Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q618641 Português
                               Texto 2- Sabe quem é o Bruno? 

      Em um dia de 2013, um cabeleireiro da cidade de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia, atendia mais um cliente e comentava com ele as notícias daquela semana. “Como é que pode aquela música horrível ganhar prêmio nos 'Melhores do Ano do Faustão'? Por isso, a música brasileira está acabando", reclamava o profissional. A música em questão era “Camaro Amarelo", cantada por Munhoz & Mariano, e o cabeleireiro não sabia, mas estava cortando os cabelos do compositor da canção.

      Desde 2007, quando entrou nas paradas com “Locutor", na voz de Léo Magalhães, Bruno Caliman emplaca pelo menos uma música entre as dez mais tocadas do ano e já está acostumado a passar despercebido, enquanto os intérpretes ficam muito mais famosos que ele. Seu mais recente sucesso, “Domingo de Manhã", cantada por Marcos & Belutti, foi, em 2014, a mais tocada nas rádios, segundo relatório da empresa de monitoramento Crowley, e a terceira música mais procurada no Google.

      O fato de não ser conhecido pelos fãs de suas músicas, no entanto, parece não incomodar o artista, que passa o dia compondo em seu quarto, em Teixeira de Freitas, município que tem pouco mais de 150 mil habitantes. “Sabe aquele cara que inventa um videogame em que todo o mundo se vicia, mas ninguém sabe o nome do inventor? É a mesma coisa", disse ele, por telefone, ao UOL.

Por Mariane Zendron. Disponível em:<http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/01/31/autor-de-hits-camaro-amarelo-e-dominho-de-manha-se-diverte-com-criticas.htm>. Acesso em: 06 out. 2015, fragmento.
Com base na leitura compreensiva do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q618499 Português
                                        O que é que houve?

Resolvi fazer um check-up. Havia tempo que não fazia e o redondo número de minha idade vinha ultimamente chamando a minha atenção para a cadeirinha do plano de saúde que carrego na carteira. Não tinha nenhum sintoma. Era apenas uma checagem para não vir a ter nenhum sintoma.

Entrei na sala para o primeiro exame:

— O que é que houve? — me perguntou o doutor.

A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei envergonhada. Tive medo de parecer hipocondríaca.

— Nada. Apenas rotina.

O exame foi feito. Tudo normal. Saí da sala aliviada por minha ausência de manchas, mas um tanto constrangida por mobilizar a atenção daquele médico que poderia estar se dedicando a outros abdomens, que, doentes, esperam por suas imagens em filas gigantescas pelos hospitais da cidade.

Segui para o próximo. O laboratório parecia um shopping. Gente circulando, o café lotado, televisões ligadas, pessoas concentradas em seus celulares e revistas, parecendo esbanjar saúde. Entrei na sala e, mais uma vez, veio a pergunta:

— O que é que houve?

Parecia que eles tinham combinado. Tive vontade de sair correndo dali, cantando e dançando pra celebrar minha saúde. Não o fiz. Que Deus me livrasse, mas, àquela altura, eu também já queria ver se tinha alguma coisa. Mais uma vez, e com a graça de Deus, não tinha nada.

Saí do laboratório sentindo um alívio desconfortável e entrei no táxi pensando numa melhor maneira de responder à tal pergunta.

— O que é que houve, doutor? Tenho a sorte de poder pagar um bom plano de saúde. Por isso, acabo achando normal usar todo este equipamento e estes médicos bem formados para investigarem no meu abdômen a eventual possibilidade de eu vir a ter o sintoma que não tenho.

Uso minha carteirinha para o que chamam de medicina preventiva, fazendo jus à mensalidade que tenho pago por medo de precisar usar o que não poderei pagar. Eles bem sabem o quanto fico feliz em pagar mais do que uso porque obviamente me oferecem um produto que não quero precisar usar. De certa maneira, me dão a bênção de perder o que paguei. E, assim, sem nem sequer me dar conta, me vingo minimamente, fazendo exames de rotina enquanto outras pessoas morrem nas filas dos hospitais. É bem esquisito, não é, doutor?

(autoria: Denise Fraga, colunista do jornal Folha de São Paulo, texto retirado do site: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/2015/ Data: 20/09/2015) 
Podemos inferir que o texto da autora: 
Alternativas
Q618274 Português
Cinco substâncias tóxicas encontradas naturalmente em frutas e verduras 

    Não há dúvidas de que frutas e verduras são parte fundamental de uma dieta saudável e balanceada. Mas entre as frutas e verduras também se encontram, naturalmente, algumas substâncias potencialmente ruins. Um exemplo é a banana: elas têm potássio, um elemento crucial para o bom funcionamento do organismo. Mas, o consumo demasiado de potássio pode ter efeitos como palpitação irregular do coração, dor de estômago, náusea e diarreia. Outras frutas e verduras têm toxinas que, em quantidades substânciais, podem causar efeitos adversos.
    "As razões de (essas frutas e verduras) terem toxinas nem sempre são conhecidas. Às vezes é (culpa de) um pesticida natural para evitar o ataque de insetos. Ou uma forma de a planta se proteger de danos causados pelo clima, a luz do sol ou micróbios", explicou o setor de recomendações ao consumidor do governo da Nova Zelândia.
    Os especialistas afirmam que, apesar destes fatos, não há motivos para preocupações. "É a dose que faz o veneno", disse o cientista Ed Blonz, em um artigo publicado no site da organização American Cancer Society. Na maioria dos casos, só haveria danos no caso do consumo de uma enorme quantidade de frutas ou verduras. Mesmo assim, as autoridades de saúde em vários países recomendam precaução com os alimentos que têm as seguintes substâncias tóxicas: glicosídeos cianogênicos, glicoalcaloides (solanina), lectinas, nitratos e cumarina.
O texto tem por objetivo:
Alternativas
Q617587 Português
                                        As sandálias da humildade

Ignorar a existência de um problema equivale a eternizá-lo. Albert Einstein já dizia que só quando a gente reconhece uma limitação é que se torna capaz de superá-la.
Os japoneses entendem essa lição de forma clara. Dei-me conta disso com a reação das autoridades aos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da OCDE, que compara o rendimento de secundaristas em diferentes países. Os estudantes do Japão alcançaram o quarto lugar em leitura e em ciências e o sétimo em matemática. Tais resultados representaram uma melhora da posição do Japão nas três matérias em relação ao exame anterior.
No entanto, não se viu discurso triunfalista; os resultados foram recebidos com sobriedade. A maioria dos comentários chamava a atenção para a importância de que se fizessem esforços ainda maiores para aprimorar a qualidade acadêmica e a competitividade internacional dos estudantes japoneses.
Na mesma avaliação, o Brasil também melhorou em leitura, matemática e ciências. As autoridades brasileiras saudaram os resultados como "grande avanço".
Talvez seja a influência da cultura japonesa em mim, mas acho muito cedo para nos vangloriarmos. Nesse campo, vejo mais batalha que vitória. Fizemos progressos, mas poderíamos ter feito muito mais. Entre 65 países avaliados, o Brasil ficou em 58º. Nossa posição é, em si, vergonhosa. Acabamos bem abaixo da média. Saímos reprovados.
Somos um país em desenvolvimento. Temos nossas limitações. No entanto, para superá-las, primeiro temos de reconhecê-las, como sugeriu Albert Einstein. Recentemente, o ministro dos Esportes anunciou que alguns dos estádios prometidos para a Copa não serão entregues no prazo contratado. Algo no planejamento ou na execução dos projetos falhou. Essas coisas acontecem. Todo mundo está sujeito a atrasos involuntários. Mas a primeira coisa que a gente faz quando se atrasa é desculpar-se. A segunda é explicar o atraso a quem teve de aguentá-lo.
O ministro não fez nem uma coisa nem outra. Comparou a Copa do Mundo a um casamento e os estádios a noivas, que sempre se atrasam. Esqueceu-se, no entanto, de considerar que, nos casamentos, a festa é paga com recursos privados. A construção dos estádios, porém, é financiada com verbas públicas. No caso da noiva, o atraso pode ser charme. No caso de obras públicas, atrasos nada mais são do que falhas, involuntárias ou não, de quem é responsável por construí-las.
Para corrigir esse tipo de problema, precisamos admitir sua existência. Somos um país em desenvolvimento. Temos o direito de errar. Mas, se não aprendermos com os nossos erros, ficaremos em desenvolvimento para sempre - ou, pelo menos, por mais tempo do que seria necessário. Uma vez mais, chegaremos atrasados.
Para acelerar o passo, talvez devêssemos calçar mais frequentemente as sandálias da humildade. Quem sabe elas tornem mais rápida a longa caminhada que, como país, ainda temos diante de nós.

(Alexandre Vidal Porto – Folha de São Paulo – adaptado)

A questão a seguir refere-se ao texto acima:


No texto, o segmento que NÃO expressa uma opinião/avaliação do autor é:

Alternativas
Q617586 Português
                                        As sandálias da humildade

Ignorar a existência de um problema equivale a eternizá-lo. Albert Einstein já dizia que só quando a gente reconhece uma limitação é que se torna capaz de superá-la.
Os japoneses entendem essa lição de forma clara. Dei-me conta disso com a reação das autoridades aos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, da OCDE, que compara o rendimento de secundaristas em diferentes países. Os estudantes do Japão alcançaram o quarto lugar em leitura e em ciências e o sétimo em matemática. Tais resultados representaram uma melhora da posição do Japão nas três matérias em relação ao exame anterior.
No entanto, não se viu discurso triunfalista; os resultados foram recebidos com sobriedade. A maioria dos comentários chamava a atenção para a importância de que se fizessem esforços ainda maiores para aprimorar a qualidade acadêmica e a competitividade internacional dos estudantes japoneses.
Na mesma avaliação, o Brasil também melhorou em leitura, matemática e ciências. As autoridades brasileiras saudaram os resultados como "grande avanço".
Talvez seja a influência da cultura japonesa em mim, mas acho muito cedo para nos vangloriarmos. Nesse campo, vejo mais batalha que vitória. Fizemos progressos, mas poderíamos ter feito muito mais. Entre 65 países avaliados, o Brasil ficou em 58º. Nossa posição é, em si, vergonhosa. Acabamos bem abaixo da média. Saímos reprovados.
Somos um país em desenvolvimento. Temos nossas limitações. No entanto, para superá-las, primeiro temos de reconhecê-las, como sugeriu Albert Einstein. Recentemente, o ministro dos Esportes anunciou que alguns dos estádios prometidos para a Copa não serão entregues no prazo contratado. Algo no planejamento ou na execução dos projetos falhou. Essas coisas acontecem. Todo mundo está sujeito a atrasos involuntários. Mas a primeira coisa que a gente faz quando se atrasa é desculpar-se. A segunda é explicar o atraso a quem teve de aguentá-lo.
O ministro não fez nem uma coisa nem outra. Comparou a Copa do Mundo a um casamento e os estádios a noivas, que sempre se atrasam. Esqueceu-se, no entanto, de considerar que, nos casamentos, a festa é paga com recursos privados. A construção dos estádios, porém, é financiada com verbas públicas. No caso da noiva, o atraso pode ser charme. No caso de obras públicas, atrasos nada mais são do que falhas, involuntárias ou não, de quem é responsável por construí-las.
Para corrigir esse tipo de problema, precisamos admitir sua existência. Somos um país em desenvolvimento. Temos o direito de errar. Mas, se não aprendermos com os nossos erros, ficaremos em desenvolvimento para sempre - ou, pelo menos, por mais tempo do que seria necessário. Uma vez mais, chegaremos atrasados.
Para acelerar o passo, talvez devêssemos calçar mais frequentemente as sandálias da humildade. Quem sabe elas tornem mais rápida a longa caminhada que, como país, ainda temos diante de nós.

(Alexandre Vidal Porto – Folha de São Paulo – adaptado)

A questão a seguir refere-se ao texto acima:


De acordo com o texto, marque as alternativas abaixo como (V) verdadeira ou (F) falsa:


( ) Para o autor, é necessário reconhecer a existência de um problema para depois corrigi-lo.

( ) O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes apresentou que estudantes japoneses ficaram em 4º lugar nas três disciplinas citadas.

( ) O autor menciona a comparação feita entre a Copa do Mundo e um casamento, feita pelo ministro dos Esportes.

( ) O autor compara as reações das autoridades do Japão e do Brasil, frente aos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.


A sequência correta, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q617559 Português
                                       O último povo das cavernas

      Ela está deitada, morrendo. Lídia Maiyu jaz encolhida ao pé da fogueira do acampamento, dentro de uma caverna. Pernas e braços são meros gravetos, os olhos estão esbugalhados com a apreensão da morte. Tosse, seu corpo se ____________ e ela chora de dor. Lídia tem uns 15 anos – não sabe ao certo. _______ meses antes ela deu à luz, e o bebê morreu. O grupo deixou o corpo em uma caverna e mudou-se. Pasu Aiyo, o marido de Lídia, me diz que é assim que se faz. “Quando você fica doente, ou melhora ou morre", sentencia.

      A escuridão é impenetrável, exceto pelo fulgor da fogueira. Não há estrelas, como se fosse demais contar com elas. Em vez disso, chove forte fora do abrigo na saliência da rocha, e ondas de água estapeiam incansáveis as gigantescas frondes da selva. Parece que sempre chove à noite nas montanhas de Papua – Nova Guiné. É por isso que Lídia e os que restam do seu povo buscam ___________ nas rochas: são secas. As cavernas ficam no alto de penhascos, e o acesso a elas às vezes requer uma traiçoeira escalada por cipós. São também uma fortaleza natural que em outros tempos protegia os povos das cavernas de seus inimigos: caçadores de cabeça, canibais e ladrões de noivas. Mas isso foi em gerações passadas. Agora seus inimigos são menos violentos, embora não menos mortais: malária e tuberculose.

      Pasu, o marido de Lídia, enxota o cão de caça, e se senta ao pé do fogo. __________ sua tanga de folhas e deita a cabeça de Lídia em seu colo. Pálida, ela olha para ele com grande esforço. Pasu, muito sério, pede para seu irmão que nos pergunte se há alguma coisa que possamos fazer por ela.

      Um membro da nossa equipe de pesquisa, que fez treinamento para atendimento médico para urgências, examina Lídia e constata que ela tem os pulmões cheios de líquido, o coração está disparado, com 140 batimentos por minuto, e a febre bate nos 40 graus. Diagnostica uma provável pneumonia grave, e dá a Lídia doses duplas de antibiótico e Tylenol. “Conseguimos convencê-la a tomar uma xícara de água esterilizada com açúcar e sal, a deixamos sentada nos braços do marido para que possa respirar melhor a noite e sugerimos que ao amanhecer seja levada das montanhas, descendo o rio, até uma clínica do vilarejo", numa tentativa de salvar mais uma vida desses povos das cavernas.

                                                               (Revista National Geographic - adaptado)
Coloque C para certo e E para errado nas afirmações sobre o texto:

( ) Antigamente os povos das cavernas tinham um tipo de inimigo, hoje, eles são outros.

( ) Com a medicação aplicada, Lídia será curada.

( ) A noite na caverna é iluminada pelas poucas estrelas.

( ) Lídia, apesar de já ter sido mãe, ainda é uma adolescente.

Assinale a alternativa que preenche corretamente, de cima para baixo, os parênteses. 
Alternativas
Q617558 Português
                                       O último povo das cavernas

      Ela está deitada, morrendo. Lídia Maiyu jaz encolhida ao pé da fogueira do acampamento, dentro de uma caverna. Pernas e braços são meros gravetos, os olhos estão esbugalhados com a apreensão da morte. Tosse, seu corpo se ____________ e ela chora de dor. Lídia tem uns 15 anos – não sabe ao certo. _______ meses antes ela deu à luz, e o bebê morreu. O grupo deixou o corpo em uma caverna e mudou-se. Pasu Aiyo, o marido de Lídia, me diz que é assim que se faz. “Quando você fica doente, ou melhora ou morre", sentencia.

      A escuridão é impenetrável, exceto pelo fulgor da fogueira. Não há estrelas, como se fosse demais contar com elas. Em vez disso, chove forte fora do abrigo na saliência da rocha, e ondas de água estapeiam incansáveis as gigantescas frondes da selva. Parece que sempre chove à noite nas montanhas de Papua – Nova Guiné. É por isso que Lídia e os que restam do seu povo buscam ___________ nas rochas: são secas. As cavernas ficam no alto de penhascos, e o acesso a elas às vezes requer uma traiçoeira escalada por cipós. São também uma fortaleza natural que em outros tempos protegia os povos das cavernas de seus inimigos: caçadores de cabeça, canibais e ladrões de noivas. Mas isso foi em gerações passadas. Agora seus inimigos são menos violentos, embora não menos mortais: malária e tuberculose.

      Pasu, o marido de Lídia, enxota o cão de caça, e se senta ao pé do fogo. __________ sua tanga de folhas e deita a cabeça de Lídia em seu colo. Pálida, ela olha para ele com grande esforço. Pasu, muito sério, pede para seu irmão que nos pergunte se há alguma coisa que possamos fazer por ela.

      Um membro da nossa equipe de pesquisa, que fez treinamento para atendimento médico para urgências, examina Lídia e constata que ela tem os pulmões cheios de líquido, o coração está disparado, com 140 batimentos por minuto, e a febre bate nos 40 graus. Diagnostica uma provável pneumonia grave, e dá a Lídia doses duplas de antibiótico e Tylenol. “Conseguimos convencê-la a tomar uma xícara de água esterilizada com açúcar e sal, a deixamos sentada nos braços do marido para que possa respirar melhor a noite e sugerimos que ao amanhecer seja levada das montanhas, descendo o rio, até uma clínica do vilarejo", numa tentativa de salvar mais uma vida desses povos das cavernas.

                                                               (Revista National Geographic - adaptado)
Analise as afirmações a respeito dos parágrafos do texto e assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q617557 Português
                                       O último povo das cavernas

      Ela está deitada, morrendo. Lídia Maiyu jaz encolhida ao pé da fogueira do acampamento, dentro de uma caverna. Pernas e braços são meros gravetos, os olhos estão esbugalhados com a apreensão da morte. Tosse, seu corpo se ____________ e ela chora de dor. Lídia tem uns 15 anos – não sabe ao certo. _______ meses antes ela deu à luz, e o bebê morreu. O grupo deixou o corpo em uma caverna e mudou-se. Pasu Aiyo, o marido de Lídia, me diz que é assim que se faz. “Quando você fica doente, ou melhora ou morre", sentencia.

      A escuridão é impenetrável, exceto pelo fulgor da fogueira. Não há estrelas, como se fosse demais contar com elas. Em vez disso, chove forte fora do abrigo na saliência da rocha, e ondas de água estapeiam incansáveis as gigantescas frondes da selva. Parece que sempre chove à noite nas montanhas de Papua – Nova Guiné. É por isso que Lídia e os que restam do seu povo buscam ___________ nas rochas: são secas. As cavernas ficam no alto de penhascos, e o acesso a elas às vezes requer uma traiçoeira escalada por cipós. São também uma fortaleza natural que em outros tempos protegia os povos das cavernas de seus inimigos: caçadores de cabeça, canibais e ladrões de noivas. Mas isso foi em gerações passadas. Agora seus inimigos são menos violentos, embora não menos mortais: malária e tuberculose.

      Pasu, o marido de Lídia, enxota o cão de caça, e se senta ao pé do fogo. __________ sua tanga de folhas e deita a cabeça de Lídia em seu colo. Pálida, ela olha para ele com grande esforço. Pasu, muito sério, pede para seu irmão que nos pergunte se há alguma coisa que possamos fazer por ela.

      Um membro da nossa equipe de pesquisa, que fez treinamento para atendimento médico para urgências, examina Lídia e constata que ela tem os pulmões cheios de líquido, o coração está disparado, com 140 batimentos por minuto, e a febre bate nos 40 graus. Diagnostica uma provável pneumonia grave, e dá a Lídia doses duplas de antibiótico e Tylenol. “Conseguimos convencê-la a tomar uma xícara de água esterilizada com açúcar e sal, a deixamos sentada nos braços do marido para que possa respirar melhor a noite e sugerimos que ao amanhecer seja levada das montanhas, descendo o rio, até uma clínica do vilarejo", numa tentativa de salvar mais uma vida desses povos das cavernas.

                                                               (Revista National Geographic - adaptado)
Assinale a alternativa que não está de acordo com o estudo do texto.
Alternativas
Q617410 Português
Com base no excerto a seguir, responda à questão:

“O povo tinha necessidade de alimentos.
Mas também de vida.
O povo tinha necessidade de vida.
De acordar pela manhã e fortalecer a esperança com um sorriso no rosto.
De sorrir pela manhã por ter a esperança fortalecida.
O povo tinha necessidade de alimentos. Alimento de vida. E alimento de alma.
Mas a cada dia, a fome só aumentava.”
De acordo com a leitura do texto, podemos inferir que:
Alternativas
Q617071 Português
                                               CONSTRUÇÃO

                                      Composição: Chico Buarque

                       Amou daquela vez como se fosse a última
                       Beijou sua mulher como se fosse a última
                       E cada filho seu como se fosse o único
                       E atravessou a rua com seu passo tímido
                       Subiu a construção como se fosse máquina
                       Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
                       Tijolo com tijolo num desenho mágico
                       Seus olhos embotados de cimento e lágrima
                       Sentou pra descansar como se fosse sábado
                       Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
                       Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
                       Dançou e gargalhou como se ouvisse música
                       E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
                       E flutuou no ar como se fosse um pássaro
                       E se acabou no chão feito um pacote flácido
                       Agonizou no meio do passeio público
                      Morreu na contramão atrapalhando o tráfego.

                                              (...)

         (Texto retirado do site: http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/construcao.html)
Os versos de “Construção" contam a história de um trabalhador. Podemos inferir que o protagonista das ações descritas é um: 
Alternativas
Q617041 Português
OBS: Não serão exigidas as alterações introduzidas pelo Decreto Federal 6.583/2008 - Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, alterado pelo Decreto nº 7.875/2012 que prevê que a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1° de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.". 


                                               Aprender a desfazer

    O mundo tem aprendido que desfazer pode ser bem mais complicado que fazer. Pode ser mais difícil desfazer o aquecimento global. Pode ser impossível desfazer a destruição de uma floresta. Pode ser bem complicado desfazer o desaparecimento de uma espécie.

    No campo da tecnologia, entretanto, ainda estamos engatinhando. Quem não terá em casa um equipamento eletrônico antigo que não sabe a quem dar porque ninguém quer, nem onde descartar porque não há um local apropriado e muito menos desmontar, porque quase nunca aprendemos a desfazer, de maneira econômica, aquilo que fizemos em tecnologia?

     Funciona assim: quando um equipamento fica velho, pode ter muita riqueza dentro dele para ser reaproveitada. Com a ajuda da internet, você vai conseguir estimar quanto tem de plástico, vidro, metais comuns e preciosos até com boa aproximação. Feitas as contas, descobre-se rapidamente três grandes verdades da tecnologia de descaracterização de equipamentos:

1) Sem escala não há negócio. Não estamos falando de desmontar um celular, mas milhares deles;

2) O custo em tempo para desmontar o equipamento precisa ser muito menor que o valor que houver nele, caso contrário, não valerá a pena;

3) É preciso aproveitar tudo o que houver no equipamento para que a desmontagem seja, de verdade, rentável e não agrida o meio ambiente.

    O nome da matéria que trata do assunto? Eco Design ou Design Ecológico e, no Brasil, universidades como a de São Carlos fazem um belo trabalho a respeito. Gosto de definir o assunto como a arte de projetar coisas, pensando em desfazê-las de forma simples e não agressiva, quando não forem mais úteis.

      Como um exemplo vale mais que mil parágrafos, vou contar uma história. Corriam os idos dos anos noventa. Duas da manhã, eu virava uma noite de sexta-feira em um cliente na cidade do Rio de Janeiro, longe de casa, mais de uma semana, como na música.

      Estávamos eu e um funcionário local, o grande Najan, que de cliente já havia se tornado amigo, tanto que viramos noites juntos no trabalho. De repente, desespero total. Na máquina em que eu trabalhava, um moderníssimo PC 386, não havia um leitor de disquetes de 5 ¼ de polegada. Era gravar um disquete e ganhávamos a liberdade, eu para voltar para casa e encontrar a família e ele direto para a praia ou algum outro merecido prazer da cidade maravilhosa.

       - Deixa comigo, diz o Najan! Vou desmontar a unidade daquela máquina ali e trazer para cá, apontando para um equipamento modelo XT de marca que prefiro não dizer, já velho e perto da aposentadoria.

      Caixa de ferramentas em punho, eu de cá animado e compilando os programas para gravar e mandar para a produção, ele de lá começa a desmontagem . E é aí que você vai entender um pouco de design ecológico. Vinte minutos depois, saio correndo da minha cadeira para segurar o Najan. Ele, martelo de borracha na mão e desespero nos olhos estufados, dava pancadas, de leve é verdade, na velha máquina e dizia:

       - Um pai... Uma pancada... Paga escola a vida inteira... Outra pancada... Para um filho! Se sacrifica! Mais uma pancada... Pra ele projetar uma porcaria dessa. Pancada final.

      Na mesa jaziam todas as peças do computador, totalmente desmontado para permitir a remoção de uma simples unidade de disco. Desnecessário dizer que o dia amanheceu antes que a gente terminasse todo o serviço e a devolvêssemos a seu jazigo eterno no seio daquele velho XT.

       Se você olhar em volta na sua empresa e perceber que desmontar todos os equipamentos que estão lá vai ser complicado assim, passo o telefone do velho amigo Najan. Talvez ele ainda tenha o bom e velho martelo de borracha.

                                                  (Roberto Francisco Souza – Revista Ecológico – adaptado) 
Assinale a alternativa que contém uma afirmativa que NÃO pode ser confirmada pelo texto:
Alternativas
Q616908 Português
OBS: Não serão exigidas as alterações introduzidas pelo Decreto Federal 6.583/2008 - Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, alterado pelo Decreto nº 7.875/2012 que prevê que a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1° de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.". 

                                        Pitangueira inspiradora 

      As árvores daquele bosque tornavam o residencial ainda mais atraente e harmonioso. Em pouco tempo, a pitangueira passou a mesclar o verde das folhas com vários tons de vermelho das frutinhas. Os pássaros sentiam-se em casa, como que num grande refeitório. As duas meninas, Luisa e Mariana, gostavam de brincar no bosque. Naquela manhã, sem nenhum ruído estrondoso, _________ uma fantástica ideia: colher pitangas e vender aos moradores. Colhidas as frutas, tocaram …...... campainha dos apartamentos: três pitangas por um real. Os rendimentos seriam destinados ao Projeto Mão Amiga, que _________ crianças em situação de vulnerabilidade social.

      Senti uma grande emoção quando recebi um saquinho com as moedas arrecadadas com a comercialização das pitangas. Um gesto que ultrapassou a quantidade para elevar a solidariedade. Pensei comigo: o mundo não está perdido, como alguns pensam. Quando crianças de sete anos colhem algumas frutinhas para ajudar outras crianças, em situação menos favorável, a esperança de um mundo novo deixa de ser distante e anônima. Nem os pais sabiam do incrível plano de ação fraterna. A alegria contagiou os presentes. O fato não sai da lembrança. Um aprendizado e tanto.

      Toda vez que meus olhos alcançarem uma pitangueira recordarei do doce coração das duas meninas que comercializaram pitangas, para auxiliar outras crianças em situação social desfavorável. Onde está alguém fazendo o bem, a emoção se torna incontida. Evidente que esses gestos deveriam estar multiplicados nos diversos ambientes de convivência humana. Afinal, a bondade nunca deixou de ser significativa. Talvez os humanos andaram um tanto esquecidos de tal prática. Aprender com as crianças é alcançar a essência.

      Nem todos levam jeito para comercializar pitangas. Porém, todos podem usar da criatividade que é inerente …...... bondade. Faz bem fazer o bem. Se não …...... nada para ser ofertado, ainda assim restam muitas opções: escutar quem necessita desabafar, abraçar quem já não tem motivos para continuar a caminhada, sorrir para quem foi tomado pela tristeza, acolher quem está sem rumo, amar quem nunca provou da gratuidade do amor. Antes que a pitangueira _________ novamente, é importante dar-se conta que somente um coração de criança é capaz de entender que a fraternidade é possível e que a solidariedade é um fruto encontrado em todas as estações. 

         (Frei Jaime Bettega – Jornal Correio Riograndense – 18/11/2015 – adaptado)
Analise as afirmações abaixo, assinalando V para as verdadeiras ou F, para as falsas:

( ) Em “A alegria contagiou os presentes." a forma verbal “contagiou" significa que a alegria se espalhou entre os presentes.

( ) Em “...três pitangas por um real.", a expressão “três pitangas" foi usada no sentido denotativo.

( ) Em “...recordarei do doce coração das duas meninas..." foi usada uma figura de linguagem.

( ) Em “...a emoção se torna incontida." a palavra “incontida" significa “controlável".

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q616127 Português
TECNOLOGIA E INFÂNCIA COMBINAM? 

    Há tempos a relação entre crianças e tecnologia divide opiniões e concepções educativas de famílias e escolas. Mas se antes a questão resumia-se a deixar os pequenos assistirem ou não a tevê ou a horas despendidas diante do computador, hoje – em tempos de novas tecnologias e dispositivos móveis – o debate ganha maior complexidade e escala.
    Um estudo americano, de 2013, revela que 38% das crianças com menos de 2 anos utilizavam gadgets1 , ante 10%, em 2011. Na faixa etária de 2 a 4 anos, o índice subiu de 39% para 80% nesse mesmo intervalo de tempo e, de 5 a 8 anos, de 52% para 83%.
    Dados como esses têm suscitado a seguinte questão: o uso prematuro de tecnologia beneficia ou prejudica o desenvolvimento da criança? “Tudo depende do uso que pais e educadores fazem deles”, responde Andréa Jotta, psicóloga da PUC-SP. “Óbvio que se você oferecer aplicativos que estão de acordo com a faixa etária da criança isso vai despertar o interesse dela e até aí tudo bem. Mas começa a ser ruim quando algo da rotina dela passa a ser vinculado ao uso da tecnologia. Por exemplo, a criança só almoça ou só dorme depois que vê uma historinha no tablet”, explica.
    Neurologista no Hospital Pequeno Príncipe, Antonio Carlos de Farias manifesta opinião semelhante. Para ele, não se trata de malefícios intrínsecos aos dispositivos eletrônicos, mas da quantidade de tempo que é despendido em seu uso. “É aquela história da diferença entre o remédio e o veneno. Tem de saber dosar, estabelecer um tempo adequado para cada faixa etária”, diz.
    Para Luciano Meira, consultor em educação e multimídia do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), longe de proibir o uso, o mais adequado é que pais e educadores possam apoiá-lo, orientá-lo. “É a mesma coisa com a tevê. Mas, pelo menos, no caso do tablet e outros aparelhos parecidos, há responsividade, uma arquitetura de engajamento, uma imersão em um ambiente mais dinâmico”, pondera. Segundo Meira, não se trata de dar um tablet na mão da criança e estabelecer um tempo de uso. “É preciso ter bom senso e não se apropriar da tecnologia de maneira aleatória, mas por meio de uma apropriação dialogada, que visa uma aprendizagem”, alerta.
    Na escola, a preocupação deve ser a mesma. “A tecnologia é parte da rotina delas e isso é irreversível, não adianta nadar contra a maré. Eu não posso fazer uma dicotomia entre o que a criança vivencia lá fora e o que a escola apresenta. Essa dicotomia faz com que a criança se desmotive”, defende Quézia Bombonatto, psicopedagoga e diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Para ela, o ponto-chave da questão é o equilíbrio. “Quando eu coloco o tablet, por exemplo, como a única ferramenta a orientar o processo de alfabetização, isso não é legal. É bom que ela tenha a oportunidade de manusear essa ferramenta, mas uma criança de 3 anos precisa de outros estímulos psicomotores. É preciso prepará-la para a escrita, para segurar um lápis, fazer um recorte e explorar o espaço do papel.”
    Essa preocupação é endossada por Rodrigo Nejm, diretor da SaferNet. “Temos acompanhado esse movimento de incorporação dos tablets na Educação Infantil e vemos que têm algumas escolas que fazem isso por uma questão de marketing, para apresentar isso como um diferencial”, conta. Apesar desses casos, Nejm apoia a tendência.
    Entre as recomendações dos especialistas, está evitar o uso por mais de uma hora contínua. “Ficar três, quatro horas conectado direto é péssimo. No máximo, uma hora. Pode até ficar mais se fizer o uso em mais de um turno”, aconselha Farias. Outro aspecto que precisa ser considerado é o horário em que o dispositivo tecnológico é utilizado. Por exemplo, ficar no tablet antes de dormir causa estímulo visual excessivo, o que prejudica o sono. “Mas o mais importante é passar para as famílias e educadores que o tablet ou qualquer outro recurso tecnológico não são babá eletrônica. Ou seja, não pode cair naquela coisa de dar o aparelho quando precisam de silêncio”, aponta o neurologista.
Vocabulário:
1 gadgets: dispositivo com função específica e útil no cotidiano, a exemplo de celulares entre outros aparelhos.
Thais Paiva 
(cartafundamental.com.br)
Em relação à escola, aponta-se como negativo o uso da tecnologia como:
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Q615542 Português
A frase abaixo será utilizada na resolução da questão. 

“ O cidadão perderia o sono se soubesse como são feitas as salsichas e as leis".


Otto Von Bismarck, primeiro-ministro da Prússia entre 1862 e 1890.

Da leitura da frase coligimos que, na acepção de Bismarck:

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Q615540 Português
ADEUS, SALSICHAS 
Feijoada, cachorro quente, presunto, hambúrguer industrializado, salames de todo tipo, linguiça, defumada ou não, sanduíches consagrados - enfim, carnes processadas são alimentos que concorrem para desenvolver câncer no aparelho digestivo, especialmente estômago e intestinos. Até mesmo o churrasco comparece à lista, na medida em que é processado sob fumaça que produz alcatrão.
Quem faz a advertência, de maneira estudada e formal, não é uma ONG de vegetarianos ou uma congregação de obcecados pregadores de dietas alternativas. Esta também não é uma daquelas superstições populares amplamente divulgadas no passado - como a de que leite com manga faz mal.
É a Organização Mundial da Saúde que se manifesta agora nesses termos, com todo seu peso institucional. A conclusão foi divulgada oficialmente após estudo elaborado por 22 cientistas que avaliaram 800 trabalhos sobre a relação entre esses alimentos e onze tipos de câncer. 
Como, apesar das advertências de Bismarck, alemães e austríacos são devoradores contumazes de salsichas; como o americano típico não dispensa fartas porções de bacon e de ovos mexidos com presunto no seu café da manhã; como o espanhol não passa nem uma semana sem se regalar com seu prato de tapas, armado com embutidos de todo tipo. Como o brasileiro é grande entusiasta do churrasco e da feijoada; como no mundo inteiro aumenta o consumo de hambúrgueres e de carnes industrialmente processadas - então podemos estar diante de forte ataque à indústria de carnes e de proteína animal.
Se as autoridades sanitárias em todo o mundo se sentirem obrigadas a divulgar as mesmas advertências que passaram a fazer ao consumo de cigarros e de bebidas alcoólicas - na base de “o Ministério da Saúde adverte..." grandes negócios ficarão ameaçados. Imagine o impacto sobre McDonald's, Burger King e todas as indústrias brasileiras cujos produtos estão sendo hoje promovidos por artistas da Globo.
A partir dos anos 50, assim que começaram a ser divulgados os primeiros informes sobre os prejuízos à saúde provocados pelo tabaco, as grandes indústrias do setor foram ao contra-ataque. Contrataram especialistas para produzir pesquisas que refutassem as autoridades mundiais do setor e, com isso, conseguiram adiar a decadência. Poderá o mesmo acontecer agora com a indústria de carnes? O estrago nas comunicações pode ser forte, especialmente na área da publicidade, onde apelos ao consumo de alimentos suspeitos começarão a ser questionados.
O fato é que está em curso, ampla campanha contra coisas boas da vida, especialmente contra alimentos.

Compilado de artigo da autoria de Celso Ming, disponível em [http://economia.estadao.com.br/ noticias/geral,adeus-salsichas, 10000000775], publicado e consultado em 28/10/15. 
Da leitura do texto podemos deduzir que Celso Ming:
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Q615533 Português
                                       O FIM DO SUPERPODER NOS NOVOS TEMPOS

Uma das características centrais desses tempos de mudança é a diluição dos superpoderes - fenômeno que começa a ser estudado por especialistas internacionais. É o que está por trás de mudanças empresariais, de crises políticas, e das pedras atiradas diuturnamente sobre a velha ordem moribunda.
O século 20 foi a era da grande burocracia, dos formatos de gestão que igualaram corporações ocidentais oligopolizadas com estatais dos países comunistas, as burocracias de Estado e até as organizações sociais.
De longe, tratava-se da forma mais eficiente de gestão que alavancou o crescimento das empresas e levou-as a processos de verticalização visando ganhos de escala, mas, acima de tudo, afastar as concorrentes. 
Modelos como o da General Motors - de constituir uma constelação de subsidiárias semiautônomas fornecendo para a empresa mãe, tornaram-se hegemônicos.
No campo empresarial, o avanço da telemática permitiu o surgimento de outros modelos, como o da Toyota, terceirizando sua produção para fornecedores independentes, trabalhando em conjunto no desenvolvimento de soluções.
Com o tempo, o avanço da tecnologia e o crescimento dos próprios fornecedores permitiram novos arranjos para o desenvolvimento de novos produtos.
Finalmente, com a entrada da era da Internet, o modelo exclusivista e verticalizado das grandes corporações entrou definitivamente em xeque.
A Microsoft tornou-se um gigante emperrado, da mesma forma que a IBM. E a própria Apple, mesmo com o furor inovador de Steve Jobs, acabou perdendo espaço para o modelo colaborativo do Google. 
Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.
Em todos os campos ocorreu essa diluição de poder. No campo político, sucessivas primaveras tiraram definitivamente dos governos e das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública. 
A beleza da história é que não há lugar para acomodamento. Governantes que não se guiarem por ideais grandiosos serão inevitavelmente soterrados. A parte preocupante da história é o vácuo institucional que se dá em um momento em que o velho morreu e o novo ainda não se apresentou.
Compilado de artigo de Luís Nassif, disponível em [http://www.cartacapital.com.br/economia/ o-fim-do-superpoder-nos-novos-tempos-7131.html], publicado em 30/01/2014, consultado em 30/10/2015. 
Analise as proposições a seguir.

I. A era da grande burocracia, na década de vinte, foi marcada, principalmente, pelo avanço da telemática, que possibilitou o surgimento de modelos como o da Toyota, pioneira na terceirização de sua produção para fornecedores independentes.

II. Com a entrada da era da Internet, empresas como a Microsoft e a IBM tornaram-se “ gigantes emperrados" , o que não ocorreu, contudo, com a Apple, graças ao furor inovador de Steve Jobs que adotou o modelo colaborativo do Google.

III. A chamada diluição do poder tirou das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública, contudo, essa conquista só foi impetrada com a intervenção do poder público que passou a coibir a interferência da grande imprensa em questões de cunho político e social.

Está em consonância com o texto de Luís Nassif o que se afirmou em: 

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Q615532 Português
                                       O FIM DO SUPERPODER NOS NOVOS TEMPOS

Uma das características centrais desses tempos de mudança é a diluição dos superpoderes - fenômeno que começa a ser estudado por especialistas internacionais. É o que está por trás de mudanças empresariais, de crises políticas, e das pedras atiradas diuturnamente sobre a velha ordem moribunda.
O século 20 foi a era da grande burocracia, dos formatos de gestão que igualaram corporações ocidentais oligopolizadas com estatais dos países comunistas, as burocracias de Estado e até as organizações sociais.
De longe, tratava-se da forma mais eficiente de gestão que alavancou o crescimento das empresas e levou-as a processos de verticalização visando ganhos de escala, mas, acima de tudo, afastar as concorrentes. 
Modelos como o da General Motors - de constituir uma constelação de subsidiárias semiautônomas fornecendo para a empresa mãe, tornaram-se hegemônicos.
No campo empresarial, o avanço da telemática permitiu o surgimento de outros modelos, como o da Toyota, terceirizando sua produção para fornecedores independentes, trabalhando em conjunto no desenvolvimento de soluções.
Com o tempo, o avanço da tecnologia e o crescimento dos próprios fornecedores permitiram novos arranjos para o desenvolvimento de novos produtos.
Finalmente, com a entrada da era da Internet, o modelo exclusivista e verticalizado das grandes corporações entrou definitivamente em xeque.
A Microsoft tornou-se um gigante emperrado, da mesma forma que a IBM. E a própria Apple, mesmo com o furor inovador de Steve Jobs, acabou perdendo espaço para o modelo colaborativo do Google. 
Pode ser que o avanço do setor acabe gerando novos cartéis. Mas, nesse momento, os modelos abertos e colaborativos tornaram-se vitoriosos.
Em todos os campos ocorreu essa diluição de poder. No campo político, sucessivas primaveras tiraram definitivamente dos governos e das grandes corporações de mídia o controle sobre a opinião pública. 
A beleza da história é que não há lugar para acomodamento. Governantes que não se guiarem por ideais grandiosos serão inevitavelmente soterrados. A parte preocupante da história é o vácuo institucional que se dá em um momento em que o velho morreu e o novo ainda não se apresentou.
Compilado de artigo de Luís Nassif, disponível em [http://www.cartacapital.com.br/economia/ o-fim-do-superpoder-nos-novos-tempos-7131.html], publicado em 30/01/2014, consultado em 30/10/2015. 
A chamada diluição de poderes, de acordo com Luís Nassif:
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Q614687 Português
Por que algumas pessoas poderosas agem como tiranos?
                                                                                                                                                                                                                                                                                       Ana Carolina Prado
Nos anos 70, o psicólogo Philip Zimbardo queria entender por que as prisões são tão violentas. Então, ele decidiu criar uma prisão artificial no porão da Universidade de Stanford. Os voluntários do experimento foram divididos entre prisioneiros e guardas e deveriam cumprir esses papéis por duas semanas. Porém as condições ali ficaram tão tensas que foi necessário acabar com tudo em apenas seis dias. Logo no começo, as pessoas que assumiram o papel de guarda se tornaram extremamente sádicas e autoritárias, impondo castigos como privação de sono e comida. Os “prisioneiros" responderam fazendo rebeliões. Esse é um ótimo (e macabro) exemplo de como o poder pode corromper as pessoas. E nós sabemos que, na vida real, muita gente poderosa faz coisa parecida – ou pior.
Os pesquisadores das Universidades de Stanford, do Sul da Califórnia e de Northwestern fizeram um estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Social Psychology, para entender melhor por que esse tipo de coisa acontece. E descobriram que o problema está na combinação de poder e baixo status. No experimento, os autores simularam atividades de uma empresa e dividiram os voluntários aleatoriamente em papéis de chefes e subordinados, variando em status e poder. Em seguida, esses indivíduos puderam selecionar tarefas em uma lista de 10 para os outros executarem. O resultado mostrou que as pessoas com papeis de maior poder e menor status escolheram atividades mais humilhante para os seus parceiros (por exemplo, latir como um cão três vezes) do que os de qualquer outra combinação.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, quando as pessoas recebem um papel que lhes dá poder, mas não têm o respeito que normalmente o acompanha, podem acabar se empenhando em comportamentos degradantes. Elas se sentem mal em estar numa posição de baixo status e acabam usando sua autoridade humilhando outros para se sentir melhor. É tipo o que acontece com aquele chefe tirano que ninguém respeita e todo mundo odeia.
Isso pode ter contribuído para os abusos cometidos por militares em prisões, bem como no experimento de Zimbardo nos anos 70. Em ambos os casos, os guardas têm o poder, mas falta-lhes o respeito e admiração dos outros. “Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status, seja como membro das forças armadas ou como um estudante universitário que participa de um experimento, pode ser um catalisador para comportamentos degradantes que podem destruir relacionamentos e impedir a cooperação", diz o estudo.
Os pesquisadores de Standford e Northwestern reconheceram, porém, que há outros fatores envolvidos. Só porque uma pessoa tem o poder ou está em uma posição de baixo status não significa necessariamente que ela irá maltratar os outros. Assim, essa história de que o poder corrompe nem sempre é verdade. Mas uma alternativa encontrada por eles para evitar abusos é encontrar formas para que todos os indivíduos, independentemente do status de seus papéis, se sintam respeitados e valorizados. “O respeito alivia sentimentos negativos sobre sua posição e os leva a tratar os outros de forma positiva", diz o estudo. Também é importante haver oportunidades para o crescimento, pois a pessoa tende a melhorar seu comportamento e seus sentimentos quando sabe que pode ganhar uma posição melhor no futuro.

Adaptado de http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/category/sem-categoria/page/17/
Em “Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status [...] pode ser um catalisador para comportamentos degradantes...", o termo destacado significa
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Q614683 Português
Por que algumas pessoas poderosas agem como tiranos?
                                                                                                                                                                                                                                                                                       Ana Carolina Prado
Nos anos 70, o psicólogo Philip Zimbardo queria entender por que as prisões são tão violentas. Então, ele decidiu criar uma prisão artificial no porão da Universidade de Stanford. Os voluntários do experimento foram divididos entre prisioneiros e guardas e deveriam cumprir esses papéis por duas semanas. Porém as condições ali ficaram tão tensas que foi necessário acabar com tudo em apenas seis dias. Logo no começo, as pessoas que assumiram o papel de guarda se tornaram extremamente sádicas e autoritárias, impondo castigos como privação de sono e comida. Os “prisioneiros" responderam fazendo rebeliões. Esse é um ótimo (e macabro) exemplo de como o poder pode corromper as pessoas. E nós sabemos que, na vida real, muita gente poderosa faz coisa parecida – ou pior.
Os pesquisadores das Universidades de Stanford, do Sul da Califórnia e de Northwestern fizeram um estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Social Psychology, para entender melhor por que esse tipo de coisa acontece. E descobriram que o problema está na combinação de poder e baixo status. No experimento, os autores simularam atividades de uma empresa e dividiram os voluntários aleatoriamente em papéis de chefes e subordinados, variando em status e poder. Em seguida, esses indivíduos puderam selecionar tarefas em uma lista de 10 para os outros executarem. O resultado mostrou que as pessoas com papeis de maior poder e menor status escolheram atividades mais humilhante para os seus parceiros (por exemplo, latir como um cão três vezes) do que os de qualquer outra combinação.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, quando as pessoas recebem um papel que lhes dá poder, mas não têm o respeito que normalmente o acompanha, podem acabar se empenhando em comportamentos degradantes. Elas se sentem mal em estar numa posição de baixo status e acabam usando sua autoridade humilhando outros para se sentir melhor. É tipo o que acontece com aquele chefe tirano que ninguém respeita e todo mundo odeia.
Isso pode ter contribuído para os abusos cometidos por militares em prisões, bem como no experimento de Zimbardo nos anos 70. Em ambos os casos, os guardas têm o poder, mas falta-lhes o respeito e admiração dos outros. “Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status, seja como membro das forças armadas ou como um estudante universitário que participa de um experimento, pode ser um catalisador para comportamentos degradantes que podem destruir relacionamentos e impedir a cooperação", diz o estudo.
Os pesquisadores de Standford e Northwestern reconheceram, porém, que há outros fatores envolvidos. Só porque uma pessoa tem o poder ou está em uma posição de baixo status não significa necessariamente que ela irá maltratar os outros. Assim, essa história de que o poder corrompe nem sempre é verdade. Mas uma alternativa encontrada por eles para evitar abusos é encontrar formas para que todos os indivíduos, independentemente do status de seus papéis, se sintam respeitados e valorizados. “O respeito alivia sentimentos negativos sobre sua posição e os leva a tratar os outros de forma positiva", diz o estudo. Também é importante haver oportunidades para o crescimento, pois a pessoa tende a melhorar seu comportamento e seus sentimentos quando sabe que pode ganhar uma posição melhor no futuro.

Adaptado de http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/category/sem-categoria/page/17/
Em relação ao texto, é correto afirmar que
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Q614681 Português
Por que algumas pessoas poderosas agem como tiranos?
                                                                                                                                                                                                                                                                                       Ana Carolina Prado
Nos anos 70, o psicólogo Philip Zimbardo queria entender por que as prisões são tão violentas. Então, ele decidiu criar uma prisão artificial no porão da Universidade de Stanford. Os voluntários do experimento foram divididos entre prisioneiros e guardas e deveriam cumprir esses papéis por duas semanas. Porém as condições ali ficaram tão tensas que foi necessário acabar com tudo em apenas seis dias. Logo no começo, as pessoas que assumiram o papel de guarda se tornaram extremamente sádicas e autoritárias, impondo castigos como privação de sono e comida. Os “prisioneiros" responderam fazendo rebeliões. Esse é um ótimo (e macabro) exemplo de como o poder pode corromper as pessoas. E nós sabemos que, na vida real, muita gente poderosa faz coisa parecida – ou pior.
Os pesquisadores das Universidades de Stanford, do Sul da Califórnia e de Northwestern fizeram um estudo, a ser publicado no Journal of Experimental Social Psychology, para entender melhor por que esse tipo de coisa acontece. E descobriram que o problema está na combinação de poder e baixo status. No experimento, os autores simularam atividades de uma empresa e dividiram os voluntários aleatoriamente em papéis de chefes e subordinados, variando em status e poder. Em seguida, esses indivíduos puderam selecionar tarefas em uma lista de 10 para os outros executarem. O resultado mostrou que as pessoas com papeis de maior poder e menor status escolheram atividades mais humilhante para os seus parceiros (por exemplo, latir como um cão três vezes) do que os de qualquer outra combinação.
Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, quando as pessoas recebem um papel que lhes dá poder, mas não têm o respeito que normalmente o acompanha, podem acabar se empenhando em comportamentos degradantes. Elas se sentem mal em estar numa posição de baixo status e acabam usando sua autoridade humilhando outros para se sentir melhor. É tipo o que acontece com aquele chefe tirano que ninguém respeita e todo mundo odeia.
Isso pode ter contribuído para os abusos cometidos por militares em prisões, bem como no experimento de Zimbardo nos anos 70. Em ambos os casos, os guardas têm o poder, mas falta-lhes o respeito e admiração dos outros. “Nossas descobertas indicam que a experiência de ter poder sem status, seja como membro das forças armadas ou como um estudante universitário que participa de um experimento, pode ser um catalisador para comportamentos degradantes que podem destruir relacionamentos e impedir a cooperação", diz o estudo.
Os pesquisadores de Standford e Northwestern reconheceram, porém, que há outros fatores envolvidos. Só porque uma pessoa tem o poder ou está em uma posição de baixo status não significa necessariamente que ela irá maltratar os outros. Assim, essa história de que o poder corrompe nem sempre é verdade. Mas uma alternativa encontrada por eles para evitar abusos é encontrar formas para que todos os indivíduos, independentemente do status de seus papéis, se sintam respeitados e valorizados. “O respeito alivia sentimentos negativos sobre sua posição e os leva a tratar os outros de forma positiva", diz o estudo. Também é importante haver oportunidades para o crescimento, pois a pessoa tende a melhorar seu comportamento e seus sentimentos quando sabe que pode ganhar uma posição melhor no futuro.

Adaptado de http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/category/sem-categoria/page/17/
Em “... deveriam cumprir esses papéis por duas semanas.", a expressão destacada refere-se a
Alternativas
Respostas
31281: C
31282: D
31283: C
31284: B
31285: A
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