Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1222487 Português
Do Magnum .357 para Harvard
Roland Fryer morava com a avó quando alguns parentes foram presos e condenados por fabricar e distribuir crack. Viu o pai estuprar uma mulher e pagou a sua fiança quando ele foi preso. Aos 15 anos, vendia maconha e não saía de casa sem seu revólver Magnum .357. Dos seus dez parentes mais próximos, oito foram assassinados ou presos.
Por pouco não participou de um assalto no qual seus amigos foram presos. Assustou-se e decidiu mudar de vida. Entrou para a Universidade do Texas, formando-se, em economia, em dois anos e meio. Doutorou-se em três anos e meio na Universidade da Pensilvânia. Hoje é professor em Harvard. O homem é irrequieto e curioso. Com dois economistas da Universidade de Chicago, criou uma escola, para aplicar ideias novas que flutuam por aí.
B. Hart e T. Risley pesquisaram longamente como os bebês aprendem a falar. Amostra, pesquisa de campo, gravadores e tudo o mais. Grandes surpresas! Ao chegar aos três anos, uma criança de classe alta ouviu 30 milhões de palavras a mais do que uma pobre. Mais ainda, ouviu muitas palavras de encorajamento, enquanto a pobre ouviu mais frases curtas do tipo “cala a boca”, “não mexe nisso” ou “fica quieto”. E tem mais, as mães educadas perguntam e esperam respostas. As pobres, além de falar pouco com as crianças, apenas dão ordens, com pouca interação.
Como resultado, o desenvolvimento linguístico dos dois grupos se distancia. Isso afeta a inteligência e a capacidade de aprender na escola, já que as crianças dependem do número de palavras conhecidas e da competência para emendá-las, umas às outras. Como disse Wittgenstein, pensamos com palavras, e quem não as sabe usar corretamente não pode pensar bem. 
A professora Dana Suskind foi uma das precursoras dos implantes cocleares, na Universidade de Chicago. Essa cirurgia permite que certas crianças nascidas surdas passem a ouvir. Ao longo de seu trabalho, ela notou um fato surpreendente. As crianças submetidas ao procedimento logo ao nascer têm um desenvolvimento normal da fala. Em contraste, nas que somente recebem o implante após alguns anos de vida, a aquisição da fala é morosa ou nula. Ou seja, quem perdeu o bonde de uma interação linguística precoce estará prejudicado para o resto da vida escolar. Na idade de mais prodigioso desenvolvimento do cérebro é que se aprendem as palavras e seus usos.
O terceiro fato que chamou a atenção dos três economistas foram os estudos de James Heckman que mostram com números a importância do que hoje se chama de traços socioemocionais, tais como a autoconfiança, a persistência e a organização. Sem isso, nada feito.
Com esses achados em mãos, eles conseguiram um dinheirinho de uma fundação e criaram uma escola. Seu raciocínio foi simples: se esses são os eixos do sucesso, é preciso enfiá-los na escola.
Chama muita atenção no programa a estratégia de educar os pais para que passem mais tempo conversando com os filhos, desde muito jovens. Para que estimulem o diálogo. Para que turbinem sua autoestima e evitem dizer “não pode”. Para que promovam os bons traços do socioemocional. Em linha com experimentos prévios de Fryer, o programa deu prêmios em dinheiro aos pais para que cumprissem a terapia prescrita. Educadores costumam ter faniquitos diante dessa “mercantilização” da paternidade. Mas, na linha da Educação Baseada em Evidência, é experimentar para ver se dá certo. A conversa sobre filosofia fica para depois.
Deu certo? No todo, espetacularmente. O programa aumenta o rendimento escolar de forma muito significativa. Com custos baixos, consegue o mesmo que outros programas caríssimos. Mas deu também uma zebra. O programa melhora o aprendizado dos pobres hispânicos e brancos. Em contraste com Vila Sésamo , não melhora em nada o rendimento dos negros, embora Roland Fryer seja negro!
Lições? 1. Vivas para um país que consegue pescar talentos no fundo do tacho. 2. A educação evolui nas mãos de gente imaginativa e corajosa, que tenta novas soluções. 3. Mas e os negros? Pesquisa é assim. Acerta aqui, erra acolá. Deve-se consertar o programa, mas sempre com experimentos rigorosos, avançando passo a passo.
Artigo escrito por Cláudio de Moura Castro, publicado na revista Veja , edição 2468, ano 49 – número 10, de 09 de março de 2016.
Se considerarmos uma linha temporal imaginária separando o antes e o depois do que aconteceu na vida do personagem Fryer demarcando sua decisão de mudar de vida, ao ingressar na escolaridade, teremos um(a):
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Q1218126 Português
“César declarou que amava as traições, mas odiava os traidores”. (Plutarco)
A relação semântica entre as palavras sublinhadas só NÃO é repetida em:
Alternativas
Q1218119 Português
Observe a charge abaixo, publicada após um violento atentado terrorista em Nice, na França. A charge reproduz a bandeira da França com três faixas coloridas (azul, branca e vermelha).
Imagem associada para resolução da questão


A seguinte afirmativa sobre os elementos da charge é INADEQUADA:
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Q1216113 Português

Seu coração bate em sincronia com o do seu cachorro

Helô D’Angelo


      Dizer que “o cachorro é o melhor amigo do homem” não é novidade, mas não deixa de ser uma verdade boa de se repetir. Vários estudos já comprovaram que os cães sentem amor de verdade pelos seus donos, que eles diminuem a ansiedade de crianças e que, em vários lugares, eles são tratados como gente. Para somar a essa lista de benefícios: em um estudo recente, um grupo de cientistas australianos mostrou que, quando o cachorro e o dono estão juntos, os batimentos cardíacos dos dois entram em sincronia.

      O estudo foi assim: três cães foram separados de seus donos por algumas horas, enquanto os cientistas monitoravam os batimentos do coração dos bichos e das pessoas. Depois, os cachorros e seus respectivos humanos foram colocados novamente juntos (ainda com os monitores cardíacos). O resultado foi que em menos de um minuto depois do reencontro, os corações dos donos e de seus cachorros se acalmaram, as frequências cardíacas diminuíram e os batimentos começaram a se espelhar. O mais interessante é que os cientistas que conduziram o experimento também mediram os batimentos enquanto cada humano encontrava outro cão que não era o dele, e perceberam que, aí, os dois corações não entram em sincronia. Apesar de a frequência cardíaca diminuir nessa situação, os batimentos sincronizados dos corações do humano e do animal só parecem acontecer quando há uma ligação especial entre cachorro e dono.

      Um estudo como esse não é só adorável: ele é importante para encontrar novas formas de lidar com o stress. Estudos anteriores já mostraram que quem tem um cachorro é menos estressado, menos ansioso e tem uma imunidade muito melhor. Para os cães, a relação também é proveitosa: quando sentem o cheiro do dono, o cérebro deles ativa uma área associada ao prazer, o que combate doenças como depressão e ansiedade dos cãezinhos.

Texto adaptado de: http://super.abril.com.br/comportamento/seu-coracao-bate-em-sincronia-com-o-do-seu-cachorro. Acesso em 23 de maio de 2016.

De acordo com o texto “Seu coração bate em sincronia com o do seu cachorro”, os cachorros
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Q1215480 Português
TEXTO

PREFÁCIO DE O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

   Todos os moralistas estão de acordo com que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.
O remorso crônico é um tipo de remorso que:
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Q1215478 Português
TEXTO

PREFÁCIO DE O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

   Todos os moralistas estão de acordo com que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.
O tema deste texto é:
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Q1214925 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
A autora lamenta a decisão tomada pela Prefeitura ao citar:
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Q1214924 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
Segundo o texto, a Vila Autódromo:
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Q1214923 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
Paula Cesarino no artigo faz:
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Q1214884 Português
Leia o texto a seguir e respondas a questão:

"Acabou!"

O que as pessoas fazem para sobreviver emocionalmente em meio a tantas crises?
Uma empresária de 57 anos disse que está muito deprimida e até teve ataques de pânico em função da atual crise econômica e política.
"Procuro adotar a filosofia de viver um dia de cada vez. Meu mantra é: concedei-me a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".
Ela disse que seu maior sofrimento é não conseguir enxergar alguma saída para a crise. "Não gosto de tomar remédio para dormir ou para me acalmar. E, por isso, sofro demais com a minha insônia. Fiz muitos anos de análise, gastei uma fortuna com todos os tipos de terapia. Mas, na verdade, a única vez que um analista me ajudou foi quando eu estava em dúvida se voltava ou não para o meu exmarido. Levei uma folha com tudo anotado. Os prós: sentia falta das nossas conversas, tinha medo de ficar sozinha para sempre, estava com ciúmes da nova vida dele. Os contras: brigávamos o tempo todo, ele me irritava de propósito, só sabia me criticar e destruir minha autoestima".
O analista pegou a folha da sua mão e a rasgou em pedacinhos. Depois disse: "Acabou!". "Eu continuava insistindo em ruminar o passado: 'Onde foi que eu errei? Por que não deu certo? Será que eu estaria mais feliz se não tivesse me separado?' Não importava mais se minha decisão de separar tinha ou não sido certa: acabou! Não interessava se eu estava com medo de ficar sozinha para sempre ou com ciúmes dele: acabou! Foi a resposta que eu precisava para não me atormentar mais: acabou!".
Ela conclui: "Antes, quando tinha algum problema profissional ou pessoal, ficava paralisada. Falava com muitas pessoas, ouvia conselhos e opiniões contraditórias, ficava perdida e cada vez mais angustiada. Hoje, quando estou insegura com alguma questão, escrevo em uma página todos os prós e contras, analiso cada uma das possibilidades, tomo uma decisão e, depois, rasgo em pedacinhos o papel. Digo para mim mesma: Acabou! É uma verdadeira libertação dos meus medos, ansiedades e preocupações e, só assim, consigo dormir".
Por que temos tanta dificuldade para aceitar que, simplesmente, acabou?

Goldeberg, Mirian. Colunista da Folha de São Paulo, Março, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/03/175 2575-acabou.shtml .Acesso em 21/04/2016.
Ao pensar em voltar com o ex-marido, a autora elenca prós e contra. Entre os prós foi citado, EXCETO:
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Q1214883 Português
Leia o texto a seguir e respondas a questão:

"Acabou!"

O que as pessoas fazem para sobreviver emocionalmente em meio a tantas crises?
Uma empresária de 57 anos disse que está muito deprimida e até teve ataques de pânico em função da atual crise econômica e política.
"Procuro adotar a filosofia de viver um dia de cada vez. Meu mantra é: concedei-me a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".
Ela disse que seu maior sofrimento é não conseguir enxergar alguma saída para a crise. "Não gosto de tomar remédio para dormir ou para me acalmar. E, por isso, sofro demais com a minha insônia. Fiz muitos anos de análise, gastei uma fortuna com todos os tipos de terapia. Mas, na verdade, a única vez que um analista me ajudou foi quando eu estava em dúvida se voltava ou não para o meu exmarido. Levei uma folha com tudo anotado. Os prós: sentia falta das nossas conversas, tinha medo de ficar sozinha para sempre, estava com ciúmes da nova vida dele. Os contras: brigávamos o tempo todo, ele me irritava de propósito, só sabia me criticar e destruir minha autoestima".
O analista pegou a folha da sua mão e a rasgou em pedacinhos. Depois disse: "Acabou!". "Eu continuava insistindo em ruminar o passado: 'Onde foi que eu errei? Por que não deu certo? Será que eu estaria mais feliz se não tivesse me separado?' Não importava mais se minha decisão de separar tinha ou não sido certa: acabou! Não interessava se eu estava com medo de ficar sozinha para sempre ou com ciúmes dele: acabou! Foi a resposta que eu precisava para não me atormentar mais: acabou!".
Ela conclui: "Antes, quando tinha algum problema profissional ou pessoal, ficava paralisada. Falava com muitas pessoas, ouvia conselhos e opiniões contraditórias, ficava perdida e cada vez mais angustiada. Hoje, quando estou insegura com alguma questão, escrevo em uma página todos os prós e contras, analiso cada uma das possibilidades, tomo uma decisão e, depois, rasgo em pedacinhos o papel. Digo para mim mesma: Acabou! É uma verdadeira libertação dos meus medos, ansiedades e preocupações e, só assim, consigo dormir".
Por que temos tanta dificuldade para aceitar que, simplesmente, acabou?

Goldeberg, Mirian. Colunista da Folha de São Paulo, Março, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/03/175 2575-acabou.shtml .Acesso em 21/04/2016.
Segundo o texto, a melhor saída para resolver um problema é:
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Q1214844 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:
Meu pior pesadelo

Além de insônia, tenho muitos pesadelos.
O mais recorrente é com nazistas querendo me matar. Apesar de ser uma menina frágil, consigo fugir e sobreviver, mas sofro desesperadamente por não conseguir salvar minha mãe.
Um pesadelo frequente é com meu pai e meus irmãos que me batem violentamente e roubam meu dinheiro. Apesar de ser uma menina magrinha, consigo sobreviver por ter aprendido a me tornar invisível. Outro pesadelo é com meu ex-marido que flerta descaradamente com outras mulheres. Reconheço que sou uma mulher insignificante e insegura, que merece ser traída. Consigo me esconder no banheiro e ele não vê minhas lágrimas.
O pesadelo mais recente é com o país dividido por um muro, com manifestações violentas nas ruas entre, de um lado, brasileiros vestidos de verde e amarelo e, de outro, brasileiros de vermelho. Todos gritam e destilam ódio, clamam pela prisão dos corruptos e xingam velhos amigos de golpistas e fascistas. Um ministro do governo anuncia uma guerra sangrenta com um cadáver que certamente virá. Um ministro do STF fala do risco de intervenção das Forças Armadas.
O presidente da Câmara, acusado em inúmeros inquéritos da Lava Jato, com dezenas de contas não declaradas no exterior, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, é o terceiro na linha sucessória podendo chegar a ser o vice-presidente ou até mesmo o presidente do Brasil, como resultado de um processo de impeachment que ele mesmo instalou. Milhões de brasileiros desempregados, milhares de negócios fechados, incontáveis famílias querendo deixar o país, casos de ansiedade, depressão, insônia e pânico aumentando assustadoramente. Políticos corruptos querendo salvar a própria pele a qualquer custo, incendiando o país, sem a menor preocupação com o sofrimento que estão causando em todo o povo. Estão "cagando e andando", como disse um deles. O Brasil que, até recentemente, era uma das economias mais sólidas e promissoras do mundo, se encontra em uma situação desesperadora, sem qualquer perspectiva de solução. Sinto um medo enorme de perder tudo o que conquistei com muito trabalho e sacrifício, não sei como posso me proteger. Por favor, alguém pode me acordar e dizer que é só mais um pesadelo?

Goldenber, Mirian. Folha de São Paulo, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/04/ 1762506-meu-pior-pesadelo.shtml. Acesso em 21/04/2016.  
A autora destaca a sua preocupação com o povo brasileiro em meio a crise, evidenciada na seguinte colocação:
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Q1214843 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:
Meu pior pesadelo

Além de insônia, tenho muitos pesadelos.
O mais recorrente é com nazistas querendo me matar. Apesar de ser uma menina frágil, consigo fugir e sobreviver, mas sofro desesperadamente por não conseguir salvar minha mãe.
Um pesadelo frequente é com meu pai e meus irmãos que me batem violentamente e roubam meu dinheiro. Apesar de ser uma menina magrinha, consigo sobreviver por ter aprendido a me tornar invisível. Outro pesadelo é com meu ex-marido que flerta descaradamente com outras mulheres. Reconheço que sou uma mulher insignificante e insegura, que merece ser traída. Consigo me esconder no banheiro e ele não vê minhas lágrimas.
O pesadelo mais recente é com o país dividido por um muro, com manifestações violentas nas ruas entre, de um lado, brasileiros vestidos de verde e amarelo e, de outro, brasileiros de vermelho. Todos gritam e destilam ódio, clamam pela prisão dos corruptos e xingam velhos amigos de golpistas e fascistas. Um ministro do governo anuncia uma guerra sangrenta com um cadáver que certamente virá. Um ministro do STF fala do risco de intervenção das Forças Armadas.
O presidente da Câmara, acusado em inúmeros inquéritos da Lava Jato, com dezenas de contas não declaradas no exterior, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, é o terceiro na linha sucessória podendo chegar a ser o vice-presidente ou até mesmo o presidente do Brasil, como resultado de um processo de impeachment que ele mesmo instalou. Milhões de brasileiros desempregados, milhares de negócios fechados, incontáveis famílias querendo deixar o país, casos de ansiedade, depressão, insônia e pânico aumentando assustadoramente. Políticos corruptos querendo salvar a própria pele a qualquer custo, incendiando o país, sem a menor preocupação com o sofrimento que estão causando em todo o povo. Estão "cagando e andando", como disse um deles. O Brasil que, até recentemente, era uma das economias mais sólidas e promissoras do mundo, se encontra em uma situação desesperadora, sem qualquer perspectiva de solução. Sinto um medo enorme de perder tudo o que conquistei com muito trabalho e sacrifício, não sei como posso me proteger. Por favor, alguém pode me acordar e dizer que é só mais um pesadelo?

Goldenber, Mirian. Folha de São Paulo, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/04/ 1762506-meu-pior-pesadelo.shtml. Acesso em 21/04/2016.  
Segundo o texto de Mirian Goldenber, o seu pesadelo mais recente se refere a:
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Ano: 2016 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Brejinho - RN
Q1214370 Português
O jornal e suas metamorfoses
Moradores de Copacabana, comprai vossos peixes na Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço. 
Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça. 
Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas. 
Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Depois, leva-o para casa e, no caminho, aproveita-o para embrulhar um molho de celga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses. 
CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas. 4 ed. Trad. Glória Rpdroguez. Rio de Janeiro. Ed., Civilização Brasileira, 1983. p 64-65.
Das afirmações seguintes: 
I. A personagem principal do conto é “um jornal”; o que é algo inusitado. 
II. Ao longo do conto, o jornal se transforma em folhas impressas e depois se transforma novamente em jornal. 
III. O terceiro e o quarto parágrafo do conto iniciam-se praticamente com as mesmas palavras e expressa um contraste interessante entre o “ar de novidade” usado para descrever uma metamorfose vivida pelo jornal e a sua repetição.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDATEC Órgão: IPASEM - NH
Q1211930 Português
Em relação às expressões que preenchem as lacunas do texto, analise as assertivas a seguir:
I. A lacuna da linha 13 ficaria corretamente preenchida por ‘cláusulas’.
II. A lacuna da linha 15 deveria ser corretamente preenchida por ‘inceçantemente’.
III. A lacuna da linha 23 ficaria corretamente preenchida por ‘exporádicos’.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAEPESUL Órgão: Prefeitura de Araranguá - SC
Q1209570 Português
Canção Amiga
Eu preparo uma canção em que minha mãe se reconheça, todas as mães se reconheçam, e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua que passa em muitos países. Se não se vêem, eu vejo e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo como quem anda ou sorri. No jeito mais natural dois carinhos se procuram.    Minha vida, nossas vidas formam um só diamante. Aprendi novas palavras e tornei outras mais belas.   Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças.
O eu lírico está fortemente marcado nesses versos. Quando Drummond prepara “uma canção amiga”, ele quer nos falar sobre qual tema?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Figueirópolis - TO
Q1208962 Português
Em seu sentido tradicional, a cidadania expressa um conjunto de direitos e de deveres que permite aos cidadãos e cidadãs o direito de participar da vida política e da vida pública, podendo votar e serem votados, participando ativamente na elaboração das leis e do exercício de funções públicas, por exemplo. Hoje, no entanto, o significado da cidadania assume contornos mais amplos, que extrapolam o sentido de apenas atender às necessidades políticas e sociais, e assume como objetivo a busca por condições que garantam uma vida digna às pessoas.    Sobre o trecho acima: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1206633 Português
UMA EMPRESA AGRIDE A NATUREZA ATÉ QUE A NATUREZA E A SOCIEDADE REAJAM
Tão importante quanto preservar o meio ambiente e corrigir os abusos cometidos contra ele é mudar mentalidades. E as suas práticas. A responsabilidade social é parte das novas atitudes de respeito à natureza. Trata-se de um ideal contemporâneo, um meio transformador que constrói uma sociedade sustentável do ponto de vista ambiental, social e empresarial. Todos os vínculos são requalificados entre empresas, governos, pessoas. E entre todos eles e o meio ambiente. Muitas empresas já fazem parte dessa cultura que traz resultados positivos para os negócios e para a sociedade. A natureza está nos lucros, não nas perdas.
Disponível em: <http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/arquivo/0-A-924campanha2005_pagdupla2.pdf> Acesso em: 02 abr 2016.
Da leitura do título do texto: “Uma empresa agride a natureza até que a natureza e a sociedade reajam”, é possível afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1206069 Português
Texto para responder à questão 
Nick Vujicic: australiano sem braços e pernas passará em 5 cidades do Brasil em Outubro de 2016 
Histórias de superação são sempre fascinantes, porque nos mostram que vencer as dificuldades, por piores que elas sejam, é possível. A incrível e emocionante vida do australiano Nick Vujicic já tinha sido transformada em livros, e agora ele chega com uma turnê ao vivo entre 3 e 8 de outubro no Brasil. Já estão confirmadas as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.  
Nick Vujicic nasceu sem pernas e sem braços devido a uma síndrome rara, denominada tetra-amelia, que ocorre por falha na formação embrionária. Apesar de suas limitações, aprendeu a escrever com a boca, a digitar, nadar, mergulhar, surfar, jogar futebol, andar de skate, jogar golfe... Formou-se em Economia e Contabilidade, casou-se e é pai. Não satisfeito, tornou-se palestrante motivacional e escritor best-seller. Já falou para mais de seis milhões de pessoas, em 50 países, sendo sempre ovacionado pelo público.
“Sabe por que consigo fazer tudo isso? Porque não tenho medo de dificuldades e me esforço bastante!”, conta Nick, no seu livro Me Dá Um Abraço, lançado pela editora Mundo Cristão. Em oito capítulos ricamente ilustrados, o autor narra alguns acontecimentos que mais marcaram sua vida, sempre ressaltando a importância do amor e dos gestos daqueles que influenciaram positivamente sua trajetória. Logo no primeiro capítulo ele traz o emocionante relato sobre um encontro com uma garotinha de três anos de idade, que o olhava espantada, mas que, para a surpresa dele, aproximou-se para abraçá-lo com os braços para trás. “Que jeito mais especial de abraçar! Esticou o pescoço, apoiou a cabeça em meu ombro e pressionou seu pescoço de leve contra o meu. Nós nos abraçamos como duas girafas”, escreveu.
(Disponível em: https://noticias.terra.com.br/dino/nick-vujicic-australiano-sem-bracos-e-pernas-passara-em-5-cidades-do-brasil-em-outubro-de-2016,980ba27b0a6dc406c5664e4e45e0a12ad1jp4dqy.html.)
Dentre as estratégias de referenciação pode-se indicar a retomada do objeto já presente no discurso. Dentre os trechos a seguir, tal estratégia só NÃO pode ser identificada em:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IBADE Órgão: Câmara de Santa Maria Madalena - RJ
Q1202484 Português
Longe dos olhos, longe da consciência
Alguns anos atrás os jornais noticiaram, com destaque, que a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.
A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam. Com a saneadora medida, a praça estava salva, voltava a ser nossa. À sua crônica sujeira não mais incomodava. Os menores estavam fora, pouco importava a permanência dos marreteiros, pregadores da Bíblia, comedores de faca e fogo, ciganos, repentistas e os saudáveis churrasquinhos e pastéis. Até os trombadões permaneceram. Aliás, é compreensível; é bem mais fácil remover as crianças do que deter os trombadões.
Anteriormente, competente e sensível autoridade levou dezenas de menores para fora das fronteiras de nosso Estado. A operação expurgo foi também bastante noticiada.
No Rio de Janeiro a providência teve caráter definitivo. As crianças foram mortas na Candelária.
Em Belo Horizonte, também há algum tempo, uma operação militar foi montada para retirar das ruas cerca de 500 crianças. A imprensa exibiu fotos de crianças de até quatro anos, várias com chupetas na boca, sendo colocadas em camburões pelos amáveis e carinhosos soldados da milícia mineira, que souberam respeitar as crianças, deixando-as com suas chupetas.
Riscar as crianças dos mapas urbanos já não está mais nos planos dos zelosos defensores das nossas urbes e da nossa incolumidade física. Viram ser essa uma missão inócua. Retiradas daqui ou dali, passam a habitar lá ou acolá. Saem da praça da Sé, vão para a praça Ramos ou para as praças da zona Leste, Oeste, Norte ou Sul. Saem de uma capital e vão para outra, de um extremo ao outro do país.
lronias à parte, cuidar dos menores para evitar o abandono, para suprir as suas carências e para protegê-los da violência que os atinge é obrigação humanitária de todos nós. E, para quem não tem a solidariedade como móvel de sua conduta, que aja ao menos impulsionado pelo egoísmo em nome da autopreservação.
No entanto novamente se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam, para irem fazer companhia aos outros.
A verdade é que sempre quisemos distância das nossas crianças carentes. Longe dos olhos, longe da consciência. A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, amargando inertes as suas carências, continuariam esquecidos e excluídos.
Esse problema, reduzido à fórmula simplista de solução — diminuição da idade -, bem mostra como a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias ou nas delegacias os maiores de 16 anos e ponto final. Tudo resolvido.
A indagação pertinente é por que diminuir a responsabilidade penal só para 16 anos. Há crianças com dez ou oito anos assaltando? Vamos encarcerá-las. Melhor, nascituros também poderiam ser isolados. Dependendo das condições em que irão viver, poderão estar fadados a nos agredir futuramente. Não será melhor criá-los longe dos centros urbanos, isolá-los em rincões distantes para que não nos ponham em risco?
Parece estar na hora — tardia, diga-se de passagem — de encararmos com honestidade e com olhos de ver a questão do crime no país, especialmente do menor infrator e do menor carente. Chega de demagogia e de hipocrisia. Vamos cuidar da criança e do adolescente. Aliás, não só do carente e do abandonado, mas também daqueles poucos bem nascidos, pois também estavam cometendo crimes. Destes esperamos que os pais acordem e imponham regras e limites, deem menos liberdade, facilidades e dinheiro e mais educação, respeito pelo próximo e conhecimento da trágica realidade do país.
Em relação aos outros, esperamos que a sociedade e o Estado, em vez de os porem na cadeia, eduquem-nos, deem-lhes afeto e os ajudem a adquirir autoestima, única maneira de os proteger do crime de abandono.
OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. Longe dos olhos, longe da consciência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 ago. 2004. Brasil, Opinião, p. AS.
Considere as seguintes afirmações sobre aspectos da construção do texto:
| Na frase “A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando.”, o SE é partícula apassivadora.
II. Em “a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.”, o autor cometeu um equívoco ao não usar o sinal indicativo de crase na segunda ocorrência do A.
III. Na frase “é obrigação humanitária de todos NOS.”, o elemento destacado é pronome pessoal oblíquo.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
28841: D
28842: C
28843: D
28844: B
28845: B
28846: A
28847: A
28848: D
28849: C
28850: D
28851: C
28852: C
28853: D
28854: C
28855: A
28856: B
28857: B
28858: D
28859: B
28860: A