Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O Gaúcho chega na beira do rio com seu gado e pergunta para o Joãozinho, que está em cima da cerca:
— Esse rio é fundo, guri? O Joãozinho responde:
— Acho que não, a criação do meu pai passa com a água no peito. Então o tropeiro mete o gado na água, e lá pelo meio do rio toda a tropa se afoga. Desesperado ele pergunta:
— O teu pai cria o quê guri?
— PATO, TCHÊ
O pai de Joãozinho é criador de:
O Gaúcho chega na beira do rio com seu gado e pergunta para o Joãozinho, que está em cima da cerca:
— Esse rio é fundo, guri? O Joãozinho responde:
— Acho que não, a criação do meu pai passa com a água no peito. Então o tropeiro mete o gado na água, e lá pelo meio do rio toda a tropa se afoga. Desesperado ele pergunta:
— O teu pai cria o quê guri?
— PATO, TCHÊ
A tropa se afoga pois:
KOCH, Ingedore. Ler e escrever: estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009
Nessa perspectiva, leia as afirmativas sobre o texto.
I. No oitavo parágrafo, lê-se a consequência da busca empreendida pela menina na ênfase dada ao verbo no pretérito perfeito que inicia o parágrafo, marcando ação, acontecimento, rompimento de uma maneira estratégica, pois surge abruptamente, parece deslocado dos parágrafos anteriores.
II. Além da marca de temporalidade, as figuras “noite" e “manhã" sugerem a quebra da continuidade de ações na construção do saber, a qual é reiterada pelos verbos “corria", “olhava", “sorria", no tempo pretérito imperfeito.
III. Nos sete primeiros parágrafos, a menina cria o mundo dela, e nos sete últimos parágrafos a menina passa a habitar o mundo que criara.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):
KOCH, Ingedore Villaça & TRAVAGLIA, Luiz Carlos. A coerência textual. 17. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 8.
Nessa perspectiva, leia as afirmativas sobre o texto.
I. “Além do bastidor" não se limita ao relato moroso de uma vida, preocupa-se em traçar o itinerário de uma menina que não tem nome, nem endereço, nem é descrita fisicamente.
II. Amenina é um ser em uma viagem ao imaginário, ao desconhecido, realizando uma busca de momentos privilegiados, a da descoberta de sensações e percepções que afloram ao seu tempo.
III. O espaço e o cenário são apenas pano de fundo para a narrativa, que objetiva a revelação da personagem, de sua linguagem, ações e intenções.
Está correto apenas o que se afirma em:
I O primeiro verso resume do 2º até o 12.º versos, que o elucidam;
II O 13.º verso anuncia um fenômeno de explosão de alegria;
IIl Os versos de 14 a 17 dão o motivo desse momento forte de expressão de alegria;
IV O salmista desse poema foi o Rei David;
V A palavra “Te-Deum" é de origem inglesa.
Texto II
ANO 1595:
“Oh, meu amado Romeu, escrevo para informar-te que recebi tua formosa carta e que ela me deixou sem palavras.”
ANO 2014:
“Ok”
Texto II
ANO 1595:
“Oh, meu amado Romeu, escrevo para informar-te que recebi tua formosa carta e que ela me deixou sem palavras.”
ANO 2014:
“Ok”
I- É um texto totalmente desconexo, principalmente por pertencer a contexto histórico diferente.
II- Aborda a temática amorosa.
III- Adota a linguagem satírica e jocosa.
Uso das novas tecnologias em sala de aula
Em um mundo tecnológico, integrar novas tecnologias à sala de aula ainda é pouco frequente e um desafio para docentes. Em muitos casos, a formação não considera essas tecnologias, e se restringe ao teórico, ou seja, o professor precisa buscar esse conhecimento em outros espaços. Isso nem sempre funciona, pois frequentar cursos de poucas horas nem sempre garante ao professor segurança e domínio dessas tecnologias.
Muitos educadores já perceberam o potencial dessas ferramentas e procuram levar novidades para a sala de aula, seja com uma atividade prática no computador, com videogame, tablets e até mesmo com o celular.
O fato é que o uso dessas tecnologias pode aproximar alunos e professores, além de ser útil na exploração dos conteúdos de forma mais interativa. O aluno passa de mero receptor, que só observa e nem sempre compreende, para um sujeito mais ativo e participativo.
A tecnologia também auxilia o professor na busca por conteúdos a serem trabalhados. O Google, por exemplo, criou um espaço próprio para a educação, o Google Play for Education – cuja versão em português ainda está sem data de lançamento. O programa faz uma peneira por disciplina e série para sugerir aplicativos educacionais específicos para tablets. O professor pode, por exemplo, criar um grupo da sala em que todos os alunos poderão acessar o aplicativo, facilitando a participação.
A ideia não é abandonar o quadro negro, mas hoje, com todos os avanços, existe a necessidade de adequação, de abertura para o novo, a fim de tornar as aulas mais atraentes, participativas e eficientes.
(Disponível em http://www.gazetadopovo.com.br. Acesso em 24.10.2014. Adaptado)
Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo — responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós — responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão — quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão — não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrários que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensamos, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao chamar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...]
NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo: Escala, 2007. p. 104-105
I. A tragédia alheia pode tocar as pessoas de muitos modos, e confirma-se a motivação pessoal da compaixão.
II. Há uma reformulação do pensamento, oposta à ideia de que a compaixão é um ato altruísta de esquecimento de si mesmo.
III. As motivações pessoais da com paixão impossibilitam a crítica social.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
O quadro abaixo mostra os níveis de gravidade de ocorrências hospitalares divididos por cor e o tempo de atendimento.



