Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3230134 Português
De acordo com o texto, a compreensão de "cultura" tem variado ao longo do tempo e se manifesta de diferentes formas. Nesse contexto, qual das alternativas abaixo representa corretamente essa discussão sobre o conceito de cultura?  
Alternativas
Q3229701 Português
Leia o texto para responder à  questão.

Mais um ano de vida, mais um ano por viver. Autor desconhecido.

“Mais um ano se passou na minha vida. Mais uma vez é chegado o dia do meu aniversário, dia de reflexão, de silêncio, gratidão e comemoração.
Nem sempre as coisas são como desejamos, nem acontecem como sonhamos. Mas tudo tem uma razão de ser. Na vida não adianta apenas sonhar e desejar. É preciso lutar, batalhar, e estar pronto para quando a sorte passar por nós.
Este ano que passou na minha vida não foi um ano especial, mas me fez perceber que não tenho tempo a perder. Pois o tempo é o que de mais valioso temos na vida.
Eu agradeço por tudo o que vivi, pois o que não deixou uma boa recordação, deixou uma lição. E as lições, assim como as recordações, levo comigo para o resto da vida, e farão parte de mim sempre.
Obrigado por mais um ano vivido, obrigado pela oportunidade de viver mais um ano para fazer tudo aquilo que não fiz até agora! E que este ano seja de realizações e muita felicidade.”

Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/mais-um-ano-de-vida-mais-umano-por-viver.html
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3229631 Português
Leia o texto para responder à questão.

Lidando com um amor não correspondido. (Sandra Cecília).

Sofrimentos de amor acometem homens e mulheres. Quem já não sofreu a pungente dor de um amor não correspondido ou complicado? Quantas vezes ficou com os olhos fixos no telefone e ele não tocou? A pessoa amada não ligou. Quantas vezes você checou seus emails à espera de um e-mail do seu amor? A caixa lotada, mas nenhuma linha da pessoa amada. Amor sem beijos, sem carinhos e quase sem a presença da pessoa amada.
Algo em comum aumenta o sofrimento do amor não correspondido: a desilusão e a esperança. A dor é forte, mas um fiozinho de esperança acalenta seu coração. O que é proibido e complicado parece mais saboroso. Quando a pessoa amada liga, depois de semanas sem dar notícias, seu coração dispara. Ouvir a voz dele (a) é um consolo para suas noites insones. Na caixa de e-mails, lá está o e-mail esperado. Seu coração se aquece; a esperança retorna com mais força.
Se você vive um amor complicado ou não correspondido há algum tempo, pare e pense. Os minutos da sua vida estão passando. E o que você tem feito da sua vida a não ser esperar e esperar pela atenção da pessoa amada? Os amores impossíveis ou platônicos têm algo em comum: a inacessibilidade da pessoa amada. Ela nunca está presente. Fugidia, irreal e inconstante. Uma pessoa que não está “na sua". No entanto, é difícil acordar para a realidade.
A vida é feita de escolhas. Traçamos nossos destinos baseados (a) em nossas emoções e sentimentos. Atraímos as pessoas e os amores. Você quer ser feliz ou não? Gostaria de viver um amor correspondido? O destino está lhe preparando um grande amor. Basta sua decisão: parar de sofrer. Parar de roer as unhas de raiva, ciúme e desilusão. Ponha um ponto final neste amor doido em que você ama e a outra pessoa é sempre difícil e inacessível. Você pode dizer: “Meu amor basta para nós dois!" Será?
Para viver um amor complicado você precisa de uma certa dose de masoquismo. Sofrimento misturado à alegria, quando você recebe uma migalha de carinho. Algumas pessoas não sabem viver um amor correspondido. Atraem para si pessoas complicadas. Gostam do mistério e do irreal. Não deixa de ser um motivo para fugir à realidade sofrida.
O fortalecimento da sua autoestima será muito promissor para sua felicidade amorosa. Invista em você mesmo (a). Renove sua esperança. Chega de masoquismo! As pessoas que sofrem muito por um amor não correspondido, não têm fé no futuro. Recarregue a bateria da sua fé. Você vai encontrar alguém que corresponda ao seu amor. Por que não? É difícil abandonar este alguém tão maravilhoso e difícil? Por que valoriza tanto esta pessoa? Mais uma vez, a imaginação lhe pregando peças. Saiba diferenciar o amor verdadeiro da fantasia e da ilusão. O amor verdadeiro é uma troca real de carinho, presença e comprometimento.
Faça as pazes com seu espelho. Afirme para si mesmo (a), que você merece amor, carinho e respeito. E se a outra pessoa não corresponde ao seu amor, azar o dela! Não sabe o que está perdendo! Aliás, você sim, está perdendo uma chance maravilhosa de encontrar outra pessoa e ser verdadeiramente feliz!

Fonte: https://www.somostodosum.com.br/clube/artigos.asp?id=31356
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3229550 Português

(Clarice Lispector)

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer."

Com base nas informações do texto, podemos afirmar que:
Alternativas
Q3229377 Português
Durante o processo de ensino da leitura e audição em crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, um professor utiliza livros de histórias e atividades de escuta ativa. Qual é o principal objetivo dessas atividades no desenvolvimento da linguagem? 
Alternativas
Q3229365 Português
"A leitura é um processo de compreensão abrangente que envolve aspectos neurológicos, naturais, econômicos e políticos. A correspondência entre os sons e os sinais gráficos pela decifração do código e compreensão do conceito ou ideia; corresponde a um ato de compreensão, ou seja, uma busca daquilo que o texto pode significar, da mesma forma que se procura extrair significado da linguagem falada; para que a leitura seja possível, é necessário que compreendamos símbolos (significantes) e aqueles que simbolizam (significados)." "A escrita é uma forma de representação da linguagem oral; como tal, escrever também diz respeito a um ato de significar, de representar ideias, conceitos ou sentimentos, por meio de símbolos, mas de origem gráfica e não sonora."
Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/4/a-leitura-e-a-escrita-no-processo-de-alfabetizacao

Segundo o texto, para que o processo de leitura seja eficaz, o leitor deve: 
Alternativas
Q3229287 Português
Sobre a técnica de leitura scanning , analise as afirmativas abaixo:

I.É uma técnica de leitura rápida, onde o leitor busca localizar informações específicas como datas, números ou palavras-chave em um texto, sem ler o conteúdo completo.
II.O leitor utiliza essa técnica para entender o tema geral e a estrutura do texto, priorizando a compreensão do significado das ideias principais.
III.A técnica é ideal para tarefas como a localização de informações pontuais em textos longos, como listas telefônicas ou pesquisas de palavras em dicionários.

Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões). 
Alternativas
Q3229234 Português

Leia o texto para responder à questão.


Floresça a sua vida. (Autor desconhecido).



“Viver com aquele sorriso de orelha a orelha, que tanto engrandece o mundo, é a melhor forma de você agradecer por estar vivo, por estar compartilhando momentos lindos, dias maravilhosos, emoções memoráveis, sensações inesquecíveis. Só assim, desse jeito, você demonstra gratidão e sua admiração pela dádiva de estar aí na estrada de todo mundo a estrada da felicidade. Nunca tenha medo, nunca aceite receios por correr atrás de seus sonhos.


É que só se vive uma vez, duas talvez não seja possível. Então lute, pratique o bem e agradeça à vida por se ter lembrado de você! Seja feliz com um sorriso de orelha a orelha!”


Fonte:https://www.mundodasmensagens.com/mensagem/felicidade-floresca-a-suavida.html. 

Com base na leitura do texto, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3229120 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O vinho de banana que salvou produtoras afetadas por calor extremo

Emily Nkhana, uma pequena agricultora no norte do Malawi, costumava jogar fora as bananas que estavam maduras demais ou simplesmente deixá-las apodrecer, até encontrar um uso lucrativo para elas: o vinho de banana.

O calor extremo estava fazendo as bananas amadurecerem rápido demais, resultando em grandes perdas para Emily e diversos outros agricultores que vivem no distrito de Karonga.

"Então descobrimos como fazer vinho de banana", conta ela à BBC, enquanto descasca os limões usados para preservar o sabor das bananas na planta de processamento da Cooperativa Twitule.

Para os agricultores, não se trata apenas de fazer vinho, mas também de sobrevivência, resiliência e de abraçar as novas possibilidades que vêm diante das mudanças climáticas.

O cultivo era feito perto das margens do Lago Malawi. Mas, com aumento do nível das águas causado pelo aumento das chuvas, as plantações de banana passaram a ser inundadas, forçando os produtores a migrar para terras mais altas, mas mais quentes, onde as temperaturas chegam a 42°C.

"Na antiga fazenda, nosso desafio era a grande quantidade de água do lago. Algumas das bananas se afogavam na água, ou nem conseguíamos ver onde tínhamos plantado. Aqui em cima, temos calor demais. Isso faz com que nossas bananas amadureçam muito rápido e sejam desperdiçadas", diz Emily.

Ela faz parte de um grupo de mulheres unidas pela cooperativa para melhorar suas condições econômicas por meio da agricultura.

A produção de vinho é um empreendimento de pequena escala nos quintais dessas mulheres, onde elas plantam bananas.

O processo de vinificação acontece em um pequeno complexo com uma casa de quatro cômodos na vila de Mchenjere.

E é bem simples: as bananas maduras são descascadas, cortadas em pedaços pequenos, pesadas e misturadas com açúcar, fermento, passas, água, e cobertas com limões.

A mistura é então deixada para fermentar por várias semanas, transformando a polpa da banana em um vinho potente e aromático, contendo 13% de álcool - semelhante ao vinho feito de uvas.

"É um vinho de ótima qualidade. Você tem que bebê-lo sentado para poder aproveitar o sabor doce", diz Emily.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy3ygg4n3vo fragmento adaptado)

 
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3228986 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Editar DNA é ético? O debate sobre tecnologia que promete revolucionar vidas

Não há nada de novo na engenharia genética. Com o cruzamento de plantas e animais, nossos ancestrais perceberam que poderiam aumentar a quantidade de alimentos que produziam.

A genética moderna permitiu que os cientistas fizessem muito mais: realizar alterações precisas e direcionadas no DNA de organismos em laboratório. E isso, segundo eles, vai levar a novos animais e culturas mais produtivas e resistentes a doenças.

A ciência ainda está em seus primórdios, mas alimentos geneticamente editados já estão nas prateleiras do Japão: tomates ricos em uma substância química que supostamente promove a calma ou peixes com crescimento mais rápido e carne mais saborosa.

Nos Estados Unidos, empresas estão desenvolvendo rebanhos resistentes ao calor, cerejas sem caroço e amoras sem sementes.

Eles também acreditam que ela poderia combater as mudanças climáticas ao diminuir as emissões do gás metano, que contribui para o efeito estufa e é produzido por animais como vacas, cabras e cervos quando seus estômagos estão decompondo fibras duras, como a grama, para digestão.

Mas os críticos dizem que a edição de genes ainda não é comprovadamente seguros — e que continuam preocupados com as implicações para o bem-estar dos animais.

Agora, uma lei que permite a venda de alimentos com edição genética no Reino Unido está suspensa, e alguns cientistas britânicos alertam que eles podem ficar para trás em relação a outros países.

O novo governo britânico trabalhista prometeu uma maior aproximação com a União Europeia (UE), principalmente em relação às regulamentações que possam afetar o comércio.

E, atualmente, o bloco europeu tem regras muito mais rígidas sobre a venda comercial de culturas geneticamente editadas e geneticamente modificadas.

A UE estabeleceu regulamentações rigorosas sobre culturas geneticamente modificadas décadas atrás, devido a preocupações com a segurança e à oposição da opinião pública à tecnologia.

As plantações geneticamente editadas estão sujeitas às mesmas regulamentações.

Mas, para os cientistas, os termos "geneticamente editados" e "geneticamente modificados" se referem a coisas diferentes.

A modificação genética, uma tecnologia muito mais antiga, envolve o acréscimo de novos genes a plantas e animais para torná-los mais produtivos ou resistentes a doenças.

Às vezes, estes novos genes são de espécies totalmente diferentes — por exemplo, uma planta de algodão com um gene de escorpião para tornar seu sabor desagradável para os insetos.

Em contrapartida, a edição de genes envolve fazer alterações mais precisas no DNA da planta ou do animal.

Estas mudanças geralmente são bem pequenas — e envolvem editar seções do DNA para chegar a uma forma que, segundo seus defensores, poderia ser produzida por meios naturais, como o cruzamento tradicional, só que muito mais rápido.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cql3lwgl3ldo adaptado)
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q3228669 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Chimpanzés se 'curam' com plantas medicinais, diz pesquisa

Chimpanzés selvagens comem plantas que têm propriedades analgésicas e antibacterianas para se curarem, de acordo com cientistas.

Eles observaram o comportamento de animais nas florestas de Uganda que pareciam feridos ou doentes para descobrir se estavam se automedicando com plantas.

Quando um animal ferido procurou algo específico da floresta para comer, os pesquisadores coletaram amostras dessa planta e a analisaram. A maioria das plantas testadas revelou ter propriedades antibacterianas.

Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista PLOS One, acham que os chimpanzés poderiam ajudar na busca por novos medicamentos.

"Não podemos testar todas as propriedades medicinais dessas florestas", disse a cientista líder da pesquisa, Elodie Freymann, da Universidade de Oxford. "Então, por que não testar as plantas sobre as quais temos essas informações - plantas que os chimpanzés estão procurando?" Nos últimos quatro anos, Freymann passou meses acompanhando e observando atentamente duas comunidades de chimpanzés selvagens na Reserva Florestal Central de Budongo.

Além de tentar identificar sinais de dor — um animal mancando ou segurando o corpo de uma forma incomum — ela e seus colegas coletaram amostras de fezes e urina para verificar se havia doenças e infecções.

Eles prestavam atenção especial quando um chimpanzé ferido ou doente procurava algo que normalmente não comia, como casca de árvore ou casca de fruta.

"Estávamos procurando essas pistas comportamentais de que as plantas poderiam ser medicinais", explicou Freymann.

Ela conta que observou um determinado chimpanzé - um macho - que tinha um grave ferimento em uma das mãos.

"Ele não estava usando a mão para andar, estava mancando", ela lembrou.

Enquanto o restante do grupo estava sentado comendo, o chimpanzé ferido saiu mancando em busca de samambaias. "Ele foi o único chimpanzé a procurar e comer essas samambaias."

Os pesquisadores coletaram e analisaram a samambaia — uma planta chamada Christella parasitica, que revelou ter potentes propriedades anti-inflamatórias.

No total, os pesquisadores coletaram 17 amostras de 13 espécies de plantas diferentes e as enviaram para serem testadas por Fabien Schultz, da Universidade de Ciências Aplicadas de Neubrandenburg, na Alemanha.

Os testes revelaram que quase 90% das amostras inibiram o crescimento bacteriano e um terço tinha propriedades anti-inflamatórias naturais, o que significa que as plantas poderiam reduzir a dor e desenvolver o processo de cura.

Todos os chimpanzés feridos e doentes relatados no estudo se recuperaram totalmente, informou Freymann. "O indivíduo que comeu samambaias voltou a usar a mão ferida nos dias seguintes", explicou ela.

"É claro que não podemos provar 100% que algum desses casos tenha sido resultado direto da ingestão desses elementos", disse ela à BBC News.

"Mas a pesquisa revela o conhecimento medicinal que pode ser obtido com a observação de outras espécies na natureza e ressalta a necessidade urgente de preservar essas 'farmácias florestais' para as gerações futuras."

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9ww94939pyo adaptado)
De acordo com o texto é INCORRETO afirmar:
Alternativas
Q3227162 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Assinale como o texto de Fernando Sabino apresenta as diferenças de comportamento entre o gringo (sueco) e o delegado:
Alternativas
Q3227159 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Assinale a alternativa que melhor exemplifica o clímax da narrativa.
Alternativas
Q3227155 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/
Assinale a alternativa que indica a reação do sueco diante das acusações do delegado.
Alternativas
Q3227154 Português
A MULHER DO VIZINHO
Fernando Sabino


        Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora) também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
        O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
        O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo à ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer- lhe o seguinte:

O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.

        Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:

        — Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
        O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
 
        — Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não é gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou?
        Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:

— Da ativa, minha senhora?

    E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:

— Da ativa, Motinha! Sai dessa…


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Assinale qual é o motivo principal que leva o general a procurar o delegado.
Alternativas
Q3226412 Português

Leia o texto para responder à questão.


Tudo que você postar pode ser usado contra você


    Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.

    Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.

    No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.

    Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!

    Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?

    No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.

    Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.

    A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.


(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?um_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)

Considere a frase do 6º parágrafo.
Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes.
Conclui-se corretamente que o autor, ao destacar a afirmação “milhares de funcionários”, feita pelo dono da Meta, pretende
Alternativas
Q3226410 Português

Leia o texto para responder à questão.


Tudo que você postar pode ser usado contra você


    Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.

    Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.

    No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.

    Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!

    Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?

    No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.

    Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.

    A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.


(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?um_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)

Com base no texto, conclui-se corretamente que o autor
Alternativas
Q3226409 Português

Leia o texto para responder à questão.


Tudo que você postar pode ser usado contra você


    Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.

    Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.

    No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.

    Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!

    Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?

    No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.

    Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.

    A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.


(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?um_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)

De acordo com informações do texto, é correto afirmar que o abuso de direito ocorre quando
Alternativas
Q3226408 Português

Leia o texto para responder à questão.


Tudo que você postar pode ser usado contra você


    Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.

    Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.

    No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.

    Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!

    Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?

    No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.

    Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.

    A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.


(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?um_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)

Segundo as informações expostas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3226372 Português
   Mãe, acho que nunca escrevi uma carta para você. Procurei, sem sucesso, por alguma correspondência nossa na pasta onde guardo documentos passados. Tampouco fui capaz de encontrar mensagens tuas no meu celular. Não há, ao que parece, nenhum registro de comunicação entre nós.

   Tenho, no entanto, um vídeo teu, gravado pelo celular em uma viagem a Miami anos atrás, quando a tecnologia daquele tipo de registro ainda era algo novo. Filmei você andando pelos corredores de uma loja de departamentos, pedindo que eu traduzisse os rótulos dos produtos, completamente absorta na procura por um hidratante que tua amiga havia recomendado, sem saber que aquele permaneceria um dos poucos vestígios mais recentes da tua existência.

   Além disso, na minha caixa de entrada, encontrei uma única mensagem que recebi de você, enviada em setembro de 2011, pouco depois de eu ter deixado tua casa e me mudado para outra cidade, quando passei algumas semanas acometido por aquele tipo de melancolia trazida pelas grandes mudanças. No e-mail, você falava sobre solidão. Dizia que momentos como aquele podiam ser oportunos para nos conhecermos melhor, para descobrirmos o que desejamos, para aprender a lidar com as adversidades. Recomendava que eu fosse chorar no banheiro até que o nó na minha garganta fosse desatado e pedia que eu descansasse e confiasse que o dia seguinte, assim como todos os outros em frente, seria diferente.
 
   Releio essa mensagem diversas vezes como um mantra, em busca de algum estado contemplativo em que eu possa sentir tua presença. Examino o endereço do remetente, a data e a hora do envio, na esperança de que desse conjunto de dados possa emanar alguma centelha do teu espírito. Apego-me a esses parcos registros, as últimas relíquias que guardo de você.


(Gabriel Abreu. Triste não é ao certo a palavra. São Paulo: Companhia das Letras, 2023. Adaptado)
Na carta que escreve a sua mãe, o narrador
Alternativas
Respostas
2821: D
2822: D
2823: D
2824: B
2825: C
2826: B
2827: B
2828: D
2829: B
2830: D
2831: D
2832: A
2833: D
2834: B
2835: C
2836: C
2837: D
2838: E
2839: B
2840: B