Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O banheiro e a cirurgia
A segurança jurídica é uma das bandeiras mais recorrentes dos transgêneros. Há no Supremo Tribunal Federal (STF) duas ações que envolvem os direitos de quem porta essa condição. Uma delas nasceu do caso de uma mulher trans que exige reparação por danos morais depois de ter sido proibida de usar o banheiro feminino de um shopping em Florianópolis, Santa Catarina. Ela teria sido retirada à força do local por um agente de segurança sob o argumento de que sua presença causaria constrangimentos. “Não respeitar essas pessoas é não respeitar a natureza”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no STF. O julgamento, no entanto, está parado desde novembro de 2015, quando o ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o tema. Na decisão inicial, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que não houvera dano moral, mas “mero dissabor”.
O outro processo no STF discute a possibilidade de alteração do gênero no registro civil mesmo sem a realização da cirurgia de mudança de sexo. No recurso, um homem trans questiona a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que permitiu a alteração de seu nome, mas não a mudança do sexo feminino para o masculina no registro civil. O tribunal entendeu que ele não havia realizado a cirurgia de adequação sexual. O julgamento da ação, iniciado em 2014, foi interrompido em abril deste ano. Foi retomado em junho. Quem defende o homem trans no caso é Gisele Alessandra Schmidt, da ONG Dignidade, a primeira advogada trans a subir à tribuna no plenário do STF. “Muitas pessoas não querem fazer a cirurgia de readequação genital, por ser invasiva”, diz Gisele. “É inadmissível atrelar a mudança de gênero a uma operação”.
(VEJA no
. 42. 18 de outubro, 2017, p. 81)
O banheiro e a cirurgia
A segurança jurídica é uma das bandeiras mais recorrentes dos transgêneros. Há no Supremo Tribunal Federal (STF) duas ações que envolvem os direitos de quem porta essa condição. Uma delas nasceu do caso de uma mulher trans que exige reparação por danos morais depois de ter sido proibida de usar o banheiro feminino de um shopping em Florianópolis, Santa Catarina. Ela teria sido retirada à força do local por um agente de segurança sob o argumento de que sua presença causaria constrangimentos. “Não respeitar essas pessoas é não respeitar a natureza”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no STF. O julgamento, no entanto, está parado desde novembro de 2015, quando o ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o tema. Na decisão inicial, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que não houvera dano moral, mas “mero dissabor”.
O outro processo no STF discute a possibilidade de alteração do gênero no registro civil mesmo sem a realização da cirurgia de mudança de sexo. No recurso, um homem trans questiona a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que permitiu a alteração de seu nome, mas não a mudança do sexo feminino para o masculina no registro civil. O tribunal entendeu que ele não havia realizado a cirurgia de adequação sexual. O julgamento da ação, iniciado em 2014, foi interrompido em abril deste ano. Foi retomado em junho. Quem defende o homem trans no caso é Gisele Alessandra Schmidt, da ONG Dignidade, a primeira advogada trans a subir à tribuna no plenário do STF. “Muitas pessoas não querem fazer a cirurgia de readequação genital, por ser invasiva”, diz Gisele. “É inadmissível atrelar a mudança de gênero a uma operação”.
(VEJA no
. 42. 18 de outubro, 2017, p. 81)
Observe os quadrinhos abaixo, da Turma do Snoopy, para
responder à questão .

Conforme a conversa entre Lucy e Charlie Brown, é correto
afirmar que
I. a personagem principal se despediu do padre, acreditando nunca mais o ver, por isso disse Adeus. II. a personagem principal se despediu dizendo Adeus, pois não se identificou com a cidade visitada. III. o padre se mostrou uma pessoa pouco simpática.
É correto o que se afirma apenas em
Leia o texto a seguir.
Sempre quis ser professora. Em 2001, me formei no magistério, mas cursar uma faculdade de pedagogia era um sonho muito distante. Nasci em Santana, no Amapá, mas desde os meus sete anos vivo em Afuá, na ilha de Marajó, no Pará. A cidade grande mais perto é Macapá, que fica de duas a seis horas daqui, dependendo da embarcação e da maré. Nessas condições, seria bem difícil fazer uma graduação presencial, por causa do deslocamento e também da questão financeira. Em 2012, me tornei professora da rede municipal. Depois de um ano de trabalho, fui transferida para o interior do município, na ilha do Caldeirão, que fica de seis a oito horas de barco daqui. Dava aula para uma sala de 26 alunos, que tinha desde crianças de pré-escola até o quinto ano do ensino fundamental. Eram filhos de trabalhadores que fazem extração de palmito e açaí nessa região. Lá, eu morava num quartinho na própria escola e só conseguia voltar uma vez por mês à cidade para ver minha família. (...)
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/.shtml. Acesso em 06/08/2017. Adaptado.)
Os elementos coesivos são responsáveis pelas relações de sentido construídas no texto. Sobre esses elementos,
assinale a afirmativa INCORRETA.
Tragédia anunciada
A ninguém terá espantado, decerto, a alta da violência no Rio de Janeiro neste 2017. A resignação com que se encara o fato dá medida do descalabro no Estado. Foram registradas, segundo o Instituto Fluminense de Segurança Pública, 3.457 mortes violentas de janeiro a junho, 15% acima do verificado no período correspondente de 2016. Trata-se do pior primeiro semestre desde 2009 (3.893).
Os danos à população fluminense não se limitam à segurança pública. A expansão irresponsável dos gastos públicos – amparada em uma alta efêmera das receitas do petróleo – levou o Rio a uma calamitosa situação financeira que comprometeu outros serviços básicos, como saúde e educação. Com o colapso das forças policiais, privadas de recursos de custeio e com salários em atraso, interromperam-se os bons resultados obtidos pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na redução dos homicídios ao longo de quase uma década.
Restou ao governo federal, diante desse quadro, autorizar o envio das Forças Armadas ao Estado; comenta-se que a operação possa ser estendida até o final de 2018. Embora de fato necessária neste momento, a medida não passa de um paliativo; basta a saída dos militares para que os criminosos voltem a atacar. A longo prazo, a eficácia de qualquer política mais efetiva de segurança pública dependerá de um ambiente de maior normalidade orçamentária.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/shtml. Adaptado. Acesso em: 05/08/2017.)
Assinale a alternativa que comprova essa afirmação.
Leia o fragmento seguinte do poema “José”, de Carlos Drummond de Andrade, e avalie as afirmativas apresentadas sobre ele.
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
In: GOLDSTEIN, Norma Seltzer. Versos, sons, ritmos. São
Paulo: Ática, 2007, p. 10. [Fragmento].
I. A palavra “se” repete-se sempre na mesma posição caracterizando a figura de linguagem denominada “anáfora”.
II. A palavra “se” é valorizada pelo eco que faz no interior de outras palavras.
III. O jogo sonoro apoia-se na alternância de sílabas fortes e fracas.
IV. A força de contraste presente nos dois versos finais apoia-se na alternância entre as sílabas fortes e fracas do poema.
Estão corretas as afirmativas:
GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. São Paulo: Ática, 2003, p. 14.
Considerando essas informações, relacione a COLUNA II de acordo com a COLUNA II de forma a confirmar o exemplo com sua classificação referente ao processo de escansão dos versos.
COLUNA I
1. Era uma casa / Muito engraçada / Não tinha teto / Não tinha nada (Vinícius de Moraes, “A casa”)
2. Como pode o peixe vivo / Viver fora da água fria? / Como poderei viver / Sem a tua companhia? (“Cantiga tradicional”)
3. Não sabeis o que o monstro procura? Não sabeis a que vem, o que quer? (Gonçalves Dias, “O Canto do piaga”)
4. Rua / torta. / Lua / morta. Tua / porta. (Cassiano Ricardo, “Serenata sintética”)
5. Tu pensas que tu é que és / A melhor mulher do planeta, / Mas eu é que não vou fazer / Tudo o que te der na veneta. (Noel Rosa, “A melhor do planeta”)
6. Na valsa / Cansaste; / Ficaste / Prostrada, / Turbada! / Pensavas, / Cismavas, / E estavas / Tão pálida. (Casimiro de Abreu, “A valsa”)
COLUNA II
( ) Versos com 1 sílaba. ( ) Versos com 2 sílabas. ( ) Versos com 3 sílabas. ( ) Versos com 7 sílabas. ( ) Versos com 8 sílabas. ( ) Versos com 9 sílabas.
Assinale a sequência CORRETA.
Texto I
Já sabia ajuntar as sílabas e ler por cima toda coisa, mas descrencei e perdi a fluência de ir à escola, porque diante dos escritos que o mestre me passava e das lições marcadas nos livros, fiquei sendo um quarta-feira de marca maior. Alívio bom era quando chegava em casa.
BERNARDES, Carmo. Rememórias. Goiania: Leal, 1969, p. 18-20. In: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004, p. 13.
Texto II A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender
A linguagem na superfície estrelada das letras sabe lá o que quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramática, esquipáticas atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.
[...] ANDRADE, C. D. In: MATTOS e SILVA, Rosa Virginia. O português são dois... São Paulo: Parábola, 2004, p. 129.
( ) No texto I, há palavras e expressões características da cultura rural da região CentroOeste, onde o texto foi editado. ( ) A narrativa que se apresenta no texto I é uma retrospectiva da experiência na escola como também acontece como texto II,caracterizando-se, por isso, a intertextualidade implícita ou de conteúdo. ( ) Ambos os textos conduzem a uma reflexão sobre a língua portuguesa, pois referem-se a suas características e variações. ( ) As questões apresentadas nos textos mostram que os vários anos de escolarização não vêm resolvendo o chamado “domínio da Língua Portuguesa”. ( ) No texto II, há a referência ao problema de a escola dar conta da transmissão e treinamento em direção ao padrão normativo tradicional. ( ) Em ambos os textos, confirma-se que o português brasileiro possui uma grande uniformidade, porque os autores abordam o mesmo tema, apesar de viverem realidades diferentes. Assinale a sequência CORRETA.

Humor pode ser definido como comicidade em geral;
graça, jocosidade, expressão irônica e engenhosamente
elaborada da realidade, (HOUAISS, 2005, p. 1.555); e é
construído no texto acima porque:
A intertextualidade é a relação entre textos e pode se estabelecer sob diversos aspectos. Assim, observe o texto seguinte e analise as afirmativas apresentadas.
Receita de herói
Reinaldo Ferreira
Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.
PAULINO, Graça; WALTY, Ivete; CURY, Maria Zilda.
Intertextualidade: teoria e prática.
Belo Horizonte: Lê, 1995, p. 39.
I. Acontece intertextualidade intergêneros.
II. É exemplo de paródia, uma vez que desconstrói o mito de herói.
III. Apresenta intertextualidade fraca, pois não compromete todo o texto.
IV. Existe relação intertextual localizada.
Estão corretas as afirmativas:
O show
Affonso Romano de Sant’Anna
O cartaz
O desejo
O pai
O dinheiro
O ingresso
O dia
A preparação
A ida
O estádio
A multidão
A expectativa
A música
A vibração
A participação
O fim
A volta
O vazio
Considerando o enunciado anterior, assinale a alternativa
correta relativamente ao seu processo de textualização.
Leia com atenção e marque a alternativa CORRETA:
