Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1130538 Português
Leia o texto para responder à questão.

Violência na fronteira

    As agressões contra imigrantes venezuelanos em Pacaraima (RR), no sábado [18.08.2018], envergonham o país.
    Por mais que se compreendam as tensões sociais exacerbadas pelo influxo contínuo de refugiados, não há como relevar o recurso à violência para expulsar famílias que deixaram tudo para trás, empurradas pelo desespero.
    É impossível minimizar o desastre social, econômico e político que se abate sobre a nação vizinha, sob a autoridade do ditador Nicolás Maduro.
    Fome, desabastecimento, repressão e criminalidade urbana impulsionam a busca por uma vida melhor, ou pela simples sobrevivência. Nada diverso dos motivos que levaram pioneiros de outras regiões brasileiras a povoar Roraima, poucas décadas atrás, se bem que não sob ameaça de uma guerra civil.
    Um estado não pode arcar sozinho com o inegável ônus representado pela onda de venezuelanos. Os sistemas de saúde e segurança pública, numa região pobre, são despreparados para lhe fazer frente. O governo federal deve agir, com mais decisão.
    O Brasil tem larga tradição de receber imigrantes. Há que mantê-la, o que não se separa da responsabilidade de organizar o fluxo, sem atenção para considerações miúdas quanto a interesses de política provinciana em ano eleitoral.
    Atribuir a violência aos recém-chegados não se sustenta em fatos, ainda que episódios isolados possam ocorrer. Roraima já enfrentava guerra sangrenta entre facções nacionais do tráfico.
    A primeira preocupação deve ser evitar que a escalada de tensão degenere em uma voga xenófoba, mesmo porque nada indica que os venezuelanos encontrem, em breve, incentivos para deixar de fugir.
(Editorial. Folha de S.Paulo. 23.08.2018. Adaptado)
Ao analisar a entrada de venezuelanos no país, o editorial defende que o Brasil
Alternativas
Q1130419 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 

Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, os itens a seguir.

Em “... uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino.” o “os” em destaque remete a “cérebros”, implícito no texto.

Alternativas
Q1130416 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 

Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.



Em “Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino.”, a informação em destaque contrasta com a informação anterior: meninas amadurecem mais cedo do que meninos, sendo que a relação de contraste é identificada por meio do emprego da conjunção “mas”.

Alternativas
Q1130415 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 

Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.



Segundo estudo, transformações importantes que aceleram o cérebro começam em torno de 10 anos antes ou mais nas mulheres.

Alternativas
Q1130414 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 

Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.



Com o aumento de conexões no decorrer dos anos, o cérebro fica mais veloz e aí acontece o amadurecimento. Esse processo só ocorre nos homens depois dos 20 anos de idade.


Alternativas
Q1130413 Português
Cientistas descobrem por que mulheres
amadurecem antes dos homens 

     Há muito tempo, as mães aconselham as filhas adolescentes a ignorarem as brincadeiras infantis dos colegas de classe porque, afinal, elas são mais maduras. Na prática, muitos concordam que meninas amadurecem mais cedo do que meninos, mas uma pesquisa da Newcastle University descobriu cientificamente que o cérebro feminino realmente se transforma antes do que os das pessoas do sexo masculino. As informações são do Daily Mail.
     Os especialistas estudaram o cérebro de 121 pessoas com idades entre 4 e 40 anos com o objetivo de identificar quando o cérebro de cada uma passava pelo processo de amadurecimento, que é quando algumas partes do órgão ficam menores e ligações desnecessárias são desativadas, o que o faz trabalhar de maneira mais eficiente.
     O resultado das observações mostrou que este processo começa aos 10 anos nas mulheres, mas nos homens não ocorre antes dos 20. "Isto faz parte do processo de aprendizagem normal. O cérebro como um todo ainda está em expansão porque está perdendo conexões", explica o pesquisador Dr. Marcus Kaiser.
     Ele compara a resposta a este processo a como quando se vai a uma festa e tem muita gente falando ao mesmo tempo, dificultando a concentração, mas quando algumas destas vozes somem, é mais fácil conseguir encontrar o foco. Logo, conforme as conexões cerebrais vão diminuindo com o passar dos anos, o cérebro passa a trabalhar de forma mais fácil, rápida e eficiente. "Reduzir algumas projeções no cérebro o ajuda a focar no que é realmente essencial", afirma o especialista. 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/mulher/comportamento/
cientistas-descobrem-por-que-mulheres-amadurecem-antes-dos-homens,084e6776fa013410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html 
Em relação ao texto, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.
Algumas mulheres têm o cérebro mais ativo do que os homens devido a conexões que perdem.
Alternativas
Q1128129 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

    Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

    Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

    Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

    Me lembro agora com saudade da dor de escrever livros.

Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999. (Adaptado)

As marcas linguísticas e o modo de organização do discurso que caracterizam o texto são predominantemente:
Alternativas
Q1128128 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

    Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

    Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

    Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

    Me lembro agora com saudade da dor de escrever livros.

Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999. (Adaptado)

O trecho “E é uma salvação.” inicia-se por um vocábulo que indica, no contexto:
Alternativas
Q1128127 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

    Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

    Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

    Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

    Me lembro agora com saudade da dor de escrever livros.

Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999. (Adaptado)

Sobre o texto, pode-se afirmar que:
I. a autora embebe-se em frases ininteligíveis que transcendem as palavras e as frases. II. a palavra representaria um obstáculo, uma “maldição”, seria também a única saída, a própria “salvação”. III. o ato de escrever é um gesto inevitável que está acima da vontade e das preferências pessoais do autor.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q1128124 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.

    Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, [...] aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

    Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.

    Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

    [...]

    É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

    Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.

    [...]

    O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

    Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

    [...]

    De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Escrever. Veja, jan 2011. (Fragmento). Disponível em https://veja.abril.com.br

“A propósito, eu disse para a menina, PERCA A RAZÃO quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.”, o uso do verbo no imperativo no trecho destacado, considerando o contexto, assume um caráter:
Alternativas
Q1128123 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.

    Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, [...] aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

    Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.

    Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

    [...]

    É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

    Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.

    [...]

    O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

    Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

    [...]

    De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Escrever. Veja, jan 2011. (Fragmento). Disponível em https://veja.abril.com.br

A citação dos autores em “Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.” pode auxiliar e deixar consistente o que é dito pelo autor. Esse instrumento de construção textual é denominado argumento:
Alternativas
Q1128121 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.

    Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, [...] aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

    Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.

    Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

    [...]

    É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

    Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.

    [...]

    O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

    Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

    [...]

    De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Escrever. Veja, jan 2011. (Fragmento). Disponível em https://veja.abril.com.br

O termo destacado em “uma CHATA que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar” expressa o valor semântico de:
Alternativas
Q1128116 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.

    Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, [...] aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

    Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.

    Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

    [...]

    É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

    Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.

    [...]

    O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

    Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

    [...]

    De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Escrever. Veja, jan 2011. (Fragmento). Disponível em https://veja.abril.com.br

Esse fragmento de Joaquim Ferreira dos Santos, Escrever, quanto às condições de produção textual, evidencia:
Alternativas
Q1128115 Português

Texto para responder à questão.


Escrever


    A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.

    Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, [...] aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.

    Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.

    Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.

    [...]

    É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.

    Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.

    [...]

    O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.

    Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.

    [...]

    De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Escrever. Veja, jan 2011. (Fragmento). Disponível em https://veja.abril.com.br

Analise as afirmativas, quanto à capacidade polissêmica da linguagem literária.
I. É um texto polissêmico, em que os múltiplos sentidos de várias palavras e expressões se sustentam, sem cometer enganos, graças ao amparo do contexto. II. Há o uso predominante de recursos específicos de textos escritos em linguagem formal. III. O autor consegue envolver o leitor através da maneira particular de ver o cotidiano brincando com os fatos e as palavras.
Está correto o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1127983 Português
Texto para responder à questão.

Como não ser feliz
Nós não nascemos pra ser felizes. Isso é uma descoberta, um anseio recente

    A moça aproximou-se após esperar alguns minutos na fila da tarde de autógrafos na livraria e disparou, com um sorriso entre dentes, à queima-roupa:
    - Você é feliz?
    Respondi, afável mas secamente:
    - Não!
    - Jura? Não acredito!
    A essa altura, começava a pensar, pelo teor da conversa, tratar-se de pura gozação. Mas vi que era a sério quando ela tascou: - Você passa a impressão de que é bem feliz... Pedi breve licença às pessoas na fila. E avancei no debate:
    - Veja, nós não nascemos pra ser felizes. Isso é uma descoberta, um anseio recente... Há 200 anos, tudo que as pessoas queriam era sobreviver, chegar aos 30 anos... No começo dos tempos, você acha que o homem tinha tempo pra pensar em felicidade enquanto fugia dos dinossauros e outras ameaças? Ela ficou parada, certamente surpresa com argumento tão inusitado. Continuei:
    - Quantas “pessoas felizes" você conhece?
    - Não muitas - ela respondeu, já um tanto desolada.
    - Eu não conheço nenhuma - sentenciei, quase amargo.
    Ela riu um riso sem graça. Aliviei um pouco.
    - O que acontece é que algumas pessoas são bem resolvidas com seu trabalho, têm uma vida familiar relativamente tranquila... Essas pessoas talvez pareçam felizes, não demonstram amargura com a vida. E talvez eu seja uma delas. Prefiro acreditar nisso.
    Ela balançou a cabeça, resignada. E eu, concluindo meu pensamento:
    - “Ser feliz” hoje em dia tem mais a ver com poder financeiro, desejos de consumo sem-fim, que com qualquer outra coisa. Mas pense comigo: se você não vive desesperadamente pelo dinheiro, não tem sonhos impossíveis, fica mais fácil viver, mais fluente, mais tranquilo...
    A essa altura eu já me sentia protagonista da palestra “Lair Ribeiro para jovens que sonham com a felicidade”. Só que às avessas, ensinando não como ser feliz, mas como não ser.
    - Se você dedica mais tempo ao lúdico e vive menos pressionado pela corrida do ouro que virou nosso tempo, você terá mais tempo para o que importa... Isso, talvez, seja felicidade, vai saber.
    - É, mas... e o dinheiro? - ela retrucou, mostrando não sertão avoada assim. 
    - Se nos satisfizéssemos em ganhar apenas o necessário para viver bem, confortavelmente, sem sacrifícios, seria ótimo. Mas nossa natureza sempre pede mais... E isso torna as pessoas bastante infelizes, viram escravas do dinheiro...
    A fila já chiava, por conta da espera, interrompida por esse debate misterioso, para o qual os demais não foram convidados. Ainda ilustrei rapidamente, para finalizar, com um filme argentino obscuro que o vi há algum tempo, uma espécie de comédia surreal e filosófica em que dois funcionários de uma companhia elétrica ou de esgotos vagam pela cidade, vivendo situações estranhas e mesmo delirantes. Em dado momento, um fala ao outro: “Preciso ir, tenho que dormir, estou muito cansado.” Ao que o outro diz: “Ok, nos encontramos às sete então?" E o primeiro diz: “Não, preciso dormir pelo menos oito horas, senão não descanso." O outro contra-ataca: “Essa história de dormir oito horas por dia é uma invenção burguesa. Você acha que no tempo das guerras as pessoas pensavam nisso? Na Idade Média, você acha que alguém dormia oito horas por dia?” O outro fica sem palavras.
    Para arrematar nossa conversa, disse-lhe:
    - É a mesma coisa. Um guerreiro assírio não devia pensar em felicidade, apenas em sobreviver à próxima guerra. Assim é que deveríamos pensar, em sobreviverá próxima guerra. E só.
    Sorri. Ela também sorriu.
    - Fiquei muito feliz de ter você aqui nesta tarde - ainda lhe disse (enfatizando a palavra feliz) à guisa de ironia, mas não sem verdade.
BALEIRO, Zeca. Como não ser feliz. IstoÉ, dez.2012. Disponível em http://istoe.com.br (Adaptado)
Sobre as formas verbais destacadas nas frases “Isso, talvez, (1) SEJA felicidade, vai saber.” e Se nos satisfizéssemos em ganhar apenas o necessário para viver bem, confortavelmente, sem sacrifícios, (2) SERIA ótimo.”, é correto afirmar que a(s):
Alternativas
Q1127227 Português
Texto para responder à questão

Atitudes Sustentáveis

A sustentabilidade ambiental consiste em várias ações, diretas e indiretas, que buscam o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, o bem-estar social e a preservação do meio ambiente. Ou seja, trata-se do consumo responsável dos recursos naturais. Medidas, como o uso de fontes de energias limpas e renováveis (biodiesel) e o plantio de árvores, principalmente nas áreas degradadas, são algumas políticas adotadas para se viver em um mundo mais ecológico. No entanto, a sociedade como um todo deve participar: do mesmo modo que as indústrias investem em novas tecnologias para prejudicar o mínimo possível a natureza, é preciso que as pessoas tenham iniciativas sustentáveis em suas casas também, como por exemplo, a reciclagem de lixo e o uso inteligente de água e energia.

http://www.atitudessustentaveis.com.br/artigos/a-importanciada-educacao-ambiental-e-da-sustentabilidade/; Acesso em 20 dez. 2017. 
No trecho “Medidas, como o uso de fontes de energias limpas e renováveis (biodiesel) e o plantio de árvores, principalmente nas áreas degradadas, são algumas políticas adotadas para se viver em um mundo mais ecológico.”, a palavra COMO é empregada para:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: FEPESE Órgão: CELESC Prova: FEPESE - 2018 - CELESC - Assistente Social |
Q1126809 Português

Como as faces de Janus


Vivemos no mundo das redes, dos computadores portáteis, da telefonia móvel, na era da informação ubíqua, da notícia instantânea, global, planetária, que percorre – num átimo– as veias e artérias de fibra óptica do planeta. Nesse contexto, a cibercultura tem um papel ambiguamente universal: ela potencializa aquilo que somos, sem fazer exceções acerca de valores morais, políticos e ideológicos. Ela, como as demais projeções de nossa própria cognição, enfim, de nossa consciência e inteligência além de nossos próprios corpos biológicos, exprime com precisão aquilo que realmente somos. Na internet, por exemplo, encontra- -se absolutamente tudo, em termos de conteúdos. O que vai diferenciar a experiência é justamente o usuário e sua cognição particular, que se estende além dele através dessas redes informacionais. Num só termo, trata-se de extensões de nossa própria mente plasmadas nos objetos técnicos que concebemos e usamos. Se mergulho no ciberespaço para pesquisar algo importante, que diz respeito à minha pesquisa da crítica da tecnologia, e já tenho em mente o que procuro, minha experiência será uma, e dirá respeito a uma intenção que já trago comigo e que estendo aos tais objetos, mas se só intuo a minha busca, se saio a navegar de link em link, minha experiência será completamente diferente, e poderei chegar a lugares inimaginados, ou, também, a lugar algum, dependendo do que sejam as minhas próprias expectativas.

O que queremos dizer é que não há nada nas tecnologias que não seja absolutamente humano. Todos os conteúdos foram programados, postados e produzidos por seres humanos, e é por isso que a cibercultura e o ciberespaço servem também a terroristas fundamentalistas, pois são como espelhos límpidos da nossa própria face no mundo, de nossas ações e intenções, sejam elas pacifistas, terroristas, ecologistas, capitalistas e assim por diante. Como as duas faces de Janus, a cibercultura e o ciberespaço trazem para nós que os utilizamos potencializações e reciprocidades daquilo que de fato já somos, e se por um lado podem ser usados como ferramentas educacionais, pedagógicas, humanitárias, por exemplo, de pesquisa escolar, acadêmica e científica, objetivando uma sociedade melhor, mais esclarecida e igualitária, por outro podem, também, dar suporte a fins e intenções totalmente diversos, como ensinar a fazer bombas, espalhar pelo mundo ideologias extremistas e fundamentalistas infames, coordenar ataques terroristas aqui ou alhures e assim por diante. É como se Janus não tivesse apenas duas, mas sim infindáveis faces e expressões, assim como a humanidade tem, ou seja, não foi a internet que começou e provocou o terrorismo, mas sim o contrário: há terrorismo, intolerância e desumanidade no mundo, nas culturas, nas mentes e corações humanos, por isso também se refletem nesse grande espelho que a internet de fato é.

Nota: Janus é um deus romano cuja imagem está associada a mudanças e transições. No texto, a referência a Janus indica ambiguidade.

QUARESMA, A. Ruptura e tragédia social. Sociologia. ed. 72. 2017. p. 52; 55-57.[Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) com relação à frase abaixo retirada do texto.


Vivemos no mundo das redes, dos computadores portáteis, da telefonia móvel, na era da informação ubíqua, da notícia instantânea, global, planetária, que percorre – num átimo– as veias e artérias de fibra óptica do planeta. (1°parágrafo)


( ) Na frase, há marca gramatical que evidencia que o autor faz parte do contexto descrito.

( ) A palavra “ubíqua” pode ser substituída por “onipresente”, sem prejuízo de sentido na frase.

( ) A palavra “átimo” pode ser substituída por “instante”, sem prejuízo de sentido na frase.

( ) Em “as veias e artérias de fibra óptica do planeta”, há uso figurativo da linguagem, por isso a informação não deve ser interpretada em sentido literal.

( ) A expressão “num átimo” funciona como aposto explicativo do termo “percorre”.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1126718 Português

         Como combater fake news sem abrir espaço para a censura?


Apesar de boatos não serem, de forma alguma, um fenômeno recente, a dimensão de sua propagação proporcionada pelas redes sociais, especialmente em momentos críticos como [.....] vésperas de eleições, é. O combate [.....] fake news entrou na agenda política e midiática nacional, o que levou [.....] algumas possibilidades distintas de atuação.

Algumas pessoas tendem [......] preferir soluções institucionais, como a responsabilização dos produtores e a tipificação do crime pela legislação brasileira. No entanto, essa via leva [......] um outro questionamento ético: como garantir que [......] pessoas nas instituições responsáveis por punir a propagação de fake news vão agir de forma isenta, sem incorrer em perseguição política contra adversários?

Para Daniel Nascimento, ex-hacker e consultor de Segurança Digital, a reação às notícias falsas deve ser tão “espontânea” quanto a sua propagação. Ele explica que a proliferação dos boatos é facilitada pelo imediatismo que a internet proporciona. “A pessoa só lê a manchete, três linhas, e já compartilha”, exemplifica. Por isso, ele trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta, a “fakenewsautentica”, que mostraria, mediante o uso de um comando, a veracidade das notícias recebidas pelo Whatsapp ou pelo Facebook instantaneamente. Segundo ele, é possível usar os “bots” que propagam notícias falsas para propagar os desmentidos e as notícias bem apuradas, com base no trabalho de jornalistas contratados para esse propósito.

Edgard Matsuki, jornalista responsável pelo site Boatos. org, acredita no poder da conscientização. “Hoje, grande parte das pessoas sabe operar quase que de forma intuitiva um smartphone, mas infelizmente as pessoas não são educadas para checar a informação que chega via redes sociais. Nesse sentido, iniciativas que visem aumentar o senso crítico das pessoas em relação ao que circula na internet são importantes”.

O site Boatos.org apresenta dicas de checagem, dentre as quais se destacam: 1) Quando se deparar com um conteúdo, ler a notícia por completo e não parar apenas no título ou nas primeiras frases. 2) Perguntar-se sobre até que ponto a notícia escrita tem chances de ser falsa. 3) Quando a fonte não está descrita no texto, ver se foi publicado em outras fontes confiáveis. 4) Quando a notícia tem um caráter muito alarmista, desconfiar. 5) Desconfiar também de um pedido de compartilhamento. Essa é uma tática para ajudar na sobrevivência do boato. Exemplo: conteúdos com a mensagem “compartilhe antes que apaguem essa informação”. 6) Verificar os erros de português, pois as notícias falsas não têm muito apreço pela correção gramatical.

CALEGARI, L. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/brasil/como-combater-fake-news-sem-abrir-espaco-para-a-censura/>  Acesso: 04/julho/2018. [Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto.


( ) O pronome possessivo “sua” (1ª frase do texto) faz referência a “boatos”.

( ) O vocábulo “se” funciona como pronome oblíquo nas três ocorrências: “se deparar”, “Perguntar-se” e “ver se” (5° parágrafo).

( ) A locução verbal “vão agir” (2° parágrafo) expressa tempo presente, podendo ser substituída por “agem” sem afetar o significado temporal no texto.

( ) A forma verbal “mostraria” (3° parágrafo) reforça a ideia de que a ferramenta “fakene-wsautentica” ainda não se encontra efetivamente em uso.

( ) Em “compartilhe antes que apaguem essa informação” (5° parágrafo), as formas verbais sublinhadas encontram-se no modo imperativo e subjuntivo, respectivamente.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1126716 Português

         Como combater fake news sem abrir espaço para a censura?


Apesar de boatos não serem, de forma alguma, um fenômeno recente, a dimensão de sua propagação proporcionada pelas redes sociais, especialmente em momentos críticos como [.....] vésperas de eleições, é. O combate [.....] fake news entrou na agenda política e midiática nacional, o que levou [.....] algumas possibilidades distintas de atuação.

Algumas pessoas tendem [......] preferir soluções institucionais, como a responsabilização dos produtores e a tipificação do crime pela legislação brasileira. No entanto, essa via leva [......] um outro questionamento ético: como garantir que [......] pessoas nas instituições responsáveis por punir a propagação de fake news vão agir de forma isenta, sem incorrer em perseguição política contra adversários?

Para Daniel Nascimento, ex-hacker e consultor de Segurança Digital, a reação às notícias falsas deve ser tão “espontânea” quanto a sua propagação. Ele explica que a proliferação dos boatos é facilitada pelo imediatismo que a internet proporciona. “A pessoa só lê a manchete, três linhas, e já compartilha”, exemplifica. Por isso, ele trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta, a “fakenewsautentica”, que mostraria, mediante o uso de um comando, a veracidade das notícias recebidas pelo Whatsapp ou pelo Facebook instantaneamente. Segundo ele, é possível usar os “bots” que propagam notícias falsas para propagar os desmentidos e as notícias bem apuradas, com base no trabalho de jornalistas contratados para esse propósito.

Edgard Matsuki, jornalista responsável pelo site Boatos. org, acredita no poder da conscientização. “Hoje, grande parte das pessoas sabe operar quase que de forma intuitiva um smartphone, mas infelizmente as pessoas não são educadas para checar a informação que chega via redes sociais. Nesse sentido, iniciativas que visem aumentar o senso crítico das pessoas em relação ao que circula na internet são importantes”.

O site Boatos.org apresenta dicas de checagem, dentre as quais se destacam: 1) Quando se deparar com um conteúdo, ler a notícia por completo e não parar apenas no título ou nas primeiras frases. 2) Perguntar-se sobre até que ponto a notícia escrita tem chances de ser falsa. 3) Quando a fonte não está descrita no texto, ver se foi publicado em outras fontes confiáveis. 4) Quando a notícia tem um caráter muito alarmista, desconfiar. 5) Desconfiar também de um pedido de compartilhamento. Essa é uma tática para ajudar na sobrevivência do boato. Exemplo: conteúdos com a mensagem “compartilhe antes que apaguem essa informação”. 6) Verificar os erros de português, pois as notícias falsas não têm muito apreço pela correção gramatical.

CALEGARI, L. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/brasil/como-combater-fake-news-sem-abrir-espaco-para-a-censura/>  Acesso: 04/julho/2018. [Adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto.
Alternativas
Q1126715 Português

         Como combater fake news sem abrir espaço para a censura?


Apesar de boatos não serem, de forma alguma, um fenômeno recente, a dimensão de sua propagação proporcionada pelas redes sociais, especialmente em momentos críticos como [.....] vésperas de eleições, é. O combate [.....] fake news entrou na agenda política e midiática nacional, o que levou [.....] algumas possibilidades distintas de atuação.

Algumas pessoas tendem [......] preferir soluções institucionais, como a responsabilização dos produtores e a tipificação do crime pela legislação brasileira. No entanto, essa via leva [......] um outro questionamento ético: como garantir que [......] pessoas nas instituições responsáveis por punir a propagação de fake news vão agir de forma isenta, sem incorrer em perseguição política contra adversários?

Para Daniel Nascimento, ex-hacker e consultor de Segurança Digital, a reação às notícias falsas deve ser tão “espontânea” quanto a sua propagação. Ele explica que a proliferação dos boatos é facilitada pelo imediatismo que a internet proporciona. “A pessoa só lê a manchete, três linhas, e já compartilha”, exemplifica. Por isso, ele trabalha no desenvolvimento de uma ferramenta, a “fakenewsautentica”, que mostraria, mediante o uso de um comando, a veracidade das notícias recebidas pelo Whatsapp ou pelo Facebook instantaneamente. Segundo ele, é possível usar os “bots” que propagam notícias falsas para propagar os desmentidos e as notícias bem apuradas, com base no trabalho de jornalistas contratados para esse propósito.

Edgard Matsuki, jornalista responsável pelo site Boatos. org, acredita no poder da conscientização. “Hoje, grande parte das pessoas sabe operar quase que de forma intuitiva um smartphone, mas infelizmente as pessoas não são educadas para checar a informação que chega via redes sociais. Nesse sentido, iniciativas que visem aumentar o senso crítico das pessoas em relação ao que circula na internet são importantes”.

O site Boatos.org apresenta dicas de checagem, dentre as quais se destacam: 1) Quando se deparar com um conteúdo, ler a notícia por completo e não parar apenas no título ou nas primeiras frases. 2) Perguntar-se sobre até que ponto a notícia escrita tem chances de ser falsa. 3) Quando a fonte não está descrita no texto, ver se foi publicado em outras fontes confiáveis. 4) Quando a notícia tem um caráter muito alarmista, desconfiar. 5) Desconfiar também de um pedido de compartilhamento. Essa é uma tática para ajudar na sobrevivência do boato. Exemplo: conteúdos com a mensagem “compartilhe antes que apaguem essa informação”. 6) Verificar os erros de português, pois as notícias falsas não têm muito apreço pela correção gramatical.

CALEGARI, L. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/brasil/como-combater-fake-news-sem-abrir-espaco-para-a-censura/>  Acesso: 04/julho/2018. [Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto.


( ) Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos seis vocábulos, na sequência das lacunas nos dois primeiros parágrafos, é: às • às • a • a • a • as.

( ) Na primeira frase do texto, a forma verbal é pode ser substituída por são, pois, nesse caso, se trata de concordância verbal facultativa.

( ) Cada par de palavras segue a mesma regra de acentuação gráfica: fenômeno/ético; vésperas/midiática; espontânea/sobrevivência.

( ) O sinal de dois-pontos usado no segundo parágrafo introduz um esclarecimento de algo mencionado anteriormente.

( ) A pergunta que encerra o segundo parágrafo é respondida no terceiro parágrafo do texto.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
27641: B
27642: C
27643: E
27644: C
27645: E
27646: E
27647: B
27648: D
27649: C
27650: C
27651: B
27652: E
27653: B
27654: C
27655: D
27656: C
27657: A
27658: C
27659: D
27660: A