Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2035141 Português
Terceira idade no Brasil ainda tem desafios

     O idoso brasileiro está vivendo mais, mas a qualidade desses anos ainda deixa a desejar. A informação faz parte do último relatório Global AgeWatch Index, que avalia os melhores lugares para se viver na terceira idade. Entre as 96 nações analisadas pelo índice, o Brasil figurou no 56o lugar. O documento mostra que, no país, os cidadãos acima de 60 anos têm, em média, 21 anos a mais pela frente. O índice é compatível com a média mundial. No entanto, a falta de acesso a serviços básicos como transporte e segurança compromete a qualidade de vida da população da terceira idade no Brasil.
    O relatório mostra que o Brasil se destaca pelo seu amplo programa de previdência, que atende a 86% dos seus idosos e mantém grande parte da população mais velha fora da linha da pobreza - na maioria dos países de baixo e médio rendimento, apenas uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos recebe uma pensão.
    No entanto, o posicionamento do Brasil na lista foi prejudicado por problemas que afetam não somente os idosos, mas também cidadãos brasileiros de outras faixas etárias. “O Brasil não é tão bom em fornecer um ambiente propício para o envelhecimento. O medo de crimes e o acesso ao transporte público são grandes questões para os idosos brasileiros”, analisa Asgar Zaidi, professor de políticas sociais internacionais na Universidade de Southampton e um dos autores do levantamento global.
    Além de planos de aposentadoria e de acesso universal à saúde, o trabalho revela que os melhores países para se envelhecer também investem há décadas em mudanças sociais e ambientais voltadas especialmente para os idosos. “O Brasil tem um sistema de saúde que presta uma atenção universalizada. Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice. Isso chama a atenção para o fato de que as nossas soluções não estão atendendo aos nossos problemas”, acredita Otávio Nóbrega, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Distrito Federal.
    De acordo com o especialista, idosos com pior qualidade de vida não são necessariamente os mais doentes. Cidadãos da terceira idade sofrem com questões como o abandono, a falta de uma ocupação e a carência por atividades que atendam às suas necessidades especiais. “A qualidade de vida é, provavelmente, mais determinada pelo ambiente social do que propriamente pelo estado geral de saúde. Hoje, uma premissa muito importante não é somente evitar o envelhecimento e as morbidades, mas também tentar remediar e controlar as limitações físicas, intelectuais e cognitivas que podem ocorrer com o envelhecimento”, aponta Nóbrega, que também é professor na Universidade de Brasília (UnB).

(Disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/09/10/ noticias-saude.1 87086/terceira-idade-no-brasil-ainda-temdesafios.shtml)
Um elemento característico de textos jornalísticos presente na reportagem lida é:
Alternativas
Q2035140 Português
Terceira idade no Brasil ainda tem desafios

     O idoso brasileiro está vivendo mais, mas a qualidade desses anos ainda deixa a desejar. A informação faz parte do último relatório Global AgeWatch Index, que avalia os melhores lugares para se viver na terceira idade. Entre as 96 nações analisadas pelo índice, o Brasil figurou no 56o lugar. O documento mostra que, no país, os cidadãos acima de 60 anos têm, em média, 21 anos a mais pela frente. O índice é compatível com a média mundial. No entanto, a falta de acesso a serviços básicos como transporte e segurança compromete a qualidade de vida da população da terceira idade no Brasil.
    O relatório mostra que o Brasil se destaca pelo seu amplo programa de previdência, que atende a 86% dos seus idosos e mantém grande parte da população mais velha fora da linha da pobreza - na maioria dos países de baixo e médio rendimento, apenas uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos recebe uma pensão.
    No entanto, o posicionamento do Brasil na lista foi prejudicado por problemas que afetam não somente os idosos, mas também cidadãos brasileiros de outras faixas etárias. “O Brasil não é tão bom em fornecer um ambiente propício para o envelhecimento. O medo de crimes e o acesso ao transporte público são grandes questões para os idosos brasileiros”, analisa Asgar Zaidi, professor de políticas sociais internacionais na Universidade de Southampton e um dos autores do levantamento global.
    Além de planos de aposentadoria e de acesso universal à saúde, o trabalho revela que os melhores países para se envelhecer também investem há décadas em mudanças sociais e ambientais voltadas especialmente para os idosos. “O Brasil tem um sistema de saúde que presta uma atenção universalizada. Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice. Isso chama a atenção para o fato de que as nossas soluções não estão atendendo aos nossos problemas”, acredita Otávio Nóbrega, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Distrito Federal.
    De acordo com o especialista, idosos com pior qualidade de vida não são necessariamente os mais doentes. Cidadãos da terceira idade sofrem com questões como o abandono, a falta de uma ocupação e a carência por atividades que atendam às suas necessidades especiais. “A qualidade de vida é, provavelmente, mais determinada pelo ambiente social do que propriamente pelo estado geral de saúde. Hoje, uma premissa muito importante não é somente evitar o envelhecimento e as morbidades, mas também tentar remediar e controlar as limitações físicas, intelectuais e cognitivas que podem ocorrer com o envelhecimento”, aponta Nóbrega, que também é professor na Universidade de Brasília (UnB).

(Disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/09/10/ noticias-saude.1 87086/terceira-idade-no-brasil-ainda-temdesafios.shtml)
A respeito da expectativa de vida no Brasil, a discussão proposta no texto pode ser sintetizada da seguinte forma:
Alternativas
Q2035139 Português
Terceira idade no Brasil ainda tem desafios

     O idoso brasileiro está vivendo mais, mas a qualidade desses anos ainda deixa a desejar. A informação faz parte do último relatório Global AgeWatch Index, que avalia os melhores lugares para se viver na terceira idade. Entre as 96 nações analisadas pelo índice, o Brasil figurou no 56o lugar. O documento mostra que, no país, os cidadãos acima de 60 anos têm, em média, 21 anos a mais pela frente. O índice é compatível com a média mundial. No entanto, a falta de acesso a serviços básicos como transporte e segurança compromete a qualidade de vida da população da terceira idade no Brasil.
    O relatório mostra que o Brasil se destaca pelo seu amplo programa de previdência, que atende a 86% dos seus idosos e mantém grande parte da população mais velha fora da linha da pobreza - na maioria dos países de baixo e médio rendimento, apenas uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos recebe uma pensão.
    No entanto, o posicionamento do Brasil na lista foi prejudicado por problemas que afetam não somente os idosos, mas também cidadãos brasileiros de outras faixas etárias. “O Brasil não é tão bom em fornecer um ambiente propício para o envelhecimento. O medo de crimes e o acesso ao transporte público são grandes questões para os idosos brasileiros”, analisa Asgar Zaidi, professor de políticas sociais internacionais na Universidade de Southampton e um dos autores do levantamento global.
    Além de planos de aposentadoria e de acesso universal à saúde, o trabalho revela que os melhores países para se envelhecer também investem há décadas em mudanças sociais e ambientais voltadas especialmente para os idosos. “O Brasil tem um sistema de saúde que presta uma atenção universalizada. Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice. Isso chama a atenção para o fato de que as nossas soluções não estão atendendo aos nossos problemas”, acredita Otávio Nóbrega, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Distrito Federal.
    De acordo com o especialista, idosos com pior qualidade de vida não são necessariamente os mais doentes. Cidadãos da terceira idade sofrem com questões como o abandono, a falta de uma ocupação e a carência por atividades que atendam às suas necessidades especiais. “A qualidade de vida é, provavelmente, mais determinada pelo ambiente social do que propriamente pelo estado geral de saúde. Hoje, uma premissa muito importante não é somente evitar o envelhecimento e as morbidades, mas também tentar remediar e controlar as limitações físicas, intelectuais e cognitivas que podem ocorrer com o envelhecimento”, aponta Nóbrega, que também é professor na Universidade de Brasília (UnB).

(Disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/09/10/ noticias-saude.1 87086/terceira-idade-no-brasil-ainda-temdesafios.shtml)
Pode-se depreender do título do texto o seguinte pressuposto:
Alternativas
Q2028373 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

PROJETO SONHO BRASILEIRO ANALISA PERFIL DO JOVEM

      Os jovens de 18 a 24 anos apresentam orgulho em ser brasileiros e otimismo quanto ao futuro do país, de acordo com Projeto Sonho Brasileiro, divulgado nesta segunda-feira (13), pela Box1824, empresa com atuação no mapeamento de tendências de comportamento. A nova geração demonstra também um comportamento mais coletivo e atuante na sociedade.
     89% dos jovens disseram ter orgulho do país, enquanto 11% afirmaram ter vergonha. E 75% pensam que o Brasil está mudando para melhor. De acordo com Gabriel Milanez, sociólogo, o resultado reflete dois aspectos: “Pelo viés interno, o Brasil está melhor do que no passado, é um lugar onde as coisas são possíveis; e pelo lado externo, o mundo está reconhecendo o país”, diz.
   Entre os quesitos de projeção, somente o confronto entre ética e corrupção é pessimista. 43% dos participantes analisam que a nação estará mais próxima da corrupção nos próximos anos do que da ética, que ficou com 38%.
      De acordo com o projeto, a nova juventude [...] foge de conceitos como bipolarização e acredita, 92%, em ações pequenas que aos poucos vão transformando a realidade das pessoas. A
      “Brasília política”, como denominam a “política velha”, já não diz muito para eles, em um cenário em que 59% afirmam não ter partidos políticos e 83% analisam que os políticos se afastaram da essência da atividade da política.
      Essa postura também reflete no universo do consumo, em um quadro que os jovens consideram de demanda elevada, como explica Milanez. “O consumo para eles é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobram um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou das empresas”.
      A pesquisa chegou também ao que se denominou de “transformadores” ou “jovens-pontes”, pessoas que se caracterizam por agir nas mais diversas áreas, seja em projetos socioeducativos, de cultura ou economia comunitária.
     “Todos eles acreditam que estão transformando a sociedade. Se pegarmos essas micro revoluções teremos um impacto muito grande”, defere Carla Mayumi, sócia da Box1824. 8% dos entrevistados se encaixam nesse perfil, o que significa dois milhões de jovens; se aplicado o percentual ao total de brasileiros com faixa etária de 18 a 24, cerca de 26 milhões, segundo dados do IBGE.
       A pesquisa, na fase quantitativa realizada pelo Datafolha, entrevistou 1784 pessoas de 173 cidades em 23 estados do Brasil, com perfis sociais distintos, das classes A a E.
       Na fase qualitativa, foram entrevistados jovens das classes A, B e C que residem nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. [...]
Marcos Bomfim (disponível em http://exame.abril.com.br/)
Marque a alternativa CORRETA, segundo o texto.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IBC Órgão: IPMO - SP Prova: IBC - 2017 - IPMO - SP - Contador |
Q2015189 Português
"PASSA LOGO, ELE TEM O DIA INTEIRO LIVRE"

Sete horas da manhã, forma-se uma pequena fila na padaria, a mais movimentada do bairro. O proprietário, que está no caixa, gesticula para que o freguês se antecipe ao que ele reage: Aquele senhor chegou primeiro. Que nada, ele é aposentado. Pois é; a preferência é dele. É aposentado, não faz nada, pode esperar. Mas é direito dele. É velho, nem escuta direito. Passa logo sua compra aqui. A padaria está repleta. Muitos estão sentados nas banquetas ao redor do balcão, outros ocupam as mesas, a maioria mastigando ávida e apressadamente seus lanches, quase todos acompanhados de café preto ou com leite. Um ou outro se serve de suco de caixinha ou garrafa, iludidos de que ingerem uma bebida pura e saudável. Conservantes, estabilizantes e outras substâncias aditivadas nem são do conhecimento da clientela. O homem de aparentemente quarenta anos quer que o senhor mais velho passe na frente, não apenas porque é um direito que ele tem, mas também porque tem respeito pelas pessoas com maior vivência. Mas o proprietário, falastrão e inconveniente, insiste para que se apresse: Passa logo, ele tem o dia inteiro livre. O freguês não se sente nem um pouco motivado a seguir a determinação do homem atrás do balcão. Primeiro porque é contra seus princípios desobedecer às leis. E é lei a preferência que os idosos têm em relação ao atendimento. Segundo porque não tem pressa de ser atendido, já que tem ainda boa disponibilidade de tempo para levar os pães que está comprando até seu apartamento, onde a esposa está preparando o café para tomarem juntos. E terceiro porque não suporta arrogância, ainda mais agravada com desprezo a qualquer pessoa, mas em especial, idosos. Para que todos ao redor ouçam, diz: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas. Enquanto a maioria dos clientes aprova a afirmação, apesar de não se manifestar, o aposentado se dirige ao caixa, paga sua compra e sai, sem nem saber o que se passou naquela padaria.

Jair Humberto Rosa Jornal de Caruaru disponível em: http://www.jornaldecaruaru.com.br/2017/05/cronicado-dia-aposentado-por-jair-humberto-rosa acesso em julho de 2017 
Em qual trecho do texto é possível perceber no texto, que o freguês faz uma leitura do ambiente com um conhecimento superior sobre os demais frequentadores da padaria:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IBC Órgão: IPMO - SP Prova: IBC - 2017 - IPMO - SP - Contador |
Q2015188 Português
"PASSA LOGO, ELE TEM O DIA INTEIRO LIVRE"

Sete horas da manhã, forma-se uma pequena fila na padaria, a mais movimentada do bairro. O proprietário, que está no caixa, gesticula para que o freguês se antecipe ao que ele reage: Aquele senhor chegou primeiro. Que nada, ele é aposentado. Pois é; a preferência é dele. É aposentado, não faz nada, pode esperar. Mas é direito dele. É velho, nem escuta direito. Passa logo sua compra aqui. A padaria está repleta. Muitos estão sentados nas banquetas ao redor do balcão, outros ocupam as mesas, a maioria mastigando ávida e apressadamente seus lanches, quase todos acompanhados de café preto ou com leite. Um ou outro se serve de suco de caixinha ou garrafa, iludidos de que ingerem uma bebida pura e saudável. Conservantes, estabilizantes e outras substâncias aditivadas nem são do conhecimento da clientela. O homem de aparentemente quarenta anos quer que o senhor mais velho passe na frente, não apenas porque é um direito que ele tem, mas também porque tem respeito pelas pessoas com maior vivência. Mas o proprietário, falastrão e inconveniente, insiste para que se apresse: Passa logo, ele tem o dia inteiro livre. O freguês não se sente nem um pouco motivado a seguir a determinação do homem atrás do balcão. Primeiro porque é contra seus princípios desobedecer às leis. E é lei a preferência que os idosos têm em relação ao atendimento. Segundo porque não tem pressa de ser atendido, já que tem ainda boa disponibilidade de tempo para levar os pães que está comprando até seu apartamento, onde a esposa está preparando o café para tomarem juntos. E terceiro porque não suporta arrogância, ainda mais agravada com desprezo a qualquer pessoa, mas em especial, idosos. Para que todos ao redor ouçam, diz: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas. Enquanto a maioria dos clientes aprova a afirmação, apesar de não se manifestar, o aposentado se dirige ao caixa, paga sua compra e sai, sem nem saber o que se passou naquela padaria.

Jair Humberto Rosa Jornal de Caruaru disponível em: http://www.jornaldecaruaru.com.br/2017/05/cronicado-dia-aposentado-por-jair-humberto-rosa acesso em julho de 2017 
Quando o freguês menciona a expressão: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas.
Mostra que:
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Ano: 2017 Banca: IBC Órgão: IPMO - SP Prova: IBC - 2017 - IPMO - SP - Contador |
Q2015187 Português
"PASSA LOGO, ELE TEM O DIA INTEIRO LIVRE"

Sete horas da manhã, forma-se uma pequena fila na padaria, a mais movimentada do bairro. O proprietário, que está no caixa, gesticula para que o freguês se antecipe ao que ele reage: Aquele senhor chegou primeiro. Que nada, ele é aposentado. Pois é; a preferência é dele. É aposentado, não faz nada, pode esperar. Mas é direito dele. É velho, nem escuta direito. Passa logo sua compra aqui. A padaria está repleta. Muitos estão sentados nas banquetas ao redor do balcão, outros ocupam as mesas, a maioria mastigando ávida e apressadamente seus lanches, quase todos acompanhados de café preto ou com leite. Um ou outro se serve de suco de caixinha ou garrafa, iludidos de que ingerem uma bebida pura e saudável. Conservantes, estabilizantes e outras substâncias aditivadas nem são do conhecimento da clientela. O homem de aparentemente quarenta anos quer que o senhor mais velho passe na frente, não apenas porque é um direito que ele tem, mas também porque tem respeito pelas pessoas com maior vivência. Mas o proprietário, falastrão e inconveniente, insiste para que se apresse: Passa logo, ele tem o dia inteiro livre. O freguês não se sente nem um pouco motivado a seguir a determinação do homem atrás do balcão. Primeiro porque é contra seus princípios desobedecer às leis. E é lei a preferência que os idosos têm em relação ao atendimento. Segundo porque não tem pressa de ser atendido, já que tem ainda boa disponibilidade de tempo para levar os pães que está comprando até seu apartamento, onde a esposa está preparando o café para tomarem juntos. E terceiro porque não suporta arrogância, ainda mais agravada com desprezo a qualquer pessoa, mas em especial, idosos. Para que todos ao redor ouçam, diz: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas. Enquanto a maioria dos clientes aprova a afirmação, apesar de não se manifestar, o aposentado se dirige ao caixa, paga sua compra e sai, sem nem saber o que se passou naquela padaria.

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É correto afirmar de acordo com o texto:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IBC Órgão: IPMO - SP Prova: IBC - 2017 - IPMO - SP - Contador |
Q2015186 Português
"PASSA LOGO, ELE TEM O DIA INTEIRO LIVRE"

Sete horas da manhã, forma-se uma pequena fila na padaria, a mais movimentada do bairro. O proprietário, que está no caixa, gesticula para que o freguês se antecipe ao que ele reage: Aquele senhor chegou primeiro. Que nada, ele é aposentado. Pois é; a preferência é dele. É aposentado, não faz nada, pode esperar. Mas é direito dele. É velho, nem escuta direito. Passa logo sua compra aqui. A padaria está repleta. Muitos estão sentados nas banquetas ao redor do balcão, outros ocupam as mesas, a maioria mastigando ávida e apressadamente seus lanches, quase todos acompanhados de café preto ou com leite. Um ou outro se serve de suco de caixinha ou garrafa, iludidos de que ingerem uma bebida pura e saudável. Conservantes, estabilizantes e outras substâncias aditivadas nem são do conhecimento da clientela. O homem de aparentemente quarenta anos quer que o senhor mais velho passe na frente, não apenas porque é um direito que ele tem, mas também porque tem respeito pelas pessoas com maior vivência. Mas o proprietário, falastrão e inconveniente, insiste para que se apresse: Passa logo, ele tem o dia inteiro livre. O freguês não se sente nem um pouco motivado a seguir a determinação do homem atrás do balcão. Primeiro porque é contra seus princípios desobedecer às leis. E é lei a preferência que os idosos têm em relação ao atendimento. Segundo porque não tem pressa de ser atendido, já que tem ainda boa disponibilidade de tempo para levar os pães que está comprando até seu apartamento, onde a esposa está preparando o café para tomarem juntos. E terceiro porque não suporta arrogância, ainda mais agravada com desprezo a qualquer pessoa, mas em especial, idosos. Para que todos ao redor ouçam, diz: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas. Enquanto a maioria dos clientes aprova a afirmação, apesar de não se manifestar, o aposentado se dirige ao caixa, paga sua compra e sai, sem nem saber o que se passou naquela padaria.

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Analise as afirmativas abaixo e assinale a opção incorreta de acordo com o texto:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IBC Órgão: IPMO - SP Prova: IBC - 2017 - IPMO - SP - Contador |
Q2015185 Português
"PASSA LOGO, ELE TEM O DIA INTEIRO LIVRE"

Sete horas da manhã, forma-se uma pequena fila na padaria, a mais movimentada do bairro. O proprietário, que está no caixa, gesticula para que o freguês se antecipe ao que ele reage: Aquele senhor chegou primeiro. Que nada, ele é aposentado. Pois é; a preferência é dele. É aposentado, não faz nada, pode esperar. Mas é direito dele. É velho, nem escuta direito. Passa logo sua compra aqui. A padaria está repleta. Muitos estão sentados nas banquetas ao redor do balcão, outros ocupam as mesas, a maioria mastigando ávida e apressadamente seus lanches, quase todos acompanhados de café preto ou com leite. Um ou outro se serve de suco de caixinha ou garrafa, iludidos de que ingerem uma bebida pura e saudável. Conservantes, estabilizantes e outras substâncias aditivadas nem são do conhecimento da clientela. O homem de aparentemente quarenta anos quer que o senhor mais velho passe na frente, não apenas porque é um direito que ele tem, mas também porque tem respeito pelas pessoas com maior vivência. Mas o proprietário, falastrão e inconveniente, insiste para que se apresse: Passa logo, ele tem o dia inteiro livre. O freguês não se sente nem um pouco motivado a seguir a determinação do homem atrás do balcão. Primeiro porque é contra seus princípios desobedecer às leis. E é lei a preferência que os idosos têm em relação ao atendimento. Segundo porque não tem pressa de ser atendido, já que tem ainda boa disponibilidade de tempo para levar os pães que está comprando até seu apartamento, onde a esposa está preparando o café para tomarem juntos. E terceiro porque não suporta arrogância, ainda mais agravada com desprezo a qualquer pessoa, mas em especial, idosos. Para que todos ao redor ouçam, diz: Tenho menos pressa do que ele, que tem direito de aproveitar o tempo disponível. Graças a pessoas como ele, que trabalharam antes de nós, é que muitas coisas tornam nossas vidas mais práticas. Enquanto a maioria dos clientes aprova a afirmação, apesar de não se manifestar, o aposentado se dirige ao caixa, paga sua compra e sai, sem nem saber o que se passou naquela padaria.

Jair Humberto Rosa Jornal de Caruaru disponível em: http://www.jornaldecaruaru.com.br/2017/05/cronicado-dia-aposentado-por-jair-humberto-rosa acesso em julho de 2017 
Na leitura do texto, é possível concluir que:
Alternativas
Q2011650 Português
O preço da magreza

       Carolina tem 10 anos e um sonho: perder a gordura da barriga que só ela consegue ver. Sua mãe, Paula, de 37 anos, tenta emagrecer desde os 14 e nunca atingiu o peso desejado, apesar dos esforços que envolvem dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos.

       Como Carolina, 77% das jovens de 10 a 24 anos entrevistadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia e bulimia. Entre essas garotas, 39% estavam acima do peso e 46% acreditavam que mulheres magras são mais felizes.

       Os distúrbios alimentares são problemas extremamente graves. A taxa de mortalidade da anorexia, por exemplo, é de 15% a 20%. Cerca de 90% dos pacientes são do sexo feminino.

       A mulher que deseja perder peso quase nunca o faz por motivos de saúde. O que as move é a promessa de uma vida melhor. Poder vestir a roupa que quiser, arrumar um namorado, ser aceita e invejada pelas amigas, não ter que esconder o corpo na praia. A felicidade, portanto.

        Mas por que tantas meninas e mulheres adultas acreditam que elas serão mais felizes se forem magras?

     Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para compreender a pressão sob a qual as mulheres vivem. Nos anúncios, mulheres lindas vestem roupas maravilhosas que não serviriam na maioria das brasileiras. Nas novelas e programas de TV, as mulheres fortes, bem-sucedidas e realizadas têm algo em comum: são magras.
    
    As meninas crescem vendo as mães dando a vida para se encaixar em um padrão de beleza totalmente distante da realidade, travando uma luta inglória que quase sempre resulta em frustração.

     Quando estão acima do peso, elas sofrem preconceito na escola e se esforçam para conseguir ser aceitas. Aprendem, desde muito novas, que o mais importante é ter um corpo dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.
    
     Mas, como sabemos, não é nada fácil tentar adequar-se a um padrão de beleza que não é o seu. E muitas mulheres pagam com a própria saúde para chegar ao corpo supostamente perfeito.
            
     Nossas meninas estão crescendo insatisfeitas e se transformando em mulheres infelizes porque atribuem a felicidade a um padrão inatingível para a maioria. Essa busca mal/sucedida afeta a autoestima e gera insegurança em várias áreas. Sem se darem conta, elas renunciam à própria liberdade.
    
   Enquanto não aceitarmos e respeitarmos as diferenças físicas e de comportamento viveremos frustradas, esperando a felicidade que nunca vem.
(Mariana Fusco Varella. Editora do site www.drauziovarella.com.br e do blog Chorumelas. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/paraas-mulheres/o-preco-da-magreza/. Publicado em: 05/11/2014. Acesso em: 09/11/2016. Adaptado.)
Segundo o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2011649 Português
O preço da magreza

       Carolina tem 10 anos e um sonho: perder a gordura da barriga que só ela consegue ver. Sua mãe, Paula, de 37 anos, tenta emagrecer desde os 14 e nunca atingiu o peso desejado, apesar dos esforços que envolvem dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos.

       Como Carolina, 77% das jovens de 10 a 24 anos entrevistadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia e bulimia. Entre essas garotas, 39% estavam acima do peso e 46% acreditavam que mulheres magras são mais felizes.

       Os distúrbios alimentares são problemas extremamente graves. A taxa de mortalidade da anorexia, por exemplo, é de 15% a 20%. Cerca de 90% dos pacientes são do sexo feminino.

       A mulher que deseja perder peso quase nunca o faz por motivos de saúde. O que as move é a promessa de uma vida melhor. Poder vestir a roupa que quiser, arrumar um namorado, ser aceita e invejada pelas amigas, não ter que esconder o corpo na praia. A felicidade, portanto.

        Mas por que tantas meninas e mulheres adultas acreditam que elas serão mais felizes se forem magras?

     Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para compreender a pressão sob a qual as mulheres vivem. Nos anúncios, mulheres lindas vestem roupas maravilhosas que não serviriam na maioria das brasileiras. Nas novelas e programas de TV, as mulheres fortes, bem-sucedidas e realizadas têm algo em comum: são magras.
    
    As meninas crescem vendo as mães dando a vida para se encaixar em um padrão de beleza totalmente distante da realidade, travando uma luta inglória que quase sempre resulta em frustração.

     Quando estão acima do peso, elas sofrem preconceito na escola e se esforçam para conseguir ser aceitas. Aprendem, desde muito novas, que o mais importante é ter um corpo dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.
    
     Mas, como sabemos, não é nada fácil tentar adequar-se a um padrão de beleza que não é o seu. E muitas mulheres pagam com a própria saúde para chegar ao corpo supostamente perfeito.
            
     Nossas meninas estão crescendo insatisfeitas e se transformando em mulheres infelizes porque atribuem a felicidade a um padrão inatingível para a maioria. Essa busca mal/sucedida afeta a autoestima e gera insegurança em várias áreas. Sem se darem conta, elas renunciam à própria liberdade.
    
   Enquanto não aceitarmos e respeitarmos as diferenças físicas e de comportamento viveremos frustradas, esperando a felicidade que nunca vem.
(Mariana Fusco Varella. Editora do site www.drauziovarella.com.br e do blog Chorumelas. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/paraas-mulheres/o-preco-da-magreza/. Publicado em: 05/11/2014. Acesso em: 09/11/2016. Adaptado.)
Podemos concluir que o texto tem como objetivo
Alternativas
Q2011648 Português
O preço da magreza

       Carolina tem 10 anos e um sonho: perder a gordura da barriga que só ela consegue ver. Sua mãe, Paula, de 37 anos, tenta emagrecer desde os 14 e nunca atingiu o peso desejado, apesar dos esforços que envolvem dieta, exercícios físicos e tratamentos estéticos.

       Como Carolina, 77% das jovens de 10 a 24 anos entrevistadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo têm propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar, como anorexia e bulimia. Entre essas garotas, 39% estavam acima do peso e 46% acreditavam que mulheres magras são mais felizes.

       Os distúrbios alimentares são problemas extremamente graves. A taxa de mortalidade da anorexia, por exemplo, é de 15% a 20%. Cerca de 90% dos pacientes são do sexo feminino.

       A mulher que deseja perder peso quase nunca o faz por motivos de saúde. O que as move é a promessa de uma vida melhor. Poder vestir a roupa que quiser, arrumar um namorado, ser aceita e invejada pelas amigas, não ter que esconder o corpo na praia. A felicidade, portanto.

        Mas por que tantas meninas e mulheres adultas acreditam que elas serão mais felizes se forem magras?

     Basta abrir uma revista ou ligar a televisão para compreender a pressão sob a qual as mulheres vivem. Nos anúncios, mulheres lindas vestem roupas maravilhosas que não serviriam na maioria das brasileiras. Nas novelas e programas de TV, as mulheres fortes, bem-sucedidas e realizadas têm algo em comum: são magras.
    
    As meninas crescem vendo as mães dando a vida para se encaixar em um padrão de beleza totalmente distante da realidade, travando uma luta inglória que quase sempre resulta em frustração.

     Quando estão acima do peso, elas sofrem preconceito na escola e se esforçam para conseguir ser aceitas. Aprendem, desde muito novas, que o mais importante é ter um corpo dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Mais do que tudo, aprendem a menosprezar as diferenças.
    
     Mas, como sabemos, não é nada fácil tentar adequar-se a um padrão de beleza que não é o seu. E muitas mulheres pagam com a própria saúde para chegar ao corpo supostamente perfeito.
            
     Nossas meninas estão crescendo insatisfeitas e se transformando em mulheres infelizes porque atribuem a felicidade a um padrão inatingível para a maioria. Essa busca mal/sucedida afeta a autoestima e gera insegurança em várias áreas. Sem se darem conta, elas renunciam à própria liberdade.
    
   Enquanto não aceitarmos e respeitarmos as diferenças físicas e de comportamento viveremos frustradas, esperando a felicidade que nunca vem.
(Mariana Fusco Varella. Editora do site www.drauziovarella.com.br e do blog Chorumelas. Disponível em: https://drauziovarella.com.br/paraas-mulheres/o-preco-da-magreza/. Publicado em: 05/11/2014. Acesso em: 09/11/2016. Adaptado.)
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2003584 Português

Texto 3

A ética ajuda a ser mais competitivo

Sílvio Guerra

    A promoção de assuntos ligados à ética, as manchetes de jornais e a volumosa literatura especializada que tem surgido ultimamente sobre o tema não significam apenas que esteja havendo uma recomposição de padrões de conduta mais elevados na sociedade. Mostram também que, dentro do capitalismo brasileiro, estamos caminhando em direção a uma nova forma de trabalho. Nela, a ética se insere como elemento de relevante interesse empresarial e fator de competitividade, por atribuir ao processo de decisões gerenciais maior confiabilidade e consistência. Trata-se de um movimento importante, principalmente, porque a atividade econômica vem agregando de maneira acelerada a administração dos chamados bens intangíveis, em que conhecimentos, talentos, sistemas, processos, informações, marcas e canais de distribuição significam mais que prédios, terrenos, equipamentos, veículos e materiais.

    O capitalismo tem o seu próprio sistema de valores: inclui a honestidade, a veracidade a disposição de honrar compromissos, de cumprir contratos. Quanto mais ele se desenvolve, mais esses valores se pronunciam. No caso brasileiro, portanto, a evolução do ambiente de negócios tende a favorecer as corporações mais íntegras. “A ética incorpora elementos vitais para a eficiência”, diz o economista Eduardo Gianetti da Fonseca. “Entre eles estão a motivação, a pontualidade, a assiduidade, a lealdade, o espírito de equipe, a confiabilidade, o empenho – ou seja, o que não pode ser simplesmente comprado por dinheiro”. Tais valores intangíveis, segundo Fonseca, dependem fundamentalmente dos atributos morais da organização. Podemos acrescentar que a ética passou a ser elemento de sucesso empresarial por motivos ligados a mudanças gerenciais, socioeconômicas, culturais e tecnológicas. [...]

    Uma das empresas de maior valorização nos Estados Unidos não é, como se poderia pensar, alguma imobiliária com muitos terrenos e prédios, mas a Microsoft, fabricante de software, que depende da confiança em cérebros para desenvolver seus produtos. Por falar nisso, quanto valeria a marca da Coca-Cola, outro bem intangível? Segure-se na cadeira: 36 bilhões de dólares. [...]

    Nos negócios, os relacionamentos duradouros entre clientes, fornecedores, parceiros e colegas de trabalho exigem padrões éticos aplicados às relações comerciais e dentro de cada organização. Na ciência, alguns dos maiores programas em um curso com vistas ao próximo século encontram-se em áreas eticamente explosivas, que são as pesquisas do cérebro, a biodiversidade e o genoma, ou seja, o mapeamento e sequenciamento dos genes do DNA humano. No sistema econômico de mercado, hoje, o grande fator de diferenciação é o talento, dada a disponibilidade de capital, informação, tecnologia e processos. E o talento, a serviço da produção, não pode estar dissociado da ética. Por fim, na questão da corrupção de governos, é a ética das instituições que obriga ao cumprimento da lei, evitando, ou pelo menos diminuindo, os roubos e desvios de recursos.

   Com tal pano de fundo, é desejável que as empresas procurem valorizar o elemento humano. Se do funcionário se espera um comprometimento ético com o futuro da organização, é justo que delas se aguarde uma atitude correspondente em relação ao funcionário. Vantagens como horário flexível, a participação nos lucros e a remuneração vinculada ao desempenho deveriam, assim, tornar-se mais e mais comuns. Somente desse modo se poderia pensar em criar uma família entre a empresa e seus funcionários, com consequente aumento da dedicação ao trabalho. Seria o caso de se elaborar um código de ética próprio, a ser mostrado previamente a aprovação dos candidatos a cargos na organização para saber se eles concordam ou não com seus termos. Desde que estejam de acordo, a partir de então, os funcionários saberão o que esperar da empresa, e esta deles, num processo mais transparente de confiança e abertura. Será um novo tempo que, esperamos, não tardará a chegar.

GUERRA, Sílvio. A ética ajuda a ser mais competitivo. Exame, São Paulo, ano 26, n. 22, p. 36, 26 out. 1994. Adaptado.

Nota-se, neste artigo, o uso de estratégias de persuasão do leitor, que foram indicadas após cada excerto:
I. “Podemos acrescentar que a ética passou a ser elemento de sucesso empresarial...” ➔ Uso da primeira pessoa do plural, que inclui o leitor e cria sentimento de adesão.
II. “Segure-se na cadeira: 36 bilhões de dólares.” ➔ Interlocução direta com o leitor, em tom informal.
III. “Por falar nisso, quanto valeria a marca da Coca-Cola, outro bem intangível?” ➔ Interpelação direta ao leitor, com pergunta que o insere na discussão.
IV. “Uma das empresas de maior valorização nos Estados Unidos não é, como se poderia pensar, alguma imobiliária com muitos terrenos e prédios, mas a Microsoft...” ➔ Uso de exemplos para clarear o ponto de vista defendido.
Verifica-se que estão CORRETAS as correlações feitas em:
Alternativas
Q2003579 Português

Texto 2


Princípios da Ética Médica


   Ética é o conjunto de valores morais e conhecimentos racionais, a respeito do comportamento humano, princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Já a Moral, estabelece regras, e cada pessoa tem o dever de assumi-las para viver bem consigo mesmo e com os outros. O próprio nome distingue as duas, Ética vem do grego “ethos”, que significa modo de ser, e Moral vem do latim “mores”, significando costumes.

    A moral já existe há muito mais tempo, pois todos possuem a consciência Moral que leva a distinguir o bem do mal no contexto que vivemos. A Ética investiga e explica normas morais, pois nos leva a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas mais ainda por convicção e inteligência. 

   Ela faz uma reflexão filosófica sobre a moral, procura justificá-la e seu objetivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana. A ética e a moral são os maiores valores do homem que possui liberdade; elas se formam numa mesma realidade e ambas significam “respeitar e venerar a vida”.

    É necessário ter uma ética aplicada, que deve ser específica, dividida em ramos, para que determinadas situações sejam melhores analisadas, entrando o papel da ética em diversas profissões, que tem como um dos objetivos fazer as pessoas entenderem que suas ações possuem consequências não só para si, mas também para os outros e isso não pode ser encarado apenas de um ponto de vista.


N ã o -m a l e f i c ê n c i a :


O princípio da não maleficência estabelece que o médico deve qualificar-se para o atendimento e habilitar-se para a comunicação. [...] O médico deve tomar decisões que causem o menor dano ao seu paciente.


A u t o n o m i a


A autonomia é o direito que o paciente tem de emitir sua opinião, rejeitar ou aceitar o que o médico lhe propõe, podendo agir de forma livre, voluntária e esclarecida. Mas essa autonomia serve também para os médicos, pois possuem o direito de emitir sua opinião sobre o que o paciente lhe propõe, podendo rejeitar solicitações que sejam contrárias a sua consciência e ao seu conhecimento. O médico deve se resguardar de danos profissionais com os atos médicos sendo autorizados pelos pacientes.  


B e n e f i c ê n c i a


É praticar o bem para o outro; portanto, as ações profissionais da saúde devem ser de acordo com o melhor interesse do paciente. Ou seja, aumentar os benefícios e reduzir o prejuízo. O médico deve assegurar de que as técnicas aplicadas sejam sempre para o bem do paciente.


J u s t i ç a


A Justiça estabelece o princípio da equidade como condição essencial da Medicina, ou seja, disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um e atender os pacientes na maneira correta. A imparcialidade de nortear os atos médicos, impede que aspectos discriminatórios interfiram na relação entre médico e paciente. [...] 


S e g r e d o m é d i c o


O sigilo médico é uma das mais tradicionais características da profissão médica. É um segredo profissional, que pertence ao paciente e o médico é quem o guarda. A única possibilidade de revelá-lo é com a autorização expressa do paciente e situações de dever legal e justa causa. Se o segredo for revelado fora dessas possibilidades, é considerado antiético e até crime.


Disponível em: http://etica-medica.info/principios-da-etica-medica.html. Acesso em: 03 out. 2017. 

Atente para o fragmento:
S e g r e d o    m é d i c o
O sigilo médico é uma das mais tradicionais características da profissão médica. É um segredo profissional, que pertence ao paciente e o médico é quem o guarda. A única possibilidade de revelá-lo é com a autorização expressa do paciente e situações de dever legal e justa causa. Se o segredo for revelado fora dessas possibilidades, é considerado antiético e até crime.
Assinale a afirmativa INCORRETA sobre ele:
Alternativas
Q2003578 Português

Texto 2


Princípios da Ética Médica


   Ética é o conjunto de valores morais e conhecimentos racionais, a respeito do comportamento humano, princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Já a Moral, estabelece regras, e cada pessoa tem o dever de assumi-las para viver bem consigo mesmo e com os outros. O próprio nome distingue as duas, Ética vem do grego “ethos”, que significa modo de ser, e Moral vem do latim “mores”, significando costumes.

    A moral já existe há muito mais tempo, pois todos possuem a consciência Moral que leva a distinguir o bem do mal no contexto que vivemos. A Ética investiga e explica normas morais, pois nos leva a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas mais ainda por convicção e inteligência. 

   Ela faz uma reflexão filosófica sobre a moral, procura justificá-la e seu objetivo é guiar e orientar racionalmente a vida humana. A ética e a moral são os maiores valores do homem que possui liberdade; elas se formam numa mesma realidade e ambas significam “respeitar e venerar a vida”.

    É necessário ter uma ética aplicada, que deve ser específica, dividida em ramos, para que determinadas situações sejam melhores analisadas, entrando o papel da ética em diversas profissões, que tem como um dos objetivos fazer as pessoas entenderem que suas ações possuem consequências não só para si, mas também para os outros e isso não pode ser encarado apenas de um ponto de vista.


N ã o -m a l e f i c ê n c i a :


O princípio da não maleficência estabelece que o médico deve qualificar-se para o atendimento e habilitar-se para a comunicação. [...] O médico deve tomar decisões que causem o menor dano ao seu paciente.


A u t o n o m i a


A autonomia é o direito que o paciente tem de emitir sua opinião, rejeitar ou aceitar o que o médico lhe propõe, podendo agir de forma livre, voluntária e esclarecida. Mas essa autonomia serve também para os médicos, pois possuem o direito de emitir sua opinião sobre o que o paciente lhe propõe, podendo rejeitar solicitações que sejam contrárias a sua consciência e ao seu conhecimento. O médico deve se resguardar de danos profissionais com os atos médicos sendo autorizados pelos pacientes.  


B e n e f i c ê n c i a


É praticar o bem para o outro; portanto, as ações profissionais da saúde devem ser de acordo com o melhor interesse do paciente. Ou seja, aumentar os benefícios e reduzir o prejuízo. O médico deve assegurar de que as técnicas aplicadas sejam sempre para o bem do paciente.


J u s t i ç a


A Justiça estabelece o princípio da equidade como condição essencial da Medicina, ou seja, disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um e atender os pacientes na maneira correta. A imparcialidade de nortear os atos médicos, impede que aspectos discriminatórios interfiram na relação entre médico e paciente. [...] 


S e g r e d o m é d i c o


O sigilo médico é uma das mais tradicionais características da profissão médica. É um segredo profissional, que pertence ao paciente e o médico é quem o guarda. A única possibilidade de revelá-lo é com a autorização expressa do paciente e situações de dever legal e justa causa. Se o segredo for revelado fora dessas possibilidades, é considerado antiético e até crime.


Disponível em: http://etica-medica.info/principios-da-etica-medica.html. Acesso em: 03 out. 2017. 

Atente para as afirmações a seguir, relativas ao texto 2:
I. Ética pressupõe simultaneamente conhecimento de si e senso de alteridade, pois subsume um conjunto de valores e saberes de uma coletividade.
II. A Moral assenta-se no âmbito individual, posto que se apresentam ao cidadão situações em que há facultatividade em suas escolhas, desde que haja assunção das consequências.
III. A consciência moral leva o indivíduo a introjetar e a discernir o que é correto ou incorreto, num dado contexto sociocultural em que vive.
Estão CORRETAS as asserções presentes em:
Alternativas
Q2003575 Português

Atente para o fragmento (1º parágrafo): 

O título "agressivo" é proposital. As intenções são duas: provocar os que dizem que só se pode compreender um texto - ou mesmo uma palavra - escrito "corretamente"; se algum desses sábios consegue ler "as placas" em "as praca" - os melhores sintomas são o riso de superioridade ou a correção que fará - sua tese será desmentida no ato. Também quero verificar se, de fato, alguém não consegue ler este título (eventualmente, tentará descobrir alguma ironia ou, ao menos, uma alusão ou sugestão, que o texto esclarecerá). Assim, eu poderia gritar "ignorante!", se alguém não consegue mesmo entender o sentido do título.


Sobre ele, são afirmativas corretas, EXCETO: 

Alternativas
Q2003570 Português

Atente para o fragmento a seguir para responder a questão.


“Escolhendo bem, pode-se reprovar qualquer profissional da escrita em ditados de 30 palavras. A prova confunde grafia com escrita e escrita de palavras soltas com domínio de língua escrita.[...]

O mais interessante foi ouvir a declaração da responsável (chefe de pessoal?) de uma empresa: "Tem uma vaga que a gente tá com ela aberta há mais de quatro meses". Com base em qualquer critério análogo ao do ditado, ela seria demitida. Ou nunca teria sido contratada. O que, provavelmente, teria sido um erro da empresa.”

O ditado popular que MELHOR se aplica à situação de seleção mencionada pelo autor em sua argumentação seria: 
Alternativas
Q2003569 Português
Coloque V (verdadeiro) ou F (falso) diante das assertivas abaixo, com base na argumentação trazida pelo artigo de opinião lido:
( ) Nota-se, no Brasil, uma crônica desigualdade socioeconômica que implica a certos estratos da população a falta de acesso a bens culturais e a uma educação de qualidade.
( ) Para tratar de tema polêmico, que envolve uma série de (pre)conceitos, Possenti adota uma postura formal, distante, a fim de imprimir maior objetividade a sua argumentação.
( ) A sensibilidade em relação às diferenças multiétnicas e multiculturais do país se revela na postura com que os cidadãos e profissionais lidam com os próprios erros e os alheios.
( ) A estigmatização de determinadas formas de fala (“peleumonia”, “rao X”, “adevogado” etc.) ou de escrita (como nas placas aludidas) desviantes do padrão pode revelar uma extensão da avaliação negativa que faz um enunciador em relação à própria pessoa que as produz.
A ordem CORRETA, de cima para baixo, encontra-se na opção:
Alternativas
Q2003568 Português

Texto I 


“AS PRACA”

Sírio Possenti

   O título "agressivo" é proposital. As intenções são duas: provocar os que dizem que só se pode compreender um texto - ou mesmo uma palavra - escrito "corretamente"; se algum desses sábios consegue ler "as placas" em "as praca" - os melhores sintomas são o riso de superioridade ou a correção que fará - sua tese será desmentida no ato. Também quero verificar se, de fato, alguém não consegue ler este título (eventualmente, tentará descobrir alguma ironia ou, ao menos, uma alusão ou sugestão, que o texto esclarecerá). Assim, eu poderia gritar "ignorante!", se alguém não consegue mesmo entender o sentido do título.

   Deveria ser claro que "as praca" é outra maneira de dizer (ou de transcrever) "as placas". Uma maneira marcada socialmente, claro. As diferenças são duas variantes regulares (importante!), cujos percentuais de ocorrência podem ser medidos em uma pesquisa, se o cidadão tiver interesse e fundos e tempo e competência: uma é o apagamento do "s" no final do sintagma, como em as casa, as vaca, os cara, os penetra, as carne; insisto: o "s" só cai no final do sintagma; outra é o famoso rotacismo, r no lugar do l, na posição interna da sílaba (como em framengo, frecha e frauta) - também ocorre no final, como em carça, varsa etc.

   Claro que o leitor pode achar que o texto queria se chamar as praças, e que faltaram um s e uma cedilha. Ainda assim, são duas diferenças. Quem descobre duas pode descobrir outras tantas. Mas quero mesmo falar de placas. Ultimamente, elas se tornaram objeto de coleção e de diversão. Pessoas fotografam placas Brasil afora, montam Power Points e os remetem a seus amigos, que os reenviam a seus outros amigos etc. Assim, fica-se sabendo que, em algum lugar do Brasil, alguém tem uma churrascaria e anuncia, com alguma pretensão à modernidade, barbie kill. Um pequeno comerciante de beira de estrada anuncia que vende inelgético, alguém avisa que adiante há um desvil etc. Vê-se de quase tudo em sítios como placas do meu Brasil e similares.

  Trata-se de escrita popular. São escritas de pessoas pouco letradas. No caso, pequenos anúncios ou avisos. Em muitos casos, há erros, dos quais muitos riem. Um riso de deboche, em geral, um riso meio grosso, meio besta, o mais reles que a humanidade consegue produzir. Prazer que deriva de achar que "não sou como eles". Não estou pedindo que se pare de rir (não sei se alguém precisa de proteção). Estou sugerindo que o riso pode ser mais sofisticado. Basta entender de que tipo de erro se trata. Quem quer escrever "desvio" e escreve desvil está diante de uma palavra de cinco letras, das quais erra uma, só uma. Poderia ter escrito disvil, errando duas, ou desviu ou disviu, errando de maneiras diferentes. Crianças poderiam escrever tisviu ou tisfiu e variantes (ver, de novo, o famoso texto de Mattoso Câmara sobre erros de escolares, e a sofisticada explicação para a troca entre surdas e sonoras, que ele reclassifica).

    Seria bom, se queremos conhecer o português pelos indícios que os erros de escrita oferecem, dar-nos conta de que a pronúncia de vil e de viu é exatamente a mesma para a maioria dos brasileiros, e que a mesma pronúncia se repete em vio, se esta for a sílaba final de uma palavra. O riso deixaria de ser uma gargalhada, talvez até se transformasse em sorriso de admiração. É que, se, obviamente, há um erro, já que a grafia obedece a decretos ou portarias, há uma sutil análise, revelando um talento de observador, embora equivocado no detalhe.

    Para escrever barbecue, palavra estrangeira que deveria conferir algum charme extra à lanchonete ou churrascaria, o autor da placa busca conhecimentos da cultura americana que circulam por aí: quem não conhece a Barbie? A escrita da primeira parte da palavra (que, para ele, é uma) deve ser a mesma (ele é um bom observador!). Para o restante da sequência, cue, que soa como kil ou kiu, uma boa solução de escrita lhe pareceu ser kill, palavra que talvez conheça de algum filme americano. Errado, mas engenhoso!

   Em inelgético, ocorre erro na grafia da primeira vogal, uma hipercorreção: muitos EEs são pronunciados como IIs, e, por isso, são grafados com i; o l da segunda silaba é uma óbvia hipercorreção, como em solvete. Sendo os RRs estigmatizados, tende-se a eliminá-los, substituindo-os pela letra que parece correta (como no caso Gleisi, comentado há duas semanas).

   Essas "praca" são verdadeira mina para pesquisadores. Quem só vê nelas o fim do mundo (e da língua) é muito besta.


Ditado

   O JN (27/06) informou que candidatos a emprego se ferram em provas de português. Mostrou um exemplo de prova: um ditado com 30 palavras - relativamente incomuns ou "bem" escolhidas, coisas como "obsessiva, exequível" etc., boas para errar. Não havia nenhuma do tipo "comida, nada, batata, cheiro, rancho" ou mesmo "almoxarifado, caixa, faturamento, faxina". Tarados!

   Escolhendo bem, pode-se reprovar qualquer profissional da escrita em ditados de 30 palavras. A prova confunde grafia com escrita e escrita de palavras soltas com domínio de língua escrita. Sem querer defender os candidatos reprovados, preciso dizer que a prova é estúpida.

   O mais interessante foi ouvir a declaração da responsável (chefe de pessoal?) de uma empresa: "Tem uma vaga que a gente tá com ela aberta há mais de quatro meses". Com base em qualquer critério análogo ao do ditado, ela seria demitida. Ou nunca teria sido contratada. O que, provavelmente, teria sido um erro da empresa.

(QUINTA, 30 DE JUNHO DE 2011. Disponível em: terramagazine.terra.com.br/ultimas/0,,EI8425-SUM,00.html. Acesso em: 15/11/11) 

São afirmações que encontram respaldo na argumentação de Possenti, EXCETO:
Alternativas
Q2002972 Português
Leia a tirinha em que aparecem as personagens Honi e seus pais Helga e Hagar.
10.png (341×260)
(Dik Browne. Folha de S.Paulo, 21.07.2013)
A reação de Honi, no primeiro quadrinho, e a atitude de Helga e de Hagar, no segundo quadrinho, sinalizam, correta e respectivamente: 
Alternativas
Respostas
29461: C
29462: D
29463: C
29464: C
29465: B
29466: D
29467: E
29468: C
29469: E
29470: C
29471: D
29472: B
29473: D
29474: B
29475: D
29476: A
29477: A
29478: D
29479: A
29480: C