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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 37.011 questões

Q3212931 Português
A mão humana: sofisticação biológica e o desafio da inteligência artificial


A mão humana é uma das partes do corpo mais surpreendentemente sofisticadas e fisiologicamente intrincadas. Ela tem mais de trinta músculos, vinte e sete articulações e uma rede de ligamentos e tendões que proporcionam vinte e sete eixos de movimento. Há mais de dezessete mil receptores de toque e terminações nervosas somente na palma da mão. Esses recursos permitem que nossas mãos executem uma variedade impressionante de tarefas altamente complexas por meio de uma ampla gama de movimentos diferentes.

Até mesmo pegar algo tão simples como uma caneta, e movê-la por nossos dedos até adotar uma posição para escrever envolve uma integração perfeita entre o corpo e o cérebro. As tarefas manuais que realizamos sem pensar exigem uma combinação refinada de controle motor e resposta sensorial, desde abrir uma porta até tocar piano.

Os avanços na inteligência artificial dão início a uma geração de máquinas que chegam perto de corresponder à destreza humana. Próteses inteligentes podem antecipar e refinar os movimentos.

Os robôs de colheita de frutas macias são capazes de colher um morango em um campo e colocá-lo delicadamente em uma caixinha com outras frutas sem amassá-las. Os robôs guiados por visão conseguem até mesmo extrair cuidadosamente resíduos nucleares de reatores. Mas será que eles podem realmente competir com as incríveis capacidades da mão humana?



https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8y137mz3xo.adaptado.
Nossas mãos realizam milhares de tarefas complexas todos os dias — será que a inteligência artificial pode ajudar os robôs a se equiparar a elas?
De acordo com o texto base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3212867 Português
O peixe que vive mais de cem anos

O peixe-búfalo-boca-grande é nativo da América do Norte. Ele pode ser encontrado desde o sul do Canadá até os Estados Unidos.

O público e os pescadores costumam considerá-lo um "peixe não comercial" — uma expressão não científica de longa data, usada para indicar que eles não são particularmente desejados. A espécie não é objeto da pesca comercial e, por isso, não é economicamente importante.

Esta visão sobre os peixes-búfalos-boca-grande fez com que eles passassem muito tempo desprezados pelos cientistas, mas, nos últimos cinco anos, pesquisadores fizeram novas e surpreendentes descobertas sobre a espécie.

Em primeiro lugar, foram documentados indivíduos com até cento e vinte e sete anos de idade. A descoberta fez do peixe-búfalo-boca-grande o peixe de água doce que vive por mais tempo no mundo. E eles também não parecem entrar em declínio biológico com a idade.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que a estabilidade da sua população ao longo das últimas décadas se deve ao fato de que os peixes idosos não estão morrendo, mesmo sem conseguirem produzir filhotes que sobrevivam até a idade adulta.

Os poucos especialistas que estudam estes peixes receiam que uma queda abrupta da sua população pode ser iminente e inevitável. Mas o que as pesquisas deixam claro até aqui é que sabemos muito pouco sobre o peixe-búfalo-boca-grande e muitas perguntas sobre a espécie continuam sem respostas.

"Esta é uma das populações de animais mais idosas do mundo e não existe gestão, nem proteção da espécie", afirma o pesquisador de peixes Alec Lackmann, da Universidade de Minnesota em Duluth, nos Estados Unidos. Ele é um dos principais especialistas no peixe-búfalo-boca-grande e seu envelhecimento.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6273ze88j8o.adaptado.
Pesquisas recentes indicam que o peixe-búfalo-boca-grande vive por mais de um século e parece ficar mais saudável com o passar dos anos.
Considerando as informações apresentadas no texto base sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3212749 Português
Proibição de celulares nas escolas: proteção ou medida insuficiente?

A lei que proíbe os celulares nas escolas brasileiras afirma ter como objetivo salvaguardar a saúde mental, física e psíquica das crianças e adolescentes.

Ao defender a restrição, o ministro da Educação, Camilo Santana, citou estudos que mostram que o uso excessivo desses equipamentos causa ansiedade e depressão. Segundo Santana, a proibição seria uma demanda dos próprios professores. A nova lei abre exceções para estudantes que precisem do celular por razões de acessibilidade, inclusão ou condições de saúde, além de permitir o uso dos aparelhos "para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação".

Também decreta que as redes de ensino criem estratégias para abordar o tema do uso excessivo de telas com os estudantes e acolham aqueles que estiverem em sofrimento psíquico devido à nomofobia (medo ou ansiedade pela falta do celular).

Alguns educadores, no entanto, debatem se a lei realmente está em consonância com as atividades escolares, como no caso da professora Débora Garofalo. "A máquina pode contribuir para o processo de ensino-aprendizagem, mas não vai substituir o professor", diz.

Eu não sou contra, mas acredito que é uma medida incompleta. Esquecemos que o papel principal da escola é educar. Não é possível falar em proibição, uma ação radical, se não educar as crianças verdadeiramente para um uso consciente da tecnologia.

A lei é importante para dar um resguardo pedagógico aos professores, mas isso não é suficiente para haver uma mudança. Não podemos negar que vivenciamos uma revolução tecnológica. Não dá para retornar à era do giz e da lousa e do livro didático somente.

Precisamos educar para o uso, ainda mais em uma sociedade em que teremos cada vez mais a disseminação de notícias falsas. O estudante tem que saber que, quando acessa uma rede social ou faz uma pesquisa, existem algoritmos. Ele precisa saber o que está por trás desse algoritmo.

Não se trata de formar um programador, mas que ele [o aluno] compreenda o que significa mentalmente o conceito de uma informação advinda de um algoritmo. Ao acessar uma informação, que ele não tome aquilo como verdadeiro e cheque esse dado antes de repassar. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c6266ggw22eo.adaptado. 
A proibição do celular é uma medida inicial para retomar o controle da sala de aula. Ela é um caminho e há muito no que se pensar a respeito deste assunto.
Considerando as ideias expressas no texto acerca da proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3212682 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Carnaval de Pernambuco: o melhor do planeta

    O carnaval é conhecido mundialmente como uma festa popular, democrática e alegre, durante a qual o povo afasta sua timidez e seus medos, libertando suas fantasias e desejos. Em Pernambuco, essa festa começa logo após a virada de ano, prolongando-se, inclusive, após a quarta-feira de cinzas, dia proclamado nacionalmente para o encerramento da folia de momo.
   
    Na idade antiga, o carnaval era bastante festejado em Roma, durante sete dias do mês de dezembro, período em que as restrições morais eram relaxadas e os prazeres eram incessantemente buscados. Na idade média, as festas de carnaval eram brincadas de acordo com os costumes de cada cidade. Já na idade moderna, os bailes de fantasias e de máscaras e os desfiles em carros alegóricos tomaram conta de várias cidades, proclamando, especialmente, Paris como modelo carnavalesco do mundo. Na contemporaneidade, os destaques cabem principalmente ao Brasil, onde estados como o Rio de Janeiro e São Paulo, com seus tradicionais desfiles de escolas de samba, a Bahia, com os desfiles de bandas em trios elétricos e, em especial, Pernambuco, com seu carnaval multicultural, contagiam milhares de pessoas que visitam esses locais no período momesco.

    Por falar em Pernambuco, o carnaval não é apenas intensificado na capital e região metropolitana. A folia se ramifica por cidades como Bezerros, onde se encontra o tradicional Papangú, Nazaré da Mata, com o Maracatu de Baque Solto, Pesqueira, com os Caiporas e Caretas, Triunfo e outras cidades interioranas, com seus blocos de rua.

    Todavia, é em cidades como Recife e Olinda, que o carnaval de Pernambuco reproduz toda a cultura encontrada no estado. Em Recife, principalmente no Galo da Madrugada, que sai no sábado de Zé Pereira, e no Recife Antigo, que recebe vários blocos, troças e maracatus, as pessoas se fantasiam e carregam a multiculturalidade pernambucana, esbanjando alegria e sensualidade. Em Olinda, os bonecos gigantes ditam o ritmo da festa. Lá, o Homem da Meia Noite, fundado em 1932, é quem dá início à folia, as zero hora do sábado. Daí por diante, o que se vê é uma avalanche de blocos e troças, entre eles Pitombeira dos Quatro Cantos e Elefante de Olinda, que movimentam os carnavalescos até o fim da folia, quando o Bacalhau do Batata e o Bicho Maluco Beleza encerram os festejos da cidade.

    É pela alegria do povo de Pernambuco e dos inúmeros turistas que chegam ao estado, é pela criatividade das fantasias esbanjadas pelos foliões nos blocos e troças, bem como nos bailes promovidos pelas prefeituras municipais, é pelas inúmeras manifestações culturais espalhadas pelo estado, é, por fim, pela perfeita cobertura feita pela impressa falada e escrita, que divulga a mais importante festa do Estado, que o carnaval de Pernambuco é reconhecido, tradicionalmente, como o melhor carnaval do planeta.

(PACÍFICO, André Fabiano. Coletânea da Academia Camarajibense de Letras. Olinda: Babbeco, 2011)
Qual é o principal motivo apontado no texto para o reconhecimento do Carnaval de Pernambuco como um dos melhores do mundo?
Alternativas
Q3212608 Português
“ Vou-me embora prá Pasárgada
 Lá sou amigo do rei
 Lá tenho a mulher que eu quero
 Na cama que escolherei
 Vou-me embora prá Pasárgada”
( Manuel Bandeira )

Ao ler esses versos de Manuel Bandeira, pode-se dizer que:
I - O poema reflete a busca do autor para a liberdade.
II - No poema há o entendimento de que o autor já viveu em Pasárgada, como se lá fosse a sua própria morada de outrora.
III - O poema ressalta a ideia do poeta de uma fuga para um lugar melhor.
IV - Em Pasárgada, o autor teria a possibilidade de viver aventuras amorosas e a satisfação de desejos eróticos.

Estão corretos os itens:
Alternativas
Q3212599 Português
Leia com atenção o texto abaixo e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.

“Em algumas ocasiões, uma pessoa que sofre um desmaio percebe o que vai acontecer e até consegue avisar alguém, mas a queda é inevitável. Trata-se de um reflexo, uma mensagem que o cérebro enviou ao coração e que faz a pessoa cair no chão e ficar inconsciente. Às vezes, quando fazemos exercício, nossas artérias abrem pequenas janelas perto de nossos músculos para aumentar o fluxo sanguíneo e liberar oxigênio quando ele é necessário, o que retira o sangue do cérebro. Isso também pode acontecer quando você vai desmaiar. Seu ritmo cardíaco aumenta para você alcançar a pressão que permita enviar mais sangue para o cérebro”. Mas, se essas medidas não funcionam, o cérebro ativa um “sistema de emergência”. E é nesse momento que ficamos inconscientes.
Sobre o texto, analise os itens abaixo:

I - É possível que uma pessoa que vai sofrer de desmaio consiga avisar alguém antes de desmaiar.
II - A inconsciência se deve ao fato de o cérebro ativar um sistema de emergência.
Alternativas
Q3212553 Português
"Foi começando bem, mas tudo teve um fim": o impacto do plágio no mercado musical

22/01/2025

Por Juliano Félix de Souza | Advogado especialista em Proteção Intelectual do escritório Escobar Advocacia

A recente decisão liminar da 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que determinou a suspensão da música “Million Years Ago”, lançada pela cantora britânica Adele em 2015, por considerá-la plágio da canção “Mulheres”, composta por Toninho Geraes e gravada em 1995 por Martinho da Vila, lança luz [___]SOB/SOBRE a importância da proteção dos direitos autorais, especialmente no contexto empresarial. O juiz do caso reconheceu a “INDISFARÇÁVEL/INDISFARSÁVEL simetria” entre as melodias das duas obras, ordenando a retirada da música de todas as plataformas digitais, [___]SOB/SOBRE pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

No universo jurídico, o plágio é definido como a cópia não autorizada de uma obra intelectual, configurando violação dos direitos do autor. No Brasil, a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) protege as criações intelectuais, assegurando aos autores o direito exclusivo sobre suas obras. A Convenção de Berna, da qual o Brasil é SIGNATÁRIO/SIGUINATÁRIO, ESTENDE/EXTENDE essa proteção internacionalmente, garantindo que os direitos autorais sejam respeitados além das fronteiras nacionais.

Esse caso não é isolado. Em 1978, o cantor britânico Rod Stewart lançou “Da Ya Think I’m Sexy?”, ______ melodia apresentava semelhanças com “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor. Após alegações de plágio, Stewart ADMITIU/ADIMITIU a influência involuntária e acordou que os lucros da canção fossem destinados ao Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Outro exemplo envolve a banda britânica The Rolling Stones, que em 1968 lançou “Sympathy for the Devil”. A canção apresenta similaridades com “Sá Marina”, de Antônio Carlos e Jocafi, lançada no mesmo ano. Embora não tenha havido ação judicial, o caso é frequentemente citado em discussões sobre plágio na música.

As consequências do plágio na economia digital vão muito além da indenização devida ao autor. O infrator, além de arcar com os custos judiciais e os valores compensatórios, enfrenta prejuízos significativos decorrentes da indisponibilidade da música em plataformas de streaming, principal canal de consumo musical na atualidade. Isso pode acarretar [___]A/NA perda de receitas consideráveis, impactando contratos publicitários e royalties. Soma-se a isso o pagamento de eventuais RECISÕES/RESCISÕES contratuais com gravadoras, distribuidoras e parceiros comerciais, além do desperdício do custo de produção da obra retirada de circulação.

Por fim, o impacto reputacional é incalculável: a marca do artista e de sua equipe sofre danos que podem comprometer futuras colaborações e contratos. Em um mercado tão competitivo e globalizado, o plágio não é apenas uma violação legal, mas também um grande erro estratégico e financeiro.


SOUZA, Juliano Félix de. "Foi começando bem, mas tudo teve um fim": o impacto do plágio no mercado musical. Correio de Pernambuco, 22 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/2025/01/foi-comecando-bem-mas-tudo-teve-u m-fim-o-impacto-do-plagio-no-mer.html. Acesso em: 25 jan. 2025. Adaptado.
Qual dos trechos abaixo NÃO veicula uma opinião do autor do artigo?
Alternativas
Q3212413 Português
Bets, perigo no seu bolso
Revista Pesquisa FAPESP


Até 2028, o prejuízo global causado pelas plataformas de apostas on-line, ou bets, pode chegar a US$ 700 bilhões. O alerta é de uma comissão internacional reunida pela revista científica Lancet Public Health, que aponta o crescimento no alcance desses jogos pelo acesso disseminado a smartphones, devido à legalização e à chegada das apostas comerciais a novos lugares do mundo. Isso inclui países de baixa e média renda, ______ não há uma infraestrutura regulatória robusta, inclusive por meio de campanhas usando influenciadores digitais. “As apostas, de alguma maneira, agora são permitidas legalmente em mais de 80% dos países do mundo”, escreveram. Com isso, 10,3% dos adolescentes já fizeram apostas on-line, assim como 5,5% das mulheres e 11,9% dos homens se envolveram em apostas de risco. Eles estimam que 80 milhões de adultos enfrentem transtornos ligados a esse tipo de jogo em todo o mundo. Os danos à saúde e ao bem-estar são mais extensos do que se tinha percebido e afetam outras pessoas no entorno dos apostadores [...]. O informe pede maior controle regulatório preventivo, que só pode ser eficaz de forma globalmente coordenada (Lancet Public Health, 24 de outubro).

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/bets-perigo-no-seu-bolso/. Acesso em: 25 jan. 2025. Adaptado para esta avaliação. 
Segundo as informações desse texto,
Alternativas
Q3212409 Português
Leia o trecho a seguir, observando o uso das aspas duplas.
O astro do rock e ex-Beatle Paul McCartney disse à BBC que mudanças propostas na legislação de direitos autorais podem permitir tecnologias que "roubam os artistas e músicos" sejam implementadas, impossibilitando todos de ganhar a vida fazendo música.
O Reino Unido está considerando uma revisão da lei que permitiria que desenvolvedores de inteligência artificial (IA) usem o conteúdo de criadores na internet para ajudar a desenvolver seus modelos — a menos que os detentores dos direitos se manifestem expressamente contra isso. [...] KUENSSBERG, Laura. Paul McCartney: 'Não deixem a inteligência artificial roubar os artistas'. BBC Brasil, 25 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn57ez2y6wxo. Acesso em: 25 jan. 2025.

As aspas duplas foram empregadas nesse trecho para indicar um discurso
Alternativas
Q3212339 Português
Origem do Universo

    Na astronomia, o Universo corresponde ao conjunto de toda a matéria, energia, espaço e tempo existente. Ele reúne os astros: planetas, cometas, estrelas, galáxias, nebulosas, satélites, entre outros.    
    O Universo é, portanto, mais que um local imenso, ele é tudo, e engloba tudo o que existe. Para muitos, infinito. Note que do latim, a palavra universum significa “todo inteiro” ou “tudo em um só”.
    Segundo a teoria criada pelo astrônomo George Lemaître (1894−1966), o Universo tem uma origem comum, a partir da qual tudo se originou. Esta teoria foi confirmada pelo astrônomo norte−americano Edwin Hubble, que verificou que as galáxias estão em constante expansão e afastamento.
    A teoria do Big Bang diz que toda matéria e energia se concentravam em um ponto superdenso e quente, conhecido como singularidade. A partir deste ponto, o Universo se expandiu num processo conhecido como inflação, que durou uma fração infinitesimal de tempo.
    Uma série de transformações continuou a acontecer por bilhões de anos, até a estrutura com a qual o conhecemos hoje. O Universo foi se expandindo cada vez mais, de forma que foi se resfriando, dando origem aos diversos astros.

Fonte: Toda Matéria. Adaptado.
De acordo com o texto, o Universo veio:
Alternativas
Q3212305 Português
Um passatempo

"O melhor disso tudo é saber que não estamos sós em nossos hábitos"

Patrícia Espírito Santo | 26/01/2025


Não que eu tenha horror de fazer supermercado. Não é algo que me incomode muito, mas, ainda assim, não tenho tido muita chance de fazê-lo. Aqui em casa são poucas coisas que conseguimos comprar virtualmente, e supermercado, definitivamente, ainda não entrou no nosso radar on-line.

Não sei se porque somos de gerações que nasceram no tempo em que não existiam hipermercados, só os pequenos de bairro, onde era comum anotar as compras na caderneta para pagar no início do mês. Fato é que gostamos de apreciar as gôndolas e pegar nas mercadorias antes de decidir levá-las, por mais contraproducente que isso possa parecer.

Não tenho a chance de desfrutar desse passeio porque meu marido adora fazê-lo. Ele é do tipo que dá bom dia a cavalo e faz amizade com todo mundo, do gerente aos repositores e operadores de caixa. Não passamos um mês sequer sem que ele chegue em casa com centenas de frutas da época bem maduras que acaba ganhando porque “iam perder”. Viram doces a serem distribuídos aos amigos.

Sempre que o acompanho nas compras, querendo tornar mais leve o enfrentamento de carrinhos cheios e filas, resta-me observar o alheio. Não há como escapar. Sou capaz de duvidar que exista alguém que resista a não fazer um perfil do consumidor, que se encontra à sua frente na fila ou logo atrás, a partir de suas compras.

Aquele ali vai fazer um churrasco e vai beber muito! Meus Deus, só teor alcoólico alto! Aquele outro não gosta de cozinhar, está levando só coisa pronta que não faz bem à saúde. Já aquele outro deve ter uma penca de crianças em casa. Apreciando esse ou aquele, nos lembramos do que está faltando em nossas prateleiras e começa o corre-corre entre os corredores em busca de mais um produto, enquanto o parceiro segura o lugar na fila.

O melhor disso tudo é saber que não estamos sós em nossos hábitos. Assim como1 nessas horas podemos perceber como2 devemos ou não nos comportar em ambientes públicos. Nada como3 uma fila para colocar em prova nossos direitos e deveres, nossa capacidade de sermos pacientes e generosos ou de impor limites.


ESPÍRITO SANTO, Patrícia. Um passatempo. Estado de Minas, 26 de janeiro de 2025. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/patricia-espirito-santo/2025/01/7043102-um-passatempo.html. Acesso em: 26 jan. 2025. Adaptado. 
A respeito de ir às compras de supermercado como forma de passatempo, percebe-se que a articulista se mostra
Alternativas
Q3212253 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.

    Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.

     Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)
Em relação ao que classifica como preconceitos individuais, o autor 
Alternativas
Q3211555 Português

Leia o texto para responder à questão. 



    Existem várias formas de preconceito. Uma primeira distinção útil é aquela entre preconceitos individuais e preconceitos coletivos. Neste momento, não estou interessado nos preconceitos individuais, tais como as superstições, as crenças no azar, na maldição, no mau-olhado, que nos induzem a cruzar os dedos e a carregar folhas de arruda, ou a não realizar certas ações, como viajar às sextas-feiras ou sentar-se à mesa em treze pessoas, a buscar apoio em amuletos para afastar o azar ou em talismās para trazer sorte. Não me interesso por isso porque são crenças mais ou menos inócuas, que não têm a periculosidade social dos preconceitos coletivos.


    Chamo de preconceitos coletivos aqueles que são compartilhados por um grupo social inteiro e estão dirigidos a outro grupo social. A periculosidade dos preconceitos coletivos depende do fato de que muitos conflitos entre grupos, que podem até mesmo degenerar na violência, derivam do modo distorcido com que um grupo social julga o outro, gerando incompreensão, rivalidade, inimizade, desprezo ou escárnio. Geralmente, este juízo distorcido é recíproco, e em ambas as partes é tão mais forte quanto mais intensa é a identificação entre os membros individuais e o próprio grupo. A identificação com o próprio grupo faz com que se perceba o outro como diverso, ou mesmo como hostil. Para esta identificação-contraposição contribui precisamente o preconceito, ou seja, o juízo negativo que os membros de um grupo fazem das características do grupo rival.


    Os preconceitos de grupo são inumeráveis, mas os dois historicamente mais relevantes e influentes são o preconceito nacional e o preconceito de classe. Não é por outro motivo que os grandes conflitos que marcaram a história da humanidade são os derivados das guerras entre nações ou povos (ou também raças) e da luta de classes. Não há nação que não traga nas costas uma ideia persistente, tenaz e dificilmente modificável da própria identidade, que se apoiaria em sua pretensa e presumida diversidade em relação a todas as outras nações. Há uma grande diferença, às vezes uma oposição, entre o modo como um povo vê a si mesmo e o modo como é visto pelos outros povos; mas, geralmente, ambos os modos são constituídos por ideias fixas, por generalizações superficiais (todos os alemães são prepotentes, todos os italianos são espertalhões etc.), que precisamente por isso são chamadas de “estereótipos”.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado)

Na opinião do autor, uma determinada nação
Alternativas
Q3210715 Português
Texto CG1A1

        Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão.

        Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele.

         Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Trad. Isa Mara Lando.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue o item que se segue. 


De acordo com o texto, o carvão é imprescindível porque as atividades humanas, em sua quase totalidade, dependem do uso desse material, sejam elas banais ou importantes, pacíficas ou perigosas.  

Alternativas
Q3210714 Português
Texto CG1A1

        Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão.

        Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele.

         Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Trad. Isa Mara Lando.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue o item que se segue. 


Infere-se do texto que, em geral, as pessoas que não trabalham nas minas estão alienadas, de modo presumivelmente deliberado, do trabalho dos mineiros. 

Alternativas
Q3210713 Português
Texto CG1A1

        Observando os mineiros trabalharem, você percebe, por um breve instante, como são diferentes os universos habitados por diferentes pessoas. Os subterrâneos onde se escava o carvão são uma espécie de mundo à parte, e é fácil viver toda uma vida sem jamais ouvir falar dele. É provável que a maioria das pessoas até prefira não ouvir falar dele. E, contudo, esse mundo é a contraparte indispensável do nosso mundo da superfície. Praticamente tudo que fazemos, desde tomar um sorvete até atravessar o Atlântico, desde assar um filão de pão até escrever um romance, envolve usar carvão, direta ou indiretamente. Para todas as artes da paz, o carvão é necessário; e, se a guerra irrompe, é ainda mais necessário. Em épocas de revolução, o mineiro precisa continuar trabalhando, do contrário a revolução tem que parar, pois o carvão é essencial tanto para a revolta como para a reação. Seja lá o que for que aconteça na superfície, as pás e picaretas têm que continuar escavando sem trégua — ou fazendo uma pausa de algumas semanas, no máximo. Porém, de modo geral, não temos consciência disso; todos sabemos que “precisamos de carvão”, mas raramente, ou nunca, nos lembramos de tudo o que está envolvido no processo para se obter carvão.

        Aqui estou eu escrevendo, sentado diante da minha confortável lareira a carvão. De quinze em quinze dias, a carroça de carvão para na porta e uns homens de blusão de couro trazem o carvão para dentro de casa em sacos robustos, cheirando a piche, e o despejam no depósito de carvão embaixo da escada. É só muito raramente, quando faço um esforço mental bem definido, que estabeleço a conexão entre esse carvão e o penoso trabalho realizado lá longe, nas minas. É apenas “carvão”, algo que eu preciso ter, uma coisa escura que chega misteriosamente, vinda de nenhum lugar em especial, como o maná, só que devemos pagar por ele.

         Seria fácil atravessar de carro todo o norte da Inglaterra sem lembrar, nem uma só vez, que, dezenas de metros abaixo da estrada, os mineiros estão atacando o carvão com suas picaretas. E, contudo, são eles que estão fazendo seu carro andar. O mundo deles lá embaixo, iluminado por suas lâmpadas, é tão necessário para o mundo da superfície, da luz do dia, como a raiz é necessária para a flor.

George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Trad. Isa Mara Lando.
São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CG1A1, julgue o item que se segue. 


O texto contrapõe duas dimensões distintas: a subterrânea, caracterizada pelo trabalho árduo dos mineiros em meio à completa escuridão, e a da superfície, exposta à luz do dia. 

Alternativas
Q3210304 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

DIA NACIONAL DA CULTURA: O ACRE ALÉM DAS ARTES

Cultura é um conjunto de tradições, características e costumes de um povo, em todas as suas pluralidades e particularidades. Envolve as artes, a culinária, as linguagens escritas, orais, o modo de se vestir, de se portar, dentre tantos outros detalhes que tornam cada sociedade única.

O Acre é um estado rico em cultura. Apenas citando nossa culinária típica, é possível identificar o tacacá, o açaí e o pirarucu, tão comuns também nos irmãos do Norte do Brasil. Dos vizinhos da América do Sul, herdamos a saltenha, a chicha, o chouriço; dos povos mediterrâneos, as sfihas, kaftas e kibes em seus mais variados sabores. Quem nunca parou em uma banquinha no centro da cidade para comer um kibe de arroz bem crocante, embebido em molho de pimenta?

A culinária, no entanto, é apenas uma ramificação da imensa árvore cultural que forma o Aquiri. Ao andar pelas ruas das cidades, pode-se identificar as falas tão típicas do povo acreano: “Ei maninha!”, alguém grita para um conhecido, enquanto “baldeia” a calçada. Você gosta de tomar um açaí gelado com leite condensado e cereal? “Marrapaz, gosto mermo é de tomar com açúcar e farinha!”, o acreano responde.

E o que dizer da cultura musical do acreano? Dos bailes no Casarão, os forrós da velha guarda unidos nos senadinhos, ao baque acreano, fruto da nossa forte influência dos cearenses, que vieram para os seringais durante o ciclo da borracha, no final do século XIX.

O estado mais oeste do país, onde o vento faz a curva, celebra mais um Dia Nacional da Cultura. E não tem essa de dizer que o Acre não existe e não tem cultura. Ele existe exatamente porque tem cultura, uma cultura cheia de influências e de particularidades, rica e única. Acreaníssima.

Fonte: Fundação de Cultura Elias Mansur – (acessado em: 12/12/2024)

Disponível em: https://www.femcultura.ac.gov.br/dia-nacional-da-cultura-o-acre-alem-das-artes/

O texto enfatiza, de maneira argumentativa, que o Acre, longe de ser um estado sem cultura, é extremamente rico culturalmente, com diversas influências e características próprias. Qual das alternativas abaixo melhor descreve o ponto de vista do autor, levando em consideração a argumentação apresentada?

Alternativas
Q3210303 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

DIA NACIONAL DA CULTURA: O ACRE ALÉM DAS ARTES

Cultura é um conjunto de tradições, características e costumes de um povo, em todas as suas pluralidades e particularidades. Envolve as artes, a culinária, as linguagens escritas, orais, o modo de se vestir, de se portar, dentre tantos outros detalhes que tornam cada sociedade única.

O Acre é um estado rico em cultura. Apenas citando nossa culinária típica, é possível identificar o tacacá, o açaí e o pirarucu, tão comuns também nos irmãos do Norte do Brasil. Dos vizinhos da América do Sul, herdamos a saltenha, a chicha, o chouriço; dos povos mediterrâneos, as sfihas, kaftas e kibes em seus mais variados sabores. Quem nunca parou em uma banquinha no centro da cidade para comer um kibe de arroz bem crocante, embebido em molho de pimenta?

A culinária, no entanto, é apenas uma ramificação da imensa árvore cultural que forma o Aquiri. Ao andar pelas ruas das cidades, pode-se identificar as falas tão típicas do povo acreano: “Ei maninha!”, alguém grita para um conhecido, enquanto “baldeia” a calçada. Você gosta de tomar um açaí gelado com leite condensado e cereal? “Marrapaz, gosto mermo é de tomar com açúcar e farinha!”, o acreano responde.

E o que dizer da cultura musical do acreano? Dos bailes no Casarão, os forrós da velha guarda unidos nos senadinhos, ao baque acreano, fruto da nossa forte influência dos cearenses, que vieram para os seringais durante o ciclo da borracha, no final do século XIX.

O estado mais oeste do país, onde o vento faz a curva, celebra mais um Dia Nacional da Cultura. E não tem essa de dizer que o Acre não existe e não tem cultura. Ele existe exatamente porque tem cultura, uma cultura cheia de influências e de particularidades, rica e única. Acreaníssima.

Fonte: Fundação de Cultura Elias Mansur – (acessado em: 12/12/2024)

Disponível em: https://www.femcultura.ac.gov.br/dia-nacional-da-cultura-o-acre-alem-das-artes/
No início do texto, é abordado a ideia de cultura de uma forma ampla, definindo-a como um conjunto de tradições e costumes de um povo, englobando uma variedade de aspectos. À medida que o texto avança, a ideia vai se desdobrando e detalhando algumas dessas manifestações culturais, como a culinária e as práticas sociais. Considerando essa estrutura, qual das alternativas abaixo reflete corretamente a organização do texto quanto à hierarquia das ideias e sua coerência?
Alternativas
Q3210232 Português
FOLCLORE

        Por folclore entendemos as manifestações da cultura popular que caracterizam a identidade social de um povo. O folclore pode ser manifestado tanto de forma coletiva quanto individual e reproduz os costumes e as tradições de um povo, transmitidos de geração para geração. Sendo assim, todos os elementos que são parte da cultura popular e que estão enraizados na tradição desse povo são parte do folclore.
        As manifestações do folclore dão-se por meio de mitos, lendas, canções, danças, artesanatos, festas populares, brincadeiras, jogos etc. O folclore é parte integrante da cultura de um povo e, por isso, é considerado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial, sendo imprescindível a realização de esforços para a sua preservação.
        As características do que pode ser definido ou não como folclore foram arduamente debatidas por intelectuais europeus e americanos. Esse debate, no entanto, não se encerrou, e aqui no Brasil diversos elementos do que se caracteriza como folclore ou são rebatidos ou são relativizados. Sendo assim, percebe-se que não existe um consenso entre os especialistas.
        O folclore naturalmente não é um elemento presente em lugares específicos, mas é algo manifestado por todas as culturas, pois todas elas têm o seu conjunto de crendices, mitos, tradições e personagens que compõem seu saber popular.

Fonte: Brasil Escola (UOL) — Adaptado.
Sobre o folclore, segundo o texto, é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q3210231 Português
FOLCLORE

        Por folclore entendemos as manifestações da cultura popular que caracterizam a identidade social de um povo. O folclore pode ser manifestado tanto de forma coletiva quanto individual e reproduz os costumes e as tradições de um povo, transmitidos de geração para geração. Sendo assim, todos os elementos que são parte da cultura popular e que estão enraizados na tradição desse povo são parte do folclore.
        As manifestações do folclore dão-se por meio de mitos, lendas, canções, danças, artesanatos, festas populares, brincadeiras, jogos etc. O folclore é parte integrante da cultura de um povo e, por isso, é considerado pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial, sendo imprescindível a realização de esforços para a sua preservação.
        As características do que pode ser definido ou não como folclore foram arduamente debatidas por intelectuais europeus e americanos. Esse debate, no entanto, não se encerrou, e aqui no Brasil diversos elementos do que se caracteriza como folclore ou são rebatidos ou são relativizados. Sendo assim, percebe-se que não existe um consenso entre os especialistas.
        O folclore naturalmente não é um elemento presente em lugares específicos, mas é algo manifestado por todas as culturas, pois todas elas têm o seu conjunto de crendices, mitos, tradições e personagens que compõem seu saber popular.

Fonte: Brasil Escola (UOL) — Adaptado.
Com base no texto, analisar os itens.
I. O folclore é uma representação da cultura popular manifestado de forma coletiva, e suas características são bem definidas pelos cientistas.
II. Como parte integrante da cultura de um povo, o folclore é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial, e sua preservação é de suma importância.
Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Respostas
2821: B
2822: C
2823: D
2824: C
2825: D
2826: A
2827: D
2828: B
2829: D
2830: B
2831: B
2832: E
2833: C
2834: C
2835: C
2836: E
2837: A
2838: C
2839: A
2840: C