Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q653943 Português
“Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é algo desconhecido por todos, menos por Deus.”  (Sócrates, no momento de sua morte)
As palavras de Sócrates denotam
Alternativas
Q653940 Português
“Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte.” (Sêneca)
Assinale a opção em que, feita a transposição de termos desse pensamento, o sentido original é modificado.
Alternativas
Q653757 Português

Considere o texto a seguir, extraído de um edital de concurso público. 

Da isenção de pagamento da taxa de inscrição

7.14.1 Poderá ser concedida isenção da taxa de inscrição somente ao candidato que comprovar ser doador de sangue, nos termos da Lei Municipal nº 9.818/2000.

7.14.2 Para isenção da taxa de inscrição, o candidato deverá preencher o formulário de inscrição disponível no site www.nc.ufpr.br, imprimir o boleto, o extrato de dados ao final do processo de inscrição, anexar o comprovante original de doador regular de sangue, expedido por Bancos de Sangue ou Instituições de Saúde vinculadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) e de reconhecida idoneidade e dirigir-se ao NC/UFPR, na Rua dos Funcionários, 1540, Juvevê, em Curitiba-PR, de 12/02/2016 a 19/02/2016, nos dias úteis, das 08h30min às 17h30min, para apresentação e entrega dos documentos.

7.14.3 A doação de sangue deverá ter ocorrido de 03/02/2014 a 03/02/2016. 

Ficará isento da taxa de inscrição quem:

Alternativas
Q653756 Português

A imagem ao lado reproduz uma interação em determinada rede social. Sobre essa interação, é correto afirmar:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q653754 Português

Paul McCartney concedeu entrevista a Michael Bonner, jornalista do El País. Relativamente a essa entrevista, numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas que constam na coluna da esquerda.


1. Quando assassinaram John, você estava trabalhando no que seria Tug of War. Quando foi a última vez que o viu?


2. Acredita que as pessoas esperavam que escrevesse uma canção sobre John?

3. A canção se refere ao começo de sua relação com John. Era assim que costumava pensar nele após sua morte?

4. Acredita que Harrison se sentia intimidado quando apresentava canções a você e John?


( ) Pensei que queria fazer a canção mais maravilhosa, mas nem sempre se é capaz de responder a esse estímulo. Não sei por quê. Provavelmente fiquei esperando para ver se vinha algo, mas não podia me sentar e escrever uma canção como reação.


( ) Eu o vi com May Pang [sua namorada nos anos 70, quando esteve separado de Yoko Ono] em seu apartamento quando estavam juntos. Estava bem mais tranquilo. Era mais ele mesmo. [...] Acho que a última vez foi em Nova York, em seu apartamento no edifício Dakota.


( ) No início, compúnhamos canções para ele porque ele não compunha. Escrevemos Do You Want to Know a Secret para George, mas então nos mostrou pela primeira vez uma canção que se chamava Don't Bother Me e achamos boa. Fomos um pouco condescendentes. Estava boa, mas não tão boa como as que escrevíamos para ele.


( ) Os anos anteriores à sua morte foram dolorosos, sobretudo com relação à separação dos Beatles. Mas, como todo mundo, bloqueio as coisas ruins. Eu não gosto de ficar nelas. Por isso, mesmo agora, quando penso em John, penso em nós escrevendo juntos A Day in a Life. Coisas assim. Prefiro ficar com as coisas boas.


Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo. 

Alternativas
Q653752 Português
Solucionado o enigma do dente do siso
Para que eles existem? Aparecem tão tarde que já não fazem falta alguma, e isso quando aparecem. Às vezes, eles se escondem de forma intrincada, enriquecendo os dentistas, ou empurram os outros dentes causando dor e machucados. São os dentes do siso. Quem os inventou? Qual foi a força evolutiva que teve a ideia de bolar esse estorvo buco-dental? Fez o mesmo mal com o nosso cérebro? Este é o enigma evolutivo dos dentes do siso e que acaba de ser solucionado por cientistas australianos. A resposta, em resumo: nós, humanos, não somos nem mesmo os únicos que temos isso.
Nossos ancestrais, os hominídeos (homininos, tecnicamente), tinham um terceiro molar decente: até quatro vezes maior do que o nosso, e com uma superfície plana obviamente adaptada para mastigar. Nunca se entendeu muito bem como essa obra-prima da natureza se deteriorou a ponto de produzir o nosso dente do siso, embora não tenham faltado hipóteses elaboradas sob medida para explicá-lo: ora as mudanças de dieta, ora este ou aquele avanço cultural, ou, em todos os casos, algumas teorias que delegam à seleção natural a árdua tarefa de destruir um dente sem mexer muito nos outros. E que, é claro, são exclusivas da evolução humana, sem precedentes nos 600 milhões de anos de história animal.
A bióloga do desenvolvimento Kathryn Kavanagh, da Universidade Massachusetts em Dartmouth, propôs em 2007 um modelo teórico do desenvolvimento da dentição nos mamíferos. Ela se baseava em dados obtidos com ratos e explicava os resultados, que eram bastante complicados, com um modelo simples de “inibição em cascata”: quando um dente se desenvolve, emite sinais que ativam ou reprimem os seus vizinhos, e a proporção entre esses dois sinais determina o tamanho dos dentes vizinhos.
Um dos colegas de Kavanagh naquele trabalho, Alistair Evans, da Universidade Monash em Victoria (Austrália), lidera hoje uma pesquisa publicada pela Nature em que aquele modelo se estende aos hominídeos. O estudo revela que o modelo da inibição em cascata de Kavanagh pode explicar desde a degeneração do terceiro molar nos australopitecos até o modesto e incômodo dente do siso que oprime o Homo sapiens.
Nos hominídeos mais primitivos – os mais próximos do chimpanzé, como os ardipitecos, australopitecos e parantropos –, a variação do tamanho e das formas relativas dos molares é meramente em função da posição: os dentes tendem a crescer mais na parte posterior da boca, o que provoca o gigantismo do terceiro molar, e as proporções entre alguns dentes e outros são constantes, sem que o tamanho global da dentição no seu conjunto importe muito.
No entanto, há cerca de dois milhões de anos, com o surgimento do nosso gênero (Homo), essas regras gerais se alteraram um pouco: os tamanhos relativos dos dentes passaram a depender do tamanho global da dentição. Isso fez com que a redução do tamanho global da dentição, que é própria da modernidade evolutiva, causasse uma diminuição desproporcional do terceiro molar. Ou seja: o dente do siso seria explicado pela existência de um mecanismo geral, que não precisou exigir coisas muito esquisitas para transformar o terceiro molar em um estorvo ridículo.
De um ponto de vista dental, deixamos de ser vítimas de uma evolução cruel e passamos a ser vítimas da simplicidade matemática. Um avanço e tanto.
(Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/24/ciencia/1456335579_085153.htmll> . Acesso em 01/03/2016.)

Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:


1. O dente do siso do homem contemporâneo se originou de um dente que nossos ancestrais tinham, no mesmo lugar, porém com um tamanho diferente.


2. Não são apenas os humanos que apresentam o dente do siso: os ratos passaram pelo mesmo processo.


3. Nos humanos, os dentes do fundo da boca tendem a crescer mais, motivo pelo qual os molares e o siso são proporcionalmente maiores.

4. Existem evidências de que a dentição humana possui uma dinâmica diferente da dentição de outros primatas.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q653751 Português
Solucionado o enigma do dente do siso
Para que eles existem? Aparecem tão tarde que já não fazem falta alguma, e isso quando aparecem. Às vezes, eles se escondem de forma intrincada, enriquecendo os dentistas, ou empurram os outros dentes causando dor e machucados. São os dentes do siso. Quem os inventou? Qual foi a força evolutiva que teve a ideia de bolar esse estorvo buco-dental? Fez o mesmo mal com o nosso cérebro? Este é o enigma evolutivo dos dentes do siso e que acaba de ser solucionado por cientistas australianos. A resposta, em resumo: nós, humanos, não somos nem mesmo os únicos que temos isso.
Nossos ancestrais, os hominídeos (homininos, tecnicamente), tinham um terceiro molar decente: até quatro vezes maior do que o nosso, e com uma superfície plana obviamente adaptada para mastigar. Nunca se entendeu muito bem como essa obra-prima da natureza se deteriorou a ponto de produzir o nosso dente do siso, embora não tenham faltado hipóteses elaboradas sob medida para explicá-lo: ora as mudanças de dieta, ora este ou aquele avanço cultural, ou, em todos os casos, algumas teorias que delegam à seleção natural a árdua tarefa de destruir um dente sem mexer muito nos outros. E que, é claro, são exclusivas da evolução humana, sem precedentes nos 600 milhões de anos de história animal.
A bióloga do desenvolvimento Kathryn Kavanagh, da Universidade Massachusetts em Dartmouth, propôs em 2007 um modelo teórico do desenvolvimento da dentição nos mamíferos. Ela se baseava em dados obtidos com ratos e explicava os resultados, que eram bastante complicados, com um modelo simples de “inibição em cascata”: quando um dente se desenvolve, emite sinais que ativam ou reprimem os seus vizinhos, e a proporção entre esses dois sinais determina o tamanho dos dentes vizinhos.
Um dos colegas de Kavanagh naquele trabalho, Alistair Evans, da Universidade Monash em Victoria (Austrália), lidera hoje uma pesquisa publicada pela Nature em que aquele modelo se estende aos hominídeos. O estudo revela que o modelo da inibição em cascata de Kavanagh pode explicar desde a degeneração do terceiro molar nos australopitecos até o modesto e incômodo dente do siso que oprime o Homo sapiens.
Nos hominídeos mais primitivos – os mais próximos do chimpanzé, como os ardipitecos, australopitecos e parantropos –, a variação do tamanho e das formas relativas dos molares é meramente em função da posição: os dentes tendem a crescer mais na parte posterior da boca, o que provoca o gigantismo do terceiro molar, e as proporções entre alguns dentes e outros são constantes, sem que o tamanho global da dentição no seu conjunto importe muito.
No entanto, há cerca de dois milhões de anos, com o surgimento do nosso gênero (Homo), essas regras gerais se alteraram um pouco: os tamanhos relativos dos dentes passaram a depender do tamanho global da dentição. Isso fez com que a redução do tamanho global da dentição, que é própria da modernidade evolutiva, causasse uma diminuição desproporcional do terceiro molar. Ou seja: o dente do siso seria explicado pela existência de um mecanismo geral, que não precisou exigir coisas muito esquisitas para transformar o terceiro molar em um estorvo ridículo.
De um ponto de vista dental, deixamos de ser vítimas de uma evolução cruel e passamos a ser vítimas da simplicidade matemática. Um avanço e tanto.
(Disponível em:<http://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/24/ciencia/1456335579_085153.htmll> . Acesso em 01/03/2016.)
A partir do texto, é correto afirmar que o dente do siso:
Alternativas
Q653749 Português
Existem grandes nacos da vida adulta sobre os quais ninguém fala em discursos de formatura. Um desses nacos envolve tédio, rotina e frustração mesquinha.
Vou dar um exemplo prosaico imaginando um dia qualquer do futuro. Você acordou de manhã, foi para seu prestigiado emprego, suou a camisa por nove ou dez horas e, ao final do dia, está cansado, estressado, e tudo que deseja é chegar em casa, comer um bom prato de comida, talvez relaxar por umas horas, e depois ir para cama, porque terá de acordar cedo e fazer tudo de novo. Mas aí lembra que não tem comida na geladeira. Você não teve tempo de fazer compras naquela semana, e agora precisa entrar no carro e ir ao supermercado. Nesse final de dia, o trânsito está uma lástima.
Quando você finalmente chega lá, o supermercado está lotado, horrivelmente iluminado com lâmpadas fluorescentes e impregnado de uma música ambiente de matar. É o último lugar do mundo onde você gostaria de estar, mas não dá para entrar e sair rapidinho: é preciso percorrer todos aqueles corredores superiluminados para encontrar o que procura, e manobrar seu carrinho de compras de rodinhas emperradas entre todas aquelas outras pessoas cansadas e apressadas com seus próprios carrinhos de compras. E, claro, há também aqueles idosos que não saem da frente, e as pessoas desnorteadas, e os adolescentes hiperativos que bloqueiam o corredor, e você tem que ranger os dentes, tentar ser educado, e pedir licença para que o deixem passar. Por fim, com todos os suprimentos no carrinho, percebe que, como não há caixas suficientes funcionando, a fila é imensa, o que é absurdo e irritante, mas você não pode descarregar toda a fúria na pobre da caixa que está à beira de um ataque de nervos.
De qualquer modo, você acaba chegando à caixa, paga por sua comida e espera até que o cheque ou o cartão seja autenticado pela máquina, e depois ouve um “boa noite, volte sempre” numa voz que tem o som absoluto da morte. Na volta para casa, o trânsito está lento, pesado etc. e tal.
É num momento corriqueiro e desprezível como esse que emerge a questão fundamental da escolha. O engarrafamento, os corredores lotados e as longas filas no supermercado me dão tempo de pensar. Se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar a situação, ficarei irritado cada vez que for comprar comida, porque minha configuração padrão me leva a pensar que situações assim dizem respeito a mim, à minha fome, minha fadiga, meu desejo de chegar logo em casa. Parecerá sempre que as outras pessoas não passam de estorvos. E quem são elas, aliás? Quão repulsiva é a maioria, quão bovinas e inexpressivas e desumanas parecem ser as da fila da caixa, quão enervantes e rudes as que falam alto nos celulares.
Também posso passar o tempo no congestionamento zangado e indignado com todas essas vans e utilitários e caminhões enormes e estúpidos, bloqueando as pistas, queimando seus imensos tanques de gasolina, egoístas e perdulários. Posso me aborrecer com os adesivos patrióticos ou religiosos, que sempre parecem estar nos automóveis mais potentes, dirigidos pelos motoristas mais feios, desatenciosos e agressivos, que costumam falar no celular enquanto fecham os outros, só para avançar uns 20 metros idiotas no engarrafamento. Ou posso me deter sobre como os filhos dos nossos filhos nos desprezarão por desperdiçarmos todo o combustível do futuro, e provavelmente estragarmos o clima, e quão mal-acostumados e estúpidos e repugnantes todos nós somos, e como tudo isso é simplesmente pavoroso etc. e tal.
Se opto conscientemente por seguir essa linha de pensamento, ótimo, muitos de nós somos assim – só que pensar dessa maneira tende a ser tão automático que sequer precisa ser uma opção. Ela deriva da minha configuração padrão.
Mas existem outras formas de pensar. Posso, por exemplo, me forçar a aceitar a possibilidade de que os outros na fila do supermercado estão tão entediados e frustrados quanto eu, e, no cômputo geral, algumas dessas pessoas provavelmente têm vidas bem mais difíceis, tediosas ou dolorosas do que eu.
Fazer isso é difícil, requer força de vontade e empenho mental. Se vocês forem como eu, alguns dias não conseguirão fazê- lo, ou simplesmente não estarão a fim. Mas, na maioria dos dias, se estiverem atentos o bastante para escolher, poderão preferir olhar melhor para essa mulher gorducha, inexpressiva e estressada que acabou de berrar com a filhinha na fila da caixa. Talvez ela não seja habitualmente assim. Talvez ela tenha passado as três últimas noites em claro, segurando a mão do marido que está morrendo. Ou talvez essa mulher seja a funcionária mal remunerada do Departamento de Trânsito que, ontem mesmo, por meio de um pequeno gesto de bondade burocrática, ajudou algum conhecido seu a resolver um problema insolúvel de documentação. (...) 
(Disponível em <http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/a-liberdade-de-ver-os-outros/> .Acesso em 01/03/2016)
Assinale a alternativa que resume a opinião principal veiculada pelo autor. 
Alternativas
Q653748 Português
Existem grandes nacos da vida adulta sobre os quais ninguém fala em discursos de formatura. Um desses nacos envolve tédio, rotina e frustração mesquinha.
Vou dar um exemplo prosaico imaginando um dia qualquer do futuro. Você acordou de manhã, foi para seu prestigiado emprego, suou a camisa por nove ou dez horas e, ao final do dia, está cansado, estressado, e tudo que deseja é chegar em casa, comer um bom prato de comida, talvez relaxar por umas horas, e depois ir para cama, porque terá de acordar cedo e fazer tudo de novo. Mas aí lembra que não tem comida na geladeira. Você não teve tempo de fazer compras naquela semana, e agora precisa entrar no carro e ir ao supermercado. Nesse final de dia, o trânsito está uma lástima.
Quando você finalmente chega lá, o supermercado está lotado, horrivelmente iluminado com lâmpadas fluorescentes e impregnado de uma música ambiente de matar. É o último lugar do mundo onde você gostaria de estar, mas não dá para entrar e sair rapidinho: é preciso percorrer todos aqueles corredores superiluminados para encontrar o que procura, e manobrar seu carrinho de compras de rodinhas emperradas entre todas aquelas outras pessoas cansadas e apressadas com seus próprios carrinhos de compras. E, claro, há também aqueles idosos que não saem da frente, e as pessoas desnorteadas, e os adolescentes hiperativos que bloqueiam o corredor, e você tem que ranger os dentes, tentar ser educado, e pedir licença para que o deixem passar. Por fim, com todos os suprimentos no carrinho, percebe que, como não há caixas suficientes funcionando, a fila é imensa, o que é absurdo e irritante, mas você não pode descarregar toda a fúria na pobre da caixa que está à beira de um ataque de nervos.
De qualquer modo, você acaba chegando à caixa, paga por sua comida e espera até que o cheque ou o cartão seja autenticado pela máquina, e depois ouve um “boa noite, volte sempre” numa voz que tem o som absoluto da morte. Na volta para casa, o trânsito está lento, pesado etc. e tal.
É num momento corriqueiro e desprezível como esse que emerge a questão fundamental da escolha. O engarrafamento, os corredores lotados e as longas filas no supermercado me dão tempo de pensar. Se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar a situação, ficarei irritado cada vez que for comprar comida, porque minha configuração padrão me leva a pensar que situações assim dizem respeito a mim, à minha fome, minha fadiga, meu desejo de chegar logo em casa. Parecerá sempre que as outras pessoas não passam de estorvos. E quem são elas, aliás? Quão repulsiva é a maioria, quão bovinas e inexpressivas e desumanas parecem ser as da fila da caixa, quão enervantes e rudes as que falam alto nos celulares.
Também posso passar o tempo no congestionamento zangado e indignado com todas essas vans e utilitários e caminhões enormes e estúpidos, bloqueando as pistas, queimando seus imensos tanques de gasolina, egoístas e perdulários. Posso me aborrecer com os adesivos patrióticos ou religiosos, que sempre parecem estar nos automóveis mais potentes, dirigidos pelos motoristas mais feios, desatenciosos e agressivos, que costumam falar no celular enquanto fecham os outros, só para avançar uns 20 metros idiotas no engarrafamento. Ou posso me deter sobre como os filhos dos nossos filhos nos desprezarão por desperdiçarmos todo o combustível do futuro, e provavelmente estragarmos o clima, e quão mal-acostumados e estúpidos e repugnantes todos nós somos, e como tudo isso é simplesmente pavoroso etc. e tal.
Se opto conscientemente por seguir essa linha de pensamento, ótimo, muitos de nós somos assim – só que pensar dessa maneira tende a ser tão automático que sequer precisa ser uma opção. Ela deriva da minha configuração padrão.
Mas existem outras formas de pensar. Posso, por exemplo, me forçar a aceitar a possibilidade de que os outros na fila do supermercado estão tão entediados e frustrados quanto eu, e, no cômputo geral, algumas dessas pessoas provavelmente têm vidas bem mais difíceis, tediosas ou dolorosas do que eu.
Fazer isso é difícil, requer força de vontade e empenho mental. Se vocês forem como eu, alguns dias não conseguirão fazê- lo, ou simplesmente não estarão a fim. Mas, na maioria dos dias, se estiverem atentos o bastante para escolher, poderão preferir olhar melhor para essa mulher gorducha, inexpressiva e estressada que acabou de berrar com a filhinha na fila da caixa. Talvez ela não seja habitualmente assim. Talvez ela tenha passado as três últimas noites em claro, segurando a mão do marido que está morrendo. Ou talvez essa mulher seja a funcionária mal remunerada do Departamento de Trânsito que, ontem mesmo, por meio de um pequeno gesto de bondade burocrática, ajudou algum conhecido seu a resolver um problema insolúvel de documentação. (...) 
(Disponível em <http://revistapiaui.estadao.com.br/materia/a-liberdade-de-ver-os-outros/> .Acesso em 01/03/2016)
De acordo com o texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q652708 Português

Mostra O Triunfo da Cor traz grandes nomes do pósimpressionismo para SP Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil A exposição O Triunfo da Cor traz grandes nomes da arte moderna para o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. São 75 obras de 32 artistas do final do século 19 e início do 20, entre eles expoentes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse. Os trabalhos fazem parte dos acervos do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos de Paris.

A mostra foi dividida em quatro módulos que apresentam os pintores que sucederam o movimento impressionista e receberam do crítico inglês Roger Fry a designação de pósimpressionistas. Na primeira parte, chamada de A Cor Cientifica, podem ser vistas pinturas que se inspiraram nas pesquisas científicas de Michel Eugene Chevreul sobre a construção de imagens com pontos.

Os estudos desenvolvidos por Paul Gauguin e Émile Bernard marcam a segunda parte da exposição, chamada de Núcleo Misterioso do Pensamento. Entre as obras que compõe esse conjunto está o quadro Marinha com Vaca, em que o animal é visto em um fundo de uma passagem com penhascos que formam um precipício estreito. As formas são simplificadas, em um contorno grosso e escuro, e as cores refletem a leitura e impressões do artista sobre a cena.

O Autorretrato Octogonal, de Édouard Vuillard, é uma das pinturas de destaque do terceiro momento da exposição. Intitulada Os Nabis, Profetas de Uma Nova Arte, essa parte da mostra também reúne obras de Félix Vallotton e Aristide Maillol. No autorretrato, Vuillard define o rosto a partir apenas da aplicação de camadas de cores sobrepostas, simplificando os traços, mas criando uma imagem de forte expressão.

O Mulheres do Taiti, de Paul Gauguin, é um dos quadros da última parte da mostra, chamada de A Cor em Liberalidade, que tem como marca justamente a inspiração que artistas como Gauguin e Paul Cézanne buscaram na natureza tropical. A pintura é um dos primeiros trabalhos de Gauguin desenvolvidos na primeira temporada que o artista passou na ilha do Pacífico, onde duas mulheres aparecem sentadas a um fundo verde-esmeralda, que lembra o oceano.

A exposição vai até o dia 7 de julho, com entrada franca.


Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-05/mostra-otriunfo-da-cor-traz-grandes-nomes-do-pos-impressionismo-para-sp

Acesso em: 29/05/2016.

Avalie as afirmações abaixo sobre o texto:


I Os artistas que participam da mostra são franceses.


II As obras da mostra são expoentes da arte moderna.


III A exposição está em cartaz em São Paulo e é gratuita.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q652707 Português

Mostra O Triunfo da Cor traz grandes nomes do pósimpressionismo para SP Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil A exposição O Triunfo da Cor traz grandes nomes da arte moderna para o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. São 75 obras de 32 artistas do final do século 19 e início do 20, entre eles expoentes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse. Os trabalhos fazem parte dos acervos do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos de Paris.

A mostra foi dividida em quatro módulos que apresentam os pintores que sucederam o movimento impressionista e receberam do crítico inglês Roger Fry a designação de pósimpressionistas. Na primeira parte, chamada de A Cor Cientifica, podem ser vistas pinturas que se inspiraram nas pesquisas científicas de Michel Eugene Chevreul sobre a construção de imagens com pontos.

Os estudos desenvolvidos por Paul Gauguin e Émile Bernard marcam a segunda parte da exposição, chamada de Núcleo Misterioso do Pensamento. Entre as obras que compõe esse conjunto está o quadro Marinha com Vaca, em que o animal é visto em um fundo de uma passagem com penhascos que formam um precipício estreito. As formas são simplificadas, em um contorno grosso e escuro, e as cores refletem a leitura e impressões do artista sobre a cena.

O Autorretrato Octogonal, de Édouard Vuillard, é uma das pinturas de destaque do terceiro momento da exposição. Intitulada Os Nabis, Profetas de Uma Nova Arte, essa parte da mostra também reúne obras de Félix Vallotton e Aristide Maillol. No autorretrato, Vuillard define o rosto a partir apenas da aplicação de camadas de cores sobrepostas, simplificando os traços, mas criando uma imagem de forte expressão.

O Mulheres do Taiti, de Paul Gauguin, é um dos quadros da última parte da mostra, chamada de A Cor em Liberalidade, que tem como marca justamente a inspiração que artistas como Gauguin e Paul Cézanne buscaram na natureza tropical. A pintura é um dos primeiros trabalhos de Gauguin desenvolvidos na primeira temporada que o artista passou na ilha do Pacífico, onde duas mulheres aparecem sentadas a um fundo verde-esmeralda, que lembra o oceano.

A exposição vai até o dia 7 de julho, com entrada franca.


Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-05/mostra-otriunfo-da-cor-traz-grandes-nomes-do-pos-impressionismo-para-sp

Acesso em: 29/05/2016.

Considerando a leitura integral do texto, por que se justifica o título da mostra como “O Triunfo da Cor”?
Alternativas
Q652706 Português

Mostra O Triunfo da Cor traz grandes nomes do pósimpressionismo para SP Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil A exposição O Triunfo da Cor traz grandes nomes da arte moderna para o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo. São 75 obras de 32 artistas do final do século 19 e início do 20, entre eles expoentes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse. Os trabalhos fazem parte dos acervos do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie, ambos de Paris.

A mostra foi dividida em quatro módulos que apresentam os pintores que sucederam o movimento impressionista e receberam do crítico inglês Roger Fry a designação de pósimpressionistas. Na primeira parte, chamada de A Cor Cientifica, podem ser vistas pinturas que se inspiraram nas pesquisas científicas de Michel Eugene Chevreul sobre a construção de imagens com pontos.

Os estudos desenvolvidos por Paul Gauguin e Émile Bernard marcam a segunda parte da exposição, chamada de Núcleo Misterioso do Pensamento. Entre as obras que compõe esse conjunto está o quadro Marinha com Vaca, em que o animal é visto em um fundo de uma passagem com penhascos que formam um precipício estreito. As formas são simplificadas, em um contorno grosso e escuro, e as cores refletem a leitura e impressões do artista sobre a cena.

O Autorretrato Octogonal, de Édouard Vuillard, é uma das pinturas de destaque do terceiro momento da exposição. Intitulada Os Nabis, Profetas de Uma Nova Arte, essa parte da mostra também reúne obras de Félix Vallotton e Aristide Maillol. No autorretrato, Vuillard define o rosto a partir apenas da aplicação de camadas de cores sobrepostas, simplificando os traços, mas criando uma imagem de forte expressão.

O Mulheres do Taiti, de Paul Gauguin, é um dos quadros da última parte da mostra, chamada de A Cor em Liberalidade, que tem como marca justamente a inspiração que artistas como Gauguin e Paul Cézanne buscaram na natureza tropical. A pintura é um dos primeiros trabalhos de Gauguin desenvolvidos na primeira temporada que o artista passou na ilha do Pacífico, onde duas mulheres aparecem sentadas a um fundo verde-esmeralda, que lembra o oceano.

A exposição vai até o dia 7 de julho, com entrada franca.


Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-05/mostra-otriunfo-da-cor-traz-grandes-nomes-do-pos-impressionismo-para-sp

Acesso em: 29/05/2016.

Assinale a alternativa que traz a relação correta entre uma das partes da exposição relatada no texto e sua respectiva característica.
Alternativas
Q651813 Português
Decidi abordar o tema da depressão logo no primeiro capítulo deste livro porque o assunto está sempre presente nos incontáveis testemunhos que ouço em meu dia a dia e nas centenas de e-mails que meus amados me enviam. Acredito que com o amor Philia em nossos corações, podemos ajudar os amigos, os familiares e a nós mesmos a sair desse terrível estado e a voltar a viver a vida em sua plenitude. É o próprio Jesus quem nos diz: “[...] Eis que Eu renovo todas as coisas” (Ap 21,5).
Já ouvi muitas pessoas dizendo que depressão é coisa de gente desocupada, que não há nada realmente sério com que se preocupar. Gente que pode se dar ao luxo de se entregar diante da primeira dificuldade que encontra pelo caminho. Posso garantir que não é nada disso. Quem pensa dessa maneira está muito enganado. Depressão é um mal que pode atingir qualquer um, seja rico ou pobre, jovem ou idoso. Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há alguns anos revelou que mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo.
(Rossi, Marcelo Mendonça. Philia: derrote a depressão, o medo e outros problemas aplicando o Philia no seu dia a dia -1. ed.- São Paulo : Principium, 2015.)
Em um trecho do texto o autor questiona o fato de a depressão ser julgada sob uma visão:
Alternativas
Q651812 Português
Decidi abordar o tema da depressão logo no primeiro capítulo deste livro porque o assunto está sempre presente nos incontáveis testemunhos que ouço em meu dia a dia e nas centenas de e-mails que meus amados me enviam. Acredito que com o amor Philia em nossos corações, podemos ajudar os amigos, os familiares e a nós mesmos a sair desse terrível estado e a voltar a viver a vida em sua plenitude. É o próprio Jesus quem nos diz: “[...] Eis que Eu renovo todas as coisas” (Ap 21,5).
Já ouvi muitas pessoas dizendo que depressão é coisa de gente desocupada, que não há nada realmente sério com que se preocupar. Gente que pode se dar ao luxo de se entregar diante da primeira dificuldade que encontra pelo caminho. Posso garantir que não é nada disso. Quem pensa dessa maneira está muito enganado. Depressão é um mal que pode atingir qualquer um, seja rico ou pobre, jovem ou idoso. Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há alguns anos revelou que mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo.
(Rossi, Marcelo Mendonça. Philia: derrote a depressão, o medo e outros problemas aplicando o Philia no seu dia a dia -1. ed.- São Paulo : Principium, 2015.)
Pode-se afirmar que o texto:
Alternativas
Q651768 Português
Em qual dos trechos a seguir a flexão do verbo reflete um uso adequado da língua
Alternativas
Q651764 Português
A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
A condição em que se encontravam os prisioneiros:
Alternativas
Q651762 Português
A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
No último parágrafo do texto:
Alternativas
Q651761 Português
A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
“...a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito .” A partir da leitura do trecho e observando o ponto de vista dos soldados vitoriosos, é correto afirmar que eles:
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Q651760 Português
A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
É correto afirmar que:
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Q651319 Português
  1. Mulheres que vivem em áreas afetadas pelo vírus zika deveriam considerar postergar a gravidez, uma vez que não há métodos eficazes para evitar os problemas potencialmente causados aos bebês, afirmou ontem a porta-voz da entidade Nyka Alexander. “Eu não estou dizendo que os casais devem postergar (a gravidez). Eles devem receber as informações necessárias para entenderem que esta é uma opção”, disse Nyka. O vírus está se espalhando rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, e autoridades de saúde de diversos países afetados estão fazendo recomendações similares. No entanto, a nova recomendação da entidade pode afetar a vida de milhares de pessoas que vivem nessas áreas. Em outros lugares do mundo, o serviço de saúde alerta para que mulheres grávidas não viagem para áreas onde o vírus está se espalhando. Nos Estados Unidos, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) vai além e aconselha as mulheres a esperar ao menos oito semanas após ser acometida ou exposta ao vírus antes de tentar engravidar. Para homens com sintomas, essa espera deve ser de ao menos seis meses. Em resposta às novas orientações da OMS, a CDS afirmou que agências de saúde devem discutir os riscos da doença, prevenção do contágio e informação sobre métodos contraceptivos. Quase 700 casos já foram relatados nos Estados Unidos. Todos os infectados viajaram ao exterior ou tiveram relações sexuais com quem o fez. (http://istoe.com.br/) Fonte: Associated Press.
É verdade que o texto afirma que:
Alternativas
Respostas
30161: C
30162: B
30163: D
30164: D
30165: E
30166: D
30167: B
30168: A
30169: A
30170: D
30171: A
30172: D
30173: C
30174: D
30175: C
30176: B
30177: A
30178: A
30179: C
30180: D