Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A respeito das ideias do texto CB1A1BBB, julgue o item a seguir.
Segundo o texto, o objetivo de se propor uma nova lei de
responsabilidade fiscal, mais rígida quanto à proteção do
dinheiro público, é desconfigurar a LRF.
Julgue o item subsecutivo, referente aos sentidos do texto CB8A1BBB.
No segundo parágrafo do texto, a respeito da “outra frente”
(l.16), apresentam-se as seguintes informações, nesta ordem:
plano externo, resultados obtidos e objetivos pretendidos.
O pronome contido na expressão “seu desfecho” (l. 23 e 24) refere-se a “matéria debatida” (l. 21 e 22).
As expressões “Tal instituto” (l.10) e “Esse princípio” (l.11) retomam, pelo sentido, a expressão “As audiências públicas” (l.6).
Foi lançado no TCE/PA a campanha de arrecadação de capas de resmas de papel, que serão transformadas em sacolas e distribuídas à cerca de mil pacientes.
Julgue o item a seguir, acerca das ideias do texto CB5A1BBB.
Diferentemente do que ocorre hoje, em épocas anteriores,
o objetivo do orçamento do Estado consistia, primordialmente,
em estimar e fixar despesas e receitas.
Com relação às ideias do texto CB1A1AAA, julgue o item seguinte.
A pouca idade do tenente Souza é apontada pelo narrador
como a causa principal do seu comportamento zombeteiro,
sarcástico e cheio de desdém pelas crendices populares.
Com relação às ideias do texto CB1A1AAA, julgue o item seguinte.
O tema central do texto é explorado pela perspectiva do
conflito entre a crença nas tradições religiosas populares e o
ceticismo em relação a elas.
Com relação às ideias do texto CB1A1AAA, julgue o item seguinte.
Para o narrador, as pessoas de idade avançada são pouco tolerantes para com os mais jovens e mais tolerantes em relação ao sobrenatural.
Julgue o item seguinte, com relação aos aspectos linguísticos do texto CB5A1BBB.
A expressão “de sorte que” (l.13) denota algo positivo, tendo
sido empregada no texto para defender o lado positivo de o
orçamento público constituir um “orçamento-programa” (l.14).
A respeito das ideias veiculadas no texto CB5A1AAA, julgue o próximo item.
Governadores e prefeitos devem prestar contas ao Congresso Nacional.
Julgue o item que se segue, referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA.
No último parágrafo do texto, o emprego das formas verbais no
pretérito imperfeito do indicativo indica que as ações do
tenente Souza eram habituais. Tais hábitos acabam por
caracterizar o personagem.
Tomar banho em cima de um balde, cortar cabelo a seco, trocar os talheres e pratos nos restaurantes por versões de plástico. As atitudes adotadas pelos paulistas durante a pior crise hídrica já registrada até hoje podem se repetir em 2016, mas a falta de água assombrará boa parte do mundo. Há duas razões para esse problema. A primeira é que o aquecimento global continuará a alterar os padrões de chuvas e a criar novas áreas de estresse hídrico. A segunda é que as medidas anunciadas para combater o problema, como captar mais água de outros rios, até podem ser um alívio emergencial, mas não atacam problemas sistêmicos como a falta de cuidado com os mananciais e o aumento desenfreado de consumo, criando pressão sobre a natureza. O problema que afetou São Paulo, o Nordeste, a Califórnia e outras várias regiões do mundo em 2015 tende a se agravar. Até 2055, segundo a ONU, dois terços dos habitantes do planeta viverão em áreas de estresse hídrico e 2,8 bilhões enfrentarão escassez de água potável.
(Revista Galileu, janeiro de 2016.)
Sobre as ideias apresentadas no texto, analise as afirmativas.
I - Antes de 2015, não havia ocorrido tamanha falta de água em São Paulo, que não foi a única região afetada.
II - O problema foi resolvido de forma tranquila e definitiva pela captação de água de outros rios que não o que já abastecia a cidade.
III - O fato de as pessoas não controlarem o consumo de água aliado ao descuido com as nascentes pode agravar o problema de falta de água.
IV - Com base na realidade atual, a ONU faz previsões otimistas sobre como resolver a gigantesca pressão sobre a natureza.
Está correto o que se afirma em
Leia as frases abaixo.
- Mais da metade da Amazônia está no Brasil.
- É o Brasil que tem a maior taxa proporcional de desmatamento em comparação com os vizinhos.
- O Brasil ganha também no número de assassinatos de ativistas ligados ao meio ambiente.
- Esses assassinatos são resultado da disputa por nacos da Amazônia.
Reunindo essas frases em um único período, com recursos de coesão e com coerência, fica:
INSTRUÇÃO: Leia trecho do artigo Saúde, de Ruth de Aquino, e responda à questão.
Quando brindamos, o primeiro voto é “saúde” – e não por acaso. Só depois vem “paz, amor”. Sem saúde, o resto não é possível. Por que, então, o Brasil é tão cruel com seus doentes? Crises na Saúde não são produzidas de um dia para outro. O caos nos hospitais do Rio de Janeiro é apenas a vitrine de um sistema falido e desumano [...].
O Estado brasileiro nunca deu assistência médica digna à massa da população. Jamais transformou a Saúde em prioridade. No Brasil profundo, não é novidade a falta de médicos, leitos, remédios e equipamentos. [...]
Os governos federal, estaduais e municipais empurram com a barriga, há mais tempo do que a nossa memória alcança, os péssimos índices de desenvolvimento humano no Brasil. E aí se incluem também educação, saneamento e transporte. A negligência se explica. Os políticos não usam hospital público, escola pública e transporte público. Eles enriquecem muito no poder. A vida real passa ao largo de quem manda.
(Revista ÉPOCA, ed. 917.)
Em todo esse trecho do artigo, está presente um tom firme de crítica. Sobre essa presença, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A primeira menção de crítica está na interrogativa Por que, então, o Brasil é tão cruel com seus doentes?, constante do primeiro parágrafo.
( ) Nos três parágrafos, a autora apresenta marcas linguísticas para expressar que a referida crise não acontece no Brasil há pouco tempo.
( ) A ideia de que a referida crise não é atual está no segundo parágrafo apenas, no trecho não é novidade a falta de médicos, leitos, remédios e equipamentos.
( ) No terceiro parágrafo, foi ampliado o alcance da crítica à crise brasileira que, antes, era citada somente na Saúde.
( ) A crítica no final do trecho volta-se aos políticos que, segundo a articulista, dedicam-se à vida real, posto que se enriquecem no poder.
Assinale a sequência correta.
INSTRUÇÃO: Leia trecho do artigo Saúde, de Ruth de Aquino, e responda à questão.
Quando brindamos, o primeiro voto é “saúde” – e não por acaso. Só depois vem “paz, amor”. Sem saúde, o resto não é possível. Por que, então, o Brasil é tão cruel com seus doentes? Crises na Saúde não são produzidas de um dia para outro. O caos nos hospitais do Rio de Janeiro é apenas a vitrine de um sistema falido e desumano [...].
O Estado brasileiro nunca deu assistência médica digna à massa da população. Jamais transformou a Saúde em prioridade. No Brasil profundo, não é novidade a falta de médicos, leitos, remédios e equipamentos. [...]
Os governos federal, estaduais e municipais empurram com a barriga, há mais tempo do que a nossa memória alcança, os péssimos índices de desenvolvimento humano no Brasil. E aí se incluem também educação, saneamento e transporte. A negligência se explica. Os políticos não usam hospital público, escola pública e transporte público. Eles enriquecem muito no poder. A vida real passa ao largo de quem manda.
(Revista ÉPOCA, ed. 917.)
INSTRUÇÃO: Leia trecho do artigo Saúde, de Ruth de Aquino, e responda à questão.
Quando brindamos, o primeiro voto é “saúde” – e não por acaso. Só depois vem “paz, amor”. Sem saúde, o resto não é possível. Por que, então, o Brasil é tão cruel com seus doentes? Crises na Saúde não são produzidas de um dia para outro. O caos nos hospitais do Rio de Janeiro é apenas a vitrine de um sistema falido e desumano [...].
O Estado brasileiro nunca deu assistência médica digna à massa da população. Jamais transformou a Saúde em prioridade. No Brasil profundo, não é novidade a falta de médicos, leitos, remédios e equipamentos. [...]
Os governos federal, estaduais e municipais empurram com a barriga, há mais tempo do que a nossa memória alcança, os péssimos índices de desenvolvimento humano no Brasil. E aí se incluem também educação, saneamento e transporte. A negligência se explica. Os políticos não usam hospital público, escola pública e transporte público. Eles enriquecem muito no poder. A vida real passa ao largo de quem manda.
(Revista ÉPOCA, ed. 917.)
Nos trechos Sem saúde e Crises na Saúde, a palavra saúde foi escrita de modos diferentes. Sobre esse fato, analise as afirmativas.
I - O sentido da palavra saúde, seja com inicial maiúscula ou minúscula, é inalterado, expressa a boa condição física e mental de um indivíduo; as diferentes grafias devem-se à informalidade da linguagem.
II - As iniciais minúscula, no primeiro trecho, e maiúscula, no segundo, atribuem sentido diferenciado para a mesma palavra, revelado na situação de uso.
III - O termo saúde, no primeiro trecho, refere-se ao estado de um indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais estão em situação normal.
IV - O termo Saúde, no segundo trecho, significa Ministério da Saúde, assim grafado devido ao registro formal da linguagem.
Está correto o que se afirma em
LIBERDADE
Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá- la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre como diria o famoso conselheiro, é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.) Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da liberdade nas mãos!
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho:
Crônicas)
LIBERDADE
Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá- la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre como diria o famoso conselheiro, é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.) Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da liberdade nas mãos!
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho:
Crônicas)
LIBERDADE
Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.
Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá- la, combater e certamente morrer por ela.
Ser livre como diria o famoso conselheiro, é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado, é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.) Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes. Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!
Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da liberdade nas mãos!
São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel...
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho:
Crônicas)






