Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1354281 Português

Texto I

Esqueça o medo: a tecnologia transformou a odontologia

“Ter essa tecnologia em mãos é fundamental para que o profissional possa se concentrar no paciente e na realização dos procedimentos com perfeição”, explica o dentista Sergio Correia, especialista em Dentística Restauradora e Periodontia

Quase 15% dos brasileiros não visitaram um dentista por ter medo, seja dos barulhos feitos pelas turbinas ou mesmo da agulha usada para anestesias. Trata-se da segunda razão mais citada para não procurar um profissional da Odontologia, conforme uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), com dados de 2014. O medo supera até mesmo a falta de tempo e de recursos financeiros, perdendo apenas para a resposta “não tenho necessidade”.

Embora o medo esteja entre as principais razões para evitar as consultas, a evolução da tecnologia tornou mais seguros, simples e indolores os procedimentos realizados na Odontologia, até mesmo os mais complexos. Já existem equipamentos modernos e de alta tecnologia, que permitem oferecer mais precisão nos tratamentos e conforto ao paciente, tanto durante a consulta quanto no pós-operatório.

“Cada vez mais, os tratamentos e procedimentos usados visam aumentar a eficiência para se tornarem minimamente invasivos. Em outras palavras, oferece-se um tratamento mais seguro, com uma recuperação mais rápida e com mais conforto durante o procedimento”, explica o dentista Sergio Correia, especialista em Dentística Restauradora e Periodontia, que atende em sua clínica, em Curitiba.

Entre os equipamentos usados para oferecer mais conforto, encontram-se o The Wand, uma anestesia eletrônica, responsável por controlar o fluxo do anestésico aplicado, reduzindo o incômodo e os efeitos colaterais; o CVDentus, um sistema que usa o movimento ultrassônico para remover materiais dentários de forma minimamente invasiva – técnica muito aplicada nos preparos das facetas de porcelana por serem menos traumáticos.

A evolução está até mesmo na cadeira de atendimento, totalmente controlada por Ipad e conta com diversos itens para a segurança e conforto, como câmera intraoral, esteira de massagem, seringa com água aquecida e kit multimídia. “Ter essa tecnologia em mãos é fundamental para que o profissional possa se concentrar no paciente e na realização dos procedimentos com perfeição”, explica Correia, que também atua como professor da Associação Brasileira de Odontologia Seção Paraná.

[...]

DINO. Esqueça o medo: a tecnologia transformou a Odontologia. Exame.com. Disponível em:<http://migre.me/vobP6>. Acesso em: 22 ago. 2016 [Fragmento] (Adaptação).

Segundo o texto, não é possível afirmar:
Alternativas
Q1353842 Português
O ESCURO
"O escuro é onde a gente vê o que não está lá. Vem quando a mamãe diz: "Boa noite, dorme direitinho, meu filhinho" e apaga a luz. Aí a gente só sente os barulhos e fica pensando noutras coisas completamente diferentes daquelas que tem no quarto quando o quarto está claro. Aí dá muito medo e a gente chora até que a mãe da gente volta e acende a luz e o escuro sai pro corredor."
Millôr Fernandes, Conpozissõis Imfãtis
Assinale a alternativa correta sobre o texto.
Alternativas
Q1353835 Português
TRIUNFO NO ALÉM
Ruy Castro

     RIO DE JANEIRO - Um intelectual carioca, morto há mais de dois anos, andou se manifestando com alguma frequência em seu antigo endereço. Não ria. Suspirava, mudava coisas de lugar, fazia barulho com papéis – sempre invisível, claro. O relato, apavorado, é dos porteiros e operários que foram chamados a retirar seu material, fazer obras e cuidar da faxina do apartamento. Um deles passou a trabalhar com um terço no pescoço. Outros fugiram e não voltaram.
     Há pouco, quando se anunciou que o apartamento seria alugado, surgiu um problema na caixa-d'água, que ninguém solucionava. Quando finalmente o resolveram, as luzes do hall do andar deram para piscar, como que em código. Mas não ficou ninguém para decifrá-lo. 
      A história não é de hoje. Começou pouco depois que dissemos adeus a nosso amigo e nos perguntamos como o mundo se viraria sem ele. Pelo visto, ele nunca esteve muito longe.
       Acompanho o caso desde o início, mas só a pouco me ocorreu uma explicação. Nosso amigo, um homem lógico, descrente de qualquer possibilidade de vida no Além, pode ter caído das nuvens (literalmente) ao descobrir que, sabe-se lá como, conservara certa consciência depois de morto. Ou seja, a morte não era o fim. Seu desapontamento ao constatar que levara a vida equivocado a esse respeito (e quem o conheceu sabe que ele nunca se equivocava) pode ter provocado os suspiros.
      De repente, convenceu-se de que, ao contrário, foi a força dos seus poderes mentais que o fez vencer a morte. Mais uma vez, a última palavra era a dele. Ficou eufórico, daí o enguiço na caixa-d'água e o pisca-pisca das lâmpadas -é ele testando os seus poderes, enquanto não descobre uma maneira mais cerebral de se comunicar. Vamos esperar. O casalzinho que alugou o apartamento sem saber de nada é quem em breve nos dirá.

In: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2015/10/1692520-triunfo-no-alem.shtml
No fragmento “Quando finalmente o resolveram, as luzes do hall do andar deram para piscar, como que em código”, o termo em destaque recupera:
Alternativas
Q1353763 Português
Texto para a questão

RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?
WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.
In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais8006.html
A história contada pelo médico psiquiatra – “Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe” – tem por finalidade:
Alternativas
Q1353761 Português
Texto para a questão

RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?
WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.
In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais8006.html
Segundo o médico psiquiatra Wagner Ranña:
Alternativas
Q1353760 Português
Texto para a questão

RITALINA, UMA PERIGOSA "FACILIDADE" PARA OS PAIS
por Ingrid Matuoka

A busca por soluções fáceis, o diagnóstico equivocado e a incompreensão dos pais acerca da agitação natural das crianças elevaram o Brasil ao posto de segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
O dado, do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, é alarmante. Ritalina é o nome comercial do metilfenidato, medicação que promete tratar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou TDAH, e os principais consumidores da droga tarja preta são crianças e adolescentes.
Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de 8% a 12% das crianças no mundo foram diagnosticadas com TDAH, e a suspeita dos pais de que os filhos tenham o transtorno é o principal motivo que os leva aos médicos. Em 2010 foram vendidas 2,1 milhões de caixas de metilfenidato. Em 2013, foram 2,6 milhões.
Para conversar sobre o uso indiscriminado de Ritalina e suas consequências, CartaCapital entrevistou Wagner Ranña, médico psiquiatra com experiência em saúde mental da infância e docente do Sedes Sapietiae, um instituto dedicado à saúde mental, à educação e à filosofia.
CARTACAPITAL: O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?
WAGNER RANÑA: No Brasil, a rede voltada para assistência aos problemas de saúde mental da criança e do adolescente é muito precária - o que não é privilégio do Brasil, este problema afeta quase todos os países. As crianças com dificuldades de comportamento, agitadas e irrequietas são vistas como doentes pelos profissionais da psiquiatria biológica e da neurociência, e então eles receitam remédios. Como consequência, temos um número elevadíssimo de crianças recebendo medicação, mas sem se discutir se ela é mesmo necessária ou se é a melhor forma de cuidado.
Na visão do nosso grupo de trabalho no Sedes Sapientiae, que tem um histórico no cuidado com a saúde mental da criança, é preciso tentar entender o sofrimento psíquico e os problemas de comportamento. E não ver isso de pronto como um problema, porque a maioria são só crianças agitadas. E, no mundo da rapidez, ironicamente, elas são colocadas como doentes. Estamos desperdiçando jovens que poderiam ser sujeitos muito ágeis, como atletas e músicos.
CC: Há efeitos colaterais no uso do remédio?
WR: Além de causar dependência, a Ritalina provoca muitos outros efeitos colaterais: as crianças emagrecem, têm insônia, podem ter dor de cabeça e enurese [incontinência urinária]. E, apesar de sua fama, não tenho uma experiência de eficácia da droga, mesmo em casos em que ela deveria ser usada. Percebo que o trabalho de terapia, de orientação e cuidado real com a criança dá muito mais resultado.
Começamos a passar para a criança a cultura de que um comprimido resolve tudo na vida, de que não existe mais solução pelo pensamento, pela conversa, pelo afeto e pela compreensão. O mundo todo é agitado, as pessoas são desatenciosas umas com as outras, e as crianças é que acabam tachadas de hiperativas.
Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso.
Tratar com drogas as crianças agitadas ou com dificuldade de aprendizagem é deixar de questionar o método de ensino, o consenso da escola, e a subjetividade da criança diante do aprendizado. É uma atitude muito imediatista.
CC: E quais são as alternativas ao tratamento com a droga?
WR: Tenho visto muitas crianças que, por trás da agitação, estão submetidas a uma violência, um abuso, ou a uma situação psicopedagógica não adequada. Colocar tudo como sendo um problema do cérebro da criança é muito antiético, é não levar em conta sofrimentos e as necessidades que ela está expressando.
Por exemplo, outro dia atendi uma menina que a mãe dizia ser hiperativa e precisava de Ritalina. Em cinco minutos de conversa descobri que ela tinha vivido uma situação em que o pai tentou matar a mãe. Essa criança estava angustiada, não era hiperatividade.
É claro que cada caso é um caso, há crianças realmente hiperativas e que precisam de um cuidado. Ainda assim existem muitas medicadas de maneira incorreta. E estamos vivendo uma epidemia de transtornos, ou supostos transtornos. Então além dessa medicalização excessiva, há uma falta de projetos terapêuticos para o sofrimento psíquico na infância, que é grande. Isso facilita a medicalização da infância, pois sem equipes treinadas é mais fácil só dar o remédio.
CC: Há quem exagere ou finja sintomas para conseguir a receita?
WR: Sou totalmente contrário o uso de questionários com pontos para o diagnóstico de sofrimento psíquicos [como fazem muitos psiquiatras]. Isso não é ver a criança eticamente. E os adolescentes podem fingir mesmo, porque querem tomar Ritalina para ter um bom desempenho na prova, ter mais energia para estudar.
A Ritalina é uma anfetamina associada a drogas com ação na atividade cerebral. A cocaína e as anfetaminas são consumidas por atletas que querem mais rapidez, pelos executivos que querem ficar acordados para trabalhar mais, pelos motoristas que querem fazer uma viagem e não dormir. É um verdadeiro doping.
In: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para-pais8006.html
Em “O Brasil é o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo. A que se deve isso?”, o termo em destaque recupera:
Alternativas
Q1349522 Português
Esqueça sua data de nascimento: é a idade
biológica que diz quantos anos você realmente
tem

    Não é difícil conhecer alguém com a mesma idade que a sua, mas comportamentos totalmente diferentes. Seja em relação ao jeito de ser, de pensar ou de cuidar do corpo, às vezes parece muito claro que, apesar de terem nascido no mesmo ano, muitas pessoas parecem ter idades completamente distintas.
    A novidade é que, agora, talvez essa impressão passe a ser um fato. Pesquisadores americanos, ingleses e suecos do King’s College, em Londres, afirmam que a idade biológica é um dado mais útil do que a data de nascimento de uma pessoa.
         Eles chamam de idade biológica um conjunto de fatores usados para determinar quantos anos alguém realmente tem. Cientificamente, pode-se descobrir o ritmo de envelhecimento de um indivíduo, o risco do desenvolvimento de doenças (principalmente as neurológicas) e até estabelecer a “juventude” de um órgão a ser doado. Para saber tudo isso, só é necessária uma amostra de sangue. 
      “Há uma marca de envelhecimento saudável que é comum a todos os nossos tecidos e parece ser uma previsão para uma variedade de coisas, incluindo a longevidade e comprometimento cognitivo. Parece que, depois de 40 anos, você pode usar isso como um guia para estabelecer quão bem uma pessoa está envelhecendo”, disse à BBC o professor Jamie Timmons.
     Foi feita uma pesquisa com um grupo de homens que foram acompanhados durante duas décadas, até os 70 anos. Os responsáveis pelo estudo conseguiram distinguir os que estavam envelhecendo normalmente e os que tinham uma probabilidade até 45% maior de morrerem.
     Uma das constatações que mais chama atenção nesta pesquisa é a afirmação dos pesquisadores de que saúde e idade não estão diretamente ligadas. O sedentarismo, por exemplo, pode fazer muito mal à saúde, mas não necessariamente tem a ver com o envelhecimento do organismo. O mais importante para avaliar a saúde de alguém é observar a combinação entre seu estilo de vida e sua idade biológica. 
     Ainda não foram descobertas formas de retardar o envelhecimento, mas o objetivo da pesquisa é mais focado em alertar e prevenir contra doenças que podem ser tratadas de forma muito mais rápida e eficiente em pacientes que já demonstrem ter pré-disposição para o desenvolvimento delas, como Alzheimer e câncer.

Disponível em:<https://br.vidaestilo.yahoo.com/post/129226924080/
esque%C3%A7a-sua-data-de-nascimento-%C3%A9-a-idade>. Aces-
so em: 26 mar. 2016.  
Assinale a alternativa correta, em relação ao texto “Esqueça sua data de nascimento: é a idade biológica que diz quantos anos você realmente tem”.
Alternativas
Q1349521 Português
Esqueça sua data de nascimento: é a idade
biológica que diz quantos anos você realmente
tem

    Não é difícil conhecer alguém com a mesma idade que a sua, mas comportamentos totalmente diferentes. Seja em relação ao jeito de ser, de pensar ou de cuidar do corpo, às vezes parece muito claro que, apesar de terem nascido no mesmo ano, muitas pessoas parecem ter idades completamente distintas.
    A novidade é que, agora, talvez essa impressão passe a ser um fato. Pesquisadores americanos, ingleses e suecos do King’s College, em Londres, afirmam que a idade biológica é um dado mais útil do que a data de nascimento de uma pessoa.
         Eles chamam de idade biológica um conjunto de fatores usados para determinar quantos anos alguém realmente tem. Cientificamente, pode-se descobrir o ritmo de envelhecimento de um indivíduo, o risco do desenvolvimento de doenças (principalmente as neurológicas) e até estabelecer a “juventude” de um órgão a ser doado. Para saber tudo isso, só é necessária uma amostra de sangue. 
      “Há uma marca de envelhecimento saudável que é comum a todos os nossos tecidos e parece ser uma previsão para uma variedade de coisas, incluindo a longevidade e comprometimento cognitivo. Parece que, depois de 40 anos, você pode usar isso como um guia para estabelecer quão bem uma pessoa está envelhecendo”, disse à BBC o professor Jamie Timmons.
     Foi feita uma pesquisa com um grupo de homens que foram acompanhados durante duas décadas, até os 70 anos. Os responsáveis pelo estudo conseguiram distinguir os que estavam envelhecendo normalmente e os que tinham uma probabilidade até 45% maior de morrerem.
     Uma das constatações que mais chama atenção nesta pesquisa é a afirmação dos pesquisadores de que saúde e idade não estão diretamente ligadas. O sedentarismo, por exemplo, pode fazer muito mal à saúde, mas não necessariamente tem a ver com o envelhecimento do organismo. O mais importante para avaliar a saúde de alguém é observar a combinação entre seu estilo de vida e sua idade biológica. 
     Ainda não foram descobertas formas de retardar o envelhecimento, mas o objetivo da pesquisa é mais focado em alertar e prevenir contra doenças que podem ser tratadas de forma muito mais rápida e eficiente em pacientes que já demonstrem ter pré-disposição para o desenvolvimento delas, como Alzheimer e câncer.

Disponível em:<https://br.vidaestilo.yahoo.com/post/129226924080/
esque%C3%A7a-sua-data-de-nascimento-%C3%A9-a-idade>. Aces-
so em: 26 mar. 2016.  
Em relação ao texto “Esqueça sua data de nascimento: é a idade biológica que diz quantos anos você realmente tem”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1348991 Português
Em “[...] Você sabe como funciona a escola: tire notas boas e todos os professores vão gostar de você, te elogiar e exclamar o tempo todo que você tem um futuro brilhante. Agora, tire notas ruins ou ande um pouco fora da linha. [...]”, a expressão em destaque estabelece relação semântica de 
Alternativas
Q1348897 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
De acordo com o texto,
Alternativas
Q1348896 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1348262 Português
Leia o texto “Mania de comer bem” e responda à questão.

     Após perder 27 kg e finalmente conquistar uma barriga “tanquinho”, Thaís, 32, passou a controlar rigidamente a alimentação. O desejo de comer de forma saudável era tanto que passou a prejudicar sua vida pessoal. 
     “Uma refeição fora de casa, mesmo na casa da minha avó, gerava um estresse enorme. Sentia culpa e ansiedade. Não conseguia fazer concessões”, explica.
     Julia, 25, excluiu tantos grupos alimentares que, após dois anos de dieta, viu seu cardápio reduzido praticamente só a proteínas e hortaliças. Desenvolveu pânico de comer na frente de conhecidos e chegou a levar marmita para a festa de casamento da irmã.
   Ambas sofreram com a chamada ortorexia: um comportamento obsessivo em relação à comida.
    Além de pôr em risco a saúde, com a falta de nutrientes essenciais, a ortorexia ainda atrapalha significativamente as relações sociais e afetivas.
    “A preocupação excessiva com a alimentação passa a dominar a vida da pessoa. Torna-se uma obsessão”, explica a médica Sandra Carvalhais, do Instituto de Pesquisa e Ensino Médico, em São Paulo.
   Para os especialistas, a onda de blogs e redes sociais que disseminam informações sobre nutrição e dietas, muitas vezes equivocadas, acaba criando o ambiente ideal para paranoias alimentares.
   Ainda que muitas vezes também cause emagrecimento excessivo, a ortorexia é diferente da anorexia. Para a médica nutróloga Maria del Rosario, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), que tem longa experiência em transtornos alimentares, a principal questão é a autoimagem corporal.
    “Quem tem anorexia se olha no espelho e se enxerga gordo, mesmo estando muito magro. O ortoréxico não costuma ter esse problema. Ele se vê magro, mas muda a alimentação por uma questão de saúde.” A ortorexia pode, inclusive, estar associada a outros distúrbios, sobretudo a transtornos compulsivos.
   Além disso, a pessoa ortoréxica se impõe tantas restrições que acaba sem conseguir comer com a família e os amigos. Esse isolamento pode levar à ansiedade e à depressão, segundo del Rosario.
     Recém-formada em administração, Julia diz que teve dificuldade em participar dos eventos da universidade. “Eu passava horas buscando na internet a maneira mais pura de me alimentar. Depois de um tempo, perdi a capacidade de comer algo que tivesse sido preparado por outra pessoa”, diz ela, que está em tratamento para a ortorexia há quatro meses.
   Os especialistas indicam tratamento multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra e acompanhamento nutricional.
    Hoje recuperada, Thaís diz que o apoio do marido e da família foram fundamentais. “Tem sido uma batalha em busca do equilíbrio, mas já consigo ir a uma festa e comer normalmente”, conta.

(Giuliana Miranda. Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)
De acordo com o texto, diferentemente da pessoa com ortorexia, a pessoa com anorexia
Alternativas
Q1348261 Português
Leia o texto “Mania de comer bem” e responda à questão.

     Após perder 27 kg e finalmente conquistar uma barriga “tanquinho”, Thaís, 32, passou a controlar rigidamente a alimentação. O desejo de comer de forma saudável era tanto que passou a prejudicar sua vida pessoal. 
     “Uma refeição fora de casa, mesmo na casa da minha avó, gerava um estresse enorme. Sentia culpa e ansiedade. Não conseguia fazer concessões”, explica.
     Julia, 25, excluiu tantos grupos alimentares que, após dois anos de dieta, viu seu cardápio reduzido praticamente só a proteínas e hortaliças. Desenvolveu pânico de comer na frente de conhecidos e chegou a levar marmita para a festa de casamento da irmã.
   Ambas sofreram com a chamada ortorexia: um comportamento obsessivo em relação à comida.
    Além de pôr em risco a saúde, com a falta de nutrientes essenciais, a ortorexia ainda atrapalha significativamente as relações sociais e afetivas.
    “A preocupação excessiva com a alimentação passa a dominar a vida da pessoa. Torna-se uma obsessão”, explica a médica Sandra Carvalhais, do Instituto de Pesquisa e Ensino Médico, em São Paulo.
   Para os especialistas, a onda de blogs e redes sociais que disseminam informações sobre nutrição e dietas, muitas vezes equivocadas, acaba criando o ambiente ideal para paranoias alimentares.
   Ainda que muitas vezes também cause emagrecimento excessivo, a ortorexia é diferente da anorexia. Para a médica nutróloga Maria del Rosario, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), que tem longa experiência em transtornos alimentares, a principal questão é a autoimagem corporal.
    “Quem tem anorexia se olha no espelho e se enxerga gordo, mesmo estando muito magro. O ortoréxico não costuma ter esse problema. Ele se vê magro, mas muda a alimentação por uma questão de saúde.” A ortorexia pode, inclusive, estar associada a outros distúrbios, sobretudo a transtornos compulsivos.
   Além disso, a pessoa ortoréxica se impõe tantas restrições que acaba sem conseguir comer com a família e os amigos. Esse isolamento pode levar à ansiedade e à depressão, segundo del Rosario.
     Recém-formada em administração, Julia diz que teve dificuldade em participar dos eventos da universidade. “Eu passava horas buscando na internet a maneira mais pura de me alimentar. Depois de um tempo, perdi a capacidade de comer algo que tivesse sido preparado por outra pessoa”, diz ela, que está em tratamento para a ortorexia há quatro meses.
   Os especialistas indicam tratamento multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra e acompanhamento nutricional.
    Hoje recuperada, Thaís diz que o apoio do marido e da família foram fundamentais. “Tem sido uma batalha em busca do equilíbrio, mas já consigo ir a uma festa e comer normalmente”, conta.

(Giuliana Miranda. Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)
Analisando o comportamento de Thaís e de Júlia, é correto afirmar, segundo o texto, que ambas
Alternativas
Q1348167 Português
Leia o fragmento da obra O Guarani, de José de Alencar, para responder ao que será proposto.
"De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um o de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em vasto leito. Dir-seia que vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde, então, a beleza selvática; suas ondas resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor."
Acerca das descrições do rio Paquequer:
I - A linguagem utilizada é predominantemente conotativa; II- A linguagem utilizada é predominantemente denotativa; III - A figura de linguagem predominante é a personificação; IV - O narrador mostra a relação entre os rios Paraíba (como rei) e o Paquequer (como escravo).
Considerando as afirmações:
Alternativas
Q1348166 Português
Índio, simplesmente índio
A mata, desmatada. Nosso povo humilhado, Nossa terra roubada, Nosso povo escravizado. Plantas medicinais, Em mãos de multinacionais, Que roubadas, de forma cínica, São exportadas e retornam A preço de ouro, cheias de química.
Somos uma sociedade milenar, Temos muito a ensinar. Para que moto-serra? Se é tão fácil cuidar da terra, Preservando a natureza. Porque assim, com certeza, Teremos ar melhor para respirar.
O homem-branco, Fez o seu próprio barranco, Que está prestes a desmoronar. O rio está secando, A temperatura do ar aumentando. Pejorativamente, dizem que somos ¨índios¨. Mas não somos nós Que, com a natureza, estamos acabando.
Somos ÍNDIOS, sim!! Um povo CIVILIZADO, Que trata a natureza, a terra, com cuidado, Para não morrermos de maneira vulgar, Como vai morrer esse homem branco marginalizado!!! Somos ÍNDIOS, simplesmente, ÍNDIOS somos!!!
Paulo Odair Silva. [email protected]
A partir da leitura do poema, depreende-se que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348127 Português
Leia o poema para responder à questão.

Um e muitos juntos

I
Na travessia:
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar

II
No caminho de volta
no pé da Serra do Mar
vislumbro2 uma árvore curvada pelo tempo
suas raízes abraçam a terra
e seguem o curso natural das águas
onde mil pássaros alimentam
seu eterno canto

III
Na travessia,só escuto
e vou tecendo o colar
em meio à saudade
da minha aldeia

                                                    (Graça Graúna. In: Yaguarê Yamã et al.
                                                    Escritos indígenas: uma antologia, 2013)

1 Curar: secar ao calor do fogo ou do sol; preparar para o uso.
2 Vislumbrar: avistar de modo parcial ou com dificuldade.
Na primeira estrofe, a expressão “oferendas do mar” pode se referir a
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348126 Português
Leia o poema para responder à questão.

Um e muitos juntos

I
Na travessia:
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar

II
No caminho de volta
no pé da Serra do Mar
vislumbro2 uma árvore curvada pelo tempo
suas raízes abraçam a terra
e seguem o curso natural das águas
onde mil pássaros alimentam
seu eterno canto

III
Na travessia,só escuto
e vou tecendo o colar
em meio à saudade
da minha aldeia

                                                    (Graça Graúna. In: Yaguarê Yamã et al.
                                                    Escritos indígenas: uma antologia, 2013)

1 Curar: secar ao calor do fogo ou do sol; preparar para o uso.
2 Vislumbrar: avistar de modo parcial ou com dificuldade.
Da leitura do texto, pode-se concluir que o eu lírico
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348125 Português
Assinale a alternativa que apresenta um ensinamento sobre as consequências da exploração gananciosa dos recursos naturais.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348124 Português

Considere o cartaz.

Imagem associada para resolução da questão

O objetivo principal do cartaz é

Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348121 Português

Declarações de Daniel Munduruku


  Frequentei a escola durante a ditadura militar, na década de 1970. Naquela época, as informações que eu tinha em sala de aula sugeriam que índio era atrasado, que índio era selvagem. Isso chegava até mim com um impacto muito violento. Passei a ter vergonha da minha cara, do meu cabelo, da minha origem. Eu não queria mais ser índio.     
  Quem mudou a visão negativa que eu fazia de mim mesmo foi meu avô Apolinário. É claro que não foi da noite para o dia, mas o avô foi mostrando, às vezes com sábias palavras, às vezes apenas com o silêncio, que aquela era a minha família e que longe dela eu seria infeliz. Com meu avô aprendi o valor da ancestralidade.


(Bruno Ribeiro. Daniel Munduruku: entrevista.

http://consciencia.net. Adaptado)

Daniel Munduruku conta que seu avô o ensinou a
Alternativas
Respostas
28721: A
28722: A
28723: C
28724: B
28725: B
28726: B
28727: D
28728: C
28729: B
28730: E
28731: D
28732: B
28733: D
28734: B
28735: E
28736: E
28737: B
28738: C
28739: B
28740: D