente do encontrado.
IV. Com a descoberta do pergaminho, os especialistas israelenses puderam alterar muitos dos versículos da Bíblia até então conhecidos.
Quantas delas estão corretas?

(Adaptado de <https://medium.com/nebula/paulo-8f27f72e47c0>. Acesso em 14/07/2015.)
Com base nos seus elementos verbais e não verbais, é correto afirmar que a tira:




