Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3252978 Português
A obra "O texto e a construção dos sentidos", de Ingedore Grunfeld Villaça Koch, aborda a construção de sentido no texto a partir de interações sociais e fatores sociocognitivos. Sobre o assunto, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.

(__) O texto contém em si mesmo todos os sentidos necessários para a compreensão pelo leitor.
(__) O processo de construção de sentidos em um texto depende exclusivamente do conhecimento linguístico do leitor.
(__) A construção de sentidos no texto ocorre sem influência de fatores socioculturais ou interacionais.
(__) A construção de sentidos no texto envolve fatores situacionais, socioculturais, cognitivos e interacionais.

A sequência está correta em: 
Alternativas
Q3252976 Português
O Campo de Atuação na Vida Pública é uma área de desenvolvimento proposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no componente de Língua Portuguesa, o Campo de Atuação na Vida Pública visa à formação cidadã, promovendo práticas de debate, defesa de direitos e participação social. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__) O Campo de Atuação na Vida Pública inclui apenas o domínio de gêneros legais relacionados à reclamação de direitos.
(__) A vivência democrática e a ética da responsabilidade são princípios centrais nesse campo de atuação.
(__) Apenas formas de participação política institucionalizadas são incentivadas, excluindo manifestações artísticas.
(__) O desenvolvimento de habilidades para produção de propostas e projetos culturais faz parte desse campo.

A sequência está correta em: 
Alternativas
Q3252975 Português
Sobre alguns dos principais pontos da obra "Educação em língua materna: uma sociolinguística da sala de aula" de Estrela Maris Bortoni-Ricardo, analise as afirmativas a seguir.

I. A autora destaca as características sociolinguísticas da sociedade brasileira, enfatizando a diversidade cultural e linguística do país.
II. Um dos temas centrais da obra é que a variação linguística não deve ser integrada ao ensino da língua materna. Pois coexistência de diferentes variantes do português, influenciadas por fatores regionais, sociais e históricos, e suas implicações para a educação não fazem parte da língua culta.
III. Bortoni-Ricardo explora a noção de competência comunicativa, ou seja, a capacidade de usar a língua de forma eficaz em diferentes contextos sociais.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252973 Português
O Campo Artístico-Literário, conforme descrito na BNCC, tem como objetivo proporcionar aos estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental um envolvimento significativo e crítico com as manifestações artísticas e literárias. Ele busca ampliar a compreensão e a apreciação dessas expressões culturais, desenvolvendo habilidades específicas relacionadas à leitura, interpretação e fruição estética. Trata-se de um dos elementos centrais do Campo Artístico-Literário:
Alternativas
Q3252971 Português
A aprendizagem autônoma no ensino de línguas envolve um conjunto de processos e estratégias estabelecidos pelos próprios aprendizes, permitindo maior engajamento com a língua alvo. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.

(__) A aprendizagem autônoma depende exclusivamente de materiais específicos e do comportamento do aluno.
(__) A aprendizagem autônoma não é sobre as características ou comportamento do aluno, nem sobre um conjunto específico de materiais.
(__) O conceito de aprendizagem autônoma ignora o contexto de vida e experiências dos aprendizes.
(__) A aprendizagem autônoma é referente aos processos que os aprendizes estabelecem para si mesmos para se engajar com a língua alvo e para continuar a desenvolver suas habilidades na língua alvo.

A sequência está correta em:
Alternativas
Q3252970 Português
A educação linguística deve promover a capacidade do aluno de compreender e se expressar linguisticamente, considerando seu contexto cultural e psicológico. Sobre o tema, abordado no livro "Ensino da Gramática. Opressão? Liberdade?" de Evanildo Bechara, analise as afirmativas a seguir.

I. O professor deve se adequar às novas técnicas de aprendizagem que considerem o conhecimento linguístico prévio do aluno e seu contexto cultural.
II. A distinção entre língua e linguagem é essencial para um ensino que respeite as variações sociais e históricas do idioma.
III. O objetivo principal do professor universitário é formar gramáticos especializados, desconsiderando o papel social e cultural da linguagem.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252968 Português
Marcos Bagno, em sua obra Gramática pedagógica do português brasileiro, propõe uma abordagem que valoriza o português brasileiro, discutindo estratégias pedagógicas para tornar o ensino da língua mais inclusivo e alinhado à realidade sociolinguística do Brasil. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta sobre as ideias apresentadas pelo autor.
Alternativas
Q3252967 Português
O livro "Ensino da Gramática. Opressão? Liberdade?" de Evanildo Bechara apresenta reflexões sobre os desafios do ensino da língua portuguesa, abordando questões como a influência da linguagem coloquial, o estudo linguístico e a aplicação das gramáticas. Acerca desse tema, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3252966 Português
Gêneros orais e escritos são formas de linguagem estruturadas e socialmente reconhecidas, utilizadas em diferentes contextos comunicativos para atender a objetivos específicos, como relatar, argumentar, informar ou narrar. Considerando o tema como é tratado na obra "Por uma Linguística Crítica", de K. Rajagopalan, avalie as seguintes proposições.

I. A obra critica a ideia de neutralidade do cientista e discute como práticas sociais e ideológicas influenciam a linguagem e sua análise.
II. Os autores afirmam que os estudos linguísticos devem permanecer restritos à descrição objetiva da língua, sem considerar seu contexto social.
III. A obra enfatiza que estudar a linguagem de forma crítica requer reconhecer seu papel nas relações de poder e nas práticas sociais.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252965 Português
Considerando o panorama da obra Texto e Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura, de Angela Kleiman, que enfatiza o processo de cognição para a compreensão textual, analise as afirmativas a seguir.

I. A leitura implica na interação entre autor e leitor, mediada pelo texto, e depende dos conhecimentos prévios e textuais do leitor.
II. A formulação de hipóteses durante a leitura é um aspecto secundário no processo de compreensão do texto.
III. O conhecimento linguístico do leitor, relacionado à gramática e ao vocabulário, não interfere na sua capacidade de interpretar textos argumentativos.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3252858 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No trecho: "Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar.", a palavra "envaidecidos" pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q3252857 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No texto, o autor menciona: "Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho."
Sob uma perspectiva cultural e semiótica, esse trecho pode ser interpretado como:
Alternativas
Q3252853 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No trecho "Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda.", o autor utiliza uma enumeração de objetos para:
Alternativas
Q3252851 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No trecho "Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças.", o autor sugere uma postura dos mineiros em relação aos pais que:
Alternativas
Q3252847 Português
A linguagem é o principal meio de comunicação humana, permitindo a expressão de ideias, sentimentos e conhecimentos. Ela pode ser verbal ou não verbal, variando conforme o contexto social e cultural. Por meio dela, os indivíduos constroem e compartilham significados, estabelecendo conexões entre si. Dadas as alternativas abaixo, sobre as diferenças entre a linguagem oral e a escrita, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3252820 Português
Tudo joia?

Em Minas Gerais, cumprimentar é mais que educação, é um código de conduta. Não importa o humor ou as circunstâncias; deixar de saudar alguém é uma ofensa grave. Desejar bom dia, boa tarde ou boa noite, olhando nos olhos, é indispensável. Mineiros não economizam nas palavras; gostam de pronunciar com ênfase, quase como no Gênesis, celebrando o início de cada encontro.

Na capital mineira, os cumprimentos se dividem em três grupos. O "Tudo bom?" é prático e direto, típico de quem está com pressa e prefere evitar longas interações. Já o "Beleza?"é descontraído e reflete uma vida leve, com foco no prazer e na arte, geralmente usado pelos descolados e amantes de uma rotina essencial.

O "Tudo joia?", por sua vez, é o mais popular, remetendo à tradição mineradora e ao valor das pepitas de ouro. Esse cumprimento é carregado de afeto e intimidade. Quem o utiliza prioriza os laços familiares, valoriza as histórias e adora prolongar as conversas, mesmo com infinitas saideiras. Para o mineiro do "Tudo joia?", falar com alguém é a verdadeira riqueza da vida. E você, qual deles é o seu?

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tudo-joia-1.2220 508
Sobre os três tipos de cumprimentos descritos no texto ("Tudo bom?", "Beleza?" e "Tudo joia?"), é correto afirmar que o cumprimento:
Alternativas
Q3252816 Português
Tudo joia?

Em Minas Gerais, cumprimentar é mais que educação, é um código de conduta. Não importa o humor ou as circunstâncias; deixar de saudar alguém é uma ofensa grave. Desejar bom dia, boa tarde ou boa noite, olhando nos olhos, é indispensável. Mineiros não economizam nas palavras; gostam de pronunciar com ênfase, quase como no Gênesis, celebrando o início de cada encontro.

Na capital mineira, os cumprimentos se dividem em três grupos. O "Tudo bom?" é prático e direto, típico de quem está com pressa e prefere evitar longas interações. Já o "Beleza?"é descontraído e reflete uma vida leve, com foco no prazer e na arte, geralmente usado pelos descolados e amantes de uma rotina essencial.

O "Tudo joia?", por sua vez, é o mais popular, remetendo à tradição mineradora e ao valor das pepitas de ouro. Esse cumprimento é carregado de afeto e intimidade. Quem o utiliza prioriza os laços familiares, valoriza as histórias e adora prolongar as conversas, mesmo com infinitas saideiras. Para o mineiro do "Tudo joia?", falar com alguém é a verdadeira riqueza da vida. E você, qual deles é o seu?

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/tudo-joia-1.2220 508
No trecho: "Desejar bom dia, boa tarde ou boa noite, olhando nos olhos, é indispensável.", o autor sugere que o ato de cumprimentar em Minas Gerais: 
Alternativas
Q3252738 Português
Os mineiros são invencíveis em festa de casamento

Quando organizei meu casamento em Belo Horizonte, o choque cultural foi imediato: eu, gaúcho, e ela, mineira, tínhamos duas tradições muito diferentes para festas de casamento. Como os convidados estavam divididos entre os dois Estados, tivemos que escolher um único modelo.

O dilema não era escolher padrinhos ou organizar os assentos no salão, mas definir a sequência da festa. No Rio Grande do Sul, o bufê é servido no início, para que as pessoas comam antes de beber e evitem exageros. Já em Minas, a comida é servida no final, como o auge da celebração.

Travei um debate com minha noiva. Argumentei que os mais velhos precisavam comer cedo para não passarem mal. Ela discordou, dizendo que isso deixaria os convidados sonolentos e a festa terminaria antes do tempo.

Beatriz explicou com convicção: em Minas, até os mais velhos lideram a dança e ninguém abandona a festa cedo. A música abre a recepção, e a comida só aparece no final, quando os mineiros "ressuscitam" e renovam a energia. Além disso, mineiros felizes comem por três e repetem o prato várias vezes, garantindo que a festa tenha um segundo pico à meia-noite.

Cedi, é claro. E ela estava certa: nenhum mineiro caiu de bêbado ou foi embora antes do fim. Às 4h30 da manhã, eles ainda estavam dançando, contrariados por terem que sair. Enquanto isso, meus amigos gaúchos não resistiram: seis deles estavam abraçados ao vaso sanitário, já sonhando com o voo de volta.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/os-mineiros-sao-i nvenciveis-em-festa-de-casamento-1.2226330 
Com base no texto de Fabrício Carpinejar, "Os mineiros são invencíveis em festa de casamento", analise as alternativas abaixo e assinale a interpretação correta que relaciona elementos culturais e comportamentais presentes no texto com as decisões tomadas pelos noivos sobre a organização da festa.
Alternativas
Q3252733 Português
Os mineiros são invencíveis em festa de casamento

Quando organizei meu casamento em Belo Horizonte, o choque cultural foi imediato: eu, gaúcho, e ela, mineira, tínhamos duas tradições muito diferentes para festas de casamento. Como os convidados estavam divididos entre os dois Estados, tivemos que escolher um único modelo.

O dilema não era escolher padrinhos ou organizar os assentos no salão, mas definir a sequência da festa. No Rio Grande do Sul, o bufê é servido no início, para que as pessoas comam antes de beber e evitem exageros. Já em Minas, a comida é servida no final, como o auge da celebração.

Travei um debate com minha noiva. Argumentei que os mais velhos precisavam comer cedo para não passarem mal. Ela discordou, dizendo que isso deixaria os convidados sonolentos e a festa terminaria antes do tempo.

Beatriz explicou com convicção: em Minas, até os mais velhos lideram a dança e ninguém abandona a festa cedo. A música abre a recepção, e a comida só aparece no final, quando os mineiros "ressuscitam" e renovam a energia. Além disso, mineiros felizes comem por três e repetem o prato várias vezes, garantindo que a festa tenha um segundo pico à meia-noite.

Cedi, é claro. E ela estava certa: nenhum mineiro caiu de bêbado ou foi embora antes do fim. Às 4h30 da manhã, eles ainda estavam dançando, contrariados por terem que sair. Enquanto isso, meus amigos gaúchos não resistiram: seis deles estavam abraçados ao vaso sanitário, já sonhando com o voo de volta.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/os-mineiros-sao-i nvenciveis-em-festa-de-casamento-1.2226330 
No texto "Os mineiros são invencíveis em festa de casamento", de Fabrício Carpinejar, observa-se um contraste cultural entre as tradições de festas de casamento no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. Sobre as diferenças mencionadas no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3252730 Português
Os mineiros são invencíveis em festa de casamento

Quando organizei meu casamento em Belo Horizonte, o choque cultural foi imediato: eu, gaúcho, e ela, mineira, tínhamos duas tradições muito diferentes para festas de casamento. Como os convidados estavam divididos entre os dois Estados, tivemos que escolher um único modelo.

O dilema não era escolher padrinhos ou organizar os assentos no salão, mas definir a sequência da festa. No Rio Grande do Sul, o bufê é servido no início, para que as pessoas comam antes de beber e evitem exageros. Já em Minas, a comida é servida no final, como o auge da celebração.

Travei um debate com minha noiva. Argumentei que os mais velhos precisavam comer cedo para não passarem mal. Ela discordou, dizendo que isso deixaria os convidados sonolentos e a festa terminaria antes do tempo.

Beatriz explicou com convicção: em Minas, até os mais velhos lideram a dança e ninguém abandona a festa cedo. A música abre a recepção, e a comida só aparece no final, quando os mineiros "ressuscitam" e renovam a energia. Além disso, mineiros felizes comem por três e repetem o prato várias vezes, garantindo que a festa tenha um segundo pico à meia-noite.

Cedi, é claro. E ela estava certa: nenhum mineiro caiu de bêbado ou foi embora antes do fim. Às 4h30 da manhã, eles ainda estavam dançando, contrariados por terem que sair. Enquanto isso, meus amigos gaúchos não resistiram: seis deles estavam abraçados ao vaso sanitário, já sonhando com o voo de volta.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/os-mineiros-sao-i nvenciveis-em-festa-de-casamento-1.2226330 
Com base no texto "Os mineiros são invencíveis em festa de casamento", identifique o posicionamento do narrador em relação ao debate cultural entre as tradições de casamento mineiras e gaúchas. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
2701: A
2702: A
2703: D
2704: C
2705: C
2706: C
2707: C
2708: B
2709: B
2710: D
2711: D
2712: B
2713: A
2714: A
2715: D
2716: D
2717: C
2718: B
2719: C
2720: D