Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1036481 Português

                                     O Enem e a surdez


      Suscitou alguma celeuma o tema deste ano para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Não se trata decerto de um assunto corriqueiro, mas tampouco se afigura impossível de desenvolver.

      Aqueles que criticam o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) por alegado excesso de dificuldade deveriam ler com mais atenção o caderno de questões. Havia ali elementos suficientes para redigir um texto.

      Eram quatro os itens oferecidos: norma legal sobre o dever de prover educação à pessoa com deficiência; gráfico de queda no número de matrículas de surdos; anúncio sobre preconceito no mercado profissional; e trecho sobre o reconhecimento oficial da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

      Com esse instrumental – e a capacidade indispensável de interpretação –, é possível elaborar ao menos uma exposição básica. Mostra-se frágil o argumento de que o examinado teria de possuir conhecimento prévio do assunto.

     Além disso, a escolha do tema constituiu modo mais inteligente de abordar um debate relacionado a políticas inclusivas sem descambar para os exageros do politicamente correto.

      Ninguém deve ser punido por manifestar opiniões ou esposar valores somente porque se desviam do pensamento dominante. Ouça-se a lição dos surdos em defesa da Libras: liberdade e respeito há em poder falar como se escolhe, não como outros mandam.

                                                   (Editorial. Folha de S.Paulo, 07.11.2017. Adaptado)

De acordo com as informações do editorial, é correto afirmar que a prova de redação do Enem
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Q1036480 Português

Leia a charge.

Imagem associada para resolução da questão


Na tira, as armas secretas do menino

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Q1036397 Português
Leia o texto, para responder a questão.

    Eram duas mulheres brigando – e depois não houve nada. Embolaram-se por qualquer motivo, e não queriam desprender-se uma da outra. Não havendo superioridade física acentuada de uma das partes, as duas se fundiram num corpo confuso e sacudido de vibrações que ia e vinha pela calçada, lento e brusco, nervoso e rítmico. O instinto de dança subsistia no íntimo das contendoras, prevalecendo sobre as tentativas dos corpos para se abaterem mutuamente, e tudo se fazia em silêncio, como se baila, mesmo porque nenhuma palavra adiantaria à cólera das mulheres, que só o jogo de músculos e nervos saberia exprimir numa linguagem dinâmica e cheia de consequências. Brigaram bem cinco minutos, uma eternidade para entreveros. Não tinham pressa de acabar.
    Brigavam com fúria e ao mesmo tempo com método. O fato de uma não ser bastante vigorosa para decidir logo a peleja não impediu que ela dominasse a outra. Dominava, mas a outra não se rendia.
(Carlos Drummond de Andrade. Luta. Fala, amendoeira)
A cena de uma briga de duas mulheres é caracterizada pelo narrador com expressões que descrevem
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Q1036396 Português

Leia a tira, para responder a esta questão.

Imagem associada para resolução da questão


O efeito de sentido da tira consiste em

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Q1036348 Português
Leia o texto, para responder a questão.

     Eram duas mulheres brigando – e depois não houve nada. Embolaram-se por qualquer motivo, e não queriam desprender-se uma da outra. Não havendo superioridade física acentuada de uma das partes, as duas se fundiram num corpo confuso e sacudido de vibrações que ia e vinha pela calçada, lento e brusco, nervoso e rítmico. O instinto de dança subsistia no íntimo das contendoras, prevalecendo sobre as tentativas dos corpos para se abaterem mutuamente, e tudo se fazia em silêncio, como se baila, mesmo porque nenhuma palavra adiantaria à cólera das mulheres, que só o jogo de músculos e nervos saberia exprimir numa linguagem dinâmica e cheia de consequências. Brigaram bem cinco minutos, uma eternidade para entreveros. Não tinham pressa de acabar.
      Brigavam com fúria e ao mesmo tempo com método. O fato de uma não ser bastante vigorosa para decidir logo a peleja não impediu que ela dominasse a outra. Dominava, mas a outra não se rendia.
(Carlos Drummond de Andrade. Luta. Fala, amendoeira)
A passagem do texto em que o trecho destacado expressa o sentido de causa em relação àquele a que se vincula é:
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Q1036340 Português
Leia o texto, para responder a questão.

     Todos sabemos que para falar a uma criança e ser verdadeiramente ouvido por ela é preciso ter clareza sobre o que sentimos e o que queremos transmitir. No caso do luto, nossa dificuldade para lidar com o assunto pode atrapalhar – e muito – a forma como uma criança que perdeu alguém querido vai reagir. A raiz do problema está na nossa cultura: os tabus relacionados à morte tornam ainda mais dura a vivência infantil do luto. Nossa tendência é preferir o silêncio para não enfrentar nossa própria dor nem vê-la refletida no outro.
      No Ocidente, a morte ainda é tabu. Quase não falamos sobre isso e torcemos para que a criança não pergunte e não tenhamos de responder. O desconforto maior, na verdade, é do adulto. É parte da nossa cultura a dificuldade de falar sobre coisas tristes.
    Uma proposta que poderia ajudar a quebrar o tabu é a da psicóloga americana Jessica Zitter. Ela acredita que deveríamos incluir os temas do luto e da morte no currículo escolar. Mas, até uma iniciativa dessa ser aceita e tornar-se acessível a toda a sociedade, as crianças verão e sentirão os adultos lidando de forma problemática com o luto, o que aumentará ainda mais sua insegurança. Tendo perdido um dos pais, elas vivem situações como o Dia dos Pais ou o Dia das Mães na escola. São ocasiões em que a exposição da ausência intensifica a dor. Sobre isso, vai a primeira provocação: não seria hora de as escolas eliminarem esses dias e passarem a adotar – se acharem importante – o Dia da Família? Isso poderia ajudar muito. 
(Rita de Almeida. A infância e a morte. Veja, 03.01.2018. Adaptado)
Do ponto de vista da autora,
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Q1035479 Português

                               Poucas letras e números


      A ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização) aplicada em 2016 aos terceiranistas de ensino fundamental confirma que a rede pública ainda padece de anemia crônica. Não houve avanço em relação à edição anterior, de 2014. O Ministério da Educação usa quatro níveis para categorizar os alunos – elementar, básico, adequado e desejável – e considera os dois primeiros como insuficientes.

      Mais da metade tem desempenho em leitura e matemática classificado como insuficiente. No primeiro caso, 55% dos alunos carecem da capacidade de identificar, por exemplo, informação explícita no texto de uma lenda ou de uma cantiga folclórica.

      Na ANA anterior, eram 56%. A diferença de apenas um ponto percentual indica que há estagnação, em patamar inadmissível. A situação só se mostra ligeiramente melhor no campo da escrita, com 58% no nível adequado. Na matemática, contudo, a taxa de insuficiência de 55% se repete. Nossos estudantes são fracos nas letras e também nos números.

      Os números gerais ocultam uma disparidade regional duplamente acabrunhante. Primeiro, porque há Estados com 75% de insuficiência ou mais, como Sergipe, Amapá, Maranhão, Pará e Alagoas. Depois, porque os relativamente desenvolvidos Sul e Sudeste exibem níveis baixíssimos de desempenho desejável – 12% em escrita, basta mencionar.

      A educação pública, pois, continua péssima nos Estados mais pobres e muito ruim nos mais ricos. Não há aí surpresa, pois em dois anos não se pode fazer uma revolução do ensino; desaponta, porém, nem sequer notar melhora incremental.

                                                          (Editorial. Folha de S.Paulo, 30.10.2017. Adaptado)

As informações textuais permitem afirmar que
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Q1035478 Português

                               Poucas letras e números


      A ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização) aplicada em 2016 aos terceiranistas de ensino fundamental confirma que a rede pública ainda padece de anemia crônica. Não houve avanço em relação à edição anterior, de 2014. O Ministério da Educação usa quatro níveis para categorizar os alunos – elementar, básico, adequado e desejável – e considera os dois primeiros como insuficientes.

      Mais da metade tem desempenho em leitura e matemática classificado como insuficiente. No primeiro caso, 55% dos alunos carecem da capacidade de identificar, por exemplo, informação explícita no texto de uma lenda ou de uma cantiga folclórica.

      Na ANA anterior, eram 56%. A diferença de apenas um ponto percentual indica que há estagnação, em patamar inadmissível. A situação só se mostra ligeiramente melhor no campo da escrita, com 58% no nível adequado. Na matemática, contudo, a taxa de insuficiência de 55% se repete. Nossos estudantes são fracos nas letras e também nos números.

      Os números gerais ocultam uma disparidade regional duplamente acabrunhante. Primeiro, porque há Estados com 75% de insuficiência ou mais, como Sergipe, Amapá, Maranhão, Pará e Alagoas. Depois, porque os relativamente desenvolvidos Sul e Sudeste exibem níveis baixíssimos de desempenho desejável – 12% em escrita, basta mencionar.

      A educação pública, pois, continua péssima nos Estados mais pobres e muito ruim nos mais ricos. Não há aí surpresa, pois em dois anos não se pode fazer uma revolução do ensino; desaponta, porém, nem sequer notar melhora incremental.

                                                          (Editorial. Folha de S.Paulo, 30.10.2017. Adaptado)

No texto, afirma-se que “Mais da metade tem desempenho em leitura e matemática classificado como insuficiente.” Portanto, com base nos critérios do Ministério da Educação, esse contingente de alunos está nos níveis
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Q1035477 Português

                               Poucas letras e números


      A ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização) aplicada em 2016 aos terceiranistas de ensino fundamental confirma que a rede pública ainda padece de anemia crônica. Não houve avanço em relação à edição anterior, de 2014. O Ministério da Educação usa quatro níveis para categorizar os alunos – elementar, básico, adequado e desejável – e considera os dois primeiros como insuficientes.

      Mais da metade tem desempenho em leitura e matemática classificado como insuficiente. No primeiro caso, 55% dos alunos carecem da capacidade de identificar, por exemplo, informação explícita no texto de uma lenda ou de uma cantiga folclórica.

      Na ANA anterior, eram 56%. A diferença de apenas um ponto percentual indica que há estagnação, em patamar inadmissível. A situação só se mostra ligeiramente melhor no campo da escrita, com 58% no nível adequado. Na matemática, contudo, a taxa de insuficiência de 55% se repete. Nossos estudantes são fracos nas letras e também nos números.

      Os números gerais ocultam uma disparidade regional duplamente acabrunhante. Primeiro, porque há Estados com 75% de insuficiência ou mais, como Sergipe, Amapá, Maranhão, Pará e Alagoas. Depois, porque os relativamente desenvolvidos Sul e Sudeste exibem níveis baixíssimos de desempenho desejável – 12% em escrita, basta mencionar.

      A educação pública, pois, continua péssima nos Estados mais pobres e muito ruim nos mais ricos. Não há aí surpresa, pois em dois anos não se pode fazer uma revolução do ensino; desaponta, porém, nem sequer notar melhora incremental.

                                                          (Editorial. Folha de S.Paulo, 30.10.2017. Adaptado)

De acordo com o editorial, a Avaliação Nacional de Alfabetização de 2016 indica que
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Q1035434 Português

Um jornal publica o horóscopo para os nativos de Peixes: “Assuma uma atitude cuidadosa e volte sua visão crítica às relações pessoais. Não se afaste emocionalmente das pessoas”.


Os opositores da astrologia podem argumentar que esse texto:

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Q1035433 Português

“A gente sabe que um alimento isoladamente não faz milagre. Mas boas escolhas podem transformar o carrinho do supermercado em um aliado da saúde por dentro e por fora. Os alimentos antioxidantes, por exemplo, combatem os radicais livres, evitando o desgaste das células, ajudando na regeneração dos tecidos e prevenindo o envelhecimento precoce”. (Angélica Banhara, Metro, 17/09/2018)


O texto recomenda:

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Q1035432 Português

“Na esquina da Rua Haddock Lobo com a Maestro Villa-Lobos, na Tijuca, um bairro do Rio, um bueiro se abriu e ficou jorrando esgoto pela calçada. O pior é que isso é na altura de um restaurante. Imagina estar almoçando com aquele cheiro horrível? Essas tubulações velhas precisam ser consertadas urgentemente!”. (Carta de Leitor)


A autora da carta atribui o problema ao(à):

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Q1035431 Português

“O tema da velhice foi objeto de estudo de brilhantes filósofos ao longo dos tempos. Um dos melhores livros sobre o assunto foi escrito pelo pensador e orador romano Cícero: A Arte do Envelhecimento. Cícero nota, primeiramente, que todas as idades têm seus encantos e suas dificuldades. E depois aponta para um paradoxo da humanidade: Todos sonhamos ter uma vida longa, o que significa viver muitos anos. Quando realizamos a meta, em vez de celebrar o feito, nos atiramos a um estado de melancolia e amargura”.


O paradoxo a que alude o texto é:

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Q1035430 Português

Uma rede de drogarias elaborou o seguinte anúncio:


“Drogarias X – Ofertas imperdíveis e o melhor preço, você encontra aqui. Encontre a loja mais próxima em nosso site”.

Para aumentar as vendas, a rede de drogarias apela para as seguintes vantagens:

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Q1035429 Português

Segundo um informe recente, uma firma estrangeira insistiu em abrir uma filial no estado de São Paulo porque “os paulistas são muito trabalhadores”.


Esse argumento (entre aspas) se apoia num(a):

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Q1035427 Português

“O salário de um deputado federal é, em valor bruto, de R$33.763, o que representa o teto do serviço público. Os parlamentares têm ainda direito a inúmeros benefícios, como reembolso de despesas médicas, auxílio-moradia, verba de gabinete etc.”.


Esse texto informativo do jornal Metro, de 17/09/2018, responde à seguinte pergunta:

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Q1035426 Português

“O sistema de eleição em dois turnos foi criado em 1871 na Alemanha. Em eleições presidenciais, se expandiu para países tão diferentes quanto França, Portugal e Finlândia. Foi instalado em muitos países de redemocratização recente como o Brasil, Argentina, Chile, Peru e Equador. Quase toda a América Latina o adotou, assim como parte da Europa, da África e da Ásia”. (Época, 17/09/2018, p. 8)


A revista fala da eleição de dois turnos do ponto de vista:

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Q1035421 Português

O humorista José Simão disse certa vez que “Terceira idade é aquela em que a gente bota os óculos para ouvir o rádio”.


Com essa frase, o humorista denuncia um problema da velhice, que é:

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Q1035420 Português

“As grandes épocas dizem: a arte. As épocas medíocres dizem: as artes”.


A alternativa abaixo em que a passagem do singular ao plural NÃO acarreta mudança de sentido é:

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Q1035419 Português

Um grande empresário internacional proferiu a seguinte frase: “Achei que estava errado uma vez, mas eu estava enganado”.


A frase demonstra um defeito pessoal do empresário, que é:

Alternativas
Respostas
28121: C
28122: D
28123: B
28124: D
28125: C
28126: A
28127: B
28128: D
28129: A
28130: C
28131: E
28132: D
28133: B
28134: A
28135: E
28136: B
28137: D
28138: B
28139: C
28140: A