Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Ano: 2015 Banca: AOCP Órgão: FUNDASUS Prova: AOCP - 2015 - FUNDASUS - Médico - Pneumologia |
Q677528 Português

                                                                                           ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

                                                                                                                                                                                                              Por Meghan Rabbit e Elaine Carvalho


Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá, com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pressionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha. Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois contaram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela postura: mover-se com confiança vai fazê- la se sentir assim e bancar a desleixada também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal, novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, enquanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a cabeça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Mariana Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta as emoções.”

3/ CORPO LIVRE DE DORES

“Quando a coluna está fora do eixo, vários músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, observa a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares em várias partes do corpo.

4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen, mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocá-lo nos eixos.

                                                                                                                   (Fonte: Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)

De acordo com pesquisa realizada pelo físico ucraniano Moshe Feldenkrais, comentada no texto ENTRE NO EIXO, uma pessoa triste se encolhe, enquanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. Essa constatação exemplifica a relação que existe entre
Alternativas
Ano: 2015 Banca: AOCP Órgão: FUNDASUS Prova: AOCP - 2015 - FUNDASUS - Médico - Pneumologia |
Q677527 Português

                                                                                           ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

                                                                                                                                                                                                              Por Meghan Rabbit e Elaine Carvalho


Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá, com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pressionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha. Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois contaram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela postura: mover-se com confiança vai fazê- la se sentir assim e bancar a desleixada também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal, novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, enquanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a cabeça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Mariana Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta as emoções.”

3/ CORPO LIVRE DE DORES

“Quando a coluna está fora do eixo, vários músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, observa a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares em várias partes do corpo.

4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen, mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocá-lo nos eixos.

                                                                                                                   (Fonte: Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)

De acordo com o texto ENTRE NO EIXO, quais são as possíveis consequências negativas de uma má postura?
Alternativas
Ano: 2015 Banca: AOCP Órgão: FUNDASUS Prova: AOCP - 2015 - FUNDASUS - Médico - Pneumologia |
Q677525 Português

                                                                                           ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

                                                                                                                                                                                                              Por Meghan Rabbit e Elaine Carvalho


Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá, com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pressionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha. Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois contaram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela postura: mover-se com confiança vai fazê- la se sentir assim e bancar a desleixada também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal, novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, enquanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a cabeça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Mariana Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta as emoções.”

3/ CORPO LIVRE DE DORES

“Quando a coluna está fora do eixo, vários músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, observa a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares em várias partes do corpo.

4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen, mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocá-lo nos eixos.

                                                                                                                   (Fonte: Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)

Qual é a ideia principal defendida pelo texto ENTRE NO EIXO?
Alternativas
Q669541 Português
Não será a coragem, a disciplina, o medo, o desespero existencial que farão a história das mentalidades de nossa era, mas o sentimento de que merecemos mais do que temos. Uma chaga. PONDÉ, Luiz Felipe. A era do ressentimento. São Paulo: Leya, 2014, p. 41.
Em resumo, o argumento do autor se baseia na ideia de que

Alternativas
Ano: 2015 Banca: UTFPR Órgão: UTFPR Prova: UTFPR - 2015 - UTFPR - Assistente de Alunos |
Q666516 Português

NORMAS PARA UTILIZAÇÃO

Os veículos oficiais da UTFPR destinamse ao uso exclusivo de servidores e alunos, para atendimento prioritário das atividades externas, funcionais e protocolares e, no _____ interesse da Instituição;

(...)

Na _____ de executar o serviço por falta de motorista, poderá ser liberado um veículo mediante autorização;

(...)

De posse da Autorização e da CNH, o usuário _____ ao Serviço de Transporte para confirmar a reserva do veículo;

O servidor, _____ habilitado, deverá dirigir conforme sua habilitação, veículos de natureza leve de acordo com as Técnicas de Dire- ção Defensiva, obedecendo às Normas do Código Nacional de Trânsito;

Em viagens com grupos de até cinco passageiros será _____ autorização para duas pessoas conduzirem o veículo, de forma que haja escala para descanso;

(...)

A alternativa que apresenta as formas que preenchem adequada e coerentemente os espaços vazios no texto, sem prejuízo ao significado, é:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: NC-UFPR Órgão: COPEL Prova: NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior |
Q662848 Português
Comentários na Internet são “descarrego de ódio”, dizem psicólogos
Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts na Internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro “ódio.com”.
“É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos comentários”, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. “O problema é que a Internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro”, completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de “Web 2.0”, e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia “uma rua de mão dupla”. Na prática, o espaço virou um congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.
“A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas”, opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. “A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor. A sutileza não é o traço essencial da internet”, argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os “trolls” e os “haters”. O primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas “troladas”, gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros internautas.
Já os “haters” são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta.
(Rodrigo Bertolotto, disponível em <http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/08/13botão-de-comentarios-vira-descarrego-de-odio-dizem-psicologos.htm>, 13/08/2015) 
De acordo com o texto, podemos entender “demanda social da catarse” como:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: NC-UFPR Órgão: COPEL Prova: NC-UFPR - 2015 - COPEL - Advogado Júnior |
Q662846 Português
Em entrevista à Revista Istoé, o médico infectologista Artur Timerman, que trabalha com o combate à Aids no país e é autor de um livro sobre o assunto, fala sobre a história da prevenção e tratamento dessa doença. Quanto a um trecho dessa entrevista, numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.
1. O acesso a medicamentos gratuitos é restrito a alguns portadores. O discurso de remédios para todos é falso?
2. Houve um abandono do cuidado com a doença pelas nações pioneiras em tratamentos, como o Brasil?
3. O livro do sr., Histórias da Aids, foi lançado no mesmo período do Relatório da Unaids, alertando sobre o aumento de novas infecções no Brasil. Por que ainda é necessário falar sobre a doença?
( ) As pessoas precisam saber que existem mais de 300 mil pessoas vivendo com o vírus do HIV no Brasil sem Saber. O aumento do número de casos tem a ver com o fato de a população ter baixado a guarda em relação à prevenção.
( ) Estamos vivendo um momento em que as autoridades inauguram placas dizendo que vão tratar todo mundo, mas o último boletim do Ministério da Saúde diz que o Brasil tem 300 mil pessoas que estão vivendo com o HIV e não sabem.
( ) O País está na contramão do mundo. O programa foi ótimo, mas está ficando para trás. Hoje o Brasil está defasado no combate à Aids. Não prevenimos, não fazemos o diagnóstico e não tratamos direito.
 Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo. 
Alternativas
Q656635 Português

Levando-se em conta o trecho “O ensino da alfabetização recuperou-se dos equívocos construtivistas, enquanto o da língua começa a abandonar os modismos dos "gêneros" e revalorizar o ensino da gramática” (linha 21 a 23), julgue os itens abaixo:

I. O autor usa, na esteira do politicamente correto, a palavra "gêneros‟ no lugar de "sexo‟;

II. O autor acaba deixando transparecer sua opinião a favor da revalorização do ensino de gramática;

III. O autor, para sua crítica, se pauta em farta exemplificação de vários países a fim de sustentar o argumento do trecho em análise. 

Alternativas
Q656634 Português
A estratégia argumentativa mais frequente do autor do texto, para defender suas ideias, é:
Alternativas
Q649843 Português

                                                          Desenredo

       Do narrador seus ouvintes: 

       -  Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu.

      Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram-se, viram-se. Era infinitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. Enfim, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas.

     Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel.

     Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, m inuciosam ente. E sperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano.

     Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo.

    [...]

    Ela - longe - sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções.

    Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo fim é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso.

    [...]  

    Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se seguem e parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios.

    Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino.

    Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se.

    [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar- e qualquer causa se irrefuta.

    Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos.

    Mesmo a mulher, até, por fim. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube-se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento.

    Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida.

    E pôs-se a fábula em ata.


ROSA, João Guimarães. Tutameia - Terceiras estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. p. 38-40.

Vocabulário

frágio: neologismo criado a partir de naufrágio, ufanático: neologismo: ufano+fanático.

O “ Ou: os temp os se seguem e PARAFRASEIAM-SE.” poderia ser explicado com o seguinte adágio popular:
Alternativas
Q649830 Português

                                                          Desenredo

       Do narrador seus ouvintes: 

       -  Jó Joaquim, cliente, era quieto, respeitado, bom como o cheiro de cerveja. Tinha o para não ser célebre. Como elas quem pode, porém? Foi Adão dormir e Eva nascer. Chamando-se Livíria, Rivília ou Irlívia, a que, nesta observação, a Jó Joaquim apareceu.

      Antes bonita, olhos de viva mosca, morena mel e pão. Aliás, casada. Sorriram-se, viram-se. Era infinitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor. Enfim, entenderam-se. Voando o mais em ímpeto de nau tangida a vela e vento. Mas tendo tudo de ser secreto, claro, coberto de sete capas.

     Porque o marido se fazia notório, na valentia com ciúme; e as aldeias são a alheia vigilância. Então ao rigor geral os dois se sujeitaram, conforme o clandestino amor em sua forma local, conforme o mundo é mundo. Todo abismo é navegável a barquinhos de papel.

     Não se via quando e como se viam. Jó Joaquim, além disso, existindo só retraído, m inuciosam ente. E sperar é reconhecer-se incompleto. Dependiam eles de enorme milagre. O inebriado engano.

     Até que deu-se o desmastreio. O trágico não vem a conta-gotas. Apanhara o marido a mulher: com outro, um terceiro... Sem mais cá nem mais lá, mediante revólver, assustou-a e matou-o. Diz-se, também, que a ferira, leviano modo.

    [...]

    Ela - longe - sempre ou ao máximo mais formosa, já sarada e sã. Ele exercitava-se a aguentar-se, nas defeituosas emoções.

    Enquanto, ora, as coisas amaduravam. Todo fim é impossível? Azarado fugitivo, e como à Providência praz, o marido faleceu, afogado ou de tifo. O tempo é engenhoso.

    [...]  

    Sempre vem imprevisível o abominoso? Ou: os tempos se seguem e parafraseiam-se. Deu-se a entrada dos demônios.

    Da vez, Jó Joaquim foi quem a deparou, em péssima hora: traído e traidora. De amor não a matou, que não era para truz de tigre ou leão. Expulsou-a apenas, apostrofando-se, como inédito poeta e homem. E viajou a mulher, a desconhecido destino.

    Tudo aplaudiu e reprovou o povo, repartido. Pelo fato, Jó Joaquim sentiu-se histórico, quase criminoso, reincidente. Triste, pois que tão calado. Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas. Mas, no frágio da barca, de novo respeitado, quieto. Vá-se a camisa, que não o dela dentro. Era o seu um amor meditado, a prova de remorsos. Dedicou-se a endireitar-se.

    [...] Celebrava-a, ufanático, tendo-a por justa e averiguada, com convicção manifesta. Haja o absoluto amar- e qualquer causa se irrefuta.

    Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos.

    Mesmo a mulher, até, por fim. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube-se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento.

    Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida.

    E pôs-se a fábula em ata.


ROSA, João Guimarães. Tutameia - Terceiras estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967. p. 38-40.

Vocabulário

frágio: neologismo criado a partir de naufrágio, ufanático: neologismo: ufano+fanático.

Sobre o texto leia as afirmativas a seguir.

I. A pontuação dá ao conto uma característica de lentidão, detalhamento com intenção de prender a atenção do leitor sobre o que se conta.

II. O narrador acumula duas funções: contador de estórias e a de comentarista que analisa as situações, filosofa sobre o assunto, trazendo o leitor para o presente, o tempo da enunciação.

III. A abordagem do nome da personagem pouco acrescenta na compreensão do texto.

Está correto apenas o que se afirma em:

Alternativas
Q649676 Português

Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.

Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam.

O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal - que seria a cultura da Humanidade - depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares.

No entanto, as culturas particulares só conseguem mostrar sua riqueza, sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos.

Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...)

Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...)

Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos de culturas alheias. (...)

Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de auto-relativização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.

Leandro Konder. O Globo, 02/08/98.

Em: “Cada um de nós...”, o autor refere-se:
Alternativas
Q649675 Português

Toda cultura é particular. Não existe, nem pode existir uma cultura universal constituída. No nosso século, os antropólogos vivem ensinando isso a quem quiser aprender.

Tal como acontece com cada indivíduo, os grupos humanos, grandes ou pequenos, vão adquirindo e renovando, construindo, organizando e reorganizando, cada um a seu modo, os conhecimentos de que necessitam.

O movimento histórico da cultura consiste numa diversificação permanente. A cultura universal - que seria a cultura da Humanidade - depende dessa diversificação, quer dizer, depende da capacidade de cada cultura afirmar sua própria identidade, desenvolvendo suas características peculiares.

No entanto, as culturas particulares só conseguem mostrar sua riqueza, sua fecundidade, na relação de umas com as outras. E essa relação sempre comporta riscos.

Em condições de uma grande desigualdade de poder material, os grupos humanos mais poderosos podem causar graves danos e destruições fatais às culturas dos grupos mais fracos. (...)

Todos tendemos a considerar nossa cultura particular mais universal do que as outras. (...) Cada um de nós tem suas próprias convicções. (...)

Tanto indivíduos como grupos têm a possibilidade de se esforçar para incorporar às suas respectivas culturas elementos de culturas alheias. (...)

Apesar dos perigos da relação com as outras culturas (descaracterização, perda da identidade, morte), a cultura de cada pessoa, ou de cada grupo humano, é frequentemente mobilizada para tentativas de auto-relativização e de autoquestionamento, em função do desafio do diálogo.

Leandro Konder. O Globo, 02/08/98.

A expressão “No nosso século...”, utilizada pelo autor do texto acima, refere-se: 
Alternativas
Q649653 Português

A melhor e a pior comida do mundo

Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:

- Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:

- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha.

- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua, dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?

O mercador levantou-se entusiasmado:

- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: - Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior... O mercador descobriu o prato e ficou indignado:

- O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu:

- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos “morre” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!

(ESOPO, 620-560 a. C.)

– O autor utiliza marcas linguísticas que deixam transparecer um determinado tom (pessimismo, ironia, confiança etc.). O texto lido:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: MPE-GO Órgão: MPE-GO Prova: MPE-GO - 2015 - MPE-GO - Secretário Auxiliar |
Q647064 Português
Assinale a alternava correta de acordo com o padrão culto escrito da língua portuguesa:
Alternativas
Q645868 Português

Texto I

Múltiplo sorriso

Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.

                                (Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )


Texto II

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/41956/001.png?AWSAccessKeyId=AKIAIEXT3NIIWGGE3UFQ&Expires=1466090913&Signature=vBWITnHjdMRccmL8M%2FwB2dW9glM%3D


Entre o miniconto de Heloísa Seixas e o quadrinho, há uma diferença fundamental no que diz respeito à relação entre os personagens e a felicidade. Isso fica claro em: 
Alternativas
Q645867 Português

Texto I

Múltiplo sorriso

Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.

                                (Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )


Texto II

https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/images/provas/41956/001.png?AWSAccessKeyId=AKIAIEXT3NIIWGGE3UFQ&Expires=1466090913&Signature=vBWITnHjdMRccmL8M%2FwB2dW9glM%3D


No diálogo entre os personagens, evidencia-se que Charlie Brown, na contramão da sociedade, reluta em aceitar a felicidade. Dentre os recursos verbais e não-verbais citados abaixo, assinale o único que NÃO contribui para reforçar essa ideia:
Alternativas
Q645866 Português

Texto I

Múltiplo sorriso

Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.

(Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )

Sobre os dois últimos períodos do texto, julgue as informações a seguir e assinale a alternativa correta:

I. “Estão vendo?” e “Eu não estou só” enfatizam a suposta alegria da personagem, contrastando com a realidade de sua condição.

II. Os verbos “diria” e “estivessem” são responsáveis por expressar uma hipótese.

III. A utilização das aspas em “Estão vendo” indica uma fala real, concretizada pela personagem às amigas.

IV. No conjunto do texto, “Eu não estou só” tem um ar melancólico.

Alternativas
Q645865 Português

Texto I

Múltiplo sorriso

Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.

(Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )

A relação entre o título e o conto pode ser definida como:
Alternativas
Q645864 Português

Texto I

Múltiplo sorriso

Pendurou a última bola na árvore de Natal e deu alguns passos atrás. Estava bonita. Era um pinheiro artificial, mas parecia de verdade. Só bolas vermelhas. Nunca deixava de armar sua árvore, embora as amigas dissessem que era bobagem fazer isso quando se mora sozinha. Olhou com mais vagar. Na luz do fim de tarde, notou que sua imagem se espelhava nas bolas. Em todas elas, lá estava seu rosto, um pouco distorcido, é verdade - mas sorrindo. “Estão vendo?”, diria às amigas se estivessem por perto. “Eu não estou só”.

(Heloísa Seixas, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/ fq251209.htm.Acesso em 19/12/14 )

Ao contrastar a artificialidade do pinheiro a sua aparência, o narrador reforça um aspecto crucial da vida da personagem evidenciado ao longo do texto. Sobre isso podemos afirmar:
Alternativas
Respostas
31141: D
31142: E
31143: A
31144: C
31145: B
31146: A
31147: D
31148: B
31149: B
31150: B
31151: E
31152: B
31153: B
31154: E
31155: E
31156: A
31157: D
31158: C
31159: B
31160: B